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quinta-feira, maio 28, 2026

Documentário paraibano é selecionado para o Festival Arara Azul, na Itália

 

Adriana Crisanto Monteiro

 

O documentário “A Pedra do Reino e o Sertão de Dom Pantero” foi selecionado para participar do Festival Arara Azul, realizado na Itália, levando a cultura nordestina e o universo literário de Ariano Suassuna para o cenário internacional.

O diretor Manuel Dantas Vilar disse que toda família ficou feliz com a indicação. “Dá uma alegria grande e toda a esperança aqui que os italianos tenham bom gosto e que os brasileiros que lá estão na Itália se reconheçam nesse documentário”, comentou Dantinhas.

            A obra destaca as riquezas culturais, históricas e simbólicas do sertão brasileiro, dialogando diretamente com o imaginário criado por Ariano Suassuna em “A Pedra do Reino”, uma das mais importantes produções da literatura nacional. O documentário mergulha nas tradições populares, na oralidade, na música, na religiosidade e nas narrativas do sertão, valorizando a identidade cultural nordestina.

            A seleção para o festival representa um importante reconhecimento internacional da produção audiovisual paraibana e brasileira, evidenciando a força da cultura do Nordeste como patrimônio universal. O Festival Arara Azul reúne produções independentes de diversos países, promovendo intercâmbio cultural e valorização de obras com relevância artística e social.

           
        Além de ampliar a visibilidade do cinema regional, a participação do documentário fortalece o legado de Ariano Suassuna e reafirma a potência das narrativas sertanejas no diálogo com o mundo contemporâneo. A presença da obra no festival italiano também reforça a importância do incentivo à cultura e ao audiovisual como instrumentos de preservação da memória, identidade e diversidade cultural brasileira.

O Filme - “A Pedra do Reino e o Sertão de Dom Pantero” é um documentário que percorre a paisagem física e simbólica da Paraíba para revelar como o sertão inspirou e foi transformado no universo literário de Ariano Suassuna. Com depoimentos exclusivos, imagens inéditas e trilha sonora original do Quinteto da Paraíba, a obra visita cenários reais que serviram de base para romances como A Pedra do Reino e História do Rei Degolado. O filme entrelaça memória, geografia e literatura, celebrando o legado cultural de Suassuna e mostrando o sertão real por trás do sertão mítico presente em suas obras.

As filmagens do documentário foram realizadas em importantes cenários históricos e culturais da Paraíba, especialmente em regiões do sertão que marcaram o imaginário literário de Ariano Suassuna. Entre os locais retratados estão a Casa da Pólvora e o Convento São Francisco, em João Pessoa; a Fazenda Onça Malhada, em Taperoá; além de lajedos, rios, casas-fortes e paisagens sertanejas entre Taperoá e Teixeira, ambientes que inspiraram obras como A Pedra do Reino e História do Rei Degolado. O documentário também registra espaços históricos ligados à trajetória de João Dantas, no Recife, conectando memória, geografia e literatura em uma narrativa visual sobre o sertão real que deu origem ao universo mítico de Suassuna.


Ficha Técnica

Título: A Pedra do Reino e o Sertão de Dom Pantero

Direção Geral: Manuel Dantas Vilar

Roteiro: Manuel Dantas Vilar

Trilha Sonora Original: Quinteto da Paraíba

Direção Musical: Xisto Medeiros

Gênero: Documentário

Tema: Cultura, memória, literatura e identidade nordestina.

quinta-feira, maio 07, 2026

Rubacão Jazz realiza concerto nesta quinta-feira no Viva o Centro com Música e mobiliza doações para vítimas das chuvas da região metropolitana de João Pessoa

  

Foto: Gerson Acioly


   Adriana Crisanto Monteiro

    O Centro Histórico de João Pessoa será palco de mais uma noite dedicada à boa música e à solidariedade. Nesta quinta-feira (7), a Big Band Rubacão Jazz se apresenta no projeto Viva o Centro com Música, no Centro Cultural São Francisco (CCSF). A entrada é gratuita para todos os públicos e, nos dias das apresentações, o estacionamento do CCSF estará liberado, com acesso por trás do convento, na Rua Borges da Fonseca, 2010, bairro do Róger.

    Além do concerto, a noite também será marcada por uma ação solidária. A organização do evento está convidando o público a colaborar com a doação de 1 kg de alimento não perecível, que será destinado às famílias desabrigadas e desalojadas em decorrência das fortes chuvas que atingiram diversas áreas da região metropolitana de João Pessoa.

    A coordenadora do projeto Viva o Centro com Música, Jamile Paiva, comentou que a arte tem um poder de mobilização único e que a ideia partiu dos músicos da banda. “A sugestão deles mostra que o Viva o Centro não é apenas sobre ocupar espaços históricos, mas, também, de usar a cultura como ponte para ajudar quem perdeu tudo nas chuvas”, comentou Jamile Paiva.

    Muitas famílias perderam móveis, roupas, alimentos e tiveram suas casas inundadas, enfrentando um momento de grande dificuldade. A campanha busca mobilizar a sociedade por meio da cultura e da solidariedade, transformando o evento em um espaço de apoio humanitário.

    A iniciativa reforça o papel social da arte e da música como instrumentos de união e conscientização, estimulando a população a participar não apenas do momento cultural, mas também do gesto de empatia com aqueles que mais precisam.

    A apresentação promete reunir amantes da música, turistas e frequentadores do Centro Histórico em um ambiente de valorização da cultura paraibana e ocupação artística de um dos mais importantes patrimônios históricos da capital paraibana.

    Sob a regência do maestro Alexandre Magno Ferreira, a Rubacão Jazz promete reunir moradores e turistas em uma apresentação vibrante no coração de um dos mais importantes patrimônios históricos da Paraíba. Nesta quinta-feira a big band estará com sua formação completa, com os 25 componentes, regidos pelo maestro Alexandre Magno Ferreira e acompanhamento do maestro Isaac.

 Projeto Viva o Centro com Música – Está em sua terceira edição. Atualmente, conta com apoio da Secretaria de Turismo de João Pessoa (Setur), suporte logístico e operacional da Secretaria de Ciência e Tecnologia (Secitec-JP), idealizadora da primeira versão, além de financiamento da Inovatec, do Centro Cultural São Francisco, da Academia Paraibana de Letras e da Universidade Federal da Paraíba (UFPB).

Maestro Alexandre Magno. Foto: Gerson Acioly
 O projeto também abre espaço para a inovação tecnológica. Por meio de uma pesquisa pioneira, explora o uso de software livre e hardwares acessíveis para gravação e sonorização de eventos e estúdios caseiros. O objetivo é criar um protocolo para sonorização, gravação e transmissão ao vivo utilizando o sistema Linux, mais especificamente o Jack Audio Connection Kit, tornando o empreendedorismo musical mais acessível.

 

Centro Cultural São Francisco

É um complexo arquitetônico mais antigo do país e traz marcas do barroco tropical. É formado pela Igreja e Convento de Santo Antônio, pela Capela da Ordem Terceira de São Francisco, pela Capela de São Benedito, pela Capela da Ordem Terceira (Capela Dourada), pela Casa de Oração dos Terceiros, pelo Claustro da Ordem Terceira, além de uma fonte e um grande adro com cruzeiro, constituindo um dos mais notáveis testemunhos do Barroco no Brasil. Por sua importância histórica, foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

    Ao ser fundado, o convento e sua igreja eram dedicados a Santo Antônio. A mudança no uso popular do nome do prédio ocorreu no início do século XX, em razão das reformas realizadas na capela-mor.

    Acompanhe as redes sociais para mais informações e atualizações: @vivaocentrocommusica @rubacaojazz @curtaoperapb