Encurtador para Whatsapp

quinta-feira, agosto 16, 2007

Novo mergulho poético de Lúcia Wanderley


“Mergulho” é mais um livro de poesias que será lançado neste domingo (19), a partir das 19h00, no Centro Cultural de São Francisco, dentro da programação da primeira edição do Festival Pessoense de Literatura, o 1o Agosto das Letras, que teve início na última sexta-feira (17) com a oficina de kaikai, com Alice Ruiz do Paraná.
O livro de poesia é de autoria da psicóloga Maria Lúcia Wanderley. Trata-se de um livro duplo, partilhado com o romance “Pirilampos Cegos” de Roberto Menezes. Nele estão contidos 40 poemas escritos em várias fases da vida da autora.
De acordo com Lúcia Wanderley, que nasceu na região das Espinharas, sertão da Paraíba, o gosto pela poesia veio muito cedo. Quando era criança costumava escrever poesias nas folhas das árvores. “Também sempre fui incentivada por meu pai que dizia que eu tinha uma letra linda”, comentou.
A primeira publicação em um concurso de poesia aconteceu no ano 1978, no Centro Cultural de Patos (PB), onde obteve o quatro lugar e ainda recebeu medalha de prata. Dez anos mais tarde publicou um poema em uma coletânea do Sebo Cultural (1988).
Participou do concurso literário da Associação Paraibana de Imprensa (API) e ficou com o segundo lugar com o poema “Tédio”, publicado na coletânea com mais outros dois poemas. Desde de 2005 que ela participa do FestCampos de Poesia Falada no Rio de Janeiro e neste mesmo ano foi classificada para as semi-finais como poema “Ponho-me Poeta”, publicado mais tarde no Correio das Artes, juntamente com “Espelho”.
No ano passado Lúcia Wanderley foi convidada para fazer parte do mesmo festival desta vez com edição em Campos dos Goytacazes, onde ficou entre os dez finalistas do evento de poesia recitada.
Paralelo as atividades profissionais ela coordena o “Caldo Cultural” do Espaço Psicanalítico, um evento cultural que acontece a cada três meses. Na opinião da autora, a arte, cultura e psicanálise são coisas que se entrelaçam e que fazem parte de sua vida.

Serviço:
Lançamento: Mergulho (poesia)
Autora: Maria Lúcia Wanderley
Domingo (19)
Hora: 19h00
Local: Centro Cultural de São Francisco – centro histórico.
Adriana Crisanto
Repórter
Foto: Sandoval Nóbrega
Matéria publicada no caderno Show do jornal O Norte, em agosto de 2007.

Ciro Marcondes Filho lança livro em João Pessoa


Com cerca de trinta livros publicados na área de comunicação e mais trinta e três dedicados à arte de lecionar jornalismo na Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (Eca/USP), o professor doutor em Sociologia da Comunicação, Ciro Marcondes Filho, esteve em João Pessoa, na semana passada, para lançar um de seus últimos trabalhos, o livro “Até que ponto, de fato, nos comunicamos?” (Editora Paulus. Coleção questões fundamentais, 120 p. R$ 19,20) dentro do evento Café e Debate, promovido pela editora em algumas capitais brasileiras.
Marcondes Filho é doutor pela Universidade de Frankfurt, Alemanha e professor titular da Eca/USP. É autor de obras como "Televisão: a Vida pelo Vídeo" e "Espelho e a Máscara: o Enigma da comunicação no Caminho do Meio", “Perca Tempo”, “A produção social da loucura”, O escavador de silêncios”, entre outros. Hoje é considerado um dos mais citados autores da área. É diretor do Núcleo de Estudos Filosóficos da comunicação (FiloCom) e o Núcleo José Reis de Divulgação Científica, os dois ligados à mesma universidade. Formou-se em Jornalismo e Ciências Sociais, pós-doutorou-se na França, tendo publicado coletâneas, traduções e obras próprias nas áreas de Comunicação, Filosofia, Jornalismo, violência e cultura. Produziu na Rádio USP-FM a série de programas O Teatro do Mundo – A Canção.
A entrevista a seguir foi realizada antes de sua palestra no Centro Tecnológico da Universidade Federal da Paraíba (CT/UFPB). Nela Marcondes Filho faz referência a pesquisa em comunicação, fala sobre a obrigatoriedade do diploma, uma questão ainda polêmica no jornalismo, explica e questiona sobre a questão da incomunicabilidade que existe na sociedade atual.

Professor, até que ponto, realmente, nos comunicamos?
Risos. Eu sou uma pessoa que passou a vida inteira incomodado com a comunicação. Fui estudante da Eca e fiquei fascinado com o fato de ter uma escola de comunicação e artes para estudar. E eu fiquei muito frustrado, porque tinham muitas disciplinas, mas ninguém estudava a comunicação. Ninguém tratava bem a questão. O que é esse relacionamento entre nós? Eu falo coisas, você ouve, eu respondo. O que é esse fenômeno que está acontecendo com a gente? Não só com nós, mas o que acontece também com televisão que fica mandando sinais para a casa das pessoas. Afinal de contas, o que está acontecendo com cada um nós? Foi quando decidi direcionar meus estudos um pouco para isso. O que significa você compartilhar com alguém algo que você tem, que você sente? Como é que essa história das pessoas viverem em sociedade e trocarem coisas? E a conclusão que cheguei é que na vida em sociedade você pouco se comunica. Você cruza com as pessoas na rua, no teu prédio, no trabalho, às vezes fala, outras vezes não. Sua vida inteira é marcada por esse trânsito. Quando na verdade você tem a sensação de que está participando e comunicando. Têm a sensação de que está participando. Daí, você chega em casa e percebe que pouca coisa mexeu com você. Estamos numa sociedade em que temos todas possibilidades de comunicação e pouco de fato nos comunicamos. O que eu sei de você e o que você sabe de mim? Quase nada. A comunicação que poderia ser uma relação humana de troca, compartilhamento, solidariedade, de compaixão, não existe. Há uma miséria muito grande nos relacionamentos humanos. Miséria das pessoas não se interessarem, de saberem que não se comunicam, de viverem numa ilusão de que com um telefonema ou com a internet você encontrará qualquer pessoa em qualquer parte do mundo. Você vive a ilusão que está se comunicando. O que está havendo é uma perda. Estamos perdendo a noção do que é o outro. O outro está se perdendo numa imagem que vai desaparecendo. A intenção do livro é chamar atenção das pessoas. Mostrar que elas estão perdendo a possibilidade de encontrar no outro uma conversa, uma ligação, que pode tornar a vida delas um pouco mais compensadora.

A que se deve essa incomunicabilidade?
Tem várias coisas. Não sei se antigamente as coisas eram melhores. Não sei se os vínculos eram mais fortes. Hoje temos problemas muito sérios nas cidades grandes. O fato de você se isolar em apartamentos. A aglomeração urbana é uma outra coisa séria, pois se cria uma relação impessoal com as pessoas. O que agrava também, por outro lado, é a invasão total, em todos os seus ambientes, por tudo que é da comunicação. As pessoas se expondo nas revistas, na televisão, no rádio, na web. E isso, de certa forma, destrói e desfaz aquilo que nos separava um pouco da massa, aquilo que era o nosso segredo. Tudo isso se perde. Você se torna mais débil, mais frágil, menos consistente enquanto pessoa.

Como diferenciar as atuações da teoria da comunicação e da teoria do jornalismo?
Eu ministrei aulas na teoria da comunicação. Esse é um tema muito particular e percebo que elas são diferentes mesmo. Se bem que acredito que teoria do jornalismo é um sub-item da teoria geral da comunicação. Mas, a teoria do jornalismo tem uma certa especificidade, muito particular e tem a ver com o instrumento que você está mexendo. Tenho um livro “A saga dos cães perdidos” (2000), que chama atenção para a responsabilidade do jornalista. Especialmente agora, na era do jornalismo on line, do jornalismo ao vivo, da velocidade da informação jornalística. Pela rapidez você não tempo suficiente para checar. O boato que você veicula circula por muito tempo sem se descoberto a verdade. Então você põe em risco, desmoraliza, você desacredita em instituições, pessoas, governos, etc., por uma coisa que não é verdadeira. E quando você vai corrigir não tem a mesma força. O jornalismo é uma coisa muito séria para ser exercida pelo jornalista. Essa coisa de você chegar com o furo, de não perder o tempo da notícia, colocar a questão da ética no jornalismo brasileiro numa posição muito secundária. O jornalismo tem uma posição muito especial na história da comunicação, porque são os primeiros a noticiar as coisas, a formar a opinião, a interferir no processo.

Nelson Traquina diz, no volume 1 do livro Teorias do Jornalismo, que o jornalismo é uma das áreas mais criticadas da sociedade...
Ele está trazendo coisas novas. Eu particularmente gosto do texto Ramoné, que é um jornalista e é um teórico ao mesmo tempo. Ele denuncia um pouco essa ambigüidade do trabalho do jornalista.

O senhor não acha que o jornalismo é uma profissão muito vulnerável?
O jornalista é um profissional que entra em contato com pessoas muito poderosas (do poder econômico, político, moral) e existe uma sedução muito grande de ambas as partes. O político e o grande empresário querem o jornalista. Existe um namoro entre as duas partes. Da maneira que dos dois lados existe interesse. O jornalista se torna algo muito facilmente da corrupção, da sedução e fascínio pelo poder. E onde ele vai encontrar uma reserva moral? Porque eu acredito que a pessoa tem que ter uma reserva moral para fazer bem feito e não deixar se seduzir e se comprar pelos poderosos. Isso você tem que cultivar de alguma forma, porque uma pessoa que não tenha essa reserva vai se deixar facilmente corromper. Ela se torna um agente e perde sua capacidade de autonomia e distanciamento. Porque jornalismo é uma coisa muito séria. O jornalista quando você for entrevistar um sujeito, ele precisa fazer uma pesquisa, um levantamento para saber quem é essa pessoa. Para quê ela não te enrole. O jornalista também precisa ter malícia para não ser ludibriado.

E quanto à obrigatoriedade do diploma para atuação profissional. Como o senhor observa essa questão?
Eu nunca fui contra o diploma não. Acredito que ele é muito criticado pelos empresários. O diploma é um mal necessário. Porque obriga o sujeito a passar pela universidade, onde você tem uma perspectiva que não é a do patrão. Se ele não passa por essa escola não vai ter essa reserva moral, o distanciamento, a visão critica das coisas. E também porque as pessoas precisam ser ensinadas a entrevistar. O que a gente ver são coisas absurdas.

Como o senhor avalia a pesquisa em comunicação no Brasil?
As melhores pesquisas e estudos ainda são muito provisórios. Os estudiosos ainda estão apalpando uma área. E o problema é que a área não pára. E a cada ano está mudando tudo outra vez. Reposicionando as situações. E isso faz com que tenhamos a sensação de que tudo vai muito devagar. Parece que tudo está mais longe.

Adriana Crisanto
Repórter
Fotos: Divulgação Paulus
Entrevista publicada no caderno Show do jornal O Norte.

terça-feira, agosto 14, 2007

Mafalda ganha placa

A casa onde viveu o criador de Mafalda, uma das personagens de quadrinhos mais conhecida do mundo, desenhada pelo cartunista e chargista argentino Quino, receberá uma placa indicativa no edifício da Rua Chile, 371, bairro de San Telmo, em Buenos Aires (Argentina) ainda este ano. A placa deverá conter os seguintes dizeres: “Aqui se sentou Mafalda”.
A notícia circulou pela internet como rasto de pólvora e ganhou as páginas culturais do jornal El País. Mafalda, que amava os Beatles, não suportava a sopa e acreditava na possibilidade de chegar a lua com uma sonda propulsora, passará ter sua casa agora identificada com uma placa no bairro onde morou seu criador.
A idéia do tributo foi de um grupo de jornalista e blogueiros, que encaminharam a proposta ao poder legislativo do país para a colocação da placa. O autor da proposta, Darío Gallo, diz na matéria, que foram várias as tentativas, manifestações e campanhas para o posicionamento da placa e que o evento ainda não tem data certa para acontecer.
Quino, o criador de Mafalda, viveu na rua o Chile 371 por vários anos e era bastante conhecido na região. Suas tiras e comics foram traduzidas para mais de 30 línguas e foi naquele prédio onde viveu com seus pais e seu irmão e onde recebeu as visitas de seus amigos Susanita, Felipe, Manolito, Libertad e Miguelito.
O criador de Mafalda nasceu na Europa e tem nacionalidade argentina. Recebeu muitos prêmios pela personagem em vários países do mundo. Darío Gallo diz ainda que com a identificação o lugar poderá se tornar um marco turístico e cultural para o distrito de San Telmo, como também à escola onde freqüentou o criador e o armazém de Dom Manolo.
As histórias em quadrinhos de Malfada apresenta uma menina preocupada com a humanidade e a paz mundial, que se rebela com o estado atual do mundo. Ela usufruiu de altíssima popularidade na América Latina e Europa.
Mafalda foi muitas vezes comparada a personagem Charlie Brown, de Charles Schulz, principalmente por Umberto Eco em 1968. Ela foi inspirada pela novela Dar La Cara, de David Viñas, e alguns outros, foi criada em 1962 para um cartoon de propaganda que deveria ser publicado no diário Clarín. Foi quando o Clarín rompeu o contrato e a campanha foi cancelada.
Mafalda somente se tornou um cartoon de verdade sob a sugestão de Julián Delgado, na época o editor-chefe do semanário Primera Plana e amigo de Quino. Foi publicado no jornal de 29 de setembro de 1964, apresentando somente as personagens de Mafalda e seus pais, e acrescentando Filipe, em janeiro de 1965. Uma disputa legal surgiu em março de 1965, e assim a publicação acabou em 9 de março de 1965.
Uma semana mais tarde Mafalda começou a aparecer diariamente no Mundo de Buenos Aires, permitindo ao autor cobrir eventos correntes mais detalhadamente. As personagens Manolito e Susanita foram criadas nas semanas seguintes, e a mamãe de Mafalda estava grávida quando o jornal faliu em 22 de Dezembro de 1967.
A publicação recomeçou seis meses mais tarde, em 2 de Junho de 1968, no semanário Siete Días Illustrados. Como os quadrinhos tinham que ser entregues duas semanas antes da publicação, Quino era incapaz de comentar as notícias mais recentes. Ele decidiu acabar com a publicação das histórias em 25 de Junho de 1973.
Quino ainda desenhou Mafalda algumas poucas vezes, principalmente para promover campanhas sobre os Direitos Humanos. Por exemplo, em 1976 ele fez um pôster para a Unicef ilustrando a Declaração Universal dos Direitos da Criança. Na Cidade de Buenos Aires tem uma praça cujo nome é Mafalda.
A maioria das histórias que não eram intimamente relacionadas com a atualidade da época e com eventos hoje esquecidos têm sido reeditadas em livros. Isso exclui os primeiros, publicados no Primera Plana, mas jamais reimpressos em livros até 1989.


Adriana Crisanto
Repórter
Fotos: El País - Ao lado fachada da Rua Chile
Matéria publicada no caderno Show do jornal O Norte, em agosto de 2007.

Tesouros de Elvis

São 30 anos sem o Rei do Rock e muito será comentado nos jornais, rádios, televisão e internet por esses dias sobre sua vida e a importância que ele teve para o rock pop mundial. O rei parece está vivo para alguns. Para outros são lendas puras e pulsantes como as batidas do rock e do blues. Depois de garimpar muito na rede, ler, ouvir e ver muitos DVD´s de amigos fico pensando se existe ainda tesouros perdidos esperando alguma gravadora para ser abocanhado?


O rei do rock, Elvis Presley, parece está realmente cada vez mais vivo, principalmente na internet. Uma garimpada na rede mundial podemos encontrar verdadeiros tesouros. O cantor, mesmo depois de morto, continua sendo alvo de ações de marketing agressivas por parte das gravadoras e distribuidoras de vídeo. Pode-se encontrar, numa primeira passada, oito DVD’s lançados do cantor, dispostos em três produtos distintos.
A BMG editou nos Estados Unidos edições completas de dois especiais que marcaram definitivamente a história do rock: os shows ’68 Comeback Special e Elvis: Aloha From Hawaii, que segundo os especialistas, são edições de 2004. O primeiro foi produzido em 1968 pela rede NBC e mostrava Elvis de volta à música, após vários anos dedicando-se ao cinema. O segundo, de 1973, veio a ser o primeiro concerto com transmissão via satélite para todo o mundo.
Os dois saíram no Brasil, em edições reduzidas e não-oficiais. Na intenção de faturar cada vez mais, um tempo mais tarde, a mesma gravadora lançou o DVD triplo, com show completo do rei do rock, transmitido no dia 3 de dezembro de 1968 e como se não bastasse junto vieram os ensaios com um set totalmente acústico e cenas de bastidores. As versões anteriores, de acordo com os fãs de Elvis em João Pessoa, traziam apenas o show e o set acústico.
Os DVD’s mostram os grandes sucessos de seu repertório, entre eles “That’s All Right Mama”, o primeiro de todos, “Heart Tonight” e outros. São ao todo sete horas de 20 minutos de música. “Elvis: Aloha From Hawaii”, de 1973, é o retrato mais bem acabado do final da carreira de Elvis Presley. Essa época, de acordo com a arquiteta e produtora musical, Thelma Ramalho, e também fã incondicional de Elvis, foi o auge dos grandes concertos do cantor, com esquemas de super-produção, que ficaram conhecidos com a “fase Lãs Vegas”.
O show foi transmitido de Honolulu ao vivo para mais de um bilhão de pessoas. No Brasil, foi exibido pela emissora de televisão Rede Globo e traz Elvis com seus macacões espalhafatosos e voz absolutamente perfeita, em repertório clássicos como See See Rider, Blue Suede Shoes, Buming Love e May Way.
“Elvis: Aloha From Hawaii” é duplo e traz shows na integra, além do ensaio completo do espetáculo, registro esse que havia saído anteriormente somente em CD de áudio, em tiragem limitada. Ao todo são quatro horas de música. Dá para deixar rolando e ir fazendo outras atividades em paralelo.
Mais uma navegada na internet eis que encontrei “Elvis: The Great Performances”, uma série com três DVD’s editada a cerca de um atrás pela Sofa Entretainment, produzido pela ST2 Vídeo, que representa a Eagle Vision, detentora dos direitos distribuição do produto. Os DVD’s são vendidos separadamente. A tiragem inicial foi de três mil unidades por título. O primeiro volume dessa trilogia “elvispresliana” tem como foco principal no primeiro volume, Center Stage, apresentações de Elvis Presley em programas de televisão, números musicais extraídos de seus filmes e cenas de shows. Nele há mensagens raras, como a primeira performance do cantor na televisão, no programa Stage Show dos irmãos Jimmy e Tommy Dorsey, em março de 1956, cantando Money Honey, a polêmica apresentação no show de Ed Sullivan, quando foi apelidado de “Elvis The Pélvis”.
O segundo volume da trilogia intitulado de “The Man and The Music”, traz como destaques outras apresentações do cantor na televisão e em shows, imagens de gravações em estúdio e filmes caseiros realizados por amigos e familiares, nos quais Elvis aparece ao lado de outros astros como Buddy Holly e Jonhnny Cash. No set list das canções estão: My Happiness, American Trilogy, Don’t Be Cruel e G. I. Blues.
O terceiro volume de The Great Performances é um documentário sobre a meteórica ascensão de Elvis ao estrelado, que aconteceu no ano de 1956. A narração é feita pelo vocalista da banda irlandesa U2, Bono Vox, e é entremeada com imagens de shows e programas de televisão. Entre as canções deste terceiro volume podemos encontrar: Shook Up, Blue Suede Shoes e Love Me Tender. Nos três volumes podemos encontrar extras com curiosidades sobre o cantor. Cada um tem em média 53 minutos de duração. É o mundo do mito cada vez mais presente e marcante.

Adriana Crisanto
Matéria publicada no caderno Show do jornal O Norte, em agosto de 2007.

segunda-feira, agosto 13, 2007

Sementes da poesia

Depois de “A Arca”, a escritora e jornalista potiguar, Ana Trajano, lança neste domingo (19), às 15h00, no Centro Cultural de São Francisco, no centro histórico da Capital, o segundo livro dedicado à poesia infanto-juvenil brasileira, intitulado “A Sementinha do Bem-me-Quer” (Recife: Ed. Edificantes, 24 pág. R$ 20,00).
O lançamento acontece dentro da programação do 1o Agosto das Letras (Festival Pessoense de Literatura), que teve início na ultima sexta-feira (17) e contou com uma vasta programação dedicada a literatura e a música paraibana.
Com ilustrações bem desenhadas e pintadas em aquarelas pelo artista plástico pernambucano, Aristóteles Monteiro, o livro mostra, em forma de poesia, a necessidade de se buscar e cultivar, desde criança, uma cultura da paz como antigamente. São 21 poemas dirigidos para os pequenos com temas que tratam da paz, do amor, da gulodice, da dúvida, ciência, da paixão, do tempo, da música e natureza.
De acordo com a Ana Trajano, a peculiaridade desta publicação é por ser um livro voltado para a paz. O que levou Ana a produzir mais um livro se deve à violência urbana. “É complicado hoje você ter um filho e esse filho não ter a liberdade de brincar na rua, de ir sozinho para escola que fica apenas seis metros da sua casa. Isso me angustia muito”, comentou.
Os poemas são simples e de fácil entendimento para crianças sem ser piegas e infantilizado. “Mamãe, você sabia que Platão não é mais planeta? – Não, filhinha. E Plutão deixou de ser filósofo?” diz um dos trechos poéticos do livro que trata da ciência.
Na opinião do ensaísta, poeta e professor de filosofia pernambucano, Ângelo Monteiro, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), o poema inicial do livro é bastante expressivo e traz uma atitude existencial logo na primeira estrofe: “Vamos pensar o mundo. Como o mundo se desenha. No papel”. Para Ângelo Monteiro, o mundo desenhado vale enquanto aspiração, ao passo que o mundo vivido nunca pode fazer tabula rasa da experiência. Porque o coração humano vive mais de sua aspiração pelo real do que da medida crua das coisas.
Um dos trechos que destaco e que também me chama atenção é no final do último verso do mesmo poema citado por Ângelo Monteiro em que diz: “Não pode ser um sonho que jaz aquele que nunca termina”.

Sobre a autora:
Ana Trajano nasceu em Nova Cruz, Rio Grande do Norte, de onde saiu adolescente para se formar em jornalismo na Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Em João Pessoa, atuou como repórter e chefe de reportagem em vários jornais. Desde de 2003 reside em Olinda (PE), lugar que aos poucos adotou como sua pátria, casou e do relacionamento com Onaldo nasceram Ana Luiza e Maria Eduarda, suas eternas fontes de inspiração.
Tímida e de poucas palavras Ana Trajano publicou no ano passado “A Arca”, seu primeiro livro de poesia para crianças e pré-adolescentes. O livro tinha como proposta também resgatar os valores como o amor à natureza e aos animais que andam perdidos nas ruas. A intenção poética da autora era de fazer construir, no imaginário de cada um de nós, uma arca e assim salvar muitos bichinhos do dilúvio da extinção.

Serviço:
Lançamento: A Sementinha do Bem-me-Quer
Autora: Ana Trajano
Gênero: Poesia infanto-juvenil brasileira
Editora Edificantes (Recife, PE)
24 pág.
Preço: R$ 20,00
Domingo (19)
Hora: 15h00
Local: Centro Cultural de São Francisco – Centro Histórico da Capital.
Adriana Crisanto
Repórter
Fotos: Divulgação
Matéria publicada no caderno Show do Jornal O Norte, em agosto de 2007.

terça-feira, agosto 07, 2007

Jornal em sala de aula


Com o objetivo de incentivar a leitura de jornais em sala de aula e com isso desenvolver o senso crítico dos estudantes das escolas públicas, a Rede Anhanguera de Comunicação lançou, em parceria com a Editora Papirus, o livro “Jornal: Uma Abertura para Educação” (Campinas, 2007, 115 p. R$ 36,00) assinado pelas autoras: Cecília Pavani, Ângela Junquer e Elizena Cortez.
A publicação faz parte do projeto Correio Escola de autoria do Jornal Correio Popular de Campinas, interior de São Paulo. O livro é fruto de 14 anos de encontros com jornalistas e professores doutores de várias universidades sobre a importância da leitura do texto jornalístico, de atividades propostas e experiências socializadas na mídia impressa.
Com dez capítulos, o livro (com fonte minion, miolo em off set, impressão e acabamento em paym), traz enfoques que são resultados de diferentes experiências realizadas por projetos com a leitura de jornal nas escolas, de reflexões sobre encontros em eventos, fóruns e seminários realizados por professores e empresários de comunicação.
De acordo com as autoras da obra, a intenção, desde o início, foi promover o estreitamento das relações professor, jornalista e leitores, e com isso extrair dos profissionais, verdadeiramente comprometidos com o sujeito-leitor vozes, emoções, sentimentos e ações.
Vivemos em um período altamente comunicativo, em que internalizamos e exprimimos em nossos comportamentos, valores e decisões. Publicações como está deveria ser copiada por vários veículos de comunicação, principalmente neste atual momento, em que tanto a mídia impressa como, a televisão, o rádio e a internet (webjornalismo) sofrem com os constantes ataques da sociedade pela maneira como controlam e planificam a comunicação.
Na outra ponta do novelo comunicativo estão as escolas e os educadores que estão aprendendo a usar o jornal como ferramenta de trabalho na sala de aula. O livro também traz opiniões dos profissionais de jornalismo do Correio Popular. Eles foram convidados para expressar suas idéias a respeito do papel do jornalismo na educação.
O professor da Faculdade de Educação da Unicamp, Ezequiel Theodoro da Silva, disse que o cenário nacional na esfera da leitura da palavra escrita é um dos mais drásticos e vergonhosos. De acordo com ele, há uma dívida social muito grande dos governos para com o direito da informação para a população.
A publicação se preocupa, principalmente, com os leitores e dedica um capítulo inteiro a reflexão sobre as vozes que calam e o leitor que deveria governar a leitura do jornal. Além de citar os vários gêneros do discurso na imprensa, o jornal fala também da importância da hemeroteca pessoal e virtual e do jornalismo on line.
Um dos aspectos interessantes do livro é um pequeno trecho que aborda sobre a internet como meio de comunicação e publicação. Hoje um número crescente de professores desenvolve projetos e atividades com o apoio da internet. Mas, a grande maioria das escolas e dos professores ainda estão tateando sobre como utilizá-la adequadamente. Muitos precisam avançar na exploração das possibilidades que a web possui, uma delas é a pesquisa. Tanto a escola quanto o educador precisam sair do mundo em que se encontram, ampliar e experimentar através da comunicação.
“Jornal: Uma abertura para educação” apresenta um debate sadio sobre a relação educação-escola-jornal. Po vezes esquenta o debate, põe junto diferentes produtores de informações e conhecimentos, apresenta ainda subsídios preciosos para um planejamento de ensino em que o jornal, e tudo aquilo o que ele possui de idiossincrático, e que enriquece o ensino-aprendizagem dos estudantes nos vários níveis de escolarização. O leitor não encontrará apenas visões sobre o que fazer jornalístico e pedagógico, mas também exemplos de como as diferentes seções de um jornal podem ser transformadas em unidades significativas de leitura e escrita na escola.

Sobre as autoras

Ângela Cristina Loureiro Junquer é formada em Letras pela PUC-Campinas. É professora de língua portuguesa na rede estadual de ensino de São Paulo. É co-autora do livro Jornal: (In) formação e Ação (Papirus).

Cecília de Godoy Camargo Pavani é graduada em Letras, com especialização em língua e literatura inglesa. Mestrado em Jornal e Educação, na área de psicologia escolar, pela PUC-Campinas. Coordenadora do Projeto Correio Escola da RAC desde 1992. É membro do Comitê de Leitura e Circulação da Associação Nacional de Jornais (ANJ). Também é co-autora do livro Jornal: (In) formação e Ação (Papirus).

Elizena Durvalina de Souza Cortez é graduada em Geografia, Estudos Sociais, Pedagogia, com especialização em Administração Escolar pelo Unifeg. É professora de geografia da rede particular de ensino do Estado de São Paulo. Co-autora do livro Jornal: (In) formação e Ação (Papirus).

Serviço:
Lançamento: Jornal – Uma abertura para a educação

Autoras: Ângela Cristina Loureiro Junquer, Cecília de Godoy Camargo Pavani e Elizena Durvalina de Souza Cortez
Editora Papirus – Campinas - SP
115 páginas - 2007
R$ 36,00.
Adriana Crisanto
Repórter
Matéria publicada no caderno Show do Jornal O Norte, em agosto de 2007.

terça-feira, julho 10, 2007

Natureza e cultura

A cidade de Bananeiras - distante cerca de 140 quilômetros de João Pessoa, capital da Paraíba - será o primeiro município a realizar o projeto “Caminho do Frio – Rota Cultural”, programa que integra várias cidades do brejo paraibano num circuito de eventos turísticos-culturais. De acordo com a programação, Bananeiras promove o evento “Aventura e Arte na Serra”, no período de 16 a 22 de julho, que consiste na realização várias atividades nas áreas de teatro, dança, música, artes plásticas, literatura e cinema. Além da promoção de oficinas, palestras e esporte de aventura.
As atividades estão previstas para começar às 08h00, da segunda-feira (16), no Colégio Executivo, com a apresentação de dança de rua do professor Rafael, a interpretação solo com a atriz Ingrid Trigueiro, a custumização da professora Rosemary de Sousa, a areografia de Gigabro e o show acústico com cantor e violonista Letinho.
Dentro da programação do segmento Cinema na Escola estão previstas as exibições dos filmes: “Velha História” de Cláudia Jouvin, a partir das 15h00, no Centro Integrado de Educação de O Neves e “Ilha das Flores” de Jorge Furtado. No centro da cidade, no antigo cinema, às 20h00, será exibido o longa-metragem ”Houve uma vez dois verões”.
Na terça-feira (17), está programada a exibição dos curtas-metragens: “Dona Cristina Perdeu a Memória” de Ana Luiza Azevedo e o premiado “Transubstancial” do cineasta Torquato Joel, na Escola Miguel Filgueira Filho, no Distrito do Tabuleiro. Logo após, às 20h00, no antigo cinema do centro, será exibido o longa-metragem “Bicho de Sete Cabeças”, com o ator Rodrigo Santoro.
Na seqüência, dia 18 de julho, quarta-feira, a Escola Normal Professor Pedro Américo de Almeida, no centro da cidade, exibirá o curta-metragem “A Árvore da Miséria”, do cineasta Marcos Vilar. A partir das 20h00, duas excelentes exibições estão programadas. Uma delas é “Aruanda” do cineasta paraibano Linduarte Noronha e em seguida o longa-metragem “Abril Despedaçado”, que traz também como protagonista principal o ator Rodrigo Santoro. Haverá ainda a exibição dos filmes “Um fazedor de filmes” de Arthur Lins e Ely Marques e “Villa-Lobos uma Paixão”.
Na programação está prevista a apresentação da Filarmônica Lira dos Artistas, de José da Rabeca, do grupo de dança popular do Peti, da banda Antares, Chico Correa e banda, grupo folclórico do Serviço Social do Comércio (Sesc), SBTU, do grupo de dança Sem Censura, além das apresentação dos espetáculos teatrais “Quem Casa quer Lona e Magia”.
No evento “Aventura da Serra” haverá ainda exposição de artes plásticas do acervo da Sub-Secretaria de Cultura do Estado e exposição sobre Edilberto Coutinho, mostra de artesanato e gastronomia. No segmento “Esporte de Aventura” haverá Trilha e Rappel no Lajedo Preto, com saída prevista no pátio da igreja matriz da cidade de Bananeiras. No local, durante todo o evento, condutores estarão realizando programações dos passeios as trilhas ecológicas.

Onde fica?

O município de Bananeiras é uma região de grande beleza cênica, com seus patrimônios históricos, artísticos e arquitetônicos, além de uma deliciosa gastronomia e da cultura do seu povo. A sensação de vida saudável logo que se chega ao lugar e é percebida pela topografia do local que propicia o turismo de aventura e o eco-turismo.
A cidade está situada à cerca de 500 metros acima do nível do mar, o que permite um clima completamente diferenciado do que existe em outras regiões do Estado da Paraíba. O clima frio úmido chega a uma temperatura média de 28°C no verão e 10 °C no inverno.
As peculiaridades climáticas impressionam qualquer cidadão. A cidade de Bananeiras integra a micro-região do Brejo, com superfície de 284 quilômetros quadrados. Cortada por rodovias estaduais a cidade fica a 140 quilômetros da capital paraibana, João Pessoa, a 70 km de Campina Grande e a 148 Km de Natal (RN).
Bananeiras possui um rico patrimônio arquitetônico. São mais de 80 edificações catalogadas pelo IPHAEP, que estão em bom estado de conservação. As edificações são do século XVIII em estilos neoclássico, ecléticos, arte-decô e protomodernistas. Oferece ainda inúmeros itinerários para os mais aventureiros desfrutarem do passeio em contato com a natureza exuberante do local.
A região foi no passado o maior produtor de café da Paraíba e o segundo do Nordeste. No ano de 1852, o café rivalizava em qualidade e aceitação como de São Paulo. O transporte era precário para fazer o produtor chegar aos principais centros consumidores. O trem só chegaria 72 anos depois.

Onde se hospedar?

Hotel Pousada da Estação – Rua Alcides Bezerra, 160
40 leitos
Hospedagem com café da manhã
Fone: 83. 3367.1339

Hotel Fazenda Vale do Paraíso – Rua das Laranjeiras, s/n
100 leitos
Hospedagem com café da manhã
Fone: 83. 3363.3962

Hotel São Pedro – Praça Epitácio Pessoa, 48
18 leitos
Hospedagem com café da manhã
Fone: 83. 3367.1318

Albergue do Cruzeiro de Roma - Cruzeiro de Roma, S/N.
20 Leitos
Tarifa de hospedagem individual com jantar e café da manhã = R$ 20,00
Fone: 83. 9962.1092

Onde Comer?

Churrascaria Boi na Brasa – R. Joaquim Florentino de Medeiros, s/n.
Fone: 83. 3363 2639 / 9991 6606

Pizzaria e Soparia Aconchego - Praça do Colégio, s/n, centro
Fone: 83. 3367 1321

Restaurante da Pousada da Estação (Antiga Estação) – R. Alcides Bezerra, 160, Centro.
Fone: 83. 3367 1339

Emilly’s Pizzaria e Lanchonete – Praça Epitácio Pessoa, 64.

Panificadora Continental – R. Coronel Antonio Pessoa, 376.

Churrascaria “A Cabana do Brejo” - Conjunto da Rádio.
Fone: 83. 3363 2639

Skina Bar e Churrascaria - Distrito de Taboleiro-Bananeiras.

Lanchonete Pit’s Burg – R. Coronel Antonio Pessoa, 381.

Center Lanche - Terminal Rodoviário de Bananeiras.

Styllus Bar – Praça Epitácio Pessoa, 60.

Kilanche – R. João Pessoa, s/n.

Churrascaria Novo Horizonte - Distrito de Roma-Bananeiras.

Bar do Ronaldo - Coronel Antonio Pessoa, s/n.

Lanchonete Pit Stop - Coronel Antonio Pessoa, 399.

Restaurante do Bananeiras Clube - Centro

Bar e Restaurante do Roncador - Sítio Angelim-Bananeiras.

Sítio Mijônia - pesque e pague + trilha ecológica + passeio de canoa + banho de açude + restaurante + bar + fruteiras - Estrada para Borborema.
Fone: (83) 3363-2842

Bica dos Côcos - bar + restaurante + trilha + bica d’água nas pedras + fruteiras - Estrada dos Côcos – Zona Rural

Bar da D. Iris - Sítio da Chã do Carro-bananeiras (pesque e pague sitio jardim) - Sitio Jardim – Fone: 83. 3363 2716
Obs: Preço médio de refeições = entre R$ 5,00 e R$ 8,00 por pessoa

Serviços:
Clubes Sociais: Bananeiras Clube – Avenida João Pessoa - Centro
AABB – Estrada do Túnel do Trem

Bancos:
Caixa Econômica Federal – R. Coronel Antonio Pessoa, s/n - centro
Banco do Brasil – R. Coronel Antonio Pessoa, s/n - centro

Hospitais:
Hospital Municipal – Centro - Fone: 83. 3367-1316 ou 1127.

Rodoviária - Praça Epitácio Pessoa, centro. Fone: 83. 3367 1034

Cyber cafés:
Cyber Bans – cyberbans@hotmail.com - Fone: 83. 9985 7530
Fz On-line – fernandomanchinha@yahoo.com.br - Fone: 83.9118 2432
JF’Inforservice – araujo_fco@hotmail.com - Fone: 83 3367 1598

Praça de Táxi:
Fone: 83. 3367-1194.

Delegacia de Policia: Fone: 83. 3367-1718.

Correios e Telégrafos: Travessa Coração de Jesus, S/N, Centro.
Fone: 83. 3367-1052

Receptivo Turístico e Venda de Artesanato

Casa do Turista – Praça Epitácio Pessoa, s/n Centro.
Marina – 9305 3590

O projeto Caminho do Frio

Os “Caminhos do Frio – Rota Cultural” é uma proposta de roteirização elaborado pelo Plano Nacional de Turismo (Projeto de Roteirização do Brasil), abrangendo os municípios de Areia, Bananeiras, Pilões, Serraria, Alagoa Grande e Alagoa Nova, localizados na microrregião do brejo paraibano. É desenvolvido pelas Prefeituras dos municípios envolvidos, Governo do Estado da Paraíba e Sebrae/PB.
O projeto se propõe realizar um evento cultural em cada região. Os eventos que caracterizam o roteiro acontecem no período de 19 de julho a 1º de setembro, seguindo o seguinte cronograma:

Município: Bananeiras
Período: 19 a 21 de julho de 2007.
Evento Cultural: Aventura e Arte na Serra

Município: Alagoa Nova
Período: 26 a 28 de julho de 2007.
Evento Cultural: Festival da Galinha Capoeira.

Município: Serraria
Período: 02 a 04 de agosto de 2007.
Evento Cultural: Cultura, Seresta e Natureza.

Município: Areia
Período: 09 a 11 de agosto de 2007.
Evento Cultural: Frio, Cachaça e Arte

Município: Pilões
Período: 16 a 18 de agosto de 2007.
Evento Cultural: Festa das Flores.

Município: Alagoa Grande
Período: 30 de agosto a 1º de setembro de 2007.
Evento Cultural: Mostra de Arte e Cultura.

Adriana Crisanto
Répórter
adriana@jornalonorte.com.br
adrianacrisanto@gmail.com
*Obs: Fui a Bananeiras a convite da Prefeitura do município.

quinta-feira, julho 05, 2007

Há 100 anos nascia Frida Kahlo


Hoje, dia 6 de julho de 2007, é comemorado o centenário de nascimento de Frida Kahlo, uma das grandes artistas plásticas do século 20. Para falar sobre ela conversei com a atriz e escritora paraibana, Petra Ramalho, que interpretou Frida no teatro, um espetáculo produzido por ela e Natanel Duarte, baseado em um texto do também artista plástico W.J. Solha, que consiste num resumo da vida de Frida e, segundo atriz, estava preparado para ser encenado pela atriz Eliane Jardine.
Após muitas pesquisas sobre a vida e obra, a montagem foi encenada em João Pessoa pela primeira vez em 2004, ano em que se comemorava o aniversário de morte de Frida. Desde então Petra não parou de admirar o trabalho de Magdalena Carmen Frieda Kahlo Calderón e realizar atividades artísticas sobre a artista.
Frida nasceu em Coyacán, México, no dia 6 de julho de 1907. Mais tarde, mudou a grafia de seu nome para "Frida". Em 1913, sofreu um ataque de poliomielite, que lhe afetou permanentemente o uso da perna direita. Ingressou, aos quinze anos, na Escola Preparatória Nacional. No dia 17 de setembro de 1925, sofreu um grave acidente de ônibus e, durante a convalescença, começou a pintar. Casou-se, em 1929, com o também artista plástico Diego Rivera. De 1 a 15 de novembro de 1938, Frida Kahlo realizou sua primeira exposição individual, em Nova York.
Petra comenta que Frida passou muito tempo no ostracismo e só após o filme de Julie Taymor tornou-se mundialmente reconhecida. Frida era filha de um fotógrafo judeu-alemão e uma mestiça mexicana. A poliomielite deixou uma lesão em seu pé direito e com isso, ganhou um apelido "Peg-leg Frida". A partir disso ela começa a usar calças, depois, longas e exóticas saias, que vieram a ser uma de suas marcas registradas.

Frida foi uma mulher politizada. Em 1928, entrou para o partido comunista mexicano. Foi quando conheceu o muralista Diego Rivera, com quem se casou no ano seguinte. Sob a influência da obra do marido, adotou o emprego de zonas de cor amplas e simples num estilo propositalmente reconhecido como ingênuo. Procurou na sua arte afirmar a identidade nacional mexicana, por isto adotava com muita freqüência temas do folclore e da arte popular do México.
“Muitos críticos da obra dela diziam que era egocêntrica, que só pintava a vida dela. Mas, pintando ela própria ela pintava o entorno. Não a vejo como egoísta puramente, pois falando dela, ela remetia aos problemas da relação do México com os Estados Unidos e outros assuntos”, analisou Petra Ramalho.
Frida Khalo aprendeu a técnica da gravura com Fernando Fernandez. Em 1938, André Breton, qualificou sua obra de surrealista em um ensaio que escreveu para a exposição de Kahlo na galeria Julien Levy de Nova York. Anos mais tarde ela mesma declarou: "Acreditavam que eu era surrealista, mas não o era. Nunca pintei meus sonhos. Pintei minha própria realidade".
E que realidade. Frida amargou muito com os relacionamentos extra-conjugais do marido, seu grande amor e reconhecido mulherengo. No entanto Frida Kahlo, também viveu romances paralelos com mulheres e homens, o mais famoso com o revolucionário russo León Trotski. Apesar das traições do marido, a maior dor de Frida foi à impossibilidade de ter filhos, o que ficou claro em muitos dos seus quadros.
Existe uma identificação muito grande das mulheres com Frida. Essa identidade, de acordo com Petra, talvez seja pela história da vida dela. “Eu comparo a vida difícil de Frida com a vida de nossa Anayde Beiriz, que se tivesse nascido em outro local teria uma repercussão maior do que tem no Brasil. Porque Anayde era uma mulher tão politizada como foi Frida”, comentou Petra.
Frida ainda teve que superar a morte da mãe, mais um aborto e algumas crises no seu casamento com Diego Rivera, que a traía com a sua irmã mais nova, Cristina. Em 1939, parte sozinha para Nova York, onde faz a sua primeira exposição individual, na galeria de Julien Levy, que é um sucesso. Em seguida, segue para Paris, onde é hospitalizada com uma infecção renal, mas também entra no mundo da vanguarda artística dos surrealistas. Conheceu Pablo Picasso, Wassily Kandinsky, Marcel Duchamp, Paul Éluard e Max Ernst. O museu do Louvre adquiriu um dos seus auto-retratos. No mesmo ano, divorciou-se de Diego Rivera, com quem volta a casar-se um ano depois. Em 1942 começa a dar aulas de arte numa escola recém aberta na Cidade do México.
Ela pintou até à sua morte, que chegou na madrugada de 13 de Julho de 1954. A mexicana sofredora, tinha 47 anos e causa oficial da morte foi uma embolia pulmonar, no entanto a última anotação no seu diário permite aventar a hipótese de suicídio: "Espero alegre a minha partida e espero não retornar nunca mais."

Livro sobre Centenário de Frida

Para comemorar o centenário de Frida, a Editora José Olympio, lançou a quarta edição das “Cartas Apaixonadas de Frida Kahlo” (Editora José Olympio 160 págs., R$ 30,00). O livro traz cartas compiladas e representam uma profusão de informações sobre a vida conturbada e trágica dessa grande pintora mexicana.
Nas 80 cartas Frida revela um humor negro, uma impressionante intensidade e um genuíno calor humano. Ela escrevia, de acordo com a organizadora do livro, Martha Zamora, com franqueza e sem reservas, empregando todo o vocabulário de que dispunha para externar suas idéias e emoções.
"Seus escritos revelam sua precocidade, a intensidade de seus afetos e seu persistente sofrimento físico: retiram os véus de sua personalidade de um modo que seria impossível a qualquer biografia", comenta Zamora.

Objetos de Frida encontrados no México

Mais de cinqüenta anos após a morte da pintora mexicana foram encontrados numa caixa de papelão na casa em que ela morou com seu marido, o muralista Diego Riviera, na Cidade do México com algumas de suas roupas, fotografias e jóias. Em reportagem da Folha de São Paulo, a coordenadora do Casa Museu Frida Kahlo, Hilda Trujillo, disse que os objetos foram achados em outubro, mas estavam sendo restaurados.
A descoberta aconteceu após um projeto de dois anos para a reforma do lugar. Ainda não há dados precisos sobre a história dos objetos, mas se presume que os vestidos são os mesmos usados por Frida em seus auto-retratos.

Curiosidades
A cantora Madonna emprestou dois quadros de sua coleção particular ao museu de arte moderna britânico Tate Modern, que vai abrigar uma exposição de trabalhos da pintora mexicana Frida Kahlo.
As pinturas intituladas "Auto-Retrato com Macaco" e "Meu Nascimento", descritas por Madonna como dois de seus quadros preferidos, vão ser exibidos na galeria de Londres a partir do dia 9 de junho. Eles estarão entre os itens que farão parte da primeira grande exibição de Kahlo no Reino Unido em mais de 20 anos.


Adriana Crisanto
Repórter
Foto de Petra: Ovídeo Carvalho
*Matéria publicada no caderno Show do Jornal O Norte

Galeria e frases de Frida

''Querem que eu retrate cinco mulheres mexicanas importantes em nossa história; faço pesquisas para saber que tipo de baratas foram essas heroínas, que tipo de psicologia era o seu fardo, a fim de, ao pintá-las, as pessoas possam diferenciá-las das mulheres comuns e vulgares do México, as quais, para mim, são mais interessantes e poderosas do que as damas mencionadas.''
''Me parece que a coisa mais importante na Gringolândia é ter ambição e se tornar 'somebody', e francamente, não tenho a menor ambição de ser ninguém.''
[Frida não gostava dos EUA, a quem chama sempre de Gringolândia. Acha os 'gringos' , como diz, 'arrogantes de nascença'.]

''Amputaram-me a perna há 6 meses, deram-me séculos de tortura e há momentos em que quase perco a razão. Continuo a querer me matar. O Diego é que me impede de o fazer, pois a minha vaidade faz-me pensar que sentiria a minha falta. Ele disse-me isso e eu acreditei. Mas nunca sofri tanto em toda a minha vida.Vou esperar mais um pouco...'' Foto: BBC Brasil

''Pintar completou minha vida. Perdi três filhos e uma série de outras coisas, que teriam preenchido minha vida pavorosa. Minha pintura tomou o lugar de tudo isso. Creio que trabalhar é o melhor.'' Foto: BBC Brasil

''Eu vou mal e irei pior ainda mas aprendo pouco a pouco a ser só, e isso já é alguma coisa, uma vantagem, um pequeno triunfo.'' Foto: BBC Brasil

''Para que preciso de pés quando tenho asas para voar?''

'Cartas de Frida - 'Acho que é melhor nos separarmos e eu ir tocar minha música em outro lugar com todos os meus preconceitos burgueses de fidelidade.''

''Estou pintando um pouco, sinto que aprendi algo e estou menos estúpida do que antes.''

''Pinto a mim mesmo porque sou sozinha e porque sou o assunto que conheço melhor.''

''Ele leva uma vida plena, sem o vazio da minha. Não tenho nada porque não o tenho.''
Em referência ao marido Diego
''Por que o chamo meu Diego? Nunca foi, nem será meu. É dele mesmo.''
Frida e Diogo Rivera - Foto: BBC Brasil

Humor levado a sério


Chargista, humorista, ator e jornalista Cristovam Tadeu está completando 25 anos de carreira artística. Para comemorar a data ele realizará um show de humor com estréia nesta quinta-feira (5), a partir das 18h30, no Teatro Santa Roza, localizado no centro histórico da Capital. O show permanece no local até o dia 26 de julho, sempre as quintas-feiras, exceto no dia 12 de julho. Os ingressos estão sendo vendidos na bilheteria do teatro e custará R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (estudante, deficientes e idosos).
O show intitulado “RisoPontoCom – Uma Ri-trospectiva”, como o próprio nome já diz, será uma exposição do que produziu ao longo dos anos e mostrará todas as facetas engraçadas do comediante, a exemplo da imitação de uma conversa entre Caetano Veloso e Gilberto Gil, no quadro chamado Diálogos ImPertinentes.Tadeu também satiriza o pseudo-isolamento político-existencial de uma famosa cidade da Paraíba: Campina Grande, faz piada da sua própria vida desde menino, sem contar com tentativa do presidente Lula em ensinar a língua dos americanos ou também os diferentes sotaques dos assaltantes pelo Brasil.
Cristovam Tadeu começou sua carreira no ano de 1980. Participou de peças de teatro, fez parte de mais 100 comerciais para televisão, produziu cerca de 15 shows de humor e já realizou várias apresentações pelo país. Para falar um pouco sobre esses 25 anos de carreira ele nos concedeu uma entrevista, onde fala dentre outras coisas porque parou de publicar as histórias de Bartolo, sua convivência com Ednaldo do Egypto e diz que o que gosta mesmo é fazer as pessoas sorrirem. Leia:

Televisão, teatro, comerciais, dublagens, charges... O que tem te dado mais prazer de fazer nestes 25 anos de carreira?
Tudo. Na minha vida sempre fiz tudo com muito humor. Por isso me considero um humorista e não um multimídia. Eu fiz tudo isso que você citou ai em cima mas tudo carregado de humor. Mas, se for eleger uma eu prefiro os shows ao vivo, porque a reação é imediata. Uma charge, por exemplo, precisa ser, pensada, riscada, pintada, elaborada e publicada pra chegar até o publico. A piada não...Ela é pêi-buf!

É difícil fazer as pessoas sorrirem?
Acho que não. Não no meu caso. Tenho uma cara engraçada, acho que é imprescindível para qualquer humorista. O riso está muito associado com o trágico. Por exemplo, se você escorregar numa casca de banana é trágico para você, mas pode ser engraçado para os outros. O humor tem que ser engraçado e se for pensado, pesquisado, trabalhado, melhor ainda.

Sua carreira teve início no final da década de 1970. Como foi fazer arte e comunicação no período da ditadura? Ou você não chegou a sentir muito esse período?
Olha aí o trágico de novo!!! A gente tem a impressão que toda a produção cultural daquela época é mais intensa do que hoje, porque a gente vivia um momento trágico e tinha-se que fazer algo para combater. O riso era uma arma poderosa. Diga-se de passagem as piadas de Juca Chaves, O pasquim, O Millôr...Seinti mais a ditadura na época de criança, mas ainda peguei o restinho da coisa ruim!

Você é autor de Bartolo um personagem de quadrinhos que ganhou até uma publicação. Não tivemos mais notícias dele. Você parou de criar novas histórias para Bartolo?
Parei porque não tenho mais onde publicar. A publicação diária estimula a criatividade. Ainda assim produzi mais de 300 tiras do Bartolo e quando publicava aqui mesmo no Norte tinha até um fã clube dele em Campina Grande. Uns caras que recortavam as melhores tiras e iam pro Chopp do Alemão (tradicional reduto da boemia de lá) para comentar e rir. Recentemente Bartolo foi re-publicado num jornal de mesa de uma famosa cervejaria em São Paulo, a Braunmaster e numa revista de quadrinhos da USP chamada Quadreca. Pena que aqui as coisas são diferentes

No teatro você trabalhou com o teatrólogo e dramaturgo Ednaldo do Egypto. Como foi essa experiência de está do lado de um grande diretor paraibano como Ednaldo?
Excelentes, com momentos bons e ruins. Como sempre tratei Ednaldo como pai e irmão a gente se faíscava algumas vezes. Mas, o que eu aprendi com Ednlado sobre humor me serve até hoje. Ele me ensinou uma coisa boa que foi a "pausa" na piada. Às vezes a pausa funciona tanto quanto um desfecho bacana. Escrevi duas peças para ele atuar: Vôvô Viu a Uva e Vovó Viu a Ave. Ele sempre foi um cara generoso. Ednaldo não passou pelo teatro, o teatro sim, passou por ele ao ponto dele construir sua própria casa de espetáculos. Muita coisa de humor que tenho comigo veio dele.

Que análise você faz do humor no Brasil. Você não acha que essa fórmula de imitação de personalidades da televisão e da política está um pouco desgastada?
Se estivesse não existiria. Isso funciona como uma catarse e não é só aqui no Brasil não. No mundo todo. Na RTP (Rede de TV Portuguesa) tem um programa de bonecos satirizando os políticos de lá, chamado Contrainformaçâo. Até Lula apareceu num dos programas dele bebendo uma garrafa de 51!! Acho que a gente tem é poucos programas de humor, tanto é que o SBT está reprisando o Golias. Nos anos 80 todas as Tv´s tinham mais de um programa de humor. Hoje tem as tais “sitcons”, mas acho que só a Grande Família se destaca, porque trata de uma realidade bem brasileira. Na TV humor funciona sempre!

Algumas pessoas pensavam que com o advento da internet e as novas tecnologias os chargistas e quadrinistas desapareciam. No entanto, o que se observa é uma quantidade enorme de websites com charges e quadrinhos. Como você tem visto e sentido esse processo?
A internet é mais um veículo, com a vantagem da rapidez e do alcance. Já vi charges minhas publicadas em sites europeus. Acho bom que quando você não tem um veículo que queira publicar suas charges e idéias a internet tem o recurso dos blog´s. Acho bacana o uso legal da internet. Eu mesmo uso e muito. Agora mesmo para divulgar o show estou até abusando do uso dos e mails, blogs, orkuts e msns que existem!

Na sua opinião, hoje, quem são os melhores humoristas do Brasil? E na Paraíba, temos novos talentos? Quais ou quem são eles?
Foi-se o tempo dos grandes humoristas no Brasil. A gente tinha tradição do rádio, do cinema com Ankito, Oscarito, Grande Otelo. O grande Chico Anysio e seus muitos e inesquecíveis personagens, o Jô, Agildo (cadê ele??). Morreram muitos humoristas, em pouco tempo, e isso não se repõe assim da noite para o dia, não é? Mas, ainda tem o Tom Cavalcante, que abriu as portas para muita gente, o nosso Shaollim. Cada um aqui na Paraíba faz um estilo diferente, mas o objetivo é o mesmo: fazer rir. É o que eu vou fazer hoje à noite e no dia 19 e 26...Fazer o que mais gosto: as pessoas rirem!

Adriana Crisanto
Repórter
Fotos: Divulgação do artista
*Entrevista publicada no caderno Show do Jornal O Norte, em julho de 2007.

terça-feira, julho 03, 2007

O espírito de Marx



Mais uma biografia sobre Karl Marx acaba de sair. Trata-se de "Karl Marx ou o Espírito do Mundo” (Editora Record, 448 p. 2007. R$ 60,00) de autoria do ex-conselheiro do presidente da francês François Miterrand, o escritor e economista Jacques Attali.

Com tradução de Clovis Marques, a obra revela as relações singulares de Marx com o dinheiro, o trabalho e as mulheres. Além de nos apresentar o grande jornalista e um impressionante teórico.


Muita coisa foi escrita sobre Marx, o mais controverso personagem da filosofia, mas pouco foi respondido sobre a interpretação que deu a seu tempo, qual a sua teoria da conjuntura social, qual a sua visão histórica e que relação estabeleceu entre a sociologia, a história, a filosofia e a política?


O relato de Jacques Attali é interessante e o mais interessante era se Marx vivesse nos dais atuais para observar o mundo que ele mesmo orientou e onde chegou. Mesmo escrevendo sobre economia, globalização, Marx não foi o filósofo da tecnologia, não é o filósofo da alienação. Marx foi sociólogo e economista do regime capitalista.


Ele pensava sobre seu tempo e sobre o futuro e não sobre nosso tempo e de nosso futuro. No entanto, suas obras apresentam algumas dificuldades de compreensão, uma delas são as várias interpretações dadas ao seu pensamento. O teórico também escreveu muito e nem sempre disse a mesma coisa sobre os mesmos temas.


Sua obra é composta por textos da teoria sociológica, teoria econômica, história e teoria explícita que se encontram escritos em vários compêndios científicos. No livro o autor apenas refaz uma biografia que muitos já conhecem, com a diferença de que no primeiro capítulo ele traz a história dos ancestrais de Karl Marx.


A diversidade em Marx pode ser encontrada também nos períodos históricos. Alguns teóricos dizem que a vida dele pode ser dividida em dois períodos. O primeiro, chamado período da juventude, que são os escritos entre 1841 a 1848. Neste momento ele lança: “Introdução à Crítica da Filosofia do Direito de Hegel” (ou o Ensaio sobre a Questão Judaica), escreveu e lançou “A Sagrada Família”, “A Miséria da Filosofia” (uma polêmica contra o filósofo Proudhon) e por último o “Manifesto Comunista”, considerado a obra-prima da literatura de propaganda.


O segundo período, foi a partir 1848, quando deixa de ser filósofo para se tornar um sociólogo economista, e lança “Contribuição à Critica da Economia Política (outra obra-prima) o “O Capital” (maior e mais polêmica obra dele). No Manifesto Comunista o tema central é a luta de classes. Nesta obra ele mostra as contradições da sociedade capitalista. Contradições entre as forças e as relações de produção.


O Capital é um empreendimento grandioso e genial, e compreende de três livros, que os livreiros antigos chamam de tomos. O primeiro volume foi publicado pelo próprio Marx, o segundo e o terceiro, são póstumos e por isso são contestados por sua veracidade e contradição. No primeiro volume de O Capital Marx fala dos tipos de troca, constrói a teoria do valor salário, da mais-valia, do valor-trabalho e a teoria da exploração.


O segundo volume foi publicado por seu amigo Engels e nele estão as compreensões ou incompreensões sobre a circulação do dinheiro na sociedade. Neste livro Marx elabora uma teoria macroeconômica comparada ao “Tableau Économique” de Quesnay e também uma teoria das crises.


De acordo com Marx, o caráter concorrencial anárquico do mecanismo capitalista e a necessidade de circulação do capital criam a possibilidade permanente de hiato entre a produção e a repartição do poder de compra.


O terceiro livro do Capital, conforme alguns estudiosos, também foi concluído por Engels e consiste num esboço de uma teoria do desenvolvimento histórico do capitalismo (regime) baseado na análise da sua estrutura. Os escritores de Marx sempre falam que o pensamento dele traz um relacionamento com o pensamento hegeliano, que consiste em apresentar um Hegel marxista. Para detectar isso basta apresentar Hegel de acordo com os manuais de história da filosofia, com um filósofo idealista, que concebe o histórico como o processo do desenvolvimento do espírito, para que Marx se torne essencialmente anti-hegeliano.


Todas as respostas que não são trazidas por Jacques Attali neste livro podem ser compreendidas em torno de conceitos ditos positivos e negativos, a exemplo da totalidade, a universalidade e a alienação. Mas, é evidente que Marx foi um homem que estava além do seu tempo e escreveu coisas que nunca pensaria que fossem tão atuais como é hoje.


Sobre o autor


O economista Jacques Attali foi assessor do presidente François Mitterrand (1981-1990) antes de fundar e presidir o Banco de Reconstrução e Desenvolvimento da Europa do Leste (Berd). Criou a A&A, consultoria internacional com sede em Paris, e preside a PlaNet Finance, organização de microcrédito para países do Terceiro Mundo, através da Internet. É autor de vários ensaios econômicos, romances e um livro de memórias. Dele, a Editora Record publicou Dicionário do século XXI.


Serviço:
Karl Marx ou O Espírito do Mundo

(Karl Marx ou l’esprit du monde)
Jacques Attali
Tradução de Clóvis Marques
Editora Record
448 páginas
Preço: 60,00.

Adriana Crisanto
Repórter
adriana@jornalonorte.com.br
adrianacrisanto@gmail.com.br
Fotos: Divulgação.

Móveis Coloniais de Acaju

A banda “Móveis Coloniais de Acaju” foi um dos destaques do último Festival Música Alimento da Alma (MADA) que aconteceu em maio deste ano em Natal (RN) e continua a divulgação nacional de seu CD de estréia, Idem (2005, Tratore). O disco foi produzido por Rafael Ramos e vendeu cerca de duas mil cópias em apenas dez dias e está em sua segunda prensagem. Com um estilo bem diferente, sem ser vulgar, a banda tem agradado em cheio. O grupo ao contrário do que algumas pessoas pensam surgiu em Brasília (DF) e não em Aracajú. André Gonzáles (voz), BC (guitarra), Beto Mejía (flauta transversal), Eduardo Borém (gaita, teclados e escaleta), Esdras Nogueira (sax barítono), Fabio Pedroza (baixo), Leonardo Bursztyn (guitarra), Paulo Rogério (sax tenor), Renato Rojas (bateria) e Xande Bursztyn (trombone), formam os Móveis Coloniais de Acaju. Para conhecer um pouco mais sobre “os caras” entrevistei-os, via email. Sempre irreverentes e brincalhões Esdras (sax), Beto (flauta) e Paulo (sax tenor) falaram como conciliam os horários, explicam sobre a origem e grafia do nome da banda, falam do cenário musical de Brasília e as novas investidas do grupo para o ano de 2007. Leia a entrevista:

A banda de vocês tem onze músicos, é isso? Têm sido difícil conciliar dia, horários, os shows com tanta gente?

Esdras: Não é difícil não, na verdade acho que a banda só conseguiu crescer por que somos muitos. Temos a banda como prioridade, cada um trabalha de uma forma, site, merchandising, finanças, etc, além do artístico.

Beto: Nem tanto. Tomamos a banda como prioridade nas nossas atividades. Compromissos de banda são compromissos profissionais.

Paulo: Na realidade são 10 músicos e um produtor que é da tem função de músico, mas ele ainda está estudando música e não decidiu o instrumento. Quanto a questão de horários nós procuramos agendar da melhor maneira possível, duas vezes por semana com alguns extras mas tudo resolvido de acordo com a necessidade e possibilidade de cada um, a agenda de ensaios é sempre resolvida em comum acordo.

Algumas pessoas pensam que vocês são um grupo daqui do Nordeste, mas especificamente do Estado de Aracajú? Explica ai para as pessoas que não conhecem vocês como surgiu a banda e o por que esse nome tão extenso?

Esdras: O nome é uma homenagem à Revolta do Acaju, que aconteceu no século retrasado na ilha do Bananal. Foi uma união inédita entre portugueses e nativos contra os ingleses. Para mais informações sobre ela, publicamos uma tese de mestrado sobre isso no site: http://www.moveiscoloniaisdeacaju.com.br/blog/432.

Paulo: Então também em função desse Acaju as pessoas imaginam que somos de Aracajú e apesar de não sermos do Nordeste acho que depois de alguns shows já fomos adotados... (risos).

Tem uma história ai também da grafia da banda não é mesmo?

Esdras: Pois é, já fomos chamados de Móveis Coloniais de Aracaju, Móveis Coloridos do Acaso, até com banda de Pífanos de Caruaru...

Beto: Grafia? É mesmo... a caligrafia do Fabio (baixista) é horrível. Gostamos de que a banda seja chamada pelo nome completo. Abreviações do nome são reflexos deterministas da nossa música. Para os mais íntimos, Móveis é o suficiente.

Paulo: E, sobre a grafia, basta seguir as normas da gramática brasileira... acaju não tem acento, pois é oxítona terminada em U.

Brasília sempre foi referência na música alternativa e tem fama de revelar muitos nomes. Foi assim com Legião Urbana, o próprio Paralamas do Sucesso e outros. Como se encontra atualmente o cenário musical na Capital Federal?

Esdras: Cheio de novidades, muitas bandas boas aparecendo para o Brasil... Prot(o), Lucy and the Popsonics, Lafusa, Galinha Preta. O Móveis tem um projeto que se chama Móveis Convida e busca esse intercâmbio entre bandas daqui e de fora, justamente para movimentar a cena e tentar mostrar um pouco do que acontece por aqui para o Brasil.

Paulo: A cidade sempre foi uma cidade muito musical, aqui tem grandes músicos e continua a revelar... Temos um dos grandes músicos da atualidade, o bandolinista Hamilton de Hollanda. Mas, a realidade é diferente do que houve nos anos 80 quando houve o ínicio desse movimento de capital do Rock, no entanto aqui continua de certa forma se produzindo bastante e talvez com tanta intensidade ou mais como nos anos 80, a diferença porém creio que seja a pluraridade musical. Basta observar as bandas que o Esdras citou.

Beto: No entanto, a falta de locais para tocar ainda é um grande empecilho.

Outro dia Nando Reis disse numa entrevista que fazia música ruiva. E a MCA faz que tipo de música?

Esdras: Feijoada Búlgara.

Vocês me disseram, por telefone, que estavam em processo de gravação de um vinil compacto com duas canções. Esse trabalho sai quando? E quais os planos e projetos artísticos para o ano de 2007?

Paulo: Na realidade, o embrião para esse trabalho foi um show que rolou no CCBB em Brasília, onde tocamos com Gabriel Thomaz, da banda Autoramas, onde fazíamos referência as bandas que fizeram um grande sucesso como Maskavo, Câmbio Negro e Litle Quail and Mad Birds (ex-banda do Gabriel) o show foi muito bom e o Gabriel propôs essa parceria e fizemos uma nova roupagem das músicas e resolvemos fazer em formato vinil pela Gravadora Discos do Gabriel e o nome será "Vai Thomaz no Acaju" previsto pra o segundo semestre de 2007.

Esdras: Para o CD novo que deve sair no ano que vem estamos em fase de composição, estamos tocando algumas músicas nos shows e já estão rolando no Youtube. a resposta do público está sendo muito boa.

Paulo: Os planos artísticos são muitos shows também!

Adriana Crisanto
Repórter
adriana@jornalonorte.com.br
adrianacrisanto@gmail.com
Fotos: Divulgação.

*Entrevista publicada no caderno Show do Jornal O Norte.

segunda-feira, julho 02, 2007

A Prática das audiências

Para quem deseja se manter atualizado sobre o que acontece no mundo da comunicação a Editora Hackers tem uma coleção (comunicação), em que lança todo mês o que vem sendo discutido com maior freqüência entre os estudiosos e pesquisadores da área. As publicações são estilo pocket-livro, de fácil manuseio e com preço de agradar ao bolso dos mais duros.
Um dos últimos lançamentos da editora foi o livro “Comunicação e Recepção” (Hackers, 128 p. R$ 23,76) de autoria das professoras Ana Carolina Escosteguy e Nilda Jacks. Ainda que lançado em 2006, o trabalho merece comentários, pois traz uma reflexão sobre as práticas da audiência das mídias e sua relação com os públicos.
No primeiro momento as autoras recuperam as abordagens clássicas, como a dos efeitos, que demarcaram a formação dos estudos na América Latina, bem como os estudos sobre comunicologia, que de acordo com as autoras, no México um grupo de estudiosos está desenvolvendo um projeto de elaboração de uma comunicologia possível, uma ciência da comunicação com autonomia sistêmico-construtivista em relação às outras, com seus próprios princípios, operações e pontos de vista.
A publicação vem dividida em três capítulos. No primeiro traz um mapeamento das pesquisas sobre recepção e comunicação. Através do problema as autoras desenvolvem o tema, mostra a plasticidade do termo, o seu uso, os problemas teóricos apresentados, os estudos culturais sobre o assunto e outras narrativas.
O estudo sobre recepção é mais um caminho que se abre no vasto leque de pesquisas na área de comunicação e desta vez com um estudo para fundamentar as pesquisas.
Uma das partes interessantes deste livro é quando as autoras comentam sobre as frentes culturais, um modelo, de acordo com Ana Carolina Escosteguy e Nilda Jacks, concebida pelo mexicano Jorge González, resultante de estudos empíricos sobre a relação da cultura de massa e popular com seus públicos, desde um ponto de vista sócio-antropológico, ou seja, desde a relação com a multi-dimensionalidade espacial e temporal das distintas formas simbólicas com a sociedade.
Na tentativa de entender como acontece o relacionamento da televisão com sua audiência, as autoras estudam os vários modelos teóricos-metodológicos existentes. A televisão, segundo elas, é uma mediação que enquanto instituição social é produtora de significados que ganham, ou não, legitimidade e vai muito além da opinião do telespectador.
Embora o estudo reflita didaticamente sobre o assunto as abordagens podem muito bem serem identificadas e aplicadas no cotidiano dos programas de auditórios das emissoras de televisão brasileira.

Sobre as autoras

Nilda Jacks é professora do Curso de Comunicação Social da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRS). É pós-doutora pela Universidade de Copenhague (Dinamarca). Professora colaboradora dos cursos de mestrado em Comunicação da Universidade Católica de Montevidéu e da Universidade Andina Simão Bolívar (Quito). É autora de Mídia Nativa – Indústria Cultural e Cultura Regional (mestrado) e Querência – identidade Cultural como mediação simbólica (doutorado). Coordenou o livro Hermanos, pero no mucho.
Ana Carolina Escosteguy é professora da Faculdade de Comunicação Social (FAMECOS) da Puc-RS. Doutora em Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo. Publicou Cartografias dos Estudos Culturais – Uma Versão Latino-Americana (Ed. Autêntica, 2001) .

Serviço:
Comunicação e Recepção
Coleção Comunicação
Ana Carolina Escosteguy e
Nilda Jacksisbn
Editora: Hacker Editores LTDA
Número de páginas: 128
Encadernação: Brochura. Edição: 2006
Preço: R$ 23,76.






Adriana Crisanto
Repórter
Fotos: Divulgação
*Matéria publicada no caderno Show do Jornal O Norte