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sexta-feira, fevereiro 13, 2009

Frevo e samba marcam a abertura do Folia de Rua

Cinco blocos abrem o projeto Folia de Rua nesta sexta-feira (13). O pré-carnaval da cidade de João Pessoa está previsto para começar às 19h00, com a saída do bloco Folia Cidadã, com concentração no Porto do Capim, no Varadouro e o lançamento oficial da Orquestra de Frevo da Cidade de João Pessoa, que acompanhará a cantora paraibana Regina Brown, às 20h30, na Praça Antenor Navarro. A partir das 22h00, no palco oficial da praça, se apresenta a cantora paraibana Renata Arruda, com o show roda de samba.

A primeira atração, a Orquestra de Frevo da Cidade de João Pessoa, é formada por três saxofones, três trompetes, dois trombones, duas percussões, além de baixo, teclado, guitarra, bateria e com dois vocalistas, os cantores Paulo Brasil (Paulão) e Poliana Resende.

No repertório estão incluídos frevos tradicionais, a exemplo de 'Roda e avisa', 'Voltei Recife', 'Chego já' e 'Bicho Maluco Beleza', todos de Alceu Valença. O público vai ouvir ainda 'Oh! Bela' e 'Trombone de prata', do maestro Capiba. O grupo apresentará ainda hinos dos principais blocos do Folia de Rua.

Neste show de abertura, a cantora Regina Brown, acompanhada pela Orquestra de Frevo da Cidade, traz um repertório especial com frevos de importantes nomes da música nordestina, a exemplo de Amelinha, Fúba, Livardo Alves, Severino Vilô e Renata Arruda, além dos sambas e hinos dos blocos Muriçocas de Miramar, Virgens de Tambaú, Anjo Azul, Picolé de Manga, Piabas e tantos outros.

A cantora, Renata Arruda, terceira atração da abertura do Folia de Rua, apresenta neste show uma sequência de sambas novos e antigos bastante conhecidos e cantados pelo público, uma mistura de alegria e descontração. "Cantar afasta a tristeza, faz bem pra alma. Tudo isso, na roda de samba, acaba sendo uma grande festa, com músicas conhecidas, cantadas pelo público, deixando a vida das poesias populares do samba falar mais alto", revelou a cantora que está em João Pessoa desde o final do ano passado de férias.

Renata Arruda disse está muito gratificada e contente em poder participar do show de abertura do Projeto Folia de Rua. “É um projeto cultural que faz parte da minha vida há muito tempo e espalha alegria com as prévias dos blocos carnavalescos, levando a folia para as ruas da cidade de maneira bastante democrática. Sempre que participo, é muito gratificante para mim como artista. Que bom que chegou a hora de mostrar o show 'Roda de Samba' para o público da minha cidade, em um local aberto", comentou.
A cantora sobe no palco da praça acompanhada dos músicos: Alisson (tam-tam), Carlos Moura (pandeiro), Carlinhos (conga), Fábio (caixa), Max (surdo), Poty Júnior (cavaco), Letinho (violão), Adriano (contrabaixo), além de Karla Lucena, Ariadne Lima e Geno Costa (vocais).

Haverá ainda apresentação no largo da Basílica de Nossa Senhora das Neves e cidade baixa, com apresentação de shows de vários artistas locais, orquestras de frevo, boi de reis, ala ursas, troças e blocos, além apresentação de orquestras de cultura popular pelas ruas e bairros da cidade.

Este ano o Projeto Folia de Rua rende homenagem ao carnavalesco Jocemar Chaves, tem como madrinha a angolana Maria João França, padrinho Júlio Rafael, superintendente do Sebrae, rainha a jornalista Ceres Leão e como rei o jornalista Gerardo Rabello.

O Folia de Rua é hoje uma das maiores prévias carnavalescas do país. Nesta 23ª edição conseguiu reunir 31 blocos filiados e 40 convidados. A previsão dos organizadores é que cerca de um milhão de pessoas trafeguem pelas ruas da cidade de João Pessoa até o dia 21 de fevereiro, quando começa o carnaval oficial. Para este ano, o projeto foi orçado em cerca de R$ 780 mil. Os valores foram aplicados na contratação de bandas, orquestras e cantores; confecção; segurança; publicidade; trio elétrico; som e carro de som; dançarinos; produção; alimentação; bordadeiras; decoração e outros investimentos.

A expectativa é que o evento movimente mais de 50 atividades diretas e indiretas. Por isso, além de ser uma animação sociocultural, de acordo com o presidente do Projeto Folia de Rua, Clóvis Júnior, é também um movimento econômico, porque causa impacto significativo na economia local. Só no ano passado, houve um incremento em torno de R$ 72 milhões, entre a participação no comércio formal e informal e no setor de serviços, em especial a participação do setor de turismo. Além das atividades contratadas diretamente, a exemplo de serigrafia e publicidade, o projeto dá suporte indireto às redes de hotéis, bares e restaurantes, sistemas de saúde, telefonia e ainda transportes.

ANJO AZUL
Segundo bloco mais antigo do Folia de Rua


O segundo bloco de destaque deste projeto Folia de Rua é o Anjo Azul, que este ano rende homenagem ao maestro Severino Vilô Filho, falecido este mês. De acordo com a programação enviada pela assessoria de imprensa do projeto, o bloco sai arrastando os foliões da Rua Gabriel Malagrida (Beco da Faculdade de Direito), às 19h00. O Anjo, que tem a frente a jornalista e ativista cultural, Ednamay Cirilo, promoveu este ano um concurso de estandartes para comemorar os 15 anos de fundação. O concurso é direcionado aos artistas plástico do Estado.

O Anjo Azul é um dos blocos mais antigos do projeto Folia de Rua e sempre procura dar ênfase a arquitetura barroca e a fantasia de colombina e pierrô, agregando seus membros e admiradores, além de divulgar a arte e os artistas locais.

A preparação de saída do Anjo começa com a lavagem da escadaria do beco da Faculdade de Direito, na Rua Gabriel Malagrida, às 10h00, culminando com uma série de apresentações artísticas. Estarão presentes personalidades do candomblé e Ong´s Culturais. Haverá distribuição mungunzá (comida de milho típica da região) para os foliões e passantes do Beco. Terá ainda a coroação do reisado do bloco mais lúdico e barroco do Folia de Rua, a Serenata dos Anjos. Este ano o rei do bloco será o cantor e compositor Dida Fialho, a rainha Anay Claro e a princesa a atriz Suzi Lopes. Terá ainda apresentação dos grupos de percussão Bate com Lata, o coral da Emlur, coral Vila Lobos, o Orquestra de Frevo do Folia de Rua, além do tradicional "banho de cheiro" nos foliões, dentre outros.

O bloco desfilará pela Praça João Pessoa, passa na frente do Supremo Tribunal de Justiça, arrasta o bloco do Pingüim, no Pavilhão do Chá. Segue pela frente do Palácio da Redenção, indo pela Rua Duque de Caxias até o Ponto de Cem Réis, onde se encontra com o Bloco da Cueca, de Raimundo Nonato Filho. De lá, segue pelo beco da sede do Cabo Branco, entrando à direita, na esquina da Biblioteca Central, rumo a Rua General Osório, no sentido da Catedral de Nossa Senhora das Neves, chegando no Largo do Colégio das Neves, onde está a sede do Bloco Confete e Serpentina, de Walter Santos.

Em seguida ao encontro das orquestras de frevo que acontecerá no local, os foliões descem a ladeira da Borborema, puxando o convidado Bloco Descendo a Ladeira, de Nay Gomes, rumo a Rua da Areia e Praça Antenor Navarro, onde acontecerá show coletivo com artistas paraibanos.

ANJO VILÔ
Bloco rende ho
menagem ao maestro Severino Vilô Filho

Este ano o Anjo Azul homenageia o maestro Severino Vilô Filho, falecido no dia 3 de fevereiro, vitimado por complicações cardiorespiratórias, gerada pela diabete, doença da qual vinha lutando a cerca de 10 anos. O maestro, Severino Vilô Filho, era natural de Serra Branca (PB), mas adotou a cidade de João Pessoa aos 24 anos, quando veio trabalhar na área comercial. Era filho do também Maestro Vilô, que o despertou para música, sendo estimulado por colegas de trabalho. Foi quando trocou o balcão pela música, no ano de 1958, período em que ingressou na banda de música da Polícia Militar, como trompetista, e logo depois a Orquestra Tabajara de Frevo do Estado.

Chateado com o caminho que seguia a música de carnaval, Severino Vilô Filho, decidiu então criar sua própria orquestra de frevo. Inicialmente a orquestra, Tupi de Frevos, que animou 41 carnavais de clube da Capital, iniciando pelo Clube Astréa e depois o Esporte Clube Cabo Branco (onde fez 21 carnavais) e cuja orquestra recebeu a denominação de "Vilô e Sua Orquestra". Ele foi parceiro de grandes orquestras de frevo, a exemplo de Severino Araújo, Maestro Cipó, Guedes Peixoto, Nelson Ferreira e Claudionor Germano (PE).

“Senti muito a morte do maestro. Vilô sempre apoiou o Anjo Azul. Quando ninguém mais queria tocar frevo no centro ele vinha nos apoiar”, contou a presidente do bloco Ednamay Cirilo. O maestro deixou uma família alegre e calorosa. Casou três vezes e teve seis filhos, os quais três, Marcos, Márcia e Marcelo Vilô enveredaram pela arte musical. O último, inclusive, com o afastamento do pai por motivos de saúde, é hoje regente da Orquestra de Vilô, um dos símbolos da resistência ao frevo paraibano, característica que elevou o Maestro Vilô a condição de "homenageado especial" da Prévia Carnavalesca Folia de Rua/2000.

Membro de uma árvore genealógica musical paraibana, o Maestro Vilô é irmão do também maestro Ninô (falecido), o saxofonista Geraldo Araújo e é tio do regente Roberto Araújo e da jornalista companheira dos Diários Associados Paraíba Fátima Sousa (Mana).

Vilô sempre foi referência para os mais antigos, mas também para os mais novos músicos, como é o caso do trompetista Ranilson Farias, que tocou nos últimos anos com o maestro na orquestra. “Foi um aprendizado e uma experiência muito grande ter tocado na orquestra de Vilô. Vou carregar isso comigo na minha bagagem”, disse Ranilson que também integra o CD “40 anos de Frevo”, gravado no estúdio de Sérgio Gallo e que será lançado ainda este mês.

Um dos poucos reconhecimentos que o maestro Severino Vilô recebeu foi o título de Cidadão Pessoense, em 2004. A homenagem foi proposta pelo então vereador da época, Fernando do Grotão, como reconhecimento ao trabalho prestado pelo maestro, filho do Cariri Paraibano, à cultura musical do Estado.

Bloco da Limpeza anima as ruas do Centro


Outro bloco que anima o Folia de Rua é o da Limpeza, Autarquia Especial Municipal de Limpeza Urbana (Emlur) que desfilará nesta sexta-feira (13). A concentração do bloco será no Busto Augusto dos Anjos, na avenida Duque de Caxias, a partir das 20h.

Este é o quarto ano que o bloco participa do ‘Folia de Rua’ e será animado pela Orquestra de Frevo Spok e pelo ‘Baticumlata’, grupo de percussão da Emlur que utiliza materiais recicláveis para fazer instrumentos e vai resgatar os ritmos tradicionais do carnaval. No repertório, estarão, entre outras músicas, as canções que integram o CD do bloco, cantadas pelo Coral da Emlur. O ‘Bloco da Limpeza’ foi criado como uma forma de promover a consciência de preservação ambiental, além de integrar os servidores da autarquia fazendo com que eles tenham um dia especial de comemoração.

O superintendente da Emlur, Coriolano Coutinho, é um dos mais entusiasmado com o ‘Bloco da Limpeza’. Para ele, o resgate da tradição carnavalesca e o processo de valorização do servidor são importantes para a auto-estima e a qualidade de vida no trabalho dentro da autarquia. “O bloco é o momento em que com alegria e descontração podemos mostrar aos pessoenses o nosso trabalho na conscientização para melhorar o meio ambiente”, ressaltou o superintendente.

“Todos os anos eu vou comemorar com meus colegas, fico muito animada com o carnaval. A cada ano, o bloco vem crescendo e mais pessoas participam. Isso é muito bom”, explicou Rosineide Luiz Mariano, servidora da Emlur há 20 anos, uma das participantes do 'Bloco da Limpeza'.

O bloco utiliza materiais reciclados para confeccionar objetos decorativos, fantasias de carnaval, adereços e instrumentos musicais. Este ano, a agremiação contará com uma ala especial inspirada em motivos indianos. Para isto, a Oficina de Artes da Emlur está realizando um trabalho de customização de roupas antigas, utilizando material descartado pelas pessoas como jornal, papel, papelão, anéis de alumínio, garrafas pet, além de tinta e spray dourado para dar acabamento.

Estandarte – O estandarte do ‘Bloco da Limpeza’ foi inspirado em uma colcha de retalho que retrata a cultura como meio de reafirmar a questão da reciclagem. O artista plástico, Elioenai Gomes, disse que a idéia é mostrar a junção de várias estórias, que remete a reutilização e a própria reciclagem. “A idéia da colcha de retalho é mostrar a união do bloco e também serve como elemento que divulga todo o trabalho que a equipe da Emlur vem fazendo pela cultura e pelo meio ambiente”, explicou o criador da peça de arte. Já a camiseta traz a representação das imagens dos servidores por meio de desenho. “É uma homenagem aos funcionários da Emlur que vão se identificar com as figuras desenhadas na camiseta”, completa o artista plástico.

SpokFrevo no Folia de Rua


Outra boa atração do Folia de Rua edição 2009 é a orquestra de frevo pernambucana do maestro Spok, surgida no ano de 1996, para acompanhar shows de artistas de Recife (PE), anos depois se tornou a Orquestra de Frevo do Recife. Em janeiro de 2003, a orquestra ressurge com o nome SpokFrevo Orquestra, batizada por Wellington Lima, desde então seu agente e produtor artístico, a convite e em parceria com o músico e produtor Zé da Flauta.

A orquestra tem como proposta mostrar o frevo fora da folia, dar um tratamento diferenciado, com arranjos modernos e harmonias arrojadas. Os músicos abusam da liberdade de expressão em improvisos com uma clara influência do jazz. “O frevo é uma música única, diferente de todas, animada e com uma magia especial: a de passar felicidade”, descreve Spok no website do grupo.

A SpokFrevo é formada por 18 jovens e talentosos músicos pernambucanos é liderada pelo virtuoso Inaldo Cavalcante de Albuquerque, mais conhecido como maestro Spok, saxofonista, arranjador e diretor musical. No comando da big band do frevo, Spok conta, desde a formação original, com a experiência e o talento do primo Gilberto Pontes, o Gibasax, como co-diretor musical.

Nesta apresentação de rua, em João Pessoa, a orquestra apresentará o último trabalho, o CD/DVD, intitulado "Passo de Anjo" ao vivo (Canecão - Rio de janeiro). A próxima apresentação da orquestra será no Baile Municipal do Recife (Classic Hall - Recife), no Galo da Madrugada, e em várias apresentações em Recife.


Pé-de-Mato destaca preservação ambiental


Também nesta sexta-feira (13) sairá às 18h30 o bloco de arrasto Pé-de-Mato, organizado pela Associação dos Servidores da Sudema (Assude), que se concentração em frente ao Tribunal de Justiça, região central de João Pessoa. O bloco se apresenta como convidado do projeto Folia de Rua e espera contar com a participação de mais de 500 pessoas.

Este é o terceiro ano, consecutivo, que o bloco se apresenta levando como proposta a alegria e o alerta sobre a preservação ambiental. Para o presidente da associação e organizador do bloco, Glauco Santana, a intenção e aproveitar a diversão do carnaval, em conjunto com os associados, familiares e amigos, na integração da responsabilidade e compromisso com as questões ambientais entre os seres humanos. “Este ano teremos algumas novidades como a distribuição de sacolas biodegradáveis, que não agridem o meio ambiente, panfletos educativos com informações sobre o tempo de decomposição de alguns materiais na natureza e o calendário ambiental de 2009, informou o presidente.

O Pé-de-Mato também faz questão de resgatar o carnaval tradição com uma orquestra de frevo que promete não deixar ninguém parado durante o percurso entre a Praça João Pessoa, passando pelas ruas Visconde de Pelotas, Conselheiro Henriques, Borborema, da Areia, terminando na Praça Antenor Navarro, no Centro Histórico.

Adriana Crisanto
Repórter
adrianacrisanto.pb@diariosassociados.com.br
adrianacrisanto@gmail.com
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quarta-feira, fevereiro 04, 2009

Luto no frevo paraibano - Morre Maestro Severino Vilô Flho


Músicos, parentes, jornalistas e muitos amigos compareceram ao Cemitério Parque das Acácias, em João Pessoa, para dar o último adeus ao instrumentista, Severino Vilô Filho (75 anos), um dos mais respeitados maestros paraibano.

Vilô, como era mais conhecido, faleceu na última terça-feira (3), às 19h00, no Hospital da Unimed, onde esteve internado desde sábado (30), com complicações cardiorespiratórias, gerada pela diabete, doença silenciosa da qual vinha lutando há mais de nove anos.
O maestro deixou a viúva Maria Lúcia Costa de Oliveira e cinco filhos de outros casamentos, entre eles, os músicos Marcelo e Márcia (Glauco) Vilô, da Orquestra Metalúrgica Filipéia e Sanhauá de Frevos, César, Carlos e Marcos Vilô.

O músico Adeildo Vieira, profundo admirador da obra do maestro Vilô, disse que ele foi o responsável por trazer dignidade para a música carnavalesca manifestada não apenas nos palcos com a qualidade das composições, mas também nos bastidores enquanto formador de novos músicos. “Formando consciência em cima da boa música. Isso é unamine entre os músicos que participaram da vida de Vilô”, completou Adeildo que está em processo de elaboração de um vídeo documentário sobre a vida e a obra do maestro Severino Vilô.

O documentário, que ainda não tem nome, está sendo gravado por Adeildo Vieira e o videasta Adilson Luis, com imagens de Niltides Batista, Patrício e Alfredo Amaral. “Estávamos torcendo muito para que pudéssemos fazer o lançamento do vídeo com ele ainda em vida, mas, infelizmente as condições de trabalho de cada um de nós que estamos envolvidos não deu tempo”, acrescentou Adeildo.

Com o agravamento da doença foi antecipado o CD “40 anos de Frevo”, produzido no final do ano passado, gravado no estúdio de Sérgio Gallo, com 14 canções. O CD, que ainda está sendo prensado em São Paulo, traz frevos e marchinhas de carnaval que levam assinatura de Vilô e outros parceiros, a exemplo de Livardo Alves (já falecido), Arthur Silva, Marcos Melodia, Assis Alcântara, Zito, além de músicas de autoria de novos cantores terra, como Fubá, Ricardo Fabião, Bombinha, Jonas Batista e Mathias, entre outros.

O presidente da Ordem dos Músicos do Brasil, seção Paraíba (OMB/PB), Benedito Onório, amigo pessoal de Vilô, lamentou o falecimento prematuro do maestro. “Ele era um dos ícones da música paraibana, na especialidade frevo em nosso Estado. Um grande maestro. Ele foi conselheiro por vários anos na Ordem dos Músicos”, acrescentou Onório.

O Maestro Severino Vilô Filho era natural de Serra Branca (PB), mas adotou a cidade de João Pessoa aos 24 anos, quando veio trabalhar na área comercial. Era filho do também Maestro Vilô, que o despertou para música, sendo estimulado por colegas de trabalho. Foi quando trocou o balcão pela música, no ano de 1958, período em que ingressou na banda de música da Polícia Militar, como trompetista, e logo depois a Orquestra Tabajara de Frevo do Estado.

Um dos músicos que o acompanhou em quase todas as orquestras foi o baterista Geraldo Marcelo. “Eu comecei a tocar com ele em 1972. Ele era um pai para todos os músicos. Um cara excepcional. Senti muito ontem, não dormi e hoje vim dar meus agradecimentos a ele por tudo que ele fez por mim”, falou emocionado Geraldo Marcelo, que hoje reside no município de Pilar (PB).

Chateado com o caminho que seguia a música de carnaval, Severino Vilô Filho, decidiu então criar sua própria orquestra de frevo. Inicialmente a orquestra, Tupi de Frevos, que animou 41 carnavais de clube da Capital, iniciando pelo Clube Astréa e depois o Esporte Clube Cabo Branco (onde fez 21 carnavais) e cuja orquestra recebeu a denominação de "Vilô e Sua Orquestra". Ele foi parceiro de grandes orquestras de frevo, a exemplo de Severino Araújo, Maestro Cipó, Guedes Peixoto, Nelson Ferreira e Claudionor Germano (PE). O maestro deixa uma família alegre e calorosa. Casou três vezes e teve seis filhos, os quais três, Marcos, Márcia e Marcelo Vilô enveredaram pela arte musical. O último, inclusive, com o afastamento do pai por motivos de saúde, é hoje regente da Orquestra de Vilô, um dos símbolos da resistência ao frevo paraibano, característica que elevou o Maestro Vilô a condição de "homenageado especial" da Prévia Carnavalesca Folia de Rua/2000.

Membro de uma árvore genealógica musical paraibana, o Maestro Vilô é irmão do também maestro Ninô (falecido), o saxofonista Geraldo Araújo e é tio do regente Roberto Araújo e da jornalista companheira dos Diários Associados Paraíba Fátima Sousa (Mana).

Vilô sempre foi referência para os mais antigos, mas também para os mais novos músicos, como é o caso do trompetista Ranilson Farias, que tocou nos últimos anos com o maestro na orquestra. “Foi um aprendizado e uma experiência muito grande ter tocado na orquestra de Vilô. Vou carregar isso comigo na minha bagagem”, disse Ranilson que também integra o CD “40 anos de Frevo”.

Um dos poucos reconhecimentos que o maestro Severino Vilô recebeu foi o título de Cidadão Pessoense, em 2004. A homenagem foi proposta pelo então vereador da época, Fernando do Grotão, como reconhecimento ao trabalho prestado pelo maestro, filho do Cariri Paraibano, à cultura musical do Estado.

Adriana Crisanto
Repórter
adrianacrisanto@gmail.com
adrianacrisanto.pb@diariosassociados.com.br
Fotos: Arquivo

quarta-feira, janeiro 28, 2009

A Ciranda Mourisca de Alceu Valença



Para bem comemorar os seus 35 anos de carreira artística e cultural o pernambucano Alceu Valença lançou na última semana, em Olinda (PE), o CD lado B de sua carreira intitulado, “Ciranda Mourisca”, pela gravadora carioca Biscoito Fino (que em breve poderá ter uma sucursal, digamos assim, do selo gravadora no Nordeste).

Na última sexta-feira (23 de janeiro) o cantor ao lado de sua esposa, Yanê Montenegro, do produtor Dino Gaudêncio, Martinho Filho e sua equipe de assessores da gravadora Biscoito Fino, reuniu cerca de 13 jornalistas do país inteiro para uma coletiva/individual na Pousada do Amparo em Olinda (PE) onde conversou pessoalmente com cada um dos presentes. Sempre muito falante, autêntico e efusivo em suas exposições de idéias Alceu Valença, portador de uma ponte de safena, é quase o mesmo de anos atrás no que se refere à defesa da música e cultura nordestinas.

Cheio de histórias para contar sobre sua trajetória artística este mourisco, natural de São Bento do Una, cidade localizada na região agreste de Pernambuco, tem agora realizado o sonho de ter um trabalho em que apresenta as influências da cultura moura, surgida no Brasil quando os espanhóis, portugueses, povos da região de Andorra, árabes e marroquinos vindos da península ibérica, aportam no Nordeste e deixam imprimida sua cultura ainda hoje sentida na música, dança, arquitetura e artes plásticas.

Na subjetividade musical de Alceu Valença, o disco, “Ciranda Mourisca”, como ele mesmo diz, são transparências, reflexos, versos, estrelas, areias, galopes, poesias que traz consigo dentro da alma. São coisas, fatos, passagens, objetos, lembranças e pessoas que fazem e fizeram parte de seu imaginário cultural e estão refletidos nas letras das canções.

Pode-se dizer que o disco “Ciranda Mourisca” não tem músicas inéditas, mas registros musicais para serem guardados por aqueles que gostam da música menos industrial da carreira de Alceu. O CD traz 12 músicas que tocaram pouco nas rádios do país no ano em que foram lançadas, a exemplo de “Maracajá”, “Mensageira dos Anjos”, “Loa de Lisboa”, “Molhado de Suor” e “Dente do Ocidente”, e outras conhecidas do público com “Chuva de Cajus”, “Ciranda da Rosa Vermelha”. Todas com um nível de poesia facilmente perceptível e arranjos diferentes sem fugir a linha característica de Alceu Valença. O repertório foi escolhido a dedo entre ele e Yanê Montenegro, sua esposa, da qual rende homenagem no encarte do disco.

Nesta entrevista, de quase uma hora, Alceu Valença, já sentindo a garganta arranhada de tanto conversar com os jornalistas, também fala sobre outras coisas, recita o poema “Branco”, diz como foi seu encontro com Jackson do Pandeiro e Luiz Gonzaga, fala sobre suas múltiplas abordagens musicais, sobre o projeto Grande Encontro, indústria fonográfica, da experiência de gravar este trabalho pelo selo Biscoito Fino, dentro outros assuntos. Confira a entrevista:

Podemos dizer que está é uma nova fase da sua carreira?
Acho que não. Minha música é múltipla. Eu vou me comunicando e colocando minhas coisas com o tempo. Como por exemplo, eu fui a João Pessoa, fazer um show no bloco de arrasto Muriçocas do Miramar, e não seria um show que farei na Bahia com músicas de carnaval. Faço show para teatro, faço show com músicas de São João, com músicas para meio do ano. São totalmente diferentes uns dos outros. Eis a questão da multiplicidade de minha obra, pois ela vem de uma cultura absolutamente múltipla que é a cultura do nordeste e do Brasil.

Você começou na música quando ainda havia uma divergência, digamos assim, entre a música popular e a música erudita. Como você sente isso hoje? Esses conflitos diminuíram?
Eu não senti muito isso. Sempre fiz minha música. No lado da criação o compositor Bach influenciou a música popular e muitas vezes a música do Bar influenciou a erudita. Às vezes o compositor pega trechos da música erudita e começa a virar popular e outras vezes ouve uma música do Sertão de Caicó que Villa Lobos poderia usar aquilo e compor uma peça erudita. Não vejo isso não. Os Beatles também já cantaram com a Sinfônica, Milton Nascimento também e outros. Eu já cantei com a Orquestra Sinfônica em Campinas (SP), em Brasília (DF). Foi ótimo. Para mim foi à mesma coisa.

Assim como Chico César você estagiou em jornal, escreveu poemas. Nunca pensou em publicá-los em livro?
Fui estagiário de um jornal de Recife. Eu estudei direito e depois fiz um estágio na sucursal do Jornal do Brasil (JB) em Recife. Existe um cara que é o dono de editora que quer editar minhas letras num livro. Ele é professor de literatura. Alguns poemas meus foram publicados no Jornal do Comércio e no Diário de Pernambuco quando eu ainda estudava direito. Depois começou a aparecer o violão na minha vida. Meu início de carreira foi complexa e difícil porque meu pai tinha medo que eu enveredasse para o caminho da música e deixasse de estudar porque tinha vários exemplos na família. E eu queria dar aquele anel de direito para ele, quando na verdade eu não queira fazer direito. Mas eu gostei de ter estudado direito, pois me deu uma visão muito mais ampla das coisas, da vida. No cursinho estudei um pouco de filosofia, pois eu adorava. E o ambiente universitário me deu uma visão crítica.

Como foi tua formação musical?
Eu sou um cara que tem uma formação primal de São Bento do Una, do agreste do sertão, do menino que viu o coco de roda, coco de embolar, que ouviu folia de reis, cantadores na fazenda de meu avô, meu avô cantava, sabia fazer versos de improviso. Tinha um tio que era um poeta erudito maravilhoso chamado Geraldo Valença, que faleceu, publicou apenas um livro chamado “A Rosa Jacente”, numa pequena editora.

Em São Bento do Una, na minha infância e adolescência, a gente escutava Noel, Pixinguinha, Ary Barroso. Minha formação de São Bento tanto foi dentro da cultura nordestina absolutamente, com dessa coisa que veio do Rio de Janeiro, da cultura carioca. Tudo isso se misturou. Quando em vi morar aqui eu morei na mesma rua do diretor artístico da gravadora Rosenblit, o maestro Nelson Ferreira. Eu era menino e admirava ele. Na frente da minha casa morava o poeta Carlos Pena Filho que me fez gostar de literatura. Na minha rua, chamada Rua dos Palmares, que eu chamo de “carnavalodroma”, pois assim como no Rio tem o sambódromo, minha rua era carnavalodroma, por onde desfilavam todos os blocos, tribos de índios caboclinhos, bandas de frevo e tudo que você imaginasse para o centro da cidade do Recife. Isso tudo, meus olhos e ouvidos de menino foram se acostumando e adquirindo. O resto aconteceu tudo de forma intensa e emocional.

Você também tocou com Jackson do Pandeiro não foi?
Toquei no projeto Pixinguinha e em outros lugares. Para mim Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro são dois maiores do Brasil. Não tem comparação um com outro. São duas vertentes musicais de uma mesma cultura. São diferentes e parecidos. Eles tiveram a mesma origem. Cada qual com o seu talento. O talento de Luiz foi para um canto e de Jackson foi para outro. Eu adora os dois e gravei com os dois. E para minha honra os dois eram meus fãs. Luiz Gonzaga saiu de Novo Exú para ver um show meu em Juazeiro no Ceará. Quando perguntei a ele se havia gostado do meu show e da minha banda ele disse: “Isso é uma banda de pífano elétrica”. (imitou). Quando fui à casa de Jackson do Pandeiro mostrar o meu trabalho “Papagaio do Futuro” ele e o irmão dele ficaram olhando e mim e Geraldinho Azevedo espantados, pois tínhamos cabelos cumpridos éramos barbudos. Quando entramos na sua casa ele estava sentado em uma mesa, com os pés para cima e uma mulher cortando as unhas dos pés. Ele com um rádio enorme do lado. Quando eu cheguei disse que tinha uma música para mostrar. Daí ele disse: Que música? Eu disse: Uma música. Começamos a tocar quando ele gritou para a irmã vizinha da casa dele e disse: Ei fulana vem cá ver dois cabeludos tocando. Eles não são cabras safados não. (risos).

Costuma-se dizer que a Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Alagoas fazem parte da mesma capitania hereditária. E você falou do coco de roda que é um ritmo muito forte nestes Estados e Jackson foi o homem do coco. Neste trabalho “Ciranda Mourisca” você não inseriu nenhum coco de roda por quê?
Este trabalho tem um conceito que se aproxima mais da ciranda. Juntei músicos que tinham o mesmo universo sonoro. As próprias canções são leves, transparentes, talvez até meio lisérgica, digamos assim. Porque algumas vieram do meu primeiro disco chamado “Molhado de Suor” e outras de outros discos, mas da mesma família. Então não adiantava colocar outras coisas, um xaxado, um baião. Quando a Biscoito Fino me convidou para este projeto eu fiquei meio sem saber que ciranda colocar. O lado mourisco é colocado de uma maneira natural, em que você ouve e não ouve, entendeu o que estou te falando? Ele surge com se fossem lembranças do passado das pessoas que vieram para cá na época do descobrimento.

Você tem dois trabalhos raros o “Ao Vivo em Montreaux” e o “Quadrifônico”. Você nunca pensou em regravar estes dois trabalhos?
Seria uma coisa bacana. Mas, isso tem que ser inserido dentro de um projeto musical. Quadrafônico está ai, só que ninguém escuta mais. O que acontece comigo hoje é que eu não sou dono da minha obra. O problema está aí. Eu sou o artista que passou por quase todas as gravadoras do país. Fui da Copacabana, Som Livre, Ariola, Polygram, RCA, Odeon, Sony, Abril, Indy Records. Eu passei por quase todas as gravadoras. Mas é que para mim interessa mais ser showman do que disco gravado.

Sua música tem abordagens múltiplas. Como é trabalhar com essa variedade musical de gêneros?

Para mim é fácil porque eu ouvi isso de maneira muito natural. Eu sou um pouco isso também e o Brasil também é dessa maneira, múltiplo. Eu não consigo entender certas pessoas que moram no país tão múltiplo e fica procurando referência fora o tempo todo. Eu acho que em determinados momentos você pode fazer uma mistura aqui e outra ali, mas não obrigatoriamente. Eu faço blues esporadicamente. O fundamental é a nossa própria raiz. E eu tive a sorte de não ter sido comido pela mídia, pois ela é um perigo, sobretudo, quando ela é manipulada pelo dinheiro. Se tudo na música for negócio ela deixa de ser arte e eu prefiro ser artista.

Você passou um tempo afastado do cenário musical brasileiro não foi?
Eu me afastei porque quis. Em determinado momento uma gravadora queria que eu gravasse uma coisa que não queria. E o que eu queria era gravar minha música do meu jeito.

Na década de 1980 os artistas tinham que obrigatoriamente gravar um disco não era?
Tinha porque havia um mercado consumidor e tava correto. Para mim era um prazer gravar. Não era obrigação. Eu gravava um ou até dois discos. Agora essa coisa de querer gravar um disco atrás do outro para ganhar dinheiro nunca foi a minha tônica. Eu tinha músicas para gravar e eu gravava era apenas isso. A nata da música brasileira tinha uma ideologia. Na década de 1970, na indústria do disco tinha um maestro. Depois os empresários da indústria da música passaram a ser pessoas que vendiam leite, sabonetes, carros, calças jeans. Virou só negócio e mais nada.

Alceu é até inevitável não perguntar, mas e o projeto Grande Encontro acabou se tornando um Grande Desencontro?
Não porque eu ainda sou um grande amigo de Geraldo Azevedo, de Zé Ramalho e de Elba Ramalho. Gosto dos três. O Grande Encontro era uma maneira de comemorar o sucesso de alguns anos da gente junto. Devolvendo e ouvindo do público a resposta da tua música. Eu gostava principalmente da forma como foi o primeiro com violões. Cada um tem a sua opinião e eu no segundo Grande Encontro já estava insatisfeito com a gravadora. Tinha me desentendido com o cara de lá. Mas, em nome dos amigos resolvi continuar. Eles quiseram colocar uma banda para acompanhar. Eu achei que não era bacana. Neste mesmo período fui contratado pela gravadora Som Livre e fiz um disco chamado “Sol e Chuva”, que era meio acústico. Eu me sentia melhor quando éramos nós quatro com violões no palco. Depois a gravadora não me liberou alegando que eu era artista exclusivo dela, que isso estava no contrato e não me liberou para gravar em outra gravadora. Continuo amigos de todos, sem problema.

Poema recitado por Alceu Valença na entrevista:

Branco (Ameno?)
Ouve-se uma música fria, fina, distante, quase imperceptível
O ambiente é branco e a naftalina nauseante
O teto branco, o piso branco e a porta certamente concorda com o ambiente
Não se deve olhar para baixo

A moça caiu do arranha-céu quando olhava o formigueiro aos seus pés
O casal de acrobatas que no alto, que na reta relegou experiência não via íris no chão

Por que não presumir alvidez do assoalho?
Observada a música deve ser um quase nada se usada na escala gráfica
Mas o ambiente é por demais branco para gráficos econômicos

A tarde é quente
Os cobradores tomam café pequeno
A tarde é quente e nosso clima ameno
A tarde é quente e a moça com simples resfriado
A tarde é quente
O lenço é branco onde marca de bordado
A tarde é quente
Que o sol é intenso
Que a água é incolor
Que o incolor é branco
Que o branco não é branco
As cores estão misturadas

Adriana Crisanto
Repórter
adrianacrisanto@diariosassociados.com.br
adrianacrisanto@gmail.com
Fotos: Antônio Melcop.
*A repórter foi convidada pelo Selo/Gravadora Biscoito Fino.

sexta-feira, janeiro 16, 2009

Aumenta que isso é brega "roll"


O rock e o brega vão tomar conta do Centro Histórico neste domingo (18). Quem gosta dos dois gêneros musicais não pode perder a apresentação das bandas “Movidos a Álcool” (BA) e “Caronas do Opala” (PB), Galpão 14, localizado no Largo São Frei Pedro Gonçalves de João Pessoa, a partir das 18h00. Os bilhetes de entrada estão sendo vendidos na hora do show ao preço de R$ 5,00.

O repertório promete ser com muito brega, rock com letras inteligentes que falam de amores perdidos, desilusões e muita bebedeira junta. A banda convidada “Movidos à Alcool” é de Lauro de Freitas (interior da Bahia) e existe a cerca de seis anos. É formada por Luis Eduardo Badaró (Cachaça), Rodrigo Sabino Seixas (Bélvis), Willy Haendel Cerqueira (Willytro) e Demétrio da Silva (Dimmy Manguaça).

De acordo com Rodrigo Sabino, a idéia da banda surgiu depois que algumas composições foram feitas na época em que Luis Eduardo (Cachaça) e Rodrigo Sabino (Bélvis) estudavam juntos. “As canções foram surgindo e depois que percebemos que a coisa poderia virar uma banda, resolvemos sentar e traçar os primeiros passos para que essa "brincadeira" virasse o que é a Movidos á álcool nos dias atuais”, disse Rodrigo Sabino.

Já a banda “Caronas do Opala” surgiu em João Pessoa (PB), em outubro de 2006, composta por Valter Pedrosa (guitarra), Fabiano Formiga (sintetizadores), Nildo Silva (bateria), Degner Queiroz (baixo) e Sérgio Mota (voz). O repertório música brega estilizada, uma mistura de Roberto Carlos, com jovem guarda e rits do rock das décadas de 1960 e 1970. Eles fazem pequenas alterações nos arranjos das músicas, sem fugir da idéia principal das canções.

“O objetivo da banda é executar da melhor maneira possível, canções que marcaram um período da música popular romântica (nostalgia) brasileira. Nessa época, o público sentia a música e a mensagem simples que o músico pretendia transmitir. Hoje muitos chamam esse estilo musical de ‘cafona’ e ultrapassado. Mas, nos anos 60 e 70 levou muita gente a pensar melhor sobre a vida, a paz e amor ao próximo”, relatou um dos integrantes da banda no Myspace do grupo na internet que tem canções autorais que já estão na boca da galera, a exemplo de “Meu Caroikeissh”, uma sátira bem humorada aos cariocas, “Lígia”, Não quero mais te esperar”, “Quantos Olhos”, “Não olhe para trás” e “Bicicleta Lilás”.

O brega e o rock das bandas “Movidos a Álcool” e “Caronas do Opala” transpõem a mera estilização de figurinos floridos e coloridos. Tanto uma quanto a outra engrossam o caldo de um segmento expressivo da produção musical contemporânea na América Latina. São propostas musicais caracterizada por fusões entre aquelas músicas consideradas como étnicas, populares, folclóricas ou regionais (além daquela produção que no Brasil se considera como brega) com ritmos, instrumentos e sonoridades mundiais.

Essas confluências estéticas também já foram sentidas em outros artistas, de maneira diferente a exemplo de Orishas, Bersuit Vergarabat, Mundo Livre, além de músicos como Lenine, Chico César e Zeca Baleiro, entre tantos outros permitem identificar uma série de confluências estéticas. São maneiras de se fazer música que conduzem a reflexões sobre as culturas urbanas e a identidade cultural do povo.

Serviço:
Aumenta que é brega
Bandas: Caronas do Opala e Movidos a Álcool

Domingo (18)
Hora: 18h00
Local: Galpão 14 – Centro Histórico de João Pessoa
Ingressos: R$ 5,00
Informações: 8811.7327/8804.3256

Adriana Crisanto
Repórter
adrianacrisanto.pb@diariosassociados.com.br
adrianacrisanto@gmail.com
Fotos: divulgação
Assista aos vídeos das bandas Caronas do Opala e Movidos a Álcool:





quinta-feira, janeiro 15, 2009

Mestres do Quadrinho Nacional



Os quadrinistas Emir Ribeiro (foto ao lado) e Deodato Filho (foto abaixo) foram contemplados com o 25º Troféu Ângelo Agostini que premia anualmente destaques dos quadrinhos no Brasil. Os autores receberam o troféu na categoria “Mestre do Quadrinho Nacional”. Além de Emir Ribeiro e Deodato receberam a premiação os quadrinistas: Mozart Couto, Sebastião Seabra, Sergio Morettini e Watson Portela.

A festa de entrega será no dia 14 de fevereiro e é uma promoção do
Senac São Paulo e da Associação dos Quadrinhistas e Caricaturistas do Estado de São Paulo (AQC-ESP) com o apoio do site Bigorna.net e da Inarco Internacional. O evento será uma oportunidade para o encontro de profissionais da área, novos talentos e aficionados por quadrinhos.

A votação do troféu foi feita pela internet nas categorias Melhor Desenhista (Laudo Ferreira Júnior), Melhor Roteirista (Daniel Esteves), Melhor Cartunista (Macio Baraldi), Melhor lançamento (Menina Infinito – Editora Desiderata), Melhor Fanzine (Quadrinhos independentes – Edgar Guimarães).

O Troféu Jayme Cortez foi concedido ao Coletivo Quatro Mundo. Este prêmio se destina as pessoas ou instituições que tenha incentivado a arte nacional através da divulgação, edição, promoção ou qualquer ação que tenha aberto espaço para o quadrinho nacional neste ano.

“Agradeço muito a quem votou em mim para o Troféu Ângelo Agostini. E o gosto desse agradecimento é especial, pois nunca fiz qualquer campanha para pedir votos, ou seja, as pessoas votaram em mim por iniciativa própria, sem influência externa e nem pedido pessoal algum meu. Da mesma forma, nunca votei em mim mesmo para premiações de HQ. O valor desse prêmio, portanto, é triplicado”, disse Emir Ribeiro em email enviado para a imprensa.

O lançamento virtual e oficial da nova revista de Emir, "Velta 2009", será no dia 18 de janeiro, data em que foi pintada a primeira imagem de Velta, no ano de 1973, mas as pré-vendas já começaram pela internet, através do website do quadrinista, no endereço eletrônico: http://www.emirribeiro.com.br

Na nova edição possui 29 páginas e nela o autor preserva algumas características da personagem de épocas passadas e reconta a primeira aventura de Kátia Maria Farias Lins (Velta) e o seu primeiro encontro com seu atual namorado, o detetive particular Gilberto Schwartz Gomes. De acordo com Emir, essa história já foi reprisada e saiu em duas revistas (1979 e 1984). "A União; e em 1994, numa encadernação especial editada pelo Edgard Guimarães, editor do fanzine QI - Quadrinhos independentes”, comentou Emir.

Uma diferença desta edição para as outras é a capa que foi desenhada e pintada por Paulo Nery (que iniciou carreira na extinta Editora Grafipar, de Curitiba). Atrás dois desenhos assinado por Paulo e Emir. Para adquirir, o leitor pode depositar R$ 5,00 (valor somado da edição mais o porte simples) na conta nº 747-0, agência 0548, da Caixa Econômica Federal, e em seguida enviar cópia do comprovante de depósito, junto com o endereço para o qual deverá ser expedida a edição. Outra opção, em vista do valor baixo, é a conversão dos R$ 5,00 em selos novos de correio.

Também se encontra para venda o exemplar “Raio Negro & Velta”, editada em 2008, uma publicação da Editora Júpiter II. A edição é em preto e branco, off-set, formato livro, 32 páginas, com capa de Marco Santiago e Emir Ribeiro. A revista é inédita e se destina para todas as idades.

Outro premiado foi o quadrinista Deodato Borges Filho, ou Mike Deodato. Ele é um dos poucos artistas nacionais a ganhar projeção internacional. Filho do jornalista, radialista e roteirista Deodato Borges (criadir do personagem Flama em 1963). Ele hoje ilustra para o mercado americano de histórias em quadrinhos, a exemplo do Hulk, Elektra, Vingadores, Thor, Mulher-Maravilha e Homem-Aranha.

Desenhou "Lost in Space" e "Beauty and the Beast", pelo selo de quadrinhos americano Innovation Comics, sendo estas baseadas em séries de TV. Desenhou ainda "New Miracleman" (com Fred Burke no roteiro) pela editora Eclipse, coroando a carreira com Hibrides" com arte-final de Neal Adams, um monstro sagrado dos quadrinhos, na Editora Continuity, do próprio Neal Adams.

Os especialistas em quadrinhos e desenho não se cansam em afirmar que Deodato é hoje referência na área pelo seu traço “clássico”, apesar de lembrar alguns antecessores como Frazetta, Eisner, tem um domínio claro-escuro. Seja escuro ou colorido o traço de Deodato possui uma agilidade típica dos quadrinhos norte-americanos.

Adriana Crisanto
Repórter
adrianacrisanto.pb@diariosassociados.com.br
adrianacrisanto@gmail.com
Fotos: divulgação

sábado, janeiro 10, 2009

Folia na Rua é em João Pessoa


Ao som do frevo foi lançado no auditório do Sebrae, em João Pessoa, o Projeto Folia de Rua 2009, que este ano completa 23 anos de existência. Artistas, agentes culturais e profissionais da economia informal estiveram presentes ao lançamento da prévia carnavalesca que acontecerá no período de 13 a 21 de fevereiro.

A abertura oficial será no Centro Histórico de João Pessoa no dia 13 de fevereiro, iniciando com a concentração dos blocos no beco da Faculdade de Direito, no Porto do Capim, Cordão Encarnado, na ladeira da Borborema e no Pavilhão do Chá. Haverá ainda apresentação no largo da Basílica de Nossa Senhora das Neves e cidade baixa, com apresentação de shows de vários artistas locais e nacionais, orquestras de frevo, boi de reis, ala ursas, troças e blocos, além de orquestras de cultura popular.

Os blocos desfilarão pela Via Folia, na Avenida Epitácio Pessoa, no trecho entre as Avenidas Tito Silva, em Miramar até o Busto de Tamandaré, em Tambaú. Outros blocos desfilam pelo Centro e nos bairros de Mangabeira, Cristo Redentor, Jaguaribe, Tambiá, Torre, Varadouro, Valentina, Bessa, Cabo Branco, Tambaú, 13 de Maio e Manaíra.

Além dos três palcos armados na Praça Dom Adauto, Largo da Basílica de Nossa Senhora das Neves e na cidade baixa este ano serão montadas arquibancadas na Avenida Epitácio Pessoa, na Via Folia e Centro Histórico. O público verá desfilar pelos locais 31 blocos filiados e mais 40 convidados.

Entre os blocos confirmados que desfilaram pela Via Folia (Centro Histórico) estão: Picolé de Manga, Anjo Azul, Cafuçú e outros. No Corredor da Folia (Avenida Epitácio Pessoa) desfilam os blocos: Virgens de Tambaú, Portadores da Folia, Muriçocas do Miramar, Muriçoquinhas, Bloco da Melhor Idade, Bloco dos Atletas, Banho de Cheiro, Acorde Miramar.

A estimativa dos organizadores é de que um milhão de pessoas (de dentro e fora do Estado) participem dos nove dias de prévias carnavalescas. De acordo com o material de divulgação, distribuído a imprensa pela Associação Folia de Rua (AFR), o evento está orçado em R$ 783.338,78. “O projeto está lançado. Espero que os empresários vejam com bons olhos, pois temos um excelente produto cultural e turístico pronto para ser investido”, disse o artista plástico, Clóvis Dias Júnior, atual presidente da AFR (promotora do evento).

Um dos compromissos assumidos pela AFR, segundo Clóvis, é que as orquestras de frevo tragam em seu repertório músicas de carnavalescos paraibanos e os hinos dos blocos. O projeto Folia de Rua este ano renderá homenagem ao carnavalesco Jocemar Chaves, a madrinha será a embaixatriz de Angola, Maria João, a rainha Ceres Leão e o rei o colunista social Gerardo Rabelo.

Os artistas convidados ainda não foram divulgados pelos blocos. Até o momento foi confirmado o “trio elétrico eletrônico” do bloco das Virgens que trará o Dj Mago William, que promete animar a Via Folia com um pancadão de músicas eletrônicas, um banho de efeitos especiais e iluminação de have para os foliões. O bloco Boi do Bessa, também presidido por Clóvis Júnior, este ano comemora 15 anos, fará uma grande festa no dia 21 de fevereiro.

Outra modificação é o percurso do bloco Cordão do Frevo Rasgado, que tem a frente o cantor Lis Albuquerque, que se concentra na pracinha próxima ao Mag Shopping, Manaíra, e vai percorrer outras áreas próximas. O bloco sai no outro dia do Muriçocas de Miramar.

“Fico muito feliz em saber que está nova gestão está dando continuidade o trabalho deixado por nós com bastante empenho e dedicação”, comentou o cantor e compositor paraibano, Lis Albuquerque, ex-presidente da Associação Folia de Rua que faz parte do projeto desde o início.

O projeto Folia de Rua este ano, ao que parece, está sendo visto com outros olhos e um deles é o apoio do Sebrae da Paraíba que fez um diagnóstico de oportunidade de negócios das agremiações e o perfil dos freqüentadores no ano passado e garantirá a credibilidade do evento.

A presidente da PB Tur, Cléa Cordeiro, presente ao lançamento, disse que a parceria turismo e prévia carnavalesca são excelentes para nosso Estado e que o órgão em que preside irá este ano divulgar ainda mais o evento em outros Estados e nas feiras em que participa. “O Folia de Rua tem tudo para ser um grande projeto”, comentou o presidente da Fundação Espaço Cultural (Funesc), Antônio Alcântara. Ele diz acreditar muito na gestão de Clóvis Júnior e em toda a equipe renovada que se encontra disposta desenvolver o carnaval na cidade.

Projeto Folia Cidadã

“O Folia de Rua não é só carnaval”, disse o presidente da Associação Folia, Clóvis Júnior, que pela primeira vez promoverá uma exposição de artes plásticas com doações dos artistas e a renda seja revertida para obras do Projeto Folia Cidadã. A exposição das obras de artes acontecerá na Galeria de Arte Louro e Canela, em Manaíra.

O Projeto Folia Cidadã se transformou no ano de 2005 em ponto de cultura. A sede do projeto é no Centro Histórico, no Casarão, e realiza uma série de ações sócio-educativas, a exemplo de oficinas artes, voltadas para crianças e adolescentes do Porto do Capim.

“A coordenação do Folia Cidadã é mais do que folia é também projeto social dentro do folia de Rua”, disse coordenadora do Projeto Folia Cidadã, Cassandra Dias. O projeto, segundo ela, precisa ser incrementado ainda mais e estamos correndo atrás para haver um envolvimento das pessoas e das autoridades.

Breve histórico do Folia de Rua

A fase embrionária do Folia de Rua foi uma brincadeira de um grupo de amigos, formado por artistas, produtores culturais e intelectuais da cidade que fizeram o primeiro desfile do bloco Muriçocas do Miramar, em 1986.

Alguns anos depois, entre os foliões do Muriçocas, que já arrastava milhares de pessoas, foram idealizados diversos outros blocos. Logo as prévias se difundiram pelos bairros da cidade. A espontaneidade e a grandiosidade do fenômeno foram aos poucos ganhando um sentido institucional.

Adriana Crisanto
Repórter
adrianacrisanto@gmail.com
adrianacrisanto.pb@diariosassociados.com.br
Foto: Logomarca do site

quinta-feira, janeiro 08, 2009

Paralamas do Sucesso lança single e prepara novo álbum


“A lhe esperar” é a música de trabalho do novo CD do grupo Paralamas do Sucesso que se chamará “Brasil afora”. O single, ao que tudo indicada, chegou nas rádios de todo país na última quinta-feira (8). A música é de autoria de Arnaldo Antunes e Liminha, que também produtor do CD.

O disco foi gravado no estúdio Ilha dos Sapos do baiano Carlinhos Brown, em Salvador (BA). O novo trabalho conta ainda com duas parcerias com Brown, que já assinou com Hebert Vianna outras participações como “Uma brasileira”.

Este é o 12º disco da carreira da banda e o primeiro desde “Hoje”, gravado em 2005. No website da banda (www.paralamasdosucesso.com), o baterista João Barone diz que a Bahia já proporcionou momentos incríveis com vários shows ao longo dos anos. “Teve uma vez em que Os Paralamas foram homenageados pelo bloco afro Arakêto, em plena favela dos Alagados, aquela que dá nome a canção, uns vinte e dois anos atrás. Nós, na época, garotos classe média do Rio de Janeiro, ali, recebendo o reconhecimento daquela gente por falar da sua verdade para o resto do país. Ou no dia em que gravamos “Carro Velho” com o próprio Brown... Mas desta vez a Bahia nos deu algo muito mais precioso, difícil de medir mas fácil de sentir. Estávamos super à vontade, como se a gente não tivesse saído de casa. Os trabalhos rolaram na maior harmonia, sob as bênçãos dos orixás. Deve ser isso que eles chamam de axé... e o axé foi fortíssimo!”, relatou o baterista.

A música “A lhe esperar” tem rima fácil, na letra os compositores brincam com as palavras e o ritmo bem verão com batida reggae. O medo que faz é que este novo projeto venha refletido apenas o axé music e esquecido o bom e velho rock. Para escutar a nova canção basta entrar no link: http://www.sucessoemailing.com.br/music/paralamasdosucesso.html




Assista o vídeo que circula no Youtube com a nova música:




Adriana Crisanto
Repórter
adrianacrisanto.pb@diariosassociados.com.br
adrianacrisanto@gmail.com
Fotos: Divulgação.

Cineport 2009


Criado com o objetivo de cooperar para que o segmento do audiovisual se fortaleça naqueles países onde esta expressão cultural é ainda pouco desenvolvida acontecerá no período de 1º a 10 de maio, na Usina Cultural da Energisa (antiga Saelpa), em João Pessoa (PB) a quarta edição do Festival de Cinema de Língua Portuguesa (Cineport) que este ano rende homenagem a Moçambique, país da costa oriental da África Austral, limitado a norte pela Zâmbia, Malawi e Tanzania, a leste pelo Canal de Moçambique e pelo Oceano Índico, a sul e oeste pela África do Sul e a oeste pela Suazilândia e pelo Zimbabwe.

Assim como nas outras edições no Festival acontecerá cinco tipos de troféus: Andorinha, Andorinha Digital, Andorinha Técnica, Andorinha Criança e Humberto Mauro. As inscrições para o troféu Andorinha Digital estão abertas e podem ser efetuadas pela internet no website do Festival, no endereço eletrônico http://www.festivalcineport.com/2009.

O Cineport foi instituído pela Fundação Cultural Ormeo Junqueira Botelho em 2004, com objetivo também de promover os filmes realizados em português e dialetos falados nas nações que compõem a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP): Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste.

Em 2007, a última edição em João Pessoa, Paraíba, o filme “O Céu de Suely”, do brasileiro Karim Aïnouz, foi o grande vencedor desta edição, levando o Troféu Andorinha como melhor diretor e melhor filme na categoria 35mm. O cineasta Evaristo Abreu levou o Andorinha de melhor ator por seu trabalho em “O Jardim do Outro Homem”, do moçambicano Sol de Carvalho. A portuguesa Ana Moreira ganhou como melhor atriz por Transe, de Teresa Villaverde. O vencedor do Prêmio Saelpa/Cineport, no valor de dez mil reais e destinado a cineastas paraibanos, foi O Fazedor de Filmes, de Arthur Lins e Ely Marques.

Prêmio Energisa de Estímulo ao Audiovisual Paraibano


A Fundação Ormeo Junqueira Botelho e a Energisa instituíram este ano o Prêmio Energisa de Estímulo ao Audiovisual Paraibano. O Prêmio será entregue durante a cerimônia de encerramento do Festival CINEPORT a cada ano, e contemplará o melhor filme a ser escolhido por uma Comissão de Jurados do Festival.

Poderão concorrer ao Prêmio Energisa realizadores comprovadamente domiciliados no Estado da Paraíba há pelo menos um ano. No ato da inscrição deverão ser enviadas por correio duas comprovações de residência no período estabelecido (contas de luz ou de gás, água, banco, IPTU etc.). Uma conta deverá trazer a data de um ano atrás e a outra, ser atual.

A ficha de inscrição deverá ser preenchida no próprio site e a cópia do filme para seleção deverá ser enviada no formato DVD para o endereço ali informado. Serão aceitos filmes realizados entre os anos de 2007 e 2008, em qualquer bitola, com duração de até 50 minutos. As inscrições prosseguem até o dia 1 de fevereiro de 2009.

O Prêmio Energisa, no valor de R$ 20.000,00 (vinte mil reais), será entregue ao filme vencedor no mesmo dia da cerimônia de encerramento do Festival CINEPORT, prevista para acontecer no dia 09 de maio de 2009.

Adriana Crisanto
Repórter
adrianacrisanto.pb@diariosassociados.com.br
adrianacrisanto@gmail.com
Fotos: Site do Cineport

Assista um trecho do filme O Céu de Suelly um dos premiados no último Cineport Paraíba:




segunda-feira, janeiro 05, 2009

A volta de Marcelo



Quem bem viveu a década musical de 1980 tem muita coisa gravada no baú da memória. E quem não se lembra do cantor Marcelo? Aquele que usava calças justíssimas cantava como quem arrancasse uma coisa de dentro, era delirado pelas mocinhas e se apresentava no programa do Velho Guerreiro, “Chacrinha”, quase todos os domingos.

Marcelo, que agora tem o sobrenome Costa Santos, é autor de Abre Coração e Morena, rits que fizeram bastante sucesso no início da década de 1980. Ele está em estúdio se preparando para retornar após 14 anos distante dos palcos, dos shows. O título do disco será “Ciclos”, com produção de Dadi Carvalho, regravação de Morena e algumas canções inéditas, a maioria compostas por seu irmão Ney.

Uma das canções do disco é “From me to Jim to George”, em que faz reverência a Jim Capaldi, ex-baterista do Traffic e o ex-beatle George Harrison.


Adriana Crisanto
Repórter
adrianacrisanto@gmail.com
adrianacrisanto.pb@diariosassociados.com.br
Foto: Da internet.

Mangue Beatles


Os beatlemaníacos pernambucanos agora têm uma opção musical. Trata-se da banda RádioBeat, comandada pelo paraibano Waldir Dinoá, agora radicado em Recife (PE). Na semana passada o grupo promoveu a estréia, no piano bar Pedra de Toque, no bairro de Parnamirim. No repertório muita música Beatles e em especial o Álbum Branco 40 anos, o mais eclético da banda inglesa.

A RádioBeat é formada pelos músicos: Dinoá (voz, baixo e violão), Tiago Rabelo (voz, guitarra, violão, gaita e pandeiro), Rodolfo Lopes (voz, guitarra, violão e baixo), Danilo Galvão (voz e bateria) e João Nogueira (teclados). Três dias antes do show foram vendidos cerca de 100 ingressos. Foram apenas sete ensaios antes deste show que foi o maior sucesso de público.

A idéia da banda surgiu em junho de 2008 quando Waldir Dinoá (baixista) reuniu os músicos Rodolfo Lopes (guitarra), Chico Rocha (guitarra) e Guilherme Amorim (bateria) para tocar na “Festa de Aniversário de Paul McCarteney”, um evento promovido por Cláudia Tapety, uma fã incondicional da banda.

Na ocasião, a banda passou a se chamar McCartney &CO e empolgou bastante a platéia com interpretações vibrantes de músicas como “Another Day, Band On The Run, Rock Show, Live and Let Die” e outras do repertório do ex-beatle Paul McCartney.

Cinco meses depois a banda se preparava para tocar em bares do Recife e foi então rebatizada com o nome atual “RadioBeat” e algumas alterações em sua formação. Chico Rocha e Guilherme Amorim precisaram se ausentar foi quando apareceram Tiago Rocha e o baterista Danilo Galvão, apoiado pelo tecladista João Nogueira. A próxima apresentação será no dia 17 de janeiro (sábado) no mesmo local, com promessas de casa cheia. Agora é torcer para que a RádioBeat der o ar de sua graça também em João Pessoa (PB). Saudações musicais Waldir!!

O Álbum Branco

O álbum branco dos Beatles completou em novembro do ano passado 40 anos em que foi lançado. Para os admiradores da banda de Liverpool este é sem dúvidas o melhor disco dos Beatles. O famoso álbum tem 13 músicas de John, 11 de Paul, quatro de George, uma de Lennon e McCartney e uma de Ringo.

Em fevereiro de 1968, os quatro Beatles foram a Rishikesh, na Índia, para o centro de meditação do guru Maharishi Mahesh Yogi (acho que é assim que escreve), que tinham conhecido no ano anterior durante um período de meditação no País de Gales, em agosto. Foi na Índia onde gravaram demos acústicas da maioria das canções.

De acordo com a história musical do grupo, as gravações começaram dia 30 de maio em Abbey Road com “Revolution 1”, de John Lennon, e terminaram dia 13 de outubro com "Julia", do mesmo Lennon. Eles também gravaram nos Trident Studios onde havia uma máquina de oito canais e, antes de acabarem, “Abbey Road” também ganhou oito canais. A idéia era fazer um disco de rock não rebuscado como o anterior ''Sgt Pepper's Lonely Hearts Club Band'', com os instrumentos usados pela própria banda. A capa toda branca é um contraponto à de Sgt Pepper's, que é cheia de elementos visuais.

Adriana Crisanto
Repórter
adrianacrisanto@gmail.com
adrianacrisanto.pb@diariosassociados.com.br
Fotos: Do blog da banda

quarta-feira, dezembro 31, 2008

Flor que se renova


“Última flor do Lácio, inculta e bela”, prenunciava o escritor Olavo Bilac no poema da “Língua Portuguesa”. Língua que neste 1º de janeiro de 2009 sofrerá sua terceira modificação. Trata-se do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, que prevê uma única forma de escrever para os países que falam língua portuguesa, a exemplo de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

As mudanças só vão acontecer porque três dos oito membros da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) ratificaram as regras gramaticais do documento proposto em 1990. Brasil e Cabo Verde já haviam assinado o acordo e esperavam a terceira adesão, que veio, em novembro do ano passado, por São Tomé e Príncipe.

Com isso, calcula-se que 0,45% das palavras brasileiras terão grafia alterada. Entre as mudanças, estão as extinções dos acentos circunflexos das paroxítonas terminadas em “o” duplo. Assim, "abençôo", "enjôo" ou "vôo" se transformam em "abençoo", "enjoo" e "voo". Fica extinto também o circunflexo das terceiras pessoas do plural do presente do indicativo ou do subjuntivo dos verbos "crer", "dar", "ler", "ver", ficando correta a grafia "creem", "deem", "leem" e "veem". O trema, costumeiramente esquecido, será eliminado completamente.

“Haverá um período de quatro anos para que todas as pessoas se adaptem as novas mudanças”, disse o professor de língua portuguesa Francelino. Por outro lado, acrescentou ele, nenhum concurso público poderá exigir as novas regras. O que pode acontecer é vir citado dentro do exame uma questão em que diga: “Conforme a nova regra da língua portuguesa assinale a alternativa correta”, exemplificou.

O professor de Língua Latina e Filologia Românica da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e do Centro Cultural Zarinha, Fabrício Possebon, considerou a percentagem de palavras alteradas pequena, todavia, esse número, de acordo com ele, não deve nos enganar, pois as palavras com nova ortografia são aquelas que têm uma freqüência relativamente alta. “É o caso, por exemplo, da palavra idéia, que perderá o acento. Ninguém deve imaginar que conseguirá continuar escrevendo pelo antigo sistema e ainda assim estará escrevendo corretamente”, comentou.

O novo alfabeto também ficará maior. Ele vai deixar de ter 23 letras para ter 26, com a incorporação das letras "k", do "w" e do "y". Outra mudança que pode causar estranhamento é a eliminação do acento agudo nos ditongos abertos "ei" e "oi" de palavras paroxítonas, como "assembléia", "idéia", "heróica" e "jibóia".

Com as regras incorporadas ao idioma, inicia-se o período de transição, no qual ministérios da educação, associações e academias de Letras, editores e produtores de materiais didáticos recebem as novas regras ortográficas para, gradativamente, atualizar livros, dicionários, entre outros materiais.

O angolano Ondjaki vê com muita preocupação essa mudança, pois são oito países falando uma única língua. O também angolano Miguel Huurst também vê com preocupação, porque a língua portuguesa é uma das menos lidas no mundo. “Ela cresce muito pouco se compararmos com outras línguas”, disse.

O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa (1990) é um tratado internacional que tem como objetivo criar uma ortografia unificada para o português, a ser usada por todos os países que usam esta língua. Foi assinado pelos representantes oficiais de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe em Lisboa, em 16 de Dezembro de 1990, fruto de um longo trabalho desenvolvido pela Academia de Ciências de Lisboa e pela Academia Brasileira de Letras desde 1980. Timor-Leste aderiu ao Acordo em 2004. O acordo teve ainda a adesão da delegação de observadores da Galiza.

O escritor e professor de jornalismo do Departamento de Comunicação Social da Universidade Federal da Paraíba (Decom/UFPB), Edônio Alves, vê de forma positiva as mudanças, pois as línguas vão ter um mínimo de sinais possíveis. “A princípio deve acontecer um certo estranhamento das pessoas, principalmente os escritores e jornalistas que lidam cotidianamente com a escrita, mas com o tempo essas alterações serão facilmente adaptáveis”, comentou o dramaturgo e escritor Tarcísio Pereira. O poeta e escritor, Antônio Mariano, acredita que com as modificações jamais vão conseguir algemar a língua, pois a palavra poeticamente falando está subjacente à grafia.

Para Fabrício Possebon, as pessoas com hábitos de leitura não terão dificuldades com o novo sistema, pois irão se acostumar de modo imperceptível. “Os profissionais da área, como jornalistas e professores, terão o dever de aprender bem o sistema e aplicá-lo corretamente. Já as pessoas que muito raramente escrevem, provavelmente, não usarão o novo sistema e serão sempre reconhecidas por terem sido alfabetizadas pelo sistema antigo”, disse.

Atualmente o português é a única língua do mundo ocidental falada por mais de cinqüenta milhões de pessoas com mais de uma ortografia oficial. Mesmo o castelhano apresenta dezenas de variações de pronúncia na Espanha e América hispânica, mas apenas uma ortografia.

O português Marco Oliveira, programador da rede de televisão Portuguesa RTP, e a jornalista e apresentadora, Luísa Sequeira, também da RTP, acreditam que essa seja principalmente uma medida de fundo econômico. Eles contaram que ficaram surpresos ao chegar no Brasil e encontrar tantas pessoas falando a língua portuguesa. Marco Oliveira observa essa unificação de forma positiva e confessou que têm uma certa dificuldade em entender o português brasileiro, devido, principalmente as gírias usadas cotidianamente.

O acordo possibilita, entre outras facilidades, a criação de normas ortográficas comuns para as variantes da língua portuguesa, facilita a difusão bibliográfica e de novas tecnologias, reduz o custo econômico e financeiro da produção de livros e documentos. O diretor da Editora Universitária da UFPB, José Luiz, disse que por um lado às modificações permite aprofundar a cooperação entre as nações que falam português (terceira língua ocidental mais falada no mundo, depois do inglês e do espanhol), aumentando o fluxo de livros e publicações em todas as áreas, além de favorecer a produção de materiais para a educação a distância.

O diretor José Luiz acredita que as editoras terão que realizar essas mudanças de forma gradual, substituindo-se, por exemplo, os materiais didáticos e dicionários à medida que for necessária sua reposição nas escolas da educação básica.

A editora Publifolha publicou recentemente o livro “Escrevendo pela Nova Ortografia” (136 p. R$ 19,90), de autoria do Instituto Antônio Houaiss e coordenado por José Carlos de Azeredo. O livro já pode ser encontrado para em alguns site da internet e em algumas livrarias da cidade. E a quem interessar possa basta entrar no Portal de Língua Portuguesa disponibiliza de uma forma imediata, acessível e simples um conjunto de recursos que permitem ao utilizador comum da Internet o acesso a informações relativas à língua portuguesa, nas suas diferentes variedades. É uma ferramenta de livre acesso, direcionada para alunos e professores, para profissionais de diversas áreas e, de um modo geral, para todos os que têm interesse e curiosidade pelo funcionamento da língua portuguesa. O endereço eletrônico é o http://www.portaldalinguaportuguesa.org

Adriana Crisanto
Repórter
adrianacrisanto@gmail.com
adrianacrisanto.pb@diariosassociados.com.br
Foto: Internet - Flick - autor desconhecido
*Matéria publicada no Jornal O NORTE.

segunda-feira, dezembro 15, 2008

O samba da favela


Com participações especiais de Arlindo Cruz, Leci Brandão e Seu Jorge acaba de chegar no mercado musical nordestino o CD e DVD “Favela Brasil” do carioca Leandro Sapucahy, considerado pelos especialistas como a revelação do samba moderno brasileiro.

O trabalho traz a maneirice do samba com elemento do hip hop, funk, forró e do rap, tão em voga na música do Rio Janeiro nos dias atuais. O DVD vem com 19 faixas e o CD tem 14 canções, a última é uma faixa bônus com participação de Seu Jorge, intitulado “Problema Social”. As letras, em sua maioria, remetem a situação social do país e a realidade da cidade maravilhosa tão ataca pelo tráfico de drogas e a prostituição. Logo na primeira faixa tem “Sujou (numa cidade muito longe daqui – polícia e bandido) assim mesmo tudo emendado.

O letrista Sérgio Meriti assina com outros parceiros quarto canções. Entre elas estão na lista: Mano Guta, com participação de Fernandinho Beatbox, Só faltou você (lado A lado B), Tá tranqüilo shock, Fui bandido e bicho solto.

Em entrevista por telefone Leandro Sapucahy disse que cresceu ouvindo música com a mãe, foi produtor de bandas de pagode, tocou percussão vários anos na banda com Marcelo D2 e se tornou parceiro de Meriti há algum tempo. Neste trabalho Sapuchay montou um pot-pourri com três sucessos de Bezerra da Silva (Se Não Fosse Samba, Malandragem dá um tempo e A Semente), no roteiro gravado ao vivo no dia 8 de maio na Fundição Progresso do Rio de Janeiro.

O samba de Sapucahy é antenado e não fere os ouvidos daqueles que veneram o samba de qualidade. O CD e DVD sairam pela Warner Music que investiu certo num artista que promete. A direção do trabalho em DVD é de Estevão Ciavatta, direção cênica de Regina Casé. O cenário leva a assinatura do artista plástico Zé Carratu que construiu uma mini favela no palco, do qual Sapucahy entra montado numa moto-taxi, meio de transporte comum nas periferias.

Pelo gênero rap ele gravou “Espírito Independente”, com a participação especial de Mc Marechal que está apenas no DVD. Com o Mc Marcinho ele reproduz os bailes da pesada das favelas cariocas. Na faixa 17 tem um medley com Almir Guineto (Insensato Destino, Conselho, Mel na boca). Ao lado de Leci Brandão gravou “O Dono e o Povo”, um samba para lá de social. “Fiz parte de uma geração que escutou muita coisa boa. Quero fazer uma carreira. Não quero fazer música descartável”, disse Sapuchay.

Da música nordestina, além do forró de Luiz Gonzaga, das canções de Elba e Zé Ramalho ele cita como referência Jackson do Pandeiro. As incursões pelo resto país com show Favela Brasil ainda não estão previstas. Por enquanto no dia 18 de dezembro ele se apresenta no Teatro Rival, faz alguns shows Sesc´s, e outros comprados em Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo.

Serviço: Favela Brasil - CD / DVD
Artista: Leandro Sapucahy
Gravadora: Warner Music

Adriana Crisanto
adrianacrisanto@gmail.com
adrianacrisanto.pb@diariosassociados.com.br
Fotos: Divulgação (Júlio Moura).

segunda-feira, dezembro 08, 2008

Vick Cristina Barcelona


O novo filme de Woody Allen, Vick Cristina Barcelona, que estreou essa semana nas salas de cinema de João Pessoa parece ainda não ter despertado a curiosidade dos admiradores do cineasta na Paraíba, apesar da produtora do filme dizer que o filme foi visto por 96.265 espectadores, em seus três primeiros dias de exibição. Sem deixar de seguir as origens o filme mostra bem a fase madura de Allen, um dos cineastas mais polêmicos do cinema americano-europeu.

Vicky Cristina Barcelona conta a história de duas amigas Vicky (Rebecca Hall) e Cristina (Scarlett Johansson, de Scoop) que vão passar uma temporada em Barcelona (Espanha). Enquanto uma deseja um casamento seguro e uma vida tradicional ao lado de um marido com estabilidade financeira, a outra é aparentemente livre, sabe o que quer e o que não quer, ou seja, levar uma vida pequena burguesa e careta.

As duas acabam envolvidas com um artista plástico galanteador Javier Bardem, típico personagem latino sedutor (que não tem beleza nenhuma). O narigudo é casado e separado, ao mesmo tempo, com uma artística plástica completamente destemperada, para não dizer “maluca” e “doida”.

Como não podia deixar de ser o filme fala de comportamento humano, das relações conflituosas entre homens e mulheres. Mesmo com a narração em “off”, a trilha sonora chama bastante atenção por ser parecida com a de Frida Kahlo, o filme.

Outra leitura que o diretor tenta mostrar é a vida de vaidosa dos artistas plásticos. A atriz Penélope Cruz dá um show de destempero e encenação, o que beneficia muito sua atuação. É evidente que as amigas de Woody Allen, Rebecca e Scarlett também são marcantes.

Adriana Crisanto
Repórter
adrianacrisanto@gmail.com
adrianacrisanto.pb@diariosassociados.com.br
Foto: Imagem Filme