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sexta-feira, dezembro 17, 2021

Erasmo Carlos lança single em homenagem à Jovem Guarda

 


"A Volta" chega às plataformas de streaming  e cantor segue em turnê com show que leva mesmo nome do projeto: “O Futuro Pertence À Jovem Guarda”

    Erasmo Carlos sempre foi um artista do futuro. Ou melhor, um artista que une presente, passado e futuro num tempo próprio, repleto de rock´n´roll e poesia, numa viagem da qual, há mais de 53 anos, ele nos convida a participar. É assim desde os anos 1960, quando foi um dos criadores da Jovem Guarda, movimento cultural que mudou o comportamento dos jovens na época e introduziu o rock no Brasil. Passando por todas estas revoluções musicais e sociais, o Tremendão chegou pleno aos 80 anos, completados em junho.

    O cantor entrou em estúdio em setembro, retomando a parceria com o produtor Pupillo e com direção artística de Marcus Preto para dar vida ao projeto “O Futuro Pertence À Jovem Guarda”. No repertório, releituras de músicas que foram sucessos com gigantes da época: Golden Boys, Vips, Renato e seus Blue Caps, Eduardo Araújo, Roberto Carlos entre outros. O cantor finalizou o projeto em novembro e logo caiu na estrada para apresentar o novo trabalho ao público em uma turnê nacional.

    Nesta sexta-feira (17), Erasmo libera o primeiro single do álbum: a faixa "A Volta”, composição de Erasmo e Roberto Carlos, grande sucesso com a dupla Os Vips. Além da disponibilidade nas plataformas de streaming pela Som Livre, a canção também chega com um lyric video no YouTube .

    A nova versão de "A Volta”, agora interpretada por Erasmo, fará parte do álbum, que será lançado no ano que vem. “O Futuro Pertence À Jovem Guarda” é um projeto de releituras de canções do movimento da Jovem Guarda. Erasmo foi um dos ícones desse movimento e gravou 8 faixas dessa época, as quais ele nunca havia gravado anteriormente. O álbum completo do projeto tem previsão de lançamento pela Som Livre para o início de 2022.

TURNÊ “O FUTURO PERTENCE À JOVEM GUARDA”

    Mais uma vez Erasmo faz sua alquimia única dos tempos e nos brinda, com sua super banda, com a recriação de hits marcantes e baladas inesquecíveis da Jovem Guarda, resgatando a pressão, a atitude, a força, o olhar amoroso, a alegria e o otimismo da criação de um mundo novo, fundamentais tanto naquela época como agora, neste futuro que já está aí.

    Erasmo apresenta músicas que se tornaram parte da história cultural brasileira - e da vida de todos nós -, além de algumas surpresas. Afinal, Erasmo nos palcos cantando “Gatinha Manhosa” o Brasil já viu. Cantando “Festa de Arromba”, também. Mas cantando " Meu carro é vermelho, não uso espelho pra me pentear”, de Eduardo Araújo, isso não foi visto. "Estou guardando o que há de bom, em mim" sucesso da dupla os Vips, também não. Acompanhado por sua banda, com o Maestro José Lourenço nos teclados, Luiz Lopes no violão, guitarra e vocal, Pedro Dias no baixo e vocal, Billy Brandão na guitarra guitarra e Rike Frainer na bateria, Erasmo apresenta um show histórico, mostrando para o Brasil onde começou este tal de rock´n roll por aqui. Dando início à turnê em novembro na cidade de Porto Alegre, O Tremendão se prepara para presentear São Paulo no dia 18 de dezembro e o show do Rio de Janeiro acontece no início do ano que vem.

"A Volta" - Erasmo Carlos

Lançamento Som Livre 

Sobre Erasmo Carlos

    Artista em permanente ebulição, efervescente, inspirado, há mais de 53 anos o Tremendão vem embalando gerações com suas canções. São mais de 500 composições que refletem, da ingenuidade da Jovem Guarda e sua doce proposta de mudanças comportamentais, à maturidade dos dias atuais, alçando Erasmo ao posto de Gigante Gentil da música brasileira (título reafirmado com o Grammy Latino 2014 de Melhor Álbum de Rock por Gigante Gentil e com sua escolha como Homem do Ano na Música da Revista GQ).


Fonte: Revista Cultural.


terça-feira, dezembro 07, 2021

Espetáculo paraibano "Maria s" vence Festival de Teatro de Igarassu e será apresentado nesta terça-feira (7)


O monólogo "Maria s" encenado pela atriz paraibana Mônica Macedo foi selecionado para o 12o Festival de Teatro de Igarassu (PE). O Festival tem início nesta terça-feira (7) e vai até o dia 11 de dezembro e deu início as apresentações públicas no município localizado na região metropolitana de Recife, mas segue todos os protocolos de segurança devido as variantes da covid19. 

“Maria´s” é dirigido pelo ator Antônio Deol e montado pela Cia. Oxente de Teatro. Tem como proposta trazer uma intimidade maior com o público e traz a plateia para cima do palco. A peça aborda temas relevantes várias de Marias que existe em todos nós.  A atriz Mônica Macedo, em entrevista ao site Bafafá, contou que o espaço cênico de ‘Maria’s’ propõe uma relação mais próxima entre intérprete e espectadoras. "Convidando ao público para o palco, propiciando uma maior interatividade/cumplicidade com o espetáculo”, comentou Mônica.

Em cena estão “Maria’s” que se dispõe a bordar e abordar um episódio final da vida da personagem Maria Stuart. Por meio dela as situações são vividas por várias mulheres. "Trazemos um período remoto em possíveis diálogos com a contemporaneidade; defendemos a libertação desse ser mulher – a libertação desse ser Maria”, resumiu a atriz sobre a sinopse do espetáculo.

Oxênte

A Cia Oxênte de Teatro, fundada na cidade de Alagoa Grande em 17 de agosto de 1983, desenvolve um processo de trabalho fundamentado na investigação do universo regionalista nordestino e suas ramificações. Em sua trajetória representou a Paraíba em vários festivais de teatro, obtendo êxito por parte da crítica e do público. Tendo conquistado diversos prêmios, já circulou em algumas capitais nas regiões do Sul, Sudeste e Norte do Brasil.

segunda-feira, dezembro 06, 2021

O Influencer Kleiton Barros realizará o seu primeiro bazar solidário com o apoio de Preta Gil


O evento acontecerá no próximo dia 19 de dezembro, na área exclusiva de um dos cartões postais de Salvador o Farol da Barra


O blogueiro é conhecido na cidade pela a sua “Influência do Bem” e costuma usá-la para realizar esse trabalho social, sempre com o auxílio de suas parcerias e do seu engajamento como figura pública. Em seu instagram ele já acumula mais de 116 mil seguidores, além de ter um trabalho social muitíssimo respeitado e sem ajuda governamental ou afins. Inclusive ele gosta de mostrar a cidade de uma forma bem irreverente, que muitos ainda desconhecem, indicando alguns lugares peculiares e curiosos. Assim também como ele influencia o seu público nos âmbitos da Beleza, Saúde, life Style, Entretenimento, Gastronomia e Moda Masculina. 

No próximo dia 19 de dezembro, ele vai realizar pela primeira vez, um o seu evento beneficente no formato de um bazar intitulado de ‘Bazar Solidário do Kleiton Barros, que terá como madrinha a cantora Preta Gil. “E estou muito feliz, pois esse o bazar conta como madrinha a minha amiga Preta Gil. É bem verdade que no momento em que eu fiz o convite a ela, na mesma hora ela aceitou cordialmente. E aí já são quase 2 meses de preparação, mas é feito com muito amor e carinho.”, disse ele. 

Todo mundo sabe que a artista, cantora, empresária e apresentadora, Preta Gil nasceu rodeada de pessoas espetaculares e que transbordam arte: filha de Gilberto Gil e Sandra Gadelha, sobrinha de Caetano e afilhada de Gal Costa. Conhecida por seu carisma, energia positiva e generosidade, Preta Gil é a personificação de uma mulher forte, empoderada e pioneira, além de ser uma grande personalidade da luta contra o racismo, gordofobia e homofobia (LGBTQIA+fobia). A artista também é uma das cantoras mais relevantes do país, que movimenta mais de 2 milhões de pessoas no Carnaval e é sócia de uma das maiores empresas de gerenciamento de carreiras do país, a Mynd. 

O local escolhido para a realização do evento será ali no Farol da Barra no Clube Cabana da Barra a partir das 10hs, com a entrada gratuita. O público poderá conferir várias roupas novas, moda masculina e feminina, vestuário e acessórios para todas as idades tudo novinho até porque estão sendo gentilmente doadas pelos parceiros solidários (lojistas de Salvador) e também por empresários do ramo. E mais, às presenças VIP dos modelos e influêncers Rangel Guiga, Jack Campello, Ingrid Fernandes, Deusa Gasparetto e Tessia Carenine. Tudo isso com toda comodidade e segurança, além de valores super acessíveis ao bolso consumidor e com roupas para todos os gostos. Inclusive vocês podem realizar as compras através das seguintes formas de pagamento como o PIX, cartões de crédito ou débito e também em dinheiro. O intuito desse evento, é de arrecadar fundos para ajudar as duas instituições filantrópicas são elas respectivamente a ‘Creche Vó Flor’ e o ‘Centro Cultural Nós por Nós’. “Realizar esse bazar solidário, sempre foi o meu sonho e objetivo. 

A finalidade dele é de ajudar as instituições que precisa desse apoio e é por esse motivo, que toda a renda será para as mesmas.”, explicou Kleiton. É importante ressaltar que o Centro Cultural Nós por Nós é uma organização não governamental (ONG) que tem sua sede na comunidade do ‘Bate Coração’ em Paripe. O projeto tem como missão, promover a inclusão e justiça social, através da arte, esporte, cultura e educação para crianças e adolescentes da comunidade, além de despertar as potencialidades e aumentar a autoestima desses jovens, colaborando para o desenvolvimento social, econômico, cultural e socioeducativo. 

A instituição fica localizada no endereço Travessa Jupará, 1A, Comunidade do Bate Coração - Paripe em Salvador-BA. contato: (71) 983845190 E-mail: centrodeculturabco@gmail.com Instagram: @centroculturalpnp Já a creche comunitária Vó Flor, atende, diariamente e de forma gratuita, cerca de 30 crianças, cujos pais são, na maioria, trabalhadores informais do bairro. 

Do momento da chegada, pela manhã, até irem embora, à noite, os pequenos são cuidados por reduzida equipe de voluntários, responsável por fazer e servir refeições, levar e buscar na escola e garantir lazer e estudo. 

A escola fica no endereço: Rua Marquês de Santo Amaro, nº 1, Largo da Madragoa - Ribeira. CEP: 40420-510 Salvador-BA FONE: (71) 99165-0238 E-mail: associacaovoflor@gmail.com Instagram: @voflor.011. 

É importante lembrar que o bazar acontecerá acatando todas as orientações de vigilância sanitária e epidemiológica no que diz respeito ao período de pandemia em que ainda estamos vivenciando. Então o de máscara será exigido durante a permanência dentro dos respectivos ambientes do todo evento. Estará disponível também álcool em gel para a higienização das mãos, além da aferição de temperatura corpórea na logo na entrada do local da convenção. 

Serviço: O que: ‘BAZAR SOLIDÁRIO DO KLEITON BARROS ‘ 
Data: 19 de dezembro 
Anfitrião: Kleiton Barros (@kleitonbarrosoficial) Madrinha: Preta Gil (@pretagiloficial) Onde: Clube Cabana da Barra Endereço: Rua Afonso Celso, N 01, Barra / Salvador. 
Informações: 71 99158-9204 Horário: A partir das 10 
Formas de pagamento: Por via pix, cartões de crédito e débito e em espécie.

*É imprescindível utilização de máscara em todo o ambiente da bazar, assim como na entrada do evento, será exigido o cartão de vacinação impresso ou digital pelo app Conect SUS contendo pelos menos umas das doses da vacina contra a Covid-19. Jornalista Responsável Van Carvalho 71-981161816

segunda-feira, novembro 22, 2021

Música paraibana aquece debate nas redes sociais

Na semana passada um fato movimentou as redes sociais da cultura paraibana quando o músico Totonho reclamou em seu perfil social sobre o não pagamento do cachê da apresentação em dia, como combinado, por parte da Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope). 

O show abriu um dos projetos musicais, numa das muitas tentativas de retomada do movimento cultural na cidade, que já começa a se enfeitar de turistas para o verão que se aproxima. Totonho se apresentou com sua banda “Os Cabras”, na Casa da Pólvora, que tinha um dos melhores projetos culturais de verão, coordenado pelo jornalista e produtor cultural Chico Noronha e outros. 

O diretor da divisão de música da instituição promotora do evento, Dida Fialho, outro músico de grande quilate, respondeu ao músico Totonho, em suas redes sociais de forma um tanto impensada, jogando na cara do “cabra da peste” Totonho o tudo que havia feito pelo músico, inclusive, a doação de cesta básica e perfume no período da pandemia. 

A Funjope, que outro dia teve uma das salas incendiadas devido à falta de manutenção de um ar condicionado, explicou que o não pagamento do cachê se deu pelo fato de que o artista ainda não havia deixado por completo a documentação para que seu processo de pagamento andasse como deveria. Pegando o gancho neste episódio lamentável, pois os músicos envolvidos no “quiprocó” são profissionais de qualidade do qual tenho o maior respeito, admiração e consideração, mas, não poderia deixar de dizer que fiquei triste, pois, como amante da cultura local e frequentadora dos eventos vejo o “futuro reviver o passado”, como diz a canção. 

Pensava eu, na minha ingenuidade, que fatos como estes de não pagamento de cachê e salário já haviam ficado no passado. Na época em que trabalhava no caderno de cultura “Show” do extinto Jornal O Norte, íamos aos shows de verdade prestigiar nossos artistas, visitamos as exposições de arte, íamos ao teatro sentar na primeira fila e escrever sobre o espetáculo no outro dia, coisa que hoje não se faz mais, não existe mais a cobertura dos eventos na cidade. Tudo se resume a um agendão e o diálogo para seu desenvolvimento passa longe, se tornou raso e acusativo mais virtual do que real. 

Esse acontecimento nos faz querer questionar várias coisas: Primeiro, porque o artista subiu no palco sem ter toda a documentação conferida pela instituição? Por acaso isso aconteceria se artistas nacionais como Alcione, Martinho da Vila, Sandy e Júnior e outros tantos breganejos de sucesso? Segundo: Onde estão os conselheiros de cultura das instituições para defender os artistas? Terceiro: E as políticas públicas culturais estão sendo criadas e defendidas pela câmara de vereadores? E o Ministério Público tem olhado para os nossos artistas? Quarto: E a comunicação? Cadê o assessor de imprensa cultural das instituições para responder ao público e ao artista no lugar do diretor de divisão música? Esqueceram do coitado. 

Cadê a imprensa cultural minha gente para defender nossa cultura? Parece que tudo isso acabou, vivemos no limbo da eterna ausência. Lamentavelmente nossos artistas estão passando necessidade e com a pandemia o quadro se agravou e muito pouco tem sido feito por eles. Artista precisa de cesta básica sim, precisa de plano de saúde, aplauso, reconhecimento, de perfume e flores, mas precisa sobretudo de políticas públicas culturais sérias, muito bem definidas e transparentes que garanta o presente e pense no futuro dela, sim no futuro, porque artista também envelhece e precisa ser cuidado da mesma forma como patrimônio vivo e memorável. Política cultural misturada com arte é uma bomba de Hiroshima pronta a ser detonada a qualquer momento e não dá para ficar tratando em segundo plano mais. Infelizmente muito pouco ainda está sendo feito. E se está sendo feito onde está sendo divulgado? De forma real, virtual ou hibrida como é a cultura em algumas áreas? 

 Para não dizer que estou falando só desse caso isolado acontecido recentemente basta olharmos para Orquestra Sinfônica da Paraíba (OSPB), cadê ela? Onde estão os concertos musicais de câmara, os solos, duetos para pequena plateia que poderiam acontecer agora? A orquestra vai ou não passar pelo processo de publicização como na Orquestra Sinfônica da Bahia (OSBA), de Sergipe, Espirito Santos e outras? Uma discussão antiga que existia nos bastidores da cultura e que nunca foi levada a frente. Política cultural é um direito senhores gestores políticos e deve ser levada a sério. Música não serve apenas para animar seus palanques no período eleitoral. Mas, é ela um direito das pessoas, está expressa na constituição brasileira desde 1988 e desde a Declaração Universal dos Direitos do Homem (1948), concebe-se a cultura como um direito a ser preservado e respeitado. 

A Agenda 21 da Cultura visa o comprometimento dos governos locais sobre o desenvolvimento cultural e na reformulação de suas políticas. O foco da Agenda 21 é a descentralização de tais políticas e de seus recursos. A cultura é uma área polêmica por natureza devido a sua diversidade, fluidez e imaterialidade. As discussões muitas vezes são permeadas por partidarismos e debates de fundo apenas ideológico ou de ordem pessoal, muitos esquecem que ela é também permeada por princípios que vem da justiça, de valores derivados da filosofia e sobretudo é papel do Estado a implementação de políticas que envolvam pessoas ligadas diretamente a área. Sabe-se que os desafios para consolidação de políticas culturais nunca foram triviais. Requer esforço daqueles que reconhecem a sua importância para a sociedade, para política e para economia. 

As reflexões que hoje trago aqui neste espaço cedido com muita gentileza, mesmo as mais críticas, reflete um pouco nossa realidade e deseja chamar atenção para necessidade de que mais pessoas se envolvam e fortaleça as instituições e as políticas de incentivo às atividades culturais no país, no Estado e no município, pois cultura em todas as esferas também ganha eleição. 

 Publicado no site Parlamento PB - https://bit.ly/3CMhoyC.

A pandemia da cultura

    


















    Entretenimento, lazer, diversão ou cultura o fato é que me coloquei a pensar nos efeitos da pandemia e a forma de consumir esses bens daqui para a frente. Fico pensando como será que os teatros, museus, pubs, festivais, boates, eventos esportivos vão caminhar ou se irão permanecer apenas no “on line” e não mais no presencial por parte das empresas e das pessoas? Aos poucos vamos vendo os espaços de arte abrirem as portas, os artistas saírem de suas tocas para ir aonde o povo está. Mesmo assim o que tenho sentido por aqui é uma abertura, um tanto tímida, de alguns lugares.

    Os produtores culturais, que resistem ainda bravamente a essa pandemia, vão ter um esforço dobrado para agradar e trazer esse público de volta. Também precisam ter em mente que o comportamento do público não é mais o mesmo e que um evento em lugar “semiaberto” tem gerado pânico e medo em algumas pessoas, sem falar no preço das entradas, que na pós-pandemia deverá aumentar significativamente. É preciso reinventar, mudar, se adaptar a uma série de novidades e desejos que foram postos a prova com a pandemia do Sarscov2.

    É preciso um olhar humano também e isso as empresas de música, como por exemplo, o Spotify, percebeu de imediato. Na plataforma de música Spotify, hoje a mais consumida, organiza o repertório em gêneros rock pop, sertanejo, MPB, música católica, música evangélica, mas também pensa nos estados emocionais da pessoa naquele dia, como música para lavar louça, música para dormir e músicas que reflitam sensações como alegria, tristeza, concentração, etc. A experiência sensorial vem de imediato ao seu estado de espírito. Essa mudança da forma de se escutar música fez como a empresa obtivesse em 2021 uma “patente do processo de análise das emoções do usuário consumidor” recomendando, inclusive, o que você pode escutar a seguir. 

    Nestes dados foram coletados o estado emocional e a análise de maneira de falar e ainda informações contextuais, ou seja, o local onde o sujeito se encontra, se na praça, no parque, em casa, no banho, no shopping, na praia, se está sozinho, viajando ou está grupo. A pandemia também trouxe, muito forte, para dentro da música os remix. Hoje não importa mais o que está sendo remixado, quem é o autor, qual gênero e significado original. O que interessa mesmo é exibir e ostentar, manipular o conteúdo original tecnologicamente, contanto que isso traga para o indivíduo experiências sensoriais “novas”. 

    Para alguns não interessa se a obra de arte reproduzida se parece com o modo e estilo de Frans Krajcberg, o que vai importar é a manipulação em si, ou seja, não importa se a obra de arte foi reproduzida ou é mais importante que uma selfie. Sobre pensar as emoções dentro da cultura basta ver o famoso Tik Tok que hoje está linkado as plataformas instagram e facebook. Tudo é imagem e a imagem virou ao mesmo tempo objeto da cultura. É tanto que existem cursos sobre TikTok voltados para negócios e que tem seduzido os profissionais que querem conseguir mais likes e visualizações.

    No TikTok você não precisa ser bonito, saber falar bem, basta ficar calado e experimentar os diversos filtros e formas de edição dessa imagem capturada. A plataforma se tornou uma grande diversão e entretenimento, a começar pelas crianças que não brincam mais de bola de gude, ou pega-pega no jardim, mas a brincadeira e lazer favorito deles é “brincar de TikTok” fazendo dancinha com uma música de Madonna remixada. Não precisa de texto, não precisa ter conteúdo, mas apenas a imagem e a música devem refletir meu estado emocional do dia. Alguns psicólogos dizem que o apelo nesse tipo de mídia cultural é direcionado para o emocional, para atingir o inconsciente, não o racional. Entramos numa era em que os artefatos culturais midiáticos, as séries longas da televisão também vistas pelo celular, estão sendo mais interessantes do que pagar o preço exorbitante num bilhete de entrada de uma casa de show. Como dizem os psicólogos “tudo se resume a um jogo duplo de dopamina”, em que de um lado estão as ferramentas tecnológicas, aonde posso editar e manipular da minha maneira e fazer minha cultura dá certo, de outro a sociabilidade do riso, do congraçamento, de encontrar pessoas no meio da rua sem medo, sem ansiedade e sem pagar preços altos para me divertir.

sábado, maio 25, 2013

JORNALISMO CULTURAL


No início deste ano lancei um livro intitulado "Jornalismo Cultural", fruto da minha paixão, amor e dedicação ao jornalismo especializado de cultura. É estranho falar sobre você mesmo e divulgar a você mesmo, parece "pedante". Mas, como diria um mestre  "conhecimento é para ser disseminado, divulgado, se ficar só com a gente não cumpre o papel". Foi pensando nisso que lancei (mais não fiz festa de lançamento) o livro “Jornalismo Cultural”, impresso pela Editora Universitária da UFPB.


O livro, com 98 páginas, é fruto de pesquisas realizadas na graduação, especialização em Jornalismo Cultural e no mestrado, no período em que passei em Salamanca (ES). No primeiro capítulo conto uma breve história do jornalismo cultural no mundo, no Brasil e na Paraíba. Tudo muito breve mesmo, pois muito ainda precisa ser estudado, pensado e escrito sobre o jornalismo de cultura em nosso Estado. Talvez por períodos, por anos ou décadas. Sem falar que a dinâmica das redações de cultura são muito rápidas e contar a história quando ela ainda está acontecendo é um tanto quanto complicado.  

Jornalismo Cultural é prefaciado pelo professor Dr. Wellington Pereira que foi seu orientador na graduação e especialização. “O livro de Adriana Crisanto procura demonstrar que no jornalismo cultural, na maioria das vezes, as palavras se bifurcam dos conceitos”, escreveu Pereira. A orelha do livro recebeu os comentários do professor Dr. David Fernandes. 

Os capítulos subsequentes dedico ao estudo das fontes e gêneros do jornalismo cultural. “A intenção não é trazer a polêmica entre vanguardistas e conservadores, defensores da arte moderna, o papel da crítica, a decadência do jornalismo cultural, as diferenças entre cosmopolitismo e nacionalismo, nem questões conceituais apenas. Muito embora um pouco de tudo isso esteja impresso neste trabalho”, acrescentou Adriana Crisanto. 

SOBRE A AUTORA - Adriana Crisanto Monteiro é graduada em Relações Públicas e Jornalismo pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), com especialização em Jornalismo Cultural pela FIP/FAP. Mestranda em Serviços Públicos na Faculdade de Sociologia e Comunicação da Universidade de Salamanca (ES) e no Programa de Pós-graduação em Serviço Social pela UFPB. Foi bolsista do CNPq no projeto “Imprensa e Seca na Paraíba”, com a orientação do professor Luiz Custódio da Silva. Também bolsista na Coordenação de Extensão Cultural da Pró-Reitoria para Assuntos Comunitários (PRAC/COEX) com projeto Tambores e Teclas, no Núcleo de Teatro Universitário (NTU) da UFPB, que teve como orientadores: Buda Lira, Everaldo Pontes e Edilson Alves. Atuou como repórter na editoria de cultura do Jornal A União. Trabalhou como repórter de cultura e sub-editora de cultura no Jornal O Norte (Diários Associados Paraíba) por 10 anos. Atualmente é professora do curso de Jornalismo da Faculdade Maurício de Nassau e Chefe da Assessoria de Comunicação da Estação Cabo Branco – Ciência, Cultura e Artes. 

SERVIÇO:
JORNALISMO CULTURAL
Autora: Adriana Crisanto Monteiro
Editora Universitária – UFPB, 2012
Páginas: 98
Preço: R$ 20,00
Contato para palestras e oficinas: adrianacrisanto@yahoo.com.br

domingo, maio 13, 2012

LOUCEIRA QUILOMBOLA FAZ PERFORMANCE NESTE DOMINGO (13) NA ESTAÇÃO CABO BRANCO DENTRO DA EXPOSIÇÃO FOTOGRÁFICA QUILOMBOS DA PARAÍBA

              Neste domingo (13) a louceira Dona Lourdes, uma das mais antigas mulheres da comunidade quilombola do Grilo, no Riachão do Bacamarte, em Campina Grande, estará fazendo uma performance de como se constrói e fabrica um peça de barro. As demonstrações acontecerão em horários alternados: às 10h, 12h, 14h e 16h, no segundo pavimento da Torre Mirante da Estação Cabo Branco – Ciência, Cultura e Artes, no altiplano. A entrada é aberta ao público.
            A apresentação de Dona Lourdes é uma das atividades da mostra fotográfica Quilombola da Paraíba que foi aberta na semana passada na Estação Cabo Branco com a presença de remanescentes quilombolas. 
        No próximo domingo (20) haverá no local uma roda de contação de história e estórias, um encontro com antigos quilombolas contando suas memórias e lendas. As rodas estão programadas para às 10h, 14h e 16h, no mesmo local.
Dona Lourdes, como é conhecida pelos moradores da comunidade, é uma senhora de 67 anos, filha de Dona Dora, matriarca do quilombo que tinha toda a tradição de confecção das louças. Além de louças, ela também borba em tecido, técnica apreendida com a mãe.
         A mostra fotográfica “Quilombos da Paraíba”, contra através das imagens e lentes dos alunos do projeto Fotógrafos de Rua, idealizado pelo italiano, radicado na Paraíba, Alberto Banal. Nela eles contam a história, os costumes e as tradições do povo quilombola de nosso Estado. A exposição permanecerá no local até o dia 3 de junho, com apresentações artísticas do povo quilombola.
            A exposição é composta por 166 imagens, sendo que 52 delas são de autoria dos alunos de três comunidades quilombolas: Matão (Guirinhém), Grilo (Riachão do Bacamarte) e Pedra d´Água (Ingá) que participam do projeto Fotógrafos de Rua.
A mostra fotográfica é uma viagem apaixonada da realidade atual de 38 comunidades quilombolas da Paraíba com o intuito de mostrar os inúmeros problemas que afetam sua sobrevivência, mas também a beleza e a riqueza social que constituem o seu patrimônio cultural. "A mostra é também um grito de dor e denúncia para que a sociedade se conscientize da dívida histórica com estes descendentes de povos escravizados, que foram um dos pilares do desenvolvimento do Brasil. Este povo, ainda quase desconhecido e esquecido, é vivo e quer continuar a viver com dignidade”, comentou o fotógrafo Alberto Banal.
Alberto Banal comentou ainda que a mostra será muito importante para valorização dos quilombolas, já que muitos nunca saíram da região onde moram com os pais. "As fotografias são 'retratos' que representam um olhar diferenciado, um olhar de quem está inserido no processo para fora. Graças à fotografia os alunos desenvolveram um processo de autopercepção da identidade e a vontade de comunicar sua realidade”, acrescentou Banal.   
No próximo domingo (20), haverá contação de histórias com antigos moradores quilombolas que vão relatar suas experiências, repassando suas memórias e lendas ao público. Será um encontro entre gerações. “É uma forma de repassar e salvar a tradição oral dos moradores”, afirmou Alberto Banal.       
A mostra fotográfica terá no seu encerramento a apresentação de grupos tradicionais quilombolas de ciranda, coco de roda, makulelê, capoeira e dança afro.
Alberto Banal - O fotógrafo nasceu em Trentino, na Itália. É formado em Letras e Filosofia pela Università Degli Studi de Milão e foi professor de educação musical. Trabalhou por 30 anos como diretor de marketing e diretor comercial da editora Multinacional de revistas especializadas na Itália. Foi fundador da Universidade da Terceira Idade (Uniter) e é autor dos livros '28 Giorni' (memórias) e 'Nel Paese di Fruttilandia' (fábula).
Como cantor e compositor, Alberto Banal gravou dois discos com músicas espirituais. Também produziu espetáculos teatrais e musicais e possui um precioso arquivo de memórias fotográficas. Reside em João Pessoa (PB) desde 2005, onde atua como documentarista, dando visibilidade à população negra das comunidades quilombolas da Paraíba.
Ele ainda é integrante da Associação de Apoio aos Assentamentos e Comunidades Afrodescendentes (AACADE), onde coordena o projeto Casas de Leitura. É autor do projeto Fotógrafos de Rua, em que ministra aulas de fotografia para adolescentes de comunidades carentes e integra a 'Casa dos Sonhos', que trabalha com crianças e adolescentes na comunidade Santo Amaro, localizada no município de Santa Rita (PB).
SERVIÇOS:
Evento: PERFORMANCE DA LOUCEIRA DONA LOURDES
Domingo (13)
Horários: 10h, 12h, 14h e 16h
Local: Segundo Pavimento da Torre Mirante da Estação Cabo Branco – Ciência, Cultura e Artes – Altiplano.
Horários de visitação da exposição: Terça a sexta, das 9 às 21h, e sábados e domingos, das 10 às 21h.
Evento: CONTAÇÃO DE HISTÓRIA E ESTÓRIAS - Encontro com antigos quilombolas contando suas memórias e lendas
Dia: Domingo (20)
Horários: 10h, 14h e 16h
Informações: 3214.8303 – 3214.8270
CONTATO PARA A IMPRENSA:
Alberto Banal
Fone: 8809.6404
Lúcia França – Curadora e vice-diretora da Estação Cabo Branco
Fone: 8802.3255
Rivaldo Dias – Chefe do Setor de Eventos
Fone: 8812-3999

quarta-feira, abril 11, 2012

Segunda edição da obra sobre a REFORMA EDUCACIONAL NO BRASIL acaba de ser reeditada



Devido ao sucesso de vendas acaba de ser lançada a segunda edição do livro “A Reforma Educacional no Brasil – Processos legislativos, projetos em conflitos e sujeitos históricos”, (Editora UFPB, 2012), de autoria do professor Jorge Fernando Hermida.

A edição, revisada e ampliada, consiste em um estudo teórico-descritivo e tem como objetivo conhecer e compreender, de forma ampla, a política educacional do Brasil, entre os anos de 1988 e 2001, considerando seu desenvolvimento do ponto da vista da história. A publicação é resultado de pesquisas da tese de doutorado defendida na Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (FE/Unicamp) e foi editada pela Editora Universitária da UFPB.

Em “A Reforma Educacional no Brasil”, o autor levanta dados relevantes para compreender a reforma educacional brasileira. O estudo é abrangente e complexo uma vez que envolve questões relacionadas às normas jurídicas, que estão indicadas no anexo no final do livro. São pareceres, portarias aprovadas pelo Conselho Nacional de Educação e Ministério da Educação (Mec). Embora apresente dados de 2001, a pesquisa é atual, uma vez que os conflitos para se obter uma reforma educacional séria e verdadeira no país passa longe do desejo dos brasileiros.

A obra ganhou nova roupagem, com capa preta e uma fotografia da época medieval que remete ao tipo de construção que fazia da educação, e o acréscimo de comentários com dois prefácios explicativos. “Nunca pensei que um livro meu tivesse que ser reeditado pela procura, ainda mais eu que sou estrangeiro”, comentou surpreso o professor Jorge Fernando Hermida.

O estudo se encerrou em 2001 devido à aprovação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN), ou Lei no 10.172, que dentre outras coisas aprova o plano nacional de educação e dá providências. “Este fato foi reconhecido tanto pelas autoridades educativas nacionais como também pelas numerosas associações de professores, estudantes e sindicatos vinculados ao campo da educação, que historicamente, localizam-se na oposição política do processo de reformas, em especial depois que Fernando Henrique Cardoso chegou ao governo”, disse Hermida, natural da República Oriental do Uruguai, que parece conhecer muito mais da realidade política educacional brasileira do que os educadores brasileiros.

O professor Ramos Barbosa é outro admirador do trabalho do professor Jorge Fernando Hermida. “O trabalho é didático, possui uma linguagem fácil, agradável, com extrema qualidade”, comentou Barbosa.

A publicação vem disposta em três capítulos em que fala, dentre outros assuntos, sobre o primeiro momento da reforma educacional no Brasil e seus antecedentes históricos, além de comentar sobre as propostas, seus mentores e os processos legislativos. Permite ainda identificar uma série de contradições que elucidaram os pressupostos e a concepção teórica do projeto do poder executivo para a educação nacional.

Um dos assuntos polêmicos do livro diz respeito ao papel do partido dos trabalhadores, na atual conjuntura, quando apoiava os sujeitos coletivos populares contra a proposta neoliberal de reforma educacional se portavam de uma maneira, e que ainda continua mantendo vigente a política educacional aprovada nos governos anteriores.

Na opinião do professor, Silvio Sánches Gamboa, da Unicamp, que escreve o prefácio da obra, o livro contém novos elementos que responde a certas interrogações e vem para questionar se atual reforma em andamento poderá ser a manutenção de uma falácia com conseqüente aprofundamento das desigualdades.

O AUTOR - Jorge Fernando Hermida Aveiro é natural de Montevideu (Uruguai), com naturalidade brasileira a cerca de 20 anos. É professor do Curso de Licenciatura em Educação Física do Centro de Ciências da Saúde e da Licenciatura em Pedagogia da Educação a Distância - Centro de Educação da UFPB. Membro do Programa de Pós-graduação em Educação da Universidade Federal da Paraíba. Possui Mestrado em Educação Física pela Universidade Estadual de Campinas (1995) e Doutorado em Educação pela Universidade Estadual de Campinas (2002). Pós-doutorado no Departamento de Sociologia e Comunicação da Universidade de Salamanca, Espanha (2009-2010). Líder do Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação Física, Esporte e Lazer" do Estado da Paraíba (LEPELPB), do Departamento de Educação Física da UFPB, cadastrado no CNPq. Foi Pesquisador Visitante na Universidad de Salamanca, Espanha, nos anos 1999, 2000 e 2001. Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Política educacional, atuando principalmente nos seguintes temas: Educação Infantil, Política Educacional, História da Educação e Educação Física.

SERVIÇO:
A REFORMA EDUCACIONAL NO BRASIL – Processos legislativos, projetos em conflito e sujeitos históricos
Autor: Jorge Fernando Hermida
Editora UFPB
2ª Ed. Revista e Ampliada

Texto de Adriana Crisanto Monteiro
Publicado e divulgado com autorização do autor.

Eliane Velozo abre nova exposição fotográfica


Será aberta nesta quinta-feira (12), às 19h, no segundo pavimento da Torre Mirante, a exposição fotográfica “Redescobrindo a Jornada de meu pai” da fotografa e multiculturalista Eliane Velozo. A artista retorna a Estação Cabo Branco – Ciência, Cultura e Artes para desta vez homenagear o pai Gastão Veloso de Melo, um veterano da Força Expedicionária Brasileira (FEB). A mostra permanece aberta a visitação pública de terça a sexta-feira das 9 às 21h, e sábado e domingo das 10h 21h, até o dia 29 de abril.

Nesta exposição serão exposta aproximadamente 40 fotografias em que retrata a vida de seu pai e o percurso que ele fez desde o seu alistamento e embarque para a II Guerra Mundial. Gastão Veloso de Melo nasceu em Lajedo/PE, em 1922, onde viveu e trabalhou na agricultura, até o seu alistamento militar, em 1942. Embarcou para a Itália, durante a II Guerra Mundial, no 5º. Escalão de Embarque, retornando ao Brasil em outubro de 1945. Tem 88 anos de idade e reside no Recife, onde é membro da Associação dos Veteranos da FEB. É casado com Enedina Alves de Melo e tem sete filhos, cinco netos e um bisneto.

Foi na busca individual de entender o significado de ser um veterano de guerra que a artista resgatou fotos e registros da época e voltou com o seu pai aos lugares onde ele nasceu (Lajedo), se alistou (Caruaru), serviu (Jaboatão), patrulhou o litoral de Pernambuco (Tamandaré), fez treinamento militar e embarcou para Itália (Rio de Janeiro). Em 2011, a artista viajou para a Europa quando refez a trajetória do veterano, nos locais onde ele lutou e visitou (Itália), durante e logo após o término da Segunda Guerra Mundial.

Ainda mais provocada pelas ações nazi-fascista contra judeus, negros, ciganos, homossexuais e povos de todo o mundo, Eliane Velozo foi à Polônia e à Holanda onde se emocionou nos campos de concentração e ao ter contato com monumentos referentes às atrocidades cometidas e também às lutas de libertação.

De volta ao Brasil, Eliane Velozo homenageia todos que, de alguma forma, se envolveram na II Guerra Mundial, e enaltece a possibilidade da paz mundial, partilhando a dor, o espanto, e a recriação dos processos de fraternidade ao expor fotografias, textos, mapas, rotas e vídeos que produziu. Além disso, como parte essencial de seu processo de criação, registra emoções e reflexões em um diário de viagem disponibilizado no endereço: http://jornadademeupai.blogspot.com/.

SOBRE A ARTISTA - Eliane Velozo nasceu em Lajedo. É formada em Comunicação Visual (UFPE) e Mestra em Belas Artes (Universidade de Illinois, em Chicago-EUA). É fotógrafa e multiartista e tem experiências educacionais nas áreas de criatividade, fotografia, comunicação, arte e sinestesia. Já expôs, entre outros lugares, em várias capitais Brasileiras, em Lisboa e Porto (Portugal), Cidade Velha (Cabo Verde), e no Texas, St. Louis e Chicago (EUA). Sempre participa e coordena projetos individuais e coletivos. Reside a 14 anos em Belo Horizonte.

SERVIÇO:
EXPOSIÇÃO DO PROJETO “REDESCOBRINDO A JORNADA DE MEU PAI”
Local: Segundo pavimento da Torre Mirante da Estação Cabo Branco - Ciência, Cultura e Artes, altiplano.
Abertura: Quinta-feira (12)
Horário: 19h
Período: de 12 a 29 de abril.
Horário de visitação: Segunda a sexta, das 09 às 21h, e sábados e domingos, das 10 às 21h.
Fone: 3214.8303 – 3214.7280

Cultura dos Potiguara e Tabajara será debatida na Estação Cabo Branco


A arte, os costumes e as tradições de dois povos indígenas da Paraíba serão destaque neste mês de abril na Estação Cabo Branco – Ciência, Cultura e Artes. Trata-se da I Mostra Cultura Viva: povo Potiguara e povo Tabajara do Estado da Paraíba que será aberta nesta terça-feira (10), às 9h, com o ritual Toré conduzido pelos indígenas.

A Mostra prossegue até o dia 26 de abril com várias atividades artísticas, palestras, ciclo de debates, rodas de conversa com estudantes, professores e o poder público para discutir sobre os aspectos que envolvem a arte, saúde, cultura e economia das comunidades indígenas que ocupam as duas maiores áreas litorâneas da Paraíba.

Programação – A abertura oficial nesta terça-feira (10) contará com a presença de representantes dos governos municipal e estadual, da Fundação Nacional do Índio (Funai), Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), e dos representantes de cada povo indígena. Logo após a abertura, haverá apresentação do Toré da Escola Estadual Pedro Poti. No período da tarde acontece a apresentação do espetáculo Brasil. Paralelo ao evento, no segundo pavimento da Torre Mirante, será aberta uma exposição com utensílios, artesanato, fotografias e vídeos dessas comunidades.

Povos - Os potiguara e tabajara constituem um grande exemplo de luta entre os povos indígenas no Nordeste brasileiro. Suas histórias de contato com a sociedade não indígena remonta ao início da colonização. Hoje, procuram manter o vigor de sua identidade étnica por meio do reaprendizado da língua Tupi-Guarani, do complexo ritual do Toré, da circulação de dádivas nas festas de São Miguel e de Nossa Senhora dos Prazeres, e na produção cultural dentro da prática do turismo étnico.

Os tabajara habitaram a zona da mata e o agreste paraibano e pernambucano, na Região Nordeste do Brasil. Extintos pela miscigenação, seu território estendia-se da Ilha de Itamaracá até o Rio Paraíba, adentrando pelo Agreste até o vale do Rio Pajeú. Atualmente se encontram aglomerados em pequenos povoadas na região do litoral sul da Paraíba, no Conde (Barra de Gramame, Jacumã e periferia), em Alhandra (Mucatu), Pitimbu (Abiaí) e em João Pessoa, nos bairros de Mandacaru, Cristo, Geisel e Jardim Veneza.

Os potiguara (“comedores de caramão”, de pety, “camarão” e guara, “comedor”) são indígenas que habitavam o litoral da Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará, quando os portugueses e outros povos europeus chegaram ao Brasil. Nos dias atuais estes habitam o norte do Estado, junto aos limites dos municípios de Rio Tinto, Baía da Traição e Marcação (na Terra Indígena Potiguara, Terra Indígena Jacaré de São Domingos e Terra Indígena Potiguara de Monte-Mor). Falam o potiguara, um idioma da família tupi-guarani.

SERVIÇO:
I MOSTRA DO POVO POTIGUARA E POVO TABAJARA
Abertura: Terça-feira (9)
Hora: 9h
Local: Auditório da Estação Cabo Branco – Ciência, Cultura e Artes.
Informações: 3214.8270 – 3214.8303

quinta-feira, junho 09, 2011

Robô Dinossauro de 10 metros foi instalado na Estação Cabo Branco


Um robô dinossauro de aproximadamente 10 metros foi instalado na base da Torre Mirante da Estação Cabo Branco – Ciência, Cultura e Artes, no altiplano, no início desta tarde. O robô será uma das atrações deste sábado (11) da V Olimpíada Brasileira de Robótica. O evento acontecerá durante todo o dia e promete atrair um grande número de pessoas.

O dinossauro foi idealizado e construído pelos estudantes do curso especial de robótica do Colégio Pio XI de João Pessoa. O robô dinossauro é da família do “tiranossauro rex”. Possui uma base de metal, com grande calda e todo revestido em espuma.

A concepção estética é do artista plástico Adriano Bezerra. O tiranossauro rex emite som, mexe a cabeça e acende luzes dos olhos. Os estudantes e construtores do tiranossauro têm em média de 7 a 10 anos de idade e estão cursando o ensino médio no Colégio Pio XI.

O professor de tecnologia de informática (TI), José Leonardo Tavares, disse que a finalidade deste trabalho com os alunos do Pio XI é de promover a interdisciplinaridade. “Antes de construir os alunos pesquisaram na internet, aplicaram os conhecimentos da física, matemática e da química que aprenderam em outras disciplinas na própria escola”, comentou.

A V Olimpíada Brasileira de Robótica será aberta oficialmente neste sábado (11), às 9h, com palavras de boas vindas aos participantes pela equipe da OBR, vinda especial para este evento na Paraíba, em que fará a leitura pública das regras da competição. Em seguida haverá a demonstração de como será o processo de arbitragem e divulgação dos resultados. Na sequencia, são preparadas as arenas de competição, sorteio das equipes e dos juízes das partidas.

Serão três rodadas em que participam todas as equipes. A primeira rodada tem início às 10h com as 47 equipes do ensino fundamental e cinco equipes do ensino médio e técnico, valendo neste caso a maior nota que será exibida no placar eletrônico instalado nas quatro arenas montadas para a competição.

A segunda rodada será a tarde, às 13h00. A terceira rodada tem início às 15h00, com o mesmo procedimento da primeira, em que passa a valer a maior nota das três rodadas. Às 17h o organizador local conduzirá a cerimônia de premiação das equipes.

O coordenador da Olimpíada na Paraíba, Fagner Ribeiro, disse que se inscreveram 47 equipes do nível I e 5 equipes do nível II. “Isso foi uma grande surpresa para nós, pois no ano passado a Paraíba teve um dos menores números de participantes”, comentou. A final será em São João Del Rei (MG), no período de 18 a 21 de setembro.

O evento é uma parceria entre a Universidade Estadual Paulista (UNESP), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Prefeitura Municipal de João Pessoa e Estação Cabo Branco – Ciência, Cultura e Arte. A entrada é gratuita, pública e sem fins lucrativos destinada a despertar o interesse de alunos e professores por ciência e tecnologia com foco principal na robótica para inclusão tecnológica.

A ORB faz parte das olimpíadas científica que promovem olimpíadas de matemática, física, história do Brasil, química, astronomia e astronáutica. O evento tem o objetivo de atuar como instrumento para melhoria do ensino fundamental e médio, bem como identificar jovens talentos que possam ser estimulados para carreiras técnico-científicas.

O coordenador local, representando a Paraíba, Fagner Ribeiro, disse ainda que a olimpíada vai dar visibilidade a Estação por ser pioneira, no Estado, em sediar um evento dessa natureza e de grande importância para incentivar os estudantes estimulando-os a carreira técnico-científica. Mais informações no endereço eletrônico www.obr.org.br ou pelos telefones 3214.8303/8270 ou pelo email fagnertrabalho@bol.com.br

SERVIÇO: V OLÍMPIADA BRASILEIRA DE ROBÓTICA
Sábado (11 de junho)
Hora: 9h
Local: Estação Cabo Branco – Ciência, Cultura e Artes – Altiplano

Escultura de Abelardo da Hora é instalada na Estação Cabo Branco


Mais uma escultura do artista plástico pernambucano Abelardo da Hora foi instalada nesta quinta-feira (9) na Estação Cabo Branco Ciência – Cultura e Artes, no Altiplano. A obra intitulada “Mulher Reclinada III” foi esculpida e idealizada pelo artista no ano de 1999. A escultura é de bronze platinado e ficará exposta no jardim da Estação, localizada entre o prédio administrativo e o anfiteatro.

“Mulher Reclinada III”, que tem 1,25 de altura, 2,25 de comprimento, 0,65 de comprimento e pesa 300 quilos, faz parte agora da coleção de obras permanentes da Estação Cabo Branco adquiridas pela Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP) para compor o acervo artístico e cultural da casa.

Além dela, mais duas obras de Abelardo da Hora estão instaladas no espelho d´água, na parte inferior da Torre Mirante. São: ‘A mulher na rede’, com 1,40 altura, 2,60 de comprimento, 430 quilos e largura de 0,90 metros, e ‘Mulher de pernas dobradas’, que possui 1,20 metros de altura, 2,0 de comprimento, com largura de 0,80 centímetros e 410 quilos.

“Ate o final de setembro está programada a entrega de mais três novas esculturas de Abelardo da Hora”, disse a vice-diretora e curadora Lúcia França.

A história da Estação Cabo Branco com Abelardo começou com a exposição ‘Amor e Solidariedade’ no ano passado, quando reuniu um conjunto de 130 obras do artista. Com a aceitação do público e a combinação perfeita entre as obras de Abelardo com o desenho de Oscar Niemeyer a gestão da Estação e a prefeitura resolveram adquirir algumas obras de Abelardo da Hora.

O artista – Abelardo da Hora nasceu em 1924 em São Lourenço da Mata (PE). Formado pela Escola de Belas Artes do Recife, conviveu com nomes como Vicente do Rêgo Monteiro e Hélio Feijó. Vanguardista, foi um dos fundadores da Sociedade de Arte Moderna do Recife e um dos precursores da arte cinética no país. É mestre de toda uma geração de artistas pernambucanos de renome, partindo de Francisco Brennand até José Cláudio, Corbiniano Lins, Guita Scharifker, Gilvan Samico e Wellington Virgolino.

As obras de Abelardo da Hora estão espalhadas por todo o mundo: China, França, Estados Unidos, Suíça, Rússia e na antiga Tchecoslováquia. No Brasil, integra os acervos do Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro, Museu do Solar do Unhão na Bahia, Masp (Coleção Pietro Maria Bardi), Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (Mac/Usp), Museu de Arte Moderna Aloisio Magalhães (Mamam) do Recife e em inúmeras coleções particulares.

Todos os países da Europa, além da Mongólia, Argentina, Canadá e EUA já receberam suas obras em exposições individuais e coletivas. Diversas vezes premiado em Salões de Artes Plásticas em todo o país, desde a década de 50 é delegado em Pernambuco da Secção Brasileira da Internacional de Artes Plásticas ligada à Unesco, além de ser um dos fundadores da Associação Brasileira de Escritores (ABDE) em Pernambuco.

segunda-feira, junho 06, 2011

Vai começar o Arraiá da Estação!


A Estação Cabo Branco – Ciência, Cultura e Artes neste mês de junho elaborou uma vasta programação para comemorar as festas juninas, uma das mais populares do Nordeste. Trata-se do projeto Arraiá da Estação que terá abertura oficial nesta terça-feira (7), às 19h, no segundo pavimento da Torre Mirante, com entrada aberta ao público.

Até o dia 28 de junho o visitante vai encontrar uma programação com exposições, música, danças populares, vídeos, oficinas, sarau de poesia e outras atividades educativas, artísticas e culturais. “Abrimos a programação especial de São João proporcionando a comunidade atividades para todos os públicos, forma gratuita”, disse a diretora geral da Estação Cabo Branco, Marianne Góes.

Nesta terça-feira (7) será aberta a “Mostra Festejos Juninos – Sonho e Alegria do Povo Nordestino”, com animação do grupo tal de Xote. O segundo pavimento da Torre Mirante foi projetado com vários ambientes que lembram a vida e a cultura do povo nordestino. O visitante vai se sentir como se estivesse numa casa do sertão. Haverá um ambiente colonial, um quarto, escritório e uma sala. Compondo ainda o cenário pode ser visto xilogravuras e cordéis de José da Costa Leite e uma série de vídeos sendo exibidos sobre poesia popular e repente.

A mostra, que está na sua segunda edição, apresenta um retrato das regiões do semi-árido e cariri nordestino, através de duas exposições. A primeira intitulada Museu do Semi-Árido – Viver e Compreender traz o mobiliário e objetos utilizados pelo homem do campo da região do Cariri, e móveis de época do acervo particular do professor Daniel Duarte, organizador do Museu do Semi-Árido (MISA). Uma parte deste mobiliário compôs a cenografia do filme “A Pedra do Reino”.

A segunda é uma exposição de fotografias que tem como título: Revelando as Belezas do Cariri. São em cerca de 70 imagens de uma expedição de fotos, realizada em 2010, fruto de um concurso fotográfico promovido pelo MISA. Além de fotografias da coleção do professor e fotógrafo Arion Farias. A vice-diretora e curadora da Estação Cabo Branco, Lúcia França, disse que este ano as exposições foram ampliadas. “Além das mostras teremos vídeos com reprodução sobre repentes e cultura popular”, acrescentou.

Outra atividade que será aberta no local é a Mostra Mulheres Artesãs, uma ação da Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres da Prefeitura Municipal de João Pessoa (SPPM/PMJP). A ação é fruto da Feira Mulheres Empreendedoras em Movimento, criada em 2005 pela secretaria. A Mostra surgiu com o objetivo de incentivar e fortalecer a autonomia das mulheres que se encontram na informalidade, com prioridade para aquelas que se estão em situação de risco social (pobreza e violência doméstica).

A coordenadora, Lúcia Silva, da área de trabalho e enfrentamento a pobreza, comentou que a maioria das artesãs que estão expondo no local participaram do Projeto Raízes da Arte, que capacitou cerca de 50 artesãs, agregando com isso valor ao produto artesanal, destacando e valorizando ícones da identidade cultural e histórica da cidade de João Pessoa.

Na Mostra de Mulheres Artesãs, o visitante vai encontrar crochê, bordados, reciclados e fuxico, que estarão também sendo vendidos a preço bastante populares. No dia 11 de junho, sábado, tem início as apresentações das quadrilhas e trios de forró, no anfiteatro da Estação Cabo Branco, a partir das 17h30, com entrada também aberta ao público. Na sala de audiovisual estará sendo exibido o filme do projeto Estacine “Casamento de Romeu e Julieta”, às 18h30 e no dia 12 de junho, domingo, se apresentação da banda Cabaçal, no anfiteatro. Confira a programação completa:
PROGRAMAÇÃO
Data
Atividades
04 e 05/06/11
· Projeto Estacine com o Filme DEUS É BRASILEIRO
Local: Sala de Audiovisual, às 18h30
05/06/11
· Concerto com a Orquestra de Câmara da PMJP
07/06/11
· Projeto “Terça Tem!” com o grupo JAZZERA
Local: Auditório, às 19h
07/06/11
· Abertura do projeto Arraiá da Estação com a apresentação do grupo Tal de Xote, às 19h, e abertura da exposição Festejos Juninos e Mostra de Mulheres Artesãs
Local: 2º andar da torre
11/06/11
· Apresentação de Quadrilha Junina
Local: Anfiteatro, às 17h30
11/06/11
· Olimpíada Brasileira de Robótica, das 9h às 18h
11 e 12/06/11
· Projeto Estacine com o Filme CASAMENTO DE ROMEU E JULIETA
Local: Sala de Audiovisual, às 18h30
12/06/11
· Projeto Venha Ver a Lua, às 18h30
12/06/11
· Apresentação de Banda Cabaçal
Local: Anfiteatro, às 17h30
14 e 15/06/11
· Projeto Música em Performance – Parceria da ECARTES/DEMUS-UFPB
Local: Todos os espaços da Ecartes, de 9h às 21h
14/09/11
· Apresentação de Chico Ribeiro e os Cabras de Mateus
Local: 2º andar da torre, às 19h
15/06/11
· Projeto Estação Poética com o tema “Cantos e Encantos de Acauã”, tendo como convidado o cantador e poeta Pedro Soares
Local: Salão Panorâmico, às 19h
16/06/11
· Projeto Estação França com a Exibição do Filme “BOXES”
Local: Auditório, às 19h
19 e 19/06/11
· Projeto Estacine com o Filme SONHO DE INACIM
Local: Sala de Audiovisual, às 18h30
18/06/11
· Apresentação de Banda de Pífanos
Local: Anfiteatro, às 17h30
19/06/11
· Apresentação de Cultura Popular (Teatro de Babau
Local: Anfiteatro), às 17h30
25 e 26/06/11
· Projeto Estacine com o Filme ÁRIDO MOVIE
Local: Sala de Audiovisual, às 18h30
25/06/11
· Apresentação de Bebé de Natércio – Tel: 8827.7340
Local: Anfiteatro, às 17h30
26/06/11
· Apresentação de Quadrilha Junina
Local: Anfiteatro, às 17h30