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terça-feira, novembro 18, 2008

Última apresentação do Balé de Moscou

Companhia Moscow City Ballet se apresenta no Teatro Paulo Pontes

O Moscow City Ballet faz sua última apresentação nesta terça-feira (18), a partir das 21h00, no Teatro Paulo Pontes do Espaço Cultural em João Pessoa (PB). A companhia apresenta um dos maiores clássicos da história da dança e símbolo do balé russo “O Lago dos Cisnes”. Os ingressos estão sendo vendidos na bilheteria do teatro ao preço R$ 40,00 (estudante e idosos) e R$ 80,00 (inteira).

O "Lago dos Cisnes" conta a história de amor de Odette, uma princesa transformada em cisne pela ação perversa de um feiticeiro. Após uma difícil luta entre o poderoso e cruel Von Rothbart e o Príncipe Siegfried, Odette é finalmente resgatada pelo amor do príncipe.

A montagem tem dois atos, música de Piotr Ilyich Tchaikovsky, libreto de Vlamiri Begichev, versão e direção de Natália Ryzhenko e Victor Smirnov, coreografia de Lev Ivanov, Marius Petipa, Agrippina Vaganova, Yuri Grigorovich, Natália Ryzhenko e Victor Smirnov-Golovanov, cenários de Victor Smirnov-Golovanov e figurinos de Elisaveta Dvorkina.

A companhia conta com a participação de 50 bailarinos. Na sua maioria são jovens formados nas melhores academias de dança e escolas da Rússia e da Ucrânia, incluindo Moscou, São Peterburgo, Perm, Kiev, Novosibirsk, Alma-Ata, Baku, Erevan, Donetsk, Kharkov e Ufa. Recebe também a visita de solistas convidados do exterior. As primeiras bailarinas da companhia na turnê que vem ao Brasil são Gulmur Sarsenova, Maya Vishnyakova, Natália Padalko e Valéria Guseva, e os bailarinos principais Sergei Zolotarov e Talgat Kozhabaev.

A Moscow City Ballet surgiu no ano de 1988 e teve como fundador o bailarino Victor Smirnov-Golovanov, ex-primeiro bailarino do Ballet Bolshoi. A companhia estreou em Seul na Coréia. Ela é fruto das reformas da Rússia pós-soviética e seu sucessor no exterior fez dela uma das que mais excursiona pelo mundo. O bailarino Victor Smirnov diz que o balé clássico é uma parte importante na herança nacional russa e quer levá-lo ao público mais diverso e distante possível, especialmente à nova geração de jovens apaixonados pelo balé.

Nestes 18 anos foram cerca de 2100 apresentações em todos os continentes, incluindo países como: Inglaterra, Bélgica, Estônia, Alemanha, Holanda, Hong Kong, Israel, Japão, Lituânia, China, Portugal, Filipinas, Polônia, Irlanda, Coréia, Singapura, Taiwan e Estados Unidos e outros.

A turnê pelo país teve início no mês passado no Rio de Janeiro, Juiz de Fora (MG), São Paulo, Curitiba, Belo Horizonte (MG), Santos (SP), Campinas (SP), Recife (PE) e dias 17 e 18 de novembro (segunda e terça-feira) se apresenta em João Pessoa (PB). Depois a companhia segue para as cidades de Brasília (DF) e Goiânia (GO).

Serviço:
Balé da Cidade de Moscou
Montagem: Lago dos Cisnes
Terça-feira (18 de novembro)
Hora: 21h00
Ingressos: R$ 80,00 (inteira) e R$ 40,00 (estudante e idosos)
Informações: 3211.6232.

Adriana Crisanto
Repórter
adrianacrisanto@gmail.com
adrianacrisanto.pb@diariosassociados.com.br
Fotos: Divulgação

sexta-feira, novembro 07, 2008

Índios - A essência da cultura imateral da Paraíba

Potiguaras apoiados pelo projeto “Tropical Cultura Essência da Paraíba”

Com o objetivo de valorizar a cultura imaterial do povo paraibano a rede de hotéis Tropical Hotels na Paraíba lançou na semana passada o projeto “Tropical Cultura Essência da Paraíba”, que visa salvaguardar a cultura indígena no Estado, em especial os índios potiguaras conhecidos historicamente desde 1501 por ocuparem o território que se estendia pela costa do Nordeste, entre as cidades de Fortaleza (CE) até João Pessoa (PB).
“A intenção é que haja uma mudança no patamar da consciência em prol da cultura local”, disse o presidente da rede Tropical Hotels e Resorts Brasil, Adenias Gonçalves Filho, que esteve em João Pessoa na última quinta-feira para receber o Título de Cidadão Paraibano da Assembléia Legislativa.
O projeto dentre outras iniciativas pretende divulgar a cultura dos índios potiguaras por todo o país através de sua rede de hotéis, através da promoção de vídeo-documentário, registro fotográfico (já produzido pela Universidade Federal da Paraíba), folders e cartazes e em feiras, eventos turísticos no Brasil e no exterior, convidando o mundo conhecer o Estado. “Valorizamos o que tem de melhor o país tem. Foi por isso que escolhemos a Paraíba. Reconhecemos todo potencial cultural brasileiro que hoje está um pouco abalado pela globalização”, ressaltou o presidente Adenias Gonçalves Filho.

Os índios

Na Paraíba os índios potiguaras ocuparam todo o Vale do Rio Mamanguape, do litoral até a Serra da Raiz, na época Serra da Cupaoba. A Baía da Traição ficou assim conhecida porque foi o local onde aconteceram os primeiros contatos entre os europeus e os ameríndios de maneira singular. O navegador e biografo Américo Vespúcio narra em suas cartas que alguns marinheiros se aproximaram da costa paraibana e entraram no continente. Após algum tempo as índias, que estavam despidas, apareceram na praia, e um outro marinheiro, encantado com as nativas, aproximou-se delas e ali mesmo foi esquartejado e devorado, num verdadeiro ritual de antropofagia. O fato ficou conhecido e foi popularizado até os dias atuais.

O nome Potiguar foi à denominação dada aos povos de língua Tupi, indígenas que, no século XVI, habitaram o litoral Nordeste brasileiro. Até hoje os índios são conhecidos como guerreiros e sempre foram temidos pelos portugueses que tiveram que fazer várias viagens para conquistar a Paraíba. Dados historiográficos revelam que após a expulsão dos holandeses os índios que foram exterminados foram reunidos em torno de aldeias missionárias por todo litoral do Nordeste.

Dando num salto na história na segunda metade do século XIX os índios potiguaras estavam com suas terras ameaçadas e apelaram para o imperador Dom Pedro II que, numa das suas passagens pela Paraíba, em dezembro de 1859, de acordo com a memória indígena, “redoou” aos potiguaras 57.600 hectares de suas terras, nas dias sesmarias de São Miguel e Monte-Mór.

Na década de 1930 foi fundado o Posto Indígena (PI) entre os potiguaras, na aldeia São Francisco. Em 1942, o posto foi transferido pela a aldeia do Forte, com o nome de PI Nísia Brasileira, que permanece até hoje. Na década de 1960, o SPI foi extinto e substituído pela Fundação Nacional do Índio (Funai).

Após a demarcação da Funai o território potiguar passou a ocupar uma área de 33.757 hectares, distribuídos em três áreas contínuas, nos municípios de Rio Tinto, Baía da Traição e Marcação. Os potiguares é hoje a maior população indígena do Nordeste etnográfico, uma das maiores populações do Brasil. Tem aproximadamente 12.115 habitantes que vivem em 29 aldeias, em três municípios.

Costumes e língua

As famílias dos potiguaras na Baía da Traição, na sua maioria, são extensas. A maioria é liderada pelos homens, mas, em muitos casos, a mulher assume essa atribuição. Nas últimas décadas houve um crescimento da população indígena e novas aldeias surgiram, em sua maioria constituída a partir de uma família que decide morar em uma área sem vizinhança.

A população potiguara fala o idioma português. O professor Eduardo Navarro, da Universidade de São Paulo (USP), interessado pela cultura língua tupi começou a desenvolver um estudo sobre o tupi antigo com um grupo de professores potiguaras. O tupi antigo foi trazido pelos jesuítas que aqui habitaram na área dos aldeamentos. Hoje o tupi antigo, que até então estava esquecido pela comunidade, começou a ser ensinado nos colégios e é um dos componentes curriculares do ensino fundamental nas escolas diferenciadas indígenas.

Território

A terra potigaura localiza-se em uma planície do litoral Norte da Paraíba e tem seus limites 75% cercado por água. Ao norte está o rio Camaratuba, ao sul, o rio Mamanguape e a leste o Oceano Atlântico. Possui belas praias de diferentes proporções e formas. Algumas mais extensas e outras menores, esculpidas junto às baías e o mar aberto. Existem ainda aquelas integradas as rochas desgastadas pela ação do tempo e das marés.

O território é rico em manancial de água doce, com muitas nascentes espalhadas ao longo dos vales, nas grutas, nos planaltos, formando dezenas de olhos d`água que jorram de verão a verão sem nenhuma vegetação ao seu redor. Nos cursos dos rios são encontrados paus (terrenos alagados), as camboas e os manguezais, formando um rico ecossistema tropical.

Variedade de biomas e fontes de renda

Existe no local uma diversidade de biomas que, associados ao clima, tipo de solo, índice pluviométrico, formam restingas altas e baixas, caatingas litorâneas, mata atlântica e o mangue. A pesca marítima, fluvial, o extrativismo vegetal são as atividades econômicas dos potiguaras, que consiste na colheita da mangaba, caju, castanha, dendê, batiputá e outros. Pode-se encontrar também no local uma variedade de árvores frutíferas com a manga, o mamão, o abacaxi, o cultivo de hortaliças, plantas medicinais, pequenas lavouras de mandioca nos terreiros das casas ou em seu entorno.

Nas várias aldeias o artesanato é o meio de sobrevivência de muitas famílias, como também é possível encontrar a criação pequena de bovinos, caprinos, muares, eqüinos, suínos, galinha, pato, guiné e peru; muito comum de ser encontrado no quintal das casas. Alguns índios sobrevivem do trabalho assalariado rural, do empreguismo público municipal e estadual e das aposentadorias dos idosos.

Educação

A escola desempenha um papel fundamental na formação dos índios potiguaras. Nos últimos anos as conquistas educacionais vem se desenvolvendo com a criação desde 2004 da Organização dos Professores Indígenas Potiguara (OPIP). Capacitação de professores estão sendo realizadas e em 2008 várias professores estão terminando o magistério indígena (ensino médio) promovido pela Secretaria de Educação e Cultura do Estado da Paraíba.

A Universidade Federal de Campina Grande criou, através do Prolind, uma graduação a nível superior especifica para os indígenas, denominada de “Professor Intercultural” pretende iniciar uma formação semi-presencial.

Preservação dos rituais

O toré é um ritual indígena que solidifica são apenas as fronteiras étnicas, os sinais diacríticos, mas ser o oceano para onde confluem todas as águas do cotidiano potiguar, traduzidos em rituais sagrados de agradecimento, luta, festa, brincadeira, contestação, comemoração, dor, reinvidicação e esperanças.

Nos últimos anos os santuários indígenas têm sido violentados e destruídos devido aos interesses econômicos de grupos industriais que visam apenas o lucro. Algumas organizações estão tentando reverter o quadro de morte que vem sendo feito contra a etnia.

Adriana Crisanto
Repórter
adrianacrisanto@gmail.com
adrianacrisanto.pb@diariosassociados.com.br
Fotos: Divulgação do projeto

segunda-feira, novembro 03, 2008

Cidadão “Lausiqueirense”


O poeta Lau Siqueira será agraciado nesta terça-feira (4), a partir das 16h00, com título de cidadão pessoense na Câmara Municipal de João Pessoa. A sugestão mais do que merecida da propositura foi do vereador Luciano Cartaxo do PT, sugerido por sua base em Mangabeira. Lau Siqueira é natural de Jaguarão (RS). É autor dos livros: O Comício das Veias (Paraíba: Editora Idéia, 1993), O Guardador de Sorrisos (Paraíba: Editora Trema, 1998) e Sem Meias Palavras (Paraíba: Editora Idéia, 2002). Tem poemas publicados nas últimas edições do Livro da Tribo (São Paulo: Editora Tribo) e na antologia Na Virada do Século — Poesia de Invenção no Brasil (São Paulo: Editora Landy, 2002), organizada pelos poetas Frederico Barbosa e Cláudio Daniel.

“Me contaminei com isso!”, disse Lau Siqueira no email enviado para os amigos juntamente com um Power Point, intitulado “Tomemos um Mate”, em que faz uma retrospectiva de sua vida e ao mesmo tempo um agradecimento. Ele está em terras tabajaras há 23 anos e diz se sentir hoje mais paraibano que gaúcho ou um “Parahyba de Tutano”. Siqueira está à frente da Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope) desde que o prefeito Ricardo Coutinho assumiu a governança municipal. Torço para que Lau (esse nome que parece ter sido tirado de um poema haikai) permaneça no cargo de diretor executivo do qual conduziu tão bem neste período e que tirem dele a incumbência de fazer Festa das Neves e deixe-o com a cultura pura em sua essência. NamasTCHÊ !!!


Adriana Crisanto
Repórter
adrianacrisanto.pb@diariosassociados.com.br
adrianacrisanto@gmail.com
Foto da internet visse Lau?

30 anos retratando o cotidiano


A fotógrafa Germana Bronzeado completa 30 anos de profissão e comemora a data com uma exposição fotográfica que será aberta nesta terça-feira (4) no Casarão 34, localizado na Praça Dom Adauto, no centro de João Pessoa. A mostra é aberta ao público e ficará no local até o dia 14 de novembro.








Adriana Crisanto
Repórter
adrianacrisanto.pb@diariosassociados.com.br
adrianacrisanto@gmail.com
Foto: Germana Bronzeado.

Maria sem mar e sem porto


Quem expõe novos trabalhos nesta quarta-feira (5) é a artista plástica Maria José Porto no Centro Cultural de São Francisco, no centro histórico da Capital. A mostra intitulada “Mara para Amar” permanece no local até o dia 30 de novembro de 9 às 12h00 e 14h00 até 17h00, e conta com o apoio da Associart Paraíba.







Adriana Crisanto
Repórter
adrianacrisanto.pb@diariosassociados.com.br
adrianacrisanto@gmail.com
Foto: Divulgação.

Começa venda de ingressos para Balé de Moscou



Companhia faz turnê por 11 cidades e João Pessoa terá duas apresentações

Começou a ser vendido, hoje, segunda-feira (3), na bilheteria do Teatro Paulo Pontes do Espaço Cultural José Lins do Rego, em Tambauzinho, os ingressos para espetáculo de dança clássica “Lago dos Cisnes” da companhia Moscow City Ballet que se apresenta no mesmo local nos dias 17 e 18 de novembro (segunda e terça-feira). Os ingressos estão sendo vendidos ao preço de R$ 40,00 (estudante e idosos) e R$ 80,00 (inteira).

O espetáculo é um dos maiores clássicos da história da dança e símbolo do balé russo. O "Lago" conta a história de amor de Odette, uma princesa transformada em cisne pela ação perversa de um feiticeiro. Após uma difícil luta entre o poderoso e cruel Von Rothbart e o Príncipe Siegfried, Odette é finalmente resgatada pelo amor do príncipe.

A montagem tem quatro atos, com dois intervalos, música de Piotr Ilyich Tchaikovsky, libreto de Vlamiri Begichev, versão e direção de Natália Ryzhenko e Victor Smirnov, coreografia de Lev Ivanov, Marius Petipa, Agrippina Vaganova, Yuri Grigorovich, Natália Ryzhenko e Victor Smirnov-Golovanov, cenários de Victor Smirnov-Golovanov e figurinos de Elisaveta Dvorkina.

A companhia conta com a participação de 50 bailarinos. Na sua maioria são jovens formados nas melhores academias de dança e escolas da Rússia e da Ucrânia, incluindo Moscou, São Peterburgo, Perm, Kiev, Novosibirsk, Alma-Ata, Baku, Erevan, Donetsk, Kharkov e Ufa. Recebe também a visita de solistas convidados do exterior. As primeiras bailarinas da companhia na turnê que vem ao Brasil são Gulmur Sarsenova, Maya Vishnyakova, Natália Padalko e Valéria Guseva, e os bailarinos principais Sergei Zolotarov e Talgat Kozhabaev.

A Moscow City Ballet surgiu no ano de 1988 e teve como fundador o bailarino Victor Smirnov-Golovanov, ex-primeiro bailarino do Ballet Bolshoi. A companhia estreou em Seul na Coréia. Ela é fruto das reformas da Rússia pós-soviética e seu sucessor no exterior fez dela uma das que mais excursiona pelo mundo. O bailarino Victor Smirnov diz que o balé clássico é uma parte importante na herança nacional russa e quer levá-lo ao público mais diverso e distante possível, especialmente à nova geração de jovens apaixonados pelo balé.

Nestes 18 anos foram cerca de 2100 apresentações em todos os continentes, incluindo países como: Inglaterra, Bélgica, Estônia, Alemanha, Holanda, Hong Kong, Israel, Japão, Lituânia, China, Portugal, Filipinas, Polônia, Irlanda, Coréia, Singapura, Taiwan e Estados Unidos e outros.

A turnê pelo país teve início no mês passado no Rio de Janeiro, Juiz de Fora (MG), São Paulo, Curitiba, Belo Horinzonte (MG), Santos (SP), Campinas (SP), Recife (PE) e dias 17 e 18 de novembro (segunda e terça-feira) se apresenta em João Pessoa (PB). Depois a companhia segue para as cidades de Brasília (DF) e Goiânia (GO).

Serviço:
Balé da Cidade de Moscou
Montagem: Lago dos Cisnes
Segunda e Terça-feira (17 e 18 de novembro)
Hora: 21h00
Ingressos: R$ 80,00 (inteira) e R$ 40,00 (estudante e idosos)
Informações: 3211.6232.

Adriana Crisanto
adrianacrisanto.pb@diariosassociados.com.br
adrianacrisanto@gmail.com
Fotos: Divulgação

quarta-feira, outubro 08, 2008

O homem que engarrafava nuvens


“O Homem que engarrafa nuvens” é a mais uma produção documental de Denise Dummont, com direção firme de Lírio Ferreira e fotografia de Walter Carvalho, em que narra sobre a vida e obra do compositor e advogado Humberto Teixeira (1915/1979), parceiro de Luiz Gonzaga, o Rei do Baião.

O documentário começou a ser exibido na Estação Vivo Gávea, no Rio de Janeiro, mas só Deus sabe quando começa a circular nas salas de cinema ou de arte do Nordeste. O título do filme foi sacado de uma entrevista de Humberto Teixeira a Nirez. Para acompanhar a jornada emocional de Dummont, o diretor Lírio Ferreira tenta desvendar boa parte do véu que cobria o homem e o artista - este, aliás, nem sempre creditado como devido quando o assunto é o repertório áureo de Gonzaga.

A voz de Humberto Teixeira aparece em “off” extraída de um depoimento biográfico prestado pelo compositor no ano de 1977. Teixeira nasceu em Iguatu, interior do Ceará. Uma terra castiga pela seca onde o artista conviveu com Luiz Gonzaga, ouvindo em sua forma seminal as festas e cantorias nordestinas, do qual Teixeira levou consigo para o Rio de Janeiro com o intuito de virar médico.

O documentário conta que ele, na verdade, se tornou um advogado e que, anos depois, faria a viagem de volta como candidato a Deputado Federal no Ceará. Entre uma viagem e outra, Teixeira mostrou ao mundo como se dança e compõe o baião pela voz de Luiz Gonzaga. Mas somente depois de ter suas primeiras músicas rejeitadas por estrelas da época, como Carmen Miranda (1909 - 1955) e Orlando Silva (1915 - 1978).

A primeira música gravada por Teixeira foi Sinfonia do Café, que abriu caminho para o registro do samba “Deus me Perdoe”, sucesso na voz de Cyro Monteiro no Carnaval de 1945. Mas foi no baião que ele se identificou e estourou na primeira metade da década de 1950, e fez o Brasil descobrir a sanfona. A década, de acordo com os livros de música brasileira, foi a era de ouro do gênero, que coincide com a industrialização do Brasil, e começou a ser formatada em 1946 com a gravação de Baião pelo conjunto “Quatro Ases e Um Coringa”

O baião, de acordo com os cantores Fagner e Otto nos depoimentos inseridos no filme, era a música que expressava os sentimentos dos nordestinos saudosos que haviam migrado para o Sul para fugir da seca e da fome. "Ou você descia para São Paulo ou subia para São Pedro", diz o cearense Belchior.

“O Homem que engarrafa nuvens” mescla gravações antigas com registros contemporâneos feitos em estúdio por Caetano Veloso (Baião de Dois), Gal Costa (Adeus, Maria Fulô - com o auxílio luxuoso da sanfona de Sivuca) e Chico Buarque (Kalu, sucesso de Dalva de Oliveira que teve como musa inspiradora Mafalda, caso extra-conjugal de Teixeira). No filme também pode ser vistas imagens captadas na edição do Prêmio Rival de Música que homenageou Humberto Teixeira. Para dar uma mostra do alcance da música de Humberto, a canção Asa Branca é tocada também pelo norte-americano David Byrne.

A música “Assum Preto”, prima-irmã da Asa Branca, é ouvido na gravação de Gal Costa entre imagens de filme sobre a cantora feito pelo cineasta Antonio Carlos Fontoura. Agora quando o assunto são mulheres oficiais Humberto Teixeira mostra a face mais machista do compositor. A primeira mulher, Ivanira Teixeira, lembra como Humberto a fazia tirar qualquer maquiagem mais vistosa. A pianista Margarida Jatobá, mãe de Denise Dummont, vai mais fundo revela, em conversa emocionada com a filha, que foi impedida de criar, por ter largado Teixeira, após longo período de desentendimentos e opressão, para viver um amor com Luiz Jatobá. "Ele queria me transformar na 'mulherzinha de Humberto Teixeira'. Não deu", diz Margarida (falecida em 2007).

A atriz e filha, Denise Dummont, em depoimento final diz que só se sentiu mais próxima do pai as vésperas de sua morte, em 3 de outubro de 19779, pois a sociedade da época tratou de afastar a filha da mãe e a uniu ao pai. São depoimentos emocionados expõe o homem que foi Humberto Teixeira.

Adriana Crisanto
Repórter
adriana@jornalonorte.com.br
adrianacrisanto@gmail.com
Fotos: Divulgação.

sábado, outubro 04, 2008

Trilha sonora das eleições


Hoje é dia de cumprir a obrigação eleitoral. O povo vai eleger prefeitos e vereadores. Em João Pessoa, ao que tudo indica, não haverá segundo turno. Sorte da população, pois tava sendo difícil caminhar pelas ruas da cidade sem dar de cara com carros de som nas alturas com aqueles jingles mal produzidos, sem criatividade e com jargões repetitivos. Sorte também dos vendedores de Cd´s piratas que agora não tem mais concorrentes a altura.

Fico pensando a que ponto chegou à música e seus produtores. Mas, o que esperar de letristas funkeiros que fazem ode ao adultério, que compõe músicas que transformam mulheres em frutas e chamam pessoas de éguas?

Venho de uma geração que se acostumou ouvir canções com letras expressivas e mensagens contundentes sobre a política brasileira. Uma das bandas que sempre teve uma visão política que conduziu muitos jovens foi a Legião Urbana. Uma das canções do grupo chama-se “Perfeição”. Nela o seu autor, Renato Russo, traz versos que falam em celebrar a fome, os mortos por falta de hospitais, o trabalho escravo e as epidemias. Celebrar a juventude sem escola, o país e sua "corja de covardes, estupradores e assassinos".

Sou do tempo de “Inútil” do Ultraje a Rigor, que já foi citada até no Congresso Nacional como um exemplo terrível de um país que não vai para frente. E como não lembrar da música, “Que país é esse?”, dos Paralamas do Sucesso, em que milhões de jovens repetiam em coro “é a porra do Brasil”, cada vez que Herbert Viana canta o refrão.

Cazuza assinou um belo hino de reflexão chamado “Brasil” e outro intitulado “O Tempo não pára”, duas canções mais significativas da última fase da carreira dele, quando abordou temas políticos. De Raul Seixas como esquecer de “Aluga-se”, a canção adotada pelo grupo Titãs nos shows que faz sacudir a multidão nos shows.

Ainda do Paralamas do Sucesso tem “Alagados” em que fala da pobreza abandonada do Brasil e da Jamaica. Da mesma banda tem “Selvagem”, o disco, ainda era LP, que marcou a mudança de sonoridade da banda e nos temas tratados por eles nas letras.

Revirando minha pequena biblioteca musical lembro-me de “Metrópole”, também da Legião Urbana, em que é contra a burocracia que ainda reina nos órgãos públicos do país e “Geração Coca Cola”, uma espécie de manifesto da juventude criada durante a ditadura militar que aprendeu a comer sanduíche com refrigerante. Outra que sai da gaveta é “Veraneio Vascaína”, do grupo Capital Inicial, em que fala sobre a brutalidade policial.

É hora de ir a urna pensando em todas essas letras e pensando na sua condição de trabalhador brasileiro que nunca passou a perna em ninguém, que paga imposto até na hora de caminhar pela calçada cheia de veículos, trabalhador que ainda busca emprego, trabalhador que deseja apenas que a justiça seja feita neste país tão discrepante socialmente falando. É hora de fazer o que propunha Renato Russo: “Vamos cuspir de volta o lixo em cima de vocês”.

Adriana Crisanto
Repórter
adrianacrisanto@gmail.com
adriana@jornalonorte.com.br
Foto: Divulgação

sexta-feira, setembro 26, 2008

Glamour rock em alta


O glamour rock paraibano está em festa. É que a banda Star 61 foi classificada na eliminatória nordeste do maior concurso de bandas do Brasil, o Guaraná Antártica Sound (Gás Sound), uma espécie de reality show de bandas e lança neste sábado (27), a partir das 23h30, na Ksa Rock (centro histórico), o mais o terceiro EP intitulado “Você não sabe o que perdeu”.

A Star 61 concorreu com cerca de dois mil grupos de rock de Recife, Belo Horizonte, Brasília, São Paulo e Porto Alegre. Eles ficaram entre as 50 selecionadas. Após o lançamento, no domingo, o grupo segue para Recife onde gravam sua participação, na segunda-feira, dia 29 de setembro. A participação oficial da banda inclui takes de bastidores, ensaios, imagens oficiais e um mini documentário contando a trajetória da banda que será gravado na noite do show de lançamento.

A banda vencedora do Gassound Antártica grava e lança um CD pela gravadora Deckdisc e apresenta um mega show, onde divide palco com uma banda de renome nacional a ser escolhida pela produção do festival.

A Star 61 surgiu em 2003. Foi criada por Flaviano André (vocal, letras, músicas, violão e guitarra). Após algumas mudanças têm hoje em sua formação Thiago Sombra (baixo), Ruy (bateria), Rieg Wasa (guitarra) e Herlon (teclados). Desde que a banda surgiu apostam na idéia simples e funcional de Flaviano, em sintetizar experiências, encontrando no feeling os elementos essenciais para suas composições.

As influências vêm de nomes como David Bowie, T-Rex, Secos e Molhados e muita atitude rock. Assistir a uma apresentação do Star 61 é algo imperdível pela irreverência do vocalista que já subiu vestido de noiva, de gueixa, com unhas pintadas e vestido de plumas.

O grupo participou do Festival Música Alimento da Alma (MADA), em Natal (RN), onde foi apontado pela imprensa nacional como revelação do festival, do Abril Pro Rock (PE), foi vencedor da etapa Recife do Claro Q é Rock, que por sinal, é um capítulo a parte na história da banda, pois além de embolsar 15 mil reais em instrumentos musicais a banda participou da final do concurso em São Paulo, abrindo as portas para bandas do porte de Sonic Youth, Nine Inch Nails e Iggy Pop. Como se não bastasse o grupo Star 61 foi indicado ao prêmio Dynamite de Música Independente, na categoria Banda Revelação 2005.

Sobre o concurso – O Gas Sound é hoje o concurso mais cobiçado pelas bandas de garagem do país. A edição de 2007 os organizadores esperavam um total de 300 inscrições, e foram surpreendidos com mais de duas mil bandas. A concorrência do concurso valeu para o Brasil inteiro. São cinco etapas seletivas.

A primeira etapa foi selecionada dez bandas de São Paulo, Belo Horizonte, Recife, Brasília e Porto Alegre. Desta etapa serão escolhidas as dez melhores. A semi-final ficará apenas quatro grupos e destes sairá o vencedor.

A vencedora do ano passado foi a banda Voltz de São José dos Campos, interior de São Paulo, formada em 1999. A vitória, entre cerca de 2.000 concorrentes, garantiu à banda a gravação do seu CD – o primeiro pelo selo Som Livre Apresenta – com tiragem inicial de 10 mil exemplares.

A Voltz tem em sua formação os músicos: Glauber Ribat (voz e guitarra), Fernando Bozo (baixo e voz) e Pablo Maranho (bateria e voz). A banda apresenta canções diretas e acessíveis, com influências variadas que passeiam pelo hard rock, o pop e o grunge.

Serviço:
Lançamento: Star 61 – EP - “Você não sabe o que perdeu”
Sábado (27)
Hora: 23h30
Local: Ksa Rock – Avenida Duque de Caxias – centro histórico
Informações: 8893.7463/ 9935.3855.
E no site: http://www.gassound.com.br/evento/Default.aspx
Site da Star 61: www.star61.net

Adriana Crisanto
Repórter
adriana@jornalonorte.com.br
adrianacrisanto@gmail.com
Fotos: Divulgação

quinta-feira, setembro 25, 2008

Buena Vista Social Club

Uma edição luxuosa do primeiro CD do Buena Vista Social Club foi relançada no Brasil este ano. Com preço sugerido de R$ 32,90 o admirador da obra leva para casa um CD gravado em Havana em seis dias no ano de 1996, produzido pela gravadora inglesa World Circuit. O Buena Vista, apesar do falecimento de alguns de seus integrantes, rompeu todas as barreiras da world music e se tornou o maior sucesso de todos os tempos.

Por mais leigo que sejamos no quesito música é quase impossível não gostar do que se ouve. Com a marca de mais de oito milhões de cópias vendidas internacionalmente continua sendo um recorde no gênero e resultou finalmente na inclusão de Cuba no mapa da música instrumental a partir da década de 1990.

O CD vem com um encorpado libreto com 48 páginas traduzidas em português. Na edição brasileira assinada pela MCD recupera-se o formato do lançamento original contendo também farto material fotográfico.

O título do disco faz referência um tradicional clube de música, dança e atividades sociais de Havana onde Compay, González, Ferrer, Manuel “Puntillita” Licea e Anga Díaz se encontravam desde 1940.

A história sobre a redescoberta do Buena Vista Social Club aconteceu quando o guitarrista Ry Coorder ao visitar Cuba e “procurar música de qualidade nesta ilha isolada no tempo e espaço” devido à revolução socialista e ao embargo americano surpreendeu-se ao desembarcar e descobrir tantos talentos andando pelas ruas de Havana. Cooder convidou seu filho Joachim e o produtor Juan de Marcos Gonzalez que rapidamente arregimentou estes talentos lapidados pelo tempo e numa semana em Março de 2006 nos estúdios Egrem de Havana com equipamentos dos anos 60, gravaram este documento histórico da música mundial.

Buena Vista Social Club foi ainda responsável pela descoberta mundial de grandes artistas veteranos da música cubana, como Ibrahim Ferrer, Compay Segundo, Rubén González, Eliades Ochoa e Omara Portuondo, que a partir daí gravaram discos solo que repercutiram em dezenas de países.

São 14 impecáveis faixas de Buena Vista Social Club: Chan Chan, por Eliades Ochoa; De Camino A La Vereda, por Ibrahim Ferrer; El Cuarto De Tula, por Eliades Ochoa; Pueblo Nuevo, por Rubén González; Dos Gardenias, por Ibrahim Ferrer; Y Tú Qué Has?, por Compay Segundo; Veinte Años, por Omara Portuondo; El Carretero, por Eliades Ochoa; Candela, por Ibrahim Ferrer; Amor De Loca Juventud, por Compay Segundo; Orgullecida, por Compay Segundo; Murmullo, por Ibrahim Ferrer; Buena Vista Social Club, por Rubén González; La Bayamesa, por Manuel ‘Puntillita’ Licea.

Ry Cooder disse na época do primeiro lançamento que a música de Cuba estava viva e não era encontrada em nenhum museu. “Sinto que passei a vida toda me preparando para isto, no entanto, fazer esta gravação não foi o que eu esperava em plenos anos 90. Música é como uma caça ao tesouro. A gente cava... cava e, às vezes, encontra algo. Em Cuba, a música flui como um rio. Ela te acolhe e te vira do avesso”. O resultado desta “caçada” já virou história!”, finalizou.

Adriana Crisanto
Repórter
adriana@jornalonorte.com.br
adrianacrisanto@gmail.com
Fotos: Divulgação.

O livro dos políticos

A editora Ediouro lançou este mês um bem-humorado livro intitulado “O Livro dos Políticos – A hilariante política no Brasil”, de autoria de Heródoto Barbeiro e Bruna Cantele. A obra tem como fio condutor a sucessão presidencial do presidente Luis Inácio Lula da Silva só que contada de trás para frente até Deodoro da Fonseca, presidente do Brasil no século XVIII.

A obra tem um bom conteúdo e percorre os paradoxos, embates e tropeços que ajudaram a construir a história da República brasileira. O que torna a leitura agradável são os blocos intitulados Diário da Corte, Personalidades e as notas e trechos de jornais impressos.

As ilustrações ficam a cargo de charges assinadas pelos cartunistas Céllus, Diogo Salles, Flávio, Guz, Gilmar, Léo Valença, Mangabeira, Néo, Luigi Rocco, Renato Machado, Sponholz e Zappa. As charges, sobremaneira, ajudam o leitor a encarar com bom-humor as crises e escândalos que infelizmente fazem parte do cotidiano da política nacional.

O Livro dos Políticos é uma boa sugestão de presente para os atuais candidatos que estão pleiteando uma vaga para prefeitura e assembléia municipal. Na obra os autores não falam sobre os líderes políticos, mas em planos econômicos, as trocas de moedas, os inúmeros partidos políticos, os intermináveis escândalos e as CPI´s são relembrados em suas 304 páginas.

Sobre os autores - Heródoto Barbeiro é jornalista e escritor, âncora do Jornal da CBN e do Jornal da Cultura. Nasceu em São Paulo. Bruna Cantele é mestra em educação, historiadora, autora de livros didáticos e paradidáticos, além de coordenadora do Departamento de Historia de colégio particular em São Paulo.

Serviço:
O Livro dos Políticos – A hilariante política no Brasil
Autores: Heródoto Barbeiro e Bruna Cantele
N° de páginas: 304
Preço: R$49,90

Adriana Crisanto
Repórter
adriana@jornalonorte.com.br
adrianacrisanto@gmail.com
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Destaque do Prêmio Jabuti


O escritor e jornalista Laurentino Gomes foi o primeiro colocado na categoria livro-reportagem com a obra “1808”, na 50º edição do Prêmio Jabuti de Literatura promovido anualmente pela Câmara Brasileira do Livro. O anúncio foi feito na última terça-feira no site da entidade.

A obra premiada em questão narra sobre a vinda da família real portuguesa ao Brasil no ano de 1808. O livro está estruturado em capítulos organizados de forma a facilitar a compreensão dos acontecimentos deste período da história do Brasil.

No livro o autor aborda aspectos específicos do período, as condições políticas, econômicas e sociais da época. Um dos aspectos que mais tem agradado as pessoas é o fato de ser uma obra sobre história do país sem ser chato e enfadonho como era na escola. Nele Laurentino Gomes compõe um mosaico fiel do período com uma linguagem clara, concisa e objetiva, características do jornalismo contemporâneo.

No final ele envolve Portugal, França, Inglaterra e o Brasil. Tudo isso salpicado de curiosidades menos históricas que ilustram o texto e torna a leitura mais agradável e prazerosa. O livro apresenta um grande grau de credibilidade com referências históricas e de autores, fornecendo ainda vasta bibliografia, inclusive na internet, para quem quiser se aprofundar no tema.

Sobre o autor - Laurentino Gomes nasceu em 1956, na cidade de Maringá (PR). É formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná, com pós-graduação em Administração pela Universidade de São Paulo, também fez cursos na Universidade de Cambridge, na Inglaterra, e na Universidade de Vanderbilt, nos Estados Unidos.

Nestes 30 anos de jornalismo ele trabalhou como repórter e editor para alguns dos principais órgãos de comunicação do Brasil, incluindo o jornal "O Estado de S. Paulo" e a revista "Veja". Atualmente dirige uma unidade da Editora Abril, responsável pela publicação de 23 revistas de especialidade.

Adriana Crisanto
Repórter
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Blue Azul


O blues toma conta do Teatro de Arena do Espaço Cultural José Lins do Rego, em Tambauzinho, nesta quinta-feira (25). A atração desta vez é a banda paulista Blues Jeans que lança seu primeiro DVD em João Pessoa dentro do projeto Oi Blues By Night. O show está previsto para acontecer às 19h30. Os ingressos estão sendo vendidos a preço bem mais acessível do que o projeto musical Seis e Meia e estão custando R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (estudante).

O grupo é escolado na tradição do blues por ter tocado ao lado de nomes como Buddy Guy, Big Time Sarah, John Pizzarelli, Peter Tork (The Monkees), Sugar Blue, Ronnie Wood e Bobby Keys (Rolling Stones).

A Blue Jeans tem cerca de 20 anos e tem em sua formação os músicos: Junior Moreno (bateria, gaita e vocal), Marcos Ottaviano (guitarra) e Andrei Ivanovic (baixo). A influência musical do grupo passa por nomes como B.B.King, Buddy Guy, Freddie King, Eric Clapton, Jimi Hendrix e outros.

Neste show a banda apresenta músicas do seu último DVD gravado no estúdio São Paulo Sessions. O trabalho conta com a participação de gente importante, como o lendário Magic Slim, principal nome do blues de Chicago, que deixou seu reduto para vir ao Brasil gravar com a banda e depoimento da cantora norte-americana Big Time Sarah e do baterista B.B.King, Calep Emphrey tecendo elogios aos músicos brasileiros.

O projeto Oi Blues By Nigth começou em João Pessoa de forma tímida na casa de diversão Incógnito. No ano passado, foram apenas três edições e teve como atração o guitarrista do Sepultura Andréas Kisser ( que abriu o projeto este ano), o grupo Blues Power, os gaitistas Robson Fernandes, Big Chico e Jefferson Gonçalves e ainda o lendário Greg Wilson.

Serviço:
Oi Blues By Night, com Blue Jeans
Local: Teatro de Arena do Espaço Cultural
Quinta-feira (25)
Hora: 19h30
Ingressos: R$ 10 (inteira) e R$ 5 (estudante), à venda nas lojas OI dos shoppings Tambiá, Manaíra e MAG e Epitácio Pessoa.

Adriana Crisanto
Repórter
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