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quarta-feira, outubro 08, 2008

O homem que engarrafava nuvens


“O Homem que engarrafa nuvens” é a mais uma produção documental de Denise Dummont, com direção firme de Lírio Ferreira e fotografia de Walter Carvalho, em que narra sobre a vida e obra do compositor e advogado Humberto Teixeira (1915/1979), parceiro de Luiz Gonzaga, o Rei do Baião.

O documentário começou a ser exibido na Estação Vivo Gávea, no Rio de Janeiro, mas só Deus sabe quando começa a circular nas salas de cinema ou de arte do Nordeste. O título do filme foi sacado de uma entrevista de Humberto Teixeira a Nirez. Para acompanhar a jornada emocional de Dummont, o diretor Lírio Ferreira tenta desvendar boa parte do véu que cobria o homem e o artista - este, aliás, nem sempre creditado como devido quando o assunto é o repertório áureo de Gonzaga.

A voz de Humberto Teixeira aparece em “off” extraída de um depoimento biográfico prestado pelo compositor no ano de 1977. Teixeira nasceu em Iguatu, interior do Ceará. Uma terra castiga pela seca onde o artista conviveu com Luiz Gonzaga, ouvindo em sua forma seminal as festas e cantorias nordestinas, do qual Teixeira levou consigo para o Rio de Janeiro com o intuito de virar médico.

O documentário conta que ele, na verdade, se tornou um advogado e que, anos depois, faria a viagem de volta como candidato a Deputado Federal no Ceará. Entre uma viagem e outra, Teixeira mostrou ao mundo como se dança e compõe o baião pela voz de Luiz Gonzaga. Mas somente depois de ter suas primeiras músicas rejeitadas por estrelas da época, como Carmen Miranda (1909 - 1955) e Orlando Silva (1915 - 1978).

A primeira música gravada por Teixeira foi Sinfonia do Café, que abriu caminho para o registro do samba “Deus me Perdoe”, sucesso na voz de Cyro Monteiro no Carnaval de 1945. Mas foi no baião que ele se identificou e estourou na primeira metade da década de 1950, e fez o Brasil descobrir a sanfona. A década, de acordo com os livros de música brasileira, foi a era de ouro do gênero, que coincide com a industrialização do Brasil, e começou a ser formatada em 1946 com a gravação de Baião pelo conjunto “Quatro Ases e Um Coringa”

O baião, de acordo com os cantores Fagner e Otto nos depoimentos inseridos no filme, era a música que expressava os sentimentos dos nordestinos saudosos que haviam migrado para o Sul para fugir da seca e da fome. "Ou você descia para São Paulo ou subia para São Pedro", diz o cearense Belchior.

“O Homem que engarrafa nuvens” mescla gravações antigas com registros contemporâneos feitos em estúdio por Caetano Veloso (Baião de Dois), Gal Costa (Adeus, Maria Fulô - com o auxílio luxuoso da sanfona de Sivuca) e Chico Buarque (Kalu, sucesso de Dalva de Oliveira que teve como musa inspiradora Mafalda, caso extra-conjugal de Teixeira). No filme também pode ser vistas imagens captadas na edição do Prêmio Rival de Música que homenageou Humberto Teixeira. Para dar uma mostra do alcance da música de Humberto, a canção Asa Branca é tocada também pelo norte-americano David Byrne.

A música “Assum Preto”, prima-irmã da Asa Branca, é ouvido na gravação de Gal Costa entre imagens de filme sobre a cantora feito pelo cineasta Antonio Carlos Fontoura. Agora quando o assunto são mulheres oficiais Humberto Teixeira mostra a face mais machista do compositor. A primeira mulher, Ivanira Teixeira, lembra como Humberto a fazia tirar qualquer maquiagem mais vistosa. A pianista Margarida Jatobá, mãe de Denise Dummont, vai mais fundo revela, em conversa emocionada com a filha, que foi impedida de criar, por ter largado Teixeira, após longo período de desentendimentos e opressão, para viver um amor com Luiz Jatobá. "Ele queria me transformar na 'mulherzinha de Humberto Teixeira'. Não deu", diz Margarida (falecida em 2007).

A atriz e filha, Denise Dummont, em depoimento final diz que só se sentiu mais próxima do pai as vésperas de sua morte, em 3 de outubro de 19779, pois a sociedade da época tratou de afastar a filha da mãe e a uniu ao pai. São depoimentos emocionados expõe o homem que foi Humberto Teixeira.

Adriana Crisanto
Repórter
adriana@jornalonorte.com.br
adrianacrisanto@gmail.com
Fotos: Divulgação.

sábado, outubro 04, 2008

Trilha sonora das eleições


Hoje é dia de cumprir a obrigação eleitoral. O povo vai eleger prefeitos e vereadores. Em João Pessoa, ao que tudo indica, não haverá segundo turno. Sorte da população, pois tava sendo difícil caminhar pelas ruas da cidade sem dar de cara com carros de som nas alturas com aqueles jingles mal produzidos, sem criatividade e com jargões repetitivos. Sorte também dos vendedores de Cd´s piratas que agora não tem mais concorrentes a altura.

Fico pensando a que ponto chegou à música e seus produtores. Mas, o que esperar de letristas funkeiros que fazem ode ao adultério, que compõe músicas que transformam mulheres em frutas e chamam pessoas de éguas?

Venho de uma geração que se acostumou ouvir canções com letras expressivas e mensagens contundentes sobre a política brasileira. Uma das bandas que sempre teve uma visão política que conduziu muitos jovens foi a Legião Urbana. Uma das canções do grupo chama-se “Perfeição”. Nela o seu autor, Renato Russo, traz versos que falam em celebrar a fome, os mortos por falta de hospitais, o trabalho escravo e as epidemias. Celebrar a juventude sem escola, o país e sua "corja de covardes, estupradores e assassinos".

Sou do tempo de “Inútil” do Ultraje a Rigor, que já foi citada até no Congresso Nacional como um exemplo terrível de um país que não vai para frente. E como não lembrar da música, “Que país é esse?”, dos Paralamas do Sucesso, em que milhões de jovens repetiam em coro “é a porra do Brasil”, cada vez que Herbert Viana canta o refrão.

Cazuza assinou um belo hino de reflexão chamado “Brasil” e outro intitulado “O Tempo não pára”, duas canções mais significativas da última fase da carreira dele, quando abordou temas políticos. De Raul Seixas como esquecer de “Aluga-se”, a canção adotada pelo grupo Titãs nos shows que faz sacudir a multidão nos shows.

Ainda do Paralamas do Sucesso tem “Alagados” em que fala da pobreza abandonada do Brasil e da Jamaica. Da mesma banda tem “Selvagem”, o disco, ainda era LP, que marcou a mudança de sonoridade da banda e nos temas tratados por eles nas letras.

Revirando minha pequena biblioteca musical lembro-me de “Metrópole”, também da Legião Urbana, em que é contra a burocracia que ainda reina nos órgãos públicos do país e “Geração Coca Cola”, uma espécie de manifesto da juventude criada durante a ditadura militar que aprendeu a comer sanduíche com refrigerante. Outra que sai da gaveta é “Veraneio Vascaína”, do grupo Capital Inicial, em que fala sobre a brutalidade policial.

É hora de ir a urna pensando em todas essas letras e pensando na sua condição de trabalhador brasileiro que nunca passou a perna em ninguém, que paga imposto até na hora de caminhar pela calçada cheia de veículos, trabalhador que ainda busca emprego, trabalhador que deseja apenas que a justiça seja feita neste país tão discrepante socialmente falando. É hora de fazer o que propunha Renato Russo: “Vamos cuspir de volta o lixo em cima de vocês”.

Adriana Crisanto
Repórter
adrianacrisanto@gmail.com
adriana@jornalonorte.com.br
Foto: Divulgação

sexta-feira, setembro 26, 2008

Glamour rock em alta


O glamour rock paraibano está em festa. É que a banda Star 61 foi classificada na eliminatória nordeste do maior concurso de bandas do Brasil, o Guaraná Antártica Sound (Gás Sound), uma espécie de reality show de bandas e lança neste sábado (27), a partir das 23h30, na Ksa Rock (centro histórico), o mais o terceiro EP intitulado “Você não sabe o que perdeu”.

A Star 61 concorreu com cerca de dois mil grupos de rock de Recife, Belo Horizonte, Brasília, São Paulo e Porto Alegre. Eles ficaram entre as 50 selecionadas. Após o lançamento, no domingo, o grupo segue para Recife onde gravam sua participação, na segunda-feira, dia 29 de setembro. A participação oficial da banda inclui takes de bastidores, ensaios, imagens oficiais e um mini documentário contando a trajetória da banda que será gravado na noite do show de lançamento.

A banda vencedora do Gassound Antártica grava e lança um CD pela gravadora Deckdisc e apresenta um mega show, onde divide palco com uma banda de renome nacional a ser escolhida pela produção do festival.

A Star 61 surgiu em 2003. Foi criada por Flaviano André (vocal, letras, músicas, violão e guitarra). Após algumas mudanças têm hoje em sua formação Thiago Sombra (baixo), Ruy (bateria), Rieg Wasa (guitarra) e Herlon (teclados). Desde que a banda surgiu apostam na idéia simples e funcional de Flaviano, em sintetizar experiências, encontrando no feeling os elementos essenciais para suas composições.

As influências vêm de nomes como David Bowie, T-Rex, Secos e Molhados e muita atitude rock. Assistir a uma apresentação do Star 61 é algo imperdível pela irreverência do vocalista que já subiu vestido de noiva, de gueixa, com unhas pintadas e vestido de plumas.

O grupo participou do Festival Música Alimento da Alma (MADA), em Natal (RN), onde foi apontado pela imprensa nacional como revelação do festival, do Abril Pro Rock (PE), foi vencedor da etapa Recife do Claro Q é Rock, que por sinal, é um capítulo a parte na história da banda, pois além de embolsar 15 mil reais em instrumentos musicais a banda participou da final do concurso em São Paulo, abrindo as portas para bandas do porte de Sonic Youth, Nine Inch Nails e Iggy Pop. Como se não bastasse o grupo Star 61 foi indicado ao prêmio Dynamite de Música Independente, na categoria Banda Revelação 2005.

Sobre o concurso – O Gas Sound é hoje o concurso mais cobiçado pelas bandas de garagem do país. A edição de 2007 os organizadores esperavam um total de 300 inscrições, e foram surpreendidos com mais de duas mil bandas. A concorrência do concurso valeu para o Brasil inteiro. São cinco etapas seletivas.

A primeira etapa foi selecionada dez bandas de São Paulo, Belo Horizonte, Recife, Brasília e Porto Alegre. Desta etapa serão escolhidas as dez melhores. A semi-final ficará apenas quatro grupos e destes sairá o vencedor.

A vencedora do ano passado foi a banda Voltz de São José dos Campos, interior de São Paulo, formada em 1999. A vitória, entre cerca de 2.000 concorrentes, garantiu à banda a gravação do seu CD – o primeiro pelo selo Som Livre Apresenta – com tiragem inicial de 10 mil exemplares.

A Voltz tem em sua formação os músicos: Glauber Ribat (voz e guitarra), Fernando Bozo (baixo e voz) e Pablo Maranho (bateria e voz). A banda apresenta canções diretas e acessíveis, com influências variadas que passeiam pelo hard rock, o pop e o grunge.

Serviço:
Lançamento: Star 61 – EP - “Você não sabe o que perdeu”
Sábado (27)
Hora: 23h30
Local: Ksa Rock – Avenida Duque de Caxias – centro histórico
Informações: 8893.7463/ 9935.3855.
E no site: http://www.gassound.com.br/evento/Default.aspx
Site da Star 61: www.star61.net

Adriana Crisanto
Repórter
adriana@jornalonorte.com.br
adrianacrisanto@gmail.com
Fotos: Divulgação

quinta-feira, setembro 25, 2008

Buena Vista Social Club

Uma edição luxuosa do primeiro CD do Buena Vista Social Club foi relançada no Brasil este ano. Com preço sugerido de R$ 32,90 o admirador da obra leva para casa um CD gravado em Havana em seis dias no ano de 1996, produzido pela gravadora inglesa World Circuit. O Buena Vista, apesar do falecimento de alguns de seus integrantes, rompeu todas as barreiras da world music e se tornou o maior sucesso de todos os tempos.

Por mais leigo que sejamos no quesito música é quase impossível não gostar do que se ouve. Com a marca de mais de oito milhões de cópias vendidas internacionalmente continua sendo um recorde no gênero e resultou finalmente na inclusão de Cuba no mapa da música instrumental a partir da década de 1990.

O CD vem com um encorpado libreto com 48 páginas traduzidas em português. Na edição brasileira assinada pela MCD recupera-se o formato do lançamento original contendo também farto material fotográfico.

O título do disco faz referência um tradicional clube de música, dança e atividades sociais de Havana onde Compay, González, Ferrer, Manuel “Puntillita” Licea e Anga Díaz se encontravam desde 1940.

A história sobre a redescoberta do Buena Vista Social Club aconteceu quando o guitarrista Ry Coorder ao visitar Cuba e “procurar música de qualidade nesta ilha isolada no tempo e espaço” devido à revolução socialista e ao embargo americano surpreendeu-se ao desembarcar e descobrir tantos talentos andando pelas ruas de Havana. Cooder convidou seu filho Joachim e o produtor Juan de Marcos Gonzalez que rapidamente arregimentou estes talentos lapidados pelo tempo e numa semana em Março de 2006 nos estúdios Egrem de Havana com equipamentos dos anos 60, gravaram este documento histórico da música mundial.

Buena Vista Social Club foi ainda responsável pela descoberta mundial de grandes artistas veteranos da música cubana, como Ibrahim Ferrer, Compay Segundo, Rubén González, Eliades Ochoa e Omara Portuondo, que a partir daí gravaram discos solo que repercutiram em dezenas de países.

São 14 impecáveis faixas de Buena Vista Social Club: Chan Chan, por Eliades Ochoa; De Camino A La Vereda, por Ibrahim Ferrer; El Cuarto De Tula, por Eliades Ochoa; Pueblo Nuevo, por Rubén González; Dos Gardenias, por Ibrahim Ferrer; Y Tú Qué Has?, por Compay Segundo; Veinte Años, por Omara Portuondo; El Carretero, por Eliades Ochoa; Candela, por Ibrahim Ferrer; Amor De Loca Juventud, por Compay Segundo; Orgullecida, por Compay Segundo; Murmullo, por Ibrahim Ferrer; Buena Vista Social Club, por Rubén González; La Bayamesa, por Manuel ‘Puntillita’ Licea.

Ry Cooder disse na época do primeiro lançamento que a música de Cuba estava viva e não era encontrada em nenhum museu. “Sinto que passei a vida toda me preparando para isto, no entanto, fazer esta gravação não foi o que eu esperava em plenos anos 90. Música é como uma caça ao tesouro. A gente cava... cava e, às vezes, encontra algo. Em Cuba, a música flui como um rio. Ela te acolhe e te vira do avesso”. O resultado desta “caçada” já virou história!”, finalizou.

Adriana Crisanto
Repórter
adriana@jornalonorte.com.br
adrianacrisanto@gmail.com
Fotos: Divulgação.

O livro dos políticos

A editora Ediouro lançou este mês um bem-humorado livro intitulado “O Livro dos Políticos – A hilariante política no Brasil”, de autoria de Heródoto Barbeiro e Bruna Cantele. A obra tem como fio condutor a sucessão presidencial do presidente Luis Inácio Lula da Silva só que contada de trás para frente até Deodoro da Fonseca, presidente do Brasil no século XVIII.

A obra tem um bom conteúdo e percorre os paradoxos, embates e tropeços que ajudaram a construir a história da República brasileira. O que torna a leitura agradável são os blocos intitulados Diário da Corte, Personalidades e as notas e trechos de jornais impressos.

As ilustrações ficam a cargo de charges assinadas pelos cartunistas Céllus, Diogo Salles, Flávio, Guz, Gilmar, Léo Valença, Mangabeira, Néo, Luigi Rocco, Renato Machado, Sponholz e Zappa. As charges, sobremaneira, ajudam o leitor a encarar com bom-humor as crises e escândalos que infelizmente fazem parte do cotidiano da política nacional.

O Livro dos Políticos é uma boa sugestão de presente para os atuais candidatos que estão pleiteando uma vaga para prefeitura e assembléia municipal. Na obra os autores não falam sobre os líderes políticos, mas em planos econômicos, as trocas de moedas, os inúmeros partidos políticos, os intermináveis escândalos e as CPI´s são relembrados em suas 304 páginas.

Sobre os autores - Heródoto Barbeiro é jornalista e escritor, âncora do Jornal da CBN e do Jornal da Cultura. Nasceu em São Paulo. Bruna Cantele é mestra em educação, historiadora, autora de livros didáticos e paradidáticos, além de coordenadora do Departamento de Historia de colégio particular em São Paulo.

Serviço:
O Livro dos Políticos – A hilariante política no Brasil
Autores: Heródoto Barbeiro e Bruna Cantele
N° de páginas: 304
Preço: R$49,90

Adriana Crisanto
Repórter
adriana@jornalonorte.com.br
adrianacrisanto@gmail.com
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Destaque do Prêmio Jabuti


O escritor e jornalista Laurentino Gomes foi o primeiro colocado na categoria livro-reportagem com a obra “1808”, na 50º edição do Prêmio Jabuti de Literatura promovido anualmente pela Câmara Brasileira do Livro. O anúncio foi feito na última terça-feira no site da entidade.

A obra premiada em questão narra sobre a vinda da família real portuguesa ao Brasil no ano de 1808. O livro está estruturado em capítulos organizados de forma a facilitar a compreensão dos acontecimentos deste período da história do Brasil.

No livro o autor aborda aspectos específicos do período, as condições políticas, econômicas e sociais da época. Um dos aspectos que mais tem agradado as pessoas é o fato de ser uma obra sobre história do país sem ser chato e enfadonho como era na escola. Nele Laurentino Gomes compõe um mosaico fiel do período com uma linguagem clara, concisa e objetiva, características do jornalismo contemporâneo.

No final ele envolve Portugal, França, Inglaterra e o Brasil. Tudo isso salpicado de curiosidades menos históricas que ilustram o texto e torna a leitura mais agradável e prazerosa. O livro apresenta um grande grau de credibilidade com referências históricas e de autores, fornecendo ainda vasta bibliografia, inclusive na internet, para quem quiser se aprofundar no tema.

Sobre o autor - Laurentino Gomes nasceu em 1956, na cidade de Maringá (PR). É formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná, com pós-graduação em Administração pela Universidade de São Paulo, também fez cursos na Universidade de Cambridge, na Inglaterra, e na Universidade de Vanderbilt, nos Estados Unidos.

Nestes 30 anos de jornalismo ele trabalhou como repórter e editor para alguns dos principais órgãos de comunicação do Brasil, incluindo o jornal "O Estado de S. Paulo" e a revista "Veja". Atualmente dirige uma unidade da Editora Abril, responsável pela publicação de 23 revistas de especialidade.

Adriana Crisanto
Repórter
adriana@jornalonorte.com.br
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Blue Azul


O blues toma conta do Teatro de Arena do Espaço Cultural José Lins do Rego, em Tambauzinho, nesta quinta-feira (25). A atração desta vez é a banda paulista Blues Jeans que lança seu primeiro DVD em João Pessoa dentro do projeto Oi Blues By Night. O show está previsto para acontecer às 19h30. Os ingressos estão sendo vendidos a preço bem mais acessível do que o projeto musical Seis e Meia e estão custando R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (estudante).

O grupo é escolado na tradição do blues por ter tocado ao lado de nomes como Buddy Guy, Big Time Sarah, John Pizzarelli, Peter Tork (The Monkees), Sugar Blue, Ronnie Wood e Bobby Keys (Rolling Stones).

A Blue Jeans tem cerca de 20 anos e tem em sua formação os músicos: Junior Moreno (bateria, gaita e vocal), Marcos Ottaviano (guitarra) e Andrei Ivanovic (baixo). A influência musical do grupo passa por nomes como B.B.King, Buddy Guy, Freddie King, Eric Clapton, Jimi Hendrix e outros.

Neste show a banda apresenta músicas do seu último DVD gravado no estúdio São Paulo Sessions. O trabalho conta com a participação de gente importante, como o lendário Magic Slim, principal nome do blues de Chicago, que deixou seu reduto para vir ao Brasil gravar com a banda e depoimento da cantora norte-americana Big Time Sarah e do baterista B.B.King, Calep Emphrey tecendo elogios aos músicos brasileiros.

O projeto Oi Blues By Nigth começou em João Pessoa de forma tímida na casa de diversão Incógnito. No ano passado, foram apenas três edições e teve como atração o guitarrista do Sepultura Andréas Kisser ( que abriu o projeto este ano), o grupo Blues Power, os gaitistas Robson Fernandes, Big Chico e Jefferson Gonçalves e ainda o lendário Greg Wilson.

Serviço:
Oi Blues By Night, com Blue Jeans
Local: Teatro de Arena do Espaço Cultural
Quinta-feira (25)
Hora: 19h30
Ingressos: R$ 10 (inteira) e R$ 5 (estudante), à venda nas lojas OI dos shoppings Tambiá, Manaíra e MAG e Epitácio Pessoa.

Adriana Crisanto
Repórter
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quinta-feira, agosto 21, 2008

Dia Internacional do Folclore


Boitatá, pisadeira, mula-sem-cabeça, saci-pererê, reisado, boto, curupira são algumas lendas, mitos, danças e contos encontrados no folclore brasileiro que nesta sexta-feira, dia 22 de agosto, comemora o Dia Internacional do Folclore. A data foi criada no ano de 1965, através de um decreto federal. O termo foi criado por William John Thoms (1803-1885), um pesquisador da cultura européia que em 1846, publicou um artigo intitulado "Folk-lore". No Brasil, após a reforma ortográfica de 1934, que eliminou a letra k, a palavra perdeu também o hífen e tornou-se "folclore".
No entanto, muita gente confunde folclore com cultura popular. O folclore para a revista The Atheneum, Folk, em inglês, significa “povo” e lore, “conhecimento”. Folclore, então, seria um conhecimento emanado do povo. Na opinião da professora Lívia Merces, do Núcleo de Formação Cidadã da Universidade Metodista de São Paulo, folclore é a expressão cultural de um povo. “Esses tipos de manifestações se dão de maneira informal, são passadas de geração para geração de modos distintos, como, por exemplo, na forma de cantigas, contos, lendas, culinária ou artesanato”, disse.

As manifestações folclóricas podem ser identificadas em nosso dia-a-dia nas várias heranças que recebemos dos povos que nos colonizaram ou que já estavam aqui. Nas festas juninas, natalinas, na literatura de cordel, nas cantigas de roda, no costume de dormir em rede ou de tomar banho todos os dias, como faziam os indígenas, em todos estes hábitos é possível identificar aspectos de nosso folclore.

Para alguns estudiosos, o folclore vem, nos últimos tempos, enfraquecendo. A influência estrangeira e a difusão da cultura de massa pela mídia e as novas tecnologias podem levar à extinção ou a uma descaracterização do folclore típico brasileiro. Para Lívia Merces, a mídia pode atuar como vilã, mas também como heroína, pois pode sufocar a nossa cultura, importando produções de outros países, propiciando maior falta de informação da realidade e da cultura advinda do povo brasileiro. Mas, por outro lado, a mídia pode ser um veículo de difusão do nosso folclore. “Filmes, novelas, documentários de nossas lendas e histórias podem difundir nossa cultura. Ainda mais se considerarmos o fato de que a televisão chega desde os pampas gaúchos até as palafitas do Amazonas”, explicou.

Na Paraíba um dos grandes folcloristas foi o dramaturgo Altimar Pimentel (já falecido - foto) que escreveu sobre as principais manifestações folclóricas de nosso Estado. Um de seus últimos trabalhos foi uma coletânea editada com o apoio do Fundo de Cultura do Estado (FIC – Lei Augusto dos Anjos). Nela Altimar Pimentel descreve sobre as manifestações folclóricas, traz ilustrações dos lugares onde ela ainda resiste e trechos com as partituras das canções mais tocadas.

A cultura popular é uma arte anônima, espontânea, uma manifestação cultural que passa de pai para filho e é sempre repetida quase da mesma maneira. Dela deve-se sempre esperar fidelidade ao passado, sendo está fidelidade o indicador de maior ou menor autenticidade. Em alguns estudos a cultura popular é também conhecida como cultura de massa, cultura pop ou cultura vernacular, isto é, do povo, que existe numa sociedade moderna. Na enciclopédia eletrônica Wikipédia diz que o conteúdo da cultura popular é determinado em grande parte pelas indústrias que disseminam o material cultural, a exemplo das indústrias do cinema, televisão, música e editorais, bem como os veículos de divulgação de notícias. No entanto, a cultura popular não pode ser descrita como o produto conjunto dessas indústrias; pelo contrário, é o resultado de uma interação contínua entre aquelas e as pessoas pertencentes à sociedade que consome os seus produtos.

Folclore na educação

O folclore e a cultura popular sempre estiveram presentes nos programas e conteúdos escolares. Em algumas escolas a data é comemorada de um jeito formal ou de forma transversal, sempre há um espaço na educação para se tratar desse assunto.

Em um país como o Brasil, tão diverso, tão grande, com tantas expressões diferentes, com tantos jeitos de ser, de brincar, de conviver e rezar, que vão se modificando de lugar para lugar, e a toda hora, não podemos falar de uma única cultura, mas das muitas culturas que o formam. Foram muitos povos que por aqui se instalaram na colonização do país e fez com adquirimos a cultura que temos hoje.

“Será que já paramos para pensar, por exemplo, quantas nações indígenas nós temos? E das culturas africanas que para cá vieram não foi uma nação, mas foram muitas a formar o que chamamos de cultura afro-brasileira. E os portugueses, foram os únicos? Na verdade, foram muitos os povos europeus, cada um com suas tradições, línguas, expressões, jeito de ser e crer, que vieram para cá e, misturados aos diferentes povos indígenas e africanos, ajudaram a formar um país plural e de muitas culturas”, questionou a professora Aleuda Martins da escola Pequeno Príncipe.

Hoje é impossível pensar a educação sem os aspectos do folclore e da cultura popular. A cultura é o fermento que alimenta, dá forma e conteúdo à educação. Em sala de aula, experiências, vivências e singularidades estão reunidas. Alunos e professores trazem suas bagagens e histórias. Confrontos, trocas, negações e reafirmações de culturas pulsam o tempo todo nesse convívio. Se não houver um saber pronto e acabado a ensinar, a educação tem suas chances de sucesso ampliadas.

Comemorações

Várias comemorações ao Dia do Folclore acontecem em João Pessoa para recordar a data festiva. O Instituto dos Cegos promoverá nesta sexta-feira (22), a partir das 8h00, o dia do folclore com o tradicional Café Folclórico. O evento, que chega a sua 7ª edição, envolve alunos, pais e professores da entidade. A comemoração tem um valor especial para os estudantes, que participam ativamente de todos os preparativos e têm a oportunidade de adquirir novos conhecimentos sobre os costumes e tradições regionais, através das representações de personagens e apresentações de objetos folclóricos.

"Para os alunos que contam com uma visão saudável, as gravuras de livros e imagens de filmes facilitam o aprendizado, mas quem não enxerga precisa ser estimulado com o concreto, sentir os objetos, e os professores não mediram esforços para encontrar novidades e trazê-las para garotos", explicou a presidente do Instituto, Suzy Belarmino.

Ao som de músicas regionais, o evento terá início com um café da manhã tipicamente nordestino, tendo a participação de pais de alunos e professores na produção de aproximadamente 40 itens, entre bolos de mandioca, macaxeira e milho, sequilhos, coalhada, tapiocas e queijos. Após o café, todos serão encaminhados para as salas de aula, onde os alunos realizarão diversas atividades, com o objetivo de resgatar tradições regionais. Enquanto os estudantes do 1º ano apresentarão brinquedos folclóricos, a exemplo de peões, carrinhos de madeira, bonecas de pano e cavalos de pau, os estudantes do 2º ano mostrarão a execução de brincadeiras como o jogo do anel, trava língua, cobra cega e boca de forno.

Os alunos do 3º, 4º e 5º ano estarão devidamente caracterizados ao realizar apresentações sobre o folclore indígena, além de manifestações culturais africanas e européias, trazidas durante processo de colonização do Brasil.

O Instituto dos Cegos é uma Organização Não Governamental, de caráter filantrópico e assistencial, que ao longo dos seus 64 anos de existência já atendeu milhares de pessoas cegas, entre crianças, jovens e adultos. Lá, os alunos matriculados também passam por um currículo extra de estimulação, que abrange matérias específicas, como educação musical, iniciação desportiva, educação física, orientação e mobilidade, escrita cursiva, atividades da vida diária e iniciação à informática. Dos 100 estudantes atualmente atendidos pela ONG, 20 ficam em regime de internato, fazem as seis refeições diárias e dormem na instituição. Todos os livros didáticos em braile são reproduzidos no próprio Instituto, seguindo o padrão dos materiais adotados em escolas regulares, para onde os alunos são encaminhados quando se sentem preparados.

Outro local em que o Dia Internacional do Folclore é comemorado todos os anos é o Serviço Social do Comércio (Sesc). As comemorações este ano estão inseridas dentro do Projeto Glória Vasconcelos que terá como atração principal o cantador e declamador Oliveira de Panelas (foto ao lado).

O Projeto Glória Vasconcelos nesta sexta-feira (22) tem início às 18h00, e será na Praça do Coqueiral, no bairro de Mangabeira. Além de Oliveira de Panelas, o homenageado, se apresenta os cantadores Jatobá, Salvador Alcântara e Afrânio Ramalho. Logo após sobe ao palco o Grupo Folclórico Tenente Lucena e Mulheres do Cangaço do Sesc, além do Grupo Bultrim de Alagoa Nova e Quadrilha Junina Infantil Sanfona Branca.

O Grupo de Danças do Sesc, que completa este ano 39 anos de criação, é composto por 60 pessoas (comerciários, dependentes e usuários), entre eles, dançarinos e músicos. Em suas apresentações, constam danças de xote, camaleão, araruna, boi-de-reis, congos de pombal, côco de roda, quadrilha, galope, pau de fitas, cirandas, xaxado, entre outras, todas acompanhadas por interpretações musicais feitas pelo conjunto regional do grupo folclórico.

Adriana Crisanto
Repórter
adriana@jornalonorte.com.br
adrianacrisanto@gmail.com
Foto: Tela do artista plástico paraibano Clovis Júnior.

Feira de Música de Fortaleza


Os músicos Milton Dornellas, AfroNordestinas, Dj Guirraiz, Burro Morto e Toninho Borbo são os artistas paraibanos que irão representar o Estado na Feira de Música edição 2008 que acontece em Fortaleza (CE) neste sábado (23).

A Feira de Música de Fortaleza é um evento de música independente que vem crescendo a cada ano. De acordo com a organização participam da feira cerca de 30 mil pessoas. A primeira edição aconteceu no ano de 2002. O evento além da programação musical promove encontros e rodadas de negócios no intuito de propiciar o intercâmbio e a parceria entre bandas e produtores musicais.

Confira a lista das bandas selecionadas para o festival:

CEARÁ - Grupo Murmurando, Breculê, Fóssil, Contato Imediato, Red Run, ET Circensis, O Garfo, Comunidade da Rima, Carlança, George Belasco e o Cão Andaluz, Meu Amigo Imaginarium, Encarne, Sambahempclube, Café Colômbia, Mafalda Morfina, Plastique Noir, Fator Resistência, Dona Lili, The Cooler, Kayangaço, Faculdade Mental, Joseph K?, Dago Red, Moço Velho, Sobrajazz, Reggae Raiz, Kapruk Dilei, O Quarto das Cinzas. BRASÍLIA- Lucy And The Popsonics. ESPÍRITO SANTO - Tutu Com Ovo. BAHIA - Sovox, A Volante do Sargento Bezerra. ALAGOAS - Orquestra de Tambores de Alagoas, Fator4 MARANHÃO - Página 57. PARAÍBA - Milton Dornellas, AfroNordestinas e Dj Guirraiz, Burro Morto, Toninho Borbo. RIO GRANDE DO NORTE - Di steffano, Sueldo Soares, Mandumblá, SeuZé,Carlos Zens e Banda,Valéria Oliveira. PERNAMBUCO - The Playboys, Zé Pilintra, Amps e Lina, Etnia, Coletivo Media Sana. PIAUÍ - Validuaté, Batuque Elétrico, Conjunto Roque Moreira. SERGIPE - Maria Scombona Amapá- Marabaixada e Batuquerada. PARÁ - Madame Saatan. MATO GROSSO - Ebinho Cardoso Goiás- MQN, Violins, Motherfish TOCANTINS - Boddah Diciro, Mestre Kuka. MINAS GERAIS - Falcatrua, Makely kA. RIO GRANDE DO SUL - Sistema Falido. PARANÁ - Terra Selta, Estrela Ruiz Leminsk e Téo Ruiz. SÃO PAULO - Maurício Caruso, Zero 16, Tita Lima, Júlia Car, Plano Próximo, Rodamundo, Andréia Dias e banda, Izzy Gordon, Trio Carapiá. RIO DE JANEIRO - Os Outros, 1+1 Alexandre Cavalo e Christiano Galvão. MÉXICO – Dildo.

Adriana Crisanto
Repórter
adriana@jornalonorte.com.br
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Severino Lucena recebe cidadania paraibana


O professor do Departamento de Comunicação da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Severino Alves de Lucena, recebe o Título de Cidadão Paraibano da Assembléia Legislativa nesta terça-feira (26), às 17h, em reconhecimento aos trabalhos desenvolvidos na sociedade paraibana, principalmente nas comunidades carentes da região da grande João Pessoa.

O professor e seus alunos desenvolvem várias ações de responsabilidade social e cidadania, como o Projeto São João com fartura, que através de diversas atividades arrecadam alimentos, os quais são entregues ao banco de alimentos do Sesc para serem distribuídos em comunidades carentes. Só este ano foram doados mais de 6 mil kg de gêneros alimentícios.

De sua tese de doutorado publicou o livro: Afesta junina de Campina Grande: uma estratégia de folkmarketing, um estudo sobre os elementos do marketing e do folclore nas festividades juninas que já foi lançado em várias capitais do país.

De agosto a setembro, coordena com seus alunos do Curso de Relações públicas várias atividades que envolvem mobilizações comunitárias, palestras, cirandas de serviços, campanhas de arrecadação ambiental, dentre outras atividades que integram um importante movimento de responsabilidade social e cidadania.

Severino Alves Lucena é docente do Curso de Comunicação Social, Habilitação em Relações Públicas, da UFPB. É graduado em Comunicação Social e Agronomia, tem Mestrado em Administração Ruaral e Comunicação Rural pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), e concluiu seu Doutorado em Comunicação Social na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS).

Fonte: Agência de notícias da UFPB

Padre Ibiapina em livro


O padre Ernando Teixeira lançará no dia 11 de setembro, a partir das 19h30, no Casarão 34 da Rua Visconde de Pelotas, Centro, em João Pessoa, o livro "A Missão Ibiapina". A obra recupera os textos do século XIX, escritos por amigos e colaboradores do padre-mestre, publicados em épocas diferentes.

De acordo com padre Ernando a intenção desta publicação é fazer com que o padre Ibiapina seja lembrado e reconhecido, além de que possa servir de estímulo para as pessoas que desejam estudar a ação evangelizadora do missionário.

Padre Ibiapina nasceu no ano de 1806. Foi ordenado sacerdote em 1853 e faleceu no ano 1883. Missionário biapina percorreu cinco Estados do Nordeste e, com o povo, contribuiu para a transformação de uma realidade marcada pela miséria, pela doença, pelo desespero. Os açudes, igrejas e cemitérios, casas para doentes e as conhecidas Casas de Caridade são resultados de sua ação social e evangelizadora junto a comunidade.

Dom José Maria Pires garantiu sua presença para o lançamento da obra e espera o comparecimento de muitos interessados em uma história tão extraordinária.

Sobre o autor - O padre Ernando Luiz Teixeira de Carvalho é paraibano, nascido na capital e ordenado sacerdote em fevereiro de 1975. Exerceu atividades pastorais em Mandacarú, Cabedelo, Conjunto Renascer e no distrito de Livramento – Santa Rita, foi também diretor do Centro Cultural de São Francisco, em João Pessoa, por 16 anos. Entre 1991-1994, fez especialização em Bens Culturais da Igreja e obteve seu título de doutor em Teologia, na Pontifícia Universidade Gregoriana, de Roma, com a tese Para louvor do Altíssimo: Um estudo histórico-artístico e uma interpretação teológico-espiritual do Convento Franciscano de Santo Antônio na Paraíba (Brasil, séc. XVI-XVIII). Atualmente tem se dedicado à pesquisa na área de história, arte e religião.

Serviço:
"A Missão Ibiapina"

Autor: Padre Ernando Teixeira
Data: 11 de setembro
Hora: 19h30
Local: Casarão 34 – R. Visconde de Pelotas, Centro
Contatos com o autor: (83) 3222-4889 – Email: ernandoteixeira2006@gmail.com

Adriana Crisanto
Repórter
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Monólogo do Fumo


"Os Malefícios do Fumo" é o monólogo que será apresentado nesta sexta-feira (22), às 21h50, na abertura da XIV Mostra Estadual de Teatro e Dança, no Teatro Santa Roza, localizado no centro histórico de João Pessoa.

O espetáculo que também é conhecido por "Os Males do tabaco" foi escrita por Anton Tchekhov em 1887, e recebido uma segunda versão 1904. Ficou por muito tempo desconhecida pelo grande público. Os especialista teatrais dizem que Malefícios constitui uma pequena obra prima dramaturgica e possui as marcas típicas da poética tchekhoviana: a brevidade, a economia de procedimentos, a linguagem despojada, irônica, o humor e o aprofundamento psicológico das personagens.

A história narra sobre Ivanovitch, homem casado, cuja esposa é dona de um pensionato de mulheres, encontra-se sozinho num pequeno auditório, onde se prepara para proferi uma palestra sobre os malefícios do fumo. Mal começa a conferência dispara a dizer tolices trivialidades. O desconforto psicológico e emocional do personagem é latente. O tédio se instala e o texto parece caminhar para algum lugar. O pathos da consciência da velhice e do fracasso permeia toda a peça.

A montagem é do jovem diretor Daniel Araújo e foi resultado do curso de especialização em representação teatral da Universidade Federal da Paraíba. Assim como na primeira experiência, a direção da segunda montagem foi assinada pelo professor e dramaturgo Paulo Vieira.

Daniel Araújo é natural de João Pessoa. É especialista em Representação Teatral pela UFPB e mestre em Língua e Literatura Francesa pela USP. É professor de francês e integra o Grupo de Teatro Alfenim, onde estreou o espetáculo Quebra-quilos. Contracenou a peça O Homem da Vaca e o Poder da Fortuna, em 1992, o espetáculo “Romeu e Julieta no Faroeste Caboclo”, quando ainda era estudante secundarista.

Fez parte na década de 1990 da Anarrieh Companhia de Teatro, em que encenou A Estupidez do Quarto, Quixote – O hilariante e venturoso sonho, e na seqüência protagonizou em francês, a peça A Lição. A Mostra Estadual segue no Theatro Santa Roza até o dia 30 de agosto.

Sobre o autor - Anton Tchekhov (1860-1904) tornou-se conhecido como dramaturgo e contista. Seus contos breves revolucionaram as formas narrativas da época e propiciaram modelos para a prosa do século XX. Escritor de sucesso desde sua estréia nas páginas de revistas satíricas e literárias no início da década de 1880, Tchekhov começou a dedicar-se à dramaturgia em 1886.

Escreveu dramas (A Gaivota, O Cerejal) e comédias (Ivanov, Tio Vânia, As três irmãs), que, encenados no Teatro de Arte de Moscou sob a direção de Kostantin Stanisláviski, ensejaram ao célebre diretor teorias e métodos sobre a arte de representar.

A partir das apresentações do Teatro da Arte fora da Rússia, suas peças inovadoras consagraram-se nos palcos do mundo e estabeleceram padrões para dramaturgia contemporânea.

Serviço:
Os Malefícios do Fumo

Sexta-feira (22)
Hora: 21h00
Local: Teatro Santa Roza - centro histórico.

Adriana Crisanto
Repórter
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Globais apresentam espetáculo sobre Lampião e Maria Bonita

Os atores globais Marcos Palmeira e Adriana Esteves estarão em João Pessoa neste final de semana com o espetáculo "Lampião e Maria Bonita" que será encenado nesta sexta-feira (22) e sábado (23), a partir das 21h00, no Teatro Paulo Pontes do Espaço Cultural José Lins do Rego, localizado no bairro de Tambauzinho. O preço dos ingressos não foi divulgado, mas ao que se sabe não deve ser muito acessível ao grande público. De acordo com o material de divulgação deles a venda antecipada está sendo na loja de informática Paraí no Mag Shopping.

O espetáculo foi indicado pela papisa da critica teatral brasileira, Barbara Heliadora. "Um espetáculo austero e cuidadoso. Um bonito, digno e atraente retrato do Brasil", disse Heliodora. A montagem foi indicada ao Prêmio Shell de Teatro no ano passado.

Lampião e Maria Bonita - Auto de Angicos é dirigido por Amir Haddad, e narra sobre os últimos momentos de vida de Lampião e Maria Bonita. A última hora do casal nunca foi satisfatoriamente reconstruída pela historiografia oficial, e muito pouco pode ser afirmado sobre o que eles disseram ou fizeram nos minutos que precedem a execução dos dois, na Gruta do Angicos, na manhã de 28 de julho de 1938.

Serviço:
Lampião e Maria Bonita
Sexta (22) e Sábado (23)
Hora: 21h00
Local: Teatro Paulo Pontes – Espaço Cultural José Lins do Rego

Adriana Crisanto
Repórter
adriana@jornalonorte.com.br
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