Solha, Marinez Lucena, Aquino Mendonça e Parede Poética expõe telas e poemas na Estação Cabo Branco, Ciência, Cultura e Artes
Para quem não gosta das folias juninas e vai passar o São João na Capital a sugestão é visitar quatro novas mostras de artes plásticas e poemas que estarão expostas a partir desta terça-feira (23) até o dia 27 de junho, no segundo andar (torre) da Estação Cabo Branco Ciência, Cultura e Artes, localizado na Avenida João Cirillo Silva, s/n, Altiplano Cabo Branco. São telas de W. J. Solha (Pense Grande), Aquino Mendonça (O Mar à Vista), Marinez Lucena (Quadrilha Junina) e Parede Poética do Serviço Social do Comércio (SESC).
A primeira é o Projeto Pense Grande idealizado pelo artista plástico, ator, roteirista e escritor paulista W.J.Solha no final do ano de 1999, a partir de um fato ocorrido com o jogador de futebol Edmundo, quando o mesmo “insultou” o juiz de futebol e o chamou de “paraíba”. De acordo com Solha, radicado em João Pessoa há vários anos, o paraibano deveria conhecer e valorizar os homens e as mulheres de destaque do Estado a fim de levantar a auto-estima. “Poucos Estados brasileiros contam com tantas expressões importantes, em todas as áreas com aqui”, enfatizou Solha.
A exposição, composta por 68 telas, consiste em uma parceira entre o Jornal O Norte (Grupo Diários Associados Paraíba), com apoio da Biblioteca Central, Coordenação de Extensão Cultural e Pró-Reitoria para Assuntos Comunitários da Universidade Federal da Paraíba (BC/COEX/PRAC/UFPB) com o Projeto Arte na Escola.
As obras de arte de Solha são conhecidas nacional e internacionalmente. No período de 2000 a julho de 2001, um jornal local, veiculou, a cada semana, na capa do caderno de cultura, a reprodução do retrato de um paraibano ilustre. As telas possuem tamanhos variados e foi confeccionada em acrílica sobre tela. O slogan da mostra exposição é “Pense grande como o paraibano Augusto dos Anjos”. No local o visitante poderá observar telas com personagens importantes das artes paraibana, a exemplo de Augusto dos Anjos, Antônio Dias, Walter Carvalho, Paulo Pontes e outros.
Todas as cores da Quadrilha Junina
A segunda exposição é da artista plástica Marinez Lucena, intitulada “Quadrilha Junina”. Nela a artista encontrou na sua terra natal inspiração para pintar 16 telas em óleo sobre tela que compõem a mostra.
As telas são de natureza impressionista, com cores puras e dissociadas em pequenas pinceladas, valorizando o contraste de luz e sombra pelo uso das cores complementares. “Minha temática está entre a figura e a natureza onde sempre busco expressar minhas emoções, sentimentos, visões de mundo e lugares que me cercam”, disse Marinez.
O Mar de Aquino
“O Mar à Vista” é o título da terceira mostra de artes plásticas que está aberta para visitação pública na Estação Cabo Branco Ciência, Cultura e Artes. Nesta exposição Aquino Mendonça expõe toda sua natureza impressionista. São ao todo 31 telas em óleo sobre tela em que trata da beleza da natureza representada pelo céu, pescadores, mar e barcos.
Em cada obra pode-se fazer uma leitura. As cores saltam da tela como se paisagem estivesse viva. Os tons, em amarelo e laranja, fazem lembrar o crepúsculo, o cair da tarde. “Minhas motivações foram às imagens da Baía da Traíção”, disse Aquino que se considera um admirador profundo da natureza. “O impressionismo foi a escola de arte que mais me deslumbrou”, revelou o artista.
As telas chamam atenção pela luz retratada. Este efeito emprestado ao trabalho modifica de certa forma o objeto retratado, em uma espécie de releitura do real proposta pelo artista.
Parede Poética
Outra exposição singular é a Parede Poética, projeto itinerante desenvolvido pelo Serviço Social do Comércio (SESC) há cerca de 15 anos. A mostra é composta por poemas ilustrados de poetas paraibanos através de suporte banners que medem 2 metros por 1,5 metros de altura.
Nesta mostra serão exibidos trabalhos de Braulio Tavares, Figueiredo Agra, Edgley Andrade Rocha, Luiz Fernando Silva, Águia Mendes, Antônio Mariano, Sônia Van Dijck, André de Sena, Ricardo Peixoto, Juca Pontes, Jessier Quirino, Elionaldo Varela, Ricardo Anísio, Vitória Lima, Elinaldo Rodrigues, Elionaldo Varela, Andreza Clarinda, Batista Ralle e outros. A curadoria da Parede Poética é do escritor e poeta Políbio Alves e coordenado pelo jornalista Chico Noronha.
SERVIÇO: Exposições: PENSE GRANDE, O MAR À VISTA, QUADRILHA JUNINA E PAREDE POÉTICA Período: 23 de junho (terça-feira) a 27 de junho Local: Estação Cabo Branco, Ciência, Cultura e Artes - Avenida João Cirillo Silva, s/n, Altiplano Cabo Branco. Horário de visitação: Terça à sexta-feira, das 9h00 às 17h00. Finais de semana e feriados, das 10h00 às 18h00. Informações: (83) 3214.8303.
O filme "De Víbora em Punho" (França/Reino Unido, 2004) é a próxima exibição que acontecerá nesta quinta-feira (18), a partir das 19h, no auditório da Estação Cabo Branco Ciência, Cultura e Artes dentro das comemorações do Ano da França no Brasil. A entrada é aberta ao público.
"De Víbora em Punho" é um filme adaptado de um dos mais famosos romances infantil e juvenil da literatura francesa, de autoria de Hervé Bazin. Em boa parte autobiográfico, o filme conta em um tom tragicômico o combate violento, impiedoso e ferozmente engraçado travado por uma criança contra sua própria mãe, numa família burguesa no final da década de 1920.
Jean Rezeau e seu irmão mais velho vivem felizes em La Belle Angerie, o castelo da família, mas a morte de sua avó provoca o retorno de seus pais da Indochina, e com isso o fim da infância. Aprendizado da idade adulta, lição de vida otimista, conquista da liberdade, por uma criança que se rebelou contra aquela que fez dele, apesar de tudo, um artista e um grande escritor. No elenco estão os atores Catherine Frot, Jacques Villeret, Jules Sitruk. O drama, em cores, tem duração de 100' e classificação livre.
O evento faz parte do programa 'Cine Estação França', realizado pela Estação Cabo Branco em parceria com a Aliança Francesa, em João Pessoa, desde o mês de março até novembro deste ano, toda terceira quinta-feira de cada mês. A projeção é digital e todos os filmes são legendados, com debate no final de cada exibição.
O diretor geral da Estação Cabo Branco Ciência e Cultura, Fernando Abath, disse que um dos objetivos do Cine Estação França é apresentar e difundir a cultura francesa com a maior abrangência e diversidade de público possível, desde os amantes do cinema europeu até as pessoas que não tem condições de terem acesso as salas de cinema da cidade. "É um acontecimento memorável e, sem dúvidas, conhecer mais da cultura francesa, não dá para ficar de fora", disse Abath.
SERVIÇO: DE VÍBORA EM PUNHO (França/Reino Unido, 2004) Quinta-feira (18) Hora: 19h Local: Auditório da Estação Cabo Branco Ciência, Cultura e Artes Entrada é aberta ao público
A exposição intitulada “Capital Digital” mostra um conjunto de obras de arte e tecnologias na Estação Cabo Branco
“Capital Digital” é o título da nova exposição que será aberta na última sexta-feira (12), às 19h00, na Estação Cabo Branco Ciência, Cultura e Artes, localizado na Avenida João Cirillo Silva, no Altiplano Cabo Branco, em João Pessoa (PB). No dia da abertura haverá ainda performances teatrais. A exposição ficará no local até o dia 12 de agosto, com visitação aberta ao público.
A exposição consiste em um conjunto de obras de arte e tecnologia de importantes artistas da cidade de Brasília (DF). A exposição, interativa, será um espaço para que a sociedade possa experimentar a atualidade, favorecendo a reflexão sobre perspectivas para construção de um futuro melhor a partir das inovações da humanidade.
A arte produzida na cidade de Brasília é marcada, em parte, pelo entrelaçamento entre a ciência e as novas tecnologias, sendo amplamente reconhecida no cenário nacional e internacional. Parte do interesse dos artistas locais, no aspecto tecnológico da contemporaneidade, se dá, principalmente, pelo estímulo às investigações promovidas pelo Instituto de Artes (IDA), Departamento de Artes Visuais da Universidade de Brasília (UnB), instituição federal de ensino superior pioneira na abertura do Programa de Pós-Graduação direcionado à Arte e Tecnologia. A imagem da arte é produzida pelos professores, alunos e egressos da UnB, e em grande parte, associada a inovação tecnológica, vanguarda e qualidade técnica.
As peças abordam com amplitude o universo das linguagens particulares à arte e tecnologia, abrangendo desde a videoarte, webarte, realidade virtual, vida artificial, arte genética, gamearte, instalações interativas, arte robótica até o universo da moda na criação de computadores visíveis.
Estarão expostas no local trabalhos de Suzete Venturelli, Geraldo Orthof, Bia Medeiros, Carlos Praude, Frank Nelly, Beatriz Salles, Eufrasio Prates, Maria Luiza Fragoso. Além das peças dos artistas e pesquisadores: Alexandra Caetano (CiberCinético), Buskati (Obra coletiva: Wjan, Cinara Barbosa, Antonio Francisco Moreira e Frank Nelly), Cecília Mori (Pequeno Encontro), Christus Nóbrega (Casa), Cinara Barbosa (barco pensamento), Camila Handan (Cybridart), Cleomar Rocha (José Rodolfo), Carrijo de Freitas(Atratores), Danilo Guimarães (Quem dirige Brasília?), Eufrásio Prates (ensaio @-temporal), Lavínnia Seabra (Marilyn Tech Black). E ainda pesquisadores associados como: Dan Eros Volusia, Soraia Silva, Luzirene Rego, Clarice Cabral e Alexandre Nas (Monummovimentum), Karina Dias (Janela I), Tiago Franklin (antiRBSfrequency), Leci Augusto (Jogo), Sheila Campello e Grupo Arteduca (Vivências poéticas e o espaço urbano). onheça alguns trabalhos:
SUZETE VENTURELLI - Teremos o Idance, um gamearte que apresenta o uso da música como meio de geração de gráficos computacionais artísticos capazes de reforçar no usuário o estímulo gerado, ampliando assim a experiência sensorial criada pela música. Além do software o sistema compreende um dispositivo com sensor de captação de movimento infravermelho, projeto multimídia e um espelho para a instalação do ambiente interativo de imagem e som em tempo real.
GERALDO ORTHOF - Mostrará em abibliotecadostripper uma videoinstalação inédita.
BIA MEDEIROS E GRUPO CORPOS INFORMÁTICOS - Realizará performance na inauguração em telepresença.
CARLOS PRAUDE - Apresentará Stratus em que as imagens podem ser apresentadas como simulação de nuvens ou como bandeirolas dispostas ao vento. O interator pode simular movimentos de vôo em um espaço 3-D, deslocando-se para as laterais, acima ou abaixo das imagens apresentadas. O interator pode alterar as configurações de cores do céu e do objeto apresentado (nuvens ou bandeirolas). O programa permite ao interator diversas experimentações por meio de mudanças nas configurações de zoom, velocidade de deslocamento, direção de vôo e volume das formas.
FRANK NELLY - Apresenta Chinelinbug, um jogo que faz uma alusão aos jogos de dança, que utilizam como interface o tapete de dança. O objetivo do game é “pisar” em pontos estratégicos do tapete para matar “baratas” que aparecem no monitor. O trabalho envolve um eficiente grau de incorporação na relação homem/máquina ao trabalhar com forte conteúdo de identificação.
BEATRIZ SALLES E EUFRASIO PRATES - Propõem com Visões Corporais, baseado no conceito de visonual de Servio Túlio Marin, propiciar a percepção visual através da cinestesia dos outros sentidos. Considerando que a cultura ocidental supervaloriza o sentido da visão, no momento em que este é suprimido, valorizando os demais, conseguimos enriquecer o nosso repertório de interação, seja ele com outras pessoas ou com a própria realidade física. O corpo como captador e decodificador de estímulos terá a finalidade de gerar impulsos para sentidos não tradicionais responsáveis por compor sinestesicamente a imagem visual. Tratam da sensibilização para a condição supostamente conhecida de pessoas com deficiência visual.]
MARIA LUIZA FRAGOSO - Mostra em dois trabalhos “ Eco-Urbe” e “tracaja-e.net” sobre arte e tecnologia GPS. O projeto tracajá-e.net é um exemplo de como se pode desenhar no ciberespaço. Este foi dividido em três etapas, sendo que a segunda foi a criação de um banco de dados composto de imagens digitais e registros em GPS. Naquele momento foi realizada uma viagem, de carro e de barco, pelas Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste do Brasil, durante a qual foram registradas digitalmente, entre junho e novembro de 2002, imagens de 14 estados, mais de 250 cidades, 700 localidades e aproximadamente 20.000 km. Algumas dessas imagens foram publicadas no site do projeto (http://www.tracaja-e.net), no qual era alimentado o diário de bordo. Os dados eram enviados, via telefonia celular satélite, computador portátil e Internet para o servidor. Eco-Urbe é um trabalho artístico constituído a partir de dados digitais e exibido enquanto instalação multimídia. O banco de dados combina imagens fotográficas digitais, in loco e via satélite, com coordenadas de localização capturadas com GPS.
SERVIÇO: Exposição CAPITAL DIGITAL – arte, ciência e tecnologia Abertura dia 12 de junho (sexta-feira) Local: Estação Cabo Branco Ciência, Cultura e Arte – Altiplano Cabo Branco Até 12 de agosto
O concerto será neste domingo com entrada aberta ao público
Orquestra de Câmara da Cidade de João Pessoa realiza nova apresentação neste domingo (31), no auditório da Estação Cabo Branco Ciência, Cultura e Artes, localizado na Avenida João Cirillo Silva, s/n, Altiplano Cabo Branco. A entrada é aberta ao público e a apresentação será às 17h00.
O concerto da orquestra será regido pelo maestro Gustavo De Paco de Gea executado em cinco movimentos com apresentação dos instrumentos das famílias das cordas, dos metais, madeiras, percussão e teclado. A primeira peça a ser executada será uma suíte “Dom Quixote”, intitulada Largo/Alegro/Largo, de autoria de G. Telemann. No segundo momento apresenta uma peça popular de Ernesto Nazareth (Odeón) com execução dos instrumentos da família das madeiras. Na sequência apresentação dos instrumentos da família dos metais com a peça Fanfarra Olímpica de J. Williams.
Logo após acontece a apresentação da percussão com o galope, no estilo cantoria, de autoria de Guerra Peixe. Em seguida apresentação do teclado com execução das peças Cipó Branco (Cussy de Almeida), a música tema do Fantasma da Ópera (A. Webber), além de Hey Jude (Lennon e Mc Cartney), tema da missão impossível (L. Schiffin) e da seleção brasileira com xotes de Luiz Gonzaga.
O concerto na Estação tem o objetivo de proporcionar ao público, a cada dois meses, um momento de lazer e cultura com apresentação de uma orquestra, tocando música de qualidade, mostrando um repertório variado que vai desde o clássico até o popular para agradar a todas as gerações.
A orquestra - A Orquestra de Câmara da Cidade de João Pessoa (OCCJP) foi criada no ano de 2001, por iniciativa da Secretaria de Educação e Cultura do Município, com recursos provenientes da então Lei Viva Cultura, hoje Fundo Municipal de Cultura (FMC). Ela está vinculada à Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope) e, mesmo tendo surgido há apenas seis anos, se estabelece como um espaço importante no processo de formação de instrumentistas. A OCCJP é composta por jovens com idade variando entre 16 e 25 anos de idade, e vêm desenvolvendo uma música de alto nível e cumprindo papel fundamental no fomento à cultura.
Durante todo o ano a orquestra realiza concertos dentro de projetos elaborados que tem o intuito de elevar o nível cultural dos paraibanos, a exemplo Concertos Didáticos, que contribui para proporcionar a elevação do nível cultural de professores e alunos da Rede Municipal de ensino, promovendo o acesso à música e despertando o interesse pela busca de uma educação musical. Tem ainda o Concerto da Estação, que leva um repertório que varia do clássico ao popular na Estação Cabo Branco Ciência, Cultura e Artes, uma vez no domingo, no auditório central aberto ao público.
Outro projeto desenvolvido pela orquestra são os Concertos Comemorativos, que rendem homenagem as datas comemorativas, a exemplo do Natal, Ano Novo, Semana Santa e Nossa Senhora das Neves. Além dos Concertos Oficiais, em que jovens músicos desenvolvem seus conhecimentos artísticos através de um repertório especialmente escolhido para tal fim e os Concertos Internacionais, que contam com a participação de regentes e solistas estrangeiros que tem o objetivo de proporcionar troca de experiências entre músicos.
A Orquestra de Câmara da Cidade de João Pessoa é um espaço da prática musical em conjunto contribuindo para a preparação artístico profissional de jovens músicos, que além de darem continuidade à formação musical, adquirem experiência para no futuro compor orquestras profissionais.
SERVIÇO:CONCERTO NA ESTAÇÃO – ORQUESTRA CÂMARA DA CIDADE DE JOÃO PESSOA Entrada franca Local: Auditório da Estação Cabo Branco Ciência, Cultura e Artes Hora: 17h00 Repertório: Clássico e Popular Informações: 3214.8303 Av. João Cirillo Silva, S/N – Altiplano Cabo Branco - João Pessoa – Paraíba - CEP: 58.046-010 Contatos: (83) 3214.8303 / 8802-3255 / e-mail: fabath-ecartes@joaopessoa.pb.gov.br
Os produtores de cinema independentes do Brasil agora podem contar com uma assessoria de imprensa para divulgação de seus trabalhos gratuitamente. Trata-se da Ólhus Filmes que criou um portal na internet especializado na divulgação das produções audiovisuais que se encontram em andamento no país.
Anualmente são produzidos novos filmes no mercado brasileiro, no entanto, muitos contam com pouco orçamento para realizar uma boa divulgação e saem rapidamente do mercado devido a pouca frequência de público e encerram sua carreira nas telas de forma prematura, uma vez que para os exibidores priorizam os filmes mais rentáveis.
O portal Ólhuz Filmes está hospedado no endereço eletrônico www. Olhuzfilmes.com.br. Lá o produtor vai encontrar formas de como criar uma página na internet para seu filme em produção, seja curta, média ou longa-metragem, quando ainda está na fase de projeto. Através de uma área de trabalho exclusiva terá a possibilidade de alterar sempre que quiser as informações, anunciando a entrada de um ator no elenco, a adesão de um patrocinador ao projeto, mudando os estágios da produção, inserindo releases e fotos, divulgando toda a história do filme até a sua fase de pré-lançamento.
Toda nova notícia inserida imediatamente entra na página principal do portal e é disparada por newsletter semanal para mais de três mil endereços eletrônicos da mídia especializada, produtores, distribuidores e exibidores cinematográficos.
A idéia é acompanhar o dia-a-dia do que acontece nos bastidores do cinema nacional, colaborar com a divulgação das produções independentes, cimentar a articulação entre os diversos segmentos do mercado e mapear a fertilidade das novas produções brasileiras.
O produtor que já possui site na internet e não deseja colocar o seu filme no portal pode se valer somente dos serviços de distribuição de notícias. Para isso, basta criar um login e senha e inserir o release sobre a sua produção.
Federal e Não se pode viver sem amor
Um dos filmes que está na página e se encontra em fase de finalização é “Federal”, dirigido por Erik de Castro, produção de Christian de Castro, fotografia de Cezar Moraes e roteiro de roteiro: Érico Beduschi, Erik de Castro e Heber Moura. O filme conta a história de um perigoso traficante se instala em Brasília, capital federal. Para pegá-lo, a polícia fará o que for preciso. Entre os dois lados, uma população assustada.
No elenco estão os atores: Carlos Alberto Riccelli, Selton Mello, Eduardo Dussek, Christovam Neto, Cesário Augusto e Solange Barros. 'Federal' é um filme que através do conflito polícia / traficantes mostra a realidade de um país que hoje é, não só uma importante rota para o narcotráfico internacional (maior indústria capitalista do mundo), como também um dos maiores consumidores de drogas do planeta.
Outro que está em processo de produção é “Não se pode viver sem amor”, do diretor Jorge Durán. O filme conta a história de um grupo de pessoas que se encontram no dia 23 de dezembro, em clima de Natal, em São Paulo. A produção é de El Desierto Filmes, Jorge Durán e Gabriel Duran, co-produção de Cacá Diegues e traz no elenco o ator Caio Blat.
O artista popular paraibano, Maritônio Sousa Portela, inaugura nesta quinta-feira (12), na Sala do Artista Popular do Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular do Ministério da Cultura, no Rio de Janeiro (RJ).
A exposição reúne trabalhos de ex-voto rústico ao anjo barroco. São esculturas em madeira retratando ex-votos e anjos de inspiração barroca, que mostra a observação de um artista que aprendeu o ofício sozinho, usando apenas sua intuição e observação.
Maritônio Sousa Portela é natural do município de Livramento, interior da Paraíba, e residente em Nova Iguaçu (RJ). Aprendeu a arte com o avô e sonhava em um dia ser capaz de fazer uma peça igual as que ele produzia . Começou a esculpir aos 10 anos de idade, inspirado nas peças do avô, e desde então não parou.
A primeira peça que esculpiu foi uma imagem de Nossa Senhora do Livramento, padroeira de sua cidade. Aos 13 anos, fez para a capela do sítio em que morava uma Nossa Senhora das Graças. Ele estudou apenas até o segundo ano do ensino médio, e, no curso primário, ganhava livros de arte com trabalhos de Mestre Vitalino e Aleijadinho, que influenciaram seu trabalho. Aos 15, 16 anos, nas excursões da escola, em vez de ir para as praias, visitava mosteiros e igrejas. Visitava sempre o Convento de São Francisco, no histórico da Capital em João Pessoa (PB), e ficava admirando as imagens barrocas. Sua escolha pela arte sacra foi influenciada decisivamente pela religiosidade da avó, que morreu rezando, aos 103 anos.
Pode-se dizer que a arte de Maritônio Portela é primitiva, especializada em madeira. O material sempre vem da natureza. Em poucos minutos galhos e tábuas vão sendo talhadas, ganhando formas sacras, humanas e animais com sentimentos que vem da alma.
A criatividade Maritônio não fica apenas nisto. Ele também modela obras sobre vegetais mortos, a fim de provar que a arte, da mesma forma que resgata a vida, também enfeita a morte. É de sua autoria uma árvore esculpida (Algarobeira) existente na entrada de Livramento, a cidade onde mora, no Cariri Ocidental da Paraíba, a 286 quilômetros da Capital.
O único instrumento que utiliza para esculpir seus trabalhos é uma pequena serra elétrica, usada para cortar a madeira no tamanho certo das esculturas. O restante dos detalhes é feito no cinzel, como ajuda do escope e do formão. Em alguns momentos ele utiliza um quicé, faquinhas amoladas utilizadas por sapateiros.
Apesar de já ter tentado esculpir em pedra é a madeira em que mais sua arte sobressai. A madeira imburana do Cariri é resistente. Quando recém-cortada, apresenta-se com o cerne macio, de talhe fácil. O serviço do escultor, nesta ocasião, é facilitado. Após levar alguns dias de sol, a imburana endurece o miolo. Então, é vez a de amolar bem o equipamento, para diminuir o esforço do artesão. O esforço também é redobrado para evitar talhes desnecessários. Quando ocorre um escorregão da mão, surgem duas opções: jogar a peça fora ou modificar a expressão da escultura. Geralmente, a primeira alternativa é a escolhida.
Adriana Crisanto Repórter adrianacrisanto@gmail.com adrianacrisanto.pb@diariosassociados.com.br Fotos: Divulgação do Minc.
O projeto “Livraria de Montaigne” idealizado pelo professor de literatura francesa da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), José Alexandrino de Souza Filho, irá representar o Estado da Paraíba no “Ano da França no Brasil”. O projeto foi chancelado, entre os 650 inscritos, pelo comitê organizador e fará parte da programação oficial do evento previsto para acontecer entre 21 de abril a 15 de novembro de 2009 em vários Estados do país.
A Livraria de Montaigne consiste em uma reprodução da torre de seis metros de altura, três de diâmetro e oito de circunferência, contendo, em seu interior, a livraria do escritor e filósofo francês Michel de Montaigne (1533-1592), cujo teto está exposto à leitura e reflexão as frases originais, em grego e latim, devidamente traduzidas em português e francês (línguas oficiais do projeto). Todas elas ainda hoje podem ser observadas na "livraria" original de Montaigne que fica próximo à cidade de Bordeaux (França).
O ambiente reproduzido na exposição é um lugar de estudos, reflexão e criação único na história da literatura. Foi lá que o escritor escreveu os Ensaios, um conjunto de três livros que inaugura uma forma moderna de expressão do pensamento, o ensaio, a livre reflexão sobre qualquer assunto. Montaigne, ao que se sabe, foi um dos "inventores" do "mito do bom selvagem", ou seja, a idealização do homem natural visto como um ser naturalmente virtuoso relativamente ao europeu "civilizado". O modelo do escritor foram os índios brasileiros dos quais ele faz o elogio no ensaio chamado "Dos canibais", do qual o projeto deu destaque especial.
A exposição foi inicialmente montada dentro da Biblioteca Central, campus I, da UFPB, com o objetivo de divulgar a obra e o pensamento do escritor em articulação com a história do Brasil. “O interesse em reproduzir a biblioteca de Montaigne se deve à sua própria singularidade, pois nela o autor mandou escrever no teto diversas frases colhidas de suas vastas leituras humanistas”, explicou o professor José Alexandrino.
A idéia do projeto surgiu quando foi ministrar uma disciplina no curso de especialização em língua e literatura francesa na UFPB e resolveu aprofundar os autores do século 16. O curso era sobre dois autores, em prosa, e um deles foi Montaigne. O resultado foi uma coletânea de trabalhos escrita pelos alunos e publicada pelo Centro de Ciências, Letras e Artes (CCHLA), em janeiro de 1997, todo em francês, com ilustrações da época. Em seguida, os professores do Departamento de Letras foram convidados a fazer um mural dos escritores de sua preferência. Foi quando sugeriu o escritor Montaigne. “Como tinha conhecido a livraria dele na França decidi fazer uma réplica da livraria. Foi um ano de trabalho intenso”, disse.
O Projeto contou na época com o apoio da Embaixada da França no Brasil, Governo do Estado, Prefeitura e empresas privadas paraibanas. Em 2007, foi inaugurada a segunda versão do projeto, com acréscimo de novos elementos e painéis. Foi também lançado na ocasião o livro “Um passeio ao universo do escritor francês Michel de Montaigne” (Editora Universitária), de autoria do idealizador do projeto. Nesta última fase, o projeto contou com o apoio financeiro do CNPq.
“Fiquei muito surpreso com o chancelamento do projeto, uma vez que concorri com projetos do país inteiro”, comentou o professor José Alexandrino de Souza que precisa de apoio e recursos para levar o projeto ao evento em abril deste ano.
Ano da França no Brasil
Depois do Ano do Brasil na França, realizado em 2005, haverá agora o inverso, “Ano da França no Brasil”, que acontecerá entre 21 de abril a 15 de novembro de 2009 em várias Capitais brasileiras. A Paraíba está incluída em vários eventos, um deles receberá o nome de “Intercâmbio cultural: o país occitano e a cultura nordestina”, que acontecerá, no período de 8 a 28 junho, nas cidades de Recife e Olinda (PE), João Pessoa e Campina Grande (PB) e Brasília (DF).
O evento será promovido pela “Association CORDEA/ Groupe musical La Talvera - Cordes sur Ciel e Kitchen Produções Artísticas S/C”, o objetivo do espetáculo é fazer com que o público brasileiro descubra a cultura occitana e suas relações históricas com a cultura nordestina. Concertos de Silvério Pessoa e músicas e danças tradicionais, conferências e exposições fotográficas.
A iniciativa de realizar um evento inverso “Ano da França no Brasil” é de proporcionar à França a oportunidade de apresentar, em várias regiões brasileiras, as diferentes formas de sua cultura.
A proposta foi denominada de França.br está sendo operacionalizada, através de projetos propostos por franceses e brasileiros, que serão gerenciados e analisados pelo Comissariados da França e do Brasil. Os projetos enviados dentro programação do evento tem três eixos de ação: França Hoje, que consiste na criação artística, inovação tecnológica, pesquisa científica, debate de idéias, dinamismo econômico; França Diversa, que diz respeito a diversidade da sociedade francesa, de saberes e regional (regiões da França metropolitana e ultramar) e França Aberta, em que busca parcerias franco-brasileiras que devem inspirar os projetos, parcerias franco-brasileiras com outros países do mundo (África, Caribe, América Latina) e debates sobre os grandes temas da globalização. Maiores informações sobre o “Ano da França no Brasil”, acesse o site do França.br 2009: www.cultura.gov.br/franca_br2009.
Três grandes eventos de educação acontecem Capital no período de 3 a 6 março. Trata-se do I Encontro Paraibano de Gênero e Diversidade na Escola, II Seminário Paraibano de Prevenção à Violência na Escola e do I Colóquio Paraibano de Estudos de Gênero Os eventos simultâneos acontecem na Estação Cabo Branco – Ciência, Cultura e Artes, localizado no Altiplano Cabo Branco.
As inscrições custam R$ 100,00 (profissionais), R$ 60,00 (estudantes), incluído almoço, e pode ser realizada no Centro de Educação da Universidade Federal da Paraíba (CE/UFPB), Campus I, em João Pessoa (PB) ou na internet, através do endereço eletrônico http://www.edutransversal.pro.br/epeg/inscricoes com depósito em conta corrente no Banco do Brasil 7.901-4, agência: 4636-1.
No credenciamento on line é necessário enviar a ficha de inscrição e o comprovante do pagamento da inscrição escaneado (Jpeg ou Pdf). No caso das inscrições com relato de experiência o comprovante deve ser enviado para o email: comtrabalho@edutransversal.pro.br. No caso das inscrições sem relato de experiência deve ser enviado para o email semtrabalho@edutransversal.pro.br.
Haverá ainda a opção pelo credenciamento presencial. A comprovação poderá ser feita presencialmente, no ato do credenciamento, na Estação Cabo Branco, com cópia ou original do comprovante de depósito.
Os eventos acontecem no mesmo período em que tem início as atividades escolares e tem o objetivo é trocar idéias e experiências voltadas para a construção de políticas públicas, de conhecimento científico e práticas pedagógicas dirigidas pelo princípio da equidade de gênero e do respeito às diversidades que nos fazem todos iguais.
O Seminário, o Colóquio e o Encontro estão sendo realizados em parceria com a Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Centro de Educação (CE/UFPB), Núcleo Interdisciplinar de Pesquisa e Ação sobre Mulher e Relações de Sexo e Gênero/NIPAM, Grupo de Pesquisa Currículo Transversal nas Interseções Escola Família e Comunidade e na Prática Docente do Programa de Pós-Graduação em Educação/PPGE. Com apoio da Secretaria de Educação e Cultura, Coordenadoria de Políticas para Mulheres, Prefeitura Municipal de João Pessoa, e se destina a professores (as), educadores (as) populares, estudantes, pesquisadoras (es), militantes feministas e GLBT, público em geral.
A programação constará de conferência, mesas-redondas, rodas de diálogo, exibição de vídeos, comunicações de pesquisa e relatos de experiências. A solenidade de abertura será às 19h00, no auditório do Estação Ciência. A partir das 19h45 o Secretário de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade do (MEC), André Luiz F. Lázaro abre os trabalhos com o lançamento do Curso Gênero e Diversidade na Escola. Logo após, às 20h15, haverá apresentação da Biblioteca Digital de Materiais Educativos sobre Corpo, Gênero e Sexualidade com a professora Gorete Figueiredo (UFPB). Em seguida, às 20h30, tem início a conferência Mulher, Educação, Ciência e Cultura, com a conferencista Elisabete Pereira, representante do SPM/Governo Federal.
A primeira mesa redonda do Encontro discutirá sobre Gênero, educação e violências na escola e será coordenada por Fernando Andrade (CE/UFPB) e contará com a presença da Vice-coordenadora do GT 23 – Gênero, Sexualidade e Educação da ANPED), Constantina Xavier (UFMS), Rogério Junqueira (INEP) e Valquiria Alencar (Centro da Mulher 8 de Março), no dia 4 de março, de 9h00 às 12h00, na Sala de Convenções 1
No mesmo dia, na Sala de Convenções 2, também pela manhã, haverá uma Roda de Diálogo sobre Gênero, participação política e políticas públicas com a presença de Cristina Buarque (SPPM/PE), Douraci Vieira dos Santos (CPPM/PMJP), Estelizabel B. Sousa (SEPLAN/PMJP), Glória Rabay (CCHLA/UFPB) e terá como convidadas as deputadas estaduais: Francisca Motta, Iraê Lucena, Socorro Marques e Olenka Maranhão e as vereadoras: Sandra Marrocos, Raissa Lacerda, Eliza Virgínia, Fátima Marreiro (CCHLA/UFPB).
Na sala de audiovisual, também pela manhã, haverá a exibição dos vídeos: Relações de gênero na educação infantil (UFPB Virtual, Curso de Pedagogia, Educação Infantil, 23 minutos), Daphne e Rafael: o futuro do gênero (UTV - Sociedade de Televisão das Universidades do Rio de Janeiro, 35 minutos), Escola que protege (Governo Federal, 15 minutos), Trabalho de quem (NIPAM/UFPB, Centro da Mulher 8 de Março, 18 minutos) sob a coordenação da professora Eliana Ismael (UFPE).
No dia 5 de março, 9h00 às 12h00, acontecerá a segunda mesa redonda que discutirá sobre Gênero, educação e sexualidades com a professora Claudia Ribeiro (UFLA), Rosângela Araújo (PPCS-UFPB/Doutoranda), Lígia Luís de Freitas (CPPM/PMJP) e Maria Eulina Carvalho (CE/UFPB) (Coordenadora).
A terceira mesa redonda discutirá sobre Gênero, saúde e direitos reprodutivos co ma professora Dagmar Estermann Meyer (GEERGE-UFRGS, GT 23-ANPED), Idalina Maria Freitas Lima Santiago (UEPB), Stela Queiroga (BEMFAM), Rosana de Lucena (Rede Feminista de Saúde, Gerência de Saúde da Mulher/SMS/PMJP) e Ana Elvira Steinbach Silva Raposo (CE/UFPB).
A quarta mesa do dia 5 de março tratará sobre Gênero, etnia e identidade e contará com a presença das professoras: Ivonildes Fonseca (UEPB), Solange Rocha (CCHLA/UFPB), Ana Paula Romão (Doutoranda-PPGE/CE/UFPB), Alba Cleide Calado Wanderley (Doutoranda-PPGE/CE/UFPB) e Marilia Domingos (CE/UFPB).
Neste mesmo dia, na sala de audivisual, haverá exibição dos vídeos: Coragem Mulher (UFPB, 20 minutos), Um sonho impossível? (Video Escola, 9 minutos), Minha vida de João (Instituto Promundo, 20 minutos), Medo de quê? (Instituto Promundo, 10 minutos), Pra que time ele joga? (Governo Federal, 15 minutos), Homens (Lucia Caus e Bertrand Lira, 21 minutos), sob a coordenação do professor do curso de Jornalismo Bertrand Lira (CCHLA/UFPB).
COLÓQUIO DE ESTUDOS DE GÊNERO
O Colóquio de Estudos de Gênero terá início no dia 6 de março pela manhã e será coordenado pela professora do curso de Jornalismo da UFPB, Glória Rabay (NIPAM/UFPB), em que apresentará um mapa da produção acadêmica no Estado da Paraíba a partir do I Seminário Nacional Gênero e Práticas Culturais 2007. Contará ainda com as presenças dos professores Charliton Machado e Maria Lúcia da Silva Nunes (PPGE/CE/UFPB).
A finalidade deste Colóquio é apresentar pesquisas em andamento sobre a temática no Estado da Paraíba; estimular parcerias/colaborações e articular uma rede de estudiosas da temática; construir um catálogo de estudos e pesquisas em gêneros realizados no Estado.
Os inscritos no colóquio terão tempo (definido em função do número de inscritos) para se apresentarem e aos seus principais trabalhos passados e presentes pertinentes à temática.
Ainda no dia 6 de março, no turno da tarde, acontecerá a segunda roda de diálogos que debaterá sobre a “Diversidade sexual na escola”. Haverá exibição do filme de curta-metragem: Amanda e Monik (André Costa Pinto, 18 minutos) e contará com a participação de André Costa Pinto (Cineasta), Amanda Costa (Secretária de Cultura de Barra de São Miguel), Sílvio Gomes (participante do filme), Monik (participante do filme), Rogério Junqueira (INEP), Fernando Andrade (CE/UFPB), Fernanda Benvenutti (ASTRAPA), Adneuse Targino (Grupo Maria Quitéria), Luciano Bezerra Vieira (Movimento do Espírito Lilás – MEL) e Alcemir Freire (Movimento do Espírito Lilás – Mel, Estudante de Pedagogia/UFPB).
O projeto Folia de Rua chega ao seu último dia, sábado (21), com a saída dos blocos Boi do Bessa, Urso Gay e Peruas do Valentina. O primeiro bloco a se concentrar é o Boi do Bessa. Logo após às 18h00, na Praça do Coqueiral, Mangabeira VI, os foliões do bloco Urso Gay esquentam os tambores para a brincadeira. O Peruas do Valentina sairá também às 16h00, no Canteiros Bar, próximo a Fundação Bradesco.
O Maracatu do Baque Solto do Município de Pedras de Fogo (PB) é a atração do bloco Boi do Bessa que este ano completa 15 anos e se concentra às 16h00, no Golfinhos Bar, na praia do Bessa. Terá ainda a apresentação das bandas Ala Ursa de Mandacaru, um trio puxado pelo cantor Jairo Madruga e Banda e duas orquestras de frevo.
A previsão de saída do bloco é a partir das 18h00. O percurso previsto para passagem do bloco são as ruas Afonso Pena e Argemiro de Figueiredo, que ficarão interditadas no final da tarde. As camisetas ainda estão sendo vendidas ao preço de R$ 15,00 e traz a arte consagrada de Clóvis Júnior, um dos fundadores do bloco.
O bloco surgiu de uma idéia da escritora Cassandra Figueiredo e o seu companheiro, o artista plástico Clóvis Júnior com o intuito de criar um movimento cultural e a partir daí, incentivar outras formas de viabilização de criação artística, além de unir os moradores do bairro e através do bloco conscientizar as pessoas contra a depredação dos pés de cajus, um símbolos do bairro.
“Esses imensos cajueiros davam sombra aos bois das vacarias que pastavam a beira mar, o caju servia também como fonte de renda para moradores das proximidades, restando poucos preservados”, relatou Cassandra Figueiredo, que se orgulha de ter iniciado a discussão, despertando com isso a consciência ecológica.
Os quinze estandartes do bloco levam a assinatura da artista plástica Gislane Regadas, também moradora do bairro. Nestes 15 anos de existência o bloco ganhou projeção nacional quando foi convidado pela Vila Isabel para integrar a ala do folclore paraibano que teve como enredo “João Pessoa, onde brilha mais cedo”. No ano de 2005, o bloco transformou-se em uma Organização Não-Governamental (ONG) para ampliar a ação social em benefício da comunidade.
“Não se destrói assim aquilo que Deus lhe deu”, diz o hino do bloco se referindo a preservação dos cajueiros do bairro do Bessa que foram desaparecendo do local devido ao desenvolvimento desordenado de prédios e mansões. Além de fazer alusão aos cajueiros o bloco valoriza a cultura popular através da figura do bumba meu boi. O hino é de autoria do escritor Altemir Garcia em parceira com a poetisa Cassandra Figueiredo, com arranjos de Betinho, João Barbosa e Sérgio Galo.
O artista plástico Clóvis Júnior é também o atual presidente do Projeto Folia de Rua que este ano ganhou maior adesão da população. “Apesar das dificuldades criamos a orquestra Folia de Rua, conquistamos mais espaços e de hoje em diante o Folia vai entrar no roteiro turístico da nossa Capital como mais um evento turístico para ser vendido lá fora”, acrescentou Clovis Júnior que foi convidado recentemente para ir aos Estados Unidos falar para estudantes de uma universidade americana sobre arte popular.
Quanto ao bloco Boi do Bessa ele disse que neste ano vai ser uma grande festa de debutantes e os quinze estandartes estarão nas ruas da praia do Bessa. Na dispersão, na Praça do Caju haverá uma orquestra tocando e animando os foliões.
Peruas do Valentina e Urso Gay
Outros dois blocos que saem neste sábado são Peruas do Valentina, que com um grupo de amigos que resolveram se reunir no sábado de carnaval e saíram pela avenida principal do bairro. Os homens caracterizados com roupas femininas bastante irreverentes, verdadeiras “Peruas”, inspirados na novela global “Perigosas Peruas”, em 1992.
Nos anos seguintes, o Bloco foi ampliando o número de foliões e em poucos anos, atraindo, inclusive turistas de todo Brasil. A própria mídia enfatiza anualmente, o crescimento do Bloco, observando que o Valentina Figueiredo, não é um bairro central, entretanto, atrai milhares e milhares de pessoas: Homens vestidos de Peruas, mulheres e crianças. É um verdadeiro glamour de alegria que contagiam todos. Os moradores ou moradoras da avenida principal, percurso do bloco, se organizam para a passagem dos foliões.
O “Peruas do Valentina” reúne, segundo seus organizadores, anualmente, cerca de 45 mil foliões. A concentração começar às 16h00, próximo à Fundação Bradesco e o Canteiro’s Bar, antiga Adega do Zaca, avenida principal do bairro. O bloco tem previsão para sair às 20 horas e segue pela avenida principal até a Praça Deputado Soares Madruga, onde acontece a dispersão.
Vários trios elétricos animam o desfile do Peruas do Valentina, anualmente, tendo como a banda Sabor de Mel e a Orquestra do maestro Nena (puxador oficial do bloco), entre outras atrações. Para conforto e segurança dos foliões, o bloco conta com segurança particular composta por 100 homens, além do apoio do 5º Batalhão de Polícia Militar. O bloco completou ano passado 17 anos de existência sem nunca ter registrado um único incidente de violência.
De acordo com a programação oficial enviada pela assessoria de imprensa do Folia de Rua, o bloco O Urso Gay sai às 18h00. O Urso participou da gravação do Long Play (LP) que deu origem ao movimento e tinha sob o seu comando o carnavalesco apaixonado Jorge Benício que durante décadas resistiu às mudanças dos carnavais. Com a morte de Jorge o bloco passou para o comando de Tony Fernandes do bloco Unidos do Castelo que tem trabalhado para dar continuidade ao que Jorge deixou plantado.
Os foliões paraibanos ainda têm muito fôlego para brincar e dançar frevo nesta sexta-feira (20) com a saída de três blocos do projeto Folia de Rua, em diferentes bairros de João Pessoa. Entre eles estão: Cafuçú, Elefante da Torre e BARatona do Brasil que saem hoje.
O bloco Elefante da Torre é um dos novos integrantes da Associação Folia de Rua que também desfila nesta sexta-feira, na prévia carnavalesca da cidade. Embora novo filiado da entidade, ele é um dos mais tradicionais do bairro da Torre, reunindo cerca de 1.000 foliões no desfile que acontece a partir da Praça São Gonçalo, seguindo pelas avenidas Beira Rio, Rui Barbosa e Nossa Senhora de Fátima, até retornar ao local de saída. A concentração começa às 17h00, na Praça São Gonçalo.
O bloco Cafuçú se concentra a partir das 20h00, na Praça Dom Adauto, centro histórico da Capital. De acordo com Buda Lira, um dos coordenadores do bloco, este ano a intenção é criar outro pólo de concentração na Praça Nossa Senhora das Neves, que fica ao lado da Basílica, pois a Praça Dom Adauto parece ter ficado pequena devido ao sucesso e carisma da população pelo bloco mais divertido do projeto Folia de Rua.
Serão este ano ao todo 12 orquestras de frevo, palco e sonorização nos três pólos localizados na área do centro histórico da cidade. “Uma forma atender aos milhares de foliões que vêm aumentando muito, nos últimos três anos”, disse Buda Lira. No palco principal da Praça Dom Adauto se apresenta a orquestra de frevo Cafuceta, que acompanha o bloco até a Praça Antenor Navarro na dispersão. A orquestra será comandada pelo Maestro Chiquito que volta a tocar no bloco após alguns anos ausente da festa. Também na praça funciona a Difusora Cafuçú tocando música brega, romântica, mandando recados e animando os foliões na concentração.
“Cabelo com brilhantina. Duas lapadas de pinga. Pente no bolso, no corpo muita ginga. Medalhão no pescoço, cheirando a mistral. Lá vai o cafuçú brincar o carnaval”, diz o hino do bloco de autoria do cantor e compositor Kennedy Costa e Paulo Vieira. A letra não poderia ser mais irreverente e retrata bem aquele cidadão típico da classe trabalhadora sofredora, que apesar das dificuldades diárias, sai a brincar seu carnaval para superar as dificuldades da vida.
O bloco Cafuçú surgiu no ano de 1987 quando um pequeno grupo de professores universitários, artistas, estudantes, ativistas culturais da Capital, resolveram, na semana que antecede o carnaval oficial, desfilar pelas ruas do Bairro Miramar em direção à praia, puxados por uma carroça de burro, animados por violões e tambores.
Nos primeiros anos de fundação, o Cafuçú desfilava na Praia do Cabo Branco e Tambaú, em João Pessoa. Em 1997, se transferiu para o Centro Histórico, contribuindo para o resgate do Carnaval de Rua da Capital, procurando incrementar o calendário de eventos culturais, nesta área urbana de fundação da cidade.
“Na minha opinião é o melhor bloco do Folia de Rua. Saiu nele deste a criação e me divirto bastante”, relatou a estudante Maria Emília Santos, que saiu pela primeira vez no bloco com os pais quando tinha 10 anos de idade. Hoje toda a família e muitos amigos saem vestidos a moda cafuçú para brincar o pré-carnaval da cidade.
Alguns integrantes que fazem parte do bloco são fundadores do Bloco Muriçocas do Miramar e, sete anos depois, com o surgimento de mais dez blocos, cria oficialmente a prévia carnavalesca Folia de Rua, com o lançamento de um LP Folia de Rua, com a gravação dos hinos desses blocos. Hoje, são mais de trezentas mil pessoas que brincam em dezenas de blocos, durante os sete dias da prévia carnavalesca de João Pessoa, sempre na semana que antecede a data oficial dos festejos monescos.
O bloco carnavalesco Cafuçú é um dos responsáveis, com mais dez blocos, pela criação do Projeto Folia de Rua e pela fundação da Associação Folia de Rua, em 1992 e 1996, respectivamente, em João Pessoa, Capital da Paraíba. Na segunda metade dos anos oitenta, do século passado, o carnaval de rua e de clubes, na Capital, enfrentava uma fase de declínio, em termos de mobilização de amplos e diversos setores sociais. Setores da classe média eram atraídos, neste período, pelo carnaval das cidades de Olinda (que começou a repercutir fortemente no País), Recife (PE), Salvador (BA) e Rio de Janeiro (RJ). Enquanto isto, o chamado carnaval tradição, uma iniciativa das camadas populares, formado pelas escolas de samba, tribos indígenas, blocos de orquestras, entre outros, mantinha o seu desfile, durante o calendário oficial do carnaval.
Segunda BARatona do Brasil
Há dois anos surgiu em João Pessoa mais um bloco carnavalesco. Ele não faz parte do projeto Folia de Rua, mas reúne os foliões que gostam de um bom bar. Trata-se do BARatona Brasil, bloco comandado pelo advogado Marcos Pires, que percorre no carnaval alguns bares da cidade em busca de alegria e carnaval. Eles saem nesta sexta-feira (20), a partir das 12h30, na orla marítima da praia do Cabo Branco e prevê este ano percorrer 42 bares da Capital. Para participar da BARatona basta ter disposição e dinheiro para pagar a própria conta.
O BARatona do Brasil deverá reunir mais de 300 foliões que vão se concentrar na palhoça Deusa do Mar, nas proximidades do Jangada Clube. Ao som do melhor do frevo de todos os tempos, os participantes devem começar a percorrer os bares por volta das 14h30. Na prévia que foi realizada no dia 30 de janeiro, os foliões entraram em 12 bares. “Agora vamos atingir nossa meta de entrar em 42 bares” disse o advogado Marcos Pires, organizador do bloco.
A animação da festa ficará por conta da orquestra de frevo do Maestro Jameson, que tem 30 componentes e que vai tocar os grandes clássicos da música carnavalesca. “Depois das Muriçocas a cidade fica morta, então vamos ressuscitá-la nesta sexta a tarde como forma de esquentar para o bloco dos Cafuçus”, acrescentou Pires ressaltando que animação não falta aos participantes da BARatona do Brasil.
A exemplo do ano passado haverá um veículo Cata Bêbo para levar para casa quem se exceder na bebida. “Dessa forma estamos colaborando para o sucesso da Lei Seca e preservando o bem estar de todos os participantes da BARatona.” lembrou Marcos Pires. De acordo com ele todos os foliões serão antecipadamente etiquetados com dados básicos que permitirão a ‘remoção dos corpos’ para suas residências.
Também este ano haverá entrega do prêmio “Burrinha de Engenho” ao maior garapeiro em nível local e nacional. Garapeiro é aquela pessoa que se dá bem em qualquer situação. Nacionalmente o nome escolhido foi o do ministro da Agricultura Reinhold Stefam, pois entra governo e sai governo e ele se mantém em cargos elevados. O nome do garapeiro local só será conhecido na hora do evento.
O pré-carnaval de João Pessoa, Folia de Rua, prossegue hoje, com o desfile dos blocos Galo do 13 de Maio que se concentra às 18h00, na Praça Assis Chateubriand. Às 19h00 sairá o bloco Canto do Tetéu, com concentração na Lanchonete Luciana. A partir das 20h00 sairá o bloco de arrasto Cordão do Frevo Rasgado, da Praça do Mag Shopping, em Manaíra.
Os organizadores do bloco Galo do 13 de Maio prevê que este ano cerca de quatro mil foliões acompanhem o desfile do bloco que passará pelas ruas Telegrafista Armando Pessoa, seguindo pelas ruas Coronel Barata, Pastor Firmino Silva, Francisco Moura, retornando para a Praça Assis Chateubriand.
Na concentração duas orquestras animam os foliões, tocando frevos de sucesso, marchinhas de Carnaval e músicas atuais. Paralelo às atividades carnavalescas o bloco promove projetos sociais junto à comunidade, na sede da Associação Recreativa Cultural 13 de Maio e atender a grupos de idosos, crianças em estado de risco social, mães carentes gestantes e outros.
O bloco, Canto do Tetéu, também prevê um número considerável de foliões este ano. No ano passado o bloco comemorou 16 anos de fundação e rendeu homenagem ao forró autêntico e nordestino. A saída, com banda e trio elétrico, está prevista para às 20h, em um percurso que passará por algumas avenidas do bairro de Jaguaribe, como a Vasco da Gama, depois retornando ao local da concentração.
O 'Canto do Tetéu' surgiu em 1992, numa iniciativa do cantor Walter Luís, presidente do bloco, e um grupo de amigos que resolveram brincar o Carnaval. Durante os oito primeiros anos, o bloco saia numa terça-feira na praia e nos outros oito anos passou a sair todas as quintas-feiras (entre o Muriçocas do Miramar e o Cafuçú), pelas ruas de Jaguaribe.
No bairro de Manaíra sairá o Cordão do Frevo Rasgado fará concentração na praça do Mag Shopping (Manaíra), com o compromisso de resgatar a cultura do carnaval em forma de músicas, passistas, bichos, ala ursas, papangús. O bloco, que comemorou 16 anos de fundação, inicia a concentrarão na rua Floriano Peixoto, em frente à 'Lanchonete Luciana' (Jaguaribe). Cordão do Frevo Rasgado foi fundado em 1996 pelo cantor e compositor Lis Albuquerque.
A idéia surgiu a partir da música do mesmo nome que foi ganhadora de um festival realizado pela Fundação Espaço Cultural (Funesc). No começo, o bloco saía nas ruas estreitas da praia de Camboinha no período de veraneio, quando a família e os amigos do cantor se reuniam para festejar o sol e o reinado de 'Momo'. Porém, com a necessidade de preencher espaços dentro da cidade de João Pessoa, o bloco ficou itinerante por três anos, saindo no Pavilhão do Chá (praça Venâncio Neiva), depois na praça Dom Adauto (do Bispo) e finalmente na praça do Mag Shopping, em Manaíra.
Hoje, já consolidado pelo público, o 'Cordão do Frevo Rasgado' vê o número de foliões aumentarem a cada ano e a agremiação virou uma referência no bairro de Manaíra, atraindo também a atenção de pessoas de outros bairros. A estimativa de público para o desfile desta quinta-feira é de 1.000 pessoas.
E amanhã, sexta-feira, 20 de fevereiro, saem os blocos Cafuçú, 20h00, da Praça Dom Adauto, no centro histórico da Capital e às 19h00 o bloco Elefante da Torre da Praça São Gonçalo.
“Respeitável público com vocês as Muriçocas do Miramar!”. Abram alas que o bloco, que se tornou patrimônio imaterial do carnaval paraibano, vai passar pela avenida da folia nesta quarta-feira de fogo. O bloco de arrasto mais famoso da cidade de João Pessoa se concentra na Praça das Muriçocas, bairro do Miramar, onde um palco armado com várias atrações musicais prepara os foliões para saída do bloco de arrasto, considerado por muitos, como um dos maiores do mundo.
O Muriçocas do Miramar, que este ano rende homenagem ao circo, terá como atrações o pernambucano Antônio Nóbrega, os paraibanos Fúba, Diana Miranda, Gracinha Teles e Dadá Venceslau. A Muriçoca gigante, armada no Busto de Tamandaré, praia de Tambaú, este ano recebeu um nariz de palhaço, um dos símbolos do circo, que é o tema da 23ª edição do desfile.
No chão, na frente dos trios, saem as Escolas de Samba Malandros do Morro, Império do Samba e a Companhia de Teatro e Circo Lua Crescente. No palco principal se apresenta a Orquestra Metalúrgica Filipéia. No mini palco da Epitácio Pessoa se apresentam quatro pequenas orquestras e quatro grupo de circo. Este ano cerca de 12 trios elétricos oficiais e alternativos estarão animando os foliões no percurso da Via Folia Epitácio Pessoa.
O primeiro trio elétrico (Metrô) oficial do bloco vem sendo conduzido pelo puxador oficial do bloco, o cantor e compositor Flávio Eduardo (Fúba). O segundo (Balada) traz a cantora Diana Miranda, um pouco mais atrás o trio (Oxigênio) com o pernambucano Antônio Nóbrega, seguido do trio elétrico Raça conduzindo o ator e cantor Dadá Venceslau. Na sequência, trio Gladiador, com Regina Brown e a Orquestra Parahyba Pop e o trio Xaxá com a cantora Gracinha Teles.
Tem ainda os trios agregados conduzindo as bandas elétricas: Ala Ursa (Trio Treme Terra), Banda Daprazê (Trio Selva Nua), Beto e banda Movimento (Trio Arerê). Nos palcos da concentração e da praia de Tambaú haverá apresentação de artistas de circo (malabares, trapezistas, cuspidores de fogo, bailarinas, palhaços) e orquestras de frevo.
História do bloco
Muitos integrantes não imaginariam que uma festa de aniversário poderia se tornar o maior bloco pré-carnavalesco de arrasto do mundo. O aniversariante, o estudante Thiago de Lima, hoje maior de idade, filho da professora de literatura da UFCG, Maria Vitória Lima, e do empresário Antônio Gualberto atual diretor presidente do bloco.
Os convidados da festa nada mais eram que artistas da terra, professores e jornalistas. “Neste período a cidade ficava deserta e no bairro à noite ninguém conseguia dormir com uma quantidade muriçocas, devido às chuvas de verão que acomete a cidade nesta época do ano”, lembrou certa vez Vitória Lima.
A festa, alusiva ao carnaval, era temática, ou seja, com motivos de carnaval e os convidados fantasiados. O aniversariante vestiu-se de pirata e houve muita brincadeira. Foi quando todos decidiram ir para rua bater, panelas e latas para comemorar a data. Eram apenas 30 pessoas sendo conduzidas por uma carroça de burro com um pequeno som acoplado tocando frevos. Eram pessoas que saíam da capital paraibana durante o carnaval e queriam se encontrar antes dos festejos. No ano seguinte um estandarte foi confeccionado e mais gente para participar da festa. Foi quando os moradores saíram pelas ruas cantando frevos e batendo panelas. Nesta época o número de pessoas chegava a 200 pessoas.
No terceiro ano a participação popular era de aproximadamente mil foliões, e hoje é o que todo mundo conhece, criou-se um hino e surgiu a terminologia “Quarta-Feira de Fogo”, vinda música de autoria do cantor e compositor Flávio Eduardo (Fúba), uma referência ao evento que acontece todos os anos uma semana antes da quarta-feira de cinzas.
Os artistas plásticos Sérgio Lucena, Flávio Tavares, Alice Vinagre e Marlene Almeida foram alguns dos autores do estandarte do bloco que saem todos os anos no dia do desfile. Os estandartes podem ser vistos expostos na sede da agremiação, no bairro de Miramar.
Muriçocona
A “Muriçocona”, como ficou sendo chamada pela população, é uma estrutura metálica de quase vinte metros de altura, que faz parte do cenário da cidade nesta época do ano. A alegoria é confeccionada com revestimento em tecido sintético, resina e auto fortante. A empresa responsável pela montagem do boneco gigante é a mesma que produz o bloco do Galo da Madrugada, em Recife (PE).
A alegoria divide o mesmo espaço que o busto do Almirante Tamandaré, no final da Avenida Epitácio Pessoa, divisa entre as praias de Tambaú e Cabo Branco. Este ano o boneco Muriçocas surgiu com uma pinta vermelha no seu fino e alongado nariz, lembrando um nariz de palhaço, alusivo a temática deste ano.
A instalação da Muriçocona no Busto de Tamandaré é estratégica, pois é onde circula a maior parte da população neste período e onde o fluxo de turistas, devido ao verão, se intensifica.
ATRAÇÕES
Antônio Carlos Nóbrega
Assim como nos outros anos o bloco Muriçocas do Miramar dá preferência aos músicos da terra e traz apenas uma atração, que vai depender da verba disponibilizada pela captação de recursos financeiros.
Uma das atrações bastante esperadas é a do multicultural, Antônio Carlos Nóbrega, que sai no terceiro trio elétrico das Muriçocas do Miramar. Nóbrega é natural de Recife (PE) e conhecido por junto com Ariano Suassuna divulgar e consolidar o movimento Armorial, criado na década de 1970 com o objetivo de dar origem a uma arte erudita a partir de elementos da cultura popular do Nordeste.
O seu repertório ele apresenta canções tradicionais eletrificadas com seu violino e rabeca. Além de cantar e tocar Nóbrega é conhecido por apresentar uma estética circense em cena, pois ele também dança, toca bateria, percussão e violão. Nos últimos anos ele vem sendo revelado e considerado um fenômeno por conseguir unir a arte popular e erudita com bastante sofisticação. O que garantiu a ele a montagem de espetáculos memoráveis no Rio de Janeiro e em São Paulo.
Um dos espetáculos de Antônio Carlos Nóbrega de destaque foi Figural (1990) e o outro Brincante (1992), em ambos ele muda de roupa, faz performance teatral, coloca máscaras e faz o público sorrir. Em 2006, Antônio montou o espetáculo “9 de Frevereiro” (escrito assim mesmo) em três volumes (Frevo, Festim e Nove de Frevereiro). Está montagem é uma alusão ao carnaval de Pernambuco e um trocadilho ao frevo. Neste espetáculo ele explora as várias facetas de se dançar o ritmo pernambucano, ou seja, com apenas um dançarino (Nóbrega) em passos estilizados de dança moderna, com vários dançarinos em passos de frevo, com e sem sombrinha e até o público todo, em ciranda de frevo.
Antônio Carlos Nóbrega, que começou tocando em orquestra no Recife, fez parte do Quinteto Armorial, o que ajudou a compor o lado erudito do qual traz para dentro de suas montagens. Nóbrega é também pesquisador da cultura popular e tem vários CD´s gravados e um DVD intitulado “Lunário Perpétuo”, em que canta o romance de Riobaldo e Diadorim, extraído da obra Grande Sertão Veredas de autoria do escritor mineiro Guimarães Rosa. Um dos últimos trabalhos dele foi a edição em DVD de “Nove de Frevereiro”, que teve a direção de Walter Carvalho.
Atualmente mantém em São Paulo a Escola e Teatro Brincante, um centro cultural que promove eventos e cursos ligados à dança, música e arte circense.
Fúba
O puxador oficial do primeiro trio elétrico oficial do bloco Muriçocas do Miramar é o pessoense Flávio Eduardo Maroja Ribeiro (Fúba). O ex-vereador, apesar de nascer em João Pessoa, foi batizado na cidade de Mari e passou boa parte da infância em Campina Grande. Morou vários anos no Rio de Janeiro e em São Paulo.
Ele é o autor do Hino das Muriçocas do Miramar e atual produtor do Projeto Seis e Meia, evento de música que acontece nas cidades de João Pessoa e Campina Grande, através da Acorde Produções. Bastante atuante na cena cultural paraibana ele é também escritor. Publicou, em 1981, o livreto “Apenas um dia...” e a “Estrela Satélitica” além de vários folhetos de cordel.
Em 2005, lançou o livro de crônica “Nas ruas de nossas cabeças” e no passado lançou o polêmico livro “Parahyba 1930: A verdade omitida”, em que levanta a polêmica sobre a mudança do nome da cidade de João Pessoa para Parahyba.
Fúba já foi redator e diretor de criação de várias agências de publicidade, diretor de Marketing da PBTUR, presidente da Associação Folia de Rua e é um dos fundadores, entre outros, do Bloco Muriçocas do Miramar, responsável pelo ressurgimento do carnaval de rua de João Pessoa. Na música tem cinco CD´s gravados e várias músicas interpretadas por artistas nacionais.
Diana Miranda
O segundo trio elétrico sairá à cantora paraibana Diana Miranda, atualmente radicada em Genebra da Suíça, que todos os anos retorna a cidade para férias. Diana estará em cima do trio Balada e promete desfilar com um figurino especial. A cantora é mais conhecida fora do Estado do que dentro dele. Surgiu na cena européia no Festival Jazz Festival (Suíça).
Lançou quatro discos e participou de vários festivais europeus: Cannes (França) - Mainz (Alemanha) - Roma Jazz Festival (Itália) - Lancaster (Inglaterra) - ao lado de Jimmy Cliff, Phill Collins, Naná Vasconcelos, Hermeto Paschoal, Carlinhos Brown, Margaret Menezes e Daniella Mercury. Em 2006, foi escolhida para cantar o hino da Campanha do Teleton, em Genebra, na Suíça.
No Brasil, fez vários shows Sesc Pompéia (São Paulo). Em 2007, fez uma temporada no Vinicius em Ipanema (Rio de Janeiro), lançando seu CD Bossa Nova Song Book. Logo após a temporada do Rio, retornou à Europa, em uma turnê, passando pelo Festival Latino-americano em Milão (Itália) e representando o Brasil com o Show One Tour ao Brasil, promovido pela ONU, sendo sempre convidada para Shows e participações especiais.
Regina Brown
Outra atração é a paraibana Regina Brown que vem em cima do trio elétrico Gladiador e traz consigo uma orquestra de frevo (Parahyba Pop). Regininha, como é carinhosamente chamada pelos paraibanos, é a grande representante da mistura negra e índia herdada dos avós. Começou na música como solista do coral da Igreja católica São Judas Tadeu, no bairro da Torre, onde nasceu e passou boa parte da adolescência e vida adulta.
Estudou canto lírico no Departamento de Música da Universidade Federal da Paraíba (Demús/UFPB). O canto popular trouxe na bagagem da família. Pisou no palco pela primeira vez aos 18 anos de idade como profissional e realizou apresentações em casas de shows de todo país.
Conhecida por sua voz exuberante Regina Borwn esteve a frente da banda Absurdos a cerca de sete anos, de onde saiu para seguir carreira solo. É vencedora por dois anos do prêmio melhor intérprete da Paraíba. Foi back vocal e abriu os shows de Rita Lee, Marisa Gata Mansa, Flávio Venturine, Shank, Soweto,100% e outros.
Ela dividiu shows com Elba Ramalho e Elimar Santos, e trabalhou com um grande nome da música Americana, o cantor David Byrne, da banda" Talking Heads" na Alemanha. Em 2001, fez as malas e partiu para Europa, onde se casou, teve filhos e fez muitas amizades. Retornou a Paraíba onde apresentou o show Jeito Soul Black Brasil, trazendo em sua bagagem uma sonoridade mais leve, solta, soul e black. Seu repertório de jeito de cantar ganham nova estética e sonoridade, e recebe muito mais influencias dos ritmos africanos presente no Brasil como o samba, afro-music, axé, bossa nova.
Profissionalmente Regina Brown atua mais na Alemenha que no Brasil. Se apresenta ao lado de nomes domo Celi Marrom, com shows em que unem samba, funk e bossa nova. Nesta sua apresentação nas Muriçocas do Miramar ela promete fazer uma mistura de tudo que já ouviu e aprendeu ao longo dos anos, como o samba pop, funk, maracatu, xote, reggae, black music, afoxé, baião e muito frevo.
A cantora vem acompanhada por músicos brasileiros e alemãos com duas guitarras, baixo, teclado, bateria, percussão e saxofone. No repertório músicas de sua autoria e canções feitas em parceria com compositores paraibanos.
Gracinha Teles e Dadá Venceslau
A cantora Gracinha Teles este ano sairá em cima do trio elétrico Xaxá. Gracinha é natural de Recife (PE), mas veio muito jovem para João Pessoa. Gracinha começou muito cedo, aos 10 de idade cantava em programas infantis. Montou uma banda aos 16 anos de idade para se apresentar nos teatros, bares e espaços alternativos de música da Capital paraibana, sempre cantando músicas de sua autoria.
Ela figura no cenário musical local desde a década de 1990, quando depois uma temporada em São Paulo, onde residiu por sete anos. Gracinha Teles fez parte de um dos movimentos artísticos e culturais mais conhecidos em São Paulo, a Virada Paulista, no Teatro Tuca, onde fizeram parte nomes representativos da música brasileira.
Gracinha, que é uma apaixonada pelo blues e sempre esteve presente nos eventos e festivais da cidade, a exemplo do Sesc e nos projetos Boca da Noite, Glória Vasconcelos, Folia de Rua e Festival Nacional de Arte (Fenart). Representou a Paraíba, em 2003, na cidade de Ovar, Portugal, levando o melhor da nossa boa música para as terras de além mar.
Outra super atração é o divertido Dadá Venceslau. Figura carismática e adorada por muitos Dadá Venceslau este ano vem em cima do trio elétrico Raça. Ele é natural de Patos, município localizado a cerca de 300 quilômetros da Capital João Pessoa. Formado em Educação Artística pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB) trabalhou como artesão nas feiras típicas em Tambaú e no Rio de Janeiro, onde partir da década de 1980 começou a sua experiência com a arte circense, o teatro e as artes plásticas. Em 1985, voltou a Paraíba e criou a “Supimpa Produções Artísticas” e surgiu a Trupe Agitada Gang, onde arrebatou vários prêmios como ator, cenógrafo, figurinista e aderecista.
Com o personagem "O Palhaço Dadá" participa do carnaval de Rua, na confecção de estandartes e alegorias. Gravou o CD Canta Palhaço, resgatando as cantigas de roda do cancioneiro popular. Atualmente atua na Ong Folia Cidadã como Arte-Educador e é membro da Associart/PB.
Transmissão para o mundo
De acordo com a assessoria de imprensa do bloco Muriçocas do Miramar as imagens do 23º desfile do bloco Muriçocas de Miramar, no dia 18 deste mês, serão transmitidas para o mundo via Internet, capturadas via aparelhos celulares.
Várias câmeras serão posicionadas estrategicamente no percurso do bloco, desde a Rua Tito Silva, no bairro de Miramar, até a praia de Tambaú, captando cenas dos trios, camarotes e no meio da folia. Também pelo site www.muricocas.com.br os internautas poderão interagir em chat de bate-papo.
Nas últimas semanas, pessoas de todo o Brasil e de vários lugares do mundo procuraram informações sobre o bloco da internet. De acordo com o relatório do Google Analytics, o site www.muricocas.com.br já alcançou nas últimas semanas mais de mil visitas oriundas de vários países, entre eles Portugal, França, Itália, Peru, Reino Unido, Holanda, Angola,Senegal e Estados Unidos, além do Brasil, que com quase 70% dos acessos.
Escute o Hino das Muriçocas e acompanhe com a letra mais embaixo:
"MURIÇOCAS DO MIRAMAR" Compositor: Mestre Fuba
Parahyba Sonha Com o seu verde colorindo o azul do mar E a cidade velha Já se acorda Com seu canto secular São as Muriçocas Abram alas que elas vão voar Espalhando alegria De Tambaú ao Rio Sanhauá É um trê-lê-lê É um Zum, zum, zum, zunindo É um trê-lê-lê Cuidado que elas vão te picar Salve, salve sejam bem benvindas As Muriçocas do Miramar Coça, coça, coça Que nesse frevo a gente se enrosca Coça, coça, coça Ninguém segura o carnaval das muriçocas É fogo, é fogo, é fogo É quarta-feira, é quarta-feira de fogo É fogo, é fogo, é fogo É o trê-lê-lê É o zum, zum, zum de novo
O pré-carnaval de João Pessoa, Folia de Rua, prossegue hoje, terça-feira (17), no seu quinto dia, com o desfile dos blocos Portadores da Folia que se concentra às 15h00, na Avenida Cabo Branco. Às 20h00 sairá o bloco 25 Bichos, com concentração na Avenida Floriano Peixoto, em Jaguaribe. A partir também das 20h00 sairá o bloco de arrasto Baratas dos Bancários, próximo a Granja Santana, no bairro Conjunto dos Bancários. E na madrugada da terça para a quarta-feira a cidade de João Pessoa começa acordando os moradores com o Acorde Miramar, a partir das 22h00, com concentração nas Praças das Muriçocas.
O bloco carnavalesco da Fundação Centro Integrado de Apoio ao Portador de Deficiência (Funad), "Portadores da Folia", surgiu com o objetivo de integrar os portadores de deficiência na sociedade. Ele saiu pela primeira vez a cerca de 12 anos. Hoje três mil participantes se integram ao bloco com o intuito de fazer valer a inclusão social.
Como todo o ano acontece o bloco se concentra no antigo Beijo Gelado na praia do Cabo Branco e vai até ao Bar Bahamas, na divisa entre as praias de Tambaú e Manaíra. Este ano o bloco será animado pela banda Dá Prazer (antiga Locomotiva), puxado pelo trio elétrico Navy e com a participação da Orquestra Tambaú de Frevo.
A estimativa dos organizadores é de que quatro mil foliões integrem o bloco que contará ainda com a participação de pessoas com deficiência da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE's) de João Pessoa, Campina Grande, Guarabira, Esperança, Santa Rita, Sociedade Pestalozzi da Paraíba, Associação dos Surdos, Instituto dos Cegos, Escola de Áudio-Comunicação de Campina Grande, Escola de Educação Especial, Fraternidade Cristã de Doentes e Deficientes da Paraíba FCD, Associação dos Portadores de Deficiência da Paraíba (APDEP), Associação dos Portadores de Deficiência Física (ASDEF), Conselho Estadual de Educação, Centro de Atividades Especiais Helena Holanda, Ministério Público, alunos das escolas regulares municipais e estaduais, usuários, familiares, e demais segmentos que fazem parte da sociedade civil. O cordão de isolamento este ano será feito pelos estudantes do UNIPE e da Faculdade de Ciências Médicas dos Cursos de Fisioterapia.
A presidente da Funad, Maria de Fátima Ribeiro Barbosa Lira, diz que depois que o Bloco Portadores da Folia começou a desfilar muitos outros estados seguiram essa iniciativa. A saída do bloco reafirma e assegura um espaço efetivo das pessoas com deficiência no exercício da sua cidadania, além de servir para solidificar a estima, concretizando a possibilidade das pessoas com deficiência mostrarem ao mundo que tem a deficiência e que são capazes de sentirem alegria, brincar, compartilhar suas emoções e amar vivenciando plenamente o sentido da sua existência.
Na zona sul da cidade de João Pessoa, o destaque fica por conta do bloco “Baratas dos Bancários”, que começou com uma brincadeira de moradores satirizando a falta de saneamento no bairro. A concentração do bloco acontece a partir das 20h próximo a Granja Santana, com saída prevista para as 22 horas. A animação fica por conta de uma orquestra de frevo.
Bichos soltos nas ruas de João Pessoa
Outro bloco que desfila há algum tempo pelas ruas da cidade de João Pessoa é o 25 Bichos. Os foliões se concentram na Avenida Floriano Peixoto, em Jaguaribe. O desfile será animado por orquestra de frevo. Os 25 Bichos foi fundado em 1946 pelo sargento do exército, Aprígio de Almeida, com um grupo de amigos abnegados foliões da época. O bloco é uma dissidência do "Bloco de Máscaras, a Bicharada", mas ficou popularmente conhecido como “Os 25 Bichos”. O hino do bloco é de autoria do poeta paraibano Manoel dos Santos.
Em janeiro de 1975, um novo grupo de foliões do bairro de Jaguaribe, reorganizou o bloco, adaptando a característica de Clube. Com a retomada do carnaval de rua de João Pessoa o bloco voltou a desfilar dentro do Projeto Folia de Rua, sob a orientação da Federação Carnavalesca de João Pessoa.
Os integrantes do bloco saem fantasiados de animais (bichos) do Jogo do Bicho, uma bolsa de aposta clandestina inventado, em 1892, pelo barão João Batista Viana Drummond, fundador e proprietário do Jardim Zoológico do Rio de Janeiro, em Vila Isabel, que se tornou bastante popular em várias Capitais do país. O jogo do Bicho teve forte presença cultural no "Brasil moderno": na música, no cinema, no teatro e na literatura. Câmara Cascudo, no seu Dicionário do folclore brasileiro, distinguia o jogo como sendo "invencível" e que a sua repressão apenas ampliava sua reprodução por todo o país. “Contra ele a repressão policial apenas multiplica a clandestinidade. O jogo do bicho é invencível. Está, como dizem os viciados, na massa do sangue", escreveu o folclorista.
O bloco além de “foliões bichos”, representando cada animal correspondente ao jogo do bicho, traz uma enorme roleta ornamentada com os desenhos dos animais em cima de um carro alegórico que conduz os foliões.
Acorde Miramar
E na madrugada desta terça (17) para quarta-feira (18) outro bicho vai está sendo acordado ao som de vozes e violões. Trata-se das Muriçocas do Miramar e o seu “Acorde Miramar”, anunciando que o bloco mais uma vez está no bairro, está rua fazendo lembrar que em João Pessoa também se mantém viva a tradição do carnaval.
O Acorde Miramar começa a se concentrar às 20h00, na Praça da Rua Tito Silva, mais conhecida como Praça das Muriçocas. A saída está programada para acontecer à meia noite em ponto. Este ano, de acordo com a assessoria de imprensa do bloco, na concentração haverá apresentação de artistas da trupe de palhaços Arlequim e do grupo Ciranda do Sol.
Alguns foliões saem vestidos de pijamas, meias e arrastando lençóis e travesseiros. No ano passado o bloco conseguiu reunir cerca de 20 violonistas. A serenata de violões é comandada pelo diretor artístico do Muriçocas de Miramar, o cantor e compositor Fúba, também puxador oficial da serenata. "Uma das coisas mais legais do Acorde é essa simplicidade. As pessoas vão chegando, se juntando, trazendo seus violões, sem necessidade de muita estrutura", acrescentou Fúba.
O Acorde Miramar saiu às ruas do bairro pela primeira vez 1992, sem a pretensão de se tornar um bloco carnavalesco. O que antes era apenas um grupo de pessoas que trabalhavam nos bastidores do bloco e ansiosos pela chegada da Quarta-feira de Fogo se transformou em um bloco que hoje arrasta foliões de todos os bairros da cidade ao som de uma verdadeira orquestra de violões.