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quinta-feira, julho 07, 2022

Trupe Arlequim estreia espetáculo "Por um fio" em Mamanguape e Mari (PB)

    


 

    A turpe Arlerquim apresenta nos dias 10 e 12 de julho o espetáculo "Por um fio", a nova montagem teatral da companhia. As apresentações acontecem no domingo (10), em Mari, na comunidade do Barro/Taumatá, próximo ao ginásio de esporte da cidade, em dois horários 10h e 14h. Em Mamanguape a estreia será terça-feira (12), no Parque e Bica Sertãozinho, nos horários de 9h30 e 14h. Nos dois lugares a entrada é gratuita.

     A Trupe traz à cena a experiência de um circo site-specific, autobiográfico e documental, concebido e performado peloartista cênico Diocélio Barbosa. Depois de ter integrado residências artísticas em países como a França e o Chile, entre os anos de 2000 e 2021, o percurso teve sua etapa final vivenciada no Brasil, por meio de uma série de atividades de pesquisa relacionada aos processos de criação e composição dramatúrgica no circo contemporâneo em diálogo com outras linguagens artísticas. O projeto intitulado Quintal dos Devaneios, residência artística de investigação circense e circulação que compõe uma das atividades desta trilogia investigativa foi contemplado pelo Prêmio FUNARTE de Estímulo ao Circo 2021, além de ser objeto da própria pesquisa de doutorado de Diocélio Barbosa (desenvolvida na UFBA). A iniciativa ainda visa a criação de uma desmontagem cênica e o oferecimento de laboratórios formativos.  

    O projeto cumprirá uma circulação por duas cidades do interior da Paraíba, Mamanguape e Marí, com duas apresentações em cada uma delas. As apresentações ocorrerão em quintais das cidades e serão oferecidas gratuitamente a toda comunidade local. ​A escolha pelas cidades se deu pelo fato de o espetáculo tratar do trajeto autobiográfico e documentário do artista Diocélio Barbosa. Neste sentido, a intenção é de revisitar as raízes dos seus pais. O seu pai nasceu na cidade de Mamanguape e a sua mãe, que também está em cena, nasceu na cidade de Marí.  

    Com a crise pandêmica muitos artistas tiveram que ressignificar as suas formas de atuar e criar as suas obras e/ou experimentações cênicas. Deste modo, esta iniciativa visou desenvolver uma residência artística para a montagem e circulação de uma obra concebida e performada pelo artista Diocélio Barbosa em técnica aérea circense na corda lisa. A residência se desenvolveu por meio da prática de site-specific, em que é eleito um espaço específico não convencional para a criação de uma obra a partir da história desse próprio lugar. O espaço adotado foi o quintal da sua casa, que guarda o cheiro da sua infância. Desse modo, a obra circense teve como matéria-prima as memórias e os documentos pessoais e familiares do pesquisador-performer, aspecto pouco abordado nos processos de criação e composição dramatúrgica no circo contemporâneo.

    A criação da obra se desenvolveu entre janeiro e junho de 2022, e constitui-se em um processo de investigação que contou com a colaboração de artistas multidisciplinares reconhecidos no Brasil e no exterior. As atividades foram desenvolvidas tanto em formato presencial na cidade de João Pessoa, quanto virtual através da plataforma do zoom. O laboratório ainda contou com duas aberturas de processo, as quais foram realizadas no próprio quintal de Diocélio, onde futuramente, pretende realizar uma temporada aberta ao público da capital. 

    A realização da ação é da Trupe Arlequin de Circo Teatro, que ao longo dos seus 14 anos de existência vem oferecendo atividades artísticas e formativas em eventos a nível nacional e internacional. O projeto além de ter proporcionado o aprimoramento técnico e artístico dos Arlequins, oportuniza a Trupe voltar aos espaços cênicos e retornar o contato com o seu público. A Trupe tem a consciência que estas ações não serão relevantes apenas para o Estado da Paraíba, mas sim, para todo o território nacional, contemplando dessa forma o critério de enriquecimento cultural e contribuindo para o fortalecimento da cultura circense e visibilidade das instituições, dos artistas e dos técnicos envolvidos na realização desse projeto.

Sobre a Equipe de Criação:

encenação, dramaturgia e performer DIOCÉLIO BARBOSA

participação especial MARIA DA PENHA BARBOSA

provocação cênica e dramatúrgica JANAINA LEITE 

dramaturgismo e colaboração dramatúrgica MARIA CAROLINA VASCONCELOS OLIVEIRA

interlocução coreográfica ALEXANDRE AMÉRICO

pesquisa de movimento e técnica somática ANA MARQUES

preparação técnica em corda lisa FELIPE NICKNING e ALEXIS AYALA

voz e confecção do figurino MARIA DA PENHA BARBOSA

figurino e paisagem sonora DIOCÉLIO BARBOSA

colaboração técnica JONATHAN SILVA

registro fotográfico e videográfico BRUNO VINELLI

programação visual RONILDO NÓBREGA /

produção ARLEQUINO PRODUÇÕES 

realização TRUPE ARLEQUIN DE CIRCO TEATRO  

projeto de investigação QUINTAL DOS DEVANEIOS - residência artística de investigação circense e circulação

este projeto foi contemplado pelo PRÊMIO FUNARTE DE ESTÍMULO AO CIRCO 2021

patrocínio GOVERNO FEDERAL, Ministério do Turismo, Secretaria Especial de Cultura e Fundação Nacional de Artes

 

SERVIÇO:

POR UM FIO

10/07 - Marí

Local: Comunidade do barro / Taumatá (Próximo ao Ginásio de esportes)

Hora: 10h e 14h

 Entrada gratuita


12/07 - Mamanguape

Local: Parque e Bica do Sertãozinho

Hora: 9h30 e 14h

Entrada gratuita

Foto: Ronildo Nòbrega

Texto de divulgação: Diocélio Barbosa

+ 55 83 98730-8183 (WhatsApp)
+ 55 83 3252-1265 (Fixo)

terça-feira, março 22, 2022

Cátia de França volta a se apresentar em João Pessoa neste sábado (26) no Teatro Paulo Pontes


A cantora paraibana Cátia de França volta a se apresentar em João Pessoa neste sábado (26), 20h, no Teatro Paulo Pontes do Espaço Cultural José Lins do Rego, em Tambauzinho. A entrada é gratuita. O show está inserido na programação do Mês das Mulheres, uma promoção da Funesc. A distribuição de ingressos para o show será no sábado, na bilheteria do tetaro a partir das 14h.

Cátia é uma das mais respeitadas cantoras locais. Aos 75 anos ela continua passando seu carisma por onde chega. Ataulamente mora em São Pedro da Serra, uma região serrana do Rio de Janeiro. Tem seis discos gravados e neste show ela fará uma mistura de cada um deles. 

Nossa guerreira é patrimônio vivo que muito representa a força da mulher nordestina e paraibana. Ela é filha de uma professora negra, Dona Adélia França, que sofreu todo o tipo de preconceito da sociedade. Sempre com bom humor a cantora diz que hoje não tem medo de enfrentar o mundo, mas que em uma determinada época teve sim receio de agressões.

Em 2005, lançou o CD “Cátia de França canta Pedro Osmar”, interpretando músicas de Pedro Osmar. Também lançou os discos ‘Hóspede da natureza’, ‘No bagaço da cana um Brasil adormecido’ (com repertório composto a partir de textos de José Lins do Rego) e ‘Retratando boias-frias’, com acompanhamento da Orquestra Sinfônica Arte Mulher. No ano de 2017, Cátia se apresentou ao lado da Orquestra Sinfônica da Paraíba, no Teatro Pedra do Reino, em João Pessoa. 

Ela também é escritora e publicou cordéis, como ‘A Peleja de Lampião Contra a Fibra Ótica’ e ‘Saga de Zumbi’, editado em oito volumes; e livros de temática infanto-juvenil, como ‘Falando da natureza naturalmente’. Lançou ainda os livros ‘Manual da Sobrevivência’ e ‘Cátia de França: A vida na prosa rimada, a alma livre nos versos” e ainda, “Acredito que o mundo será melhor’.

Simone grava Cátia - E por ainda falar em Cátia de França, a cantora Simone está lançando novo álbum e na playlist está a música "Estilhaços", que França compôs em parceria com Flávio Nascimento. O novo trabalho de Simone, que se chama "Da Gente" conta também canções de vários compositores e cantores nordestinos. A nova produção  sairá pela gravadora Biscoito Fino e tem a direção artística assinada por Zélia Ducan.

Teatro Santa Roza será palco de espetáculos gratuitos da 5ª Mostra Feminina de Artes Cênicas


Dois novos espetáculos serão encenados esta semana, dias 23 e 24 de março, sempre às 20h, no Teatro Santa Roza, localizado na Praça Pedro Américo, em João Pessoa. Na quarta-feira (23), será apresentado “Devaneio” e, na quinta-feira (24), será a vez de “Travessia”. As exibições integram a programação da 5ª Mostra Matriz – Mostra Feminina de Artes Cênicas, que durante o mês de março vem realizando uma série de apresentações teatrais em alusão ao Dia Internacional da Mulher.

Os ingressos para entrada nos espetáculos são gratuitos e podem ser retirados no dia do evento, com até uma hora de antecedência.

A história de “Devaneio” traz lembranças de relatos familiares e foi escrito pela atriz Eulina Barbosa, que também dá vida à personagem Dalva. A peça carrega questionamentos, reflexões e vai despertando no público as relações e as experiências vividas por Dalva, uma mulher sonhadora que reacende a esperança de reencontrar seu amor e devaneia para fugir da realidade que a rodeia, envolta em um tom poético da encenação, que vai encontrando as conexões e simbologias teatrais. A realização do espetáculo é da Braúnas Produções Culturais, que conta com a colaboração do ator e diretor paraibano José Maciel Sobrinho, um dos fundadores da Cia Oxente.

“Travessia” conta a história de um chamado recebido por uma mulher em crise: realizar uma travessia da qual jamais retornará. Sem saber exatamente o que vai encontrar na margem oposta, ela se sente “perdida como uma criança no meio da multidão”, no entanto, ainda se lança ao risco. Quem a incita a este desafio é tão somente ela mesma e sua intuição mais profunda, que a faz adentrar num rio de incertezas e abrir o baú de memórias, a fim de se encontrar com suas culpas, dores, medos e sonhos perdidos no tempo. “Travessia” tem interpretação da atriz Kassandra Brandão e é realizada pelo Grupo Graxa de Teatro, com produção de Cely Farias e Kassandra Brandão.

Ainda sobre a programação, os organizadores da 5ª Mostra Matriz informam que a apresentação que ocorreria na sexta-feira (25), às 18h, na Praça do Povo do Espaço Cultural, foi cancelada. A artista circense Jessica Guadalupe, que interpreta a palhaça Trovoada, encontra-se com problemas de saúde e, por este motivo, sua apresentação será adiada para uma nova data, a ser publicada posteriormente.

Os espetáculos da Mostra Matriz foram selecionados por meio de edital, incluindo apresentações em João Pessoa, Cajazeiras e Cabedelo. A mostra faz parte da programação do Mês das Mulheres, desenvolvida através de uma parceria entre a Fundação Espaço Cultural da Paraíba (Funesc) e a Secretaria da Mulher e da Diversidade Humana (SEMDH).

SERVIÇO:

5ª Mostra Matriz – Mostra Feminina de Artes Cênicas:

23/03, quarta-feira, às 20h

Espetáculo: DEVANEIO (teatro)

24/03, quinta-feira, às 20h

Espetáculo: TRAVESSIA (teatro)

Local: Theatro Santa Roza (João Pessoa)

Entrada gratuita 

Cine Bangüê exibe Mostra de Cinema Francês



O Cine Bangüê, cinema da Fundação Espaço Cultural da Paraíba (Funesc), exibe deste domingo passado a Mostra de Cinema Francês. A programação é uma ação junto à Cinemateca da Embaixada Francesa e tem apoio da Aliança Francesa de João Pessoa.

De 20 a 26 de março, serão exibidos quatro longas metragens: ‘Cléo 5 a 7’ (1962), ‘Revenir’ (2019), ‘L’extraordinaire voyage de Marona’ (2019), e ‘Calamity’ (2020), este último é o único dublado da lista.

A primeira sessão da mostra traz a animação ‘Calamity’, com classificação livre, às 16h do domingo (20). Logo em seguida, às 18h, será exibida a ficção ‘Revenir’, com classificação indicativa de 14 anos.

Na segunda-feira (21), às 19h30, o público poderá prestigiar o longa ‘Cleo - de 5 à 7’, um clássico preto e branco, voltado para o público com mais de 14 anos.

Na terça-feira (22), será reexibida a animação de classificação livre ‘Calamity’, a partir das 19h30.

Já a animação ‘L’extraordinaire voyage de Marona’, aberto para todos os públicos, será exibida na tela do Bangüê a partir das 19h30 da quarta-feira (23).

Na quinta (24), ‘Revenir’, da diretora Jessica Palud, tem a sua segunda exibição da mostra a partir das 19h30.

A programação se encerra com exibição dupla no sábado (26). A partir das 16h será exibida a animação ‘L’extraordinaire voyage de Marona’, em seguida, às 18h, ‘Cleo - de 5 à 7’ tem nova exibição.

Todas as entradas são gratuitas, e o público deve apresentar na entrada das sessões o cartão de vacinação da Covid-19. Os ingressos serão distribuídos uma hora antes de cada sessão.

Confira as sinopses:

- Cléo de 5 a 7 (1962) de Agnès Varda / Ficção / 1h30 / 14 anos / legendado

Sinopse: Cléo (Corinne Marchand) é uma cantora francesa que vive um momento de angústia, enquanto espera o resultado de um exame. O teste pode apontar se ela tem ou não um câncer de estômago. Sem saber o que fazer, Cléo perambula pela cidade de Paris. Ela passa uma hora e meia fazendo coisas banais, à procura de distração, até que conhece um soldado que está prestes a ir para a guerra na Argélia.

- Revenir (2019), de Jessica Palud / Ficção / 1’17”/ 14 anos / legendado

Sinopse: Esta é a fazenda onde Thomas (Niels Schneider) nasceu. É a família desajustada dele. Seu irmão, que nunca voltou para casa e sua mãe, que faz o mesmo. Seu pai tornava impossível a convivência entre eles. Thomas se vê encarando novamente tudo o que ele tem fugido por 12 anos. Mas atualmente a sua vida toma um rumo diferente graças a Alex (Roman Coustère Hachez), seu sobrinho de seis anos, e Mona (Adèle Exarchopoulos).

- L’extraordinaire voyage de Marona (2019) de Anca Damian / animação / 1’33” / Classificação Livre/legendado

Sinopse: Vítima de um acidente, uma cachorrinha se lembra dos diferentes tutores que amou incondicionalmente. Com sua empatia infalível, Marona trouxe leveza e inocência a cada um dos lares em que viveu.

- Calamity (2020) de Remi Chayet / Animação/1’25”/Classificação Livre/dublado

Sinopse: 1863, Estados Unidos da América. Em um comboio que vai em direção ao oeste com a esperança de uma vida melhor, o pai de Martha Jane é ferido. É ela que tem que dirigir a carroça da família e cuidar dos cavalos. A experiência é dura, porém Martha Jane nunca se sentiu tão livre. E como é mais conveniente para andar a cavalo, ela não hesita em colocar calças. Isso é audácia demais para Abraão, o líder do comboio. Acusada de roubo, Martha é obrigada a fugir. Vestida de homem, em busca de provas de sua inocência, ela descobre um mundo em construção onde sua personalidade única se afirmará. Uma aventura cheia de perigos e rica em encontros que, passo a passo, revelarão a mítica Calamity Jane.

 

Serviço:

 

Mostra de Cinema Francês

Local: Cine Bangüê (Espaço Cultural José Lins do Rêgo) - R. Abdias Gomes de Almeida (800)

Entrada: Gratuita

 

Domingo (20)

16h- Calamity, Remi Chayet

18h-  Revenir, de Jessica Palud

 

Segunda-feira (21)

19:30h - Cléo de 5 a 7, de Agnès Varda

 

Terça-feira (22)

19:30h - Calamity, de Remi Chayet

 

Quarta-feira (23)

19:30h- L’extraordinaire voyage de Marona, de Anca Damian

 

Quinta-feira (24)

19:30h- Revenir, de Jessica Palud

 

Sábado (26)

16h- L’extraordinaire voyage de Marona, de Anca Damian

 

18h - Cléo de 5 a 7, de Agnès Varda

O Cine Bangüê, cinema da Fundação Espaço Cultural da Paraíba (Funesc), inicia neste domingo (20), como parte da programação do Mês da Mulher, a Mostra de Cinema Francês. A programação é uma ação junto à Cinemateca da Embaixada Francesa e tem apoio da Aliança Francesa de João Pessoa.

De 20 a 26 de março, serão exibidos quatro longas metragens: ‘Cléo 5 a 7’ (1962), ‘Revenir’ (2019), ‘L’extraordinaire voyage de Marona’ (2019), e ‘Calamity’ (2020), este último é o único dublado da lista.

A primeira sessão da mostra traz a animação ‘Calamity’, com classificação livre, às 16h do domingo (20). Logo em seguida, às 18h, será exibida a ficção ‘Revenir’, com classificação indicativa de 14 anos.

 

Na segunda-feira (21), às 19h30, o público poderá prestigiar o longa ‘Cleo - de 5 à 7’, um clássico preto e branco, voltado para o público com mais de 14 anos.

 

Na terça-feira (22), será reexibida a animação de classificação livre ‘Calamity’, a partir das 19h30.

 

Já a animação ‘L’extraordinaire voyage de Marona’, aberto para todos os públicos, será exibida na tela do Bangüê a partir das 19h30 da quarta-feira (23).

 

Na quinta (24), ‘Revenir’, da diretora Jessica Palud, tem a sua segunda exibição da mostra a partir das 19h30.

 

A programação se encerra com exibição dupla no sábado (26). A partir das 16h será exibida a animação ‘L’extraordinaire voyage de Marona’, em seguida, às 18h, ‘Cleo - de 5 à 7’ tem nova exibição.

 

Todas as entradas são gratuitas, e o público deve apresentar na entrada o cartão de vacinação da Covid-19. Os ingressos serão distribuídos uma hora antes de cada sessão.

 

Confira as sinopses:

 

- Cléo de 5 a 7 (1962) de Agnès Varda / Ficção / 1h30 / 14 anos / legendado

 

Sinopse: Cléo (Corinne Marchand) é uma cantora francesa que vive um momento de angústia, enquanto espera o resultado de um exame. O teste pode apontar se ela tem ou não um câncer de estômago. Sem saber o que fazer, Cléo perambula pela cidade de Paris. Ela passa uma hora e meia fazendo coisas banais, à procura de distração, até que conhece um soldado que está prestes a ir para a guerra na Argélia.

 

- Revenir (2019), de Jessica Palud / Ficção / 1’17”/ 14 anos / legendado

 

Sinopse: Esta é a fazenda onde Thomas (Niels Schneider) nasceu. É a família desajustada dele. Seu irmão, que nunca voltou para casa e sua mãe, que faz o mesmo. Seu pai tornava impossível a convivência entre eles. Thomas se vê encarando novamente tudo o que ele tem fugido por 12 anos. Mas atualmente a sua vida toma um rumo diferente graças a Alex (Roman Coustère Hachez), seu sobrinho de seis anos, e Mona (Adèle Exarchopoulos).

 

- L’extraordinaire voyage de Marona (2019) de Anca Damian / animação / 1’33” / Classificação Livre/legendado

 

Sinopse: Vítima de um acidente, uma cachorrinha se lembra dos diferentes tutores que amou incondicionalmente. Com sua empatia infalível, Marona trouxe leveza e inocência a cada um dos lares em que viveu.

 

- Calamity (2020) de Remi Chayet / Animação/1’25”/Classificação Livre/dublado

 

Sinopse: 1863, Estados Unidos da América. Em um comboio que vai em direção ao oeste com a esperança de uma vida melhor, o pai de Martha Jane é ferido. É ela que tem que dirigir a carroça da família e cuidar dos cavalos. A experiência é dura, porém Martha Jane nunca se sentiu tão livre. E como é mais conveniente para andar a cavalo, ela não hesita em colocar calças. Isso é audácia demais para Abraão, o líder do comboio. Acusada de roubo, Martha é obrigada a fugir. Vestida de homem, em busca de provas de sua inocência, ela descobre um mundo em construção onde sua personalidade única se afirmará. Uma aventura cheia de perigos e rica em encontros que, passo a passo, revelarão a mítica Calamity Jane.

 

Serviço:

 

Mostra de Cinema Francês

Local: Cine Bangüê (Espaço Cultural José Lins do Rêgo) - R. Abdias Gomes de Almeida (800)

Entrada: Gratuita

 

Funesc realiza oficinas gratuitas para bibliotecários e funcionários de bibliotecas públicas


A Funesc está oferecendo oficinas gratuitas a bibliotecários e funcionários que trabalhem em Bibliotecas Públicas em todo o estado da Paraíba. O objetivo é qualificá-los para a utilização da plataforma Metabooks, ferramenta que unifica a entrada de dados de livros para editores, livrarias, distribuidoras, prestadores de serviços e todos os participantes da cadeia produtiva de livros no Brasil.

As oficinas serão ministradas nos dias 27 e 29 de abril, de maneira remota, pela equipe da Metabooks, e terão duas horas de duração. As inscrições iniciam nesta quinta-feira (10) e seguem até o dia 25 deste mês, podendo ser realizadas através do preenchimento de formulário do Google Docs, no link

O acesso à plataforma Metabooks estará liberado às instituições credenciadas por um período de três anos.  Para saber se a sua biblioteca está cadastrada, acesse o site http://snbp.cultura.gov.br/paraiba-pb/ . Outras informações podem ser obtidas através do e-mail  .

Fonte: Secom/Funesc

Os Mulatos e Fabiana Palmeira se apresentam no Pavilhão do Samba


Nesta sexta-feira (25), a música vai tomar conta da praça com o projeto ‘Pavilhão do Samba’, que começa às 15h. Essa primeira edição tem como convidados o grupo Os Mulatos e a passista Fabiana Palmeira.

“Queremos dar um uso multicultural para o Pavilhão do Chá. Nós já temos lá feira e lançamentos de livros no projeto ‘Rota das Letras’, apresentações da cultura popular, mas queremos dar uma dinâmica e uma ocupação criando uma rotina para os nossos sambistas”, declarou o diretor executivo da Funjope, Marcus Alves.

Esse, inclusive, era um pedido antigo das pessoas ligadas ao samba, que fossem criadas condições para eles se apresentarem. Foram convidadas passistas de escolas de samba que farão demonstrações para o público, oferecendo uma espécie de aulão. A ideia é criar as condições para que o Pavilhão do Chá volte a ser ocupado culturalmente.

“Acho muito legal a Prefeitura de João Pessoa fazer o lançamento de um novo projeto de samba. Estamos precisando muito de cultura. Tem que valorizar o Pavilhão do Chá e a praça Venâncio Neiva. Achei espetacular a ideia. A Funjope está de parabéns pelo projeto, que reanima o espaço e também valoriza o gênero. As pessoas saem do trabalho e têm a opção para um happy hour”, observou Juan Ébano, um dos integrantes de Os Mulatos.

“Essa iniciativa da Prefeitura foi excelente. O espaço é maravilhoso em todos os sentidos, principalmente cultural. O potencial do Pavilhão também é muito bom e estava precisando fazer algo ali. Pode ter certeza de que será de grande importância para o samba paraibano. Para nós, da família Os Mulatos, será uma honra abrir esse projeto”, destacou Jonson Alencar, outro integrante da banda.

O projeto – A iniciativa ‘Pavilhão do Samba’ estreia nesta sexta-feira (25) e passa a acontecer quinzenalmente. A ideia é oferecer ao público da cidade e aos turistas mais uma opção de cultura, especialmente na área da música. “É por isso que vamos intercalar com o Hotel Globo, que traz a parte de música instrumental numa sexta e, na sexta seguinte, o samba movimentando o outro lado do Centro da cidade, pegando as pessoas que saem para fazer um happy hour, com o melhor do nosso samba”, declarou o diretor da Divisão de Música da Funjope, Adriano Ismael.

Ele acrescentou que é uma preparação também para quando o ‘Sabadinho Bom’ for retomado. Adriano disse ainda que o ‘Sol Maior’ já se consolidou no Hotel Globo. Agora a ideia é movimentar o Pavilhão do Chá. “Assim, teremos música instrumental no Hotel Globo, música alternativa na Casa da Pólvora e agora o samba no Pavilhão do Chá”, completou.

  • Fonte: Secom/PMJP

Lollapalooza Brasil tem início sexta-feira (25)



E lá vem o Lollapalooza Brasil, um dos eventos mais esperados pelo público do Brasil. O evento acontecerá dias 25, 26 e 27 de março, no Autódromo de Interlagos, em São Paulo. O festival está com quase todos os ingressos vendidos e a vontade de estar junto com os fãs de música se estende também às marcas, que enxergam no Lolla um ambiente potente, de alta projeção e credibilidade. Não à toa, para a sua edição de 2022, o Lollapalooza já conta com 21 marcas parceiras, batendo recorde de patrocínios e apoios. 

"Estamos muito animados com o reencontro do público no Lollapalooza Brasil após anos sem conseguirmos realizá-lo. Será um marco também para o mercado de brand experience que está sedento por interação desde o início da pandemia. A expectativa é enorme, não só dos fãs, como também das marcas parceiras, que superam em número todos os últimos anos de realização do evento, inclusive com a entrada de novos e importantes players para a família do festival. Será a primeira oportunidade, dessa magnitude, para que essas marcas se reconectem fisicamente com seus targets da melhor maneira possível, em um ambiente de celebração, com ativações interativas e cheias de novidades'', comentou Leonardo Duarte, diretor comercial da Time For Fun.

Entre as novas parcerias, seis marcas vêm para somar ao time e oferecer atrativos e facilidades para os frequentadores do evento, como o McDonald’s, que terá um #MéquiNoLollaBR, literalmente, oferecendo a primeira mega operação já realizada pela linha de fast food em um festival. 

Outra representante na área gastronômica é a Sadia, que levará uma grande quantidade de opções de refeições ao público através de uma parceria inédita melhorando ainda mais a experiência dos Lolla Lovers.

Além deles, a Braskem abraça todo pilar de sustentabilidade e gestão de resíduos do festival. Outra novidade, é o Instagram como Social Media Partner Oficial, amplificando ainda mais o alcance do festival em todo o país. 

Nesta edição, o Lollapalooza conta com alto índice de renovações. São quinze marcas que voltam a investir na edição do Brasil, entre elas Chevrolet Onix, Budweiser, Adidas, Doritos e Vivo. 

Uma das patrocinadoras master do festival, a Chevrolet, além de dar nome ao Palco Onix, um dos principais do evento, promove o Onix Day, evento exclusivo para clientes e participantes de promoções que acontece no dia 24 de março com artistas do lineup oficial do Lolla tocando no Palco Onix. 

“Estamos muito animados em estarmos de volta a esse icônico festival no Brasil e no mundo. Queremos trazer experiências para que o público extravase a espera pelo LollaBR e curta a oportunidade de estarem num ambiente que exalta a música e a cultura pop. A Chevrolet quer proporcionar momentos memoráveis, desde o Palco Onix, até nas ações especiais em nosso estande, Onix Parking e Lolla Lounge”, conta Hermann Mahnke, diretor de Marketing da Chevrolet.

Já a Budweiser, volta ao Lollapalooza Brasil com uma plataforma para criação de conteúdo, o BUDX. “A Budweiser é uma marca icônica e sua história se funde com a do Lollapalooza Brasil. São mais de 1.000 dias desde o último Lolla BR e para marcar essa volta aos palcos, a Bud trás para o festival o BUDX, uma plataforma global de experiência da marca que une mentes criativas de todo mundo além de celebrar encontros entre artistas e dar palco para novos talentos”, afirma Renata Pimentel, High End Experiential Marketing Manager.

Outra novidade dentre as marcas renovadas é a Coca-Cola que cresceu de apoiadora na última edição para patrocinadora em 2022 e oferece uma ativação que promete marcar a experiência do público.

Importante ressaltar que a segurança dos fãs, dos artistas e do staff é a principal prioridade do Lollapalooza Brasil, por isso o festival tem uma equipe 100% dedicada em estabelecer os cuidados e em colocar em prática os protocolos necessários. Já é sabido que para acessar o Lollapalooza Brasil, o público precisará apresentar o comprovante de vacinação (físico ou virtual) com, no mínimo, duas doses da vacina contra a Covid-19. Também será recomendado o uso de máscara no Autódromo de Interlagos. Vale lembrar que o Lollapalooza Brasil está em contato constante com os órgãos oficiais de saúde e de segurança pública e seguirá as recomendações vigentes no momento de sua realização.

Produzido por Perry Farrell, William Morris Endeavor Entertainment (WME), TIME FOR FUN e C3 Presents, o Lollapalooza Brasil conta com patrocínio master da Budweiser, Chevrolet Onix, adidas, DORITOS® e Vivo, patrocínio de Coca-Cola, McDonald’s, apoio de Tanqueray, Johnnie Walker, NewOn, Sadia, Samsung, Braskem e SPTuris. O Instagram é o social media partner e os serviços médicos são fornecidos pelo Hospital Sancta Maggiore. Globo, Multishow, 89 FM - A Rádio Rock, Rádio Mix - 106.3 e Rádio Mix RJ são media partners.

 

Confira a programação completa do Lollapalooza Brasil 2022:

25 de março, sexta-feira
The Strokes, Doja Cat, Machine Gun Kelly, Alan Walker, Chris Lake, Jack Harlow, Marina, LP, Turnstile, Caribou, The Wombats, Pabllo Vittar, Ashnikko, Matuê, 070 Shake, Jetlag, VINNE, jxdn, Beowülf, Detonautas, Edgar, Meca, Barja

26 de março, sábado
Miley Cyrus, A$AP Rocky, A Day To Remember, Alok, Alexisonfire, Alessia Cara, Deorro, Emicida, Two Feet, Remi Wolf, Silva, Jão, Boombox Cartel, Chemical Surf, Terno Rei, DJ Marky, Victor Lou, Clarice Falcão, Jup do Bairro, MC Tha, Lamparina, Ashibah, Fatnotronic, WC no Beat and Kevin o Chris + Haikaiss + PK + Felp 22 + MC TH + Hyperanhas

27 de março, domingo
Foo Fighters, Martin Garrix, Alesso, The Libertines, Black Pumas, Kaytranada, IDLES, Kehlani, Goldfish, Gloria Groove, Djonga, Cat Dealers, Rashid, Fresno, Marina Sena, Planta & Raiz, Lagum, Evokings, Aliados, Fancy Inc, MALIFOO, menores atos, FractaLL x Rocksted

Lollapalooza Brasil
Dias 25, 26 e 27 de março de 2022
Local: Autódromo de Interlagos, Av. Sen. Teotônio Vilela, 261 - Interlagos, São Paulo

Fonte: Garotos de Liverpool

Está no ar Podpretas Paraíba


A estreia acontece em uma data emblemática para negras/os deste país, no Dia Internacional da Luta Contra a Discriminação Racial, que lembra as lutas pelos direitos da população negra em todo o mundo e denúncia do descumprimento da efetivação destes. 

No primeiro episódio, segundo seus organizadores, terá como tema a saúde mental e a violência contra as mulheres negra,s no contexto da pandemia, com as psicólogas paraibanas e ativistas negras Hildevânia Macêdo e Rebeca Gomes, a partir do artigo publicado por estas no Dossiê Temático: Mulheres Negras da Paraíba no Contexto da COVID-19.

A criação do PodPretas PB é uma ação de fortalecimento da comunicação da Abayomi/PB e conta com o apoio do Fundo Brasil, Fundo Elas, ONG FASE.

*Compartilhe em suas redes sociais e marque a @abayomipb*

quarta-feira, fevereiro 02, 2022

Elièzer Rolim - O arquiteto das artes

 Cultura paraibana perde um dos ícones do teatro e do cinema para Covid-19

  


Em meio a tantas dores e ainda envolvidos na ressaca desse vírus mortal faleceu nesta quarta-feira, dia 2 de fevereiro de 2022, o professor, dramaturgo, roteirista, cineasta Elièzer Rolim. Paraibano de Cajazeiras (PB) que fez muito pela cultura de nosso Estado. Ele faleceu aos 61 anos, vitimado pelo Sars-cov2, no Hospital Nossa Senhora das Neves, em João Pessoa.

Elièzer Rolim apresentou sintomas leves do vírus, mas no 10º dia o quadro de saúde dele se agravou e precisou ser internado. Teve uma embolia pulmonar e na quarta-feira, pela manhã, veio a óbito. A notícia logo correu de João Pessoa a Cajazeiras, cidade onde nasceu. Os artistas, alunos, professores, amigos e colegas de profissão lamentaram profundamente o falecimento e a perda para cultura local do grande artista e homem da cultura.

O dramaturgo, diretor, ator, Tarcísio Pereira, indignado com a imprensa blogueira sem noção da cidade (que faz tudo pelo furo sem checar os fatos e escutar as pessoas), divulgou um vídeo em que, visivelmente emocionado, falava da importância dele para o teatro e o cinema paraibano. “Respeito a história do cinema, mais ele era um homem mais premiado do teatro paraibano. Foi um dos pioneiros do Teatro Paraibano, junto com o pessoal do Piollin”, comentou o diretor no vídeo que circula pela internet e os grupos de Whatsapp.

“O cinema para mim é um ato de criação e como ato criativo ele cabe tudo”, comentou Elièzer Rolim, no documentário produzido pela TV Câmera de João Pessoa, na Revista do Cinema. O primeiro set de filmagem dele foi no filme “A hora da estrela”, que tinha como protagonista principal a atriz paraibana, Marcélia Cartaxo. Ele era formado em arquitetura e urbanismo da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e foi para São Paulo quando fez o primeiro curso de roteiro.

As histórias contadas por Elièzer Rolim sobre o cinema e o teatro paraibano, como seu contato com Machado Bittencourt, do qual foi chamado para ser assistente em um filme do cineasta no Piauí, estão neste vídeo doc da TV. “Sempre trabalhei com teatro e o cinema, e o teatro têm uma conexão maravilhosa”, dizia Elièzer que era da quinta geração da família do Padre Rolim, fundador da cidade de Cajazeiras, que lhe rendeu a gravação do filme sobre Padre, o “O Sonho de Inacim”, que teve como protagonista principal o ator José Wilker e ainda José Dummont e Marcélia Cartaxo. Um filme lendário que marca o início do cinema digital na Paraíba.

            O professor de teatro, diretor e ator, Everaldo Vasconcelos, contou que conheceu Elièzer em 1977, na I Semana de Teatro Universitário de Cajazeiras para uma apresentação teatral no quintal de sua casa. “Depois testemunhei o crescimento de seu talento, tanto como dramaturgo, como encenador, nas muitas vezes que veio a João Pessoa com o Grupo de Teatro Terra participar dos encontros promovidos pela Escola Piollin. Lembro, também, da vez que pude acompanhar, em 1982, junto com toda a equipe da Escola Piollin, o Grupo Terra ao Festival de Teatro de São José do Rio Preto, que lá foi apresentar o espetáculo Beiço de Estrada”, contou Everaldo Vasconcelos.

          Todas as pessoas que conversei para construção deste texto sobre Elièzer Rolim foram unânimes em dizer que ele foi um amigo, um profissional, um diretor, roteirista muito humano. “Era uma pessoa de uma espiritualidade acolhedora, extremamente discreto, que se preocupava com o crescimento espiritual das pessoas. Era uma pessoa que sabia ter compaixão. Fluía de suas mãos uma energia boa”, comentou Everaldo Vasconcelos sobre a pessoa do Elièzer.

            Novo espetáculo - O ator e diretor de teatro, Edilson Alves, comentou que “Eu vi o Céu” seria o mais novo espetáculo escrito e dirigido por Eliézer, com a montagem do Grupo Agitada Gang. “Tínhamos até tentado no prêmio Parrá para montagem teatral, através da Lei Aldir Blanc, mas não foi aprovado, será que Aldir Blanc já sabia que iria chamar Eliezer para verem o céu juntos? Ou não seria para Eliézer escrever poesia e dramaturgia para Aldir Blanc compor? Não sabemos, o que eu sei e que não temos mais nosso diretor”, escreveu Edilson em entrevista pelo Whatsapp.

          Edilson Alves conta também que ele tinha um mantra que era: “nove vezes obrigado”. “Ficaria horas escrevendo sobre Eliézer, ficaria anos fazendo teatro com ele, ficaria muito tempo ouvindo Eliézer”, relatou o ator de “Como nasce um cabra da peste”, que disse que foi com o Elièzer que fez sua primeira viagem internacional. “Levando a nossa arte para os portugueses assistirem, nossos irmãos além-mar, se deliciaram com as histórias de Eliézer, se divertiram com o sertão de Cajazeiras, que levamos para o palco e também se emocionaram com a miséria nordestina, com a dor da perca de alguém que vai embora, exatamente como estou hoje, doido, sofrido e sentido a falta do parceiro, do diretor e do amigo da cena teatral paraibana”, relatou o ator.

           Sobre o teatro Edilson Alves contou que Eliézer Rolim se apaixonou pelo teatro, pelo Grupo Mickey, pelos piralhos no Grupo Piollin, pelas duas senhoras “Sinhá e Flor”, como também encantou com “Pucumã”, na Cia Oxente, Mamanita, Pinochio, Rei do Lixo, Homens de Lua, Anjos de Augusto. “E porque não Vau da Sarapalha, não necessariamente nesta ordem, mas o que importa? O que importa é que ele foi o homem do teatro, bebeu, sonhou, dividiu, criou, imaginou, idealizou a arte de representar, a arte de encantar ao vivo, a cores e em alguns momentos em preto e branco. Inclusive, quando me convidou para ser seu assistente de direção da encenação da Paixão de Cristo, em João Pessoa, foi lindo, inúmeros atores e atrizes, técnicos e técnicas, criadores e criaturas a sua disposição para encantar a plateia gigantesca, exatamente como ele foi, gigante”, acrescentou Edilson Alves, que revelou ainda que ele tinha o sonho de fazer um longa-metragem do espetáculo “Como nasce um cabra da peste”, que vai ficar para nossos melhores sonhos.

           O professor Doutor Fernando Abath Cananéa comentou que Eliezer Rolim era um ser humano de excepcional competência intelectual e artística. “A Paraíba lhe reverência como um dos grandes nomes de nossa vida cultural. O teatro, o cinema e a academia perde uma de suas maiores expressões”, disse Fernando que comanda junto a esposa Ailsa a Ong Maré Produções Artísticas e Educacionais.

         O Conselho de Arquitetura e Urbanismo da Paraíba (CAU/PB) publicou em suas redes sociais nota de pesar sobre o falecimento do arquiteto e urbanista Elièzer Rolim, que era filiado ao conselho. Instituições culturais da cidade de João Pessoa, como a Funesc e Funjope, por onde Eliézer Rolim passou também renderam homenagens a esse grande arquiteto das artes. Ele deixa sua esposa Rosângela, um filha Mirna Rolim e um filho Kauê, do primeiro casamento.

            Velório – O sepultamento de Elièzer será Morada da Paz, localizado no bairro de Jaguaribe, em João Pessoa, até amanhã, dia 3 de fevereiro, às 13h, quando o corpo segue para Natal (RN), onde será cremado atendendo um pedido do próprio Elièzer Rolim.

         Sobre Eliézer Leite Rolim Filho - Natural de Cajazeiras (PB), morava em João Pessoa. Era graduado em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB/1986). Mestre em Artes Cênicas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA/2001). Atuou no teatro, cinema, sendo roteirista, diretor e produtor. Membro atuante da Academia Paraibana de Cinema. Doutor em Arquitetura e Urbanismo pela UFBA (2010-2013), com estágio no laboratório Le Cresson na École Nationale de Architecture de Grenoble, na França. Participou da equipe de organização do I Seminário Internacional Urbicentros: Morte e Vida dos Centros Urbanos (2010). Participou da organização e ministrou oficinas no IV Seminário Internacional Urbicentros (2013). Pesquisa e trabalho de extensão com temas ligados a espetacularização urbana, teatro, cenografia, ambiances espetaculares e espaço teatral. Foi coordenador do Teatro Minerva do Centro de Ciências Agrárias/Campus II na cidade de Areia/PB. Exercia a função de professor adjunto na UFPB, no curso de Arquitetura e Urbanismo.

Texto publicado na Coluna do Parlamento PB.