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segunda-feira, setembro 13, 2010

Ciência e Tecnologia


Estação Cabo Branco realiza aulas de campo e visitas monitoradas no Museu de Ciência e Tecnologia


O Museu da Ciência e Tecnologia da Estação Cabo Branco, Ciência, Cultura e Artes, recém inaugurado, disponibiliza de aulas de campo e visitas monitoradas para estudantes das redes municipal, estadual e privada, e para o público em geral.

Aulas de campo são atividades pedagógicas destinadas aos estudantes do sistema de ensino público e privado, e consiste em visitas mais elaboradas, conduzidas por monitores, a partir das exposições em cartaz, e dos conteúdos educacionais previamente elaborados pelo Setor de Gestão Educacional.

As atividades são divididas em quatro núcleos: exposições e oficinas pedagógicas; laboratório de astronomia; laboratório de robótica e caminho do conhecimento. Para participar das aulas de campo as instituições de ensino devem trazer ofício devidamente preenchido endereçado ao diretor geral da Estação Cabo Branco, professor Fernando Abath Cananéa, solicitando a aula e especificando o número de pessoas (máximo de 60 incluindo coordenadores e professores) e o objetivo pedagógico da aula, imprimir também o Termo de Compromisso que se encontra disponibilizado no endereço eletrônico da Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP), no link da Estação: http://www.joaopessoa.pb.gov.br/estacaocabobranco/.

O termo deverá vir assinado pelo responsável da instituição. Nele o solicitante vai encontrar todas as regras de conduta necessárias à permanência na Estação, portanto, este constitui em um importante instrumento na informação aos estudantes, professores e coordenadores sobre as regras de conduta durante a permanência na casa.

As atividades de aula de campo agendadas são realizadas de terça a sexta-feira, as 9h30, 14h00 e 19h00. Nos finais de semana e feriados não é realizado nenhum agendamento.

Conforme dito anteriormente o grupo deve ter no máximo 60 pessoas, incluindo educadores e coordenadores, uma forma de preservar a qualidade das aulas de campo ou da visita monitorada.

A chefe do Setor de Gestão Educacional, Cássia Freitas, explicou que a Estação Cabo Branco, por ser uma unidade descentralizada da Secretaria de Educação, tem a missão de difundir e popularizar a ciência, a cultura e as artes para a inclusão social e, portanto, tem a responsabilidade de coordenar tanto o processo de aula de campo com visitas monitoradas. “Propondo alternativas para confirmá-la como ação efetivamente educativa e inclusiva como outras atribuições que contemplem a ampliação e afirmação da Estação Cabo Branco como um veio perene de educação na interface da Ciência e das Artes”, acrescentou.

As Visitas Monitoradas, por sua vez, não precisam de agendamento prévio e as apresentações são de 30 minutos. A participação é gratuita e aberta ao público, e acontecem sempre sábados e domingos.

As oficinas artísticas e pedagógicas oferecem ao educador e estudantes a oportunidade de conhecer detalhadamente o conteúdo das exposições e de vivenciar uma oficina contextualizada. As oficinas obedecem a uma escala. O tempo de percurso na Torre Mirante é de uma hora.

Caso o visitante tenha interesse pelo Laboratório de Astronomia o grupo agendado para esta modalidade terá aula no espaço físico do próprio laboratório, que inclui projeções, planetário, observações com telescópios, visualizações e manuseio de objetos que dizem respeito ao tema que pode ser pautada em temática específica solicitada pelo educador ou as temáticas específicas propostas pela Estação Cabo Branco. O tempo de permanência no laboratório é de duas horas mais uma oficina artística e pedagógica.

O astrônomo da Estação Cabo Branco, Marcos Jerônimo, comentou que o laboratório vem preencher uma lacuna de 35 anos deixada com o fechamento em 1975 do Observatório Astronômico da Paraíba (OAPB), quando a observação com o telescópio foi interrompida. “Ele é muito importante no que diz respeito ao ensino da astronomia para as escolas públicas e privadas, uma vez que a astronomia faz parte dos currículos escolares, como também para o fortalecimento do conhecimento dos professores nesta área”, explicou Marcos Jerônimo.

Outro espaço que também pode ser visitado e agendado pelas escolas e instituições educativas é o Laboratório de Robótica. Nele, o grupo agendado, trabalhará temáticas educativas utilizando a Robótica como mediação, através da criação de projetos, construção de protótipos e programação computacional, de maneira disciplinar, desenvolvendo competências e habilidades educacionais, a exemplo da criatividade, o senso de responsabilidade, raciocínio lógico e matemático, percepção visual, coordenação motora, capacidade de concentração, consciência crítica e trabalho em equipe.

O responsável pelo laboratório de robótica, Fagner Barbosa Ribeiro, disse que a experiência com o laboratório tem sido enriquecedora para os educadores e estudantes, pois tem feito com que o estudante transporte algo de sua vivência para o ambiente de aprendizagem, servindo para promover a inclusão social e desenvolvimento cultural, pessoal e intelectual dos mesmos.

No Caminho do Conhecimento os alunos vivenciam de forma lúdica e contextualizada os princípios da física clássica, química e ciência em geral utilizando os doze experimentos instalados na área externa do complexo. Ele tem a função de interagir com o visitante ao mesMo tempo propiciar aulas de campo.

A gestora educacional da Estação Cabo Branco, Cássia Freitas, acrescentou que o setor fez uma reestruturação nos procedimentos e ampliação das temáticas com algumas estratégias educacionais, a exemplo da divisão dos núcleos para as aulas de campo, no sentido de atender a grande demanda das escolas agendadas. “Com isso damos a oportunidade para que todos disponham de um melhor aproveitamento nas aulas de campo, com os conteúdos permanentes e rotativos existentes na Casa, de forma ampliada”, disse.

Um dos objetivos do Caminho do Conhecimento é fazer com que tanto o visitante, quanto os estudantes possam aprender de forma prazerosa e divertida. As visitas serão supervisionadas por monitores universitários capacitados para conduzir os visitantes.

O secretario adjunto de Ciência e Tecnologia da Prefeitura Municipal de João Pessoa, Rubens Freire, completou que os experimentos são de baixo custo e de baixo custo de manutenção também, que são coisas importantes para se contabilizar em um projeto desta natureza. “Ele é dinâmico, pois os experimentos podem ser renováveis de três a quatro anos, comparados com outros que vemos por ai”, explicou Rubens Freire que também é presidente do Conselho Técnico e Científico da Estação Cabo Branco, Ciência, Cultura e Artes.

terça-feira, agosto 31, 2010

Estação Cabo Branco abre duas novas exposições


Duas novas exposições serão abertas nesta quinta-feira (2 de setembro) a visitação pública no segundo pavimento da Torre Mirante da Estação Cabo Branco, Ciência, Cultura e Artes. Trata-se das mostras individuais do artista plástico paraibano Francc Neto (Gesto Primordial) e da artista plástica mineira Irene Barros (Colagens).

Francc Neto inaugura sua exposição Gesto Primordial, composta por 34 obras entre pinturas, relevos e plotagens que revelam uma lógica próxima da experiência vital de uma vivência ritualista que pensa a vida como transformação permanente e que busca este movimento numa experimentação constante com a matéria.

As obras são confeccionadas em madeira e em “Medium Density Fiberboard”, um material derivado da madeira que é internacionalmente conhecido por MDF. Em português, a designação correta é placa de fibra de madeira de média densidade. Além de tinta piso e fogo que desmaterializa e desrealiza a matéria.

O nome da exposição surgiu da própria composição material das peças. “Todo esse material realiza e gera um novo elemento, um gesto primordial”, explicou Francc Neto. As obras variam de tamanho, entre 1,10 por 1, 60 centímetros. As pinturas medem de 1,60 a 2,20 centímetros e as esculturas entre 1,80 a 0,30 centímetros.

Gesto Primordial possui um caráter de investigação em dois sentidos. Um deles pela pesquisa das formas, suporte e material como uma forte carga de experimentação. O outro pela capacidade de reflexão e por estabelecer relações maiores com o universo da arte.

Para Francc Neto, a exposição advém dessa articulação que não passa apenas pela razão e pela emoção, mas pelo próprio corpo, para que seja possível a presença do fogo como energia universal, irradiante, intensa, trazendo em si o Germe da contradição: princípio de vida e de morte. É o efêmero dando lição de eternidade. O fogo que, segundo ele, desmaterializa e desrealiza a matéria, também, integra, realiza e gera um novo elemento, um ser atemporal.

Francc Neto nasceu no município de Catolé do Rocha (PB), em 1960. Graduado e especialista em Filosofia pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (USP). Iniciou na carreira artística no final da década de 1970, como desenhista e pintor. Em 1984, começou a discutir a linguagem do suporte, rompendo com o plano e evidenciando o volume. No período de 1994 a 2002 lecionou escultura e filosofia da arte na Faculdade de Artes Dulcina de Moraes, em Brasília (DF).

Na década de 90 realizou mostras individuais no Novotel em Natal (RN), no Conjunto Cultura da Caixa (Brasília), no Unimóveis DECOR 1997, como designer de mobiliário em madeira ecologicamente correta, também em Brasília.

Participou de várias exposições coletivas. Entre elas o 1º Salão de Artes Plásticas do CEGRAF (Brasília), II Concurso de Escultura em Sucata (Brasília); XI e XII Salão Municipal de Artes Plásticas (João Pessoa), na Mostra 11 Artistas Brasileiros, no Zarinha Centro de Cultura, em João Pessoa (PB), na IX Bienal do Recôncavo, em São Félix (Bahia). A última individual, em 2008, "PORAN", no Casarão 34, João Pessoa.

Recebeu a Menção Honrosa no ano de 2003, no Salão Municipal de Artes Plásticas, em João Pessoa. Suas obras estão expostas em coleções públicas no Museu Vivo da Memória Candanga (Brasília/DF), no Museu da Limpeza Urbana (Brasília/DF) e Fundação Cultural de João Pessoa (PB).

A segunda mostra individual aberta neste mesmo dia é da artista plástica mineira Irene Barros (tela ao lado), intitulada Colagens. No local o visitante vai encontrar 23 telas em tamanhos que variam de 80 por 1 metro e consiste no reaproveitamento de materiais (papeis, imagens, etc) que se transformam em surpreendentes novas obras de arte.

Irene Barros é natural Juiz de Fora (MG). Ela é formada em artes plásticas pela Escola Belas Artes Antônio Parreiras e Instituto de Artes e Design da Universidade Federal de Juiz de Fora (MG). Professora de educação artística desde 1992 atuou em vários projetos artísticos em Minas Gerais. Participou de vários salões de artes entre eles do Salão de Artes Plásticas de Juiz de Fora e Rio de Janeiro em que recebeu menção honrosa e medalhas pelo desenvolvimento e repercussão de seus trabalhos artísticos.

A artista produziu e fez parte de mostras coletivas e individuais. Sua última exposição individual (Real e Imaginário) aconteceu em 2009, em João Pessoa (PB), no Centro Cultual Zarinha. Irene Barros trabalha com a técnica de óleo sobre tela e pastel, mas também é escultora com trabalhos premiados. No ano de 2003, assumiu a presidência da Associação de Belas Artes Antônio Parreiras, fundada em 1934, sendo a primeira mulher a exercer o cargo.

A divisão de programa e atividades da Estação Cabo Branco comunica ao público que as duas mostras são abertas ao público, sendo que a exposição Colagens de Irene Barros ficará no local até o dia 26 de setembro e Gesto Primordial do artista Francc Neto permanecerá exposta para a visitação pública até o dia 29 de setembro.

SERVIÇO:
Exposições individuais: GESTO PRIMORDIAL (FRANCC NETO) E COLAGENS (IRENE BARROS)
Abertura: 2 de setembro (quinta-feira)
Horas: 19h00
Local: Segundo Pavimento da Torre Mirante da Estação Cabo Branco, Ciência, Cultura e Artes – Altiplano.
Entrada gratuita

sexta-feira, julho 23, 2010

DIA DOS PAIS é na Estação Cabo Branco com a Orquestra de Violões da Paraíba


Uma excelente opção de lazer para o dia dos pais é o concerto da Orquestra de Violões da Paraíba (OVPB) neste domingo (8), às 17h00, no auditório da Estação Cabo Branco, Ciência, Cultura e Artes (ECARTES), localizada na Avenida João Cirillo da Silva, s/n, Altiplano. A entrada é aberta ao público.

No concerto deste sábado eles apresentam doze composições, com frevos, marchinhas, forró, baião, valsa e chorinho de compositores brasileiros e nordestinos. Entre elas estão incluídas as canções: Marcará II, uma composição de Erivan Araújo, No Forró do Zé Doidiça (Rogério Borges), Ponteio (Edu Lobo e Capinam), Melodia Sentimental (Heitor Villa Lobos), Eu, Tu e Ele (José Ilton Nunes), Carinhoso (Pixinguinha), Pedacinho do Céu (Waldir Azevedo), Frevo dos Oito Erros (Cyran Costa), Valsa Sem Nome (Baden Powel), Feira de Mangaio (Sivuca e Glorinha Gadelha) e outras. Os arranjos das canções foram construídos pelos musicistas Rogério Borges, Gladson Carvalho, Cyran Costa e Marcelo Fernandes.

Regida atualmente pela maestrina Carla Santos e Cyran Costa, a orquestra foi criada em maio de 1922, pelo maestro Gladson Carvalho. Passou alguns anos sem realizar apresentações, mas, no ano de 1997 retornou as atividades sob o comando da professora Carla Santos. A grande reestréia aconteceu em novembro de 2007 superlotando as casas de espetáculo por onde passaram.
Com cinco CD´s lançados (1993, 1994, 1996, 1997, 2008) a Orquestra de Violões da Paraíba vem encantando o público nas apresentações. Hoje ela é composta por 14 integrantes fixos distribuídos em quatro naipes de violões e sete músicos convidados que fazem a voz, percussão, baixo, acordeon, flauta e bateria.

No ano de 2008, em parceria com a Rádio Tabajara FM (105,5), produziram o programa “Canto das Cordas”, em que interpretavam obras de vários compositores nacionais e internacionais.

REGENTES:

CARLA SANTOS - Regente titular – Doutora em Música e Educação Musical pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Mestre em Educação Musical pela Campbellsvile University. Atuou como professora substituta do Departamento de Educação Musical da Universidade Federal da Paraíba. Professora do Instituto Estadual de Música Waldemar de Almeida, em Natal (RN), e Escola de Música Anthenor Navarro em João Pessoa (PB). Foi regente do Coral Infantil do Estado da Paraíba. Diretora e idealizadora do Projeto “Musicalizar é Viver”. Estudou regência com os professores Carlyne Waiss, Emílio César de Carvalho e Dr. Robert Gaddis (USA). Integrou a Orquestra de Violões da Paraíba durante seis anos, desde sua criação, com a qual gravou dois cds. Foi integrante do Quarteto de Violões da Paraíba.

CYRAN COSTA - Regente Assistente - Mestre em música pela Universidade de Campinas (UNICAMP). Bacharel em violão pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), pesquisador na área de educação musical e musicologia histórica. Atuou como professor substituto no Bacharelado e Curso Técnico da Escola de Música da UFRN e participou, em 2006, da organização do XV Encontro Anual da ABEM (Associação Brasileira de Educação Musical). Lecionou no Curso Técnico em Música do antigo CEFET/PB e na Escola de Música Antenor Navarro (EMAN), onde desenvolve trabalho (regente assistente) com a orquestra de violões criada nesta escola. Realiza concertos de música flamenca, além de compor trilhas sonoras para peças teatrais e cinema. Foi integrante da Orquestra de Violões da Paraíba. Foi integrante do quarteto de violões da Paraíba.

ROGÉRIO BORGES – Diretor Musical - Bacharel em Trompete pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Mestre em Música pela Campbellsville University, no campus de Recife (PE). Estudou composição com os professores José Alberto Kaplan, Eli-Eri Moura, José Orlando e arranjo com Ian Guest e Adail Fernandes. Como compositor, escreveu várias peças para orquestra sinfônica, quinteto de metais, quarteto de trombones, bandas de música, e demais formações, tendo diversas de suas obras sinfônicas executadas por orquestras nordestinas, como a Orquestra Sinfônica da Paraíba, a Orquestra Sinfônica do Rio Grande do Norte, Orquestra Sinfônica Jovem da Paraíba, Orquestra Infanto-Juvenil da Universidade Federal da Paraíba e Orquestra de Violões da Paraíba. Escreveu arranjos para os Concertos da Orquestra Sinfônica da Paraíba com os cantores: Ângela Rô Ro, Fafá de Belém, Arnaldo Antunes, Genival Lacerda, Flavio José, Alcione e grupo Detonautas. Diversas de suas obras camerísticas foram gravadas por grupos como o Quinteto Brassil, Quarteto de Trombones da Paraíba, Camerata Brasílica, Orquestra Arte Mulher, Orquestra de Violões da Paraíba entre e outros. Professor substituto do IFPB, Regente Assistente da Banda Municipal 5 de Agosto da cidade de João Pessoa, Regente, Diretor e Arranjador da Orquestra Parahyba Pop e Professor de Trompete da Escola de Música Antenor Navarro do Estado da Paraíba.

SERVIÇO: ORQUESTRA DE VIOLÕES DA PARAÍBA
Domingo (8)
Hora: 17h00
Local: Auditório da Estação Cabo Branco, Ciência, Cultura e Arte – Av. João Cirilo Silva, s/n, Altiplano Cabo Branco.
Entrada: Gratuita
Informações: 3214.8303/8270
Email: ecbartes@joaopessoa.pb.gov.br

Duo Musical com Castañeda e Vítor Diniz


O flautista paraibano Vítor Diniz e o violonista peruano Jorge Castañeda apresentam neste sábado (7), 17h00, o concerto musical Duo SurReal, no auditório da Estação Cabo Branco, Ciência, Cultura e Artes (ECARTES), localizada na Avenida João Cirillo da Silva, s/n, Altiplano. A entrada é aberta ao público.

No programa estão previstas a apresentação de músicas de autoria de Jonhann Sebastian Bach (Sonata em mi menor para Flauta e Violão, Andante e Allegro), Luigi Legnani (Duetto Concertante: Allegro maestoso, Tema con variazioni e Allegro scherzoso), Astor Piazzolla (História do Tango: Café 1930 e Nightclub 1960), Odair Assad (Círculo Mágico: Ramon Otero, Odiame), Chabuca Granda (La flor de la canela), Ernesto Cavour (Estas triste Negra e Los Alaracos).

Vítor Diniz e Jorge Castañeda se conheceram no verão de 2006 quando começaram unir os talentos e experiências musicais e criaram o “Duo SurReal”. O Duo dedica especial atenção a música latino-americana, aliada a precisão erudita adquirida nas universidades alemães, onde se formaram. A dupla já se apresentou em vários países e foram premiados em concursos nacionais e internacionais. Participaram o XXIV Festival Internacional de Violão de Rotenburg (Alemanha), realizaram tournée pela Polônia e foram selecionados pela Fundação Yehudi-Menuhin LMN (Alemanha).

Jorge Castañeda – É natural de Tacna (Peru) em 1979. Começou a estudar violão clássico com o professor Carlos Aguilera Bueno e posteriormente na “Escola Superior de Belas Artes Francisco Laso” em sua cidade natal. No período de 1998 a 2003 foi contemplado com uma bolsa de estudos do governo polonês, possibilitando o seu estudo na universidade de música “Akademia Muzyczna im. Kiejstuta i Grażyny Bacewiczów” em Lódz e na “Akademia Muzyczna im. Fryderyka Chopina” em Varsóvia na Polônia com o Prof. Marcin Zalewski.

Nos anos de 2005 a 2008 foi bolsista do Deutscher Akademischer Austausch Dienst (DAAD), Alemanha, estudando na “Staatliche Hochschule für Musik und Darstellende Kunst”, em Stuttgart, com o professor Johannes Monno, onde concluiu o Solistenklasse (Curso de Solista) com a menção Summa cum Laude.

Assistiu a masterclasses de, entre outros: Sérgio e Odair Assad, Anatolij Shpakov, Aber Carlevaro, Thomas Müller-Pering, David Tannembaum, David Russel, Olaf van Gonissen, Ivo Kaltchev, Carlo Marchione, Jakub Niedoborek e Pavel Stedl. Tocou em recitais de violão clássico no Peru, Chile, Líbano, na Polônia, Holanda, Alemanha, Ucrânia e Bielorusia. Apresentou-se como solista com a Orquestra Sinfônica Sudetiana, com a Filharmonia wietokrzyska na Polônia e com a Orquesta Sinfónica Nacional de Perú.

Castañeda foi premiado em concursos de violão clássico como também concursos folclóricos. Gravou para diferentes emissoras de Rádio e televisão no Peru e na Polônia. Recentemente foi nomeado ao prestigioso prêmio “Orgulho Peruano 2008”. Desde o ano 2006 é bolsista da fundação Yehudi Menuhin - Live Music Now em Stuttgart, Alemanha.

Vítor Diniz Barbosa - O flautista paraibano nascido em 1984. Iniciou seus estudos de música com a professora Luceni Caetano e com o professor Gustavo de Paco no curso de extensão do Departamento de Música da Universidade Federal da Paraíba (Demús/UFPB). Aos 17 anos viajou para a Alemanha, inicialmente para um intercâmbio cultural, ao fim do qual, prosseguiu como aluno do curso superior de música, tendo a oportunidade de estudar com alguns dos mais prestigiados professores europeus. Vítor iniciou seu curso com a professora Angela Firkins, na Musikhochschule Lübeck. Após seu Vordiplom entrou para a classe do professor Jean-Claude Gérard, recebendo o seu diploma da Hochschule für Musik Stuttgart. E por fim passou a estudar com a Prof.ª Renate Greiss, obtendo em 2009 o título de Master of Music da Hochschule für Musik Karlsruhe.

Como solista Vítor tocou frente a Orquestra Sinfônica Brasileira, sob direção do maestro Roberto Minczuk, o Concerto para Flauta em sol maior KV 313 de W. A. Mozart, por ocasião do Concurso Nelson Freire Jovens Talentos 2010, onde foi premiado.

Em 2007 recebeu o 2º Prêmio especial de melhor interpretação escrita especialmente para o Concurso Internacional Flute Meeting, em Volos, na Grécia. Neste mesmo ano, foi convidado a tocar o 'Quinteto em Forma de Choro' de Villa-Lobos ao lado do professor Ingo Goritzki, no '40. Sommersprossen Festival' em Rottweil. Apresentou nas quatro últimas edições do Festival. Participou também do Aberdeen International Youth Festival (Escócia), do Festival de Musique Universitaire em Belfort (França), do Internationale Sommerkonzerten der Rotenburger Gitarrenwoche (Alemanha), da Ensemble Modern International Akademie em Schwaz (Áustria) e do Festival Internacional de Campos Jordão.

Desde jovem, acumula experiência orquestral, se apresentado na Argentina, EUA e Portugal, sob regência de Norma Romano, de Osman Gioia e Carlos Anísio. Recentemente foi convidado pela Stuttgarter Philharmoniker, a Lüneburger Sinfoniker, a Kammerorchester Pforzheim, a Städtisches Orchester Pforzheim, a Gustav Mahler Orchesterakademie e a Camerata Europeana, tocando sob a batuta de maestros como Sir Roger Norrington, Zsolt Nagy, Gustav Kuhn e Radoslaw Szulc.

Vítor foi bolsista da Fundação Vitae (Brasil) e do Rotary Club Bad Oldesloe (Alemanha). Atualmente é bolsista da Fundação Yehudi Menuhin – Live Music Now, com a qual realiza concertos na Alemanha.

Em diferentes oportunidades apresentou músicas trabalhadas com os próprios compositores como György Kurtág, Ernst Mahle, Daniel Schnyder e Younghi Pagh-Paan. Cursos com Davide Formisano, Barthold Kuijken, Sir James Galway, Benoît Fromanger, Paul Maisen, Michael Faust, Alain Marion e Robert Dick completam sua formação.

Além da extensa carreira artística, Vítor vem sendo cada vez mais requisitado também como pedagogo. Ele ministrou cursos de flauta em diferentes universidade federais brasileiras, foi monitor de flauta da Hochschule für Musik Karlsruhe e atualmente leciona no Pädagogium em Baden-Baden e na Kunst- und Musikschule em Karlsbad (Alemanha) com alunos premiados em diversos concursos.

SERVIÇO: Duo SurReal – Vítor Diniz e Jorge Castañeda
Sábado (7)
Hora: 17h00
Local: Auditório da Estação Cabo Branco, Ciência, Cultura e Artes - Avenida João Cirillo da Silva, s/n, Altiplano.
Entrada: Gratuita
Informações: 3214.8303/8270
Email: ecbartes@joaopessoa.pb.gov.br

sábado, junho 26, 2010

ESTAÇÃO CABO BRANCO inaugura primeira etapa do MUSEU DA CIÊNCIA


No mesmo dia em que comemora dois anos de atividade a Estação Cabo Branco, Ciência, Cultura e Artes (ECARTES), órgão vinculado a Secretaria de Educação da Prefeitura Municipal de João Pessoa (SEDEC/PMJP) inaugura o Caminho do Conhecimento, a primeira parte do Museu da Ciência.

A inauguração acontecerá neste sábado (3 de julho), às 16h30, com solenidade oficial e uma série de atividades culturais que irão comemorar o segundo ano de atividades sociais, culturais e educacionais da Estação Cabo Branco que se encontra localizada na avenida João Cirillo da Silva, Altiplano.

A primeira etapa do Caminho do Conhecimento está localizada parte externa do complexo. O Caminho possui 900 metros, com doze experimentos científicos (veja detalhes abaixo) que tem a função de interagir com o visitante e ao mesmo tempo propiciar aulas de campo sobre matemática, física, biologia, química e ciência em geral para estudante e professores das escolas públicas e particulares.

O diretor geral da Estação Cabo Branco, o professor Fernando Abath, disse que com essa etapa do museu concluída será dada continuidade a produção de mais treze outros experimentos que serão instalados no primeiro andar da Torre onde o Museu continua.

Todos os recursos para implantação desta primeira etapa do Caminho do Conhecimento são próprios, e até o final de junho deste ano estará sendo encaminhado a Secretaria Municipal de Planejamento um memorial descritivo para a implantação de mais dezoito novos experimentos, com recursos do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT). “Quando da conclusão, até dezembro de 2010, desse processo teremos instalados, no primeiro andar da Torre, 31 experimentos científicos, o que irá concluir a última etapa de instalação do Museu de Ciência”, acrescentou Abath.

Um dos objetivos do Caminho do Conhecimento é fazer com que tanto o visitante, quanto os estudantes possam aprender de forma prazerosa e divertida. As visitas serão supervisionadas por monitores universitários capacitados para conduzir os visitantes.

O secretario adjunto de Ciência e Tecnologia da Prefeitura Municipal de João Pessoa, Rubens Freire, disse que os experimentos são de baixo custo e de baixo custo de manutenção também, que são coisas importantes para se contabilizar em um projeto desta natureza. “Ele é dinâmico, pois os experimentos podem ser renováveis de três a quatro anos, comparados com outros que vemos por ai”, explicou Rubens Freire que também é presidente do Conselho Técnico e Científico da Estação Cabo Branco, Ciência, Cultura e Artes.

O primeiro experimento do Caminho são os Políedros de Platão, composto por cinco peças sólidas, formado por um tetraedro, um hexaedro, um octaedro, um dodecaedro e um icosaedro, medindo todos 1,5 centímetros. As peças foram confeccionadas em fibra de vidro estruturada e resina pigmentada. “Na natureza esses objetos surgem nos cristais. Platão percebeu isso há muito tempo atrás e percebeu também que tudo que existe na natureza é constituído por água, terra, fogo, ar e movimento”, explicou Freire que ajudou na concepção e criação dos experimentos.

A depender da dinâmica da aula de campo os professores e monitores explicam e ao mesmo contemplam a natureza e o que existe ao redor. O segundo experimento do caminho é a Bicicleta da Corda Bamba construída em aço-carbono com pêndulo de 50 quilos acoplado na parte superior. A bicicleta está suspensa sob um cabo de aço de 10 metros. No local duas plataformas de embarque ou atracadores para o experimento com altura de 1,8 metros do solo e uma proteção lateral de 70 centímetros. Com essa bicicleta é possível o deslocamento do experimentador de um atracador da torre a outro sobre o cabo de aço esticado entre eles. Com isso pode-se demonstrar de forma lúdica as situações de equilíbrio mecânico e centro da massa.

Balanços Acoplados é o terceiro experimento do Caminho do Conhecimento que demonstra a ressonância e a oscilação pendular com freqüência dependente do cumprimento do balanço. O experimento possui 4 balanços acoplados de tamanhos iguais 2 a 2, com estrutura de tubo galvanizado, acentos de polipropileno denso, relevo de rampa para balanços mais curtos em fibra de vidro estruturada e resina pigmentada.

Caminhando mais pouco o visitante vai encontrar o Pêndulo da Coragem um experimento destinado à demonstração da conservação da energia mecânica. O pêndulo tem uma estrutura de aço com proteção lateral e elevação do pêndulo por meio de mecanismo acionado pelo experimento, com esfera de aço inox 304. De lado da estrutura o experimentador coloca o queixo e tem a sensação de que a esfera chegará até o seu rosto, provocando uma sensação de irá bater, sem que isso de fato aconteça.

Mais adiante o visitante vai encontrar o Xadrez Gigante, com peças de xadrez grandes confeccionadas em resina e fibra de vidro estruturada e pigmentada, com bases cônicas e um tabuleiro pintado em piso cimentado. Neste experimento o professor (a) poderá fazer com os alunos a simulação de jogo de xadrez em proporções gigantes para exercitar o raciocínio lógico.

Logo após vem a Esfera de uma Tonelada que demonstra a minimização do atrito com a formação de uma lâmina d´ água entre a superfície de uma esfera e a calota côncava correspondente. A esfera possui 0,6 metros de diâmetro. Na base uma bomba injetora medindo 0,8 metros de diâmetro com carenagem periférica de aço inox.

O Sistema de Roldanas é o sétimo experimento do caminho do conhecimento. O sistema possui três tipos distintos de associações de roldanas, estruturado em tubo galvanizado com guias anelares em polipropileno denso, com limitadores de deslocamento vertical e acentos para o experimentador.

No caminho de volta o visitante vai encontrar também a Ponte Romana. Este experimento é uma verdadeira aula de arquitetura e engenharia juntas. Ele demonstra a distribuição dos blocos encaixados de modo à forma uma superfície côncava ou conexa e as situações de equilíbrio estático. Os blocos são em fibra de vidro estruturada e pigmentada, cuja justaposição dos blocos forma pentagonais e hexagonais que juntos irão compor uma superfície conexa.

A Flauta de Pan é um experimento científico da série que emite o padrão das ondas sonoras absorvidas de acordo com o cumprimento de um tubo de PVC rígido de 75 milímetros de diâmetro e cumprimento com variações de 0,4 metros a 1,4 metros.

Um pouco mais a frente vamos encontrar o Relógio do Sol, um experimento que possui ajuste azimutal para latitude e estações do ano. Foi construído em acrílico e resina de poliéster cristal incolor.

A comunicação demonstrada em forma de ciência também pode ser encontrada no Caminho do Conhecimento através do experimento, Parabólicas Comunicantes, o décimo primeiro experimento da série, que serve para demonstrar a convergência de ondas quando refletidas em uma superfície côncava em resina de poliéster, manta de fibra de vidro. Como um telefone sem fio o experimentador fica de um lado da concha balbucia palavras e o do outro uma segunda pessoa escuta e retorna a mensagem.

O Caminho do Conhecimento chega ao final com o Giroscópio destinado a demonstração da composição tridimensional dos movimentos de rotação. O experimento tem estrutura periférica em tubo cilíndrico de aço inox. A parte móvel externa quadrada possui extremidades chanfradas. O setor móvel interno em formato hexagonal, com apoio de pés com regulagem de altura fixada em tudo também de inox, com encosto almofadado para as costas com cinto de segurança regulável.

Para percorrer o Caminho do Conhecimento é necessário um agendamento prévio monitorado realizado no Setor de Gestão Educacional da Estação Cabo Branco, Ciência, Cultura e Artes de terça a sexta-feira, das 9h00 às 20h00, e nos sábados e domingos das 10h00 às 21h00. Maiores informações pelos telefones: (083) 3214.8270 – 3214.8303 – 8852.5530 ou pelo email: ecbartes@joaopessoa.pb.gov.br

SERVIÇO:
MUSEU DA CIÊNCIA - CAMINHO DO CONHECIMENTO
Inauguração: Dia 3 de julho (Sábado)
Hora: 16h30
Local: Área Externa da Estação Cabo Branco, Ciência, Cultura e Artes – Av. João Cirillo da Silva, s/n - Altiplano Cabo Branco – Cep: 58046-010
Visitação pública: Terça a sexta-feira das 9h às 21h, e nos sábados e domingos das 10h às 21h
Informações: (083) 3214.8270 – 3214.8303 – 8852.5530.
Email: ecbartes@joaopessoa.pb.gov.br

sexta-feira, junho 25, 2010

A arte e a cidade


“A Arte e a Cidade” é o tema da mostra individual itinerante do artista plástico paraibano, escultor e designer, Erickson Britto, que será aberta no primeiro pavimento da Torre Mirante, próximo dia 02 de julho, sexta-feira, às 19h00, na Estação Cabo Branco, Ciência, Cultura e Artes, localizada na Av. João Cirillo da Silva, S/N, Altiplano Cabo Branco. A entrada é gratuita com visitação pública de terça-feira a domingo das 10h às 21 horas.

A mostra tem a curadoria conjunta de Veras Barros e Lúcia França. A exposição reúne 30 obras inéditas do artista entre esculturas, maquetes de obras públicas, objetos e jóias em formas abstratas e geométricas com vocabulário próximo da tradição construtivista brasileira. Uma das peças de destaque é a ‘Saudação ao Sol’, composta de seis totens vermelhos que traz uma referência ao lugar onde o sol nasce primeiro, à natureza humana e sua relação com a divindade.

A obra “Saudação ao Sol” foi a grande vencedora do concurso público “obra pública Jackson Ribeiro”, promovido pela Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP), que será instalada na Av. Beira Rio, na confluência da avenida Rui Carneiro, local denominado Largo das Gameleiras, próximo ao Hotel Tambaú. Erickson Brito disse que tudo isso possui um aspecto subjetivo, pois será uma grande oportunidade, de devolver para João Pessoa, esse olhar inicial da volumetria, por meio dessa obra de arte pública. “É como um ciclo que se fecha em sua trajetória de vida, embora não se encerre ai, pois a busca é continua e as experiências com as formas é um exercício de possibilidades infinitas”, afirmou.

A exposição possui uma linguagem única da obra do artista Erickson Britto que celebra 30 anos de produção. Paralelamente será lançado durante a mostra o site com toda história do artista, desde as jóias, quando iniciou seu aprendizado no experimento das formas e do metal, até a produção contemporânea de objetos, esculturas e obras de grandes dimensões realizadas já este ano.

Erickson Britto é natural de João Pessoa, viveu em Recife (PE) e hoje reside em Fortaleza (CE), onde mantém ateliê. Em sua trajetória artística começou experimentando as formas através da criação de jóias. Mas, ao perceber as facilidades do ouro, fascinante por si mesmo, que invariavelmente toda obra produzida seria denominada de jóia, decide abandonar temporariamente aquele nobre mental, começando a laborar em prata, forçando-se a obter resultados, igualmente nobres, através da superação pelo design. Sua formação profissional é na área de comunicação, mas suas experiências e cursos passam também por outros seguimentos, como projetos gráficos, atividades de responsabilidade social, produção e direção de filmes institucionais, restauração de acervos de jóias, produção e curadoria de exposições. Cursos nas áreas de design, gestão da cultura, administração e preservação de reserva técnica, produção e montagem de exposições, e outros voltados para o aprofundamento da arte contemporânea. Atualmente é assessor de Comunicação do Banco do Nordeste.

Há 32 anos Erickson Britto mudou-se da Capital da Paraíba e levou consigo a observação do traçado da cidade, para a percepção da volumetria e das formas que caracterizam suas construções. As composições geométrica agrupadas, com inclinações e arquiteturas diferentes: o colonial, o barroco das igrejas, edificações dos anos 50 e entre outras. Levou consigo impresso na alma essa percepção que mais tarde trabalhou a tridimensionalidade das formas, experimentou diversos materiais como suporte, criou jóias, objetos, troféus, comendas, móveis e esculturas, viajou, conheceu ateliês na Europa e participou de Salões de Artes.

Conforme ele mesmo descreve, sua experiência de infância potencializou o destino de sua obra e ativou um mecanismo de observação da tridimensionalidade e a percepção da volumetria dos equipamentos urbanos, como, posteriormente, de outras cidades do Brasil e do mundo em que conheceu. “Quando criança, ao observar João Pessoa, a partir de uma vista aérea, ao subir no edifício mais alto da cidade tive uma sensação que me marcou: o traçado da cidade, ruas, casas, praças, edifícios, galpões, ginásios, placas sinalizadoras e fábricas formavam desenhos em blocos compactos com seus telhados de diversas águas. “Eu sempre tenho a sensação, no momento da criação, que todo projeto executado é sempre um protótipo de algo maior, para um espaço mais democrático, para o público que circula nas cidades”, disse.


O presidente da comissão julgadora do concurso Jackson Ribeiro, o escritor, artista plástico e dramaturgo W.J Solha, que também assina o catálogo de Erickon Brito afirmam que projeto Saudação ao Sol, empolgou de imediato a todos da comissão. São seis totens intensamente vermelhos, maciços e densos-evidentemente projetados para encararem o sol onde ele nasce primeiro nas Américas (João Pessoa) e que encheram olhos e a imaginação de todos, pela força de sua presença, além da clara mensagem de veneração à vida. “O coletivo sem especificação de cor, sexo, raça, representado por seis e não apenas um totem, o ambiente e o sol incorporados ao seu conceito. Impossível chegar mais perto da essência do que somos e do que precisamos: a vida e a luz. Impressionou a capacidade de dizer tanto com tão pouco. Tivemos, naquele momento, a certeza de que acabava de surgir um novo poeta da forma”, comentou Solha.

Da Jóia para a escultura - Aos poucos e como uma necessidade maior de expressão, os corpos que abrigavam jóias transformam-se em espaços públicos, e a jóia toma definitivamente a sua forma escultórica. Nascem as primeiras esculturas sob forma de pequenos troféus em prata, aço e outros materiais, que evoluem em suas formas e dimensões e invadem espaços, ambientes e cidades. “O resumo da obra desse artista pode ser conferido em ‘A Arte e a Cidade”, na Estação Cabo Branco até o próximo dia 01 de agosto.


SERVIÇO:
EXPOSIÇÃO: A ARTE E A CIDADE
Artista Plástico: Erickson Brito
Abertura: dia 2 de Julho (Sexta-Feira)
Hora: 19h00
Local: Segundo pavimento da Torre Mirante – Estação Cabo Branco, Ciência, Cultura e Artes – Altiplano Cabo Branco
Visitação pública: Terça a sexta-feira das 9h às 21h, e nos sábados e domingos das 10h às 21h
Até 6 de agosto

quinta-feira, junho 17, 2010

Projeto Arraiá da Estação


Quadrilha CANGACEIROS DO SERTÃO se apresenta no ARRAIÁ DA ESTAÇÃO neste sábado

O projeto Arraiá da Estação apresenta duas novas atrações neste sábado (19). Trata-se da apresentação da Quadrilha Cangaceiros do Sertão, a partir das 16h00, no anfiteatro da Estação Cabo Branco, Ciência, Cultura e Artes (ECARTES), localizada na Avenida João Cirillo da Silva, s/n, Altiplano Cabo Branco. A entrada é aberta ao público.

Cangaceiros do Sertão surgiu no Bairro dos Estados, bairro de classe média alta da cidade de João Pessoa, com o propósito de resgatar adolescentes da periferia da situação de risco social em que se encontram. Nestes 16 anos de existência participou de vários eventos e fez muitas apresentações pelo Nordeste. O grupo recebeu vários prêmios, a exemplo de Melhor Quadrilha Junina em Natal (RN), Melhor Quadrilha, da série D, do Festival de Quadrilha Junina de Pernambucano e no Pará como Melhor Grupo Folclórico.

Atualmente é presidida pelo quadrilheiro Ginaldo José da Silva e possui 40 integrantes. Neste ano eles se apresentam no Festival de Quadrilhas promovido pela Fundação Cultural de João Pessoa (FUNJOPE) e Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP) com o tema “Casamento em São João é tradição! Vamos dançar na Cangaceiros do Sertão”. Nesta apresentação de sábado na Estação eles apresentam um pouco do que vai acontecer no Festival de Quadrilhas no centro histórico da cidade.

A quadrilha Cangaceiro do Sertão vem acompanha do grupo Alegria do Forró que tocará o melhor do forró pé de serra do Nordeste. O grupo é composto por Roseno (zabumba), Naldinho (triângulo) e Francisco Cândido de Souza na sanfona. O grupo está na estrada há 10 anos sempre tocando bastante pelo sertão e em eventos juninos do nordeste.

PROJETO ARRAIÁ DA ESTAÇÃO – O projeto é uma iniciativa da Divisão de Programas e Atividades e Gestão Educacional da Estação Cabo Branco. A primeira edição aconteceu no passado e o sucesso foi tanto que circulou pela Estação Cabo Branco mais de 900 visitantes para assistir a apresentação das quadrilhas. O evento é realizado em seis dias do mês de junho.

O objetivo do projeto é articular iniciativas na área de cultura a fim de garantir a construção da cidadania plena às crianças e jovens do município bem como promover a divulgação da tradição deste grande festejo por meio da inserção da influência brasileira que pode ser percebida nos costumes.

Já passaram pelo Arraiá da Estação a quadrilha junina Sacode a Poeira e o trio Raízes Nordestinas, a quadrilha João Tota e o trio Bota pra Gerar e ainda estão programadas as apresentações das quadrilhas: Flor do Sertão e o grupo Marluce Forrozeira (dia 26), Quadrilha Chã de Cutia e o trio de forró Xamego Quente (dia 27) e para finalizar a quadrilha Tico Show e o Trio de Forró Ritmo Nordestino (dia 29).

SERVIÇO:
PROJETO ARRAIÁ DA ESTAÇÃO
Apresentação da quadrilha CANGACEIROS DO SERTÃO E O GRUPO ALEGRIA DO FORRÓ
Sábado (19)
Hora: 16h00
Local: Anfiteatro da Estação Cabo Branco, Ciência, Cultura e Arte – Av. João Cirilo Silva, s/n, Altiplano Cabo Branco.
Entrada: Gratuita
Informações: 3214.8303/8270
Email: ecbartes@joaopessoa.pb.gov.br

Artes Plásticas


A exposição AMOR e SOLIDARIEDADE é vista por mais de dois mil estudantes da Capital e mais de sete mil turistas

Dois mil setecentos e cinquenta e oito estudantes de escolas públicas e privadas da cidade de João Pessoa já visitaram a exposição individual do artista plástico Abelardo da Hora intitulada “Amor e Solidariedade”, que se encontra aberta a visitação pública nos jardins e segundo pavimento da Estação Cabo Branco, Ciência, Cultura e Artes (ECARTES), localizada na Avenida João Cirillo da Silva, Altiplano Cabo Branco.

No livro de visitas da Estação Cabo Branco está registrada também a presença de 7.033 pessoas, entre turistas e visitantes em geral. A turista, Elizabeth Salviano, do Estado do Pará, disse que é a primeira vez que vem a João Pessoa e está encantada com a exposição. “Pena que muitos brasileiros não tem a oportunidade de deslumbrar tamanha beleza”, acrescentou Elizabeth que veio com a família festejar o São João Pessoa.

A mostra é uma parceria entre o Instituto Abelardo da Hora (IABH) e Estação Ciência, Cultura e Artes que trouxe para João Pessoa 130 obras do artista. Além das esculturas estão expostas desenhos, gravuras, pinturas e salvas de vários momentos dele.

A montagem envolveu uma equipe de aproximadamente 70 pessoas do Instituto Abelardo da Hora (IAH) e servidores da Logística da Estação Cabo Branco, com apoio da Secretaria de Infra Estrutura (SEINFRA). Nesta montagem foram utilizados 2 caminhões Munck´s, uma vez que alguma pessoas pesam cerca de 500 quilos.

As peças estão dispostas em dois lugares da Casa. Na área externa estão as obras maiores e mais pesadas do artista. Na parte interna, instalada no segundo pavimento da Torre Mirante, estão expostas 113 obras entre elas esculturas em concreto e bronze, painéis cerâmicos e esculturas em pequenos formatos, bustos e relevos escultórios.

A curadora da Estação Cabo Branco, a artista plástica, Lúcia França, disse que as obras maiores foram distribuídas nos jardins da Casa sem que houvesse nenhuma agressão ao meio ambiente e ao gramado. No local em que estarão instaladas as obras foram preparadas bases, estilo “cobogramas”, que são ecologicamente corretas para receber essas peças. A exposição ficará no local até o dia o dia 8 de agosto, com visitação pública de terça a sexta-feira, das 9h00 às 21h00 e nos sábados e domingos das 10h00 às 21h00.

SOBRE ABERLARDO DA HORA

Abelardo da Hora nasceu no ano de 1924. É natural de São Lourenço da Mata (PE). Formado pela Escola de Belas Artes do Recife, conviveu com nomes como Vicente do Rêgo Monteiro e Hélio Feijó. Vanguardista, foi um dos fundadores da Sociedade de Arte Moderna do Recife e um dos precursores da arte cinética no país. Mestre de toda uma geração de artistas pernambucanos de renome, partindo de Francisco Brennand até José Cláudio, Corbiniano Lins, Guita Scharifker, Gilvan Samico, Wellington Virgolino, entre outros.

A curadora geral da Estação Cabo Branco, a artista plástica Lúcia França, disse que Abelardo da Hora é um dos poucos escultores expressionistas de vulto em plena atividade no país. Ele foi um dos fundadores do Movimento de Cultura Popular e o mentor da ideia básica anos antes de sua realização, calcando grande parte de sua vida no ensino gratuito de arte aos novos talentos e na integração de todas as artes em uma espécie de universidade aberta.

As obras de Abelardo da Hora, a maioria de estilo estão espalhadas por todo o mundo: China, França, Estados Unidos, Suíça, Rússia, e na antiga Tchecoslováquia. No Brasil integra os acervos do Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro, Museu do Solar do Unhão na Bahia, MASP (Coleção Pietro Maria Bardi), MAC da USP, MAMAM do Recife e em inúmeras coleções particulares. Incontáveis são as exposições - individuais e coletivas - que integrou: todos os países da Europa, Mongólia, Argentina, Canadá e EUA (incluindo individual na Biblioteca do Congresso), entre tantos, já receberam suas obras. Diversas vezes premiado em Salões de Artes Plásticas em todo o país, desde a década de 1950 é Delegado em Pernambuco da Secção Brasileira da Internacional de Artes Plásticas ligada à UNESCO, além de ser um dos fundadores da ABDE em Pernambuco.

Vasta é a referência bibliográfica sobre Abelardo da Hora. Vão desde as maiores enciclopédias do país (a Delta Larrousse e a Barsa) até a trabalhos importantes sobre a arte Brasileira, como o livro Expressionismo no Brasil - Heranças e Afinidades da Fundação Bienal (1985), A Coleção Arte no Brasil da Editora Abril, História Geral da Arte no Brasil, com coordenação de Walter Zanini, dentre muitos catálogos e livros nacionais e internacionais.

SERVIÇO: EXPOSIÇÃO: ABELARDO DA HORA – 60 ANOS DE ARTE
Até o dia 8 de agosto
Local: Estação Cabo Branco, Ciência, Cultura E Artes – Altiplano Cabo Branco
Visitação pública: Terça a sexta-feira das 9h às 21h, e nos sábados e domingos das 10h às 21h

sábado, junho 12, 2010

O Retorno


O bom filho a casa retorna.
Portas abertas
Janelas e frestas gigantes.
Sabe que nem tudo será como antes. Mas que será bom retornar.
O bom filho a casa retorna.
E retornou.
Entornou sua vida no dormente da porta.
E a cara torta dos que lhe censuram coloca no bolso.
O bom filho que retorna é o mais moço
Come o almoço
Como se nunca tivesse saído de lá.
(Poeta desconhecido).

sexta-feira, setembro 25, 2009

Semana Municipal de Ciência e Tecnologia acontece na Estação Cabo Branco, Ciência, Cultura e Artes

O evento este ano tem como
tema “Ciência no Brasil”



A VI Semana Municipal da Ciência e Tecnologia (SMUCIT) acontecerá em João Pessoa, no período de 29 de setembro a 2 de outubro, na Estação Cabo Branco, Ciência, Cultura e Artes, localizada na Avenida João Cirillo Silva, s/n, Altiplano Cabo Branco. O evento, que tem como tema “Ciência no Brasil”, será constituído por apresentação de trabalhos de conclusão de curso das estações digitais e a palestras versando sobre a temática.

A abertura será nesta terça-feira (dia 29 de setembro), a partir das 14h00, no auditório da Estação. A programação do dia conta ainda com a palestra “A Ciência no Brasil”, com o professor Doutor Valdir Bezerra, às 15h30 tem início às apresentações das estações digitais.

Na quarta-feira, dia 30 de setembro, os professores Doutor Zaqueu Ernesto e Carlos Antônio Cabral, ministram palestra “Alternativas Energéticas para a Paraíba” seguida das apresentações das estações digitais. No dia 1 de outubro acontecerá a palestra intitulada “Beleza e Assimetrias no Universo” proferida pelo professor Doutor Dionísio Bazeia. O evento se encerra no dia 2 de outubro com novas apresentações das Estações Digitais e solenidade de entrega dos certificados das estações.

Todas as pessoas podem participar das atividades da Semana Municipal da Ciência e Tecnologia, que está inserida no programa da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia que acontece em várias partes do país no período de 19 a 25 de outubro de 2009. A Semana Nacional existe no Brasil desde 2004 e tem alcançado êxito com uma participação crescente a cada ano de pessoas e instituições de pesquisa e ensino. No ano passado foram realizadas cerca 11.000 atividades em 450 municípios.

O secretário adjunto da Ciência e Tecnologia, Rubens Freire, disse que a semana pode ser um momento de descoberta de talentos e vocações para a ciência. Talentos e vocações que requisitam uma dinâmica depotencialização e esta se inicia na educação formal. Ciência, Tecnologia e Inovação são vistos com um tripé essencial para o desenvolvimento humano. O desenvolvimento científico está intimamente ligado com a educação formal. É na escola, segundo ele, onde aprendemos a fazer ciência.

“A Semana Nacional de C&T é uma oportunidade impar da sociedade, em particular para a juventude em idade escolar, ter alguns momentos de formação para as ciências com efeitos diretos sobre o processo educacional”, acrescentou Rubens Freire.

A SMCT tem o objetivo de mobilizar a população, em especial crianças e jovens, em torno de temas e atividades de Ciência e Tecnologia, valorizando a criatividade, a atitude científica e a inovação. Pretende mostrar também a importância da C&T para a vida dos cidadãos e para o desenvolvimento do país. Ela possibilita, ainda, que a população brasileira conheça e discuta os resultados, a relevância e o impacto das pesquisas científicas e tecnológicas e suas aplicações.


SERVIÇO:
VI SEMANA MUNICIPAL DA CIÊNCIA E TECNOLOGIA (SMUCIT)
Tema: Ciência no Brasil
Período: 29 de setembro a 2 de outubro de 2009
Local: Auditório Estação Cabo Branco, Ciência, Cultura e Artes - Avenida João Cirillo Silva, s/n, Altiplano Cabo Branco.
Entrada aberta ao público.
Fone: 83. 3214. 8303 - 3214.8270 - 8802-3255

Email: fabath-ecartes@joaopessoa.pb.gov.br

Exposições de arte na Estação Cabo Branco


Três grandes exposições de arte permanecem abertas ao público neste final de semana na Estação Cabo Branco Ciência, Cultura e Artes, localizada na Avenida João Cirillo Silva, s/n, Altiplano Cabo Branco. No primeiro andar da torre da Estação cerca de 160 artistas plásticos paraibanos estão expondo suas obras. A mostra surgir da ideia de valorizar os artistas locais. A mostra, intitulada “Coletânea Paraibana” tem como proposta fazer uma viagem no tempo e na história.

A Coletânea Paraibana reúne obras de artistas plásticos de várias gerações, desde Pedro Américo a estudantes do curso de artes visuais da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) com as mais várias técnicas e linguagens plásticas. São xilogravuras, pinturas, serigrafia, cerâmica, escultura, fotografia, arte eletrônica, grafitte, com os mais variados materiais, cores e formas.

A mostra é puro lirismo artístico, que se mostra através da arte, que não representa o mundo, mas o apresenta. “Tornando os artistas elos entre o ser interior e o mundo que o envolve. São sonhos, cores e formas que trazem o universo particular de cada artista”, comentou a curadora da mostra, a artista plástica Lúcia França.

No local o público irá encontra obras de Pedro Américo, Simeão Leal, Gustavo Moura, Cristina Strapação, João Câmara, José Altino, Josenildo Suassuna, Kaka Santa Cruz, Nai Gomes, Regis Cavalcanti, Sérgio Lucena, Shiko, Tamara Sorrentino, Tito Lobo, Unhandeijara Lisboa, W. Solha, Wilson Figueiredo e outros.

Um dos destaques desta mostra é a obra de Pedro Américo, intitulada “Cristo Morto”, e o caderno de desenhos do pintor, que fazem parte do acervo do Museu Pedro Américo, administrado pela Prefeitura Municipal de Areia (PB). No local o público visitante vai encontrar alguns pertences de Pedro Américo, a exemplo da mala pessoal e a caixa de pincéis (pertencente ao MURA – Museu Regional de Areia, administrado pela Paróquia Nossa Senhora da Conceição).

Entre outras obras de importância estão: uma tela de João Câmara (Elegia a Walt Disney), da década de 1970, uma obra de José Lira (Retrato de José Américo), a famosa “Salomé” de Sérgio Lucena e obras de acervo de Arthur Cantalice. Conta ainda com duas telas de Ivan Freitas, intituladas “Ponto de Cem Réis” e “O Pôr do Sol no Jacaré”. Ivan Freitas, falecido em 2004, no Rio de Janeiro, teve suas cinzas jogadas na praia do Poço (litoral norte do Estado da Paraíba) em 2004. E também obras de Simeão Leal, que estão sob a guarda do Iphaep.

As obras ficarão expostas a visitação pública na Estação Cabo Branco até o dia 4 de novembro de 2009 de terça a sexta-feira, das 9h00 às 17h00. Nos finais de semana e feriados, das 10h00 às 18h00.

IMAGEM DA PALAVRA - Também permanece no local até o dia 4 de outubro no segundo andar da torre mirante da Estação Cabo Branco. Parte da obra do artista chega ao público paraibano através de uma seleção de dez das suas preciosas iluminogravuras – obras hoje tão raras quanto originais, ferros de marcar gado, vistos por Ariano como elementos de uma heráldica brasileira e popular e desenhos para ilustração de um romance nunca publicado. A mostra contará ainda com vários audiovisuais compilados por Tiago Martins a partir de três documentários, dirigidos por Marcus Vilar, Cláudio Marzo e Douglas Machado.

Tanto este estudo dos símbolos da chamada “civilização do couro” quanto as iluminogravuras estão ligados ao movimento armorial proposto por Suassuna. Originalmente atribuído ao “conjunto de insígnias, brasões, estandartes e bandeiras de um povo”, a palavra armorial ganhou, através do Mestre Suassuna, um novo significado. Passou a designar criações que buscavam nas tradições populares brasileiras – a literatura de cordel, os poemas dos cantadores, a xilogravura, os estandartes e danças dos folguedos – os elementos para a construção de uma arte erudita essencialmente nacional.

Na concepção das iluminogravuras, Ariano também se inspirou nas tradições medievais. A técnica de iluminura era praticada por monges na Idade Média. Eles costumavam adornar as páginas de manuscritos com motivos florais e geométricos, capitulares rebuscadas e figuras fantásticas, que cobriam as margens do papel, emoldurando o texto. Na versão armorial, Ariano combinou a antiga iluminura com a gravura. As imagens de cavaleiros, cruzes, animais e armas são penetradas pela palavra.

Afinal, foi mesmo de um romance que surgiu o artista gráfico Ariano Suassuna. Na meninice, Ariano teve algum aprendizado de desenho e pintura. Ao iniciar a redação do seu monumental Romance d’a pedra do reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-volta, decidiu ilustrar ele mesmo o livro. Ao contrario das gravuras convencionais, as que compõem o romance têm papel estrutural na história – são assinadas por um dos personagens e citadas no texto.

Mais tarde, em 1980, Ariano aprofundou o processo de fusão entre texto e gravura em uma caixa com dez pranchas: Sonetos com Mote Alheio. Para fazer as matrizes, Ariano combinava os poemas manuscritos a desenhos em nanquim, em papel branco. As cópias eram feitas em uma gráfica, pelo processo off-set. Cada uma das 50 cópias era, então, trabalhada individualmente a mão, colorida a guache, tinta a óleo e aquarela, tornando-se peça única. Em 1985, o processo foi repetido em uma nova caixa de dez pranchas: Sonetos de Albano Cervonegro, apresentados nesta mostra, novamente com 50 exemplares (mais tarde, foram reproduzidos alguns exemplares extras, a pedido de amigos).

Para descrever as imagens, pode-se usar as características que Ariano cita como típicas da pintura armorial: “parentesco com o espírito mágico e poético do romanceiro e das xilogravuras populares do Nordeste; ausência de perspectiva, de profundidade ou relevo, ou então, perspectiva, profundidade e relevo apenas indicados; uso predominante de cores puras, distribuídas em zonas achatadas; desenho tosco e forte, quase sempre contornado, como herança da pintura popular; semelhança com os brasões, bandeiras e estandartes dos espetáculos nordestinos; parentesco com o espírito da cerâmica e da tapeçaria.”

Nas duas coleções, muitos dos títulos dos sonetos aparecem em uma tipografia peculiar. Trata-se do alfabeto Armorial, criado por Ariano a partir dos símbolos utilizadas por famílias nordestinas para marcar o gado. Depois de ler o pioneiro estudo de Gustavo Barroso sobre o tema, Ariano encontrou os registros do antepassado Paulino Vilar sobre os ferros usados pela família. A partir destas notas, estudou os seus significados simbólicos, como eram transmitidos de pai para filho e as alterações que sofriam ao longo do tempo. O resultado da pesquisa foi o livro Ferros do Cariri — Uma heráldica sertaneja (1974) e 25 letras de um alfabeto compostas pelo escritor a partir das formas dos ferros: troncos, cruzes, puxetes, mossas e pés-de-galinha.

O abecedário tem inspirado vários projetos gráficos, especialmente os ligados ao escritor. Nele, mais uma vez, Ariano Suassuna empresta à palavra uma dimensão estética, como disse certa vez ser o seu objetivo: “Unir o texto literário e a imagem num só emblema, para que a Literatura, a Tapeçaria, a Gravura, a Cerâmica e a Escultura falem, todas, através de imagens concretas, firmes e brilhantes, verdadeiras insígnias das coisas.”

Aproximar o grande público da obra gráfica e plástica de Ariano Suassuna é o objetivo maior da mostra A Imagem da Palavra, produzida pela CAMARA – Museologia, com o patrocínio da Companhia Hidroelétrica do São Francisco – CHESF. As obras ficarão expostas a visitação pública na Estação Cabo Branco até o dia 4 de outubro de 2009 de terça a sexta-feira, das 9h00 às 17h00. Nos finais de semana e feriados, das 10h00 às 18h00.

CONTEMPORÂNEOS PARANAENSES - Artistas plásticos do Estado do Paraná também estão expondo seus trabalhos em João Pessoa. Trata-se da exposição “Contemporâneos Paranaenses” que teve abertura oficial terça-feira (15 de setembro), na Estação Cabo Branco, Ciência, Cultura e Artes localizada na avenida João Cirillo Silva, s/n, Altiplano Cabo Branco. A mostra estará aberta a visitação pública até o dia 30 de setembro.

São 28 artistas plásticos paranaenses e ao todo 30 obras de arte das mais variadas técnicas e estilos, acrílica sobre tela, fotografia aplicada sem tecido, foto sem lona, instalações, lâminas de vidro com desenhos com caneta para retro projeção de medida variável e outros. As obras integram o acervo do Atelier de Arte Contemporânea e do Centro de Arte Contemporânea do artista plástico Edílson Viriato. As telas e obras fazem parte da história do Paraná e seus artistas conhecidos nacional e internacionalmente.

A exposição apresenta manifestações estéticas, poéticas e formais que levam o expectador ao mundo particular e criativo de cada artista. As obras associam linguagens, elementos e materiais dos mais diversos.

O artista plástico e curador desta mostra, Edilson Viriato, diz que o olhar faz com que o artista integre os contrastes para a existência ligando a mente e a paixão. “Lirismo ou caos a expressão esta no processo com o amanhã entre as bases do passado e as manifestações dos traços e volumes, evolução dos gestos e manchas”, comentou Viriato, artista com mais de 15 anos de experiência do Atelier que leva o mesmo nome.

SERVIÇO: EXPOSIÇÕES
COLETÂNEA PARAIBANA – até o dia 4 de novembro
IMAGEM DA PALAVRA – até o dia 4 de outubro
CONTEMPORÂNEOS PARANAENSES - até o dia 39 de setembro

Visitação: Terça a sexta-feira, das 9h00 às 17h00. Nos finais de semana e feriados, das 10h00 às 18h00.
Local: Estação Cabo Branco - Avenida João Cirillo Silva, s/n, Altiplano Cabo Branco

Bastidores da Aeronaútica Europeia


São 24 imagens de autoria do
fotógrafo Antonie Gonin


Prossegue até o dia 29 de setembro na Estação Cabo Branco Ciência, Cultura e Artes a exposição “Bastidores da Aeronaútica Européia”, com fotografias de Antonie Gonin. A Estação Cabo Branco está localizada na Avenida João Cirillo Silva, no Altiplano Cabo Branco.

A exposição Bastidores da Aeronaútica Européia faz parte dos eventos alusivos as comemorações do Ano da França no Brasil e é uma parceria entre a Prefeitura Municipal de João Pessoa, Aliança Francesa e Estação Cabo. A mostra contará com 24 fotografias tiradas pelo fotógrafo profissional Antonie Gonin, especialista em fotografias industriais e publicitárias de aviões. A mostra oferece uma visão espetacular da tecnologia desenvolvida pelo grupo European Aeronautic Defence & Space Company (EADS). Antoine Gonin percorreu a Europa para a realização destas fotografias que representam os principais setores de atividades da EADS.

Gonin nasceu no ano de 1951, Gonin se especializou, após os estudos de fotografia, em imagem industrial e publicitária. Por anos a fio ele soube capturar imagens espetaculares, quer se tratasse do maior avião de passageiros do mundo, de supercondutores ou de aviões em túnel de vento. Ele sabia valorizar os aspectos espetaculares da tecnologia, graças a um senso perfeito da composição e a um talento raro para jogar com a iluminação.

A EADS é uma empresa líder mundial em aeronáutica. Foi criada em julho de 2000 pela fusão da Aerospaciale Matra S.A. (França), da Construcciones Aeronáuticas S.A. (Espanha) e da Daimler Chrysler Aerospace AG (Alemanha). A EADS se associou ao desenvolvimento científico e tecnológico das empresas associadas mundialmente, assim como às universidades e laboratórios dos países com os quais o grupo desenvolve uma atividade industrial.

A EADS registrou em 2005 um volume de negócios de 34,2 bilhões de euros e empregou cerca de 113.000 pessoas em todo o mundo. O Grupo EADS inclui a construtora de aviões Airbus, a maior produtora mundial de helicópteros, Eurocopter e o empreendimento conjunto MBDA, líder mundial no setor de mísseis. A EADS é igualmente a sócia majoritária do consórcio Eurofighter, a empreiteira principal do lançador do Ariane, a arquiteta do avião de transporte militar A400M e a maior sócia industrial do sistema de navegação por satélite europeu, Galileu.

Após sua criação, a EADS viveu formidáveis transformações, que permitiram à empresa determinar sua liderança tecnológica nos aviões de transporte civil bem como na indústria espacial e de defesa. Mas isto é meramente uma etapa suplementar para a EADS, na busca incessante de inovações a serviço de seus clientes. A indústria aeroespacial deve investir maciçamente e de forma contínua na pesquisa tecnológica para preparar o futuro. Os produtos se destinam a permanecerem operacionais durante decênios. Em nível mundial, a EADS é a empresa do setor aeronáutico/espacial/de defesa que mais investiu com seus próprios fundos em pesquisa e desenvolvimento: 2,1 bilhões de euros em 2005.

SERVIÇO: BASTIDORES DA AERONÁUTICA EUROPEIA
Período: 11 de setembro até 29 de setembro de 2009
Local: Estação Cabo Branco, Ciência, Cultura e Artes - Avenida João Cirillo Silva, no Altiplano Cabo Branco.
Fone: 83. 3214.8303
Informações: www.eads.com
antoine.gonin@wanadoo.fr

domingo, agosto 16, 2009

Exposição de Ariano Suassuna é aberta na Estação Cabo Branco

“A Imagem da Palavra” é o nome da exposição que o professor, escritor, gestor cultural e artista gráfico Ariano Suassuna abre nesta quarta-feira (19), às 19h00, na Estação Cabo Branco, Ciência, Cultura e Artes localizada na Avenida João Cirillo Silva, s/n, Altiplano Cabo Branco. Logo após a abertura haverá apresentação do Grupo Armorial Motiva, regido pelo músico Roberto Araújo.

Parte da obra do artista chega ao público paraibano através de uma seleção de dez das suas preciosas iluminogravuras – obras hoje tão raras quanto originais, ferros de marcar gado, vistos por Ariano como elementos de uma heráldica brasileira e popular e desenhos para ilustração de um romance nunca publicado. A mostra contará ainda com vários audiovisuais compilados por Tiago Martins a partir de três documentários, dirigidos por Marcus Vilar, Cláudio Marzo e Douglas Machado.

Tanto este estudo dos símbolos da chamada “civilização do couro” quanto as iluminogravuras estão ligados ao movimento armorial proposto por Suassuna. Originalmente atribuído ao “conjunto de insígnias, brasões, estandartes e bandeiras de um povo”, a palavra armorial ganhou, através do Mestre Suassuna, um novo significado. Passou a designar criações que buscavam nas tradições populares brasileiras – a literatura de cordel, os poemas dos cantadores, a xilogravura, os estandartes e danças dos folguedos – os elementos para a construção de uma arte erudita essencialmente nacional.

Na concepção das iluminogravuras, Ariano também se inspirou nas tradições medievais. A técnica de iluminura era praticada por monges na Idade Média. Eles costumavam adornar as páginas de manuscritos com motivos florais e geométricos, capitulares rebuscadas e figuras fantásticas, que cobriam as margens do papel, emoldurando o texto. Na versão armorial, Ariano combinou a antiga iluminura com a gravura. As imagens de cavaleiros, cruzes, animais e armas são penetradas pela palavra.

Afinal, foi mesmo de um romance que surgiu o artista gráfico Ariano Suassuna. Na meninice, Ariano teve algum aprendizado de desenho e pintura. Ao iniciar a redação do seu monumental Romance d’a pedra do reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-volta, decidiu ilustrar ele mesmo o livro.

Ao contrario das gravuras convencionais, as que compõem o romance têm papel estrutural na história – são assinadas por um dos personagens e citadas no texto. Mais tarde, em 1980, Ariano aprofundou o processo de fusão entre texto e gravura em uma caixa com dez pranchas: Sonetos com Mote Alheio. Para fazer as matrizes, Ariano combinava os poemas manuscritos a desenhos em nanquim, em papel branco. As cópias eram feitas em uma gráfica, pelo processo off-set. Cada uma das 50 cópias era, então, trabalhada individualmente a mão, colorida a guache, tinta a óleo e aquarela, tornando-se peça única. Em 1985, o processo foi repetido em uma nova caixa de dez pranchas: Sonetos de Albano Cervonegro, apresentados nesta mostra, novamente com 50 exemplares (mais tarde, foram reproduzidos alguns exemplares extras, a pedido de amigos).

Para descrever as imagens, pode-se usar as características que Ariano cita como típicas da pintura armorial: “parentesco com o espírito mágico e poético do romanceiro e das xilogravuras populares do Nordeste; ausência de perspectiva, de profundidade ou relevo, ou então, perspectiva, profundidade e relevo apenas indicados; uso predominante de cores puras, distribuídas em zonas achatadas; desenho tosco e forte, quase sempre contornado, como herança da pintura popular; semelhança com os brasões, bandeiras e estandartes dos espetáculos nordestinos; parentesco com o espírito da cerâmica e da tapeçaria.”

Nas duas coleções, muitos dos títulos dos sonetos aparecem em uma tipografia peculiar. Trata-se do alfabeto Armorial, criado por Ariano a partir dos símbolos utilizadas por famílias nordestinas para marcar o gado. Depois de ler o pioneiro estudo de Gustavo Barroso sobre o tema, Ariano encontrou os registros do antepassado Paulino Vilar sobre os ferros usados pela família. A partir destas notas, estudou os seus significados simbólicos, como eram transmitidos de pai para filho e as alterações que sofriam ao longo do tempo. O resultado da pesquisa foi o livro Ferros do Cariri — Uma heráldica sertaneja (1974) e 25 letras de um alfabeto compostas pelo escritor a partir das formas dos ferros: troncos, cruzes, puxetes, mossas e pés-de-galinha.

O abecedário tem inspirado vários projetos gráficos, especialmente os ligados ao escritor. Nele, mais uma vez, Ariano Suassuna empresta à palavra uma dimensão estética, como disse certa vez ser o seu objetivo: “Unir o texto literário e a imagem num só emblema, para que a Literatura, a Tapeçaria, a Gravura, a Cerâmica e a Escultura falem, todas, através de imagens concretas, firmes e brilhantes, verdadeiras insígnias das coisas.”

Aproximar o grande público da obra gráfica e plástica de Ariano Suassuna é o objetivo maior da mostra A Imagem da Palavra, produzida pela CAMARA – Museologia, com o patrocínio da Companhia Hidroelétrica do São Francisco – CHESF.

GRUPO ARMORIAL MOTIVA – O grupo Armorial Motiva é um grupo de câmera instrumental que faz parte do Projeto de Música da Escola Motiva e tem como objetivo de pesquisar e valorizar a música nordestina e brasileira, como também promover e incentivar novos talentos musicais na escola. A primeira apresentação do grupo aconteceu no dia 19 de maio de 2007 e desde então vem sendo convidado para apresentações dentro e fora do Estado da Paraíba.

O grupo é conduzido pelo maestro, arranjador e professor Roberto Araújo. A maioria dos integrantes tem idade que varia entre 18 anos a 21 anos. Hoje o Armorial Motiva é formado por: Marcelino Vasconcelos (assistente e violino), Maria Gabriela Rocha (violinoII), Caio Alves Diniz (violoncello), Mateus Vidal Paulino (II Violoncello), Luiz Limeira R. Ribeiro (Flauta transversal), Gabriel Gomes Tizey (II Flauta transversal), Júlio César Souza de Lucena (Acordeon), Nelson Túlio de M. Lima (violão solo), Ernando Tales de M. Lima (violão harmonia), Gabriel José da Rocha Candeia (Cavaquinho), Antonio da Gama Gonçalves (cavaquinho), Alma Desirée Queiroga (Contrabaixo), Roberto Sousa de Lucena (bateria), Daniel Pires Ribeiro (percussão), Letícia Oliveira Batista (percussão), Inaiá Telino de Abreu Machado (percussão e voz).

No repertório desta apresentação estão incluídas as músicas: Romance da Bela Infanta (anônima do séc. XVI); Rabecão (Antúlio Madureira), Aspecto de uma feira (Sagrama), Santa Morena (Música Flamengo), Jacó do Bandolin; Suíte Nordestina (Homenagem à Luiz Gonzaga), Dança do Mergulhão (Domínio Público), Bachianas Brasileira n.05 (Heitor Villa Lobos), Feira de Mangaio (Sivuca - Re-leitura e adaptação Roberto Araújo), Brasileirinho (Waldir Azevedo), Rasga Nordeste (Antonio Nóbrega).

MOVIMENTO ARMORIAL - O movimento cultural Armorial foi oficialmente lançado, em Recife (PE), no dia 18 de outubro de 1970, e idealizado pelo escritor, professor, gestor cultural e artista gráfico Ariano Suassuna. O movimento tinha como objetivo de produzir uma arte erudita brasileira a partir das raízes populares, ou seja, a fusão da criatividade da música popular, na busca de qualidade Erudita.

SERVIÇO:
A IMAGEM DA PALAVRA – ARIANO SUASSUNA
Abertura: 19 de agosto (quarta-feira)
Hora: 19h00
Local: Estação Cabo Branco Ciência, Cultura e Artes - Avenida João Cirillo Silva, s/n, Altiplano Cabo Branco.
Período da Exposição: 19 de Agosto a 04 de Outubro de 2009
Horário de Funcionamento da Estação:
Terça a Sexta - 09 às 17h
Sábados e Domingos - 10h às 18h
Fone: 83. 3214. 8303 - 8802-3255
Email: fabath-ecartes@joaopessoa.pb.gov.br
Imprensa: Adriana Crisanto – 83. 8823. 2233 – 8770.5958
Email: adrianacrisanto@yahoo.com.br

CAMARA - MUSEOLOGIA E AÇÃO CULTURAL
ALUIZIO CÂMARA
Local: 2º Pavimento da Torre
Aluizio Camara
Fone: 81.8648.0108 - 3221.1574
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