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sábado, junho 26, 2010

ESTAÇÃO CABO BRANCO inaugura primeira etapa do MUSEU DA CIÊNCIA


No mesmo dia em que comemora dois anos de atividade a Estação Cabo Branco, Ciência, Cultura e Artes (ECARTES), órgão vinculado a Secretaria de Educação da Prefeitura Municipal de João Pessoa (SEDEC/PMJP) inaugura o Caminho do Conhecimento, a primeira parte do Museu da Ciência.

A inauguração acontecerá neste sábado (3 de julho), às 16h30, com solenidade oficial e uma série de atividades culturais que irão comemorar o segundo ano de atividades sociais, culturais e educacionais da Estação Cabo Branco que se encontra localizada na avenida João Cirillo da Silva, Altiplano.

A primeira etapa do Caminho do Conhecimento está localizada parte externa do complexo. O Caminho possui 900 metros, com doze experimentos científicos (veja detalhes abaixo) que tem a função de interagir com o visitante e ao mesmo tempo propiciar aulas de campo sobre matemática, física, biologia, química e ciência em geral para estudante e professores das escolas públicas e particulares.

O diretor geral da Estação Cabo Branco, o professor Fernando Abath, disse que com essa etapa do museu concluída será dada continuidade a produção de mais treze outros experimentos que serão instalados no primeiro andar da Torre onde o Museu continua.

Todos os recursos para implantação desta primeira etapa do Caminho do Conhecimento são próprios, e até o final de junho deste ano estará sendo encaminhado a Secretaria Municipal de Planejamento um memorial descritivo para a implantação de mais dezoito novos experimentos, com recursos do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT). “Quando da conclusão, até dezembro de 2010, desse processo teremos instalados, no primeiro andar da Torre, 31 experimentos científicos, o que irá concluir a última etapa de instalação do Museu de Ciência”, acrescentou Abath.

Um dos objetivos do Caminho do Conhecimento é fazer com que tanto o visitante, quanto os estudantes possam aprender de forma prazerosa e divertida. As visitas serão supervisionadas por monitores universitários capacitados para conduzir os visitantes.

O secretario adjunto de Ciência e Tecnologia da Prefeitura Municipal de João Pessoa, Rubens Freire, disse que os experimentos são de baixo custo e de baixo custo de manutenção também, que são coisas importantes para se contabilizar em um projeto desta natureza. “Ele é dinâmico, pois os experimentos podem ser renováveis de três a quatro anos, comparados com outros que vemos por ai”, explicou Rubens Freire que também é presidente do Conselho Técnico e Científico da Estação Cabo Branco, Ciência, Cultura e Artes.

O primeiro experimento do Caminho são os Políedros de Platão, composto por cinco peças sólidas, formado por um tetraedro, um hexaedro, um octaedro, um dodecaedro e um icosaedro, medindo todos 1,5 centímetros. As peças foram confeccionadas em fibra de vidro estruturada e resina pigmentada. “Na natureza esses objetos surgem nos cristais. Platão percebeu isso há muito tempo atrás e percebeu também que tudo que existe na natureza é constituído por água, terra, fogo, ar e movimento”, explicou Freire que ajudou na concepção e criação dos experimentos.

A depender da dinâmica da aula de campo os professores e monitores explicam e ao mesmo contemplam a natureza e o que existe ao redor. O segundo experimento do caminho é a Bicicleta da Corda Bamba construída em aço-carbono com pêndulo de 50 quilos acoplado na parte superior. A bicicleta está suspensa sob um cabo de aço de 10 metros. No local duas plataformas de embarque ou atracadores para o experimento com altura de 1,8 metros do solo e uma proteção lateral de 70 centímetros. Com essa bicicleta é possível o deslocamento do experimentador de um atracador da torre a outro sobre o cabo de aço esticado entre eles. Com isso pode-se demonstrar de forma lúdica as situações de equilíbrio mecânico e centro da massa.

Balanços Acoplados é o terceiro experimento do Caminho do Conhecimento que demonstra a ressonância e a oscilação pendular com freqüência dependente do cumprimento do balanço. O experimento possui 4 balanços acoplados de tamanhos iguais 2 a 2, com estrutura de tubo galvanizado, acentos de polipropileno denso, relevo de rampa para balanços mais curtos em fibra de vidro estruturada e resina pigmentada.

Caminhando mais pouco o visitante vai encontrar o Pêndulo da Coragem um experimento destinado à demonstração da conservação da energia mecânica. O pêndulo tem uma estrutura de aço com proteção lateral e elevação do pêndulo por meio de mecanismo acionado pelo experimento, com esfera de aço inox 304. De lado da estrutura o experimentador coloca o queixo e tem a sensação de que a esfera chegará até o seu rosto, provocando uma sensação de irá bater, sem que isso de fato aconteça.

Mais adiante o visitante vai encontrar o Xadrez Gigante, com peças de xadrez grandes confeccionadas em resina e fibra de vidro estruturada e pigmentada, com bases cônicas e um tabuleiro pintado em piso cimentado. Neste experimento o professor (a) poderá fazer com os alunos a simulação de jogo de xadrez em proporções gigantes para exercitar o raciocínio lógico.

Logo após vem a Esfera de uma Tonelada que demonstra a minimização do atrito com a formação de uma lâmina d´ água entre a superfície de uma esfera e a calota côncava correspondente. A esfera possui 0,6 metros de diâmetro. Na base uma bomba injetora medindo 0,8 metros de diâmetro com carenagem periférica de aço inox.

O Sistema de Roldanas é o sétimo experimento do caminho do conhecimento. O sistema possui três tipos distintos de associações de roldanas, estruturado em tubo galvanizado com guias anelares em polipropileno denso, com limitadores de deslocamento vertical e acentos para o experimentador.

No caminho de volta o visitante vai encontrar também a Ponte Romana. Este experimento é uma verdadeira aula de arquitetura e engenharia juntas. Ele demonstra a distribuição dos blocos encaixados de modo à forma uma superfície côncava ou conexa e as situações de equilíbrio estático. Os blocos são em fibra de vidro estruturada e pigmentada, cuja justaposição dos blocos forma pentagonais e hexagonais que juntos irão compor uma superfície conexa.

A Flauta de Pan é um experimento científico da série que emite o padrão das ondas sonoras absorvidas de acordo com o cumprimento de um tubo de PVC rígido de 75 milímetros de diâmetro e cumprimento com variações de 0,4 metros a 1,4 metros.

Um pouco mais a frente vamos encontrar o Relógio do Sol, um experimento que possui ajuste azimutal para latitude e estações do ano. Foi construído em acrílico e resina de poliéster cristal incolor.

A comunicação demonstrada em forma de ciência também pode ser encontrada no Caminho do Conhecimento através do experimento, Parabólicas Comunicantes, o décimo primeiro experimento da série, que serve para demonstrar a convergência de ondas quando refletidas em uma superfície côncava em resina de poliéster, manta de fibra de vidro. Como um telefone sem fio o experimentador fica de um lado da concha balbucia palavras e o do outro uma segunda pessoa escuta e retorna a mensagem.

O Caminho do Conhecimento chega ao final com o Giroscópio destinado a demonstração da composição tridimensional dos movimentos de rotação. O experimento tem estrutura periférica em tubo cilíndrico de aço inox. A parte móvel externa quadrada possui extremidades chanfradas. O setor móvel interno em formato hexagonal, com apoio de pés com regulagem de altura fixada em tudo também de inox, com encosto almofadado para as costas com cinto de segurança regulável.

Para percorrer o Caminho do Conhecimento é necessário um agendamento prévio monitorado realizado no Setor de Gestão Educacional da Estação Cabo Branco, Ciência, Cultura e Artes de terça a sexta-feira, das 9h00 às 20h00, e nos sábados e domingos das 10h00 às 21h00. Maiores informações pelos telefones: (083) 3214.8270 – 3214.8303 – 8852.5530 ou pelo email: ecbartes@joaopessoa.pb.gov.br

SERVIÇO:
MUSEU DA CIÊNCIA - CAMINHO DO CONHECIMENTO
Inauguração: Dia 3 de julho (Sábado)
Hora: 16h30
Local: Área Externa da Estação Cabo Branco, Ciência, Cultura e Artes – Av. João Cirillo da Silva, s/n - Altiplano Cabo Branco – Cep: 58046-010
Visitação pública: Terça a sexta-feira das 9h às 21h, e nos sábados e domingos das 10h às 21h
Informações: (083) 3214.8270 – 3214.8303 – 8852.5530.
Email: ecbartes@joaopessoa.pb.gov.br

sexta-feira, junho 25, 2010

A arte e a cidade


“A Arte e a Cidade” é o tema da mostra individual itinerante do artista plástico paraibano, escultor e designer, Erickson Britto, que será aberta no primeiro pavimento da Torre Mirante, próximo dia 02 de julho, sexta-feira, às 19h00, na Estação Cabo Branco, Ciência, Cultura e Artes, localizada na Av. João Cirillo da Silva, S/N, Altiplano Cabo Branco. A entrada é gratuita com visitação pública de terça-feira a domingo das 10h às 21 horas.

A mostra tem a curadoria conjunta de Veras Barros e Lúcia França. A exposição reúne 30 obras inéditas do artista entre esculturas, maquetes de obras públicas, objetos e jóias em formas abstratas e geométricas com vocabulário próximo da tradição construtivista brasileira. Uma das peças de destaque é a ‘Saudação ao Sol’, composta de seis totens vermelhos que traz uma referência ao lugar onde o sol nasce primeiro, à natureza humana e sua relação com a divindade.

A obra “Saudação ao Sol” foi a grande vencedora do concurso público “obra pública Jackson Ribeiro”, promovido pela Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP), que será instalada na Av. Beira Rio, na confluência da avenida Rui Carneiro, local denominado Largo das Gameleiras, próximo ao Hotel Tambaú. Erickson Brito disse que tudo isso possui um aspecto subjetivo, pois será uma grande oportunidade, de devolver para João Pessoa, esse olhar inicial da volumetria, por meio dessa obra de arte pública. “É como um ciclo que se fecha em sua trajetória de vida, embora não se encerre ai, pois a busca é continua e as experiências com as formas é um exercício de possibilidades infinitas”, afirmou.

A exposição possui uma linguagem única da obra do artista Erickson Britto que celebra 30 anos de produção. Paralelamente será lançado durante a mostra o site com toda história do artista, desde as jóias, quando iniciou seu aprendizado no experimento das formas e do metal, até a produção contemporânea de objetos, esculturas e obras de grandes dimensões realizadas já este ano.

Erickson Britto é natural de João Pessoa, viveu em Recife (PE) e hoje reside em Fortaleza (CE), onde mantém ateliê. Em sua trajetória artística começou experimentando as formas através da criação de jóias. Mas, ao perceber as facilidades do ouro, fascinante por si mesmo, que invariavelmente toda obra produzida seria denominada de jóia, decide abandonar temporariamente aquele nobre mental, começando a laborar em prata, forçando-se a obter resultados, igualmente nobres, através da superação pelo design. Sua formação profissional é na área de comunicação, mas suas experiências e cursos passam também por outros seguimentos, como projetos gráficos, atividades de responsabilidade social, produção e direção de filmes institucionais, restauração de acervos de jóias, produção e curadoria de exposições. Cursos nas áreas de design, gestão da cultura, administração e preservação de reserva técnica, produção e montagem de exposições, e outros voltados para o aprofundamento da arte contemporânea. Atualmente é assessor de Comunicação do Banco do Nordeste.

Há 32 anos Erickson Britto mudou-se da Capital da Paraíba e levou consigo a observação do traçado da cidade, para a percepção da volumetria e das formas que caracterizam suas construções. As composições geométrica agrupadas, com inclinações e arquiteturas diferentes: o colonial, o barroco das igrejas, edificações dos anos 50 e entre outras. Levou consigo impresso na alma essa percepção que mais tarde trabalhou a tridimensionalidade das formas, experimentou diversos materiais como suporte, criou jóias, objetos, troféus, comendas, móveis e esculturas, viajou, conheceu ateliês na Europa e participou de Salões de Artes.

Conforme ele mesmo descreve, sua experiência de infância potencializou o destino de sua obra e ativou um mecanismo de observação da tridimensionalidade e a percepção da volumetria dos equipamentos urbanos, como, posteriormente, de outras cidades do Brasil e do mundo em que conheceu. “Quando criança, ao observar João Pessoa, a partir de uma vista aérea, ao subir no edifício mais alto da cidade tive uma sensação que me marcou: o traçado da cidade, ruas, casas, praças, edifícios, galpões, ginásios, placas sinalizadoras e fábricas formavam desenhos em blocos compactos com seus telhados de diversas águas. “Eu sempre tenho a sensação, no momento da criação, que todo projeto executado é sempre um protótipo de algo maior, para um espaço mais democrático, para o público que circula nas cidades”, disse.


O presidente da comissão julgadora do concurso Jackson Ribeiro, o escritor, artista plástico e dramaturgo W.J Solha, que também assina o catálogo de Erickon Brito afirmam que projeto Saudação ao Sol, empolgou de imediato a todos da comissão. São seis totens intensamente vermelhos, maciços e densos-evidentemente projetados para encararem o sol onde ele nasce primeiro nas Américas (João Pessoa) e que encheram olhos e a imaginação de todos, pela força de sua presença, além da clara mensagem de veneração à vida. “O coletivo sem especificação de cor, sexo, raça, representado por seis e não apenas um totem, o ambiente e o sol incorporados ao seu conceito. Impossível chegar mais perto da essência do que somos e do que precisamos: a vida e a luz. Impressionou a capacidade de dizer tanto com tão pouco. Tivemos, naquele momento, a certeza de que acabava de surgir um novo poeta da forma”, comentou Solha.

Da Jóia para a escultura - Aos poucos e como uma necessidade maior de expressão, os corpos que abrigavam jóias transformam-se em espaços públicos, e a jóia toma definitivamente a sua forma escultórica. Nascem as primeiras esculturas sob forma de pequenos troféus em prata, aço e outros materiais, que evoluem em suas formas e dimensões e invadem espaços, ambientes e cidades. “O resumo da obra desse artista pode ser conferido em ‘A Arte e a Cidade”, na Estação Cabo Branco até o próximo dia 01 de agosto.


SERVIÇO:
EXPOSIÇÃO: A ARTE E A CIDADE
Artista Plástico: Erickson Brito
Abertura: dia 2 de Julho (Sexta-Feira)
Hora: 19h00
Local: Segundo pavimento da Torre Mirante – Estação Cabo Branco, Ciência, Cultura e Artes – Altiplano Cabo Branco
Visitação pública: Terça a sexta-feira das 9h às 21h, e nos sábados e domingos das 10h às 21h
Até 6 de agosto

quinta-feira, junho 17, 2010

Projeto Arraiá da Estação


Quadrilha CANGACEIROS DO SERTÃO se apresenta no ARRAIÁ DA ESTAÇÃO neste sábado

O projeto Arraiá da Estação apresenta duas novas atrações neste sábado (19). Trata-se da apresentação da Quadrilha Cangaceiros do Sertão, a partir das 16h00, no anfiteatro da Estação Cabo Branco, Ciência, Cultura e Artes (ECARTES), localizada na Avenida João Cirillo da Silva, s/n, Altiplano Cabo Branco. A entrada é aberta ao público.

Cangaceiros do Sertão surgiu no Bairro dos Estados, bairro de classe média alta da cidade de João Pessoa, com o propósito de resgatar adolescentes da periferia da situação de risco social em que se encontram. Nestes 16 anos de existência participou de vários eventos e fez muitas apresentações pelo Nordeste. O grupo recebeu vários prêmios, a exemplo de Melhor Quadrilha Junina em Natal (RN), Melhor Quadrilha, da série D, do Festival de Quadrilha Junina de Pernambucano e no Pará como Melhor Grupo Folclórico.

Atualmente é presidida pelo quadrilheiro Ginaldo José da Silva e possui 40 integrantes. Neste ano eles se apresentam no Festival de Quadrilhas promovido pela Fundação Cultural de João Pessoa (FUNJOPE) e Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP) com o tema “Casamento em São João é tradição! Vamos dançar na Cangaceiros do Sertão”. Nesta apresentação de sábado na Estação eles apresentam um pouco do que vai acontecer no Festival de Quadrilhas no centro histórico da cidade.

A quadrilha Cangaceiro do Sertão vem acompanha do grupo Alegria do Forró que tocará o melhor do forró pé de serra do Nordeste. O grupo é composto por Roseno (zabumba), Naldinho (triângulo) e Francisco Cândido de Souza na sanfona. O grupo está na estrada há 10 anos sempre tocando bastante pelo sertão e em eventos juninos do nordeste.

PROJETO ARRAIÁ DA ESTAÇÃO – O projeto é uma iniciativa da Divisão de Programas e Atividades e Gestão Educacional da Estação Cabo Branco. A primeira edição aconteceu no passado e o sucesso foi tanto que circulou pela Estação Cabo Branco mais de 900 visitantes para assistir a apresentação das quadrilhas. O evento é realizado em seis dias do mês de junho.

O objetivo do projeto é articular iniciativas na área de cultura a fim de garantir a construção da cidadania plena às crianças e jovens do município bem como promover a divulgação da tradição deste grande festejo por meio da inserção da influência brasileira que pode ser percebida nos costumes.

Já passaram pelo Arraiá da Estação a quadrilha junina Sacode a Poeira e o trio Raízes Nordestinas, a quadrilha João Tota e o trio Bota pra Gerar e ainda estão programadas as apresentações das quadrilhas: Flor do Sertão e o grupo Marluce Forrozeira (dia 26), Quadrilha Chã de Cutia e o trio de forró Xamego Quente (dia 27) e para finalizar a quadrilha Tico Show e o Trio de Forró Ritmo Nordestino (dia 29).

SERVIÇO:
PROJETO ARRAIÁ DA ESTAÇÃO
Apresentação da quadrilha CANGACEIROS DO SERTÃO E O GRUPO ALEGRIA DO FORRÓ
Sábado (19)
Hora: 16h00
Local: Anfiteatro da Estação Cabo Branco, Ciência, Cultura e Arte – Av. João Cirilo Silva, s/n, Altiplano Cabo Branco.
Entrada: Gratuita
Informações: 3214.8303/8270
Email: ecbartes@joaopessoa.pb.gov.br

Artes Plásticas


A exposição AMOR e SOLIDARIEDADE é vista por mais de dois mil estudantes da Capital e mais de sete mil turistas

Dois mil setecentos e cinquenta e oito estudantes de escolas públicas e privadas da cidade de João Pessoa já visitaram a exposição individual do artista plástico Abelardo da Hora intitulada “Amor e Solidariedade”, que se encontra aberta a visitação pública nos jardins e segundo pavimento da Estação Cabo Branco, Ciência, Cultura e Artes (ECARTES), localizada na Avenida João Cirillo da Silva, Altiplano Cabo Branco.

No livro de visitas da Estação Cabo Branco está registrada também a presença de 7.033 pessoas, entre turistas e visitantes em geral. A turista, Elizabeth Salviano, do Estado do Pará, disse que é a primeira vez que vem a João Pessoa e está encantada com a exposição. “Pena que muitos brasileiros não tem a oportunidade de deslumbrar tamanha beleza”, acrescentou Elizabeth que veio com a família festejar o São João Pessoa.

A mostra é uma parceria entre o Instituto Abelardo da Hora (IABH) e Estação Ciência, Cultura e Artes que trouxe para João Pessoa 130 obras do artista. Além das esculturas estão expostas desenhos, gravuras, pinturas e salvas de vários momentos dele.

A montagem envolveu uma equipe de aproximadamente 70 pessoas do Instituto Abelardo da Hora (IAH) e servidores da Logística da Estação Cabo Branco, com apoio da Secretaria de Infra Estrutura (SEINFRA). Nesta montagem foram utilizados 2 caminhões Munck´s, uma vez que alguma pessoas pesam cerca de 500 quilos.

As peças estão dispostas em dois lugares da Casa. Na área externa estão as obras maiores e mais pesadas do artista. Na parte interna, instalada no segundo pavimento da Torre Mirante, estão expostas 113 obras entre elas esculturas em concreto e bronze, painéis cerâmicos e esculturas em pequenos formatos, bustos e relevos escultórios.

A curadora da Estação Cabo Branco, a artista plástica, Lúcia França, disse que as obras maiores foram distribuídas nos jardins da Casa sem que houvesse nenhuma agressão ao meio ambiente e ao gramado. No local em que estarão instaladas as obras foram preparadas bases, estilo “cobogramas”, que são ecologicamente corretas para receber essas peças. A exposição ficará no local até o dia o dia 8 de agosto, com visitação pública de terça a sexta-feira, das 9h00 às 21h00 e nos sábados e domingos das 10h00 às 21h00.

SOBRE ABERLARDO DA HORA

Abelardo da Hora nasceu no ano de 1924. É natural de São Lourenço da Mata (PE). Formado pela Escola de Belas Artes do Recife, conviveu com nomes como Vicente do Rêgo Monteiro e Hélio Feijó. Vanguardista, foi um dos fundadores da Sociedade de Arte Moderna do Recife e um dos precursores da arte cinética no país. Mestre de toda uma geração de artistas pernambucanos de renome, partindo de Francisco Brennand até José Cláudio, Corbiniano Lins, Guita Scharifker, Gilvan Samico, Wellington Virgolino, entre outros.

A curadora geral da Estação Cabo Branco, a artista plástica Lúcia França, disse que Abelardo da Hora é um dos poucos escultores expressionistas de vulto em plena atividade no país. Ele foi um dos fundadores do Movimento de Cultura Popular e o mentor da ideia básica anos antes de sua realização, calcando grande parte de sua vida no ensino gratuito de arte aos novos talentos e na integração de todas as artes em uma espécie de universidade aberta.

As obras de Abelardo da Hora, a maioria de estilo estão espalhadas por todo o mundo: China, França, Estados Unidos, Suíça, Rússia, e na antiga Tchecoslováquia. No Brasil integra os acervos do Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro, Museu do Solar do Unhão na Bahia, MASP (Coleção Pietro Maria Bardi), MAC da USP, MAMAM do Recife e em inúmeras coleções particulares. Incontáveis são as exposições - individuais e coletivas - que integrou: todos os países da Europa, Mongólia, Argentina, Canadá e EUA (incluindo individual na Biblioteca do Congresso), entre tantos, já receberam suas obras. Diversas vezes premiado em Salões de Artes Plásticas em todo o país, desde a década de 1950 é Delegado em Pernambuco da Secção Brasileira da Internacional de Artes Plásticas ligada à UNESCO, além de ser um dos fundadores da ABDE em Pernambuco.

Vasta é a referência bibliográfica sobre Abelardo da Hora. Vão desde as maiores enciclopédias do país (a Delta Larrousse e a Barsa) até a trabalhos importantes sobre a arte Brasileira, como o livro Expressionismo no Brasil - Heranças e Afinidades da Fundação Bienal (1985), A Coleção Arte no Brasil da Editora Abril, História Geral da Arte no Brasil, com coordenação de Walter Zanini, dentre muitos catálogos e livros nacionais e internacionais.

SERVIÇO: EXPOSIÇÃO: ABELARDO DA HORA – 60 ANOS DE ARTE
Até o dia 8 de agosto
Local: Estação Cabo Branco, Ciência, Cultura E Artes – Altiplano Cabo Branco
Visitação pública: Terça a sexta-feira das 9h às 21h, e nos sábados e domingos das 10h às 21h

sábado, junho 12, 2010

O Retorno


O bom filho a casa retorna.
Portas abertas
Janelas e frestas gigantes.
Sabe que nem tudo será como antes. Mas que será bom retornar.
O bom filho a casa retorna.
E retornou.
Entornou sua vida no dormente da porta.
E a cara torta dos que lhe censuram coloca no bolso.
O bom filho que retorna é o mais moço
Come o almoço
Como se nunca tivesse saído de lá.
(Poeta desconhecido).

sexta-feira, setembro 25, 2009

Semana Municipal de Ciência e Tecnologia acontece na Estação Cabo Branco, Ciência, Cultura e Artes

O evento este ano tem como
tema “Ciência no Brasil”



A VI Semana Municipal da Ciência e Tecnologia (SMUCIT) acontecerá em João Pessoa, no período de 29 de setembro a 2 de outubro, na Estação Cabo Branco, Ciência, Cultura e Artes, localizada na Avenida João Cirillo Silva, s/n, Altiplano Cabo Branco. O evento, que tem como tema “Ciência no Brasil”, será constituído por apresentação de trabalhos de conclusão de curso das estações digitais e a palestras versando sobre a temática.

A abertura será nesta terça-feira (dia 29 de setembro), a partir das 14h00, no auditório da Estação. A programação do dia conta ainda com a palestra “A Ciência no Brasil”, com o professor Doutor Valdir Bezerra, às 15h30 tem início às apresentações das estações digitais.

Na quarta-feira, dia 30 de setembro, os professores Doutor Zaqueu Ernesto e Carlos Antônio Cabral, ministram palestra “Alternativas Energéticas para a Paraíba” seguida das apresentações das estações digitais. No dia 1 de outubro acontecerá a palestra intitulada “Beleza e Assimetrias no Universo” proferida pelo professor Doutor Dionísio Bazeia. O evento se encerra no dia 2 de outubro com novas apresentações das Estações Digitais e solenidade de entrega dos certificados das estações.

Todas as pessoas podem participar das atividades da Semana Municipal da Ciência e Tecnologia, que está inserida no programa da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia que acontece em várias partes do país no período de 19 a 25 de outubro de 2009. A Semana Nacional existe no Brasil desde 2004 e tem alcançado êxito com uma participação crescente a cada ano de pessoas e instituições de pesquisa e ensino. No ano passado foram realizadas cerca 11.000 atividades em 450 municípios.

O secretário adjunto da Ciência e Tecnologia, Rubens Freire, disse que a semana pode ser um momento de descoberta de talentos e vocações para a ciência. Talentos e vocações que requisitam uma dinâmica depotencialização e esta se inicia na educação formal. Ciência, Tecnologia e Inovação são vistos com um tripé essencial para o desenvolvimento humano. O desenvolvimento científico está intimamente ligado com a educação formal. É na escola, segundo ele, onde aprendemos a fazer ciência.

“A Semana Nacional de C&T é uma oportunidade impar da sociedade, em particular para a juventude em idade escolar, ter alguns momentos de formação para as ciências com efeitos diretos sobre o processo educacional”, acrescentou Rubens Freire.

A SMCT tem o objetivo de mobilizar a população, em especial crianças e jovens, em torno de temas e atividades de Ciência e Tecnologia, valorizando a criatividade, a atitude científica e a inovação. Pretende mostrar também a importância da C&T para a vida dos cidadãos e para o desenvolvimento do país. Ela possibilita, ainda, que a população brasileira conheça e discuta os resultados, a relevância e o impacto das pesquisas científicas e tecnológicas e suas aplicações.


SERVIÇO:
VI SEMANA MUNICIPAL DA CIÊNCIA E TECNOLOGIA (SMUCIT)
Tema: Ciência no Brasil
Período: 29 de setembro a 2 de outubro de 2009
Local: Auditório Estação Cabo Branco, Ciência, Cultura e Artes - Avenida João Cirillo Silva, s/n, Altiplano Cabo Branco.
Entrada aberta ao público.
Fone: 83. 3214. 8303 - 3214.8270 - 8802-3255

Email: fabath-ecartes@joaopessoa.pb.gov.br

Exposições de arte na Estação Cabo Branco


Três grandes exposições de arte permanecem abertas ao público neste final de semana na Estação Cabo Branco Ciência, Cultura e Artes, localizada na Avenida João Cirillo Silva, s/n, Altiplano Cabo Branco. No primeiro andar da torre da Estação cerca de 160 artistas plásticos paraibanos estão expondo suas obras. A mostra surgir da ideia de valorizar os artistas locais. A mostra, intitulada “Coletânea Paraibana” tem como proposta fazer uma viagem no tempo e na história.

A Coletânea Paraibana reúne obras de artistas plásticos de várias gerações, desde Pedro Américo a estudantes do curso de artes visuais da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) com as mais várias técnicas e linguagens plásticas. São xilogravuras, pinturas, serigrafia, cerâmica, escultura, fotografia, arte eletrônica, grafitte, com os mais variados materiais, cores e formas.

A mostra é puro lirismo artístico, que se mostra através da arte, que não representa o mundo, mas o apresenta. “Tornando os artistas elos entre o ser interior e o mundo que o envolve. São sonhos, cores e formas que trazem o universo particular de cada artista”, comentou a curadora da mostra, a artista plástica Lúcia França.

No local o público irá encontra obras de Pedro Américo, Simeão Leal, Gustavo Moura, Cristina Strapação, João Câmara, José Altino, Josenildo Suassuna, Kaka Santa Cruz, Nai Gomes, Regis Cavalcanti, Sérgio Lucena, Shiko, Tamara Sorrentino, Tito Lobo, Unhandeijara Lisboa, W. Solha, Wilson Figueiredo e outros.

Um dos destaques desta mostra é a obra de Pedro Américo, intitulada “Cristo Morto”, e o caderno de desenhos do pintor, que fazem parte do acervo do Museu Pedro Américo, administrado pela Prefeitura Municipal de Areia (PB). No local o público visitante vai encontrar alguns pertences de Pedro Américo, a exemplo da mala pessoal e a caixa de pincéis (pertencente ao MURA – Museu Regional de Areia, administrado pela Paróquia Nossa Senhora da Conceição).

Entre outras obras de importância estão: uma tela de João Câmara (Elegia a Walt Disney), da década de 1970, uma obra de José Lira (Retrato de José Américo), a famosa “Salomé” de Sérgio Lucena e obras de acervo de Arthur Cantalice. Conta ainda com duas telas de Ivan Freitas, intituladas “Ponto de Cem Réis” e “O Pôr do Sol no Jacaré”. Ivan Freitas, falecido em 2004, no Rio de Janeiro, teve suas cinzas jogadas na praia do Poço (litoral norte do Estado da Paraíba) em 2004. E também obras de Simeão Leal, que estão sob a guarda do Iphaep.

As obras ficarão expostas a visitação pública na Estação Cabo Branco até o dia 4 de novembro de 2009 de terça a sexta-feira, das 9h00 às 17h00. Nos finais de semana e feriados, das 10h00 às 18h00.

IMAGEM DA PALAVRA - Também permanece no local até o dia 4 de outubro no segundo andar da torre mirante da Estação Cabo Branco. Parte da obra do artista chega ao público paraibano através de uma seleção de dez das suas preciosas iluminogravuras – obras hoje tão raras quanto originais, ferros de marcar gado, vistos por Ariano como elementos de uma heráldica brasileira e popular e desenhos para ilustração de um romance nunca publicado. A mostra contará ainda com vários audiovisuais compilados por Tiago Martins a partir de três documentários, dirigidos por Marcus Vilar, Cláudio Marzo e Douglas Machado.

Tanto este estudo dos símbolos da chamada “civilização do couro” quanto as iluminogravuras estão ligados ao movimento armorial proposto por Suassuna. Originalmente atribuído ao “conjunto de insígnias, brasões, estandartes e bandeiras de um povo”, a palavra armorial ganhou, através do Mestre Suassuna, um novo significado. Passou a designar criações que buscavam nas tradições populares brasileiras – a literatura de cordel, os poemas dos cantadores, a xilogravura, os estandartes e danças dos folguedos – os elementos para a construção de uma arte erudita essencialmente nacional.

Na concepção das iluminogravuras, Ariano também se inspirou nas tradições medievais. A técnica de iluminura era praticada por monges na Idade Média. Eles costumavam adornar as páginas de manuscritos com motivos florais e geométricos, capitulares rebuscadas e figuras fantásticas, que cobriam as margens do papel, emoldurando o texto. Na versão armorial, Ariano combinou a antiga iluminura com a gravura. As imagens de cavaleiros, cruzes, animais e armas são penetradas pela palavra.

Afinal, foi mesmo de um romance que surgiu o artista gráfico Ariano Suassuna. Na meninice, Ariano teve algum aprendizado de desenho e pintura. Ao iniciar a redação do seu monumental Romance d’a pedra do reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-volta, decidiu ilustrar ele mesmo o livro. Ao contrario das gravuras convencionais, as que compõem o romance têm papel estrutural na história – são assinadas por um dos personagens e citadas no texto.

Mais tarde, em 1980, Ariano aprofundou o processo de fusão entre texto e gravura em uma caixa com dez pranchas: Sonetos com Mote Alheio. Para fazer as matrizes, Ariano combinava os poemas manuscritos a desenhos em nanquim, em papel branco. As cópias eram feitas em uma gráfica, pelo processo off-set. Cada uma das 50 cópias era, então, trabalhada individualmente a mão, colorida a guache, tinta a óleo e aquarela, tornando-se peça única. Em 1985, o processo foi repetido em uma nova caixa de dez pranchas: Sonetos de Albano Cervonegro, apresentados nesta mostra, novamente com 50 exemplares (mais tarde, foram reproduzidos alguns exemplares extras, a pedido de amigos).

Para descrever as imagens, pode-se usar as características que Ariano cita como típicas da pintura armorial: “parentesco com o espírito mágico e poético do romanceiro e das xilogravuras populares do Nordeste; ausência de perspectiva, de profundidade ou relevo, ou então, perspectiva, profundidade e relevo apenas indicados; uso predominante de cores puras, distribuídas em zonas achatadas; desenho tosco e forte, quase sempre contornado, como herança da pintura popular; semelhança com os brasões, bandeiras e estandartes dos espetáculos nordestinos; parentesco com o espírito da cerâmica e da tapeçaria.”

Nas duas coleções, muitos dos títulos dos sonetos aparecem em uma tipografia peculiar. Trata-se do alfabeto Armorial, criado por Ariano a partir dos símbolos utilizadas por famílias nordestinas para marcar o gado. Depois de ler o pioneiro estudo de Gustavo Barroso sobre o tema, Ariano encontrou os registros do antepassado Paulino Vilar sobre os ferros usados pela família. A partir destas notas, estudou os seus significados simbólicos, como eram transmitidos de pai para filho e as alterações que sofriam ao longo do tempo. O resultado da pesquisa foi o livro Ferros do Cariri — Uma heráldica sertaneja (1974) e 25 letras de um alfabeto compostas pelo escritor a partir das formas dos ferros: troncos, cruzes, puxetes, mossas e pés-de-galinha.

O abecedário tem inspirado vários projetos gráficos, especialmente os ligados ao escritor. Nele, mais uma vez, Ariano Suassuna empresta à palavra uma dimensão estética, como disse certa vez ser o seu objetivo: “Unir o texto literário e a imagem num só emblema, para que a Literatura, a Tapeçaria, a Gravura, a Cerâmica e a Escultura falem, todas, através de imagens concretas, firmes e brilhantes, verdadeiras insígnias das coisas.”

Aproximar o grande público da obra gráfica e plástica de Ariano Suassuna é o objetivo maior da mostra A Imagem da Palavra, produzida pela CAMARA – Museologia, com o patrocínio da Companhia Hidroelétrica do São Francisco – CHESF. As obras ficarão expostas a visitação pública na Estação Cabo Branco até o dia 4 de outubro de 2009 de terça a sexta-feira, das 9h00 às 17h00. Nos finais de semana e feriados, das 10h00 às 18h00.

CONTEMPORÂNEOS PARANAENSES - Artistas plásticos do Estado do Paraná também estão expondo seus trabalhos em João Pessoa. Trata-se da exposição “Contemporâneos Paranaenses” que teve abertura oficial terça-feira (15 de setembro), na Estação Cabo Branco, Ciência, Cultura e Artes localizada na avenida João Cirillo Silva, s/n, Altiplano Cabo Branco. A mostra estará aberta a visitação pública até o dia 30 de setembro.

São 28 artistas plásticos paranaenses e ao todo 30 obras de arte das mais variadas técnicas e estilos, acrílica sobre tela, fotografia aplicada sem tecido, foto sem lona, instalações, lâminas de vidro com desenhos com caneta para retro projeção de medida variável e outros. As obras integram o acervo do Atelier de Arte Contemporânea e do Centro de Arte Contemporânea do artista plástico Edílson Viriato. As telas e obras fazem parte da história do Paraná e seus artistas conhecidos nacional e internacionalmente.

A exposição apresenta manifestações estéticas, poéticas e formais que levam o expectador ao mundo particular e criativo de cada artista. As obras associam linguagens, elementos e materiais dos mais diversos.

O artista plástico e curador desta mostra, Edilson Viriato, diz que o olhar faz com que o artista integre os contrastes para a existência ligando a mente e a paixão. “Lirismo ou caos a expressão esta no processo com o amanhã entre as bases do passado e as manifestações dos traços e volumes, evolução dos gestos e manchas”, comentou Viriato, artista com mais de 15 anos de experiência do Atelier que leva o mesmo nome.

SERVIÇO: EXPOSIÇÕES
COLETÂNEA PARAIBANA – até o dia 4 de novembro
IMAGEM DA PALAVRA – até o dia 4 de outubro
CONTEMPORÂNEOS PARANAENSES - até o dia 39 de setembro

Visitação: Terça a sexta-feira, das 9h00 às 17h00. Nos finais de semana e feriados, das 10h00 às 18h00.
Local: Estação Cabo Branco - Avenida João Cirillo Silva, s/n, Altiplano Cabo Branco

Bastidores da Aeronaútica Europeia


São 24 imagens de autoria do
fotógrafo Antonie Gonin


Prossegue até o dia 29 de setembro na Estação Cabo Branco Ciência, Cultura e Artes a exposição “Bastidores da Aeronaútica Européia”, com fotografias de Antonie Gonin. A Estação Cabo Branco está localizada na Avenida João Cirillo Silva, no Altiplano Cabo Branco.

A exposição Bastidores da Aeronaútica Européia faz parte dos eventos alusivos as comemorações do Ano da França no Brasil e é uma parceria entre a Prefeitura Municipal de João Pessoa, Aliança Francesa e Estação Cabo. A mostra contará com 24 fotografias tiradas pelo fotógrafo profissional Antonie Gonin, especialista em fotografias industriais e publicitárias de aviões. A mostra oferece uma visão espetacular da tecnologia desenvolvida pelo grupo European Aeronautic Defence & Space Company (EADS). Antoine Gonin percorreu a Europa para a realização destas fotografias que representam os principais setores de atividades da EADS.

Gonin nasceu no ano de 1951, Gonin se especializou, após os estudos de fotografia, em imagem industrial e publicitária. Por anos a fio ele soube capturar imagens espetaculares, quer se tratasse do maior avião de passageiros do mundo, de supercondutores ou de aviões em túnel de vento. Ele sabia valorizar os aspectos espetaculares da tecnologia, graças a um senso perfeito da composição e a um talento raro para jogar com a iluminação.

A EADS é uma empresa líder mundial em aeronáutica. Foi criada em julho de 2000 pela fusão da Aerospaciale Matra S.A. (França), da Construcciones Aeronáuticas S.A. (Espanha) e da Daimler Chrysler Aerospace AG (Alemanha). A EADS se associou ao desenvolvimento científico e tecnológico das empresas associadas mundialmente, assim como às universidades e laboratórios dos países com os quais o grupo desenvolve uma atividade industrial.

A EADS registrou em 2005 um volume de negócios de 34,2 bilhões de euros e empregou cerca de 113.000 pessoas em todo o mundo. O Grupo EADS inclui a construtora de aviões Airbus, a maior produtora mundial de helicópteros, Eurocopter e o empreendimento conjunto MBDA, líder mundial no setor de mísseis. A EADS é igualmente a sócia majoritária do consórcio Eurofighter, a empreiteira principal do lançador do Ariane, a arquiteta do avião de transporte militar A400M e a maior sócia industrial do sistema de navegação por satélite europeu, Galileu.

Após sua criação, a EADS viveu formidáveis transformações, que permitiram à empresa determinar sua liderança tecnológica nos aviões de transporte civil bem como na indústria espacial e de defesa. Mas isto é meramente uma etapa suplementar para a EADS, na busca incessante de inovações a serviço de seus clientes. A indústria aeroespacial deve investir maciçamente e de forma contínua na pesquisa tecnológica para preparar o futuro. Os produtos se destinam a permanecerem operacionais durante decênios. Em nível mundial, a EADS é a empresa do setor aeronáutico/espacial/de defesa que mais investiu com seus próprios fundos em pesquisa e desenvolvimento: 2,1 bilhões de euros em 2005.

SERVIÇO: BASTIDORES DA AERONÁUTICA EUROPEIA
Período: 11 de setembro até 29 de setembro de 2009
Local: Estação Cabo Branco, Ciência, Cultura e Artes - Avenida João Cirillo Silva, no Altiplano Cabo Branco.
Fone: 83. 3214.8303
Informações: www.eads.com
antoine.gonin@wanadoo.fr

domingo, agosto 16, 2009

Exposição de Ariano Suassuna é aberta na Estação Cabo Branco

“A Imagem da Palavra” é o nome da exposição que o professor, escritor, gestor cultural e artista gráfico Ariano Suassuna abre nesta quarta-feira (19), às 19h00, na Estação Cabo Branco, Ciência, Cultura e Artes localizada na Avenida João Cirillo Silva, s/n, Altiplano Cabo Branco. Logo após a abertura haverá apresentação do Grupo Armorial Motiva, regido pelo músico Roberto Araújo.

Parte da obra do artista chega ao público paraibano através de uma seleção de dez das suas preciosas iluminogravuras – obras hoje tão raras quanto originais, ferros de marcar gado, vistos por Ariano como elementos de uma heráldica brasileira e popular e desenhos para ilustração de um romance nunca publicado. A mostra contará ainda com vários audiovisuais compilados por Tiago Martins a partir de três documentários, dirigidos por Marcus Vilar, Cláudio Marzo e Douglas Machado.

Tanto este estudo dos símbolos da chamada “civilização do couro” quanto as iluminogravuras estão ligados ao movimento armorial proposto por Suassuna. Originalmente atribuído ao “conjunto de insígnias, brasões, estandartes e bandeiras de um povo”, a palavra armorial ganhou, através do Mestre Suassuna, um novo significado. Passou a designar criações que buscavam nas tradições populares brasileiras – a literatura de cordel, os poemas dos cantadores, a xilogravura, os estandartes e danças dos folguedos – os elementos para a construção de uma arte erudita essencialmente nacional.

Na concepção das iluminogravuras, Ariano também se inspirou nas tradições medievais. A técnica de iluminura era praticada por monges na Idade Média. Eles costumavam adornar as páginas de manuscritos com motivos florais e geométricos, capitulares rebuscadas e figuras fantásticas, que cobriam as margens do papel, emoldurando o texto. Na versão armorial, Ariano combinou a antiga iluminura com a gravura. As imagens de cavaleiros, cruzes, animais e armas são penetradas pela palavra.

Afinal, foi mesmo de um romance que surgiu o artista gráfico Ariano Suassuna. Na meninice, Ariano teve algum aprendizado de desenho e pintura. Ao iniciar a redação do seu monumental Romance d’a pedra do reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-volta, decidiu ilustrar ele mesmo o livro.

Ao contrario das gravuras convencionais, as que compõem o romance têm papel estrutural na história – são assinadas por um dos personagens e citadas no texto. Mais tarde, em 1980, Ariano aprofundou o processo de fusão entre texto e gravura em uma caixa com dez pranchas: Sonetos com Mote Alheio. Para fazer as matrizes, Ariano combinava os poemas manuscritos a desenhos em nanquim, em papel branco. As cópias eram feitas em uma gráfica, pelo processo off-set. Cada uma das 50 cópias era, então, trabalhada individualmente a mão, colorida a guache, tinta a óleo e aquarela, tornando-se peça única. Em 1985, o processo foi repetido em uma nova caixa de dez pranchas: Sonetos de Albano Cervonegro, apresentados nesta mostra, novamente com 50 exemplares (mais tarde, foram reproduzidos alguns exemplares extras, a pedido de amigos).

Para descrever as imagens, pode-se usar as características que Ariano cita como típicas da pintura armorial: “parentesco com o espírito mágico e poético do romanceiro e das xilogravuras populares do Nordeste; ausência de perspectiva, de profundidade ou relevo, ou então, perspectiva, profundidade e relevo apenas indicados; uso predominante de cores puras, distribuídas em zonas achatadas; desenho tosco e forte, quase sempre contornado, como herança da pintura popular; semelhança com os brasões, bandeiras e estandartes dos espetáculos nordestinos; parentesco com o espírito da cerâmica e da tapeçaria.”

Nas duas coleções, muitos dos títulos dos sonetos aparecem em uma tipografia peculiar. Trata-se do alfabeto Armorial, criado por Ariano a partir dos símbolos utilizadas por famílias nordestinas para marcar o gado. Depois de ler o pioneiro estudo de Gustavo Barroso sobre o tema, Ariano encontrou os registros do antepassado Paulino Vilar sobre os ferros usados pela família. A partir destas notas, estudou os seus significados simbólicos, como eram transmitidos de pai para filho e as alterações que sofriam ao longo do tempo. O resultado da pesquisa foi o livro Ferros do Cariri — Uma heráldica sertaneja (1974) e 25 letras de um alfabeto compostas pelo escritor a partir das formas dos ferros: troncos, cruzes, puxetes, mossas e pés-de-galinha.

O abecedário tem inspirado vários projetos gráficos, especialmente os ligados ao escritor. Nele, mais uma vez, Ariano Suassuna empresta à palavra uma dimensão estética, como disse certa vez ser o seu objetivo: “Unir o texto literário e a imagem num só emblema, para que a Literatura, a Tapeçaria, a Gravura, a Cerâmica e a Escultura falem, todas, através de imagens concretas, firmes e brilhantes, verdadeiras insígnias das coisas.”

Aproximar o grande público da obra gráfica e plástica de Ariano Suassuna é o objetivo maior da mostra A Imagem da Palavra, produzida pela CAMARA – Museologia, com o patrocínio da Companhia Hidroelétrica do São Francisco – CHESF.

GRUPO ARMORIAL MOTIVA – O grupo Armorial Motiva é um grupo de câmera instrumental que faz parte do Projeto de Música da Escola Motiva e tem como objetivo de pesquisar e valorizar a música nordestina e brasileira, como também promover e incentivar novos talentos musicais na escola. A primeira apresentação do grupo aconteceu no dia 19 de maio de 2007 e desde então vem sendo convidado para apresentações dentro e fora do Estado da Paraíba.

O grupo é conduzido pelo maestro, arranjador e professor Roberto Araújo. A maioria dos integrantes tem idade que varia entre 18 anos a 21 anos. Hoje o Armorial Motiva é formado por: Marcelino Vasconcelos (assistente e violino), Maria Gabriela Rocha (violinoII), Caio Alves Diniz (violoncello), Mateus Vidal Paulino (II Violoncello), Luiz Limeira R. Ribeiro (Flauta transversal), Gabriel Gomes Tizey (II Flauta transversal), Júlio César Souza de Lucena (Acordeon), Nelson Túlio de M. Lima (violão solo), Ernando Tales de M. Lima (violão harmonia), Gabriel José da Rocha Candeia (Cavaquinho), Antonio da Gama Gonçalves (cavaquinho), Alma Desirée Queiroga (Contrabaixo), Roberto Sousa de Lucena (bateria), Daniel Pires Ribeiro (percussão), Letícia Oliveira Batista (percussão), Inaiá Telino de Abreu Machado (percussão e voz).

No repertório desta apresentação estão incluídas as músicas: Romance da Bela Infanta (anônima do séc. XVI); Rabecão (Antúlio Madureira), Aspecto de uma feira (Sagrama), Santa Morena (Música Flamengo), Jacó do Bandolin; Suíte Nordestina (Homenagem à Luiz Gonzaga), Dança do Mergulhão (Domínio Público), Bachianas Brasileira n.05 (Heitor Villa Lobos), Feira de Mangaio (Sivuca - Re-leitura e adaptação Roberto Araújo), Brasileirinho (Waldir Azevedo), Rasga Nordeste (Antonio Nóbrega).

MOVIMENTO ARMORIAL - O movimento cultural Armorial foi oficialmente lançado, em Recife (PE), no dia 18 de outubro de 1970, e idealizado pelo escritor, professor, gestor cultural e artista gráfico Ariano Suassuna. O movimento tinha como objetivo de produzir uma arte erudita brasileira a partir das raízes populares, ou seja, a fusão da criatividade da música popular, na busca de qualidade Erudita.

SERVIÇO:
A IMAGEM DA PALAVRA – ARIANO SUASSUNA
Abertura: 19 de agosto (quarta-feira)
Hora: 19h00
Local: Estação Cabo Branco Ciência, Cultura e Artes - Avenida João Cirillo Silva, s/n, Altiplano Cabo Branco.
Período da Exposição: 19 de Agosto a 04 de Outubro de 2009
Horário de Funcionamento da Estação:
Terça a Sexta - 09 às 17h
Sábados e Domingos - 10h às 18h
Fone: 83. 3214. 8303 - 8802-3255
Email: fabath-ecartes@joaopessoa.pb.gov.br
Imprensa: Adriana Crisanto – 83. 8823. 2233 – 8770.5958
Email: adrianacrisanto@yahoo.com.br

CAMARA - MUSEOLOGIA E AÇÃO CULTURAL
ALUIZIO CÂMARA
Local: 2º Pavimento da Torre
Aluizio Camara
Fone: 81.8648.0108 - 3221.1574
Email: camara.museo@gmail.com

sexta-feira, julho 24, 2009

Cancelada apresentação da Orquestra de Câmara de João Pessoa neste domingo


A ESTAÇÃO CABO BRANCO, CIÊNCIA, CULTURA E ARTES comunica que não haverá apresentação neste domingo (26), da ORQUESTRA DE CÂMARA DA CIDADE DE JOÃO PESSOA, no auditório da Estação, localizado no Altiplano Cabo Branco. O CANCELAMENTO se deve aos problemas técnicos e artísticos da Orquestra de Câmara. A ESTAÇÃO CIÊNCIA pede desculpas ao público e INFORMA que nova data estará sendo agendada pela Orquestra para apresentação.

Tela Verde exibe oito curtas em João Pessoa


Oito curtas metragens sobre o meio ambiente estarão sendo exibidos no Salão de Convenções da Estação Cabo Branco, Ciência, Cultura e Artes neste final de semana. As exibições fazem parte do projeto Circuito Tela Verde que prosseguirá até o dia 30 de julho na Estação Ciência, localizada no Altiplano Cabo.

Neste sábado (25), a partir das 11h, na Sala de Convenções 2, serão exibidos os filmes: “Antes que a Casa Caia”, “Roda Viva”, “Apertando o Mangue” e “Mulheres do Âncora”. As apresentações são seguida por debates orientados pelos educadores da Secretaria de Meio Ambiente da Prefeitura e dos gestores educacionais da Estação Cabo Branco; Walcira Costa, Verônica Sousa, Wertevan Fernandes e Cássia Freitas.

O filme “Antes que a casa caia” mostra a vida simples de pessoas que residem próximas as barreiras de uma pedreira. A segunda exibição “Roda Viva”, às 11h40, mostra a transformação da Lagoa de Araruama, que antes era viva e importante geradora de riquezas, mas a poluição, a construção civil desordenada e as ações irresponsáveis do homem fizeram a bela água escurecer, afastaram os peixes e os turistas, e transformaram as salinas em grandes condomínios.

Apertando o Mangue trata de um filme que mostra a importância do mangue na visão de um nativo que faz uma reflexão sobre o homem e a natureza em uma cidade em crescimento.

No domingo (26), a partir das 11h, será exibido “Mar Cigano” um vídeo que mostra qual a relação do homem com a natureza e sobre o avanço do mar. “Lá é mais difícil” é o filme da sequência que fala sobre jovens da zona urbana e da zona rural comentando sobre suas realidades de vida. Outro curta de destaque é “Encontro das Águas” que retratada a vida dos pescadores, o conhecimento empírico sobre a natureza. O último curta do dia chama-se “Vento Corredor” em que questiona sobre os conflitos entre a segurança, a moradia e os cuidados com a natureza das pessoas que moram próximas ao Parque Nacional da Restinga em Jurubatinga.

Circuito – No último final de semana o Circuito Tela Verde trouxe para a Estação Cabo Branco cerca de 300 pessoas vindas de várias partes da cidade e turistas que visitavam a Paraíba.

O Circuito Tela Verde constitui-se em um projeto construído em parceria entre o Ministério do Meio Ambiente (MMA) e o Ministério da Cultura (Minc) que visa estimular as atividades de educação ambiental através da linguagem audiovisual, com uma mostra de vídeos que traz experiências de projetos ambientais. O Tela Verde chega a João Pessoa através da Secretaria do Meio Ambiente (Semam) com parceira com a Estação Cabo Branco, Ciência, Cultura e Artes para exibição das películas. A mostra de vídeos passou por várias capitais brasileiras, incluindo estruturas educadoras, a exemplo de Salas Verdes, instituições articuladoras de Coletivos de Educadores, Pontos de Cultura, Cineclubes, instituições de ensino, associações comunitárias, organizações indígenas.

Cada espaço receberá um kit contendo cinco DVD’s, manual de orientações sobre como organizar a mostra com a sinopse dos vídeos e o material de divulgação. Este circuito reúne 30 vídeos de curta metragem, num total de mais de cinco horas de exibição.

Os vídeos foram produzidos como parte de um processo de educação ambiental, de caráter crítico e participativo, com envolvimento direto das comunidades na produção dos vídeos, utilizando metodologias de Educomunicação. Trazem uma importante contribuição para compreender como as comunidades tomam parte nos processos da gestão ambiental pública.

Todos eles foram realizados pela Abaeté Estudos Socioambientais, entre 2007 e 2008, utilizando a linguagem de cinema e ferramentas da antropologia, para a elaboração de diagnósticos socioambientais. Por seu caráter inovador, o projeto, em 2008, recebeu o prêmio Brasil Ambiental, um dos mais importantes do país.

O Circuito Tela Verde é uma das ações de Educomunicação do DEA/MMA, em sintonia com os princípios do Programa Nacional de Educação Ambiental.

SERVIÇO:
MOSTRA TELA VERDE

Sábado (25) – Antes que a casa caia, Roda Viva, Apertando o Mangue e Mulheres do Âncora
Domingo (26) – Mar Cigano, Lá é mais difícil, Encontro das águas, Vento Corredor
Horário: 11h00 até 18h00
Local: Sala da Convenções 2 – Estação Cabo Branco, Ciência, Cultura e Artes
Fone: 3214.8303
Email: ecbartes@joaopessoa.pb.gov.br

Programa Ciranda Curricular promove novas oficinas neste final de semana


O público que visitar neste final de semana a Estação Cabo Branco Ciência, Cultura e Artes, localizada na avenida João Cirilo Silva, s/n, Altiplano Cabo Branco poderá participar das oficinas de recreação, quadrinização, contação de histórias e música. No sábado (25) serão ministradas as oficinas de recreação e quadrinização e no domingo (26) as oficinas de Contação de Histórias e Música. Todas as atividades acontecem na Sala de Práticas Educacionais, a partir das 10h00, com os arte-educadores: Edson Nascimento, Hausman Santos, José Carlos e Raimundo Severino, ambos do Ciranda Curricular, um programa de arte-educação e inclusão que busca criar na escola um espaço de interação entre toda a comunidade. As experimentações são gratuitas para as todas as idades. Não é necessário inscrição prévia.

“As oficinas do Programa Ciranda Curricular que também são oferecidas durante a semana, além do caráter educacional e lúdico, objetivam incluir socialmente pessoas de todas as idades com conhecimentos diversificados num mesmo ambiente e por esses aspectos estamos obtendo ótimos resultados”, explicou a Coordenadora de Gestão Educacional da Estação, Cássia Freitas.

OFICINAS – A Oficina de Recreação resgata brincadeiras antigas, cantigas de roda etc. Atua no sentido da socialização dos participantes e principalmente das crianças. É uma oficina basicamente de muito divertimento e descontração. O ministrante da oficina de recreação, Edson Nascimento, explicou que a oficina de recreação trabalha com aspecto lúdico que envolve as emoções, relembram brincadeiras do passado, desenhos, jogos educativos, músicas que faz com que desperte nos participantes a imaginação sejam eles vindos de escolas, turistas ou visitantes que passam pela Estação.

A oficina de Quadrinização é oferecida para qualquer pessoa que pode vivenciar também uma incrível experiência. A arte dos quadrinhos agrega além da ludicidade, a oportunidade de promover o desenvolvimento de várias competências relacionadas à criatividade, a lógica, a percepção, além da relação próxima com a construção de processos informais de leitura e escrita determinantes para o sucesso da escolaridade formal.

Na oficina o instrutor usará as técnicas da perspectiva anatômica, noções de desenho, mostrará como se produz uma tirinha, como se constrói um layout, um store board e um fanzine. A oficina de Contação de Histórias, por sua vez, objetiva estimular a imaginação das crianças e também adultos. Cada participante através das dinâmicas realizadas na referida oficina poderá criar e tornar-se personagem de qualquer estória.

Música (violão) - O participante tem o acompanhamento de um músico e aprende noções básicas das setes notas musicais (dó, re, mi, fá, só, la, si , dó). Alguns participantes ao ouvir o tom, os acordes do violão sentem afinidade com o instrumento e conseguem identificar as notas básicas com facilidade.

PROGRAMA - O Ciranda Curricular é um programa de arte-educação e inclusão que busca criar na escola um espaço de interação entre toda a comunidade. As atividades acontecem aos sábados através de oficinas artísticas, educativas e profissionalizantes que são ofertadas para estudantes, familiares e comunidade em geral. Não há qualquer restrição no que diz respeito à faixa etária, sexo, etnia, credo e escolaridade.

O programa está na Estação Cabo Branco há cerca de um ano e tem atraído pessoas de várias idades e movimentado bastante a casa nos dias semana e nos finais de semana. A todo o momento os oficineiros (com são chamados as pessoas que ministram as oficinas) estão circulando pela Estação convidando os visitantes a participarem das oficinas na sala de práticas educacionais.

A programação não pára por ai. No próximo mês tem mais. No sábado dia 01 de agosto, haverá oficina de Percussão Corpórea com arte-educador Hausman Santos. Na oficina o instrutor usará as técnicas da perspectiva anatômica, noções de desenho, mostrará como se produz uma tirinha, como se constrói um layout, um store board e um fanzine.

A Estação Cabo Branco Ciência, Cultura e Artes funciona de terça a sexta no horário de 9h00 às 17h00. No sábado e domingo as atividades começam as 10h00 e se estendem até as 18h00. Maiores informações para participar das oficinas do Ciranda Curricular, através do fone 3214.8303 ou pelo email.ecbartes@joaopessoa.pb.gov.br

SERVIÇO:
Programa Ciranda Curricular
Oficinas de Recreação, Contação de Histórias e Música
Sábado (25) e Domingo (26)
Hora: 10h00
Local: Sala de Práticas Educacionais da Estação Cabo Branco Ciência, Cultura e Artes
Informações: 83.3214.8303.

Grupo Viver a Inclusão é atração deste sábado na Estação


O Grupo “Vem Viver a Inclusão” fará estreia do espetáculo de teatro e dança intitulado “Força que Nunca Cessa”, neste sábado (25), no auditório da Estação Cabo Branco, Ciência, Cultura e Artes. A entrada é franca e está prevista para começar às 16h30.

A montagem consiste na encenação de teatro e dança que foi preparada para ser encenada em um festival em comemoração ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), por meio de trabalhos artísticos, promovido pela Secretaria de Desenvolvimento Social. No passado, o grupo competiu com os grupos de pessoas sem deficiência e ficou em 2° lugar na Categoria de Teatro.

Grupo “Vem Viver a Inclusão” consiste num coletivo de música, teatro e dança formado pelos usuários do Centro Municipal de Inclusão, o qual visa a Habilitação e a Reabilitação, por meio de serviços especializados, de crianças, adolescentes e jovens com deficiência, distúrbio de comportamento e/ou de aprendizagem, buscando dar-lhes condições para o exercício pleno de sua cidadania.

O Grupo deu início aos trabalhos em abril de 2006 apenas com Teatro, buscando fortalecer, evidenciar e ampliar as potencialidades dos participantes. Neste mesmo ano foram implantadas as aulas de Musicoterapia e, em outubro de 2007, as aulas de Educação Física Adaptada, onde, além da área desportiva, um trabalho de dança vem sendo desenvolvido.

O objetivo principal do grupo é propiciar interação, socialização e desenvolvimento global diante das necessidades individuais de cada um. Neste sentido, o que é enfatizado é o desenvolvimento das habilidades de cada um, torna-se o ponto alto do trabalho.

Atualmente, o grupo conta com cerca de 40 participantes, o qual tem como responsáveis a professora de Teatro Lisianne Saraiva, o musicoterapeuta Wmarley de Azevedo e a educadora física Joana Alves.

SERVIÇO:
ESPETÁCULO: FORÇA QUE NUNCA CESSA
Sábado (25)
Hora: 16h30
Local: Auditório da Estação Cabo Branco, Ciência, Cultura e Artes.
A entrada é gratuita,