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sábado, janeiro 22, 2011

Peleja de Inácio da Catingueira e Romano de Mãe D´água


Recentemente recebi de minha tia Jeanne Crisanto uma Peleja de Inácio da Catingueira e isso me fez novamente voltar ao passado e resolvi escrever.

Eu passei minha infância e adolescencia escutando falar das Pelejas de Inácio da Catingueira (município localizado a poucos quilômetros depois da cidade de Patos, no interior do Estado da Paraíba) e confesso que sempre revisito essas cantorias para fortalecer minhas origens. Catingueira é um município ainda muito pobre, com bolsões de pobreza gritantes, uma região árida, que chove muito pouco, onde a sobrevivência da população vem da agricultura e da criação de poucos animais. Uma região em que tem também um subsolo rico em minerais, como o quartzo, mas ainda não explorado. Lugar de uma beleza natural ímpar e com serra gigantesca que leva o nome da cidade, Serra da Catingueira. Cidade que ainda salvaguarda suas tradições, com uma rua que atravessa de um canto a outro, uma igreja, uma praça e algumas modernidades que já chegou por lá também.

As Pelejas de Inácio da Catingueira eram recitadas pelo avô materno (Antônio Crisanto Dantas), ou por seus amigos violeiros e cantadores que sempre vinham nos visitar na Fazenda Boa Vista, localizada neste município, para prozear, saborear uma buchada com farinha, um picadinho de bode, tomar um banho de açúde, tomar uma pinguinha servida pelo meu pai (Edson Monteiro da Silva), que não bebia, mas servia para os convidados a autêntica água ardente dos engenhos de cana-de-áçucar da Paraíba como honra da casa servir e oferecer o melhor a quem por lá chegasse.

Inácio da Catingueira era um escravo, que mais tarde foi apelidado de gênio escravo. Romano da Mãe D’água, dito Romano Caluete, um pequeno proprietário rural, ambos paraibanos, e teriam travado esta peleja na feira da Vila de Patos, PB, em 1870. O poeta Luiz Nunes Alves fez esta unificação tomando por base os diversos fragmentos que correm na boca do povo, já registrados por Ugolino do Cabugi, Leandro Gomes de Matos, Leonardo Mota, Silvino Pirauá, Chagas Batista, Padre Manuel Otaviano, Rodrigues de Carvalho e Nestor Diógenes.

Diz a lenda popular, pois não sei se é verdade, que essa Peleja demorou vários dias, e que eles seguiram recitando em praça pública e juntou gente para ver isso. Meu avô, Antônio Crisanto Dantas, para resgatar a traição poética do lugar e fazer viver Inácio construiu em praça pública um monumento em homenagem ao poeta escravo. O evento, inauguração do monumento, teve presença de políticos importantes da época, como Ernani Sátyro, Tarcísio Burity e outros políticos da redondeza.

Antes o monumento era de cor Preta, pois Inácio era negro. Mais tarde o monumento foi pintado de branco...coitado de Inácio... deve ter revirado no túmulo a essa altura...mas, em seguida, veio outra administração municipal e pintou o corpo (braços e pés) de preto e a roupa de branco, pois ao que se dizia a época, o gênio escravo vestia-se de branco e tinha um sorriso matreiro.

Peleja, para quem não sabe, é um gênero poético popular dialogado, em que dois poetas compõem versos de improviso um contra o outro, caracterizando uma disputa verbal. Normalmente acompanhada de viola, a forma de composição da peleja se estrutura em estrofes de dez versos, ritmados como o martelo ou como o galope.

A história de Inácio da Catingueira pode ser vista no Portal eletrônico da cidade, no endereço http://www.catingueiraonline.com/2009/05/inacio-da-catingueira-de-escravo-genio.html.Mas, essa riqueza familiar, cultural do meu universo ninguém sentiu e poderá contar ou comprar.

Segue a Peleja de Inácio abaixo e a foto do monumento de Inácio da Catingueira abaixo que pode ser vista no Portal Catingueira On Line. Com a Peleja segue também o desafio para os cantadores e poetas deste tempo eletrônico e cibernético repetir a proeza de Inácio e Romano de Mãe D´Água de cantar por 24 horas.

Fotos:
Primeira - Álbum de família - Meu bisavô - Pai do meu avô era repentista e meio cego com uma viola de 12 cordas, ou como diria Zé Ramalho, meu Avôhai!
Segunda - Serra da Catingueira vista da Fazenda Boa Vista.
Terceira - Foto do monumento Inácio da Catingueira disponível no Portal Catingueira On Line.


Peleja entre Inácio da Catingueira e Romano do Teixeira

(Começa com Inácio, seguido por Romano e segue alternando)


Inácio

Senhores que aqui estão
Me tirem de um engano:
Me apontem com o dedo
Quem é Francisco Romano,
Pois eu ando no seu piso
Já não sei há quantos anos.



Romano

Negro me diga o seu nome
Que eu quero ser sabedor,
Se é solteiro ou casado,
Aonde é morador,
Se acaso for cativo,
Diga quem é seu senhor.


Eu sou muito conhecido,
Aqui nesta ribeira,
Este é o seu criado
Inácio da Catingueira.
Dentro da Vila de Patos,
Compro, vendo e faço feira.


Vieste a Patos
Procurando quem te forre
Volta pra trás, meu negrinho
Que aqui ninguém te socorre;
E quem cai nas minhas unhas
Apanha, deserta ou morre.


Eu vim a Patos
Pela fama do senhor,
Que me disseram que era
Mestre e rei de cantador;
E que dentro de um salão
Tem discurso de um doutor.


Que andas fazendo
Aqui nesta freguesia,
Cadê o teu passaporte,
A tua carta de guia
Aonde tá teu sinhô
Cadê a tua famia.


Eu sou cativo,
Trabalho para meu sinhô...
Quando vou para uma festa
Foi ele quem me mandou,
E quando saio escondido
Ele sabe pronde eu vou.


Deixa-te disto,
Não te possa acreditá
Pois eu também tenho nego
E só mando trabaiá...
Como é que teu sinhô
Vai te mandá vadiá?


Inaço da Catinguera
Escravo de Mané Luiz
Tanto corta com risca,
Como sustenta o que diz!
Sou vigaro capelão
E sacristão da matriz.


Este aqui é seu Romano
Dentaria de elefante,
Barbatana de baleia,
Força de trinta gigante,
É ouro que não mareia,
Pedra fina e diamante.


É nego desengonçado:
Abre cacimba no seco
Dá em baixo do muiado...
Aperta sem sê troquês,
Corta pau sem sê machado.


O meu martelo,
Por bom ferreiro é forjado;
Tanto ele é bom de aço,
Como está bem temperado;
A forja onde ele foi eito
É toda de aço blindado.


Eu lhe garanto
Que resisto ao seu martelo;
Ao talho do seu facão,
Ao corte do seu cutelo;
Se eu morrer na peleja,
Lhe vencerei no duelo.


Negro criado vadio
Tem por fim acabar má;
Uns casam com mulher forra
Outros dão pra roubá.
Outros fogem do serviço
Com medo de trabalhá.


Eu felizmente não sou
Escravo de senhor cru,
Que trabalha todo o dia
De noite faz quinguingu
Aparpando no escuro
Fossando que nem tatu

Estou ouvindo as tuas loas,
Não te possa acrediar.


Que eu também tenho escravo
Mas não mando vadiar,
Que eu saio pra divertir
Os negros vão tabalhar.


Sou cativo,
Mas trabalho no comum.
Dar descanso a seus escravos
É gosto de cada um
Meu sinhô tem muito negro,
eu Romano só tem um.


Pra negro eu tenho chicote
E palmatória e trabuco.
Boto-o na mesa do carro
Passo por cima e machuco
Vadeio de lá pra cá:
Traco-traco! Truco-truco


Meu facão
Também trabalha em seu quengo!
Desmastreio-te a carreira
Como um cavalo de rengo
E vou de uma banda pra outra
Traco-traco! Tengo-tengo


Nego, se eu te pegar
Numa volta de caminho
Eu te faço um agrado,
Com meu chicote um carinho
Se a camisa for nova
Só te deixo o colarinho


Sou abelha de ferrão
Sou besouro de caboco,
Se eu pegar seu Romano,
Dou um arrocho, deixo-o rouco
De quebrar-lhe as canelas
Só deixar-lhe dois catoco


Negro você não me venha
Que se vier eu lhe abeco
Sacudo-o em cima da forja,
Com os fole eu te sapeco,
Boto-te em cima da safra,
Com dois malhos, teoc-teco


Não se alegre
Que a hora não acabou-se.
Eu derrubo de machado,
Acabo, pico de foice.
Valentão que vir a mim
Mato-o de queda e de coice.


Nego se tu me cercares
Com quatrocentos caifai
Cem de uma banda, cem de outra
Cem adiante, cem atrai
Isto é que é tapa que dou
Isto é que é nego que cai.


Fazê isso
Tá arriscado a passar má
Vai o chumbo, vai a bala
Vai o nó do caruá.
Dá-lhe os nego, dá-lhe as nega
E os molequim também dá


Na minha não passa
Negro sem carta de guia
Boto-lhe o surrão abaixo
Para fazer vistoria
Se é cativo ou se é liberto
Se é casado e tem famia


A fazer isto
Certamente passa má
Vai a bala, vai o chumbo,
Vai a corda de crauá
Dá-lhe os negro, dá-lhe as negra
Dá-lhe tudo, tudo dá


Madeira do Piancó
Eu boto-lhe no meu machado
E tiro-a toda no pó
Boto-lhe a régua em cima
E desempeno de enxó

Carapina,


Carregue boa ferrage
Sou braúna, angico torto
Sou pedra mármore, em lage,
Sou lagedo, penedia,
Logo seu ferro é bobage


Olha que eu tenho
Força e muita inteligência,
Não me falta no meu estro
A veloz reminiscência;
Muitas vezes tenho dado
Em cantador de ciência.


Eu só garanto
É que ciência eu não tenho,
Mas para desenganá-lo
Cantar consigo hoje venho;
Abra os olhos, cuide em si,
Pra não perder seu desenho


Inaço faça um favô
Me diga lá num repente
Qual é a dor que mais dói,
Que mais atormenta a gente.

Eu penso que o panadiço
É dozinha impertinente;


Mas porém tem muitas outra
Que eu lhe digo, no repente:
Ferroada de lacrau
Faz o pé ficar dormente;
Tem outra dô condenada,
É pisá-se em brasa quente


Sou que nem dois telegrama:
Quando um assobe outro desce...

Inaço, você me diga,
Que nunca achei quem dissesse,
Qual é a erva do mato
Que o próprio cego conhece.


Neste negócio de mato
Sou quase decurião...
Corto o baraio onde quero,
Dou carta e jogo de mão;
No mato tem uma erva,
Queima e arde como o chão,


O próprio cego conhece:
É urtiga ou cansação

Inaço, se és tão sabido,
Responda sem estudá,
Qual é o tranze da vida
Que mais nos faz apertá,


Que até nos tira a alegria,
O jeito de conversá,
O sono durante a noite,
A vontade de almoçá.

Me parece,
Eu que não sou aprendido,


É quando morre a mulhé,
Ou quando morre o marido,
Nosso pai ou nossa mãe,
O nosso filho querido,
Quando chega em nossa porta
Um credô aborrecido


Tomara achar quem me mostre
Uma casa sem Maria,
Mês que não tenha semana,
Uma semana sem dia,
Altá de igreja sem santo,
Vigaro sem freguesia,


Moça nova sem namoro
E véia sem ser "titia".

Eu nunca vi filho único
Que não fosse preguiçoso!
Quem anda com guarda-costa
Não é valente, é medroso!


O homem se faz por si,
Ninguém nasce poderoso!
O pobre fica maluco,
O rico fica nervoso...

Há certas coisas na vida
Que, se dando, é raridade:


Menino não querê leite,
Soldado ter castidade,
Rapariga sem enfeite,
Gente sonsa sem maldade,
Moça passar dos trint’anos,
Dizer direito a idade.


Há dez coisas neste mundo
Que toda gente procura:
É dinheiro e é bondade,
Água fria e formosura,
Cavalo bom e mulhé,
Requeijão com rapadura,


Morá sem ser agregado,
Comê carne sem gordura...

Quando eu era pequenino,
No tempo em que eu vadiava,
No lugá onde eu nasci
A minha força eu mostrava:


Não deixei pau pra semente,
Pela raiz eu cortava.

Nunca vi ninguém no mundo
Indigestá sem cumê,
Navio corrê no seco,
Atolero sem chuvê...


Também nunca vi no mundo,
Por isso queria vê
Tirá pau pela raiz
Só vendo é que posso crê:
Só se era mata-pasto,
Canapum ou muçambê


O pau que eu tirá de foice,
Tu não tira de machado;
No mato que eu entrá nu,
Cabra não entra encourado;
Barbatão que eu pegá solto
Botas no mato, peado.


Inda não viu
O tamanho do meu roçado:
Grita-se aqui num aceiro
Ninguém ouve do outro lado,
Eu faço coisa dormindo
Que outro não faz acordado,


O que o sinhô fizé em pé
Eu faço mesmo deitado

No lugar onde eu campeio
Tu mesmo não tira gado;
Faço figura no limpo
Faço mió no fechado


No poço que eu tomá pé
Você morre é afogado.

Coisa que eu faço no mato
Ninguém faz no tabolero
O que o branco faz no duro
eu faço num atolero;


O que faz no mês de março
Eu tenho feito em janeiro,
O branco bem amontado
O nego em qualquer sendero
A concessão que lhe faço
É correr no meu acero


Embora o diabo lhe ajude
Eu derrubo o boi primero.

Eu já tenho dado em touro
Que quando ronca estremece
Tenho domado leão
Até que ele me obedece;


Já dei em muitos cantores
Mas nunca achei quem me desse!

Com touros e com leões
Seu Romano já brigou
Mas se o povo se acalmar
Eu hei de mostrar quem sou


Quero dar em seu Romano
Que diz que nunca apanhou.

Se você vê que não pode
Comigo, é bom que se aquete:
Enquanto derrubá um,
Eu despacho mais de sete!


O que você faz de espada
Desmancho de canivete...

O senhor nunca me viu
Frangi o couro da venta,
Meu cabelo se arpoá
E a testa ficar cinzenta...


Cantadô, quando eu me agasto,
Esfria com água benta

Quando pego um cantador,
Adoece de repente,
Dá-lhe uma dor de cabeça
E uma conceira ardente


É um vexame tão grande
Que não há diabo que aguente.

Meu martelo tem azougue
Cantador dele não sai,
Dá-lhe um frio com tontura,
Seca a carne a língua cai,


Fica o corpo sem governo
E a alma vai-e-não-vai.

Inaço, tu tem cabeça
Porém juízo não tem!
Um gigante nos meus braços
Aperto não é ninguém!


Aperto um dobrão nos dedo
Faço virar um vintém.

Tem coisa que dá vontade
Me meter na vida alheia:
Quem mata assim tante gente
Inda não foi pra cadeia!


Pegá um gigante à mão
E não ficá ca mão cheia!
Rebentar dobrão nos dedo
E não quebrá uma veia:
Esse dobrão é de cera,
Esse gigante é de areia...


Inaço, fica sabendo
Que sou rei nesta ribera!
Tá me dando uma veneta
Fazê uma brincadera:
Eu quero mudá-te o nome
De Inaço da Catinguera...


Desse pau tão duro e forte
Eu faço burra leitera
E se me dé na cabeça
Faço virá bananera...

O branco mais muita gente,
O negrinho mermo só,


O branco vem de cacete,
E eu recebo a cipó...
No pau que fizé entalha
Eu lavro sem deixá nó:
O branco corta a machado,
Eu lavro mermo de enxó...


Se mete a cantar repente,
Negro me trata melhor,
Que estamos em meio de gente
Queira Deus você não saia
Da sala de couro quente.

Meu branco dou-lhe um conselho,


Espero o sinhô tomar,
Se tire desse sentido,
Se arrede desse pensar,
Juro com todos os dedo
Que um homem só não me dá.

Fala como uma folhinha...


Não quero escutá bobage,
Guarda a tua ladainha,
Não és pra me dá conselho:
Quando tu ia eu já vinha...

Eu pra cantá
Não preciso passaporte...


É um dom da natureza
Um favor da minha sorte!
Em negócio de cantiga
Tenho feito muita morte.

Se tu pretendes
Contra mim te armar em guerra,


Verás eu tirar-te a vida,
Deixar-te inerte, na terra,
E botar no teu cadáver
Serra por cima de serra.

Eu tenho visto
Cantor que diz que é sabido,


Vir pelejar contra mim
Mas quando se ver perdido,
Chora pedindo desculpas
Dizendo: estava iludido.


Inácio as tuas façanhas
Eu delas não faço conta,
Tu te opondo contra mim
Dás murro em faca de ponta;
Eu monto no teu cangote
Mas no meu ninguém se monta.


Não faz conta
Porém eu hoje desmancho
Tudo o que o sinhô fizer:
Toco-lhe fogo no rancho,
Cuide em si que o negro velho
Dá-lhe um serviço de gancho.


Tu nunca viste
Eu mais meu mano em serviço.
Somo como dois machados,
No tronco de um pau maciço;
Um é raio abrasador,
Outro é trovão inteiriço.


Eu bem sei que seu Veríssimo
No martelo é rei c’roado;
Mas, leve ele à Catingueira
Muito bem apadrinhado,
E verá como é que apanha
O padrim e o afilhado.


Coitadim de Catingueira
Aonde vei se socar,
Dentro de uma mata escura
Onde não pode enxergar,
Ele vei por inocente,
Não volta sem apanhar.


Coitadim de seu Romano,
Aonde ele vei caí,
Nas unhas de um gavião,
Sendo ele um bentivi,
Está se vendo apertado
Como peixe no jiqui.


Romano quando se zanga
Treme o Norte, abala o Sul
Solta bomba envenenada
Vomitando fogo azul
Desmancha nego nos are
Que cai virado em paul.


Inaço quando se assanha
Cai estrela, a terra treme,
O Sol esbarra o seu curso,
O Mar abala-se e geme,
Pega fogo o mundo em roda
E nada disso o nego teme.


Hoje aqui tem de se ver
Relampos de caracol,
Os nevoeiros pararem
E eclipsar-se o Sol;
Secarem as águas do Mar,
Pescar baleia de anzol.


Hoje aqui tem de se ver
Como o ferreiro trabalha,
Como se caldeia ferro,
Como o aço se esbandalha;
Como se broqueia pedra,
Como se estoura a metralha.


Meu Deus, o que tem Inácio
Que no cantar se atrapalha?
Sustenta o ferro na mão,
Que estou na primeira entalha,
Teu ferro está se virando
E o meu não mostra falha.


Meu Deus, que tem seu Romano
Parece que está doente?
Está temendo a desfeita,
Ou o bote da serpente,
Ou está como medo de Inácio
Ou com vergonha da gente.


Tenho cantado
Com muita gente de tino;
No sul com Manoel Carneiro,
No Sabugi com Ugolino,
Como não canto contigo
Que és fraco e pequenino?


Abra os olhos
Com esse preto moreno
Tenha medo da botada
Da serpente e do veneno;
Eu já tenho visto grande
Apanhar dum mais pequeno.


Ainda me abalo
Lá da serra do Teixeira,
Levo meu mano Veríssimo
Vamos dar-te uma carreira,
Dar-te uma surra em martelo
E tomar-te a Catingueira.


Meu branco eu dou-lhe um conselho
Se voimincê me atende;
Se for para nós brincar
Pode ir que não me ofende
Mas pra tomar Catingueira
Não vá não que se arrepende.


Inácio, tu me conheces,
Já sabes bem eu quem sou;
Mas quero te prevenir
Que na Catingueira eu vou
Derrubar o teu Castelo
Que nunca se derrubou.


É mais fácil um boi voá
Um cururu ficar belo,
Aruá jogar cacete
E cobra calçar chinelo,
Do que haver valentão
Que derrube o meu Catelo.


Quem quer ferir inimigo
Não faz ponto nem avisa;
Quando eu for à Catingueira,
Nesse dia o sol se incrisa;
Inda vou lá, fique certo,
Somente dar-te uma pisa.


Me diga o dia em que vai,
Quais são os seus companheiros.
O senhor pode levar
Dez ou doze cangaceiros;
Que a todos eu saio a peito
Como um valente guerreiro.


Antes de eu ir, oito dia,
Te mandarei um aviso
Você, tando em casa, corre
Porque você tem juízo...
E eu vou só fazê estrago:
Quebro, rasgo, queimo e piso!


Quando for procure um padre
Que o ouça em confissão,
Deixa a cova bem cavada
E deixe a encomendação
Leve a rede onde é de vir
E já prontinho o caixão.


Eu sei que é duro,
Mas é lá na Catingueira
Na Mãe d’Água, onde eu moro,
Não descambas a ladeira.
Mais fácil o diabo ir ao Céu
Do que ires ao Teixeira.


Meu branco não diga isso
Que o sinhô não me conhece
Veja quando o Sol sair
Com a luz que replandesce
Olhe para os quatro lados
Que o negro velho aparece.


Negro, eu só canto contigo
Por um amigo me pedir
Visto me sacrificar,
Não me importa de ferir...
Cavo onde achar mais mole
E bato enquanto bulir.


Lhe aconselho,
Não cometa tal perigo,
Peça a Deus que lhe defenda
Do laço do inimigo,
Antes morrer enforcado
Do que pelejar comigo.


Negro, canta com mais jeito,
Vê a tua qualidade.
Eu sou branco, tu um vulto
perante a sociedade.
Eu em vir cantar contigo
Baixo de dignidade.


Esta sua frase agora
Me deixou admirado...
O sinhô para ser branco,
Seu couro é muito queimado,
Sua cor imita a minha,
Seu cabelo é agastado.


Com negro não canto mais
Perante a sociedade.
Estou dando cabimento
Ele está com liberdade.
Por isso vou me calar,
Mesmo por minha vontade.


O sinhô me chama negro,
Pensando que me acabrunha.
O sinhô de home branco
Só tem os dente e as unha,
A sua pele é queimada,
Seu cabelo é testemunha.


Eu estou ciente
Que tu és um negro ativo;
Mas não estou satisfeito,
Devo te ser positivo:
Me abate hoje em cantar
Com um negro que é cativo.


Na verdade, seu Romano,
Eu sou negro confiado!
Eu negro e o sinhô branco
Da cor de café torrado!
Seu avô vei ao Brasil
Para ser negociado.


Eu vou te pedir,
Vamos deixar o passado,
Esquecer quem foi cativo,
Que nos dá mais resultado.
Acabar a discussão
Esquecer todo o atrasado.


Isso aí é outra coisa.
Eu não luto sem motivo.
O sinhô também esqueça
O povo que foi cativo.
Quem tem defunto ladrão
Não fala em roubo de vivo.


A desgraça do home rico
É dar importância a pobre.
Sendo eu a prata fina
Vim me misturar com cobre.
Grande castigo merece
Quem se abate sendo nobre.


Esta agora é engraçada,
Eu digo com toda fé:
De prata se faz arreio,
Faz faca, garfo e cuié,
De prata se faz espora
Pra negro botar no pé.


Já faço tu te calar
Não quero articulação.
Vamos à geografia
Que chama o povo à atenção.
Vê se sabes ou se podes
Me dar uma explicação.


Seu Romano, ainda me lembro
Que meu sinhô me dizia
Que o mundo tem cinco partes,
É Ásia e Oceania,
Europa, América e África,
Assim diz a geografia.


Então deves conhecer
Cabos, estreiros e mar,
Os golfos, as raças todas
Onde puderam habitar.
Afina tua memória
Que eu quero te perguntar.


Não respondo sua pergunta,
Não conheço academia,
Vivo só do meu roçado,
Nunca vi uma livraria.
Vá perguntar a um doutô
Que é quem sabe geografia.


Meu Deus, que tem esse negro
Que no cantar se maltrata!
Agora Romano velho
Canta um ano e não se mata;
Quanto mais canta mais sabe
E nó que dá ninguém desata.


Eu bem sei que seu Romano
Tá na fama dos anéis;
Canta um ano, canta dois,
Canta seis, sete, oito e dez;
Mas o nó que der com as mãos
Eu desmancho com os pés.


Vamos parar,
Estou com dor de cabeça.
Preciso de algum repouso
Antes que o dia amanheça.
Estou com cara de sono
Sem ter mais quem me conheça.


Sua doença, seu Romano,
Está muito conhecida.
Melhor rasgar o tumor
Antes que vire ferida.
O reis por perder o trono
Não deve perder a vida.


Latona, Cibele, Réa,
Íris, Vulcano, Netuno,
Minerva, Diana, Juno,
Anfitrite, Androcéia,
Vênus, Climene, Amaltéia,
Plutão, Mercúrio, Teseu,


Júpiter, Zoilo, Perseu,
Apolo, Ceres, Pandora,
Inácio desata, agora,
O nó que Romano deu.

Desse jeito
Eu não posso acompanhá-lo.

Se desse um nó em martelo
Viria eu desatá-lo
Mas como foi em ciência
Cante só que eu me calo.


quinta-feira, janeiro 20, 2011

Projeto ESTACINE apresenta Lisbela e o Prisioneiro e E se eu fosse você


O projeto Estacine apresenta neste final de semana na sala de audiovisuais da Estação Cabo Branco: Ciência, Cultura e Artes, no altiplano, os filmes: “E se eu fosse você” e “Lisbela e o Prisioneiro”. No sábado (22) será exibido o filme "E se eu fosse você” e no domingo (23) “Lisbela e o Prisioneiro”. Serão duas sessões 16h00 e 18h30. A entrada é aberta ao público. Meia hora antes de cada sessão será distribuída senhas, pois a sala tem capacidade apenas para 38 pessoas.

Neste sábado (22) filme exibido será “E se eu fosse você”, uma comédia lançada em 2006, com direção de Daniel Filho e duração de 108 minutos. O filme conta a história de Cláudio (Tony Ramos), um publicitário bem sucedido, dono de sua própria agência, casado com Helena (Glória Pires), uma professora de música que cuida de um coral infantil. Acostumados com a rotina do casamento de tantos anos, eles volta e meia têm uma discussão. Um dia eles têm uma briga maior do que o normal, que faz com que algo inexplicável aconteça: eles trocam de corpos. Apavorados, Cláudio e Helena tentam aparentar normalidade até que consigam reverter a situação. Porém para tanto eles terão que assumir por completo a vida do outro. Ainda fazem parte do elenco os atores: Danielle Wints e Thiago Lacerda.

Este é o segundo de quatro filmes em que o diretor Daniel Filho e a atriz Glória Pires trabalharam juntos. Os demais foram “A Partilha” (2001), Primo Basílio (2007) e Se Eu Fosse Você 2 (2009). Uma das curiosidades deste filme é que ele foi o filme brasileiro de maior público em 2006, levou cerca de 3.644.956 espectadores aos cinemas. O sucesso foi tão grande que já está sendo gravado Se Eu Fosse Você, terceira edição.

Domingo (24), também em duas sessões (16h00 e 18h30), será exibido outra produção brasileira, “Lisbela e o Prisioneiro”, que narra a estória de uma moça que adora ir ao cinema e vive sonhando com os galãs de Hollywood dos filmes que assiste. Leléu (Selton Mello) é um malandro conquistador, que em meio a uma de suas muitas aventuras chega à cidade de Lisbela. Após se conhecerem eles logo se apaixonam, mas há um problema: Lisbela está noiva. Em meio às dúvidas e aos problemas familiares que a nova paixão desperta, há ainda a presença de um matador (Marco Nanini) que está atrás de Leléu, devido a ele ter se envolvido com sua esposa (Virginia Cavendish).

O filme foi dirigido por Guel Arraes e é uma adaptação da peça de teatro homônima de Osman Lins, com produção da Globo Filmes e da Natasha Filmes, junto com o estúdio Twentieth Century Fox.

PROJETO ESTACINE – O projeto foi idealizado no ano passado, mas apenas este ano foi possível sua realização, e consiste na exibição de filmes com abordagens temáticas educativas e culturais, com destaque para produção brasileira e internacional. Estão programadas ainda debates ao final das sessões com atores, diretores de cinema locais sobre o filme. As exibições acontecerão sempre nos finais de semana até dezembro de 2011, com programação anunciada na mídia de jornal, rádio, televisão e internet.

“O projeto Estacine é uma atividade da Estação Cabo Branco que tem como objetivo de divulgar a ciência, cultura e arte para inclusão social e que você dê acesso gratuito a população”, disse o diretor geral da Estação Cabo Branco Rubens Freire. A programação, segundo o diretor, pretende trazem filmes que estão fora do circuito comercial e estimule os públicos para compreensão de aspectos da arte que nem sempre estão disponíveis ao grande público.

SERVIÇO: PROJETO: ESTACINE Filmes: • SE EU FOSSE VOCÊ – Sábado (22) • LISBELA E O PRISIONEIRO – Domingo (23) Sessões: 16h00 e 18h30
Local: Sala de Audiovisual – Torre Mirante da Estação Cabo Branco - Ciência, Cultura e Arte – Altiplano Cabo Branco.
Entrada gratuita para 38 pessoas.
Informações: 3214.8303/8270

segunda-feira, outubro 18, 2010

As Santinhas do Pau Oco


Depois de “Mulheres à Beira de um Ataque” a artista plástica Ana Christina abriu nova exposição no segundo pavimento da Torre Mirante, na Estação Cabo Branco, Ciência, Cultura e Artes, localizado no bairro do Altiplano Cabo Branco. A mostra individual intitulada “Santinhas do Pau Oco” permanece no local até o dia 17 de outubro e entrada é aberta ao público.

Na mostra o visitante vai encontrar 30 peças em papel maché em tamanhos que variam de 30 a 70 centímetros de altura com detalhes minuciosos que sempre caracterizou o estilo da artista. De acordo com Ana Mesquita as peças têm nomes que jogam com a comicidade da ideia de santinhas de pau oco.

Ana Christina é uma artista que evoluiu bastante nos últimos anos. Seu primeiro trabalho foi pontuado pelas fortes influências culturais do Nordeste do Brasil, a exemplo das carrancas do Rio São Francisco ao Carnaval, através das máscaras, confeccionado em papel maché e miniaturas em argila. O detalhismo na sua pintura, associado a formas e materiais convencionais, são marcas registradas que faz reconhecer sua obra em qualquer local.

Ana também é arte educadora e a pesquisadora de materiais de fácil acesso e manuseio para utilização em sala de aula. Toda essa pesquisa levou a experimentar a pintura em ovos, mantendo, desta maneira, a forma arredondada das máscaras.

O pedido de um amigo para criar uma peça em papel maché levou-a à esculturas de bichos em papel maché. Alguns amigos disseram que os ovos eclodiram e "nasceram" os bichos. Fatos da vida acabaram por criar uma nova vertente deste trabalho, as “Mãinhas”, linda figuras de mulheres mães.

A ARTISTA - Ana Christina Mesquita Melo natural de João Pessoa (PB). Frequentou o curso de Educação Artística da Universidade Federal da Paraíba, habilitação em Artes Cênicas e Artes Plásticas, de 1978 a 1992. Realizou cursos de Teatro Infantil e Arte Dramática, História da Arte, Problemas de Composição na Linguagem Visual, Desenho Artístico, Pintura, Cerâmica, Xilogravura, entre outros.

Foi professora da Faculdade de Ciências e Letras de Maceió (Al), nas áreas de Metodologia do Ensino, Fundamentos da Linguagem Visual, Formas de Expressão da Comunicação Artística e Projetos Experimentais. Foi ainda professora de Educação Artística em várias escolas e cursos, atividade que exerce ainda hoje.

O contato com a vida artística acabou por levá-la ao uso de sua habilidade manual, confeccionando máscaras para apresentação de grupos musicais e peças de teatro, balé, coordenando Oficinas, levando-a, por fim, a expor o seu trabalho.

Expôs suas Máscaras na 1ª Expo-UFPB, em 1998, na Exposição de máscaras do Departamento do Departamento de Artes e Comunicação da UFPB, em 1989 e no IV Salão de Novos Artistas Plásticos da Paraíba, em 1990. Em abril de 1996 iniciou uma série de individuais intitulada "A Arte do Povo", expondo a pintura em ovos.

Em novembro de 1998 iniciou a série de exposições, individuais e conjuntas, de esculturas de bichos em papel maché, em João Pessoa, São Paulo, Brasília e Milão. Aos bichos, juntaram-se as Mãinhas, expostas em outubro de 2005.


SERVIÇO: Exposição “As Santinhas do Pau Oco”
Até 17 de outubro de 2010.
Local: Segundo Pavimento da Torre Mirante da Estação Cabo Branco, Ciência, Cultura e Artes – Altiplano Cabo Branco.

Pilar Roca expõe "DESENHOS


Depois da mostra “Entrelinhas”, no ano passado, a artista plástica Pilar Roca expõe “Desenhos”, sua mais nova mostra individual que permanecerá aberta para visitação pública no hall da Torre Mirante da Estação Cabo Branco, Ciência, Cultura e Artes, localizado no bairro do Altiplano até o dia 30 de outubro.

“Desenhos” reúnem 30 trabalhos inéditos da artista e uma de suas melhores fases. Os desenhos são construídos sobre um suporte simples e acessível, a cartolina. Pilar Roca constrói, através dos traços, linhas e formas, emergirem peças que podem ser figurativas, conter uma visão parcial de seres humanos, animais, plantas ou situações construídas e enxergadas particularmente a partir da vivência e experiência de cada um.

Os trabalhos são inicialmente desenhados com tinta esferográfica de cor preta, em seguida escaneados, logo após recebem um tratamento no computador com softwares específicos, para no final terem a dimensão de telas, de modo a ganhar não só outro suporte expositivo, mas provocar outros tipos de leitura sobre a mesma obra.

A proposta inicial de Pilar Roca é estender suas mostras aos mais distintos ambientes, onde a arte possa interagir com a vida, seja por contornos educacionais, terapêuticos ou meramente recreativos. “Além de propor um espaço para os outros se expressarem, porque os desenhos não falam tudo. São como entradas para cada um encontrar seu próprio viés”, explicou Pilar.

O título da mostra “COMPilar”, como o próprio nome propõe sugere, reúne tanto trabalhos inéditos da artista, quanto obras significativas para Pilar Roca e que foram apresentadas em exposições anteriores, a exemplo de "Penélove bajo Sospecha" (2004) e "Entrelinhas" (2009).

A ARTISTA – Pilar Roca é natural de Cádiz, é uma cidade localizada ao sul da Espanha, virada para o Oceano Atlântico, que pertence a Comunidade Autônoma de Andaluza. Além de artista plástica é doutora em filosofia e letras pela Universidade Autônoma de Madrid e professora do Departamento de Letras Estrangeiras Modernas (DLEM) e da Pós-Graduação em Linguística (Proling) da Universidade Federal da Paraíba (UFPB).

Ciência e Tecnologia

ESTAÇÃO CABO BRANCO recebe quatro novos experimentos do MUSEU DA CIÊNCIA

O Museu da Ciência e Tecnologia da Estação Cabo Branco, Ciência, Cultura e Artes (ECARTES), órgão vinculado a Secretaria de Educação e Cultura da Prefeitura Municipal de João Pessoa (SEDEC/PMJP), recebeu está semana quatro novos experimentos científicos.

Os novos equipamentos estão sendo montados no primeiro andar da Torre Mirante. O diretor geral da Estação Cabo Branco, professor Fernando Abath Cananéa, explicou que inicialmente foram instalados 12 experimentos que estão em pleno funcionamento no caminho do conhecimento nos jardins da Estação. Em seguida foram adquiridos outros 13 experimentos, com recursos próprios da Secretaria Municipal de Educação e Cultura dos quais já chegaram quatro deles. “Até o dia 20 de dezembro de 2010, se o cronograma permitir, estaremos adquirindo outros”, ressaltou Fernando Abtah.

Os experimentos não existem prontos são encomendados aos cientistas e confeccionados individualmente. Dos 13 experimentos nove deles já estão no Museu da Ciência. “A chegada destes 4 novos experimentos e até dezembro mais nove, compõe a segunda etapa de três. Na terceira etapa 25 outros experimentos estarão sendo adquiridos”, explicou Abath.

Nesta nova etapa serão montados o “Carrossel de Coriollis”, um experimento destinado à demonstração de movimentos em referências não inerciais. Como o próprio nome sugere o equipamento tem o formato de um carrossel de parque de diversões. Nele também terá uma cesta de basquete. A pessoa subirá no carrossel e vai tentar se manter em equilíbrio e ao mesmo tempo acertar uma bola na cesta de basquete. Este experimento tem o objetivo de explicar que efeito físico, em deslocamento, está acontecendo. Um efeito em deslocamento, na mesma velocidade do giro do carrossel. O segundo experimento é o “Bernoulli”, que demonstra o princípio de Bernoulli de escoamento de fluídos. Ele tenta demonstrar a capacidade que o vento tem de sustentar um objeto no ar. O avião (as asas) sofre a influência desse princípio. “Por isso que as asas do avião não são retas. Elas têm nas pontas uma curvatura de modo que a gente pensa que o avião não cai”, explicou Fernando Abath.

A “Gaiola de Faraday”, por sua vez, consiste em experimento utilizado para demonstrar a distribuição de carga elétrica em um condutor em equilíbrio eletrostático. Na prática uma pessoa dentro da gaiola eletrizada, não sente nenhuma sensação elétrica. Ela é construída toda em alumínio e possui 22 mil de voltagem. Nela o visitante entra na gaiola e não leva choque. Um monitor de física vai explicar qual o princípio que está fazendo este isolamento ocorrer.

O Gerador de Van-Der-Graff é o quatro experimento destinado a demonstrar o campo eletrostático. Consiste em bola de alumínio compacta em que a pessoa ao colocar as mãos sobre ela não levará choque. O efeito eletrostático, a energia acumulada neste globo, passará para os pêlos fazendo com que fiquem ouriçados. Todos os experimentos recebem o nome de seus inventores. A inauguração ainda não tem data prevista, uma vez que os técnicos estão em processo de análise e montagens dos mesmos.

“Tudo isso me dá uma grande satisfação, pois o visitante, estudante da rede pública e privada possa agendar sua aula de campo e aprender física clássica da maneira mais lúdica possível”, comentou Fernando Abath, que também é professor universitário há mais de 20 anos. “A missão de difundir e popularizar ciência, cultura e artes é cumprida no momento em que a gente tem um museu com estas características”, conclui Abath.

MUSEU DA CIÊNCIA – O Museu da Ciência começou a ser montado no ano passado (2009) com a aquisição do planetário digital inflável, em formato de uma abóboda gigante azul marinho, com capacidade para 15 pessoas por sessão. Dentro é exibido um filme sobre a conjunção estrelar. Ele permite a visualização de mais de 100 mil estrelas.

Na sequencia foram adquiridos lunetas e telescópios de observação lunar e contratado um astrônomo que fornece aos visitantes e estudantes explicações sobre a conjunção dos planetas e estrelas. Com isso foi criado o projeto “Venha ver a lua” que acontece uma vez no mês em que atrai um número cada vez maior de expectadores.

Logo após foram adquiridos 12 novos experimentos científicos (Políedros de Platão, Bicicleta da Corda Bamba, Balanços Acoplados, Pêndulo da Coragem, Xadrez Gigante, Esfera de uma Tonelada, Sistema de Roudanas, Ponte Romana) que formaram o Caminho do Conhecimento, instalado no jardim da Estação Cabo Branco. Ele possui 900 metros e tem a função de interagir com o visitante e ao mesmo tempo propiciar aulas de campo sobre matemática, física, biologia, química e ciência em geral para estudante e professores das escolas públicas e particulares. A inauguração oficial do Caminho do Conhecimento aconteceu no dia 3 de julho de 2010 e realizada pelo atual prefeito municipal Luciano Agra. Os recursos para aquisição dos experimentos são do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT).

O diretor geral da Estação Cabo Branco, professor Fernando Abath Cananéa, disse que quando optou-se pela Estação Cabo Branco ser uma unidade educacional se fez uma a clara e importante escolha de oferecer a população local e brasileira, por extensão, um espaço de práticas transversais visando oferecer ao sistema municipal de ensino e rede particular um novo locus de diferentes saberes.

Nesse sentido é que a Estação, por meio de seus diferentes Programas Permanentes no campo educacional, científico e artístico, oferece aos escolares do sistema público e privado de ensino diferentes projetos, oficinas, exposições, seminários, workshops, planetário, laboratórios de robôtica e astronomia, sessões de cinevídeo, semanas de ciência e tecnologia.

SERVIÇO:
MUSEU DA CIÊNCIA
Local: Estação Cabo Branco, Ciência, Cultura e Artes – Av. João Cirillo da Silva, s/n - Altiplano Cabo Branco – Cep: 58046-010
Visitação pública: Terça a sexta-feira das 9h às 21h, e nos sábados e domingos das 10h às 21h
Informações: (083) 3214.8270 – 3214.8303 – 8852.5530.
Email: ecbartes@joaopessoa.pb.gov.br

segunda-feira, outubro 11, 2010

EXPOSIÇÃO DE LIVROS INFANTIS é atração da SEMANA DA CRIANÇA na Estação Cabo Branco


Ainda na última quinta-feira (7), às 9h00, dentro da programação da Semana da Criança, foi aberta a Exposição de Livros Infantis do Sebo Cultural no segundo pavimento da Torre Mirante na Estação Cabo Branco, Ciência, Cultura e Artes, localizada no Altiplano.

A Exposição do Livro Infantil é uma parceria entre a Estação Cabo Branco, a Secretaria de Educação da Prefeitura Municipal de João Pessoa e do Sebo Cultural. No local estarão expostos cerca de 700 livros, dirigido aos públicos infantil e juvenil, com preços acessíveis ao bolso do leitor que variam entre R$ 5,00 a R$ 3,00.

O diretor do Sebo Cultural, Heriberto Coelho de Almeida, disse que até o dia 12 de outubro estarão expostos livros infantis das mais conceituadas editoras nacionais, a exemplo da Ática, Melhoramentos, Moderna e outras.

No segundo andar da Torre Mirante o visitante leitor vai encontrar livros infantis de autores nacionais (Marina Colassanti, Bartolomeu Campos, Pedro bandeira, Ana Maria Machado, etc) e autores paraibanos, a exemplo de Jessier Quirino, André Ricardo, Vóvó Babi, Melissa Palmeira e outros.

Paralelo a Exposição de Livros Infantis acontecem às oficinas de artísticas e culturais de violão, flauta, origami, dança, artesanato, desenho na sala de práticas educacionais com os arte-educadores do programa Ciranda Curricular.



SERVIÇO:

ESTAÇÃO CRIANÇA – EXPOSIÇÃO DO LIVRO INFANTIL

Abertura: Quinta-feira (dia de 7 de outubro) – até 12 de outubro

Local: Estação Cabo Branco, Ciência, Cultura e Artes – Av. João Cirillo da Silva, S/N. Altiplano Cabo Branco.Cep. 58046-010.

Semana da Criança é na Estação Cabo Branco


Começou na quinta-feira (7) a terceira edição do “Estação Criança”, que acontecerá até o dia 12 de outubro na Estação Cabo Branco, Ciência, Cultura e Artes, localizado no Altiplano. A abertura oficial aconteceu às 9h00, com abertura da exposição “COMPilar”, no salão panorâmico, no segundo pavimento da Torre Mirante.

No setor de práticas educacionais acontecem às oficinas artísticas e culturais de violão, flauta, dança, origami, dança, artesanato e outras. No primeiro pavimento no Laboratório de Astronomia o astrônomo Marcos Jerônimo estará à disposição dos estudantes, crianças, pais, educadores e público em geral para todas as informações e dúvidas sobre o universo e os equipamentos utilizados para observação dos planetas.

Também no segundo pavimento, às 10h30, foi aberta a exposição Darwin Now com a palestra sobre o criador da Teoria da Evolução Charles Darwin, ministrada pelo professor do Sistema Municipal de Ensino, Abel Cavalcante de Souza Filho, docente das Escolas Municipais Cantalice Leite e Anaíde Beiriz.

A partir das 11h00 se apresentou o Grupo Kairós com o espetáculo “Como nosso mundo começou”, no auditório. No mesmo local, às 14h30 se apresentou a Orquestra Infantil da Escola Zumbi dos Palmares e em seguida, às 15h30, o grupo de teatro Agentes da Alegria, às 15h30.

Na sexta-feira (8), às 9h00, foi aberta a exposição de livros infantis do Sebo Cultural, no segundo andar do salão panorâmico da Torre Mirante da Estação. Também às 9h00 tem início a exposição mais esperada do Estação Criança, a mostra Darwin Now, no primeiro andar. No segundo andar será aberta a exposição COMPilar no salão panorâmico. Na área de música se apresenta o grupo de flautas das escolas municipais, no auditório, a Orquestra Infantil Zumbi dos Palmares, o grupo de teatro Agentes da Alegria e às 15h30 se apresenta o Sexteto da Escola Municipal Augusto dos Anjos.

O evento prosseguiu no sábado (9), com atividades de 9h00 às 21h00. Pela manhã, às 11h00, se apresentou o grupo de Choro da Sedec e as 15h00 teve início às 15h00 o espetáculo teatral “Os saltimbancos” da Companhia Paraibana de Dramas e Comédias.

No domingo (10) além das exposições, oficinas artísticas e a feira de livros haverá novas apresentações de teatro e música. E na terça (12), Dia das Crianças, o destaque vai para a apresentação do espetáculo “Uma Estória de Música”, no auditório, com o percussionista Luciano Oliveira e o contador de estórias José Carlos.

SERVIÇO:

ESTAÇÃO CRIANÇA

Abertura: Quinta-feira (dia de 7 de outubro) – até 12 de outubro

Local: Estação Cabo Branco, Ciência, Cultura e Artes – Av. João Cirillo da Silva, S/N. Altiplano Cabo Branco.Cep. 58046-010.

segunda-feira, setembro 13, 2010

Ciência e Tecnologia


Estação Cabo Branco realiza aulas de campo e visitas monitoradas no Museu de Ciência e Tecnologia


O Museu da Ciência e Tecnologia da Estação Cabo Branco, Ciência, Cultura e Artes, recém inaugurado, disponibiliza de aulas de campo e visitas monitoradas para estudantes das redes municipal, estadual e privada, e para o público em geral.

Aulas de campo são atividades pedagógicas destinadas aos estudantes do sistema de ensino público e privado, e consiste em visitas mais elaboradas, conduzidas por monitores, a partir das exposições em cartaz, e dos conteúdos educacionais previamente elaborados pelo Setor de Gestão Educacional.

As atividades são divididas em quatro núcleos: exposições e oficinas pedagógicas; laboratório de astronomia; laboratório de robótica e caminho do conhecimento. Para participar das aulas de campo as instituições de ensino devem trazer ofício devidamente preenchido endereçado ao diretor geral da Estação Cabo Branco, professor Fernando Abath Cananéa, solicitando a aula e especificando o número de pessoas (máximo de 60 incluindo coordenadores e professores) e o objetivo pedagógico da aula, imprimir também o Termo de Compromisso que se encontra disponibilizado no endereço eletrônico da Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP), no link da Estação: http://www.joaopessoa.pb.gov.br/estacaocabobranco/.

O termo deverá vir assinado pelo responsável da instituição. Nele o solicitante vai encontrar todas as regras de conduta necessárias à permanência na Estação, portanto, este constitui em um importante instrumento na informação aos estudantes, professores e coordenadores sobre as regras de conduta durante a permanência na casa.

As atividades de aula de campo agendadas são realizadas de terça a sexta-feira, as 9h30, 14h00 e 19h00. Nos finais de semana e feriados não é realizado nenhum agendamento.

Conforme dito anteriormente o grupo deve ter no máximo 60 pessoas, incluindo educadores e coordenadores, uma forma de preservar a qualidade das aulas de campo ou da visita monitorada.

A chefe do Setor de Gestão Educacional, Cássia Freitas, explicou que a Estação Cabo Branco, por ser uma unidade descentralizada da Secretaria de Educação, tem a missão de difundir e popularizar a ciência, a cultura e as artes para a inclusão social e, portanto, tem a responsabilidade de coordenar tanto o processo de aula de campo com visitas monitoradas. “Propondo alternativas para confirmá-la como ação efetivamente educativa e inclusiva como outras atribuições que contemplem a ampliação e afirmação da Estação Cabo Branco como um veio perene de educação na interface da Ciência e das Artes”, acrescentou.

As Visitas Monitoradas, por sua vez, não precisam de agendamento prévio e as apresentações são de 30 minutos. A participação é gratuita e aberta ao público, e acontecem sempre sábados e domingos.

As oficinas artísticas e pedagógicas oferecem ao educador e estudantes a oportunidade de conhecer detalhadamente o conteúdo das exposições e de vivenciar uma oficina contextualizada. As oficinas obedecem a uma escala. O tempo de percurso na Torre Mirante é de uma hora.

Caso o visitante tenha interesse pelo Laboratório de Astronomia o grupo agendado para esta modalidade terá aula no espaço físico do próprio laboratório, que inclui projeções, planetário, observações com telescópios, visualizações e manuseio de objetos que dizem respeito ao tema que pode ser pautada em temática específica solicitada pelo educador ou as temáticas específicas propostas pela Estação Cabo Branco. O tempo de permanência no laboratório é de duas horas mais uma oficina artística e pedagógica.

O astrônomo da Estação Cabo Branco, Marcos Jerônimo, comentou que o laboratório vem preencher uma lacuna de 35 anos deixada com o fechamento em 1975 do Observatório Astronômico da Paraíba (OAPB), quando a observação com o telescópio foi interrompida. “Ele é muito importante no que diz respeito ao ensino da astronomia para as escolas públicas e privadas, uma vez que a astronomia faz parte dos currículos escolares, como também para o fortalecimento do conhecimento dos professores nesta área”, explicou Marcos Jerônimo.

Outro espaço que também pode ser visitado e agendado pelas escolas e instituições educativas é o Laboratório de Robótica. Nele, o grupo agendado, trabalhará temáticas educativas utilizando a Robótica como mediação, através da criação de projetos, construção de protótipos e programação computacional, de maneira disciplinar, desenvolvendo competências e habilidades educacionais, a exemplo da criatividade, o senso de responsabilidade, raciocínio lógico e matemático, percepção visual, coordenação motora, capacidade de concentração, consciência crítica e trabalho em equipe.

O responsável pelo laboratório de robótica, Fagner Barbosa Ribeiro, disse que a experiência com o laboratório tem sido enriquecedora para os educadores e estudantes, pois tem feito com que o estudante transporte algo de sua vivência para o ambiente de aprendizagem, servindo para promover a inclusão social e desenvolvimento cultural, pessoal e intelectual dos mesmos.

No Caminho do Conhecimento os alunos vivenciam de forma lúdica e contextualizada os princípios da física clássica, química e ciência em geral utilizando os doze experimentos instalados na área externa do complexo. Ele tem a função de interagir com o visitante ao mesMo tempo propiciar aulas de campo.

A gestora educacional da Estação Cabo Branco, Cássia Freitas, acrescentou que o setor fez uma reestruturação nos procedimentos e ampliação das temáticas com algumas estratégias educacionais, a exemplo da divisão dos núcleos para as aulas de campo, no sentido de atender a grande demanda das escolas agendadas. “Com isso damos a oportunidade para que todos disponham de um melhor aproveitamento nas aulas de campo, com os conteúdos permanentes e rotativos existentes na Casa, de forma ampliada”, disse.

Um dos objetivos do Caminho do Conhecimento é fazer com que tanto o visitante, quanto os estudantes possam aprender de forma prazerosa e divertida. As visitas serão supervisionadas por monitores universitários capacitados para conduzir os visitantes.

O secretario adjunto de Ciência e Tecnologia da Prefeitura Municipal de João Pessoa, Rubens Freire, completou que os experimentos são de baixo custo e de baixo custo de manutenção também, que são coisas importantes para se contabilizar em um projeto desta natureza. “Ele é dinâmico, pois os experimentos podem ser renováveis de três a quatro anos, comparados com outros que vemos por ai”, explicou Rubens Freire que também é presidente do Conselho Técnico e Científico da Estação Cabo Branco, Ciência, Cultura e Artes.

terça-feira, agosto 31, 2010

Estação Cabo Branco abre duas novas exposições


Duas novas exposições serão abertas nesta quinta-feira (2 de setembro) a visitação pública no segundo pavimento da Torre Mirante da Estação Cabo Branco, Ciência, Cultura e Artes. Trata-se das mostras individuais do artista plástico paraibano Francc Neto (Gesto Primordial) e da artista plástica mineira Irene Barros (Colagens).

Francc Neto inaugura sua exposição Gesto Primordial, composta por 34 obras entre pinturas, relevos e plotagens que revelam uma lógica próxima da experiência vital de uma vivência ritualista que pensa a vida como transformação permanente e que busca este movimento numa experimentação constante com a matéria.

As obras são confeccionadas em madeira e em “Medium Density Fiberboard”, um material derivado da madeira que é internacionalmente conhecido por MDF. Em português, a designação correta é placa de fibra de madeira de média densidade. Além de tinta piso e fogo que desmaterializa e desrealiza a matéria.

O nome da exposição surgiu da própria composição material das peças. “Todo esse material realiza e gera um novo elemento, um gesto primordial”, explicou Francc Neto. As obras variam de tamanho, entre 1,10 por 1, 60 centímetros. As pinturas medem de 1,60 a 2,20 centímetros e as esculturas entre 1,80 a 0,30 centímetros.

Gesto Primordial possui um caráter de investigação em dois sentidos. Um deles pela pesquisa das formas, suporte e material como uma forte carga de experimentação. O outro pela capacidade de reflexão e por estabelecer relações maiores com o universo da arte.

Para Francc Neto, a exposição advém dessa articulação que não passa apenas pela razão e pela emoção, mas pelo próprio corpo, para que seja possível a presença do fogo como energia universal, irradiante, intensa, trazendo em si o Germe da contradição: princípio de vida e de morte. É o efêmero dando lição de eternidade. O fogo que, segundo ele, desmaterializa e desrealiza a matéria, também, integra, realiza e gera um novo elemento, um ser atemporal.

Francc Neto nasceu no município de Catolé do Rocha (PB), em 1960. Graduado e especialista em Filosofia pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (USP). Iniciou na carreira artística no final da década de 1970, como desenhista e pintor. Em 1984, começou a discutir a linguagem do suporte, rompendo com o plano e evidenciando o volume. No período de 1994 a 2002 lecionou escultura e filosofia da arte na Faculdade de Artes Dulcina de Moraes, em Brasília (DF).

Na década de 90 realizou mostras individuais no Novotel em Natal (RN), no Conjunto Cultura da Caixa (Brasília), no Unimóveis DECOR 1997, como designer de mobiliário em madeira ecologicamente correta, também em Brasília.

Participou de várias exposições coletivas. Entre elas o 1º Salão de Artes Plásticas do CEGRAF (Brasília), II Concurso de Escultura em Sucata (Brasília); XI e XII Salão Municipal de Artes Plásticas (João Pessoa), na Mostra 11 Artistas Brasileiros, no Zarinha Centro de Cultura, em João Pessoa (PB), na IX Bienal do Recôncavo, em São Félix (Bahia). A última individual, em 2008, "PORAN", no Casarão 34, João Pessoa.

Recebeu a Menção Honrosa no ano de 2003, no Salão Municipal de Artes Plásticas, em João Pessoa. Suas obras estão expostas em coleções públicas no Museu Vivo da Memória Candanga (Brasília/DF), no Museu da Limpeza Urbana (Brasília/DF) e Fundação Cultural de João Pessoa (PB).

A segunda mostra individual aberta neste mesmo dia é da artista plástica mineira Irene Barros (tela ao lado), intitulada Colagens. No local o visitante vai encontrar 23 telas em tamanhos que variam de 80 por 1 metro e consiste no reaproveitamento de materiais (papeis, imagens, etc) que se transformam em surpreendentes novas obras de arte.

Irene Barros é natural Juiz de Fora (MG). Ela é formada em artes plásticas pela Escola Belas Artes Antônio Parreiras e Instituto de Artes e Design da Universidade Federal de Juiz de Fora (MG). Professora de educação artística desde 1992 atuou em vários projetos artísticos em Minas Gerais. Participou de vários salões de artes entre eles do Salão de Artes Plásticas de Juiz de Fora e Rio de Janeiro em que recebeu menção honrosa e medalhas pelo desenvolvimento e repercussão de seus trabalhos artísticos.

A artista produziu e fez parte de mostras coletivas e individuais. Sua última exposição individual (Real e Imaginário) aconteceu em 2009, em João Pessoa (PB), no Centro Cultual Zarinha. Irene Barros trabalha com a técnica de óleo sobre tela e pastel, mas também é escultora com trabalhos premiados. No ano de 2003, assumiu a presidência da Associação de Belas Artes Antônio Parreiras, fundada em 1934, sendo a primeira mulher a exercer o cargo.

A divisão de programa e atividades da Estação Cabo Branco comunica ao público que as duas mostras são abertas ao público, sendo que a exposição Colagens de Irene Barros ficará no local até o dia 26 de setembro e Gesto Primordial do artista Francc Neto permanecerá exposta para a visitação pública até o dia 29 de setembro.

SERVIÇO:
Exposições individuais: GESTO PRIMORDIAL (FRANCC NETO) E COLAGENS (IRENE BARROS)
Abertura: 2 de setembro (quinta-feira)
Horas: 19h00
Local: Segundo Pavimento da Torre Mirante da Estação Cabo Branco, Ciência, Cultura e Artes – Altiplano.
Entrada gratuita

sexta-feira, julho 23, 2010

DIA DOS PAIS é na Estação Cabo Branco com a Orquestra de Violões da Paraíba


Uma excelente opção de lazer para o dia dos pais é o concerto da Orquestra de Violões da Paraíba (OVPB) neste domingo (8), às 17h00, no auditório da Estação Cabo Branco, Ciência, Cultura e Artes (ECARTES), localizada na Avenida João Cirillo da Silva, s/n, Altiplano. A entrada é aberta ao público.

No concerto deste sábado eles apresentam doze composições, com frevos, marchinhas, forró, baião, valsa e chorinho de compositores brasileiros e nordestinos. Entre elas estão incluídas as canções: Marcará II, uma composição de Erivan Araújo, No Forró do Zé Doidiça (Rogério Borges), Ponteio (Edu Lobo e Capinam), Melodia Sentimental (Heitor Villa Lobos), Eu, Tu e Ele (José Ilton Nunes), Carinhoso (Pixinguinha), Pedacinho do Céu (Waldir Azevedo), Frevo dos Oito Erros (Cyran Costa), Valsa Sem Nome (Baden Powel), Feira de Mangaio (Sivuca e Glorinha Gadelha) e outras. Os arranjos das canções foram construídos pelos musicistas Rogério Borges, Gladson Carvalho, Cyran Costa e Marcelo Fernandes.

Regida atualmente pela maestrina Carla Santos e Cyran Costa, a orquestra foi criada em maio de 1922, pelo maestro Gladson Carvalho. Passou alguns anos sem realizar apresentações, mas, no ano de 1997 retornou as atividades sob o comando da professora Carla Santos. A grande reestréia aconteceu em novembro de 2007 superlotando as casas de espetáculo por onde passaram.
Com cinco CD´s lançados (1993, 1994, 1996, 1997, 2008) a Orquestra de Violões da Paraíba vem encantando o público nas apresentações. Hoje ela é composta por 14 integrantes fixos distribuídos em quatro naipes de violões e sete músicos convidados que fazem a voz, percussão, baixo, acordeon, flauta e bateria.

No ano de 2008, em parceria com a Rádio Tabajara FM (105,5), produziram o programa “Canto das Cordas”, em que interpretavam obras de vários compositores nacionais e internacionais.

REGENTES:

CARLA SANTOS - Regente titular – Doutora em Música e Educação Musical pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Mestre em Educação Musical pela Campbellsvile University. Atuou como professora substituta do Departamento de Educação Musical da Universidade Federal da Paraíba. Professora do Instituto Estadual de Música Waldemar de Almeida, em Natal (RN), e Escola de Música Anthenor Navarro em João Pessoa (PB). Foi regente do Coral Infantil do Estado da Paraíba. Diretora e idealizadora do Projeto “Musicalizar é Viver”. Estudou regência com os professores Carlyne Waiss, Emílio César de Carvalho e Dr. Robert Gaddis (USA). Integrou a Orquestra de Violões da Paraíba durante seis anos, desde sua criação, com a qual gravou dois cds. Foi integrante do Quarteto de Violões da Paraíba.

CYRAN COSTA - Regente Assistente - Mestre em música pela Universidade de Campinas (UNICAMP). Bacharel em violão pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), pesquisador na área de educação musical e musicologia histórica. Atuou como professor substituto no Bacharelado e Curso Técnico da Escola de Música da UFRN e participou, em 2006, da organização do XV Encontro Anual da ABEM (Associação Brasileira de Educação Musical). Lecionou no Curso Técnico em Música do antigo CEFET/PB e na Escola de Música Antenor Navarro (EMAN), onde desenvolve trabalho (regente assistente) com a orquestra de violões criada nesta escola. Realiza concertos de música flamenca, além de compor trilhas sonoras para peças teatrais e cinema. Foi integrante da Orquestra de Violões da Paraíba. Foi integrante do quarteto de violões da Paraíba.

ROGÉRIO BORGES – Diretor Musical - Bacharel em Trompete pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Mestre em Música pela Campbellsville University, no campus de Recife (PE). Estudou composição com os professores José Alberto Kaplan, Eli-Eri Moura, José Orlando e arranjo com Ian Guest e Adail Fernandes. Como compositor, escreveu várias peças para orquestra sinfônica, quinteto de metais, quarteto de trombones, bandas de música, e demais formações, tendo diversas de suas obras sinfônicas executadas por orquestras nordestinas, como a Orquestra Sinfônica da Paraíba, a Orquestra Sinfônica do Rio Grande do Norte, Orquestra Sinfônica Jovem da Paraíba, Orquestra Infanto-Juvenil da Universidade Federal da Paraíba e Orquestra de Violões da Paraíba. Escreveu arranjos para os Concertos da Orquestra Sinfônica da Paraíba com os cantores: Ângela Rô Ro, Fafá de Belém, Arnaldo Antunes, Genival Lacerda, Flavio José, Alcione e grupo Detonautas. Diversas de suas obras camerísticas foram gravadas por grupos como o Quinteto Brassil, Quarteto de Trombones da Paraíba, Camerata Brasílica, Orquestra Arte Mulher, Orquestra de Violões da Paraíba entre e outros. Professor substituto do IFPB, Regente Assistente da Banda Municipal 5 de Agosto da cidade de João Pessoa, Regente, Diretor e Arranjador da Orquestra Parahyba Pop e Professor de Trompete da Escola de Música Antenor Navarro do Estado da Paraíba.

SERVIÇO: ORQUESTRA DE VIOLÕES DA PARAÍBA
Domingo (8)
Hora: 17h00
Local: Auditório da Estação Cabo Branco, Ciência, Cultura e Arte – Av. João Cirilo Silva, s/n, Altiplano Cabo Branco.
Entrada: Gratuita
Informações: 3214.8303/8270
Email: ecbartes@joaopessoa.pb.gov.br

Duo Musical com Castañeda e Vítor Diniz


O flautista paraibano Vítor Diniz e o violonista peruano Jorge Castañeda apresentam neste sábado (7), 17h00, o concerto musical Duo SurReal, no auditório da Estação Cabo Branco, Ciência, Cultura e Artes (ECARTES), localizada na Avenida João Cirillo da Silva, s/n, Altiplano. A entrada é aberta ao público.

No programa estão previstas a apresentação de músicas de autoria de Jonhann Sebastian Bach (Sonata em mi menor para Flauta e Violão, Andante e Allegro), Luigi Legnani (Duetto Concertante: Allegro maestoso, Tema con variazioni e Allegro scherzoso), Astor Piazzolla (História do Tango: Café 1930 e Nightclub 1960), Odair Assad (Círculo Mágico: Ramon Otero, Odiame), Chabuca Granda (La flor de la canela), Ernesto Cavour (Estas triste Negra e Los Alaracos).

Vítor Diniz e Jorge Castañeda se conheceram no verão de 2006 quando começaram unir os talentos e experiências musicais e criaram o “Duo SurReal”. O Duo dedica especial atenção a música latino-americana, aliada a precisão erudita adquirida nas universidades alemães, onde se formaram. A dupla já se apresentou em vários países e foram premiados em concursos nacionais e internacionais. Participaram o XXIV Festival Internacional de Violão de Rotenburg (Alemanha), realizaram tournée pela Polônia e foram selecionados pela Fundação Yehudi-Menuhin LMN (Alemanha).

Jorge Castañeda – É natural de Tacna (Peru) em 1979. Começou a estudar violão clássico com o professor Carlos Aguilera Bueno e posteriormente na “Escola Superior de Belas Artes Francisco Laso” em sua cidade natal. No período de 1998 a 2003 foi contemplado com uma bolsa de estudos do governo polonês, possibilitando o seu estudo na universidade de música “Akademia Muzyczna im. Kiejstuta i Grażyny Bacewiczów” em Lódz e na “Akademia Muzyczna im. Fryderyka Chopina” em Varsóvia na Polônia com o Prof. Marcin Zalewski.

Nos anos de 2005 a 2008 foi bolsista do Deutscher Akademischer Austausch Dienst (DAAD), Alemanha, estudando na “Staatliche Hochschule für Musik und Darstellende Kunst”, em Stuttgart, com o professor Johannes Monno, onde concluiu o Solistenklasse (Curso de Solista) com a menção Summa cum Laude.

Assistiu a masterclasses de, entre outros: Sérgio e Odair Assad, Anatolij Shpakov, Aber Carlevaro, Thomas Müller-Pering, David Tannembaum, David Russel, Olaf van Gonissen, Ivo Kaltchev, Carlo Marchione, Jakub Niedoborek e Pavel Stedl. Tocou em recitais de violão clássico no Peru, Chile, Líbano, na Polônia, Holanda, Alemanha, Ucrânia e Bielorusia. Apresentou-se como solista com a Orquestra Sinfônica Sudetiana, com a Filharmonia wietokrzyska na Polônia e com a Orquesta Sinfónica Nacional de Perú.

Castañeda foi premiado em concursos de violão clássico como também concursos folclóricos. Gravou para diferentes emissoras de Rádio e televisão no Peru e na Polônia. Recentemente foi nomeado ao prestigioso prêmio “Orgulho Peruano 2008”. Desde o ano 2006 é bolsista da fundação Yehudi Menuhin - Live Music Now em Stuttgart, Alemanha.

Vítor Diniz Barbosa - O flautista paraibano nascido em 1984. Iniciou seus estudos de música com a professora Luceni Caetano e com o professor Gustavo de Paco no curso de extensão do Departamento de Música da Universidade Federal da Paraíba (Demús/UFPB). Aos 17 anos viajou para a Alemanha, inicialmente para um intercâmbio cultural, ao fim do qual, prosseguiu como aluno do curso superior de música, tendo a oportunidade de estudar com alguns dos mais prestigiados professores europeus. Vítor iniciou seu curso com a professora Angela Firkins, na Musikhochschule Lübeck. Após seu Vordiplom entrou para a classe do professor Jean-Claude Gérard, recebendo o seu diploma da Hochschule für Musik Stuttgart. E por fim passou a estudar com a Prof.ª Renate Greiss, obtendo em 2009 o título de Master of Music da Hochschule für Musik Karlsruhe.

Como solista Vítor tocou frente a Orquestra Sinfônica Brasileira, sob direção do maestro Roberto Minczuk, o Concerto para Flauta em sol maior KV 313 de W. A. Mozart, por ocasião do Concurso Nelson Freire Jovens Talentos 2010, onde foi premiado.

Em 2007 recebeu o 2º Prêmio especial de melhor interpretação escrita especialmente para o Concurso Internacional Flute Meeting, em Volos, na Grécia. Neste mesmo ano, foi convidado a tocar o 'Quinteto em Forma de Choro' de Villa-Lobos ao lado do professor Ingo Goritzki, no '40. Sommersprossen Festival' em Rottweil. Apresentou nas quatro últimas edições do Festival. Participou também do Aberdeen International Youth Festival (Escócia), do Festival de Musique Universitaire em Belfort (França), do Internationale Sommerkonzerten der Rotenburger Gitarrenwoche (Alemanha), da Ensemble Modern International Akademie em Schwaz (Áustria) e do Festival Internacional de Campos Jordão.

Desde jovem, acumula experiência orquestral, se apresentado na Argentina, EUA e Portugal, sob regência de Norma Romano, de Osman Gioia e Carlos Anísio. Recentemente foi convidado pela Stuttgarter Philharmoniker, a Lüneburger Sinfoniker, a Kammerorchester Pforzheim, a Städtisches Orchester Pforzheim, a Gustav Mahler Orchesterakademie e a Camerata Europeana, tocando sob a batuta de maestros como Sir Roger Norrington, Zsolt Nagy, Gustav Kuhn e Radoslaw Szulc.

Vítor foi bolsista da Fundação Vitae (Brasil) e do Rotary Club Bad Oldesloe (Alemanha). Atualmente é bolsista da Fundação Yehudi Menuhin – Live Music Now, com a qual realiza concertos na Alemanha.

Em diferentes oportunidades apresentou músicas trabalhadas com os próprios compositores como György Kurtág, Ernst Mahle, Daniel Schnyder e Younghi Pagh-Paan. Cursos com Davide Formisano, Barthold Kuijken, Sir James Galway, Benoît Fromanger, Paul Maisen, Michael Faust, Alain Marion e Robert Dick completam sua formação.

Além da extensa carreira artística, Vítor vem sendo cada vez mais requisitado também como pedagogo. Ele ministrou cursos de flauta em diferentes universidade federais brasileiras, foi monitor de flauta da Hochschule für Musik Karlsruhe e atualmente leciona no Pädagogium em Baden-Baden e na Kunst- und Musikschule em Karlsbad (Alemanha) com alunos premiados em diversos concursos.

SERVIÇO: Duo SurReal – Vítor Diniz e Jorge Castañeda
Sábado (7)
Hora: 17h00
Local: Auditório da Estação Cabo Branco, Ciência, Cultura e Artes - Avenida João Cirillo da Silva, s/n, Altiplano.
Entrada: Gratuita
Informações: 3214.8303/8270
Email: ecbartes@joaopessoa.pb.gov.br

sábado, junho 26, 2010

ESTAÇÃO CABO BRANCO inaugura primeira etapa do MUSEU DA CIÊNCIA


No mesmo dia em que comemora dois anos de atividade a Estação Cabo Branco, Ciência, Cultura e Artes (ECARTES), órgão vinculado a Secretaria de Educação da Prefeitura Municipal de João Pessoa (SEDEC/PMJP) inaugura o Caminho do Conhecimento, a primeira parte do Museu da Ciência.

A inauguração acontecerá neste sábado (3 de julho), às 16h30, com solenidade oficial e uma série de atividades culturais que irão comemorar o segundo ano de atividades sociais, culturais e educacionais da Estação Cabo Branco que se encontra localizada na avenida João Cirillo da Silva, Altiplano.

A primeira etapa do Caminho do Conhecimento está localizada parte externa do complexo. O Caminho possui 900 metros, com doze experimentos científicos (veja detalhes abaixo) que tem a função de interagir com o visitante e ao mesmo tempo propiciar aulas de campo sobre matemática, física, biologia, química e ciência em geral para estudante e professores das escolas públicas e particulares.

O diretor geral da Estação Cabo Branco, o professor Fernando Abath, disse que com essa etapa do museu concluída será dada continuidade a produção de mais treze outros experimentos que serão instalados no primeiro andar da Torre onde o Museu continua.

Todos os recursos para implantação desta primeira etapa do Caminho do Conhecimento são próprios, e até o final de junho deste ano estará sendo encaminhado a Secretaria Municipal de Planejamento um memorial descritivo para a implantação de mais dezoito novos experimentos, com recursos do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT). “Quando da conclusão, até dezembro de 2010, desse processo teremos instalados, no primeiro andar da Torre, 31 experimentos científicos, o que irá concluir a última etapa de instalação do Museu de Ciência”, acrescentou Abath.

Um dos objetivos do Caminho do Conhecimento é fazer com que tanto o visitante, quanto os estudantes possam aprender de forma prazerosa e divertida. As visitas serão supervisionadas por monitores universitários capacitados para conduzir os visitantes.

O secretario adjunto de Ciência e Tecnologia da Prefeitura Municipal de João Pessoa, Rubens Freire, disse que os experimentos são de baixo custo e de baixo custo de manutenção também, que são coisas importantes para se contabilizar em um projeto desta natureza. “Ele é dinâmico, pois os experimentos podem ser renováveis de três a quatro anos, comparados com outros que vemos por ai”, explicou Rubens Freire que também é presidente do Conselho Técnico e Científico da Estação Cabo Branco, Ciência, Cultura e Artes.

O primeiro experimento do Caminho são os Políedros de Platão, composto por cinco peças sólidas, formado por um tetraedro, um hexaedro, um octaedro, um dodecaedro e um icosaedro, medindo todos 1,5 centímetros. As peças foram confeccionadas em fibra de vidro estruturada e resina pigmentada. “Na natureza esses objetos surgem nos cristais. Platão percebeu isso há muito tempo atrás e percebeu também que tudo que existe na natureza é constituído por água, terra, fogo, ar e movimento”, explicou Freire que ajudou na concepção e criação dos experimentos.

A depender da dinâmica da aula de campo os professores e monitores explicam e ao mesmo contemplam a natureza e o que existe ao redor. O segundo experimento do caminho é a Bicicleta da Corda Bamba construída em aço-carbono com pêndulo de 50 quilos acoplado na parte superior. A bicicleta está suspensa sob um cabo de aço de 10 metros. No local duas plataformas de embarque ou atracadores para o experimento com altura de 1,8 metros do solo e uma proteção lateral de 70 centímetros. Com essa bicicleta é possível o deslocamento do experimentador de um atracador da torre a outro sobre o cabo de aço esticado entre eles. Com isso pode-se demonstrar de forma lúdica as situações de equilíbrio mecânico e centro da massa.

Balanços Acoplados é o terceiro experimento do Caminho do Conhecimento que demonstra a ressonância e a oscilação pendular com freqüência dependente do cumprimento do balanço. O experimento possui 4 balanços acoplados de tamanhos iguais 2 a 2, com estrutura de tubo galvanizado, acentos de polipropileno denso, relevo de rampa para balanços mais curtos em fibra de vidro estruturada e resina pigmentada.

Caminhando mais pouco o visitante vai encontrar o Pêndulo da Coragem um experimento destinado à demonstração da conservação da energia mecânica. O pêndulo tem uma estrutura de aço com proteção lateral e elevação do pêndulo por meio de mecanismo acionado pelo experimento, com esfera de aço inox 304. De lado da estrutura o experimentador coloca o queixo e tem a sensação de que a esfera chegará até o seu rosto, provocando uma sensação de irá bater, sem que isso de fato aconteça.

Mais adiante o visitante vai encontrar o Xadrez Gigante, com peças de xadrez grandes confeccionadas em resina e fibra de vidro estruturada e pigmentada, com bases cônicas e um tabuleiro pintado em piso cimentado. Neste experimento o professor (a) poderá fazer com os alunos a simulação de jogo de xadrez em proporções gigantes para exercitar o raciocínio lógico.

Logo após vem a Esfera de uma Tonelada que demonstra a minimização do atrito com a formação de uma lâmina d´ água entre a superfície de uma esfera e a calota côncava correspondente. A esfera possui 0,6 metros de diâmetro. Na base uma bomba injetora medindo 0,8 metros de diâmetro com carenagem periférica de aço inox.

O Sistema de Roldanas é o sétimo experimento do caminho do conhecimento. O sistema possui três tipos distintos de associações de roldanas, estruturado em tubo galvanizado com guias anelares em polipropileno denso, com limitadores de deslocamento vertical e acentos para o experimentador.

No caminho de volta o visitante vai encontrar também a Ponte Romana. Este experimento é uma verdadeira aula de arquitetura e engenharia juntas. Ele demonstra a distribuição dos blocos encaixados de modo à forma uma superfície côncava ou conexa e as situações de equilíbrio estático. Os blocos são em fibra de vidro estruturada e pigmentada, cuja justaposição dos blocos forma pentagonais e hexagonais que juntos irão compor uma superfície conexa.

A Flauta de Pan é um experimento científico da série que emite o padrão das ondas sonoras absorvidas de acordo com o cumprimento de um tubo de PVC rígido de 75 milímetros de diâmetro e cumprimento com variações de 0,4 metros a 1,4 metros.

Um pouco mais a frente vamos encontrar o Relógio do Sol, um experimento que possui ajuste azimutal para latitude e estações do ano. Foi construído em acrílico e resina de poliéster cristal incolor.

A comunicação demonstrada em forma de ciência também pode ser encontrada no Caminho do Conhecimento através do experimento, Parabólicas Comunicantes, o décimo primeiro experimento da série, que serve para demonstrar a convergência de ondas quando refletidas em uma superfície côncava em resina de poliéster, manta de fibra de vidro. Como um telefone sem fio o experimentador fica de um lado da concha balbucia palavras e o do outro uma segunda pessoa escuta e retorna a mensagem.

O Caminho do Conhecimento chega ao final com o Giroscópio destinado a demonstração da composição tridimensional dos movimentos de rotação. O experimento tem estrutura periférica em tubo cilíndrico de aço inox. A parte móvel externa quadrada possui extremidades chanfradas. O setor móvel interno em formato hexagonal, com apoio de pés com regulagem de altura fixada em tudo também de inox, com encosto almofadado para as costas com cinto de segurança regulável.

Para percorrer o Caminho do Conhecimento é necessário um agendamento prévio monitorado realizado no Setor de Gestão Educacional da Estação Cabo Branco, Ciência, Cultura e Artes de terça a sexta-feira, das 9h00 às 20h00, e nos sábados e domingos das 10h00 às 21h00. Maiores informações pelos telefones: (083) 3214.8270 – 3214.8303 – 8852.5530 ou pelo email: ecbartes@joaopessoa.pb.gov.br

SERVIÇO:
MUSEU DA CIÊNCIA - CAMINHO DO CONHECIMENTO
Inauguração: Dia 3 de julho (Sábado)
Hora: 16h30
Local: Área Externa da Estação Cabo Branco, Ciência, Cultura e Artes – Av. João Cirillo da Silva, s/n - Altiplano Cabo Branco – Cep: 58046-010
Visitação pública: Terça a sexta-feira das 9h às 21h, e nos sábados e domingos das 10h às 21h
Informações: (083) 3214.8270 – 3214.8303 – 8852.5530.
Email: ecbartes@joaopessoa.pb.gov.br