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sábado, janeiro 05, 2008

Quem quiser que conte outra

O musical infantil “Quem quiser que conte outra” tem sua estréia confirmada neste sábado (12), no Teatro Ednaldo do Egypto, localizado na avenida Maria Rosa, no bairro de Manaíra. O espetáculo ficará em cartaz no domingo (13) e nos dias 19, 20, 26 e 27 de janeiro, sempre às 17h30. Os ingressos estão sendo vendidos na bilheteria do teatro ao preço de R$ 8,00 (inteira) e R$ 4,00 (criança e estudante). A montagem se tornou possível graças à parceria da Companhia Ôxente de Teatro e o Fundo Municipal de Cultura de João Pessoa (Lei nº 9560/2001) - um mecanismo de política pública que proporciona a concessão de incentivos financeiros as pessoas físicas ou jurídicas, domiciliadas no município de João Pessoa, para a realização de projetos culturais.
O espetáculo faz um resgate das cantigas, brincadeiras de roda e de fundo de quintal. Vó Gracinha é uma contadora de estórias de cordel responsável por transportar a criança ao universo do sonho, da brincadeira e da magia. Em cena os atores contam a estória de três personagens que retorna para uma determinada cidade para rever a Vó Gracinha.
Uma das estórias que Vó Gracinha conta é do conto popular do boi estrela, em que aparecem personagens do universo da cultura popular, a exemplo de Mateus, a Catirina, o Boi, a Burrinha e outros personagens.
O espetáculo ao mesmo tempo em que encanta crianças faz muito adulto lembra-se do tempo de criança, em que as meninas brincavam de amarelinha na calçada de frente de casa, de boneca de pano e os meninos se divertiam com mané-mole, pião, carro de lata e bola de gude, e outras brincadeiras que ficaram no passado e pouco as crianças nascidas na era tecnológica esqueceram.
Toda a montagem é fruto de uma pesquisa musical sobre a dramaturgia nordestina, e amplia as possibilidades de discussão sobre a cultura folclórica, ou seja, sua música, seus cantos, os versos, ditos e mitos. Ao mesmo em que valoriza do trabalho de interpretação dos atores.
“Quem quiser que conte outra” é dirigido pelo ator Edílson Alves. No elenco estão os atores: Jacinta de Lourdes, Jô Carvalho, Neide Melo, Gorethe Araújo, Fábio Azevedo, Alberto Bleke e Edilson Alves. O roteiro e o figurino são da Companhia Ôxente de Atividades Culturais a mesma que montou o espetáculo infantil “Redemunho” e “A batalha da virgula contra o ponto final”, com texto de Tarcisio Pereira.

Serviço:
Quem quiser que conte outra – Musical Infantil

Sábado (12) e Domingo (13) - Estréia
Dias: 19, 20, 26 e 27 de janeiro
Hora: 17h30
Local: Teatro Ednaldo do Egypto - Praia de Manaíra
Informações: (83) 9981.6520/8847.6521
Email: nininhoalves@uol.com.br

Direção: Edílson Alves
Texto: Cia. Oxente
Direção e Cenário: Edilson Alves
Maquiagem. O grupo
Iluminação: Edílson Alves
Figurinos: Grupo

Foto: Divulgação

Elenco:
Alberto Black (Mateus)
Edilson Alves (Coronel)
Jacinta de Lourdes (Já)
Jô Carvalho (Jô)
Gorethe Araújo (Go)
Neide Mello (Vó Gracinha)
Fábio Azevedo (Pedrinho)

Adriana Crisanto
Repórter
adriana@jornalonorte.com.br
adrianacrisanto@yahoo.com.br

sexta-feira, janeiro 04, 2008

Sivuca e Marinês ganham nome de avenida


Dois grandes artistas paraibanos, o músico Sivuca e a cantora Marinês, falecidos em dezembro de 2006 e em maio de 2007 vão ter seus nomes impressos em ruas do bairro Nova Mangabeira na grande João Pessoa. A homenagem partiu do projeto de lei apresentado pelo vereador Flávio Eduardo Fuba (PSB) na Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP).

O projeto atende a uma reivindicação do Centro Comunitário dos Proprietários e Residentes do Loteamento Nova Mangabeira. "Sivuca e Marinês são dois grandes nomes da cultura nordestina e os moradores do Nova Mangabeira me procuraram e fizeram esse pedido para que os dois fossem homenageados, dando seus nomes a duas avenidas do bairro", disse o vereador Fuba. As vias públicas estavam sem nome oficial e deveram se chamar Avenida Severino Dias de Oliveira (Sivuca) e Avenida Maria Inês Caetano de Oliveira (Marines).

Marinês é o nome artístico de Inês Caetano de Oliveira, nascida em São Vicente Férrer, no Estado de Pernambuco, em 16 de novembro de 1935. A cantora de forró, baião e xaxado que escolheu a Paraíba como sua terra faleceu em Recife (PE) no dia 14 de maio de 2007. Filha de pai seresteiro, iniciou a carreira na banda Patrulha de Choque do Rei do Baião (Luiz Gonzaga), que formou com o marido Abdias e o zabumbeiro Cacau para se apresentar na abertura dos shows de Luiz Gonzaga.

A cantora gravou o primeiro disco em 1956 à frente do grupo 'Marinês e sua Gente', com o qual se consagrou. Ela foi vitima de um acidente vascular cerebral (AVC) em maio do ano passado, em Caruaru (PE). Ficou internada no por nove dias no Real Hospital Português de Beneficência, em Recife, quando veio a falecer.

Severino Dias de Oliveira, mais conhecido como Sivuca, nasceu em Itabaiana, no Estado da Paraíba, em 26 de maio de 1930, e morreu em João Pessoa, no dia 14 de dezembro de 2006. Reconhecido internacionalmente era além de notável acordeonista era compositor e parceiro de grandes nomes da música popular brasileira.

Suas composições e trabalhos incluem, dentre outros ritmos, choros, frevos, forrós, baião, música clássica, blues e jazz. Sua iniciação musical se deu na infância, tocando em feiras e festas populares aos nove anos de idade. Mudou-se para o Recife aos 15 anos, onde adotou seu nome artístico.

O primeiro LP, em 1950, em parceira com Humberto Teixeira, continha o seu primeiro grande sucesso: 'Adeus, Maria Fulô' (que foi regravado numa versão psicodélica pelos Mutantes, nos anos 60). A partir de 1955, foi morar no Rio de Janeiro. Após apresentações na Europa como acordeonista de um grupo chamado 'Os Brasileiros', chegou a morar em Lisboa e Paris.

Morou em Nova Iorque de 1964 a 1976, onde entre outros trabalhos foi autor do arranjo do grande sucesso 'Pata Pata', de Miriam Makeba, com quem então excursionou pelo mundo até o fim da década de 60. Compôs trilhas para os filmes 'Os Trapalhões na Serra Pelada' (1982) e 'Os Vagabundos Trapalhões' (1982). Em 20 de novembro de 2006, o músico lançou um DVD totalmente produzido na Paraíba, 'Sivuca – O Poeta do Som', em homenagem aos seus 75 anos, que contou com a participação de 160 músicos convidados. Foram gravadas 13 faixas, além de duas reproduzidas em parceria com a Orquestra Sinfônica da Paraíba. Faleceu em 14 dezembro de 2006, depois de dois dias internado para tratamento de um câncer que já o acometia desde 2004.

Adriana Crisanto
Repórter
adriana@jornalonorte.com.br
adrianacrisanto@gmail.com

quinta-feira, janeiro 03, 2008

Beto na praça


Para quem não gosta nem de rock, nem de frevo e não quer sair do seu bairro uma opção boa é o show do cantor, compositor, cordelista e rabequeiro Beto Brito que acontecerá neste sábado (5), a partir das 20h00, no Anfiteatro Lúcio Lins, localizado na Praça da Paz do conjunto dos Bancários.
Toda a trajetória de Beto Brito pode ser conferida no seu sítio na internet, através do endereço eletrônico www.betobrito.com Lá o internauta irá encontrar música para baixar, download de fotos, seus cordéis, discografia completa e uma loja com a venda de seus discos. Vale a pena conferir o site é enxuto, abre rápido e brinda o ouvido com uma musiquinha de fundo.

Adriana Crisanto
Repórter
adriana@jornalonorte.com.br
adrianacrisanto@gmail.com
Foto: Divulgação

Estação Nordeste abre programação com show da banda Paralamas do Sucesso


A banda de rock pop Paralamas do Sucesso será a grande atração da noite de abertura do projeto “Estação Nordeste” nesta sexta-feira (4), a partir das 21h00, no busto de Tamandaré. A banda Rastamen será a responsável por esquentar os ânimos da galera que estará em peso no local, pois o Paralamas, apesar das muitas críticas que recebe, continua sendo um dos melhores grupos de rock do país.

O projeto 'Estação Nordeste' prosseguirá até o dia 25 de janeiro, no palco instalado entre as areias das praias de Cabo Branco e Tambaú e em diferentes praças de João Pessoa. O projeto foi idealizado pela Fundação Cultural (Funjope), ainda na gestão do ator Luiz Carlos Vasconcelos. Ele sofreu algumas modificações, mas graças ao bom senso dos organizadores prevaleceu em formato único.

Para ter acesso ao histórico da banda Paralamas do Sucesso basta visitar os vários sites do grupo (oficial e não oficial) para ter detalhado toda a história deles. A banda paraibana Rastamen, ainda pouco conhecida, surgiu no início da década de 1990, em João Pessoa, executando em seu repertório clássicos do estilo jamaicano imortalizados na voz de Bob Marley, que traz em suas letras mensagens de paz, amor, união, consciência social e política, expressando sentimentos, pensamentos e reivindicações.

O grupo é formado por Jerffison (guitarra e voz), Lalo Miguel (bateria), Vinícius (teclados), Everton (baixo), Danylo Xarles (guitarra) fazem parte da cena regueira da cidade a cerca de 10 anos e sempre estão abrindo shows de grandes bandas, a exemplo de 'Tribo de Jah', 'Edson Gomes', 'Junior Marvim', 'Adão Negro', 'O Rappa' e 'Natiruts'.

Para o músico Jerffison, o 'Estação Nordeste' é um projeto importante para o fomento cultural da Capital. "Um dos grandes diferenciais deste projeto é que traz algo inovador e que mexe com toda a cidade durante o verão. Idéias como esta caracterizam a atual gestão municipal, que mudou para melhor o incentivo e o fomento à cultura, através das mais diversas áreas, e devem ser disseminadas e ampliadas", concluiu.

Confira a programação do Estação Nordeste enviada pela assessoria do evento:

Estação Nordeste (Funjope)

Dia 05 de janeiro - Praça Antenor Navarro
Adeildo Vieira
Gláucia Lima
Vital Farias

Dia 06 de janeiro - Praça Antenor Navarro
Cabruêra

Diana Miranda
Nuno Mindelis


Dia 10 de janeiro - Praça Coqueiral - Mangabeira
Léo Almeida

Realidade Crua
Jackson Envenenado

Dia 11 de janeiro - Praça Antenor Navarro
Lô Borges

Tocaia da Paraiba
Dida Fialho


Dia 12 de janeiro - Praia de Tambaú
Eleonora Falcone

Zélia Duncan

Dia 13 de janeiro - Praça do Cajú - Bessa
Hugo Leão
Chico Correia
Toninho Borbo

Dia 17 de janeiro - Praça da Paz - Bancários
Unidade Móvel
Tribo Ethnos
Cabeça Chata

Dia 18 de janeiro - Praça Antenor Navarro
Luiz Melodia
Gustavo Magno
Mamma Jazz

Dia 19 de janeiro - Praia de Tambaú
Escurinho
Nação Zumbi

Dia 20 de janeiro - Praça Alcides Carneiro - Manaíra
Anne Raelly
Kennedy Costa
Regina Brown

Dia 24 de janeiro - Praça Bela - Funcionários II
Odecasa
Chico Limeira
General Frank

Dia 25 de janeiro - Praça Antenor Navarro
Patrícia Moreira
Orquestra Spok de Frevo

Dia 25 de janeiro - Praça João Pessoa
Mira Maya
Maria Juliana
Natalie de Lima

Adriana Crisanto
Repórter
adriana@jornalonorte.com.br
adrianacrisanto@gmail.com
Foto Luiz Melodia: Mônica Câmara

Naná Vasconcelos recuperado

Depois de um susto com a saúde o percussionista pernambucano Naná Vasconcelos, que por muitos anos freqüentou as praças da cidade histórica de João Pessoa voltou está semana a ensaiar com os blocos de maracatu do Recife.
De acordo com a assessoria de imprensa do músico, a Nota Musical, um ensaio oficial acontecerá nesta sexta-feira (4), na Rua da Moeda, em Recife, às 19h00, uma prévia para a tradicional abertura do Carnaval Pernambucano.
Naná Vasconcelos teve um enfisema pulmonar em dezembro do ano passado. Chegou a ficar seis dias internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital de Recife. Após muita força de vontade e fisioterapias especializadas, o músico voltou a ensaiar com os blocos de maracatu. "Os tambores estão me chamando", disse o percussionista.

Adriana Crisanto
Repórter
adriana@jornalonorte.com.br
adrianacrisanto@gmail.com
Foto: Divulgação.

Orquestra do maestro Spock do Recife é atração do Folia de Rua 2008


A Orquestra do Maestro Spock do Recife abrirá oficialmente este ano o projeto Folia de Rua que terá início no dia 25 de janeiro. As atividades do projeto prosseguem até o dia 2 de fevereiro com a apresentação de mais de 100 blocos que desfilaram pelas ruas da cidade de João Pessoa mobilizando milhares de foliões. O evento é promovido pela Associação Folia de Rua, que tem a frente o carnavalesco, cantor e compositor Lis Albuquerque. O objetivo do atual presidente é conseguir mobilizar mais de 1 milhão de pessoas. "Este ano contamos com mais um ponto favorável, que é o calendário, haja vista que estaremos no auge do verão, em janeiro, pois o carnaval começará bem mais cedo”, disse Lis Albuquerque.

Os principais pólos da festa estarão localizados no Centro Histórico de João Pessoa, na Avenida Epitácio Pessoa (Via Folia) e no Busto de Tamandaré. Os locais, de acordo com os organizadores, estão recebendo uma estrutura para atender ao máximo os foliões. Os blocos este ano estão reforçando suas atividades com suas atrações musicais, entre trios elétricos, orquestras de frevo, cantores, compositores e bandas de expressão regional e nacional.

O centro histórico de João Pessoa será o ponto central da festa de abertura, com um show do grupo de percussão La Ta Tá, do projeto Folia Cidadã e logo após, a meia-noite, subirá ao palco a Orquestra do Maestro Spock do Recife, abrindo oficialmente a Folia com uma grande queima de fogos.

Desfiles na abertura

A partir das 18h do dia 25 a animação tomará de conta dos foliões nos pontos de concentração dos blocos que saem no primeiro dia da Folia de Rua. Os principais blocos são: Anjo Azul, Picolé de Manga, Confete e Serpentina e Pingüim.

O bloco Anjo Azul é o pioneiro na proposta de engajar a energia foliã à dinamização do centro histórico de João Pessoa. Há 12 anos o Anjo Azul se concentra no Beco da Faculdade de Direito, próximo ao Palácio do Governo. Os foliões do Anjo Azul este ano serão animados pelo grupo de percussão Bate com Lata, da Emlur, as orquestra do maestro Vilô e Sucuri, a bateria da Escola de Samba Malandros do Morro, os índios Papo Amarelo e os Ciganos da Esplanada, além do tradicional "banho de cheiro" nos foliões.

A saída do bloco está prevista para 21h30. O Anjo arrastará seu estandarte pelas ruas da cidade patrimônio histórico e dará dará a volta pela Praça João Pessoa, passando em frente ao Supremo Tribunal de Justiça; arrasta o bloco do Pingüim, no Pavilhão do Chá; segue pela frente do Palácio da Redenção, indo pela Duque de Caxias até o Ponto de Cem Réis, onde se encontra com o Bloco da Cueca. De lá, segue pelo beco da sede do Cabo Branco, entrando à direita, na esquina da Biblioteca Pública do Estado, em direção à Rua General Osório, no sentido da Catedral de Nossa Senhora das Neves, chegando no Largo do Colégio das Neves, onde está a sede do bloco Confete e Serpentina.

Após encontro das orquestras e dos blocos, que se dará no largo do Colégio das Neves, os foliões descem a ladeira da Borborema, puxando o bloco convidado, Descendo a Ladeira, rumo à rua da Areia e praça Antenor Navarro, onde acontecerão os shows.

O bloco Picolé de Manga tem um itinerário parecido. A concentração será no Posto Tropicana, a partir das 19h00. No desfile o bloco segue em direção à praça Venâncio Neiva (Pavilhão do Chá), depois pela General Osório, passando pelo Edifício 18 Andares, descendo em direção à Praça Antenor Navarro. O Picolé de Manga é um dos mais tradicionais e animados integrantes da Folia de Rua. Foi criado há 15 anos, concentrando-se na comunidade Cordão Encarnado onde também passou a atuar através de ações sociais, artísticas e esportivas.

Portal da folia

A programação completa dos blocos filiados e convidados do Folia de Rua pode ser conferida no site www.foliaderua.com.br. O internauta poderá também acompanhar as últimas notícias da prévia carnavalesca, interagir através de uma enquete, e se informar sobre o projeto social Folia Cidadã mantido pela Associação Folia de Rua na comunidade Porto do Capim, no centro histórico de João Pessoa.

Novidades deste ano

Com o ingresso de 8 novos blocos ao projeto Folia Cidadã e os 40 blocos convidados da Associação Folia de Rua a estrutura teve que ser aumentada e forçou, naturalmente, a uma melhoria qualitativa da festa. A prefeitura municipal de João Pessoa é o principal apoiador da festa. Ela ficará responsável pela limpeza das ruas, iluminação, ordenamento do trânsito, além de instalação dos palcos, cachê de parte das atrações artísticas e parte da decoração.

O Homenageado

O grande homenageado deste ano será o maestro Severino Araújo, da Orquestra Tabajara. O pai de Severino Araújo era mestre de banda em Limoeiro (PE), e foi quem deu as primeiras noções de música. Ainda criança, adotou a clarineta como instrumento favorito. Na década de 1930, mudou-se para João Pessoa, onde foi clarinetista da banda da polícia militar. Em 1936, escreveu o choro "Espinha da Bacalhau", uma de suas composições mais famosas. Ainda na Paraíba, foi regente da orquestra da Rádio Tabajara, e com alguns integrantes dela partiu para o Rio de Janeiro no final da década de 30. Apenas em 1945, a Orquestra adotou oficialmente o Rio de Janeiro como sua sede.

Sempre inspirada nas “big band´s” norte-americanas, a Orquestra anima bailes, festas e gafieiras desde os anos 40 até hoje, totalizando mais de 13 mil apresentações. A Orquestra Tabajara trabalhava em emissoras de rádio. Com grande popularidade gravou mais de 100 discos de 78 Rpm, batendo recordes de longevidade, além de alicerçar o trabalho de cantores como Jamelão, com quem gravou dois discos-tributos a Lupicínio Rodrigues. Durante a existência do Circo Voador, no Rio de Janeiro, a Tabajara era a atração tradicional dos domingos, com a Domingueira Voadora. O repertório é composto tanto de clássicos do jazz e da canção norte-americana quanto de temas da música brasileira. Severino Araújo, que foi aluno de Koellreuter, é autor de várias músicas executadas pela Orquestra, e comemorou seus 80 anos ainda à frente do grupo, regendo e ensaiando.

Serviço:
Associação Folia de Rua

Largo de São Frei Pedro Gonçalves, 07 – Varadouro – Centro Histórico – João Pessoa. Telefax (83) 3222-7088/9144-4672
Site: www.foliaderua.com.br
Fotos: Divulgação.

Adriana Crisanto
Repórter
adrianacrisanto@gmail.com
adriana@jornalonorte.com.br

terça-feira, dezembro 25, 2007

Assédio Moral

O tema Assédio Moral tem sido, nos últimos anos, assunto recorrente em jornais, revista, rádio e televisão de todo país, e principalmente entre os trabalhadores. A temática vem sendo observada, sobretudo, por advogados e juristas. De acordo com dados do Tribunal Superior do Trabalho (TST), existem mais de 80 projetos de lei em diferentes municípios do país.

Alguns destes projetos foram aprovados em São Paulo, Natal, Guarulhos, Iracemápolis, Bauru, Jaboticabal, Cascavel, Sidrolândia, Reserva do Iguaçu, Guararema, Campinas, entre outros. No Rio de Janeiro, que, desde maio de 2002, condena esta prática. Existem projetos em tramitação nos estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Pernambuco, Paraná, Bahia, entre outros. No cenário federal, há propostas de alteração do Código Penal e outros projetos de lei.

O advogado Rodrigues da Silva Lima explicou que casos de assédio moral na Paraíba não são tão comuns, pois as pessoas ainda se sentem inseguras para denunciar e quando fazem a denúncia já estão fora da empresa. Nestes casos cabe a justiça do trabalho, no exercício de sua competência constitucional, julgar e processar ação versando sobre o caso.

O assédio moral foi tipificado como crime pela Lei n. 10.224/2001, que acresceu o item “a” ao artigo 216 do Código Penal. Diz o artigo: “A constranger alguém com o intuito de obter vantagem ou favorecimento, prevalecendo-se o agente da sua condição de superior hierárquico ou ascendência inerentes ao exercício de emprego, cargo ou função”. A pena, de acordo com a Lei, é de um ano a dois anos de detenção.

No Brasil, no entanto, não há previsão em lei federal acerca do assédio moral. Os projetos de lei que atualmente tramitam no Congresso Nacional sobre o tema são: o projeto de lei federal n. 5.970/2001, que introduz disposições aos artigos 483 e 484 da CLT, o projeto de lei federal n. 2.593/2003, que introduz alíneas ao artigo 483 da CLT, o projeto de lei federal n. 2.369/2003, que define e proíbe o assédio moral, impõe dever de indenizar e estabelece medidas preventivas e multas, o projeto de lei federal n.5887/2001 (tipifica como crime e conduta enquadrada como assédio moral, introduzindo alínea “a” ao artigo 146 do Código Penal, impondo pena de detenção de três meses a um ano e multa), projeto de lei federal n. 4742/2001, também introduz alterações na lei n. 8.112/1990, proibindo aos servidores públicos a prática do assédio moral contra seus subordinados, com fixação de penalidades disciplinares.

O assédio moral é uma violência multilateral, tanto pode ser vertical, horizontal ou ascendente (a violência que parte dos subordinados contra um chefe), é continuada e visa excluir a vítima do mundo do trabalho, seja forçando-a a demitir-se, a aposentar-se precocemente, como também a licenciar-se para tratamento de saúde. O efeito dessa espécie de violência na vítima é devastador.

O termo “assédio moral” foi utilizado pela primeira vez pelos psicólogos e não faz muito tempo que começou a circular no mundo jurídico. De acordo com a psicóloga, Fátima Maria Langere, o que se denomina assédio moral é também conhecido como “mobbing” (Itália, Alemanha e Escandinava), harcelement moral (França) e “acoso moral” (Espanha). Todas as designações significam o terror psicológico que são atentados contra a dignidade humana.

O delegado substituto da Delegacia Regional do Trabalho da Paraíba (DRT/PB), Manuel Ferreira Campos, disse que em 2007 foram registrados no Estado, aproximadamente 10 casos, mas nem todos foram caracterizados como assédio moral por falta de provas. “Temos algumas solicitações do Ministério Público do Trabalho para verificar se a denúncia dos trabalhadores é ou não assédio moral”, comentou.

O assédio moral, segundo ele, consiste na exposição dos trabalhadores e trabalhadoras a situações humilhantes e constrangedoras, repetitivas e prolongadas durante a jornada de trabalho e no exercício de suas funções, sendo mais comuns em relações hierárquicas autoritárias e assimétricas, em que predominam condutas negativas, relações desumanas e aéticas de longa duração, de um ou mais chefes dirigida a um ou mais subordinado(s), desestabilizando a relação da vítima com o ambiente de trabalho e a organização, forçando-o a desistir do emprego. “Sabemos disso tudo, no entanto, quando vamos investigar o empregador nega, não reconhece e os empregados que estão trabalhando tem o receio de comentar com medo de serem demitidos. É uma situação muito complicada”, avaliou.

As denúncias, de acordo com ele, só ocorrem, na maioria das vezes, quando o empregado já saiu da empresa, o que acaba se tornando difícil caracterizar o assédio moral. A humilhação repetitiva e de longa duração interfere na vida do trabalhador e trabalhadora de modo direto, comprometendo sua identidade, dignidade e relações afetivas e sociais, ocasionando graves danos à saúde física e mental, que podem evoluir para a incapacidade laborativa, desemprego ou mesmo a morte, constituindo um risco invisível, porém concreto, nas relações e condições de trabalho.

O chefe do Núcleo de Segurança e Saúde do Trabalho da DRT/PB, Clóvis da Silveira, diz que conseguir elementos concretos com relação à saúde do trabalhador também é complicado, uma vez que doenças como depressão, pânico, ainda são vistas pela sociedade como doenças de pouca relevância, quando na verdade são tão devastadoras quanto às doenças de origem físicas, como o câncer, o esforço repetitivo e outras.

Na Paraíba, apenas os servidores públicos estaduais dispõem de serviços de ajuda e apoio a prática do assédio moral. O órgão que acompanha os casos é o Centro de Referência em Saúde do Trabalhador Regional Paraíba (Cerest/PB) que funciona por trás do Pan de Jaguaribe. O trabalhador público estadual que se sentir lesado em seus direitos terá no local apoio jurídico e psicológico. A diretora adjunta do Cerest da Paraíba, Marta Darlan Moises da Silva, comentou que várias ações estão sendo planejadas pelo órgão, como uma cartilha que será distribuída em todas as repartições públicas do Estado. Segundo Marta Darlan Moises da Silva, o que falta para que essa questão seja levada mesmo a sério é uma lei federal.

No próximo ano no Cerest haverá o grupo de apoio ao assédio moral que será formado por psicólogos, psiquiatras e advogados para dar apoio jurídico as pessoas que se sentirem lesadas. O centro dispõe atualmente de uma equipe multidisciplinar, mas o tratamento psicológico é feito pela rede de saúde estadual. “Apenas fazemos os encaminharemos. Não só para o assédio moral, como para outras doenças que atinge o trabalhador”, disse.

Dados da Revista Justiça e Cidadania (outubro 2006) revelam que já foram julgados no país mais de 500 casos versando sobre o tema assédio moral pelos tribunais regionais do trabalho. Os estados que mais solicitaram a análise desse tipo de pedido foram os da região sul e sudeste. Os fatos mais recorrentes são a inação compulsória, humilhações verbais por parte de superiores, inclusive pela utilização de palavras de baixo calão, coações psicológicas com a finalidade de adesão do empregado ou à demissão.

Os valores em casos de comprovação de assédio moral são bem altos. O delegado substituto da Delegacia Regional do Trabalho (DRT/PB), Manuel Ferreira Campos, disse que as multas nestes casos podem variar de um salário mínimo há R$ 6.000,00. Existem casos, de acordo com a Revista Justiça e Cidadania, de R$ 3.500,00 para relação que durou 25 dias. Há outro de R$ 70.000,00 para empregados com contratos mais longos, como oito anos. Na maior parte dos casos a condenação varia de R$ 10.000,00 a R$ 30.000,00. Os valores são arbitrados, não havendo a construção de relação entre remuneração do empregado e o montante da reparação. Outros critérios são mais utilizados, como o tempo de serviço e a gravidade da ofensa.

A Delegacia Regional do Trabalho de Santa Catarina elaborou uma cartilha com informações que identificam ações e atitudes que caracterizam o assédio moral. Vejamos alguns itens:

Conceito

  • Assedio Moral é toda e qualquer conduta que caracteriza comportamento abusivo, freqüente e intencional, através de atitudes, gestos, palavras ou escritos, que possam ferir a integridade física ou psíquica de uma pessoa, vindo a por em risco o seu emprego ou degradando o seu ambiente de trabalho.

Condutas mais comuns que caracterizam o assédio moral

  • Dar instruções confusas e imprecisas ao trabalhador;
  • Bloquear o andamento do trabalho alheio;
  • Atribuir erros imaginários ao trabalhador;
  • Pedir-lhe, sem necessidade, trabalhos urgentes ou sobrecarrega-los com tarefas;
  • Ignorar a presença do trabalhador na frente dos outros e/ou não cumprimenta-lo ou não lhe dirigir a palavra;
  • Fazer critica ao trabalhador em público ou ainda brincadeiras de mau gosto;
  • Impor-lhe horários injustificados;
  • Fazer circular boatos maldosos e calúnias sobre o trabalhador e/ou insinuar que ele tem problemas mentais e familiares;
  • Forçar a demissão do trabalhador e/ou transferi-lo do setor para isola-lo;
  • Pedir a execução de tarefas sem interesses e/ou não lhe atribuir tarefas;
  • Retirar seus instrumentos de trabalho (telefone, fax, computador, mesa, etc);
  • Agredir o assediado somente quando o assediador e vítima estão a sós;
  • Proibir colegas de falar e almoçar com o trabalhador;

Perfil da Vítima do Assédio Moral

  • Trabalhadores com mais de 35 anos;
  • Os que atingem salários muito alto, não se curvam ao autoritarismo nem se deixam subjugar e são mais competentes que o agressor;
  • Saudáveis, escrupulosos e honestos, perfeccionistas, não faltam ao trabalhado mesmo quando doentes;
  • Pessoas que têm senso de culpa muito desenvolvido e aqueles que vivem sós;
  • Pessoas que estão perdendo a cada dia a resistência física e psicológica para suportar humilhações;
  • Portadores de algum tipo de deficiência ou problemas de saúde;
  • Os que têm crenças religiosas ou orientação sexual diferente daquele que assedia;
  • Os que têm limitação de oportunidades por serem especialistas;
  • Homens em um grupo de mulheres e mulheres em um grupo de homens;
  • As mulheres casadas, grávidas ou as que têm filhos pequenos;

Conseqüências do Assédio Moral

a) Perdas para empresa:

  • Queda da produtividade e menos eficiência, imagem negativa da empresa perante os consumidores e mercado de trabalho;
  • Alteração na qualidade do serviço/produto e baixo índice de criatividade;
  • Doenças profissionais, acidentes de trabalho e danos aos equipamentos;
  • Troca constante de empregados, ocasionando despesas com rescisões, seleção e treinamento de pessoal;
  • Aumento de ações trabalhistas, inclusive com pedidos de separação por danos morais.

b) Perdas para o Assediado:

  • Dependendo do perfil psicológico do assediado e de sua condição social, sabe-se que sua capacidade de ser rebelar contra o assédio moral no ambiente do trabalho é limitada, justamente por ser o empregado a parte mais fraca da relação. Surgem, então, empregados desprovidos de motivação, de criatividade, de capacidade de liderança, de espírito de equipe e com poucas chances de se manterem empregáveis.
  • Acabam por se sujeitar às mais diversas humilhações, adoecendo psicológica e/ou fisicamente. Uma das conseqüências mais marcantes do assédio moral é justamente registrada no campo de saúde e segurança do trabalho, pois, diante de um quadro inteiramente desfavorável à execução tranqüila e segura do serviço que foi lhe conferido, o empregado assediado sente-se ansioso, despreparado e inseguro.
  • Em conseqüência, quando não é demitido pela baixa produtividade, aumentam os riscos de vir a sofrer doenças profissionais ou acidentes do trabalho.

Como deve se posicionar a vítima diante do assédio moral

  • Conhecer o que é assédio moral e suas características;
  • Distinguir o assédio moral de outras tensões de trabalho com desavenças eventuais, “stress” e contrariedades;
  • Se constatado o assédio moral se dirigir aos recursos humanos, à CIPA e aos serviços especializados em segurança e medicina do trabalho da empresa, ao sindicato profissional e à comissão de conciliação prévia, se existirem;
  • Não obtendo êxito quanto a essas ultimas providenciais, denunciar o assédio ao Ministério do Trabalho e Emprego e ao Ministério Público do Trabalho.
Perfil dos agressores segundo trabalhadores

Profeta: Sua missão é "enxugar" o mais rápido possível a "máquina", demitindo indiscriminadamente os trabalhadores/as. Refere-se às demissões como a "grande realização da sua vida". Humilha com cautela, reservadamente. As testemunhas, quando existem, são seus superiores, mostrando sua habilidade em "esmagar" elegantemente.




Pitt-bull: é o chefe agressivo, violento e perverso em palavras e atos. Demite friamente e humilha por prazer.



Troglodita:



É o chefe brusco, grotesco. Implanta as normas sem pensar e todos devem obedecer sem reclamar. Sempre está com a razão. Seu tipo é: "eu mando e você obedece".



Tigrão:
Esconde sua incapacidade com atitudes grosseiras e necessita de público que assista seu ato para sentir-se respeitado e temido por todos.

Mala-babão:
É aquele chefe que bajula o patrão e não larga os subordinados. Persegue e controla cada um com "mão de ferro". É uma espécie de capataz moderno.

Grande irmão: Aproxima-se dos trabalhadores/as e mostra-se sensível aos problemas particulares de cada um, independente se intra ou extra-muros. Na primeira "oportunidade", utiliza estes mesmos problemas contra o trabalhador, para rebaixá-lo, afastá-lo do grupo, demiti-lo ou exigir produtividade.





Garganta:
É o chefe que não conhece bem o seu trabalho, mas vive contando vantagens e não admite que seu subordinado saiba mais do que ele. Submete-o a situações vexatórias, como por exemplo: colocá-lo para realizar tarefas acima do seu conhecimento ou inferior à sua função.



Tasea:
"Ta se achando".
Confuso e inseguro. Esconde seu desconhecimento com ordens contraditórias: começa projetos novos, para no dia seguinte modificá-los. Exige relatórios diários que não serão utilizados. Não sabe o que fazer com as demandas dos seus superiores. Se algum projeto é elogiado pelos superiores, colhe os louros. Em caso contrário, responsabiliza a "incompetência" dos seus subordinados.

Fonte: Barreto, M. Uma Jornada de Humilhações. 2000 PUC/SP



Adriana Crisanto
Repórter
adriana@jornalonorte.com.br
adrianacrisanto@gmail.com

segunda-feira, dezembro 17, 2007

Livro da Editora Universitária da UFPB é adotado no Timor Leste


A coletânea foi organizada pelo professor do Departamento de Educação Física da Universidade Federal da Paraíba, Jorge Fernando Hermida, e reúne textos de vários educadores nordestinos

Depois de ter sido lançado em várias capitais do país com enorme sucesso o livro “Educação Infantil Políticas e Fundamentos” (Ed. Universitária da UFPB, 2007, p.296), organizado pelo professor do Departamento de Educação Física da Universidade Federal da Paraíba (DEF/UFPB), Jorge Fernando Hermida, será adotado na República Democrática do Timor Leste.

A obra faz parte de uma das ações do programa do Banco do Nordeste do Brasil de Cultura (BNB), edição 2007, que consiste também na promoção de palestras, oficinas e seminários gratuitos para professores e estudantes de educação. Surpreso com a indicação de sua obra o professor Jorge Fernando Hermida recebeu a notícia com grande alegria através do professor cooperante brasileiro Everaldo Freire (um dos autores presente na coletânea).

O atual chefe do Departamento de Formação dos Professores das Séries Iniciais (DFPSI) do Timor Leste, professor Lourenço Marques da Silva, ao ter em mãos o exemplar prontamente sugeriu que a publicação fosse adotada nos cursos de formação de professores do país. “O departamento sempre enfrenta casos de carência de recursos materiais educativos dentro do processo de formação dos novos candidatos a professores para o futuro de Timor Leste”, disse o chefe Lourenço Marques em carta encaminhada ao professor Hermida.

O DFPSI da Universidade Timor Lorosa “E” foi criado após o fim da guerra da independência no mês de junho de 2005 por professores timorenses, lusitanos e brasileiros. O diretor do DFPSI está preocupado com a escassez de material educativo de língua portuguesa para os educadores da região, pois, em sua opinião, eles representam a continuidade e difusão da língua portuguesa e brasileira no Timor. Na carta o diretor diz ainda que outras propostas de cooperação pedagógica e doação de livros idêntica foram realizadas no Instituto Camões (ICA), Fundação das Universidades Portuguesas (FUP) e Embaixada de Portugal em Dili, mas até a presente data nenhuma resposta foi dada.

A Pró-Reitora de Extensão e Assuntos Comunitários da UFPB, a professora Lúcia Guerra, que coordena de perto vários projetos, comentou que ações como a do professor Jorge Hermida além de desenvolver atividades de extensão, com palestras, oficinas, mini-cursos em estados do país abre mais uma frente de expansão nas relações internacionais da universidade.

Apesar de todo sucesso da ação educativa-cultural o professor Jorge Fernando Hermida está sem passagens áreas para ir ao Timor Leste representar o Brasil e desenvolver a ação. “Acredito que o poder político apoiará a iniciativa, uma vez que está ação interessa a nossa universidade e ao Estado”, acrescentou.

Essa é também a primeira vez que um livro produzido na Editora da UFPB é solicitado para ser adotado fora do país. O diretor da Editora Universitária, José Luiz da Silva, diz que mais uma vez a UFPB cumpre a sua função social enquanto instituição de ensino. “O papel que está cumprindo a Editora Universitária da UFPB na gestão do diretor José Luiz da Silva ocupa um lugar central neste processo. Por um lado, ele fez com que a editora fosse o protagonista principal ao fazer dela uma célula da instituição socialmente responsável no processo de difusão da produção acadêmica e da cultura nordestina. Por outro, o diretor José Luiz sempre teve claro que a difusão cultural a preços acessíveis é mais importante que a difusão de produtos culturais regida por interesses do mercado. É por isto que minhas obras são publicadas nesta editora”, concluiu Jorge Fernando Hermida.

A obra

“Educação Infantil: Políticas e Fundamentos” é uma coletânea de textos sobre educação infantil organizado pelo professor Jorge Fernando Hermida com textos escritos por conceituados professores de educação do país, que discutem sobre todos os aspectos que envolvem a educação infantil, a partir de experiências desenvolvidas no nordeste brasileiro.

A publicação está dividida em duas partes. Na primeira, os textos tratam da importância e condição da criança como sujeito de direito e, em igual medida, a importância da educação na vida da criança. Também são analisadas as contradições, as especificidades e as perspectivas que caracterizam a educação, com ênfase à contribuição que os movimentos sociais realizaram e ainda realizam, e que é vital para o desenvolvimento deste setor de ensino.

Participam da coletânea os educadores: Antônio Luiz Alencar Miranda, Benito Almaguer Luaiza, Clidiane Maurício dos Santos, Everaldo José Freire, Francisca Ferreira dos Santos, Francisco de Assis Carvalho de Almada, Heloisa Cardoso Varão Santos, Jeiel Maria Lucena da Silva, João Ricardo Pereira da Silva, Klébia Maria Ludgério, Roberto Mauro Gurgel Rocha, Márcia Maria Rocha Martins, Miguel Daladier Barros, Nadja Calábria, Roberto Luis Renner, Shirlane Maria Batista da Silva Miranda. O texto de apresentação é de autoria da professora Terezinha Diniz.

Todos os textos abordam assuntos vinculados com a legislação brasileira que trata da educação em geral, e em especial, da educação infantil, assim como, da eficácia dessa legislação frente aos desafios enfrentados ao longo dos anos pela educação no Brasil.

Nesta primeira parte se encerra com um texto que procura respostas para os seguintes questionamentos: É possível conciliar o projeto de formação para a cidadania com uma proposta educativa desvinculada de uma teoria crítica de educação? A quem interessa o discurso de inutilidade da pedagogia no cotidiano das instituições de ensino? A partir desses questionamentos se discute a importância da pedagogia, especialmente na sua tendência crítico-social, nas tarefas de cuidar/educar na educação infantil.

A segunda parte da publicação está constituída de dez textos, que versam sobre temas, saberes e conteúdos que imprescindíveis para a formação da educação infantil, a exemplo da cultura corporal, lúdica, leitura, letramento, ética e formação de professores, televisão e criança, gestão escolar e educação e cuidados para crianças.

Todos os artigos entendem a infância como uma categoria social e histórica, um período da história de cada um que, na nossa sociedade, estende-se do nascimento até aproximadamente os 10 anos de idade, e as crianças como sujeitos históricos e sociais, marcadas pelas características e contradições das sociedades em que estão inseridas. Enquanto sujeitos históricos e sociais, as crianças produzem cultura, ao mesmo tempo em que elas são produzidas pela própria cultura na qual estão socialmente inseridas.

Ao considerar a educação como uma comunicação entre seres humanos em graus diferentes de maturidade, os saberes supracitados passam a ser fundamentais para o processo de constituição da personalidade das crianças e do mundo da cultura. Na construção do mundo do humano, e do mundo da cultura, a categoria mediação ocupa um lugar central. Desta maneira, a coletânea de textos e os cursos de aperfeiçoamento procuram contribuir para a melhoria da qualidade da educação de nossa região.

Sobre o organizador

Naturalizado brasileiro, o professor Jorge Fernando Hermida nasceu de Montevidéu, República Oriental do Uruguai. É professor de Educação Física da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Doutor em História, Filosofia e Educação na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). É pós-doutorando no Departamento de Sociologia da Universidade de Salamanca (Espanha). Suas principais áreas de atuação são Educação Infantil, Ciência Política e Política Educacional. São de sua autoria os livros: A Reforma Educacional no Brasil (Editora UFPB/2006), A Educação na Era FHC: fundamentos filosóficos e políticos (Editora UFPB/2006) e Educação física e Saber Escolar (no prelo).

Timor Leste

A República Democrática de Timor-Leste é um dos países mais jovens do mundo, e ocupa a parte oriental da ilha de Timor na Oceania, além do enclave de Oecussi-Ambeno, na costa norte da banda ocidental de Timor, da ilha de Ataúro, a norte, e do ilhéu de Jaco ao largo da ponta leste da ilha. As únicas fronteiras terrestres que o país tem ligam-no à Indonésia, a oeste da porção principal do território, e a leste, sul e oeste de Ocussi, mas tem também fronteira marítima com a Austrália, no Mar de Timor, a sul. Sua capital é Díli, situada na costa norte.

Conhecido como Timor Português, foi uma colônia portuguesa até 1975, altura em que se tornou independente, tendo sido invadido pela Indonésia três dias depois. Permaneceu considerado oficialmente pelas Nações Unidas como território português por descolonizar até 1999. Foi, porém, considerado pela Indonésia como a sua 27.ª província com o nome de "Timor Timur". Em 30 de agosto de 1999, cerca de 80% do povo timorense optou pela independência em referendo organizado pela Organização das Nações Unidas.

A língua mais falada em Timor-Leste é o tétum. Devido à recente ocupação indonésia, grande parte da população compreende a língua indonésia (erradamente chamada por vezes bahasa, que significa língua), e agora uma grande maioria está aprendendo a escrever e estudar a língua portuguesa brasileira.

Geograficamente, o país enquadra-se no chamado sudeste asiático, enquanto do ponto de vista biológico aproxima-se mais das ilhas vizinhas da Melanésia, o que o colocaria na Oceânia e, por conseguinte, faria dele uma nação transcontinental.

Serviço:
Educação Infantil – Políticas e Fundamentos

Jorge Fernando Hermida (organizador)
Editora Universitária da UFPB
Ano 2007
296 páginas.

Adriana Crisanto
Jornalista – DRT/PB – 1455/o2-99
Crédito das Fotos: Divulgação do autor

segunda-feira, dezembro 10, 2007

Piollin na reta final


Com a proximidade do final do ano várias escolas, teatros e casa artísticas estão se preparando para o encerramento de suas atividades. O Centro Cultural Piollin (CCP), que recentemente se tornou ponto de cultura, está finalizando seu calendário letivo com atividades artísticas e pedagógicas neste dia 14 de dezembro.
Os alunos do CCP irão participar de um passeio a cidade de Lucena, onde farão visitas ao patrimônio histórico e arquitetônico do município, localizado a cerca de 42 quilômetros da Capital João Pessoa. Os estudantes do Centro desfrutarão das belezas naturais do local, aproveitando o espaço e tempo que será proporcionado para o lazer.
O Centro Cultural Piollin será recepcionado pela organização não governamental Apoitchá, que atua na defesa do meio ambiente, desenvolvimento da cultura e educação, voltada especialmente para o público infanto-juvenil de Lucena.

Grupo Teatro Piollin

O espetáculo "A Gaviota (alguns rascunhos)" foi à peça escolhida para o projeto Palco Giratório 2008, promovido pelo Serviço Social do Comércio (Sesc). Ao todo serão 21 apresentações no mês de abril de 2008, em cidades a serem definidas pela coordenação do projeto.

Ainda, em 2008, o espetáculo deve participar do 15o Porta Alegre em Cena, que será realizado na Capital gaúcha, no mês de setembro também de 2008. O convite, de acordo com Márcia Lucena, uma das coordenadoras da Piollin, foi formalizado pela coordenação do evento. Foi fixado um total de três apresentações, durante a semana do evento.
"O Porto Alegre em Cena" se destaca como um importante evento de teatro no país, em função do seu papel na articulação de grupos nacionais e internacionais comprometidos com a pesquisa, o estudo e difusão do teatro contemporâneo. Durante o evento, serão comemorados os cem anos de fundação do Teatro São Pedro, uma referência para a arquitetura, a história e a cultura do Rio Grande do Sul.

Para quem ainda não conhece o Centro Cultural Piollin promove a inclusão social através da arte, desde a década de 1970. O CCP está localizado na Rua Sizenando Costa, s/n, Roger, João Pessoa (PB). Outras informações podem ser obtidas através dos números: 3241.6343 3241.7436.


Adriana Crisanto
Repórter
adrianacrisanto@gmail.com
Foto: Divulgação
www.piollin.org.br

quinta-feira, novembro 29, 2007

Nelma Figueiredo retorna para Tv O Norte/Band



Com 20 anos de profissão, Nelma Figueiredo é hoje uma das mais conhecidas profissionais de jornalismo da televisão paraibana. Brasiliense de nascimento, paraibana de criação e coração, cursou jornalismo na Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Começou no jornalismo televisivo em 1987, quando a Tv O Norte ainda era filiada ao Sistema Brasileiro de Televisão, onde foi repórter. Ela acumula passagens pelas emissoras de televisão SBT, Globo, Record e novamente na TV O Norte/Band onde assumiu recentemente a editoria e a bancada paraibana do jornal da noite (Jornal O Norte, canal 10). Além disso, concilia o trabalho de assessora de imprensa do Departamento Nacional de Trânsito da Paraíba (Detran/PB) com a dura responsabilidade de ser mãe de dois filhos.
Nesta entrevista Nelma Figueiredo comenta sobre a dificuldade de fazer jornalismo na televisão, a experiência de ter testemunhado fatos históricos no período em que trabalhou em outros locais. Fala também da adrenalina de fazer entrevistas ao vivo, diz que o profissional de imprensa está acostumado a “fingir” que entende muito de tudo. Ela opina sobre televisão digital, fala da reportagem que mais marcou sua carreira e a que não gostaria de ter realizado e conta como é conviver com a concorrência dentro casa.

O que é mais difícil no jornalismo de televisão?
É o imediatismo da televisão e por ser um veículo que mexe com tudo, com texto, com imagem, com som e o desafio de trabalhar em equipe. Tem que ser uma engrenagem que funcione bem, do motorista ao editor, pois se alguém falhar vai esbarrar na produção do outro. Ao contrário do impresso, talvez, na televisão precisa-se de uma equipe completa, engajada e envolvida. Você não faz nada sozinho. Eu aposto muito nisso. No trabalho em equipe, no diálogo entre os profissionais para que o produto final saia o melhor possível.

Qual análise você faz do jornalismo na televisão paraibana?
Eu acho que a gente não deixa a desejar. Eu viajo muito e assisto a outros programas de televisão em outros estados. Aqui todas as televisões estão investindo muito na produção.


No próximo ano entra a televisão digital. Você acredita que com chegada dela os programas de televisão também vão mudar o formato? Como você vem observa isso?
Eu não parei ainda para fazer essa avaliação. Mas, acredito que isso está relacionado a um aspecto técnico da televisão, da qualidade de imagem. Tem a ver mais com o aspecto da engenharia do que diretamente com a linha editorial. A promessa é de que ela seja uma televisão mais interativa. Pode permitir participação mais direta do telespectador. O que percebo é que os canais de televisão por assinatura conseguiram influenciar um pouco o formato e a linguagem de alguns programas das emissoras de televisão aberta.


Política, cidades, economia, esporte e cultura. Qual destas editorias mais te atrai?
Eu não sei por que, mas sempre me rotularam como repórter de política. Embora eu nunca tenha ficado especificamente numa área, porque na televisão a gente não consegue se especializar. Estamos sempre na geral. Mesmo que você tenha afinidade com uma área o jornalista acaba fazendo de tudo. Eu acho que a política é uma área fácil de cobrir, principalmente quando você se familiariza, pois quando você chega na Câmara ou na Assembléia o repórter conhece todos os políticos e todos os representantes dos partidos. Fica mais fácil de fazer uma leitura do que acontece. Difícil é quando você está na geral, afastado de toda discussão e cai de pára-quedas naquela seção. Mas quando você acompanha, ler sempre sobre o assunto acredito que fica mais fácil. Ganha a empresa e o telespectador. Eu não tenho muita afinidade com esporte, mas mesmo assim faço. Nada como um bate-papo com o técnico de alguma modalidade esportiva, com os esportistas, com as pessoas envolvidas não resolva. A gente está acostumada a fingir que entende muito de tudo.


Qual reportagem, cobertura, que mais te marcou?


Foram vários momentos. Mas, não tem como deixar de citar a cobertura da morte do ex-governador Antônio Mariz. Na época a morte dele coincidiu do programa de televisão da emissora que trabalhava está no ar naquele exato momento. Fomos forçados a realizar a cobertura no improviso. Foi uma responsabilidade muito grande e marcou. Inclusive, Silvio Osias, que é hoje o editor aqui da TV O Norte, ao ser entrevistado em uma das retrospectivas também destacou a cobertura da morte de Mariz como uma das mais importantes. Eu fiquei muito feliz por ele ter citado, embora seja lamentável o momento de morte.


E a reportagem que você não gostaria de ter feito?
Eu fiz muitas reportagens que não gostaria de ter feito, principalmente quando envolvem crianças. Eu fiz uma reportagem de um acidente em que um caminhão atropelou seis crianças em uma parada de ônibus, no final do bairro do Bessa. Isso me chocou muito, na época, e recentemente um caso de cinco crianças que perderam a mãe por negligência médica de um hospital. São matérias que me marcaram e que não gostaria de ter feito, mas fiz.

As pessoas estão sempre criticando os programas exibidos na televisão aberta pelo conteúdo que apresentam. Que análise você faz destes programas de televisão?

É difícil fazer televisão e analisar. Hoje existe o controle remoto, as televisões por assinatura estão cada vez mais acessíveis. Os preços caíram muito. Dificilmente alguém não tem. Não há muito o quê criticar. Tem gosto para tudo e para todos. Às vezes um tipo de programa é insuportável para alguém, como é o caso dos programas policiais que estão ai como líderes de audiência. Muita gente não consegue nem parar na frente da televisão para assistir. Os de fofoca também conseguem alcançar números expressivos de audiência. E, às vezes, a gente critica tanto e se pega assistindo, sendo envolvido pela notícia. Eu acho que tudo é válido. Às vezes também a gente acha besteira à previsão do tempo e a tábua das marés, mas tem gente que consulta porque tem uma viagem, porque deseja fazer um passeio de barco. Você não pode desprezar a notícia.

Seu esposo também é apresentador de televisão. Como é conviver com a concorrência dentro de casa?
Risos. Na época que a gente namorou e casou trabalhávamos na mesma emissora de televisão. Logo depois eu fui para um local e ele para outro. Vamos fazer 18 anos de casado, praticamente em emissoras de televisão diferentes. A gente já meio que se acostumou com isso e levamos numa boa. Há fatos que evidentemente sei e não posso passar para ele, como também acontece com ele. Tem outras coisas que a gente discute. Existiu um fato interessante. Certa vez estava fazendo uma matéria fora do Estado e ele nem sabia onde eu estava, ou seja, foi aquela coisa mesmo de respeitar a concorrência.


Você é uma profissional respeitada e admirada não apenas pelo público, mas também pelos profissionais da área. De onde vem essa credibilidade?
Eu estava comentando com Silvio Osias outro dia que eu não sei de onde vem essa credibilidade, pois eu acho minha voz feia e infantil, às vezes, mas graças a Deus, modesta parte, eu reconheço e sinto isso também.

Adriana Crisanto
Repórter
adriana@jornalonorte.com.br
adrianacrisanto@gmail.com
Foto: Mano Carvalho

A constituição e seus fundamentos



O jurista Agassiz Almeida Filho recentemente lançou o livro “Fundamentos do Direito Constitucional” (Editora Forense, 294 p. R$ 50). A obra analisa as bases do fenômeno constitucional a partir de um diálogo com o pensamento político, destacando-se, em menos de três meses, como uma das mais importantes publicações jurídicas do ano.
Em estilo leve a acessível, o livro oferece ao leitor a possibilidade de mergulhar no universo teórico do Direito Constitucional e descobrir o que realmente é uma constituição, quais são os seus principais desafios e como se deve encarar o Direito Constitucional no Brasil de hoje.
De acordo com o autor, o livro é uma tentativa de entender o que existe na base do sistema constitucional, de compreender quais motivos impedem que a constituição brasileira funcione de fato. “No livro, estabeleço relação entre a constituição e a política. Às vezes temos a pretensão de considerar a constituição como algo somente jurídico sem ligação nenhuma com a realidade”.
Para compor o livro Agassiz Almeida Filho passou cerca de três anos realizando pesquisas na área. “Neste estudo o que percebi é que se a gente não entender a constituição fica difícil fazê-la funcionar”, disse o autor. A obra vem dividida em três capítulos. No primeiro o autor remete a questões sobre a epistemologia e o conceito de política. A idéia do escritor neste primeiro momento é identificar os fundamentos que condicionam os enunciados conceituais elaborados por Carl Schmitt, jurista alemão, filho de pequeno comerciante que estudou ciência política e Direito em Berlim, Munique e Estrasburgo. Schmitt entrou para o partido nazista, onde permaneceu até o final da segunda guerra. Suas idéias atraíram a atenção de filósofos e cientistas políticos, incluindo Walter Benjamin, Jacques Derrida, Giorgio Agamben e Chantal Mouffe.
“Fundamentos do Direito Constitucional” apresenta aspectos críticos e teóricos bem relevantes, a exemplo do historicismo e ausência de marcos jurídicos e pré-constitucionais. O historicismo, de maneira geral, é a prática de uma história radical, que enfatiza não somente sua importância enquanto saber e reflexão, mas impondo também sua posição central para uma compreensão do ser humano e da própria realidade. Pode-se dizer que tem suas raízes em escritos de Hegel, um dos mais influentes filósofos europeus do século XIX.
Para discorrer sobre o historicismo jurídico o autor toma emprestadas as idéias do escritor Antônio Hernández Gil e diz que o historicismo jurídico se desestima o geral ou genérico e proclama o singular e específico, mas, ao mesmo tempo, segundo ele, opõe o coletivo ao individual.
No segundo capítulo, em que trata sobre Política e Direito, Agassiz Almeida Filho, remete, com muita propriedade, sobre as posições teóricas acerca do poder constituinte, que de acordo com ele, envolve aspectos valorativos e ideológicos de caráter controvertido, pois se encontram em jogo, entre outros aspectos, o tipo de legitimidade do domínio político e a definição dos fundamentos da ordem jurídica.
Na tentativa de conceituar o termo “política”, o autor, no terceiro capítulo, parte do binômio Estado e Sociedade e do individualismo moderno do homem para discorrer sobre a terminologia. “O indivíduo isola-se em torno de sua autonomia e do modelo social a ela inerente. Do outro lado, situam-se o Estado e o fenômeno político, que se dissociam da realidade econômica com o fim de viabilizar o projeto liberal em todas as suas dimensões, cedendo espaço para uma sociedade que atua segundo leis próprias, ditadas pelo automatismo espontâneo do mercado”, esclarece Agassiz Filho.
O livro foi lançado no Rio de Janeiro, Fortaleza (CE) e em Caracas (Venezuela), de onde recém retornou. A publicação ainda não teve lançamento oficializado em João Pessoa, pois, segundo o autor, deseja lançar com festa na cidade onde nasceu.

Sobre o autor:
Agassiz Almeida Filho é Consultor Jurídico, Professor e Chefe do Departamento de Direito do Centro de Humanidades da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), Professor da FACET, Coordenador do Núcleo de Estudos Jurídicos da Fundação Casa de José Américo. Mestre em Ciências Jurídico-Políticas pela Universidade de Coimbra (Portugal) e Doutorando em Direito Constitucional pela Universidade de Salamanca (Espanha). É especialista em Direito Penal Econômico e Europeu no Instituto de Direito Penal Econômico e Europeu da Universidade de Coimbra. É autor dos livros: Introdução ao Direito Constitucional (2007), Constitucionalismo e Estado (2006), Estado de direito e direitos fundamentais (2006), Sociedae e Cultura em evolução (2004) entre outros artigos jurídicos publicados no Brasil e no exterior.



Serviço:
Livro: "Fundamentos do Direito Constitucional"

Autor: Agassiz Almeida Filho
294 páginas
R$ 50
Editora Forense
Ano: 2007


Adriana Crisanto