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quinta-feira, janeiro 10, 2008

Geraldo Vandré e as Muriçocas

Na última quarta-feira (9) foi lançada na nova sede do Bloco Muriçocas do Miramar, na Tito Silva, casa 76, camisa do bloco Muriçocas do Miramar 2008, que esse ano tem o slogan "Pra não dizer que não falei de flores", em homenagem ao cantor e compositor paraibano Geraldo Vandré.

O lançamento foi seguido por apresentações de orquestra de frevo e grupos de cultura popular, anunciando aos moradores do bairro e a população em geral que as muriçocas começam a bater asas para voar no dia 30 de janeiro.

A arte da camiseta é assinada pela produtora cultural Val Velloso e o designer Gráfico Sérgio Melo, e faz alusão ao músico vanguarda autor da emblemática composição que era um hino de resistência contra o governo militar e foi censurada por conta dos versos interpretados como uma chamada à luta armada contra os ditadores "Vem, vamos embora / Que esperar não é saber / Quem sabe faz a hora / Não espera acontecer ..."

A sede do bloco está aberta ao público com exposições de todos os 21 estandartes desde a fundação e fotografias que contam a história vitoriosa da agremiação que transformou a vida cultural e carnavalesca da cidade.

Jair Rodrigues

O cantor e compositor Jair Rodrigues será o convidado para se apresentar na concentração do bloco na Praça das Muriçocas, na Avenida Tito Silva, a partir das 20h, na quarta-feira de fogo, dia 30 de janeiro.

Este ano o bloco completa 22 anos promovendo anualmente a alegria de cerca de 400 mil pessoas. A folia das Muriçocas este ano só foi possível graças ao patrocínio da Eletrobrás, através da Lei de Incentivo à Cultura do Governo Federal (Lei Rouanet) e apoio da Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP).

Sobre Vandré

(texto abaixo da assessoria de imprensa)

Geraldo Vandré atualmente reside em São Paulo, mergulhado nos livros e em companhia de pelo menos um violão. O paraibano Geraldo Pedrosa de Araújo Dias completou 72 anos no dia 12 de setembro de 2007. Nascido em João Pessoa, aos 16 anos foi para o Rio de Janeiro. Entre ginásio e colégio, passou por Nazaré da Mata (PE) e Juiz de Fora (MG). No Rio, estudou Direito (de 1957 a 1961) para satisfazer a família, mas depois pendurou o diploma e foi viver de música. O sobrenome artístico veio do segundo nome do pai, o médico José Vandregísilo. Começou usando o nome artístico de Carlos Dias, homenagem aos cantores Carlos Galhardo e Carlos José. O Dias era de seu próprio sobrenome. Foi influenciado pela Bossa Nova, mas depois introduziu outros elementos em sua música.

Em 1966, chegou à final do Festival de Música Popular Brasileira da TV Record com o sucesso Disparada, interpretada por Jair Rodrigues. A canção arrebatou o primeiro lugar ao lado de A Banda, de Chico Buarque. Em 1968, participou do III Festival Internacional da Canção com Prá não dizer que não falei de flores ou Caminhando.


Adriana Crisanto
Repórter
adriana@jornalonorte.com.br
adrianacrisanto@yahoo.com.br
Fotos: Divulgaçã
o

segunda-feira, janeiro 07, 2008

Milton Dornellas e Banda Na Pista


Milton Dornellas começa o ano com a banda Na Pista se apresentando no palco da sala de cultura do Shopping Sul do Conjunto dos Bancários nesta quinta-feira (10), a partir das 20h00. Os ingressos estão sendo vendidos no local ao preço de R$ 5,00.

Neste novo formato o músico ataca de música dançante e sobe no palco tocando guitarra, com Disck Jóquei (DJ Guiraiz) na base eletrônica e ainda Chico Limeira (baixo), Fabiano Lira (bateria e percussão) e Paulo Ró (violão). O mesmo show teve sua estréia no antigo Parahyba Café. No repertório estão incluídas as músicas: "Mandrágora", "Pepita no Cascalho", "Sete Mares", "Pomar, Jardim" e outras.

Para quem não o conhece Milton Dornellas é natural do Rio de Janeiro. Reside em João Pessoa há mais de 30 anos, onde consolidou sua carreira musical. Ele possui seis discos gravados e outras tantas participações em coletâneas e projetos musicais. Um dos trabalhos de destaque de Milton foi o disco "O Gargalhar da Invernada", uma leitura particular do livro "Grandes Sertões Veredas" do escritor mineiro Guimarães Rosas.

Serviço:
Milton Dornellas e Banda na Pista

Quinta-feira (10)
Hora: 20h00
Local: Sala de Cultura - Shopping Sul do Conjunto dos Bancários
Ingresso: R$ 5,00.

Adriana Crisanto
Repórter
adriana@jornalonorte.com.br
adrianacrisanto@gmail.com

Dunga na Maná

O cantor católico Dunga estará em João Pessoa nesta sexta-feira (11) realizando seu primeiro show do ano na Comunidade Católica Maná, localizada na rua Orlando Soares de Oliveira, 299, Miramar, por trás da subestação da Saelpa na avenida Rui Carneiro. A apresentação está prevista para começar às 20h00. Os ingressos estão sendo vendidos no local ao preço de R$ 7,00 mais um quilo de alimento.
Dunga é um dos responsáveis por encaminhar boa parte dos adolescentes e jovens brasileiros a vivenciar a espiritualidade católica apostólica romana. Ele é natural de Pindamonhangaba, cidade interiorana de São Paulo. Nasceu na fazenda Coriputuba.
Além de cantor católico Dunga é compositor, pregador, apresentador de programa d
e televisão, escritor e locutor de rádio. Um dos mais queridos integrantes e bem sucedidos cantores da comunidade Canção Nova está há 24 anos fazendo parte do movimento religioso Renovação Carismática Católica (RCC).
Na música lançou os discos: Pense Bem (1994), Deus Existe (1996), Restauração (1998), Água Humilde (2002), Dunga Dez Anos - Ao Vivo (2002), Foi Assim (2005), Dunga Quinze Anos - Ao Vivo (2007), o DVD Dunga Dez Anos - ao vivo (2007). É autor dos livros: Jovem - O caminho se faz caminhando, Sementes de uma nova geração PHN – A aventura continua.

Por hoje não (PHN) vou mais pecar

Dunga é o idealizador do programa de auditório "Por hoje não vou mais pecar", conhecido pela sigla PHN. O programa surgiu em 1998 com a proposta de levar aos jovens Deus. Na sua grade de apresentação constam de testemunhos de jovens, casais, famílias e adultos sobre a sua conversão. O programa também é animado com música, quadros, promoções, interatividade por internet e telefone, sorteio de prêmios. Ele é apresentado uma vez por semana, sempre às terças-feiras, com reprise na sexta-feira e no sábado, dependendo da programação dos eventos da comunidade Canção Nova.

Nos três primeiros anos o programa foi apresentado em Cachoeira Paulista, interior, em seguida foi para São Paulo. Na Capital paulista o programa permaneceu por seis anos e no de 2005 volta a ser apresentado no município de Cachoeira Paulista.

"Durante todos esses anos trabalhamos para contagiar o Brasil e outros países com a pedagogia ou se preferir espiritualidade PHN e temos levantado uma geração de jovens e também adultos que optam, todos os dias, pela busca de uma qualidade de vida que para o PHN significa dizer Não ao pecado todos os dias”, comentou o cantor no seu blog disponibilizado dentro do Portal Canção Nova.

Todas as informações sobre o Dunga e o programa PHN pode ser vista no blog do artista, através do endereço eletrônico: http://blog.cancaonova.com/dunga.

Serviço:
Dunga e Banda
Show de Inauguração da Rádio Maná 920 AM
Sexta-feira (11 de janeiro)
Hora: 20h00
Local: Comunidade Maná – Rua Orlando Soares de Oliveira, 299, Miramar, pro trás da subestação da Saelpa da Rui Carneiro.
Ingresso: R$7,00 mais um quilo de alimento não perecível.

Adriana Crisanto
Repórter
adriana@jornalonorte.com.br
adrianacrisanto@gmail.com
Fotos do blog do cantor.

sábado, janeiro 05, 2008

Quem quiser que conte outra

O musical infantil “Quem quiser que conte outra” tem sua estréia confirmada neste sábado (12), no Teatro Ednaldo do Egypto, localizado na avenida Maria Rosa, no bairro de Manaíra. O espetáculo ficará em cartaz no domingo (13) e nos dias 19, 20, 26 e 27 de janeiro, sempre às 17h30. Os ingressos estão sendo vendidos na bilheteria do teatro ao preço de R$ 8,00 (inteira) e R$ 4,00 (criança e estudante). A montagem se tornou possível graças à parceria da Companhia Ôxente de Teatro e o Fundo Municipal de Cultura de João Pessoa (Lei nº 9560/2001) - um mecanismo de política pública que proporciona a concessão de incentivos financeiros as pessoas físicas ou jurídicas, domiciliadas no município de João Pessoa, para a realização de projetos culturais.
O espetáculo faz um resgate das cantigas, brincadeiras de roda e de fundo de quintal. Vó Gracinha é uma contadora de estórias de cordel responsável por transportar a criança ao universo do sonho, da brincadeira e da magia. Em cena os atores contam a estória de três personagens que retorna para uma determinada cidade para rever a Vó Gracinha.
Uma das estórias que Vó Gracinha conta é do conto popular do boi estrela, em que aparecem personagens do universo da cultura popular, a exemplo de Mateus, a Catirina, o Boi, a Burrinha e outros personagens.
O espetáculo ao mesmo tempo em que encanta crianças faz muito adulto lembra-se do tempo de criança, em que as meninas brincavam de amarelinha na calçada de frente de casa, de boneca de pano e os meninos se divertiam com mané-mole, pião, carro de lata e bola de gude, e outras brincadeiras que ficaram no passado e pouco as crianças nascidas na era tecnológica esqueceram.
Toda a montagem é fruto de uma pesquisa musical sobre a dramaturgia nordestina, e amplia as possibilidades de discussão sobre a cultura folclórica, ou seja, sua música, seus cantos, os versos, ditos e mitos. Ao mesmo em que valoriza do trabalho de interpretação dos atores.
“Quem quiser que conte outra” é dirigido pelo ator Edílson Alves. No elenco estão os atores: Jacinta de Lourdes, Jô Carvalho, Neide Melo, Gorethe Araújo, Fábio Azevedo, Alberto Bleke e Edilson Alves. O roteiro e o figurino são da Companhia Ôxente de Atividades Culturais a mesma que montou o espetáculo infantil “Redemunho” e “A batalha da virgula contra o ponto final”, com texto de Tarcisio Pereira.

Serviço:
Quem quiser que conte outra – Musical Infantil

Sábado (12) e Domingo (13) - Estréia
Dias: 19, 20, 26 e 27 de janeiro
Hora: 17h30
Local: Teatro Ednaldo do Egypto - Praia de Manaíra
Informações: (83) 9981.6520/8847.6521
Email: nininhoalves@uol.com.br

Direção: Edílson Alves
Texto: Cia. Oxente
Direção e Cenário: Edilson Alves
Maquiagem. O grupo
Iluminação: Edílson Alves
Figurinos: Grupo

Foto: Divulgação

Elenco:
Alberto Black (Mateus)
Edilson Alves (Coronel)
Jacinta de Lourdes (Já)
Jô Carvalho (Jô)
Gorethe Araújo (Go)
Neide Mello (Vó Gracinha)
Fábio Azevedo (Pedrinho)

Adriana Crisanto
Repórter
adriana@jornalonorte.com.br
adrianacrisanto@yahoo.com.br

sexta-feira, janeiro 04, 2008

Sivuca e Marinês ganham nome de avenida


Dois grandes artistas paraibanos, o músico Sivuca e a cantora Marinês, falecidos em dezembro de 2006 e em maio de 2007 vão ter seus nomes impressos em ruas do bairro Nova Mangabeira na grande João Pessoa. A homenagem partiu do projeto de lei apresentado pelo vereador Flávio Eduardo Fuba (PSB) na Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP).

O projeto atende a uma reivindicação do Centro Comunitário dos Proprietários e Residentes do Loteamento Nova Mangabeira. "Sivuca e Marinês são dois grandes nomes da cultura nordestina e os moradores do Nova Mangabeira me procuraram e fizeram esse pedido para que os dois fossem homenageados, dando seus nomes a duas avenidas do bairro", disse o vereador Fuba. As vias públicas estavam sem nome oficial e deveram se chamar Avenida Severino Dias de Oliveira (Sivuca) e Avenida Maria Inês Caetano de Oliveira (Marines).

Marinês é o nome artístico de Inês Caetano de Oliveira, nascida em São Vicente Férrer, no Estado de Pernambuco, em 16 de novembro de 1935. A cantora de forró, baião e xaxado que escolheu a Paraíba como sua terra faleceu em Recife (PE) no dia 14 de maio de 2007. Filha de pai seresteiro, iniciou a carreira na banda Patrulha de Choque do Rei do Baião (Luiz Gonzaga), que formou com o marido Abdias e o zabumbeiro Cacau para se apresentar na abertura dos shows de Luiz Gonzaga.

A cantora gravou o primeiro disco em 1956 à frente do grupo 'Marinês e sua Gente', com o qual se consagrou. Ela foi vitima de um acidente vascular cerebral (AVC) em maio do ano passado, em Caruaru (PE). Ficou internada no por nove dias no Real Hospital Português de Beneficência, em Recife, quando veio a falecer.

Severino Dias de Oliveira, mais conhecido como Sivuca, nasceu em Itabaiana, no Estado da Paraíba, em 26 de maio de 1930, e morreu em João Pessoa, no dia 14 de dezembro de 2006. Reconhecido internacionalmente era além de notável acordeonista era compositor e parceiro de grandes nomes da música popular brasileira.

Suas composições e trabalhos incluem, dentre outros ritmos, choros, frevos, forrós, baião, música clássica, blues e jazz. Sua iniciação musical se deu na infância, tocando em feiras e festas populares aos nove anos de idade. Mudou-se para o Recife aos 15 anos, onde adotou seu nome artístico.

O primeiro LP, em 1950, em parceira com Humberto Teixeira, continha o seu primeiro grande sucesso: 'Adeus, Maria Fulô' (que foi regravado numa versão psicodélica pelos Mutantes, nos anos 60). A partir de 1955, foi morar no Rio de Janeiro. Após apresentações na Europa como acordeonista de um grupo chamado 'Os Brasileiros', chegou a morar em Lisboa e Paris.

Morou em Nova Iorque de 1964 a 1976, onde entre outros trabalhos foi autor do arranjo do grande sucesso 'Pata Pata', de Miriam Makeba, com quem então excursionou pelo mundo até o fim da década de 60. Compôs trilhas para os filmes 'Os Trapalhões na Serra Pelada' (1982) e 'Os Vagabundos Trapalhões' (1982). Em 20 de novembro de 2006, o músico lançou um DVD totalmente produzido na Paraíba, 'Sivuca – O Poeta do Som', em homenagem aos seus 75 anos, que contou com a participação de 160 músicos convidados. Foram gravadas 13 faixas, além de duas reproduzidas em parceria com a Orquestra Sinfônica da Paraíba. Faleceu em 14 dezembro de 2006, depois de dois dias internado para tratamento de um câncer que já o acometia desde 2004.

Adriana Crisanto
Repórter
adriana@jornalonorte.com.br
adrianacrisanto@gmail.com

quinta-feira, janeiro 03, 2008

Beto na praça


Para quem não gosta nem de rock, nem de frevo e não quer sair do seu bairro uma opção boa é o show do cantor, compositor, cordelista e rabequeiro Beto Brito que acontecerá neste sábado (5), a partir das 20h00, no Anfiteatro Lúcio Lins, localizado na Praça da Paz do conjunto dos Bancários.
Toda a trajetória de Beto Brito pode ser conferida no seu sítio na internet, através do endereço eletrônico www.betobrito.com Lá o internauta irá encontrar música para baixar, download de fotos, seus cordéis, discografia completa e uma loja com a venda de seus discos. Vale a pena conferir o site é enxuto, abre rápido e brinda o ouvido com uma musiquinha de fundo.

Adriana Crisanto
Repórter
adriana@jornalonorte.com.br
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Foto: Divulgação

Estação Nordeste abre programação com show da banda Paralamas do Sucesso


A banda de rock pop Paralamas do Sucesso será a grande atração da noite de abertura do projeto “Estação Nordeste” nesta sexta-feira (4), a partir das 21h00, no busto de Tamandaré. A banda Rastamen será a responsável por esquentar os ânimos da galera que estará em peso no local, pois o Paralamas, apesar das muitas críticas que recebe, continua sendo um dos melhores grupos de rock do país.

O projeto 'Estação Nordeste' prosseguirá até o dia 25 de janeiro, no palco instalado entre as areias das praias de Cabo Branco e Tambaú e em diferentes praças de João Pessoa. O projeto foi idealizado pela Fundação Cultural (Funjope), ainda na gestão do ator Luiz Carlos Vasconcelos. Ele sofreu algumas modificações, mas graças ao bom senso dos organizadores prevaleceu em formato único.

Para ter acesso ao histórico da banda Paralamas do Sucesso basta visitar os vários sites do grupo (oficial e não oficial) para ter detalhado toda a história deles. A banda paraibana Rastamen, ainda pouco conhecida, surgiu no início da década de 1990, em João Pessoa, executando em seu repertório clássicos do estilo jamaicano imortalizados na voz de Bob Marley, que traz em suas letras mensagens de paz, amor, união, consciência social e política, expressando sentimentos, pensamentos e reivindicações.

O grupo é formado por Jerffison (guitarra e voz), Lalo Miguel (bateria), Vinícius (teclados), Everton (baixo), Danylo Xarles (guitarra) fazem parte da cena regueira da cidade a cerca de 10 anos e sempre estão abrindo shows de grandes bandas, a exemplo de 'Tribo de Jah', 'Edson Gomes', 'Junior Marvim', 'Adão Negro', 'O Rappa' e 'Natiruts'.

Para o músico Jerffison, o 'Estação Nordeste' é um projeto importante para o fomento cultural da Capital. "Um dos grandes diferenciais deste projeto é que traz algo inovador e que mexe com toda a cidade durante o verão. Idéias como esta caracterizam a atual gestão municipal, que mudou para melhor o incentivo e o fomento à cultura, através das mais diversas áreas, e devem ser disseminadas e ampliadas", concluiu.

Confira a programação do Estação Nordeste enviada pela assessoria do evento:

Estação Nordeste (Funjope)

Dia 05 de janeiro - Praça Antenor Navarro
Adeildo Vieira
Gláucia Lima
Vital Farias

Dia 06 de janeiro - Praça Antenor Navarro
Cabruêra

Diana Miranda
Nuno Mindelis


Dia 10 de janeiro - Praça Coqueiral - Mangabeira
Léo Almeida

Realidade Crua
Jackson Envenenado

Dia 11 de janeiro - Praça Antenor Navarro
Lô Borges

Tocaia da Paraiba
Dida Fialho


Dia 12 de janeiro - Praia de Tambaú
Eleonora Falcone

Zélia Duncan

Dia 13 de janeiro - Praça do Cajú - Bessa
Hugo Leão
Chico Correia
Toninho Borbo

Dia 17 de janeiro - Praça da Paz - Bancários
Unidade Móvel
Tribo Ethnos
Cabeça Chata

Dia 18 de janeiro - Praça Antenor Navarro
Luiz Melodia
Gustavo Magno
Mamma Jazz

Dia 19 de janeiro - Praia de Tambaú
Escurinho
Nação Zumbi

Dia 20 de janeiro - Praça Alcides Carneiro - Manaíra
Anne Raelly
Kennedy Costa
Regina Brown

Dia 24 de janeiro - Praça Bela - Funcionários II
Odecasa
Chico Limeira
General Frank

Dia 25 de janeiro - Praça Antenor Navarro
Patrícia Moreira
Orquestra Spok de Frevo

Dia 25 de janeiro - Praça João Pessoa
Mira Maya
Maria Juliana
Natalie de Lima

Adriana Crisanto
Repórter
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Foto Luiz Melodia: Mônica Câmara

Naná Vasconcelos recuperado

Depois de um susto com a saúde o percussionista pernambucano Naná Vasconcelos, que por muitos anos freqüentou as praças da cidade histórica de João Pessoa voltou está semana a ensaiar com os blocos de maracatu do Recife.
De acordo com a assessoria de imprensa do músico, a Nota Musical, um ensaio oficial acontecerá nesta sexta-feira (4), na Rua da Moeda, em Recife, às 19h00, uma prévia para a tradicional abertura do Carnaval Pernambucano.
Naná Vasconcelos teve um enfisema pulmonar em dezembro do ano passado. Chegou a ficar seis dias internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital de Recife. Após muita força de vontade e fisioterapias especializadas, o músico voltou a ensaiar com os blocos de maracatu. "Os tambores estão me chamando", disse o percussionista.

Adriana Crisanto
Repórter
adriana@jornalonorte.com.br
adrianacrisanto@gmail.com
Foto: Divulgação.

Orquestra do maestro Spock do Recife é atração do Folia de Rua 2008


A Orquestra do Maestro Spock do Recife abrirá oficialmente este ano o projeto Folia de Rua que terá início no dia 25 de janeiro. As atividades do projeto prosseguem até o dia 2 de fevereiro com a apresentação de mais de 100 blocos que desfilaram pelas ruas da cidade de João Pessoa mobilizando milhares de foliões. O evento é promovido pela Associação Folia de Rua, que tem a frente o carnavalesco, cantor e compositor Lis Albuquerque. O objetivo do atual presidente é conseguir mobilizar mais de 1 milhão de pessoas. "Este ano contamos com mais um ponto favorável, que é o calendário, haja vista que estaremos no auge do verão, em janeiro, pois o carnaval começará bem mais cedo”, disse Lis Albuquerque.

Os principais pólos da festa estarão localizados no Centro Histórico de João Pessoa, na Avenida Epitácio Pessoa (Via Folia) e no Busto de Tamandaré. Os locais, de acordo com os organizadores, estão recebendo uma estrutura para atender ao máximo os foliões. Os blocos este ano estão reforçando suas atividades com suas atrações musicais, entre trios elétricos, orquestras de frevo, cantores, compositores e bandas de expressão regional e nacional.

O centro histórico de João Pessoa será o ponto central da festa de abertura, com um show do grupo de percussão La Ta Tá, do projeto Folia Cidadã e logo após, a meia-noite, subirá ao palco a Orquestra do Maestro Spock do Recife, abrindo oficialmente a Folia com uma grande queima de fogos.

Desfiles na abertura

A partir das 18h do dia 25 a animação tomará de conta dos foliões nos pontos de concentração dos blocos que saem no primeiro dia da Folia de Rua. Os principais blocos são: Anjo Azul, Picolé de Manga, Confete e Serpentina e Pingüim.

O bloco Anjo Azul é o pioneiro na proposta de engajar a energia foliã à dinamização do centro histórico de João Pessoa. Há 12 anos o Anjo Azul se concentra no Beco da Faculdade de Direito, próximo ao Palácio do Governo. Os foliões do Anjo Azul este ano serão animados pelo grupo de percussão Bate com Lata, da Emlur, as orquestra do maestro Vilô e Sucuri, a bateria da Escola de Samba Malandros do Morro, os índios Papo Amarelo e os Ciganos da Esplanada, além do tradicional "banho de cheiro" nos foliões.

A saída do bloco está prevista para 21h30. O Anjo arrastará seu estandarte pelas ruas da cidade patrimônio histórico e dará dará a volta pela Praça João Pessoa, passando em frente ao Supremo Tribunal de Justiça; arrasta o bloco do Pingüim, no Pavilhão do Chá; segue pela frente do Palácio da Redenção, indo pela Duque de Caxias até o Ponto de Cem Réis, onde se encontra com o Bloco da Cueca. De lá, segue pelo beco da sede do Cabo Branco, entrando à direita, na esquina da Biblioteca Pública do Estado, em direção à Rua General Osório, no sentido da Catedral de Nossa Senhora das Neves, chegando no Largo do Colégio das Neves, onde está a sede do bloco Confete e Serpentina.

Após encontro das orquestras e dos blocos, que se dará no largo do Colégio das Neves, os foliões descem a ladeira da Borborema, puxando o bloco convidado, Descendo a Ladeira, rumo à rua da Areia e praça Antenor Navarro, onde acontecerão os shows.

O bloco Picolé de Manga tem um itinerário parecido. A concentração será no Posto Tropicana, a partir das 19h00. No desfile o bloco segue em direção à praça Venâncio Neiva (Pavilhão do Chá), depois pela General Osório, passando pelo Edifício 18 Andares, descendo em direção à Praça Antenor Navarro. O Picolé de Manga é um dos mais tradicionais e animados integrantes da Folia de Rua. Foi criado há 15 anos, concentrando-se na comunidade Cordão Encarnado onde também passou a atuar através de ações sociais, artísticas e esportivas.

Portal da folia

A programação completa dos blocos filiados e convidados do Folia de Rua pode ser conferida no site www.foliaderua.com.br. O internauta poderá também acompanhar as últimas notícias da prévia carnavalesca, interagir através de uma enquete, e se informar sobre o projeto social Folia Cidadã mantido pela Associação Folia de Rua na comunidade Porto do Capim, no centro histórico de João Pessoa.

Novidades deste ano

Com o ingresso de 8 novos blocos ao projeto Folia Cidadã e os 40 blocos convidados da Associação Folia de Rua a estrutura teve que ser aumentada e forçou, naturalmente, a uma melhoria qualitativa da festa. A prefeitura municipal de João Pessoa é o principal apoiador da festa. Ela ficará responsável pela limpeza das ruas, iluminação, ordenamento do trânsito, além de instalação dos palcos, cachê de parte das atrações artísticas e parte da decoração.

O Homenageado

O grande homenageado deste ano será o maestro Severino Araújo, da Orquestra Tabajara. O pai de Severino Araújo era mestre de banda em Limoeiro (PE), e foi quem deu as primeiras noções de música. Ainda criança, adotou a clarineta como instrumento favorito. Na década de 1930, mudou-se para João Pessoa, onde foi clarinetista da banda da polícia militar. Em 1936, escreveu o choro "Espinha da Bacalhau", uma de suas composições mais famosas. Ainda na Paraíba, foi regente da orquestra da Rádio Tabajara, e com alguns integrantes dela partiu para o Rio de Janeiro no final da década de 30. Apenas em 1945, a Orquestra adotou oficialmente o Rio de Janeiro como sua sede.

Sempre inspirada nas “big band´s” norte-americanas, a Orquestra anima bailes, festas e gafieiras desde os anos 40 até hoje, totalizando mais de 13 mil apresentações. A Orquestra Tabajara trabalhava em emissoras de rádio. Com grande popularidade gravou mais de 100 discos de 78 Rpm, batendo recordes de longevidade, além de alicerçar o trabalho de cantores como Jamelão, com quem gravou dois discos-tributos a Lupicínio Rodrigues. Durante a existência do Circo Voador, no Rio de Janeiro, a Tabajara era a atração tradicional dos domingos, com a Domingueira Voadora. O repertório é composto tanto de clássicos do jazz e da canção norte-americana quanto de temas da música brasileira. Severino Araújo, que foi aluno de Koellreuter, é autor de várias músicas executadas pela Orquestra, e comemorou seus 80 anos ainda à frente do grupo, regendo e ensaiando.

Serviço:
Associação Folia de Rua

Largo de São Frei Pedro Gonçalves, 07 – Varadouro – Centro Histórico – João Pessoa. Telefax (83) 3222-7088/9144-4672
Site: www.foliaderua.com.br
Fotos: Divulgação.

Adriana Crisanto
Repórter
adrianacrisanto@gmail.com
adriana@jornalonorte.com.br

terça-feira, dezembro 25, 2007

Assédio Moral

O tema Assédio Moral tem sido, nos últimos anos, assunto recorrente em jornais, revista, rádio e televisão de todo país, e principalmente entre os trabalhadores. A temática vem sendo observada, sobretudo, por advogados e juristas. De acordo com dados do Tribunal Superior do Trabalho (TST), existem mais de 80 projetos de lei em diferentes municípios do país.

Alguns destes projetos foram aprovados em São Paulo, Natal, Guarulhos, Iracemápolis, Bauru, Jaboticabal, Cascavel, Sidrolândia, Reserva do Iguaçu, Guararema, Campinas, entre outros. No Rio de Janeiro, que, desde maio de 2002, condena esta prática. Existem projetos em tramitação nos estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Pernambuco, Paraná, Bahia, entre outros. No cenário federal, há propostas de alteração do Código Penal e outros projetos de lei.

O advogado Rodrigues da Silva Lima explicou que casos de assédio moral na Paraíba não são tão comuns, pois as pessoas ainda se sentem inseguras para denunciar e quando fazem a denúncia já estão fora da empresa. Nestes casos cabe a justiça do trabalho, no exercício de sua competência constitucional, julgar e processar ação versando sobre o caso.

O assédio moral foi tipificado como crime pela Lei n. 10.224/2001, que acresceu o item “a” ao artigo 216 do Código Penal. Diz o artigo: “A constranger alguém com o intuito de obter vantagem ou favorecimento, prevalecendo-se o agente da sua condição de superior hierárquico ou ascendência inerentes ao exercício de emprego, cargo ou função”. A pena, de acordo com a Lei, é de um ano a dois anos de detenção.

No Brasil, no entanto, não há previsão em lei federal acerca do assédio moral. Os projetos de lei que atualmente tramitam no Congresso Nacional sobre o tema são: o projeto de lei federal n. 5.970/2001, que introduz disposições aos artigos 483 e 484 da CLT, o projeto de lei federal n. 2.593/2003, que introduz alíneas ao artigo 483 da CLT, o projeto de lei federal n. 2.369/2003, que define e proíbe o assédio moral, impõe dever de indenizar e estabelece medidas preventivas e multas, o projeto de lei federal n.5887/2001 (tipifica como crime e conduta enquadrada como assédio moral, introduzindo alínea “a” ao artigo 146 do Código Penal, impondo pena de detenção de três meses a um ano e multa), projeto de lei federal n. 4742/2001, também introduz alterações na lei n. 8.112/1990, proibindo aos servidores públicos a prática do assédio moral contra seus subordinados, com fixação de penalidades disciplinares.

O assédio moral é uma violência multilateral, tanto pode ser vertical, horizontal ou ascendente (a violência que parte dos subordinados contra um chefe), é continuada e visa excluir a vítima do mundo do trabalho, seja forçando-a a demitir-se, a aposentar-se precocemente, como também a licenciar-se para tratamento de saúde. O efeito dessa espécie de violência na vítima é devastador.

O termo “assédio moral” foi utilizado pela primeira vez pelos psicólogos e não faz muito tempo que começou a circular no mundo jurídico. De acordo com a psicóloga, Fátima Maria Langere, o que se denomina assédio moral é também conhecido como “mobbing” (Itália, Alemanha e Escandinava), harcelement moral (França) e “acoso moral” (Espanha). Todas as designações significam o terror psicológico que são atentados contra a dignidade humana.

O delegado substituto da Delegacia Regional do Trabalho da Paraíba (DRT/PB), Manuel Ferreira Campos, disse que em 2007 foram registrados no Estado, aproximadamente 10 casos, mas nem todos foram caracterizados como assédio moral por falta de provas. “Temos algumas solicitações do Ministério Público do Trabalho para verificar se a denúncia dos trabalhadores é ou não assédio moral”, comentou.

O assédio moral, segundo ele, consiste na exposição dos trabalhadores e trabalhadoras a situações humilhantes e constrangedoras, repetitivas e prolongadas durante a jornada de trabalho e no exercício de suas funções, sendo mais comuns em relações hierárquicas autoritárias e assimétricas, em que predominam condutas negativas, relações desumanas e aéticas de longa duração, de um ou mais chefes dirigida a um ou mais subordinado(s), desestabilizando a relação da vítima com o ambiente de trabalho e a organização, forçando-o a desistir do emprego. “Sabemos disso tudo, no entanto, quando vamos investigar o empregador nega, não reconhece e os empregados que estão trabalhando tem o receio de comentar com medo de serem demitidos. É uma situação muito complicada”, avaliou.

As denúncias, de acordo com ele, só ocorrem, na maioria das vezes, quando o empregado já saiu da empresa, o que acaba se tornando difícil caracterizar o assédio moral. A humilhação repetitiva e de longa duração interfere na vida do trabalhador e trabalhadora de modo direto, comprometendo sua identidade, dignidade e relações afetivas e sociais, ocasionando graves danos à saúde física e mental, que podem evoluir para a incapacidade laborativa, desemprego ou mesmo a morte, constituindo um risco invisível, porém concreto, nas relações e condições de trabalho.

O chefe do Núcleo de Segurança e Saúde do Trabalho da DRT/PB, Clóvis da Silveira, diz que conseguir elementos concretos com relação à saúde do trabalhador também é complicado, uma vez que doenças como depressão, pânico, ainda são vistas pela sociedade como doenças de pouca relevância, quando na verdade são tão devastadoras quanto às doenças de origem físicas, como o câncer, o esforço repetitivo e outras.

Na Paraíba, apenas os servidores públicos estaduais dispõem de serviços de ajuda e apoio a prática do assédio moral. O órgão que acompanha os casos é o Centro de Referência em Saúde do Trabalhador Regional Paraíba (Cerest/PB) que funciona por trás do Pan de Jaguaribe. O trabalhador público estadual que se sentir lesado em seus direitos terá no local apoio jurídico e psicológico. A diretora adjunta do Cerest da Paraíba, Marta Darlan Moises da Silva, comentou que várias ações estão sendo planejadas pelo órgão, como uma cartilha que será distribuída em todas as repartições públicas do Estado. Segundo Marta Darlan Moises da Silva, o que falta para que essa questão seja levada mesmo a sério é uma lei federal.

No próximo ano no Cerest haverá o grupo de apoio ao assédio moral que será formado por psicólogos, psiquiatras e advogados para dar apoio jurídico as pessoas que se sentirem lesadas. O centro dispõe atualmente de uma equipe multidisciplinar, mas o tratamento psicológico é feito pela rede de saúde estadual. “Apenas fazemos os encaminharemos. Não só para o assédio moral, como para outras doenças que atinge o trabalhador”, disse.

Dados da Revista Justiça e Cidadania (outubro 2006) revelam que já foram julgados no país mais de 500 casos versando sobre o tema assédio moral pelos tribunais regionais do trabalho. Os estados que mais solicitaram a análise desse tipo de pedido foram os da região sul e sudeste. Os fatos mais recorrentes são a inação compulsória, humilhações verbais por parte de superiores, inclusive pela utilização de palavras de baixo calão, coações psicológicas com a finalidade de adesão do empregado ou à demissão.

Os valores em casos de comprovação de assédio moral são bem altos. O delegado substituto da Delegacia Regional do Trabalho (DRT/PB), Manuel Ferreira Campos, disse que as multas nestes casos podem variar de um salário mínimo há R$ 6.000,00. Existem casos, de acordo com a Revista Justiça e Cidadania, de R$ 3.500,00 para relação que durou 25 dias. Há outro de R$ 70.000,00 para empregados com contratos mais longos, como oito anos. Na maior parte dos casos a condenação varia de R$ 10.000,00 a R$ 30.000,00. Os valores são arbitrados, não havendo a construção de relação entre remuneração do empregado e o montante da reparação. Outros critérios são mais utilizados, como o tempo de serviço e a gravidade da ofensa.

A Delegacia Regional do Trabalho de Santa Catarina elaborou uma cartilha com informações que identificam ações e atitudes que caracterizam o assédio moral. Vejamos alguns itens:

Conceito

  • Assedio Moral é toda e qualquer conduta que caracteriza comportamento abusivo, freqüente e intencional, através de atitudes, gestos, palavras ou escritos, que possam ferir a integridade física ou psíquica de uma pessoa, vindo a por em risco o seu emprego ou degradando o seu ambiente de trabalho.

Condutas mais comuns que caracterizam o assédio moral

  • Dar instruções confusas e imprecisas ao trabalhador;
  • Bloquear o andamento do trabalho alheio;
  • Atribuir erros imaginários ao trabalhador;
  • Pedir-lhe, sem necessidade, trabalhos urgentes ou sobrecarrega-los com tarefas;
  • Ignorar a presença do trabalhador na frente dos outros e/ou não cumprimenta-lo ou não lhe dirigir a palavra;
  • Fazer critica ao trabalhador em público ou ainda brincadeiras de mau gosto;
  • Impor-lhe horários injustificados;
  • Fazer circular boatos maldosos e calúnias sobre o trabalhador e/ou insinuar que ele tem problemas mentais e familiares;
  • Forçar a demissão do trabalhador e/ou transferi-lo do setor para isola-lo;
  • Pedir a execução de tarefas sem interesses e/ou não lhe atribuir tarefas;
  • Retirar seus instrumentos de trabalho (telefone, fax, computador, mesa, etc);
  • Agredir o assediado somente quando o assediador e vítima estão a sós;
  • Proibir colegas de falar e almoçar com o trabalhador;

Perfil da Vítima do Assédio Moral

  • Trabalhadores com mais de 35 anos;
  • Os que atingem salários muito alto, não se curvam ao autoritarismo nem se deixam subjugar e são mais competentes que o agressor;
  • Saudáveis, escrupulosos e honestos, perfeccionistas, não faltam ao trabalhado mesmo quando doentes;
  • Pessoas que têm senso de culpa muito desenvolvido e aqueles que vivem sós;
  • Pessoas que estão perdendo a cada dia a resistência física e psicológica para suportar humilhações;
  • Portadores de algum tipo de deficiência ou problemas de saúde;
  • Os que têm crenças religiosas ou orientação sexual diferente daquele que assedia;
  • Os que têm limitação de oportunidades por serem especialistas;
  • Homens em um grupo de mulheres e mulheres em um grupo de homens;
  • As mulheres casadas, grávidas ou as que têm filhos pequenos;

Conseqüências do Assédio Moral

a) Perdas para empresa:

  • Queda da produtividade e menos eficiência, imagem negativa da empresa perante os consumidores e mercado de trabalho;
  • Alteração na qualidade do serviço/produto e baixo índice de criatividade;
  • Doenças profissionais, acidentes de trabalho e danos aos equipamentos;
  • Troca constante de empregados, ocasionando despesas com rescisões, seleção e treinamento de pessoal;
  • Aumento de ações trabalhistas, inclusive com pedidos de separação por danos morais.

b) Perdas para o Assediado:

  • Dependendo do perfil psicológico do assediado e de sua condição social, sabe-se que sua capacidade de ser rebelar contra o assédio moral no ambiente do trabalho é limitada, justamente por ser o empregado a parte mais fraca da relação. Surgem, então, empregados desprovidos de motivação, de criatividade, de capacidade de liderança, de espírito de equipe e com poucas chances de se manterem empregáveis.
  • Acabam por se sujeitar às mais diversas humilhações, adoecendo psicológica e/ou fisicamente. Uma das conseqüências mais marcantes do assédio moral é justamente registrada no campo de saúde e segurança do trabalho, pois, diante de um quadro inteiramente desfavorável à execução tranqüila e segura do serviço que foi lhe conferido, o empregado assediado sente-se ansioso, despreparado e inseguro.
  • Em conseqüência, quando não é demitido pela baixa produtividade, aumentam os riscos de vir a sofrer doenças profissionais ou acidentes do trabalho.

Como deve se posicionar a vítima diante do assédio moral

  • Conhecer o que é assédio moral e suas características;
  • Distinguir o assédio moral de outras tensões de trabalho com desavenças eventuais, “stress” e contrariedades;
  • Se constatado o assédio moral se dirigir aos recursos humanos, à CIPA e aos serviços especializados em segurança e medicina do trabalho da empresa, ao sindicato profissional e à comissão de conciliação prévia, se existirem;
  • Não obtendo êxito quanto a essas ultimas providenciais, denunciar o assédio ao Ministério do Trabalho e Emprego e ao Ministério Público do Trabalho.
Perfil dos agressores segundo trabalhadores

Profeta: Sua missão é "enxugar" o mais rápido possível a "máquina", demitindo indiscriminadamente os trabalhadores/as. Refere-se às demissões como a "grande realização da sua vida". Humilha com cautela, reservadamente. As testemunhas, quando existem, são seus superiores, mostrando sua habilidade em "esmagar" elegantemente.




Pitt-bull: é o chefe agressivo, violento e perverso em palavras e atos. Demite friamente e humilha por prazer.



Troglodita:



É o chefe brusco, grotesco. Implanta as normas sem pensar e todos devem obedecer sem reclamar. Sempre está com a razão. Seu tipo é: "eu mando e você obedece".



Tigrão:
Esconde sua incapacidade com atitudes grosseiras e necessita de público que assista seu ato para sentir-se respeitado e temido por todos.

Mala-babão:
É aquele chefe que bajula o patrão e não larga os subordinados. Persegue e controla cada um com "mão de ferro". É uma espécie de capataz moderno.

Grande irmão: Aproxima-se dos trabalhadores/as e mostra-se sensível aos problemas particulares de cada um, independente se intra ou extra-muros. Na primeira "oportunidade", utiliza estes mesmos problemas contra o trabalhador, para rebaixá-lo, afastá-lo do grupo, demiti-lo ou exigir produtividade.





Garganta:
É o chefe que não conhece bem o seu trabalho, mas vive contando vantagens e não admite que seu subordinado saiba mais do que ele. Submete-o a situações vexatórias, como por exemplo: colocá-lo para realizar tarefas acima do seu conhecimento ou inferior à sua função.



Tasea:
"Ta se achando".
Confuso e inseguro. Esconde seu desconhecimento com ordens contraditórias: começa projetos novos, para no dia seguinte modificá-los. Exige relatórios diários que não serão utilizados. Não sabe o que fazer com as demandas dos seus superiores. Se algum projeto é elogiado pelos superiores, colhe os louros. Em caso contrário, responsabiliza a "incompetência" dos seus subordinados.

Fonte: Barreto, M. Uma Jornada de Humilhações. 2000 PUC/SP



Adriana Crisanto
Repórter
adriana@jornalonorte.com.br
adrianacrisanto@gmail.com

segunda-feira, dezembro 17, 2007

Livro da Editora Universitária da UFPB é adotado no Timor Leste


A coletânea foi organizada pelo professor do Departamento de Educação Física da Universidade Federal da Paraíba, Jorge Fernando Hermida, e reúne textos de vários educadores nordestinos

Depois de ter sido lançado em várias capitais do país com enorme sucesso o livro “Educação Infantil Políticas e Fundamentos” (Ed. Universitária da UFPB, 2007, p.296), organizado pelo professor do Departamento de Educação Física da Universidade Federal da Paraíba (DEF/UFPB), Jorge Fernando Hermida, será adotado na República Democrática do Timor Leste.

A obra faz parte de uma das ações do programa do Banco do Nordeste do Brasil de Cultura (BNB), edição 2007, que consiste também na promoção de palestras, oficinas e seminários gratuitos para professores e estudantes de educação. Surpreso com a indicação de sua obra o professor Jorge Fernando Hermida recebeu a notícia com grande alegria através do professor cooperante brasileiro Everaldo Freire (um dos autores presente na coletânea).

O atual chefe do Departamento de Formação dos Professores das Séries Iniciais (DFPSI) do Timor Leste, professor Lourenço Marques da Silva, ao ter em mãos o exemplar prontamente sugeriu que a publicação fosse adotada nos cursos de formação de professores do país. “O departamento sempre enfrenta casos de carência de recursos materiais educativos dentro do processo de formação dos novos candidatos a professores para o futuro de Timor Leste”, disse o chefe Lourenço Marques em carta encaminhada ao professor Hermida.

O DFPSI da Universidade Timor Lorosa “E” foi criado após o fim da guerra da independência no mês de junho de 2005 por professores timorenses, lusitanos e brasileiros. O diretor do DFPSI está preocupado com a escassez de material educativo de língua portuguesa para os educadores da região, pois, em sua opinião, eles representam a continuidade e difusão da língua portuguesa e brasileira no Timor. Na carta o diretor diz ainda que outras propostas de cooperação pedagógica e doação de livros idêntica foram realizadas no Instituto Camões (ICA), Fundação das Universidades Portuguesas (FUP) e Embaixada de Portugal em Dili, mas até a presente data nenhuma resposta foi dada.

A Pró-Reitora de Extensão e Assuntos Comunitários da UFPB, a professora Lúcia Guerra, que coordena de perto vários projetos, comentou que ações como a do professor Jorge Hermida além de desenvolver atividades de extensão, com palestras, oficinas, mini-cursos em estados do país abre mais uma frente de expansão nas relações internacionais da universidade.

Apesar de todo sucesso da ação educativa-cultural o professor Jorge Fernando Hermida está sem passagens áreas para ir ao Timor Leste representar o Brasil e desenvolver a ação. “Acredito que o poder político apoiará a iniciativa, uma vez que está ação interessa a nossa universidade e ao Estado”, acrescentou.

Essa é também a primeira vez que um livro produzido na Editora da UFPB é solicitado para ser adotado fora do país. O diretor da Editora Universitária, José Luiz da Silva, diz que mais uma vez a UFPB cumpre a sua função social enquanto instituição de ensino. “O papel que está cumprindo a Editora Universitária da UFPB na gestão do diretor José Luiz da Silva ocupa um lugar central neste processo. Por um lado, ele fez com que a editora fosse o protagonista principal ao fazer dela uma célula da instituição socialmente responsável no processo de difusão da produção acadêmica e da cultura nordestina. Por outro, o diretor José Luiz sempre teve claro que a difusão cultural a preços acessíveis é mais importante que a difusão de produtos culturais regida por interesses do mercado. É por isto que minhas obras são publicadas nesta editora”, concluiu Jorge Fernando Hermida.

A obra

“Educação Infantil: Políticas e Fundamentos” é uma coletânea de textos sobre educação infantil organizado pelo professor Jorge Fernando Hermida com textos escritos por conceituados professores de educação do país, que discutem sobre todos os aspectos que envolvem a educação infantil, a partir de experiências desenvolvidas no nordeste brasileiro.

A publicação está dividida em duas partes. Na primeira, os textos tratam da importância e condição da criança como sujeito de direito e, em igual medida, a importância da educação na vida da criança. Também são analisadas as contradições, as especificidades e as perspectivas que caracterizam a educação, com ênfase à contribuição que os movimentos sociais realizaram e ainda realizam, e que é vital para o desenvolvimento deste setor de ensino.

Participam da coletânea os educadores: Antônio Luiz Alencar Miranda, Benito Almaguer Luaiza, Clidiane Maurício dos Santos, Everaldo José Freire, Francisca Ferreira dos Santos, Francisco de Assis Carvalho de Almada, Heloisa Cardoso Varão Santos, Jeiel Maria Lucena da Silva, João Ricardo Pereira da Silva, Klébia Maria Ludgério, Roberto Mauro Gurgel Rocha, Márcia Maria Rocha Martins, Miguel Daladier Barros, Nadja Calábria, Roberto Luis Renner, Shirlane Maria Batista da Silva Miranda. O texto de apresentação é de autoria da professora Terezinha Diniz.

Todos os textos abordam assuntos vinculados com a legislação brasileira que trata da educação em geral, e em especial, da educação infantil, assim como, da eficácia dessa legislação frente aos desafios enfrentados ao longo dos anos pela educação no Brasil.

Nesta primeira parte se encerra com um texto que procura respostas para os seguintes questionamentos: É possível conciliar o projeto de formação para a cidadania com uma proposta educativa desvinculada de uma teoria crítica de educação? A quem interessa o discurso de inutilidade da pedagogia no cotidiano das instituições de ensino? A partir desses questionamentos se discute a importância da pedagogia, especialmente na sua tendência crítico-social, nas tarefas de cuidar/educar na educação infantil.

A segunda parte da publicação está constituída de dez textos, que versam sobre temas, saberes e conteúdos que imprescindíveis para a formação da educação infantil, a exemplo da cultura corporal, lúdica, leitura, letramento, ética e formação de professores, televisão e criança, gestão escolar e educação e cuidados para crianças.

Todos os artigos entendem a infância como uma categoria social e histórica, um período da história de cada um que, na nossa sociedade, estende-se do nascimento até aproximadamente os 10 anos de idade, e as crianças como sujeitos históricos e sociais, marcadas pelas características e contradições das sociedades em que estão inseridas. Enquanto sujeitos históricos e sociais, as crianças produzem cultura, ao mesmo tempo em que elas são produzidas pela própria cultura na qual estão socialmente inseridas.

Ao considerar a educação como uma comunicação entre seres humanos em graus diferentes de maturidade, os saberes supracitados passam a ser fundamentais para o processo de constituição da personalidade das crianças e do mundo da cultura. Na construção do mundo do humano, e do mundo da cultura, a categoria mediação ocupa um lugar central. Desta maneira, a coletânea de textos e os cursos de aperfeiçoamento procuram contribuir para a melhoria da qualidade da educação de nossa região.

Sobre o organizador

Naturalizado brasileiro, o professor Jorge Fernando Hermida nasceu de Montevidéu, República Oriental do Uruguai. É professor de Educação Física da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Doutor em História, Filosofia e Educação na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). É pós-doutorando no Departamento de Sociologia da Universidade de Salamanca (Espanha). Suas principais áreas de atuação são Educação Infantil, Ciência Política e Política Educacional. São de sua autoria os livros: A Reforma Educacional no Brasil (Editora UFPB/2006), A Educação na Era FHC: fundamentos filosóficos e políticos (Editora UFPB/2006) e Educação física e Saber Escolar (no prelo).

Timor Leste

A República Democrática de Timor-Leste é um dos países mais jovens do mundo, e ocupa a parte oriental da ilha de Timor na Oceania, além do enclave de Oecussi-Ambeno, na costa norte da banda ocidental de Timor, da ilha de Ataúro, a norte, e do ilhéu de Jaco ao largo da ponta leste da ilha. As únicas fronteiras terrestres que o país tem ligam-no à Indonésia, a oeste da porção principal do território, e a leste, sul e oeste de Ocussi, mas tem também fronteira marítima com a Austrália, no Mar de Timor, a sul. Sua capital é Díli, situada na costa norte.

Conhecido como Timor Português, foi uma colônia portuguesa até 1975, altura em que se tornou independente, tendo sido invadido pela Indonésia três dias depois. Permaneceu considerado oficialmente pelas Nações Unidas como território português por descolonizar até 1999. Foi, porém, considerado pela Indonésia como a sua 27.ª província com o nome de "Timor Timur". Em 30 de agosto de 1999, cerca de 80% do povo timorense optou pela independência em referendo organizado pela Organização das Nações Unidas.

A língua mais falada em Timor-Leste é o tétum. Devido à recente ocupação indonésia, grande parte da população compreende a língua indonésia (erradamente chamada por vezes bahasa, que significa língua), e agora uma grande maioria está aprendendo a escrever e estudar a língua portuguesa brasileira.

Geograficamente, o país enquadra-se no chamado sudeste asiático, enquanto do ponto de vista biológico aproxima-se mais das ilhas vizinhas da Melanésia, o que o colocaria na Oceânia e, por conseguinte, faria dele uma nação transcontinental.

Serviço:
Educação Infantil – Políticas e Fundamentos

Jorge Fernando Hermida (organizador)
Editora Universitária da UFPB
Ano 2007
296 páginas.

Adriana Crisanto
Jornalista – DRT/PB – 1455/o2-99
Crédito das Fotos: Divulgação do autor

segunda-feira, dezembro 10, 2007

Piollin na reta final


Com a proximidade do final do ano várias escolas, teatros e casa artísticas estão se preparando para o encerramento de suas atividades. O Centro Cultural Piollin (CCP), que recentemente se tornou ponto de cultura, está finalizando seu calendário letivo com atividades artísticas e pedagógicas neste dia 14 de dezembro.
Os alunos do CCP irão participar de um passeio a cidade de Lucena, onde farão visitas ao patrimônio histórico e arquitetônico do município, localizado a cerca de 42 quilômetros da Capital João Pessoa. Os estudantes do Centro desfrutarão das belezas naturais do local, aproveitando o espaço e tempo que será proporcionado para o lazer.
O Centro Cultural Piollin será recepcionado pela organização não governamental Apoitchá, que atua na defesa do meio ambiente, desenvolvimento da cultura e educação, voltada especialmente para o público infanto-juvenil de Lucena.

Grupo Teatro Piollin

O espetáculo "A Gaviota (alguns rascunhos)" foi à peça escolhida para o projeto Palco Giratório 2008, promovido pelo Serviço Social do Comércio (Sesc). Ao todo serão 21 apresentações no mês de abril de 2008, em cidades a serem definidas pela coordenação do projeto.

Ainda, em 2008, o espetáculo deve participar do 15o Porta Alegre em Cena, que será realizado na Capital gaúcha, no mês de setembro também de 2008. O convite, de acordo com Márcia Lucena, uma das coordenadoras da Piollin, foi formalizado pela coordenação do evento. Foi fixado um total de três apresentações, durante a semana do evento.
"O Porto Alegre em Cena" se destaca como um importante evento de teatro no país, em função do seu papel na articulação de grupos nacionais e internacionais comprometidos com a pesquisa, o estudo e difusão do teatro contemporâneo. Durante o evento, serão comemorados os cem anos de fundação do Teatro São Pedro, uma referência para a arquitetura, a história e a cultura do Rio Grande do Sul.

Para quem ainda não conhece o Centro Cultural Piollin promove a inclusão social através da arte, desde a década de 1970. O CCP está localizado na Rua Sizenando Costa, s/n, Roger, João Pessoa (PB). Outras informações podem ser obtidas através dos números: 3241.6343 3241.7436.


Adriana Crisanto
Repórter
adrianacrisanto@gmail.com
Foto: Divulgação
www.piollin.org.br