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domingo, maio 27, 2007

"Segundo" Maria Rita


”Segundo” é o nome do show que a cantora Maria Rita apresenta em João Pessoa dia 23 de maio (quarta-feira), às 20h30, no Esporte Clube Cabo Branco, em Miramar. Os ingressos estão sendo vendidos antecipadamente na secretaria do clube com os seguintes preços: R$ 220,00 (mesa 4 pessoas), R$ 40,00 (individual inteira) e R$ 20,00 (estudante). A produção local é dos meninos da Casa de Taipa Produções.
Coincidentemente está também é a segunda vez que a cantora vem a João Pessoa. O show é o mesmo do CD e DVD que cantora lançou em 2005 pela Warner. O DVD foi gravado em dois lugares: uma parte no Claro Hall, no Rio de Janeiro e na Toca do Bandido, também no Rio em setembro de 2005.
No disco e DVD vale a pena ouvir “Muito Pouco”, uma canção de Paulinho Moska, a terceira faixa “Mal Intento”, de autoria de Jorge Drexler, “Lavadeira do Céu” de Lenine e Bráulio Tavares.
A cantora Maria Rita iniciou a carreira com cerca de 24 anos, apesar de querer cantar desde os quatorze anos, com disse certa vez em entrevista na televisão. O peso da carreira da mãe, Elis Regina, influenciou o adiamento de sua obra. Nas entrevistas concedidas a imprensa do sudeste a própria cantora diz que sempre teve a consciência de ser a única filha mulher de uma grande cantora.
Antes de se tornar cantora profissional, Maria Rita fez um estágio em uma revista para adolescentes, na Universidade de Nova Iorque, nos Estados Unidos, quando fez o curso de marketing e estudos latino-americanos. Apesar do sucesso e da bela voz Maria Rita ainda é acusada pelos especialistas de música por imitar o estilo da mãe. Estigma que a cantora vai carregar enquanto vida tiver. Mesmo assim Maria Rita foi à ganhadora do Grammy Latino em três categorias: revelação do ano, melhor disco de MPB e melhor canção brasileira.
Na internet circula o comentário de que “Segundo” caiu na rede e não se sabe como. Muita gente baixou Santana, música do compositor pernambucano Júnior Barreto que a cantora tinha decidido gravar, mas acabou desistindo ao saber que Gal Costa tinha se interessado pela inclusão de Santana no seu também recém-lançado disco “Hoje” e que já tinha o aval do compositor. A versão-demo de Santana com Maria Rita é cantada em dueto com Lenine. A gravação dura nove minutos exatos e rivaliza com a brilhante releitura de Gal pelo arranjo forte e pelos vocais incisivos de Rita. Pena que ficou fora da seleção final de Segundo.

Serviço:
Maria Rita

Quarta-feira (23)
Hora: 20h30
Local: Esporte Clube Cabo Branco – Miramar
Ingressos antecipados: Secretaria do Clube
Preço: R$ 220,00 (mesa 4 pessoas), R$ 40,00 (individual inteira) e R$ 20,00 (estudante).

Adriana Crisanto
Repórter
Matéria publicada no Jornal O NORTE

Cineport 2007 balanço


Como fomos acusados de não divulgar o Festival de Língua Portuguesa (Cineport), o evento mais importante do ano da cidade de João Pessoa, ocorrido no período de 4 a 13 de maio, na Usina Cultural da Saelpa, segue aqui algumas considerações finais.
O festival, como disse o pessoal da Overmundo, foi “bacanérrimo” e de fato foi. Este ano o homenageado foi o cineasta paraibano Vladimir Carvalho que se fez presente em vários dias do festival e esteve cercado por admiradores e amigos. A programação, extremamente vasta, precisaria do engajamento de uma comissão de frente, formada por jornalistas culturais para cobertura de cada área, sem falar nas oficinas, palestras e mesas redondas, que ocorreram na Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e ações culturais promovidas pela Fundação Ormeo Junqueira.
De acordo com a comissão organizadora do evento, o festival teve uma média de oito horas ininterruptas de projeções e recebeu mais de 500 trabalhos, entre longas, curtos, documentários e animações, que foram avaliados por profissionais do segmento audiovisual de Minas Gerais, Pernambuco, Rio de Janeiro, São Paulo e Paraíba.
Foram exibidos filmes do Brasil, Timor Leste, Portugal, São Tomé e Príncipe, Angola, Moçambique, Guiné Bissau e Cabo Verde, atendendo os mais variados gostos. A maratona cinematográfica começava sempre muito cedo, às 9h00 da manhã, com exibições direcionadas ao público infantil e a última exibição por volta das 23h00.
Entre uma exibição e outra aconteceram performances, esquetes e danças. A cada dia do evento uma atração musical aconteceu no Parahyba Café (Cineport Música) que teve dois pontos de apoio, um na entrada e outro na parte de trás da Usina Cultural. Uma das mais interessantes apresentações foi do pianista Bernardo Sassetti, que à frente de um belo piano de calda desfilou um repertório eclético, de Dori Caymmi a João Gilberto.
Uma das músicas teve a performance da dançarina Zamélia Pentes que acompanhou Bernardo num show de contorcionismo contemporâneo. Dentro de um macaquito vermelho, a moça percorreu todo tablado ao som instrumental de autoria do pianista. O melhor momento do show ficou mesmo por conta da apresentação de Bernardo com o grupo de forró paraibano “Os Cabras de Pai Matheus”. Os gringos foram à loucura e muitos se atreverem ensaiar alguns passos.
O show ameaçava começar quando a tenda Cineport-música foi invadida por angolanos e africanos que surgiam de vários buracos da Usina para assistir ao show do angolano Galisá. Munido de um instrumento que mistura harpa com beribau Galisa e seus companheiros levou o público a dançar, inclusive, em cima do palco. Os angolanos tiveram o apoio de músicos paraibanos, que ensaiaram apenas um dia com os angolanos e pegaram de primeira a batida da mãe Angola.
Os filmes puderam ser assistidos nas tendas Andorinha e Andorinha Digital e quando batia aquela fomezinha bastava freqüentar as barraquinhas espalhadas pela área externa ou mesmo Parahyba Café. “Não sabia da existência de um lugar como este em João Pessoa. Isso me deixa muito feliz”, comentou a estudante Cynthia Alencar que pagou apenas R$ 1,00 para assistir os filmes e não enfrentou uma longa fila para entrar na terça-feira (8).
Como o tempo foi corrido pude assistir a alguns filmes, como o português “Coisa Ruim”, um suspense muito bem trabalhado e o brasileiro “Mulheres do Brasil”. “Uma das coisas que me chamou atenção foram às legendas no filme português. Isso facilitou a compreensão das falas, já que não estamos acostumados com o português de outros países”, disse o estudante de direito Fernando Aguiar.
Um dos destaques do festival foi o filme “Cartola”, premiado como melhor documentário do Cineport. “Cartola” era um lorde, como bem o definiu Cacá Diegues. O longa-metragem segue a linha de Vinícius, de Miguel Faria Júnior (que foi um grande sucesso de público - o documentário mais visto da história do cinema brasileiro, com 204 mil espectadores).
O roteirista (Hilton Lacerda) e o diretor (Lírio Ferreira) não souberam dizer em que momento eles se apaixonaram pelo personagem, mas o público sabe e saiu falando da beleza que foi o filme. “Eu fiquei tomada por Cartola”, comentou a cantora paraibana Gláucia Lima. Diz a lenda que Villa-Lobos subia o morro da Mangueira só para ouvir os sambas de Cartola. Um dia, disse ao compositor "não estuda, não. Você faz tudo errado, mas fica lindo!". Nem o mais exigente dos críticos ousaria contestar o criador das Bachianas brasileiras.
Wood & Stock: Sexo, Orégano e Rock n’ Roll, de Otto Guerra foi outro filme que lotou a Tenda Andorinha e teve que ser reprisado a pedido do público que ficou do lado de fora. O filme é uma festa na virada para 1972. Na casa de Cosmo, estão os jovens Wood, Stock, Lady Jane, Rê Bordosa, Rampal, Nanico e Meiaoito, que vivem intensamente o barato do “flower power” ao explodir dos fogos de ano novo. Trinta anos se passam e nossos heróis, agora carecas e barrigudos, enfrentam as dificuldades de um mundo cada vez mais individualista e consumista.

Entrega dos prêmios

Os vencedores dos Troféus Andorinha, Andorinha Digital e Andorinha Criança foram divulgados ainda há pouco, durante a cerimônia de encerramento do Festival Cineport, no Teatro Santa Rosa. O Céu de Suely, do brasileiro Karim Aïnouz, foi o grande vencedor da noite, levando o Troféu Andorinha como melhor diretor e melhor filme na categoria 35mm. Evaristo Abreu levou o Andorinha de melhor ator por seu trabalho em “O Jardim do Outro Homem”, do moçambicano Sol de Carvalho.
A portuguesa Ana Moreira ganhou como melhor atriz por Transe, de Teresa Villaverde. O vencedor do Prêmio Saelpa/Cineport, no valor de dez mil reais e destinado a cineastas paraibanos, foi O Fazedor de Filmes, de Arthur Lins e Ely Marques. A seguir, a relação completa dos agraciados com os Troféus Andorinha, Andorinha Digital e Andorinha Criança.

Troféu Andorinha

Melhor Filme: O Céu de Suely
Melhor Direção: Karim Aïnouz (O Céu de Suely)
Melhor Ator: Evaristo Abreu (O Jardim do Outro Homem)
Melhor Atriz: Ana Moreira (Transe)
Melhor Ator coadjuvante: Selton Mello (Árido Movie)
Melhor Atriz coadjuvante: Dira Paes (Mulheres do Brasil)
Melhor Roteiro: Pedro Costa (Juventude em Marcha)
Melhor Produtor: Luís Galvão Teles, Serge Zeitoun, Sol de Carvalho (O Jardim do Outro Homem)
Melhor Montagem: Mair Tavares (Veneno da Madrugada)
Melhor Música: Berna Ceppas, Kamal Kassim, Otto e Pupilo (Árido Movie)
Melhor Fotografia: João Ribeiro (Transe)
Melhor Direção de arte: Cássio Amarante (O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias)
Melhor Figurino: Kika Lopes (Zuzu Angel)
Melhor Documentário: Estamira
Melhor Fotografia de documentário: Marcos Prado (Estamira)
Melhor Montagem de documentário: Pedro Marques (Lisboetas)
Melhor Direção de documentário: Sérgio Tréfaut (Lisboetas)

Prêmio Saelpa/Cineport
"O Fazedor de Filmes", de Arthur Lins e Ely Marques

Troféu Andorinha Digital
Melhor Ficção Curta: Sete Minutos (Cavi Borges).
Menção Especial Ficção Curta: Augusto na Praia (Rafael Eiras).
Melhor Documentário Curta: Trecho (Clarissa Campolina e Helvécio Marins Jr)
Melhor Animação Curta: Stuart (Zepe).
Menção Especial Animação Curta: O Jumento Santo (William Paiva e Leonardo Domingues).
Melhor Documentário Longa: Cartola (Lírio Ferreira e Hilton Lacerda)

Troféu Andorinha Criança
No Meio da Rua (Antônio Carlos da Fontoura).

Adriana Crisanto
Repórter
Matéria não publicada no caderno Show do Jornal O NORTE.
Fotos: Divulgação.




sábado, maio 12, 2007

Bernardo e os Cabras de Pai Matheus no Cineport


Quem ainda não foi não vá correndo prestigiar o Festival de Cinema de Países de Língua Portuguesa (Cineport) que está acontecendo na Usina Cultural da Saelpa (Tambiá), em João Pessoa. O festival prossegue até o dia 13 de maio e para entrar custa apenas R$ 1,00. A programação é vasta e agrada a gregos e paraibanos.
Na última segunda-feira chuvosa em João Pessoa, o show do festival ficou por conta do pianista Bernardo Sassetti. À frente de um belo piano de calda o musicista, natural de Lisboa, desfilou um repertório eclético. A primeira peça apresentada pelo compositor foi um prelúdio em sol para piano, em que revela sua paixão pelo cinema. Da música popular brasileira o pianista destilou sua paixão pela música do Brasil e executou uma canção de Dori Caymmi e dedilhou “Nós pés da Santa Cruz” de João Gilberto.
Uma das músicas foi acompanhada pela amiga dançarina Zamélia Pentes que acompanhou Bernardo num show de contorcionismo contemporâneo. Dentro de um macaquito vermelho a moça percorreu todo tablado ao som instrumental de sua autoria. O melhor momento do show ficou mesmo por conta da apresentação do pianista com o grupo de forró paraibano “Os Cabras de Matheus”. Os gringos foram à loucura e muitos se atreverem ensaiar alguns passos.
Bernardo Sassetti começou sua carreira profissional, em concertos e clubes locais, com o quarteto de Carlos Martins e o Moreiras Jazztet. Participou de inúmeros festivais com músicos tais como Al Grey, John Stubblefield, Frank Lacy e Andy Sheppard. Desde então, nos primeiros 15 anos de carreira, apresenta-se por todo o mundo ao lado de Art Farmer, Kenny Wheeler, Freddie Hubbard, Paquito D´Rivera, Benny Golson, Curtis Fuller, Eddie Henderson, Charles McPherson, Steve Nelson, integrado na United Nations Orchestra e no quinteto de Guy Barker com o qual gravou o CD "Into the blue" (Verve), nomeado para os Mercury Awards 95- Ten albuns of the year. Em Novembro de 1997, também com Guy Barker, gravou "What Love is", acompanhado pela London Philarmonic Orchestra e tendo como convidado especial o cantor Sting.
O Cineport meio que se espalhou pela cidade e está acontecendo em vários pontos. Na Usina Cultural uma cidade do cinema foi erguida no local com três gigantescas tendas, duas galerias de arte, uma lojinha com produtos do festival e uma livraria. A programação do Cineport também está acontecendo na Universidade Federal da Paraíba (UFPB) como Encontro de Literatura em Diálogo na Língua Portuguesa, no auditório da Reitoria.
A programação do cinema infantil está com pauta certa no Cine Bangüê do Espaço Cultural José Lins do Rego, com apresentações exclusivas para crianças da rede pública de ensino. Tem ainda o Cine Volante, realizada em parceria com o governo municipal, com exibição de filmes em plena praça pública. É de encher os olhos de tanta coisa para fazer por lá. O evento conta ainda com oficinas de teatro, teledramaturgia, mesas redondas, encontros de cineclubistas e outras atividades.
Essa é a primeira vez que um evento desta natureza aporta na cidade de João Pessoa. “É raro ter um evento assim tão grande no nosso Estado. As pessoas precisam mesmo prestigiar sem falta”, disse a estudante Nayara Rodrigues que junto com os amigos da escola não perdeu ainda uma noite de filmes na Cidade do Cinema.

Adriana Crisanto
Repórter
Matéria publicada no caderno Show do jornal O Norte

Mada em fotos

Banda mineira Shank completamente sem sal na apresentação do Mada
Foto: Rodrigo Vidal (acima).
Paralamas do Sucesso ainda um sucesso no palco
Foto: Rodrigo Vidal (acima)
Herbert Viana soprando velinha no camarim do Mada.
Do lado minha amiga Valentine a autora do bolo. Foto: Rodrigo Vidal (acima)

Banda Detonautas - Homenagem tatuada a Rodrigo, ex-integrante da banda morto
violentamente em assalto no Rio de Janeiro.
Foto: Rodrigo Vidal (acima).

Momentos do Mada

Electron - Manfredo e Arthur - Foto: Rodrigo Vidal (acima)

Banda pernambucana Mombojó - Foto: Rodrigo Vidal (acima)


Banda Madame Sattan - Vocalista Sammliz ( é assim que escreve?) - Foto: Rodrigo Vidal


Banda Mellatrons - Foto: Rodrigo Vidal (acima)
Banda Superguindis - Foto: Rodrigo Vidal (acima)
Tenda Eletrônica do Mada - Foto: Rodrigo Vidal (acima)

Feira Mix do Mada - Foto: Rodrigo Vidal (acima)

Banda Reverse - Rio de Janeiro - Foto: Rodrigo Vidal (acima)

Alimentar a alma com música

O festival de música alternativa Mada (Música Alimento da Alma) que ocorreu neste último final de semana na arena do Imirá Plaza Hotel, via costeira de Natal (RN) teve algumas surpresas. A chuva visitou a arena do evento no segundo dia, data em que menos pessoas compareceram no festival de música alternativa que tem se consolidado nos últimos anos.
Dividiram os dois palcos do Mada, no primeiro dia, as bandas Pandora no Hako (RN), Lucy and The Popsonics (DF), Manacá (RJ), Rockassetes (SE), Memória Rom (RN), Cabaret (RJ), Mellotrons (PE), Bugs (RN), Mombojó (PE), Móveis Coloniais de Acaju (DF) e Detonautas Roque Clube (RJ).
A banda potiguar Pandora abriu as apresentações no local. A proposta do grupo é uma das mais difíceis de explicar. Eles tocaram músicas antigas dos desenhos animados japoneses com um tal de fundo metal melódico. Para quem não entende muito dessa “coisa jovem demais da conta de ser” a música parece esquisita com jeito nerd, só os iniciados poderiam explicar.
Os grupos Lucy and the Popsonics (DF) e Manacá (RJ) chegaram no festival com cara e jeito de quem realmente iriam surpreender. Tanto potencial não resultou em muita coisa. O que salvou foram os covers e as performances da banda Manacá, mesmo assim a moça de saia tule vermelha matou o samba dos cariocas. Cartola a essas alturas deveria está se contorcendo na cova.
Há quem diga que o Mada é o grande peneirão da música independente brasileira, pois lá estão os olhos, ouvidos e mentes aguçadas e entendidas em rock. Os comentários são os mais variados possíveis. Na seqüência do segundo dia a banda Cabaret (RJ), que já esteve no festival com outra formação, subiu no palco xingando todo mundo, como não poderia deixar de ser, faz parte do jogo cênico das bandas. “Copacabana só quer falar de amor”, dizia a letra de uma das canções da Cabaret. Na tentativa de abrilhantar o show, o vocalista convidou a cantora Letícia, da banda Manacá (aquela que matou o samba) para fazer um duo performático no palco. O resultado não foi dos melhores.
Minha mente estava ardendo com tanta distorção de guitarras quando entrou o grupo Bugs de Natal (RN). Está é de fato a melhor banda potiguar. Boas músicas e um instrumental rock impecável. Fui conferir de perto a apresentação para ter certeza do que estava escutando. A banda é madura e não deixa a desejar a nenhuma grande banda de rock brasileiro.
O Bugs com a formação básica: baixo e voz (Paolo), guitarra (Denilton) e bateria (Augusto) mostrou que sabe o que faz. Recentemente eles lançaram o EP/CD-Demo “Exílio” com seis músicas que estava sendo vendido na feira mix do evento. O show estava sendo gravado por seis câmaras para edição do primeiro DVD da banda.
Muita gente permaneceu na arena de shows do Mada para ver o show da banda Mombojó (PE). Sinceramente eu não sei por que fazem tanto alarde com essa banda. E muita gente foi lá conferir qual recado deles. O vocalista quando percebeu que a coisa estava dando em água se contorceu, berrou e se jogou nos braços do público. “Quanta comoção e exagero”, comentou um jornalista do sudeste.
O melhor do show da sexta-feira foi sem dúvida nenhuma da banda Móveis Coloniais de Acaju (DF). O grupo entrou pontualmente às 1h30 da madrugada. “Tudo lindo. Muito lindo”, vibrava o vocalista da banda. Em cena um bando de músicos loucos por música se divertindo com o trabalho que fazem. A fórmula meio circo-teatro com música autêntica e espontânea agradou em cheio a multidão.
Com guitarras, baixo, bateria e um conjunto de metais para lá de afinado eles interagiram com público e até fizeram arranjo novo para uma música do Ultraje a Rigor. “Somos uma banda independente totalmente depende de vocês”, brincava com a platéia o vocalista. Mesmo quem estava ali apenas para assistir os shows das big band’s nacionais se divertiu e aplaudiu a Móveis Coloniais.
O grupo brasiliense recebe as influências de Karnak e Brasov, só pra citar dois exemplos, ou seja, mistura rock, pop, ska e ritmos de países inóspitos do leste europeu. Soma-se a isso letras pretensamente sem pé nem cabeça que pode muito bem servir para algum filme moderno.
A banda Detonautas Roque Clube que se apresentou pela primeira vez no Mada, em 2001, retornou a arena do evento quase 2h20 da madrugada e detonou um repertório de mensagens de paz e não violência. O vocalista e líder da banda vestido ao estilo Devendras tocou uma música do Legião Urbana, homenageou Cazuza e Rodrigo Neto, ex-integrante da banda assassinado violentamente em um assalto no Rio de Janeiro. O show terminou quase 4h00 da madrugada ao som de Raul Seixas.
A banda paraibana Dalila ao Caos foi a primeira a subir no palco do Mada e mandou bem o seu recado, sem fazer muito alarde, mas, no último dia do evento a noite foi mesmo dos gaúchos. Das onze bandas a se apresentar na noite três delas eram gaúchas “tchê”. A primeira a se apresentar foi a Pública seguida da Superguidis e Cartolas. O sul do país, considerado o berço da cena rock alternativa brasileira, não mandou seus melhores. Todas as bandas gaúchas têm um som pesado e mesmo sendo pequenas apresentam perfil de big band.
O grupo canadense The Russian Futurist, a grande atração internacional do Mada, munidos com teclados e programações não muito criativas não convenceu. A potiguar Belina Mamão que vinha com a promessa de diversão com canções como Pneu Furado, Fulera e Princesa do Papai não convenceu também. A grande atração nacional a banda mineira Shank, que deu coletiva apenas para televisões, entrou fria e saiu gelada do palco do Mada. Pareciam que estavam ali apenas para cumprir tabela, desfilaram algumas canções do seu lado B, cumpriram a pauta e foram embora sem fazer muita diferença.
O Mada é um evento organizado pelo produtor Jomard Jomas. “O homem do Mada”, com chama a imprensa potiguar, ralou um bocado para levar um evento de qualidade para o público e tem conseguido se firmar no cenário musical independente brasileiro. O evento é um dos poucos existentes no país e teve o apoio da Lei Câmara Cascudo e o super patrocínio da operadora de telefones móveis Tim que deu oportunidade a profissionais de imprensa de todo norte-nordeste para cobrir o evento. Valeu Tim!
Adriana Crisanto
Repórter
Matéria publicada no caderno Show do Jornal O Norte
Fotos: Rodrigo Vidal
Viajei ao Mada a convite da TIM.

domingo, maio 06, 2007

Especialistas comentam sobre o rumo do jornalismo cultural


A Fundação Itaú Cultural em parceria com a Summus Editorial lançou está semana um catálogo luxuoso e sistemático em que traz discussões super relevantes à cerca do jornalismo cultural brasileiro. Trata-se de “Rumos (do) Jornalismo Cultural” (232 págs. R$ 98,00) organizado pelo antropólogo e jornalista Felipe Lindoso, em que apresenta reflexões de renomados jornalistas brasileiros e estrangeiros sobre a atividade no Brasil e no exterior.
A obra reúne nomes como Teixeira Coelho (ensaísta, docente da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo), Cremilda Medina (pesquisadora e coordenadora de Comunicação Social da USP), Gilmar de Carvalho (jornalista e professor da Universidade Federal do Ceará), Humberto Werneck (jornalista e autor do songbook Chico Buarque letra e música), Israel do Vale (diretor de produção e programação da Rede Minas de Televisão), Maria Hirszman (critica de arte e colaboradora do caderno 2 do Estado de São Paulo) entre outros nomes.
Num primeiro momento os autores dos textos traçam um panorama com os principais debates sobre as relações entre mídia e cultura (formação e contexto, economia da cultura, práticas profissionais, arte e tecnologia). São tentativas de definir e conceituar o jornalismo cultural. Os textos dos autores foram transcritos e editados a partir das falas no Seminário Internacional e Colóquio Rumos.
A segunda parte da publicação “Rumos Jornalismo Cultural: História” os autores registram os principais momentos da primeira edição do programa em 2004 e 2005. São pareceres, discussões virtuais e textos explicativos sobre os rumos do jornalismo cultural. A última parte do catalogo traz leituras, nomes, endereços, agendas que ajudam ao profissional que escreve nas editoriais culturais.
O catálogo é recomendado não apenas a estudantes que almejam um dia escrever sobre cultura, mas a profissionais de comunicação social e produção cultural. A edição foi criada com base em sugestões dos profissionais envolvidos no programa Rumos Itaú Cultural, um dos mais abrangentes programas de estímulo à produção artística e cultural em voga hoje no país.
O jornalismo cultural é hoje uma das profissões mais cobiçadas pelos profissionais e estudantes de jornalismo. Apesar do glamour aparente da profissão a atividade padece de muitos questionamentos. É acusado diariamente de não dialogar com os artistas e suas obras, por viver ainda com maus hábitos, por incutir na cabeça dos leitores uma ideologia velha de 20 e 40 anos atrás que são apresentadas como válidas e atuais.
Os maus hábitos ainda prosseguem. E nada pior em cultura do que hábito cultural. E o jornalismo cultural brasileiro ainda está cheio de hábitos culturais. A cultura, como diz Teixeira Coelho, pode ser feita de hábitos culturais, mas o jornalismo cultural, não.
É possível encontrar ainda alguns maus hábitos sendo repetidos pelos mais novos que tem que se incorporar ao sistema das empresas de comunicação, ditados ainda pelos dinossauros do jornalismo cultural. Um desses maus hábitos é o jornalismo cultural de serviço, orientado para divulgação de Cd’s, livros e Dvd’s ou ainda a divulgação de polêmicas culturais rasas e inúteis em suas colunas. Muitos ainda nem sequer conhecem a carta dos direitos culturais de seus cidadãos. Os direitos culturais são uma herança dos Direitos Humanos da Carta de 1948 e, no entanto, demoraram até 1966 e a rigor até 1976, para começar a serem de fato entendidos como tais, e divulgados.
O fato de conhecer a carta de direitos é lógico que não vai resolver todos os problemas do jornalista de cultura, muito embora permita ao profissional de imprensa cultural entrar em sintonia com o seu tempo e entender que uma das balizas do jornalismo cultural é a garantia da diversidade. Apoiar não apenas aquilo que diz respeito à minha cultura, mas abrir espaço real para a cultura do outro.
Hoje assim como ontem continua a serem eleitos artistas e produtos de arte, por exemplo, como os únicos passíveis de serem noticiados e criticados e não há o acompanhamento democrático da reportagem, das tendências da arte brasileira de todos os artistas, sejam eles consagrados ou não, de todas as manifestações, da periferia ao centro.
Na Paraíba, na maioria dos jornais, esse é um campo de prestígio relativamente baixo. A maioria dos jornais está presa no século XIX. As colunas de opiniões, que são responsáveis por questionar determinada arte e fomentar discussões relevantes, na maioria das vezes não o fazem. Nos jornais existem críticos de artes visuais, críticos de música, de cinema, de literatura que estabelecem as fronteiras das artes. Na maioria das vezes são pessoas de prestígio na sociedade e acadêmicos, que escrevem em colunas com uma linguagem cifrada, gratuitamente, e que não são capazes de adaptar-se rápida e dinamicamente a cultura em transformação.
Essa ainda é a realidade de nossos cadernos culturais. No entanto, vários estudantes dos cursos de jornalismo desejam forma-se jornalistas de cultura, mas, poucos sabem que a formação do jornalista de cultura não depende unicamente da universidade ou simplesmente gostar de assistir filmes. A faculdade e os cursos de especialização são vetores importantes na formação, de modo geral benéfica, mas não são tudo. A abordagem mais crítica do jornalista da área de cultura não é vista nos cursos de especialização, talvez possa se conseguir maior êxito através de uma pós-graduação, que nos permita codificar melhor as formas da arte e aliá-las ao jornalismo.
Muito do que aprendi sobre cultura vem do contato da minha família com a arte que foi aprimorada nos cursos paralelos e de extensão cultural da universidade. Além do contato com atores, artistas, com livros, e muitas idas e vindas a eventos culturais.
É fundamental para o jornalista que escreve sobre cultura que ele tenha o conhecimento das fontes, goste da pesquisa, faça comparação de textos e opiniões, não baseado apenas no “achismo” e que evite a crítica prescritiva. É importante refletir e compartilhar com a comunidade, pois a prática do jornalismo cultural, como em qualquer outra área da comunicação está ligada ao exercício da cidadania.



Adriana Crisanto


Serviço:
Rumos do Jornalismo Cultural
Organizador Felipe Lindoso
Summuns Editorial e Rumos Itaú Cultural
Preço: R$ 98,00
Páginas 232.
Matéria publicada no caderno Show do jornal O Norte, em abril de 2007.

Biografia de uma mãe menina

Frente da Casa de Mãe Menininha do Gantoá. Foto: Divulgação

A profunda relação entre a personalidade de Mãe Menininha e segmentos do mais alto significado no processo cultural brasileiro pode ser encontrado no livro “Mãe Menininha do Gantois uma biografia” (Editoras Corrupio e Ediouro, Salvador. 320 págs. 2006. R$ 59,90) que acaba de ser lançado pela paraibana Cida Nóbrega e a baiana Regina Echeverria.
Escolástica Maria da Conceição Nazaré (Menininha do Gantois) recebeu este apelido na infância por ser franzina. Nasceu em Salvador em 10 de fevereiro de 1894 e faleceu no dia 13 de agosto de 1986, de causas naturais aos 92 anos de idade.
Ela foi a mais famosa de todas as Iyalorixás brasileiras e viveu num dos mais conhecidos terreiros de candomblé de Salvador, o Gantois. Mãe Menininha vem de uma longa linhagem de Iyalorixás, que são as chefas dos terreiros. O Gantois foi fundado em 1849, por sua bisavó Maria Júlia da Conceição Nazaré, no bairro da consolação em Salvador.
Nesta obra as autoras revelam não apenas os fatos históricos da trajetória de Mãe Menininha, mas trazem vários depoimentos que ajudam a desvendar a personalidade e os dons da mãe-de-santo mais popular do Brasil. A obra tanto encanta pesquisadores como é uma leitura que fascina e esclarece tanto os leigos, com preceitos na religião do candomblé, como para os iniciados.
O livro traz uma série de fotografias com personalidades do cenário cultural da Bahia, a exemplo de Maria Bethânia, Antônio Carlos Magalhães, Jorge Amado e outros tantos registros de época. “Foi uma tarefa gratificante registrar a vida dela, mas também contar a história do terreiro do Gantois e sua trajetória na preservação do culto aos orixás, na religião dos descendentes de negos africanos escravizados”, disse Cida Nóbrega uma das autoras da obra.
De acordo com Cida Nóbrega foram cinco anos de pesquisas e teve início com a gravação de mais de sessenta depoimentos de pessoas que ajudaram a reconstruir a vida de Menininha. Um segundo momento importante foi edição feita por Regina que se integrou ao projeto do livro para finalizar a obra.
“Mãe Menininha do Gantois uma biografia” é um grande esforço coletivo de pesquisa que resultou nesta grande reportagem que contribui, sem sombra de dúvida, para salvaguardar a memória cultural do povo baiano e construir a história do negro no Brasil. O terreiro, de acordo com Cida, tem várias histórias. Mudou-se por diversas vezes até se instalar na Federação.
Existe uma versão contada, segundo Cida, pelos mais tradicionais em que fala que a real motivação da saída de Maria Júlia da Conceição Nazareth (que comandava o terreiro no início do século XX) do bairro da Barroquinha teria sido a pressão causada pela idéias desenvolvimentistas do então presidente da província, Francisco Gonçalves Martins. Ele planejava realizar obras de urbanização no antigo centro (Barroquinha com Rua da Vala, atual JJ. Seabra, a popular Baixa dos Sapateiros). Esse fato fez com que houvesse uma pressão enorme para o afastamento da população negra naquela área da cidade de Salvador, uma vez que o governo pensava em mostrar aos estrangeiros uma cidade civilizada, ou seja, branca. Isso, diz Cida, fez com que cada vez mais houvesse uma perseguição policial aos cultos de candomblé.
O terreiro do Gantois, talvez seja o único no Brasil que preserva em sua direção uma descendente direta das africanas fundadoras do primeiro candomblé de origem yoruba, o Ile Axé Aira Entile. O terreiro do Gantois foi fundado em 1849 por Maria Júlia da Conceição Nazareth, avó de Mãe Meninha. Quando de seu falecimento, foi sucedida, em 1918, por Pulchéria, tia de Mãe Menininha, que faleceu em 1818, deixando o posto para a sobrinha Mãe Meninha, que após seu falecimento foi sucedida por Mãe Cleusa de Nanã, sua filha mais velha. Com seu falecimento, hoje o Gantois é presidido pela filha mais jovem de Mãe Menininha, Mãe Carmem de Oxalá.
O terreiro do Gantois desfruta atualmente o privilégio da hereditariedade que o torna particular dos demais. Os baianos contam que que Mãe Menininha, apesar de batizada pelo nome de Maria Escolástica da Conceição Nazareth, não professava sua religião com sincretismo.
Existem, inclusive, polêmicas a respeito do Gantois ser tão famoso por ser sincrético, no entanto, observa-se que eles acreditam e respeitam que Deus é um só, não importa em que idioma é falado o nome do criador. O Gantois herdou esse nome de um francês que doou o terreno onde foi erguido o terreiro.
Mãe Menininha era um exemplo a ser seguido de mulher afro-descendente, pois era uma pessoa muito à frente do seu tempo. A humildade, a doçura e o pulso firme, quando necessário, fez dela uma grande personalidade, nada abalando sua fé nessa religião e cultura de resistência, até hoje perseguida por uns e não compreendida por outros. “De candomblé eu entendo tudo e ao mesmo tempo não entendo nada”, dizia Mãe Menininha.
Admirada pela sabedoria, gentileza, conhecimentos, humildade e pulso firme, Mãe Menininha do Gantois foi a grande responsável pela difusão e popularização do candomblé na Bahia, tendo sido amiga e conselheira espiritual de várias personalidades ilustres, a exemplo de Jorge Amado, Vinicius de Moraes, Dorival Caymmi, Zélia Gatai, Pierre Verger, Maria Bethânia, Gal Costa, Caetano Veloso, Caribe e Nina Rodrigues.
Jorge Amado, um dos seus grandes admiradores, dizia que ela era uma filha de escravos que se fez rainha, e que havia orientado o povo baiano com exemplar dedicação e perene bondade. Caymmi, por sua vez, no verso de sua canção Mãe Menininha, ressaltava que a mão da doçura estava no Gantois. E, Vinicius, enalteceria em prosa e verso a famosa mãe-de-santo que usava saias de renda e óculos de lentes grossas.

Sobre as autoras

Cida Nóbrega é psicóloga de formação e há cerca de 30 anos trabalha com edição de livros, traduções e artes gráficas. Foi a tradutora de Pierre Verger e uma das colaboradoras da fundação que leva o mesmo nome do sociólogo. É autora dos livros: Caminhos da Índia (1990), Maria Bibiana do Espírito Santos, Mãe Senhora do Axé Opói Afonjá (2000) e Pierre Verger, um retrato em preto e branco (2003).
Regina Echeverria é jornalista desde 1972. Trabalhou nos jornais O Estado de São Paulo, Jornal A Tarde, Folha de São Paulo e nas revistas Veja, Isto É, Placar, A Revista. É também autora dos livros: Furacão Elis (1985), Só as mães são felizes (1997), Cazuza, Preciso dizer que te amo (2001), Pierre Verger (2003), Gonzaguinha e Gonzagão – uma história brasileira (2006).
Adriana Crisanto
Repórter


Serviço: Mãe Menininha – uma biografia
Editora Corrupio e Ediouro
Autoras: Cida Nóbrega e Regina Echeverria
320 páginas
R$ 59,90.
*Matéria publicada no caderno Show do Jornal O Norte, em abril de 2007.
Foto dir. p/esq.: Cida Nóbrega, Regina e a cantora Gal Costa.

domingo, abril 29, 2007

Dadi em solo


Um dos responsáveis pela sonoridade dos Tribalistas, o contrabaixista Eduardo Magalhães de Carvalho, mais conhecido por Dadi, inaugura carreira solo com CD de estréia que leva seu nome, cantando e tocando vários instrumentos em onze composições próprias. O disco só será lançado no dia 12 de maio, pela gravadora Som Livre, mas, a gente meio que antecipa as informações sobre o disco repassada pelo próprio baixista que também inaugura um super website na internet com todas as informações sobre sua trajetória musical.
No repertório estão incluídas seis canções compostas em parceria com Arnaldo Antunes (2 perdidos, Da aurora até o luar, Cantado por você, Se assim quiser, Bandeira clara, Imaginado). A canção “2 perdidos” foi escrita especialmente para a trilha sonora do filme “Dois perdidos numa noite suja”, de José Joffily. A música “Da aurora até o luar” contou com a participação especial de Marisa Monte. Já as composições “Cantado por você” e “Na linha e na lei” (parceira com Caetano Veloso), teve a participação especial de Rita Lee.
O disco conta ainda o samba “Alvo certo” (com André Carvalho), “No coração da escuridão” (com Jorge Mautner), com a participação especial de Caetano Veloso, “No espelho” (com Rita Lee), a instrumental “70’s”, com a participação especial de Carlinhos Brown (vocais), e “Imaginado” (com Arnaldo Antunes).
Este é o primeiro trabalho solo de Dadi e já chega bem diversificado, o que mostra seu talento, com fez no projeto musical “Os Tribalistas”, em que tocou vários instrumentos (violão, guitarra, teclados, baixo, piano acústico, baixo, percussão) ao lado de músicos conhecidos da música brasileira, a exemplo de Arto Lindsay, Ary Dias, Berna Ceppas, Davi Moraes, Dé Palmeira, Domenico, Jaques Morelenbaum, Kassin, Kishon Khan, Mú Carvalho, Phil Dawson, Serginho Trombone, Bidinho, Zé Carlos ‘Bigorna’, Vinicius Cantuária e Wilson das Neves, entre outros.
O seu trabalho junto aos Novos Baianos, A Cor do Som, Jorge Ben Jor e Os Tribalistas se encontra meio que refletido neste disco de estréia que foi produzido por Daniel Carvalho.

Dadi ponto Com e BR

O disco assim como o website (www.dadi.com.br) têm lançamentos simultâneos programados para o dia 12 de maio, no Rio de Janeiro, em lugar ainda não divulgado. Nele o internauta vai encontrar as músicas do disco como fundo musical. Encontrará também fotos da carreira de Dadi do início da carreira com os Novos Baianos, Jorge Ben Jor e A Cor do Som. Tem ainda um mural de recados para os fãs deixarem seus “pitacos” e todas aquelas coisas que contém os websites de músicos. A página foi construída pelo webmaster
Após o lançamento do disco e website Dadi segue em turnê internacional com a cantora Marisa Monte. Na agenda de apresentações estão incluídos Sidney (Austrália dias 21, 22), Nagoya (Japão dia 26), Tokyo (Japão dias 29 e 30). Em junho ainda com Marisa ele se apresenta Seoul (Coréia dia 1), Macao (China dia 5).

Dança de Salão


O salão da praça de eventos do Mag Shopping estará aberto neste sábado (14), a partir das 22h00, para os amantes da valsa, do bolero, cafieira, da rumba e outros gêneros da dança de salão. O primeiro Baile de Dança de Salão terá como atrações à cantora Márcia Ayres e Banda e o Dj Evandro Gonçalves. Os ingressos de entrada estão sendo vendidos ao preço de R$ 12,00 (individual) e R$ 40,00 (mesa). Pode ser encontrado também para venda antecipada na Anamar Turismo localizado na avenida João Câncio, loja 106, praia de Manaíra.
O organizador do evento, o professor de dança, Fabiano Pereira, disse que apesar da cidade de João Pessoa possuir cerca de oito academias de dança de salão para jovens e adultos os eventos ainda são poucos. A dança de salão tem origem nos bailes da nobreza européia, especialmente a valsa, dançada em casais, o que era um avanço comportamental em sua época.
A forma de dançar em casal como mero entretenimento e realizada em ambiente fechado (salões) foi levada pelos colonizadores para as diversas regiões das Américas onde deu origem às muitas variedades à medida que se mesclava às formas populares locais: tango na Argentina, maxixe, que deu origem ao samba de gafieira, no Brasil, “habanera”, que deu origem a diversos ritmos cubanos, como salsa, bolero, rumba etc, e até mesmo o swing americano, que ainda hoje é preservado na sua forma original por grupos de dançarinos nos Estados Unidos e Europa.
Os estudiosos da dança de salão e próprios dançarinos dizem que ela é vista atualmente como uma forma de salvaguardar as características culturais populares e não mais como mero entretenimento. No Brasil, de acordo com Fabiano, tem-se cristalizado a diferenciação entre dança de salão e dança de competição, o ballroom, muito em voga na Europa mas desconhecido no Brasil.
Atualmente os praticantes de dança de salão, aprendem todas as formas e ritmos. Hoje sete ritmos são praticados, tanto nos bailes como nas escolas especializadas, a exemplo do bolero, soltinho, samba, forró, lambada, salsa, souk e tango.
Em São Paulo e no Rio de Janeiro, a dança de salão virou moda entre os adolescentes que retomaram o costume da dança dos avós. Para muitos jovens da região de Campinas, interior de São Paulo, a dança de salão deixou de ser apenas um passatempo associado a outra geração.
A estudante Míria Fonseca Krusch, 17 anos, que reside em Campinas, diz ser uma apaixonada pela dança de salão, freqüenta as aulas de dança de salão há um ano, desde que um amigo lhe pediu que a acompanhasse. A adolescente confessou que pensou duas vezes antes de aceitar o convite. Mas, desde então, muitos amigos de Míria aderiram à atividade e ela pretende continuar aprendendo.
Ter aulas de dança de salão era um rito de passagem inevitável para jovens das classes média e alta no interior de São Paulo, uma ferramenta necessária para eventos sociais, como casamentos e formaturas. A demanda diminuiu nas décadas de 80 e 90 com a entrada de outros ritmos e sons. A Revista Stern, especializada em dança de salão, diz que o ponto mais baixo se deu em 1996. Muitas escolas de dança não sobreviveram a essas décadas, as que superaram essa fase conseguiram se manter com aulas de hip hop e aeróbica.
A taquigrafa Cybelle Gadelha, 25 anos, disse que fez um curso de três meses de dança de salão numa academia na praia de Manaíra. “Foi o suficiente para começar a gostar de dançar”, contou Cybelle que hoje dança forró, bolero, salsa e soltinho. Ela disse que muitas pessoas procuram a dança como terapia outras como mais uma atividade física.

Influência dos reality shows da televisão na dança de salão

A popularidade da dança anda de mãos dadas com o surgimento repentino do assunto na telinha e na telona. Filmes como “Vem dançar comigo”, “Bolero”, “Dança comigo?” e “Mad Hot Ballroom” despertam o interesse do jovem. O último, um documentário, aborda um programa social para crianças desprivilegiadas de Nova York, que usa a dança de salão para ensinar habilidades sociais.
Os realitys shows nos programas de auditório que colocaram atores e atrizes competindo através da dança em pleno domingo, baseado na popular versão britânica do “Strictly Come Dancing” e na igualmente bem-sucedida americana “Dancing With the Stars Dance” que junta celebridades a profissionais de dança de salão.
Os pares se apresentam em uma competição, mostrando suas habilidades no foxtrot, paso dobles ou rumba para um júri profissional e telespectadores em casa, que também podem votar. O programa continua até que só um casal permaneça e ganhe a competição.
“Let's Dance” alcançou índices de audiências de até 20%, e os números são ainda maiores entre pessoas de 19 a 39 anos, segundo o grupo de marketing Quotameter.
O professor de dança de salão da Academia de Dança Coliseum, Victor Lucas de Andrade Sá, 18 anos, não descarta essa influência da televisão sobre a procura das pessoas pela dança de salão. No entanto, diz Victor, o que se apresenta na televisão em alguns momentos não é o que se ensina nas academias de dança, pois, de acordo com ele, a dança de competição os passos são mais aeróbicos e a dança de salão é mais no chão.

Análise global do ensino superior



Uma publicação contendo a análise global sobre o ensino superior acaba de ser lançado pelo Conselho Latinoamericano de Ciências Sociais (Clacso). Trata-se de “Escenarios mundiales de la educación superior” (Campus Virtual), que consiste em uma série de ensaios sobre a questão do ensino superior no mundo.
O livro foi organizado pelo cientista social Francisco López Segrera e conta com ensaios de educadores de várias partes do mundo que analisam e fazem estudos de casos a cerca da educação. Entre os ensaístas escrevem os professores: Raúl E. Porras Lavalle, Cristina Karen Ovando Crespo, Cristina Helena Almeida de Carvalho, Lucía Graciela Riveros de Jornet, Milcíades Vizcaíno G., Jorge Cardelli Fernando Luis Neciosup La Rosa e professor Jorge Fernando Hermida da Universidade Federal da Paraíba.
Os ensaios tratam sobre a complexidade da sociedade, os desafios que sofrem a educação superior e os extraordinários avanços no conhecimento e nas novas tecnologias de comunicação e informação, e conferem especial atenção para debates que tratam sobre a problemática do nível educativo superior e sugere que haja uma educação superior mais estratégica, que possa definir o seu lugar num mundo completamente globalizado, com mercados abertos, em nível terciário nos sistemas educativos.
A publicação é uma boa contribuição para reflexão sobre o papel que a educação se destina a cumprir na sociedade do conhecimento, da informação e da aprendizagem. A obra aborda, em linguagem rica e profunda, dez temas chaves para compreensão dos desafios que atualmente enfrenta a educação superior: globalização e educação superior, história e missão da universidade, acesso, expansão quantitativa e massificação, autonomia e reformas, cooperação internacional e internacionalização e outros. As análises são um valioso aporte para o enriquecimento do debate a cerca do futuro da educação superior no mundo.

Serviço:
Análisis global y estudios de casos

Francisco López Segrera (organizador)
Campus Virtual
Argentina, Buenos Aires, Clacso
320 pág.

Anjos da música



A banda Anjos de Resgate faz show hoje em João Pessoa, no Esporte Clube Cabo Branco, às 20h. O show é uma promoção da Comunidade Eucarística Maná. Os ingressos estão sendo vendidos antecipadamente ao preço único de R$ 7,00 mais um quilo de alimento não perecível.
O grupo surgiu aproximadamente há sete anos e teve como idealizadores os músicos Dalvimar Gallo e Marcos Pavan. Após a saída de Pavan, que ingressou em carreira solo, a banda ganhou novos integrantes e ficou com a seguinte formação: Dalvimar Gallo, Eraldo Mattos, Marcelo Duarte e Xandão.
No início foi apenas uma gravação de disco para ajudar uma obra de recuperação de dependentes químicos numa comunidade no interior de São Paulo. A comunidade tinha com objetivo evangelizar através do carisma e da arte, uma arte que iluminasse o caminho para Deus. E ao que parece estão conseguindo. Hoje eles são o grupo católico que mais realiza shows pelo país. Eles fazem uma média de 120 shows por ano, tem cinco discos gravados e um DVD.
Como se não bastasse vendeu mais de meio milhão de cópias e conquistou cinco discos de ouro, um disco de platina e há poucos meses receberam o primeiro DVD de ouro, uma espécie de “Oscar” da música católica. A banda, recentemente, gravou uma das faixas e foi responsável pela produção do CD “Bendito o que vem em nome do senhor”, álbum oficial da visita do Papa ao Brasil. Para saber mais sobre esse sucesso da banda entrevistei, via email, o músico Eraldo Mattos que falou como teve início a banda e como tem evoluído a música católica. Leia a entrevista:

A banda Anjos de Resgate está há quanto tempo na caminhada? E como aconteceu a união do grupo? Vocês são de onde?
A banda tem 7 anos de caminhada e nasceu por uma inspiração divina mesmo, porque inicialmente apareceram umas músicas gravadas num CD para ajudar uma obra de recuperação de dependentes químicos. Até aí não tinha nada de banda. Quando Deus uniu o Dalvimar comigo, eu vi que ali tinha muito mais do que simplesmente a música, tinha uma história e dali surgiu alguma coisa de Deus mesmo. No início o nome era Dalvimar Gallo e Marcos Pavan, era uma dupla. E aí eu disse: “cara, no nosso meio dupla não emplaca nem a pau (risos), o nome tem que ser Anjos de Resgate”. Isso porque havia uma música com esse título e era também o nome da obra que ia ser ajudada com a vendagem do CD. Quando o CD ficou pronto, não tinha banda para tocar e aí o Dalvimar falou: “a banda que está no meu coração é o Eraldo, o Xandão (ex-baterista) e o Marcelo Duarte”. E foi assim que nasceu a banda.

Antigamente os ministérios de música tocavam e cantavam nas missas e solenidades da igreja católica. Hoje vários grupos e pessoas gravam discos e realizam grandes shows. A quê vocês atribuem essa mudança?
Engraçado que eu recebi um DVD de 2002 ou 2003 com um show nosso. A turma fala que o Anjos de Resgate é de show e CD, mas nós tivemos o nosso tempo de cantar músicas de missa, músicas tradicionais, tipo Deus enviou seu filho amado (risos). Eu acho que o houve foi uma evolução que o próprio Deus começou a colocar em função da necessidade de atingir um número grande de pessoas. Nós não podemos ficar restritos ao âmbito paroquial. Eu acho que a gente tem que ir para a rua. Temos que evangelizar, mergulhar em águas mais profundas. Temos que sair e mostrar a cara sem descaracterizar o nosso chamado. Mas também nós não podemos ir para a rua e cantar qualquer coisa. Não. Nem temos que cantar as músicas de sacristia. Nós temos que encontrar algo que seja como o próprio Jesus, que fala da vida e não nega o pai em nenhum momento, não nega a maneira de viver dele.
Eu acho que os ministérios evoluíram, a música católica está indo para a rua, mas são duas frentes. As duas são boas e complementares. Uma não exclui a outra. Há ministérios para tocar na igreja, há ministérios para tocar fora da igreja e outros que suprem as duas necessidades. Hoje o Anjos de Resgate caminha no “meio do campo”, ajuda daqui e dali, mas a qualquer momento Deus deve traçar alguma norma, alguma diretriz para a gente. É o que eu acho, mas se não acontecer, nós vamos muito bem também como está.

Vocês produziram o CD “Benedito o que vem em nome do Senhor”, o álbum oficial da visita do Papa Bento XVI ao Brasil. Como aconteceu esse convite? E como vocês se sentem por também terem sido convidados para participar do encontro com os jovens no Pacaembu, em São Paulo?
Eu acho que tudo isso não é mérito não. Eu acho que, da mesma maneira que Deus dá, ele pode não dar. Então não adianta dizer: “ah, eu louvo a Deus por isso”. Eu louvo a Deus porque ele me faz um servo útil. Se hoje eu estou fazendo isso, se a banda tem isso, se a gravadora tem aquilo, louvado seja Deus, mas pode ser que amanhã não tenha. E aí, e não vou mais agradecer a Deus? Ou o sucesso é uma condição para o meu louvor? Não, o sucesso de quem fez uma opção por Deus está na fidelidade. Eu acho que esse CD do Papa é fruto da fidelidade e da disponibilidade da gente a servir a Deus. Porque se a gente fosse pensar antes nas conseqüências, nas coisas boas de tudo isso, estaria sonhando até hoje, imaginando. Então se Deus mostrasse para a gente, estaríamos sonhando até hoje, mas não, partiu da fidelidade e da disponibilidade. Então é isso aí, vamos tocar o evento com a juventude, beleza, mas muito mais do que pensar no próprio Papa, nós temos que pensar na igreja como um todo, porque Bento XVI está vindo com uma missão para a Igreja do Brasil e da América Latina e nós somos parte dessa missão dele. É isso que a gente tem que enxergar. Nós não vamos estar lá para tocar para o Papa nem para a galera não, mas para fazer a história que Deus quer realizar na igreja.

Senão me engano vocês tiveram um problema com a gravação do DVD de vocês. O que aconteceu?
Faltou dinheiro (risos). Esse seria o nosso segundo DVD e o projeto era muito ousado, dentro disso que a gente estava falando de crescimento e evolução da Música Católica. O projeto do DVD ainda é ousado, mas hoje nós conseguimos baixar muito o custo e as coisas mudaram muito nesse meio tempo. Nós não tínhamos condição de fazer o DVD, ia ser uma loucura. E tem uma hora que você tem que ser prudente para não pôr risco tudo. Poderia ter sido péssimo, mas nós fomos fiéis a Deus e aí é que está: uma coisa é você fazer a vontade de Deus, outra é você tentar a Deus. Se a gente fizesse aquele projeto, nós íamos estar tentando a Deus. Nós íamos fazer uma coisa que não está no nosso tamanho ainda, era desproporcional e a gente iria prejudicar o próprio ministério. Quando cancelamos, o povo foi a nosso favor, o projeto amadureceu muito mais, estamos muito mais preparados e enriqueceu muito mais aquilo que vai ser e do projeto desse DVD, surgiram mais três DVD’s novos para a gente fazer. Então acho que valeu a pena sair perdendo para ganhar.

Vocês fazem parte da comunidade Aliança Luz das Nações. Onde fica está comunidade?
A comunidade é aqui de Cachoeira Paulista-SP e pode-ser dizer que é uma comunidade de louco (risos). Isso porque o objetivo dela não é simplesmente ter uma vida comum, é ter um espírito comum de evangelização. Alguém pode perguntar: “mas que raio de comunidade é essa? Qual é a unidade comum?”. A unidade comum é o carisma, que é evangelizar e ser luz através das artes. Então é uma arte que ilumina o caminho para Deus. E de que maneira? De n maneiras. Porque se você institucionalizar a luz, você vai virar um físico. E não é isso que somos, somos servos de Deus, somos filhos.
A comunidade é muito dinâmica, ela não tem princípio rígido. Nós temos coisas que são básicas, que é a nossa espiritualidade, nosso caminho. Mas nós somos muito flexíveis. Eu sempre digo que uma comunidade com menos de 50 anos não pode fechar o carisma, ela tem que estar aberta, dinâmica, enquanto está o chama do fundador, dos primeiros membros. Depois é que se monta uma estrutura, mas no começo você colocar rigidez, principalmente em algo que mexe com arte, vai castrar a arte e perde toda a fecundidade dela.

Quais os próximos trabalhos da banda para o ano de 2007?
Nós estamos trabalhando o DVD, que se Deus quiser vamos gravar este ano. Estamos estudando novas maneiras de fazer o DVD. Estamos preparando algumas coisas para o mercado secular, que está começando a acreditar muito na gente, então estamos abrindo muitas portas para os músicos católicos. Eu acho que essa missão de ajudar a música católica é muito importante, principalmente em função do lugar em que Deus nos colocou. Nós não podemos ser um tapa garrafão, a gente tem que ser um funil, para canalizar as coisas para a Igreja e os ministérios têm que aproveitar isso. E essa caminhada do Anjos de Resgate, juntamente com a gravadora Codimuc, é no sentido de encontrar novas formas de elevar o padrão de qualidade de música católica.

Vocês vão estar aqui na Paraíba neste final de semana em algumas cidades. Deixa uma mensagem a todo o pessoal que curte o som de vocês. O que eles podem esperar desses shows?
A única coisa que vocês podem esperar é que a gente chegue (risos). Essa é a primeira certeza. Mas a gente leva no coração os primeiros contatos. Muita gente tem acessado a comunidade do Anjos de Resgate no Orkut, muita gente de João Pessoa, Guarabira, Campina Grande, Pirpirituba, enfim de toda a região onde a gente vai estar tocando. Em todas as cidades, o povo paraibano espera a gente com carinho e com amor. Por isso eu acho que Deus não pode deixar de nos alimentar, nós também esperamos ser amados por esse povo. E, assim como eles anseiam estar conosco para sentir o amor de Deus, nós também esperamos o amor de Deus na presença deles. Acho que vai ser uma experiência inesquecível.

Serviço:
Anjos de Resgate
Sexta-feira (27)
Local: Ginásio do Esporte Clube Cabo Branco - Miramar
Hora: 20h
Ingressos: R$ 7,00 e um quilo de alimento não perecível
Informações: 32226.2876.

quinta-feira, abril 05, 2007

Bíblia do Papa

Edição completa da mais importante publicação do mundo é vendida na comunidade Maná

A livraria da Comunidade Eucarística Católica Maná está vendendo o livro sagrado dos católicos: a Bíblia Sagrada (Ed. Cia dos Livros. 808 páginas. R$ 60,00). O livro mais lido do mundo traz lindas fotografias de obras de arte de Leonardo da Vinci, Dürer, Rosselli, La Tour, Rafael, Della Francesa, Rubens, Michelangelo, Vermer, Velásquez, Zacarias, El Greco, Caravaggio. A venda da bíblia será revertida para despesas na comunidade.
A bíblia tem uma encadernação superluxuosa, capa em percalux com gravações em ouro, marcador de páginas, ilustrações coloridas com 808 páginas. Ela é o livro que contém a palavra de Deus. Por isso, é o livro de todos os dias, de todos os momentos da cristandade. Seus versículos consolam, fortalecem a fé, justificam a esperança.
A bíblia é um livro mais antigo do mundo. Ela foi escrita ao longo de um período de 1500 anos por cerca de 40 homens das mais diversas profissões, origens culturais e classes sociais. Para os cristãos a escritura sagrada foi inspirada por Deus e ela é a palavra de Deus escrita para a humanidade.
Os agnósticos consideram a bíblia um livro comum, com importância histórica e que reflete a cultura do povo que os escreveu. Os crentes recusam qualquer origem divina para a Bíblia e a consideram como de pouca ou de nenhuma importância na vida moderna, ainda que na generalidade se reconheça a sua importância na formação da civilização ocidental (apesar de a Bíblia ter origem no Médio Oriente).
Professores, teólogos, sociólogos e a comunidade científica de forma geral têm defendido a Bíblia como um importante documento histórico, narrado na perspectiva de um povo e na sua fé religiosa. Sua narrativa foi de máxima importância para a investigação e descobertas arqueológicas dos últimos séculos. Os dados existentes nela são permanentemente cruzados com outros documentos contemporâneos.
O apóstolo Paulo dizia que: "Toda a escritura é inspirada por Deus" (literalmente, "soprada por Deus", que é a tradução da palavra grega “θεοπνευστος, theopneustos” - II Timóteo 3:16). Na ocasião, os livros que hoje a compõem não estavam todos escritos e a Bíblia não havia sido compilada, entretanto muitos cristãos crêem que Paulo se referia à Bíblia que seria posteriormente canonizada. O apóstolo Pedro diz que "Nenhuma profecia foi proferida pela vontade dos homens. Inspirados pelo Espírito Santo é que homens falaram em nome de Deus." (II Pedro 1:21 MC).
Os primeiros registros da tradução de trechos da Bíblia para o português datam do final do século XV. Mas, a primeira Bíblia completa em língua portuguesa foi publicada somente em 1753, na tradução do pastor João Ferreira de Almeida (1628 -1691).
Alguns livros de história contam que o pastor, missionário e tradutor João Ferreira de Almeida foi o principal tradutor da Bíblia para a língua portuguesa. Sua tradução foi feita diretamente das línguas originais. Traduziu todo o Novo Testamento e a maior parte do Antigo Testamento (quando morreu, tinha traduzido até Ezequiel 48:21), e seu amigo Jacob op den Akker completou a tradução. Embora o Novo Testamento e as outras partes da Bíblia tivessem sido publicados separadamente ainda no século XVII, a Bíblia inteira foi publicada pela primeira vez em 1753, em três volumes. Atualmente, a tradução de Almeida, em suas diferentes versões (as mais comuns são a "Almeida Revista e Corrigida" e a "Almeida Revista e Atualizada"), é a mais tradicional e a mais usada pelos cristãos protestantes lusófonos.
O Padre Antônio Pereira de Figueiredo (1725-1797) é autor de uma tradução em língua portuguesa. Sua tradução foi publicada em 1790, em sete volumes, depois de 18 anos de trabalho. Sua tradução foi feita a partir da Vulgata latina. A primeira Bíblia em português impressa num único volume foi a tradução de João Ferreira de Almeida, em 1819.
A bíblia se modernizou tanto que é comum atualmente encontramos na internet versões disponibilizadas em CD e on line do livro sagrado. E até versões em braile para deficientes visuais e auditivos. Mas, nada substitui o livro e a magia que ter em mãos uma obra sagrada se propõem.

Adriana Crisanto

Jornalista



Foto: Divulgação da Maná

Fontes de pesquisa: Enciclopédia Larousse, BBC Brasil, Wikipédia

Matéria públicada no caderno Show do Jornal O Norte, sábado, 2007.