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segunda-feira, janeiro 10, 2022

Vanessa da Mata apresenta show inédito na Casa Natura Musical


    No dia 2 de fevereiro a cantora Vanessa da Mata se apresenta na Casa Natura Musical. Os organizadores comunicam ao público que a casa será obrigatória a apresentação da carteirinha de vacinação contra COVID-19 atualizada com no mínimo duas doses ou dose de reforço. Durante toda a permanência na Casa, é obrigatório o uso de máscara. Todos os artistas e equipes farão testes antes das apresentações. 

    Para quem tiver comprado ingresso e apresentar sintomas, ainda que leves, a Casa orienta a não comparecer ao show e contatar o atendimento do espaço via e-mail para mais informações. Vanessa da Mata é uma das sócias do espaço. “Esse show foi idealizado especialmente para a Casa Natura Musical. Vamos abrir os caminhos de 2022, ano que também comemoramos cinco anos da nossa parceria com Natura Musical”, comenta a artista, que é da religião candomblé, filha de santo e conhecedora e praticante do espiritismo", comentou. 

    No repertório, o público pode esperar grandes sucessos revisitados da trajetória de 20 anos de carreira da cantora, que promete um show emocionante e com muita espiritualidade para marcar o seu reencontro com os palcos e com o público. Abençoada inicialmente por Chico César e Maria Bethânia, Vanessa continua, fazendo a ponte perfeita entre regionalismo, vida urbana e, mais do que nunca, a poesia e o amor, sendo uma das vozes femininas mais emblemáticas da música popular brasileira. 

    Com sete discos solos lançados e dois CDs/DVDs ao vivo, Vanessa foi vencedora do Grammy Latino de 2009, com o álbum Sim na categoria melhor álbum de pop contemporâneo brasileiro. Entre os seus principais sucessos, estão Não me deixe só, Ainda Bem, Ai, Ai, Ai, Boa Sorte/Good Luck, Baú, Amado, O Tal Casal, As Palavras e Só Você e Eu. “Reabriremos nossas portas para artistas que olham para o futuro e ecoam os movimentos da cultura popular brasileira. Gente que pulsa, ritualiza, faz nossos olhos brilharem, quem nos emociona”, disse Michelly Mury, curadora da Casa. Michelly reforça que, para os meses da reabertura presencial, a agenda de shows será marcada por artistas de gerações, ritmos e públicos diversos, complementando por meio da curadoria os objetivos centrais do equipamento cultural.

    O retorno ao palco físico não anula as transformações pelas quais o equipamento cultural passou no último ano: comprometida com a potência democratizadora de suas redes, a Casa mantém suas editorias online, conciliando a programação offline com as ações digitais que fizeram tanta companhia ao público até agora. Atuando muito além dos seus 1600m², a Casa volta com a proposta de ser um espaço que dá sentido real às palavras “inclusiva” e  "sustentável'', se reafirmando como o lugar das pessoas apaixonadas por música que acreditam num futuro coletivo construído na base da ética e do afeto. 

    “São quase dois anos de muito trabalho à distância, criando e co-criando a partir da música e da arte para mobilizar corações e mentes”, disse Suyanne Keidel, diretora executiva da Casa Natura Musical. “Esse reencontro vai ser importante.  Temos novos desafios e as lições que tiramos desse período de pausa vão permanecer conosco. Estamos vindo com muitas ideias na cabeça e conscientes das nossas responsabilidades”, completou. Além do retorno dos shows, a diretora também garante que o equipamento cultural prepara eventos e experiências a fim de explorar toda a potência do seu espaço físico e digital. “Já em fevereiro, a nossa plataforma de arte digital, o NA FAIXA, que fica na fachada da Casa, também receberá uma nova mostra com assinatura dos nossos parceiros do Coletivo Coletores”, completa. O espaço está acompanhando todas as orientações dos órgãos responsáveis de saúde para orientar o público sobre medidas de segurança.  

Casa Natura Musical 

    Inaugurada em maio de 2017, a Casa Natura Musical é palco de diferentes ritmos, movimentos e artistas de todo Brasil. Mais que uma casa de shows, a Casa atua como um equipamento cultural que promove reflexões com o público em busca de um mundo mais plural, e sustentável, através de shows, eventos especiais, mostras de arte digital e conteúdos nos seus canais de comunicação. O espaço fica localizado no bairro de Pinheiros em São Paulo, e seus conteúdos ultrapassam os limites geográficos dos canais digitais para Brasil e mundo. 

Sobre Natura Musical 

    É a plataforma de cultura da marca Natura. Desde seu lançamento, em 2005, o programa investiu cerca de R$ 174,5 milhões no patrocínio de mais de 518 projetos - entre trabalhos de grandes nomes da música brasileira, lançamento e consolidação de novos artistas e projetos de fomento às cenas e impacto social positivo. Os trabalhos artísticos renovam o repertório musical do País e são reconhecidos em listas e premiações nacionais e internacionais. Em 2020, o edital do Natura Musical selecionou 43 projetos em todo o Brasil e promoveu mais de 300 produtos e experiências musicais, entre lançamentos de álbuns, clipes, festivais digitais, oficinas e conferências. Em São Paulo, a Casa Natura Musical se tornou uma vitrine permanente da música brasileira, com uma programação contínua de lives, performances, bate-papos e conteúdos exclusivos, agora digitalmente. 

Vanessa da Mata | Dia de Iemanjá 

Dia 2 de fevereiro, quarta-feira, 21h. Abertura da Casa: 19h30 

Fonte: Revista de Cultura de Ricardo Bello

Casa José Américo de Almeida abre programação com o evento "Museu José Américo na Casa dos 40"


    Teve início nesta segunda-feira (10), a partir das 17h, a programação cultural da Fundação Casa de José Américo (FCJA), em João Pessoa. O evento intitulado ‘Museu José Américo na Casa dos 40’ foi aberto com a exposição ‘Gente de Casa’ (pinturas do artista Tônio, ilustrador do jornal A União), e ‘Baú do Escritor’ (anotações, livros e memórias de Zé Américo). Teve ainda a apresentação do Quarteto de Cordas da Eeman. A solenidade coincide com a celebração dos 135 anos de nascimento do patrono e dos 40 anos de instalação do Museu Casa de José Américo. 

    Na exposição ‘Gente de Casa’, foram selecionadas 12 personalidades, relacionadas com José Américo, quer por meio do convívio direto com o escritor e político, ou por integrar a lista dos que repercutiram sua vida e obra. Foram pintados pelo artista Tônio o historiador e professor José Octávio de Arruda Mello; a secretária particular de José Américo, Lourdinha Luna, por várias décadas; o escritor, pesquisador e crítico de cinema Wills Leal; o professor, crítico literário, escritor e teatrólogo Virgínius da Gama e Melo; e a professora, escritora e crítica literária Ângela Bezerra de Castro. 

    Além do  professor, filósofo e escritor Neroaldo Pontes; o escritor e professor Juarez da Gama Batista; o jornalista, escritor e cronista Gonzaga Rodrigues; o escritor, historiador e pesquisador Deusdedit de Vasconcelos Leitão; a professora e escritora Adylla Rabello; o médico, escritor e professor Astênio César Fernandes; e a escritora, professora e crítica literária Elizabeth Figueiredo Agra Marinheiro. 

    O público terá a oportunidade de conferir parte de um rico acervo de José Américo na exposição ‘Baú do Escritor’. O material estava guardado no Museu e só agora resgatado para o inventário (na foto). Segundo a gerente executiva da Biblioteca, Nadígila da Silva Camelo, é constituído por obras raras, livros, jornais, revistas, folhetos e plaquetes, totalizando cerca de 1.500 itens, sendo a maioria das publicações datada do início e segunda metade do século passado. O presidente da Fundação Casa de José Américo, Fernando Moura, ao falar sobre o início das atividades culturais 2022, destacou que isso representa o marco inicial de ano promissor de efervescência cultural, com a instituição se incorporando às atividades comemorativas dos centenários da Semana de Arte Moderna e do lançamento do primeiro livro de José Américo, ‘Reflexões de uma cabra’. 

    Nadígila Camilo revela que o acervo possui raridades, a exemplo de Sollemne distribuição de prêmios do Seminário Episcopal e Collegio Diocesano da Parayba do Norte, autoria do Padre Alfredo Pegado, datado de 1903, onde consta o nome do aluno José Américo de Almeida entre os primeiros colocados em cada disciplina. O anteprojeto de Constituição elaborada pela comissão nomeada pelo chefe do Governo Provisório, em 1933, o Plano da Viação Nacional do Ministério da Viação e Obras Públicas, de 1936, a edição de bolso Constituição dos Estados Unidos do Brasil, publicada pela Imprensa Nacional, em 1947, com encadernação contendo o nome do Senador José Américo, Fisiologia dos Tabus de Josué de Castro, de 1938. Inscrições rupestres no Brasil, de Luciano Jacques de Moraes, 1924. Pela União Nacional, de Alceu Amoroso Lima (Tristão de Ataíde), de 1942, da natureza afetiva da forma na Obra de Arte de Mário de Pedrosa, de 1949”.  

    O acervo do ‘Baú’ consta ainda de publicações em línguas estrangeiras (inglês, francês, espanhol, italiano e português de Portugal), a exemplo de ‘Le rire de Henri Bergson’, de 1947. ‘Le retour’ de Michel Bergson, de 1964. Suécia – anuário de 1929, ‘Veite Siglos de vida judia em Tierra Santa de Dan Bahat’, de 1976. Dentre os periódicos, há uma considerável quantidade de revistas de circulação nacional: Fatos e Fotos, Manchete, O Cruzeiro, Realidade e Veja, as quais cobrem o período histórico da metade da década de 1940 até a década de 1970 do século XX, além de uma pequena quantidade de revistas estrangeiras: Time, Life, Tout Savoir, L’express. 

    “Encontramos, ainda”, detalha Nadígila, “publicações seriadas de diversas instituições públicas e privadas de todo o território nacional. Também faz parte dessa composição bibliográfica relatórios, anais, jornais, boletins de instituições governamentais, separatas de revistas científicas de âmbito regional e nacional e internacional. Essas publicações tratam dos mais variados temas concernentes à sociedade civil organizada. Por fim, identificamos os mais variados assuntos em folhetos, como também uma boa quantidade representativa de plaquetes de personalidades da literatura e da política nacional e estrangeira, a saber: Câmara Cascudo sobre o pelourinho, 1950, Joaquim Inojosa sobre movimento imaginário, 1972, Jomar Souto Itinerário lírico, 1962, Veríssimo de Melo sobre movimento modernista, 1971 sobre Salazar, 1953, sobre o recebimento por José Américo do título de Doutor Honoris Causa da UFPB, 1971, e muito mais. Durante o levantamento dessa coleção, podemos observar um número considerável de publicações que possuem dedicatórias para José Américo, nos livros presenteados por escritores, pesquisadores, amigos e admiradores”, conta ela.  

    A equipe da Biblioteca encontra-se empenhada nos trabalhos para o reconhecimento de todo o material e disponibilização de mais informação a respeito da coleção o mais breve possível, para dar acesso à sociedade dos estudos e pesquisas.
Fonte: Espaço PB com Secom-PB 

sexta-feira, janeiro 07, 2022

Cia Oxente de Teatro faz ensaio aberto no Sesc Goiânia (PE) com espetáculo "Formigas bebem absinto no Armazém do Caos"

 



    Com texto do professor, ator e diretor paraibano Everaldo Vasconcelos dará início neste sábado (8), a partir das 17h, no Teatro do Sesc, em Goiânia Pernambuco, o espetáculo "Formigas Bebem Absinto no Armazém do Caos", produzido pela Companhia Oxente de Teatro. 

    Formigas Bebem Absinto no Armazém do Caos é um espetáculo que fala de questões essenciais do Brasil contemporâneo, por meio de experiências de um grupo de teatro em uma noite de ensaio. A Companhia Oxente de Teatro foi fundada no município de Alagoa Grande (PB), no dia 17 de agosto de 1983 e desenvolve um processo de trabalho fundamentado na investigação do universo regional nordestino. Desde que foi criado se apresentou em festivais de teatro obtendo êxito da crítica e do público.

    O espetáculo é dirigido e encenado por José Manoel Sobrinho. Direção de Arte de Tainá Macedo. Assistente de Direção de Arte – Tina Medeiros. Direção Musical de Samuel Lira. Músicas de Genário Dunas e Misael Batista. Improvisação Corporal – Larissa Santana. Designer de Luz, Operação de iluminação, Técnico e Operador de Audiovisual – Bruno Vinelli. Confecção de Luminárias Cênicas – Diego Nogueira. Tem no elenco: Anderson Lima – Eduardo/Dudu; Antônio Deol – Zé Rodolfo; Larissa Santana – Luiza; José Maciel – Vagabundos/Aristóteles; Margarida Santos – Mara; Mônica Macedo – Raiz; Emmanuel Vasconcelos –  (o filho) e Baixista.

quinta-feira, janeiro 06, 2022

Bar Café Usina reabre nesta sexta-feira (7) com o forró do trio "Arrumadinho"



O Bar Café da Usina, em Tambiá, estará nesta sexta-feira (7) reabrindo suas portas a partir das 21h. A atração do dia será o trio de forró Arrumadinho e no dia 8 de janeiro, sábado, para quem gosta do bom e velho rock tem a Beatles Tribute Band. Vale lembrar que o Café agora está com nova administração, depois da saída do músico Rivaldo Dias, hoje na Funjope, quem está a frente é outro grande músico local, o violonista André Correia.

O espaço passa a contar com a produção musical de outro músico, Allan Pessoa, que organizou para Janeiro uma vasta programação. Confira abaixo a agenda de Janeiro do Bar Café da Usina:


Dia 7 - Forró Arrumadinho

Dia 8 - Beatles Tribute Band

Dia 13 - Jazz de Quinta

Dia 14 - Marcella Maul

Dia 15 - Tiago Valério

Dia 20 - Kalm Jazz Trio

Dia 21 - Tony Silva

Dia 22 - Severino Ayres

Dia 28 - Rafael Chaves Trio

Dia 29 - Allan & Os Personas


    A programação do Café também pode ser conferida diariamente nos perfis da internet: @cafedausina e @usinaenergisa

Sarau Poético movimenta no Hotel Globo neste sábado (8)

     Para quem está em João Pessoa de férias a pedida deste sábado (8), 16h, no espaço de arte do Hotel Globo, no Varadouro, é ir assistir o sarau poético "A poesia no pôr do sol", organizado pelo selo Literatura Feminina, em parceria com o Sarau das Pretas de Natal, no Rio Grande do Norte. E de quebra prestigiar o belo espetáculo do pôr do sol no Rio Sanhauá, um braço do Rio Paraíba.

        O evento é o primeiro do ano e consiste em um intercambio cultural entre Paraíba e Rio Grande do Norte. Contando com Artane Inarde (Belo Horizonte/MG-Natal/RN); Jeovânia P. (Bayeux/PB-Natal/RN); Helena Monteiro (São Gonçalo do Amarante/RN); Rejane Sousza (Nísia Floresta/RN) e Rosangela Nascimento (Pipa/RN). De Natal/RN participará Eva Potiguar, Idyane França, e João da Rua. E de João Pessoa/PB teremos a presença de Bianca Rufino, Anna Apolinário, Jennifer Trajano, Débora Gil Pantaleão, Rose Pereira, Suênia Amani, e Nara Santos.

    Será sem dúvida um encontro de poetisas e poetas contemporâneos e ao mesmo tempo uma celebração a arte. A entrada é gratuita.




terça-feira, dezembro 28, 2021

Músicos da Banda 5 de Agosto são exonerados para cumprir Termo de Ajustamento de Conduta (TAC)


    Os músicos da Banda 5 de Agosto, patrimônio cultural da cidade de João Pessoa, recebeu o comunicado no final da tarde de ontem, segunda-feira (27), que estariam exonerados, dentre estes os mais antigos da banda. Em seus 57 anos de história a banda perde músicos renomados de seu quadro e gera na área cultural uma verdadeira indignação. 

    O atual diretor executivo da Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope), Marcus Alves, confirmou o afastamento dos músicos, que já não haviam recebido seus salários neste mês de dezembro. A Funjope é o órgão responsável por administrar a Banda 5 de Agosto e a Orquestra Sinfônica do Município de João Pessoa. De acordo Marcus Alves, a decisão foi tomada com o intuito de cumprir o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). A banda, segundo ele, vai permanecer, mas, com um número reduzido de músicos. “Estamos apenas cumprindo uma determinação do MP após TAC assinada pelo ex-prefeito Luciano Cartaxo. Mantemos 25 músicos na banda 5 de agosto. E vamos aguardar parecer do MP para mantermos os demais músicos, assim como outros servidores da Funjope. Tudo feito com tranquilidade e orientação jurídica. Isso ocorreu em várias secretarias da administração, pois o TAC assinado pelo Cartaxo era para todos”, disse Marcus Alves. 

    Este termo TAC consiste em um acordo que é realizado entre os gestores públicos e o Ministério Público, com o objetivo de proteger direitos de caráter coletivo. Trata-se de um título executivo extrajudicial, que contém pelo menos uma obrigação de fazer (ou de não fazer). A finalidade é impedir a continuidade de uma situação de ilegalidade e assim evitar uma ação judicial. 

    Como se faz no bom e velho jornalismo ético eu tentei desde ontem o dia inteiro falar com alguns músicos da Banda 5 Agosto, mas, todos eles tem medo de represálias, medo de ser penalizado, medo de perder o único sustento que tem, sim porque ainda existe a promessa de que irão ser recontratados, mas não vão, muitos não irão mesmo, porque essa é a lógica do mercado político e das instituições públicas que fazem essas higienizações de tempos em tempos. É cruel, maltrata e desgasta a saúde das pessoas. E quem acha que esse tipo de coisa é relativo e normal isso nunca será normal, pois não se relativiza a vida humana de quem realmente necessita, de quem trabalhou uma vida inteira prestando serviço a uma instituição pública calado, sofrendo todo tipo de pressão psicológica e muitas vezes assédio moral. 

    Para quem não sabe ou desconhece a riqueza cultural de nossa cidade fica sabendo que a Banda 5 Agosto nasceu maio de 1964 e funcionava extraoficialmente até 20 de outubro do mesmo ano, quando o então prefeito da época, Domingos Mendonça Neto, sancionou a Lei nº 620, institucionalizando-a com este nome em homenagem à fundação da capital paraibana. Daí me vem na cabeça um primeiro questionamento que faço aos advogados e entendidos no assunto: Pode um órgão criado por lei sem findado? Pode a administração pública ter esse tipo de conduta? Ou seja, exonerar os músicos sem pagar os salários pelo tempo trabalhado? 

    Se o intuito do TAC é impedir uma situação de ilegalidade que a banda tinha, o que dizer então da Orquestra do Município que foi criada para ter um número x de músicos e hoje tem 70 músicos prestadores de serviço. Serão estes também exonerados?

    Do ponto de vista musical todos sabem que uma boa banda de música clássica e uma orquestra perde muito em qualidade quando não se tem o número de músicos adequados e necessários. O som sai ruim, um músico que tocava flauta transversal é substituído por um teclado eletrônico e isso muda muito na sonoridade, nem precisa ser músico para saber, basta apenas gostar de escutar música. Sem falar que músico também adoece, pega dengue, covid, catapora, sarampo e gripa. Na falta de um precisa-se substituir por outro. 

    Esse tipo de higienização que sempre fazem nas orquestras e bandas de música públicas vez por outra acaba desprezando um pouco a história das bandas e grupos, história dos próprios músicos que faziam ou fazem parte do corpo até então. E isso não por uma atitude de gestão política simplesmente arbitrária. Mas, porque aquelas, as legislações e acordos não permitem que um músico/servidor possa permanecer por muito tempo dentro de uma instituição prestando serviço. E em se falando em áreas como música e comunicação são casos excepcionais em que nada é levado em consideração pelos tais TAC´s e PAC´s da vida. Aliás, os órgãos públicos fazem concurso para todas as áreas, mas a de música, comunicação e artes são sempre esquecidas, porque pode-se terceirizar ou mesmo “jogar milho para os pombos”. Porque é mais fácil colocar um amigo eleitor da cultura qualificado que executa bem seu trabalho no lugar de um babão de primeira linha. Daí eu pergunto novamente: Cadê o tal TAC que é coletivo? 

    A Banda 5 de Agosto quando foi criada tinha um número x de músico, já teve 52, 54 músicos e estava se sustentando com 50 músicos e mais um regente oficial, um assistente e um arquivista. Desde que foi criada era regida pelo maestro e fundador, Adelson Machado, e tendo como regente adjunto o maestro Rogério Borges, mestre em Educação Musical, ou seja, é conduzida por pessoas com grande profissionalismo musical. 

    banda se apresenta nos principais eventos promovidos pela PMJP executando um repertório que vai do clássico ao popular, com marchinhas, valsas, maxixes, baiões, frevos, dobrados e outros ritmos. Quando os gestores querem eles vão tocar o hino da Paraíba e do Brasil nas solenidades políticas. Em sua trajetória, a Banda 5 de Agosto tocou com vários artistas de renome, como o maestro Wagner Tiso (com quem gravou um DVD), Valmir Vieira (Tubista do Sexteto Brasil), Heleno Feitosa (Costinha), JPSax, e o maestro Duda do Recife, considerado um dos melhores arranjadores do século XX, desenvolveu trabalho com compositores e intérpretes do Nordeste, sempre divulgando os artistas da terra. 

    É lamentável que fatos assim ainda estejam acontecendo e sendo colocado a culpa na pandemia do Covid-19 ou no cumprimento do tal TAC do MP, quando muitas vezes é apenas um problema de administração pública, com secretarias inchadas de políticos e politiqueiros no controle de suas cúpulas. Ou mesmo na ausência de Política Públicas de Cultura, que dê direito as pessoas produzirem sua arte, sua cultura, sem falar que elas ajudam o Estado, um município a não perder sua identidade e história.


Texto: Adriana Crisanto Monteiro (jornalista)
Foto: Rafael Passos

domingo, dezembro 26, 2021

Júnior Cordeiro lança “Infinito Migrar” no primeiro dia do ano

 


 

O primeiro dia do ano começa com música nova e de qualidade nas plataformas digitais da globosfera. Trata-se do novo trabalho do músico paraibano, Júnior Cordeiro, “Infinito Migrar”, o oitavo da carreira do artista que abriu as asas para voar neste tempo pós-pandemia. O álbum estará disponível, a partir de meia noite do dia Internacional da Paz, coincidentemente o dia do aniversário de 40 anos do artista, com treze músicas.

O trabalho autoral foi produzido em sete meses, no MF Estúdio, em Campina Grande (PB). A direção musical da obra é do próprio artista, que divide também a produção musical com Moisés Freire. Acompanham Cordeiro neste migrar os músicos da sua banda: Giordano Frag (guitarras), Kamillo Lima (Bateria), Moisés Freire (violas), Max Dias (Baixo), Cris Lima (Teclados), Sandrinho Dupan (Percussões). Houve também a participação especial de renomados músicos da cena paraibana.

Neste trabalho o compositor faz referência aos movimentos migratórios da humanidade, sobretudo os que culminaram com a formação cultural do Nordeste brasileiro. “Os caminhos da natureza dos povos migrantes, dos caminhadores que se destinaram a desbravar as lonjuras do planeta, deixando para trás saudades e memórias, mas levando vontades e sonhos”, segundo Júnior Cordeiro, movem o discurso principal do disco.

Em “Infinito Migrar” além de sua pegada tradicional hard rock, blues, progressivo e psicodélico, ele aborda com mais profundidade uma sonoridade mourisca com sons que remetem à musicalidade árabe com cítaras, darbuka, reqs e dafs que se fundem de forma harmoniosa com ritmos como baião, aboio e os tambores do maracatu.

De todos os instrumentos, o que ele usa para trazer essa musicalidade é o derbak, ou darbuka, e a tabla. A viola nordestina faz a vez da entrada da cítara árabe, que evidencia esse lado mourisco. “Faz tempo que venho pesquisando sobre isso e esse disco é essencialmente a ancestralidade de culturas, a herança deixada pelas etnias e ancestralidade do povo brasileiro”, relatou Júnior. Quanto ao processo de composição, Júnior Cordeiro compõe e arranja no seu violão e depois vai mesclando e dando sentido ao seu fazer musical, junto com sua banda, nas gravações.

O oitavo álbum remete ao “oito infinito” do ir e vir que nunca acaba, do estar sempre indo ou voltando, embarcando e desembarcando nos lugares de forma física ou não. O álbum, assim como os outros, trazem citações filosóficas e literárias bem características do poeta e professor Júnior Cordeiro. O disco Infinito Migrar, assim como o seu anterior, o #CâmaraEco, deve sair também numa edição luxuosa de LP vinil 180, ainda no primeiro semestre de 2022.

            Sobre o artista – Júnior Cordeiro começou na música ainda adolescente. No curso de história da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) teve contato com a literatura nordestina com autores como: José Lins do Rego, Ariano Suassuna e Câmara Cascudo. Daí dava início a seu interesse pela cultura regional e pelos cantadores de viola nordestina, que acabou sendo fruto de sua pesquisa de final de curso.

            Júnior Cordeiro possui oito discos gravados: Carrascais (2006), O Lago Misterioso (2011), Capa Preta (2013), Sonhos, Sertão & Loucura (2016), Céu, Hades & Outros Porvires (2018), Vênus Philipeia (2019), #CâmaraEco (2021) e Infinito Migrar (2022). Música conceitual e autoral de primeira linha no disco Carrascais, Júnior enfoca sua temática na absurdidade imagética das letras e nas críticas violentas à indústria cultural, manipuladora e interessada. No trabalho O Lago Misterioso, o músico se direciona bem mais ao Nordeste mítico e à tradição oral do seu povo, fazendo também referências à herança ibérica e moura do sertão nordestino. Temas que envolvem o realismo fantástico também são encontrados no trabalho de Júnior Cordeiro. É comum, em seus shows, Júnior Cordeiro incorporar o “Homem da Cobra”, personagem itinerante típico das feiras nordestinas, fazendo alusão a uma de suas canções do álbum O Lago Misterioso.

            No ano de 2013 ele lança “Capa Preta”. O trabalho é um mergulho no universo da magia e da feitiçaria popular. Tem como pano de fundo o livro da Capa Preta, de São Cipriano. Júnior aborda temáticas mais complexas como ocultismo e misticismo, e faz referências vários tipos de magia, desde a antiguidade até os tempos atuais. Cria um novo personagem: O Bruxo do Cariri Velho. Trechos em latim são encontrados nas letras do disco, que se revela como um minucioso trabalho sobre crença e religiosidade popular. Neste disco o som é mais pesado e viajante em relação aos trabalhos anteriores.

Em março de 2014, no Teatro Municipal Severino Cabral, em Campina Grande-PB, Júnior Cordeiro grava seu primeiro DVD, intitulado “Capa Preta”, reunindo canções dos três primeiros discos do artista. No ano de 2016, lança “Sonhos, Sertão & Loucura”, em que reúne postulações teóricas e populares sobre o universo da loucura e do onirismo, onde também apresenta o sertão mítico e encantado, tão abordado pelo autor em toda sua obra. A obra conserva o som pesado e psicodélico de Júnior em harmonia com os gêneros tradicionais de música do Nordeste.

            O disco “Céu, Hades e outros Porvires” sai em 2018 e consiste em uma imersão sonora no rock progressivo, com longas suítes e temas complexos, que se referem à teogonia, à teosofia, à metafísica e a existência humana. Em 2019, lança “Vênus Philipeia”, sexto disco do poeta paraibano. Nele o músico envereda por temas eróticos e mitológicos, ligados à capital paraibana, João Pessoa.

            O disco #CâmaraEco saiu em 2021 e o título traz o sinal de cerquila (#) de forma proposital, como ironia do artista em relação à total virtualização das ações humanas atuais. É uma obra toda voltada para a verificação da pós-modernidade líquida e globalizante, com claras influências de autores como Sygmunt Bauman. Desta vez, além do baião, o artista agrega ao seu Hard Rock elementos do Samba.

            Discografia: Carrascais (2006); O Lago Misterioso (2011); Capa Preta (2013); Sonhos, Sertão & Loucura (2016); Céu, Hades e outros Porvires (2018); Vênus Philipeia (2019); #CâmaraEco (2021) e Infinito Migrar (2022).

 

SERVIÇO:

INFINITO MIGRAR (2021/2022)

Lançamento: Dia 1º de janeiro (sábado), nas plataformas digitais

Link para as plataformas:

https://bit.ly/32Ad9Kk

Contato para shows e entrevistas:

ALMA NUA PRODUTORA - Fone: 55 83 98896-8174

Página Oficial: www.juniocordeiro.com

Email: cordeiro_junior@yahoo.com.br

Redes Sociais:

Instagram: Júnior Cordeiro Oficial -  https://bit.ly/3yRkXTY

Facebook: Júnior Cordeiro Bruxo do Cariri - https://bit.ly/3JcqIAm

 

quinta-feira, dezembro 23, 2021

Cantora Artane chega a Paraíba para encontros com artistas e demais setores culturais

Por Chico Noronha

    


A cantora-compositora já se encontra no eixo Joao Pessoa-Natal para interagir presencialmente com públicos afins durante atividades que marcam o lançamento do seu mais novo clipe ROSA DE AGORA. Ao longo de 2021 Artane esteve produzindo EP que expõe cinco musicas  em plataformas digitais 

* TATUAGEM

* ESCADA

* CORACAO LIGEIRO

* PEQUENO PLAGIO SENTIMENTAL

* ROSA DE AGORA

    O público pessoense já teve acesso as três mais divulgadas na região Nordeste: ESCADA, TATUAGEM, e CORACAO LIGEIRO. Desta vez será priorizada ROSA DE AGORA

A NOVIDADE-

MAIS UM CLIPE NAS REDES ao longo do ano. Rosa de Agora reúne parceiros de Artane Inarde em Belo Horizonte, onde a morena nascida em Natal- RN, reside e trabalha.

* Direção e roteiro

Luiza Tomagnini

* Cinegrafia e edição

Paulo Coleman

* Produção executiva

 Thiago Peixoto

* Produção Musical

Ricardo Ulpiano

Thiago Peixoto

* Produção artística

Ricardo Ulpiano

* Musico: Daniel Tamietti

Styling: Adriana Manhago

Make up/hair: Lucia Ferreira


REENCONTROS- Janeiro

Artane cumpre neste momento especial de carreira artística uma das suas principais metas que visa mostrar seu talento musical através de encontros com produtores, jornalistas, radialistas, escritores e demais interessados em conversar sobre movimentos literários que resistem em cidades como Natal e Joao Pessoa.


MULHERES QUE RESISTEM ESCREVENDO

Artane atua nas artes também pela via literária e sua participação está marcada nas publicações de coletâneas organizadas por Jovânia P.  que vem gradativamente mobilizando escritoras pretas de todas regiões brasileiras.

Artane Inarde é uma delas e destaca " nosso objetivo e realizar encontros também com gente da literatura, musica, e outros segmentos culturais com  a finalidade trocar ideias de circulação do nosso trabalho e mostrar o que temos de melhor pra oferecer através da arte popular legitimamente brasileira"

Artane vai estar no Nordeste até 15 de janeiro, circulando principalmente entre a Paraíba e Rio Grande do Norte, onde tem amigos e familiares.

sexta-feira, dezembro 17, 2021

Fagner, Robertinho do Recife, Márcio Rolim preparam projeto em homenagem a Belchior



    O cantor Fagner, Robertinho de Recife (produtor do álbum), Márcio Rolim (produtor musical), Paulo Lima (presidente da Universal Music), Ana Bueno (diretora de marketing) e Miguel Afonso (gerente de A&R) se reuniram no bairro de Ipanema, no Rio de Janeiro, para celebrar a assinatura de contrato de Fagner com a Universal Music, pela qual o artista lançou os dois primeiros discos de sua carreira, ainda como Philips, posteriormente incorporada pela Polygram (hoje Universal Music).

    Em comemoração aos 50 anos de carreira do artista, a Universal Music fará o lançamento da versão digital inédita do álbum de estreia de Fagner, “Manera Fru Fru, Manera: O Último Pau de Arara”, originalmente lançado em 1973, que traz o single “Cavalo Ferro” e a antológica canção “Mucuripe”, gravada originalmente por Elis Regina, em 1972, e posteriormente também regravada por Roberto Carlos, em 1975.

    Além da chegada de seu primeiro álbum às plataformas de streams, a companhia também fará o lançamento do novo projeto de Fagner, um álbum com canções inéditas e releituras no qual ele homenageia Belchior, um de seus grandes parceiros.

    “Estou de volta depois de 50 anos e agradeço a todos vocês que fazem a Universal Music pelo momento que vivemos hoje. Acredito que Robertinho e eu iremos tentar superar a expectativa que vocês nos depositam”, disse Fagner.

    “Estamos muito felizes em trazermos novamente para a Universal Music este grande ícone da música popular brasileira, que faz parte da história musical e da memória afetiva do nosso país. Agora sim, o bom filho à casa torna”, completou Paulo Lima.

    Raimundo Fagner é um dos maiores cantores da música latina. “Traduzir-se”, seu oitavo disco de estúdio, lançado em 1981, levou o repertório do artista para fora das fronteiras do país. Além do Brasil, o bem-sucedido projeto teve lançamento na Europa e  América Latina e vendeu ao todo mais de 250 mil cópias. Reconhecido ao longo de sua carreira com inúmeros Certificados de Ouro e Platina, Fagner já realizou parcerias com grandes nomes da música, como Paco de Lucía, Mercedes Sosa, Joan Manuel Serrat, Victor Heredia, Leon Giecco e outros. Suas composições também já foram regravadas por grandes nomes da música nacional, como Elis Regina, Roberto Carlos, Nara Leão, Chico Buarque, Cazuza e outros. Em 1968, venceu o IV Festival de Música Popular do Ceará com “Nada Sou” (com Marcus Francisco). Sua discografia consta de mais de 46 álbuns, produções e participações em discos dos mais variados artistas da música brasileira, que vão desde Nelson Gonçalves e Cauby Peixoto até Zezé Di Camargo & Luciano e Gusttavo Lima.

Fonte: Samba Brasil

Auto da Lapinha será encenado por 60 atores

 ELENCO FORMADO POR 60 PESSOAS ENCENARÁ O AUTO DA LAPINHA.

Por Chico Noronha



    O espetáculo acontecerá no dia 19/12/2021, às 18h:30, na frente da Igreja Sagrado Coração de Jesus, no Bairro Popular na Cidade de Santa Rita/PB.  A apresentação será ao ar livre e seguirá protocolo de segurança no combate a pandemia da covid 19. No imaginário cênico, a história do nascimento de Jesus se passa em uma comunidade liderada por José e Maria que lutam para manter vivo folguedo da lapinha.

   Entoada pelas jornadas, pelo colorido dos cordões encarnado e azul, pela animação das torcidas e lindas cantorias, mestra e contra-mestra narram a história do nascimento do menino Jesus, fazendo contra-ponto com o pastorzinho que duvida da gravidez de Maria, conforme anunciada pelo anjo Gabriel, até o anuncio feito pela estrela e a cigana, que o menino nasceu em Belém regado pelos festejos e louvação para o homem de Nazaré.

    A adaptação do texto foi realizada pelo ator, diretor e arte/educador Tony Rodrigues, baseado em passagens bíblicas que relatam o nascimento de Jesus. Para o diretor e produtor Adriano Araújo: A ideia principal do espetáculo é mostrar que José e Maria foram pessoas comuns, viveram em comunidade, assim como Jesus que lutou contra as desigualdades sociais, a mentira (fake news). “Trazer as manifestações populares para contação da história milenar do natal em forma de espetáculo, é dar vida e luz as memórias e vivências existentes no meio povo”.

    O |Grupo Flores Belas realiza ao auto de natal desde 2007, sempre trazendo elementos da cultura popular para contar a história do nascimento do menino Jesus,  exemplo da Nau Catarineta, do Maracatu de Pedra Fogo, dos Brincantes de Pés no chão, com intuito de popularizar o entendimento as passagens bíblicas para o entendimento da plateia. Essa será a XIII edição do espetáculo.


 Ficha Técnica

 Direção musical de Sadraque Barreto, com participação dos alunos da Orquestra do CEFEC; Captação e operação de áudio por Danilo Silva; Gravação das vozes e remasterização por Aladdim Pereira; Figurinos e adereços por Luiza Flores; Fotografia de Luiz Carlos F. Marques; Texto Adaptação Tony Rodrigues e Direção e produção por Adriano Araújo.

Realização: Associação Pro Dia Nascer Feliz, Centro Social Urbano Francisco Leocádio Ribeiro Coutinho e Grupo Flores Belas.

Contatos: (83) 996884669 – addriano@outlook.com

Erasmo Carlos lança single em homenagem à Jovem Guarda

 


"A Volta" chega às plataformas de streaming  e cantor segue em turnê com show que leva mesmo nome do projeto: “O Futuro Pertence À Jovem Guarda”

    Erasmo Carlos sempre foi um artista do futuro. Ou melhor, um artista que une presente, passado e futuro num tempo próprio, repleto de rock´n´roll e poesia, numa viagem da qual, há mais de 53 anos, ele nos convida a participar. É assim desde os anos 1960, quando foi um dos criadores da Jovem Guarda, movimento cultural que mudou o comportamento dos jovens na época e introduziu o rock no Brasil. Passando por todas estas revoluções musicais e sociais, o Tremendão chegou pleno aos 80 anos, completados em junho.

    O cantor entrou em estúdio em setembro, retomando a parceria com o produtor Pupillo e com direção artística de Marcus Preto para dar vida ao projeto “O Futuro Pertence À Jovem Guarda”. No repertório, releituras de músicas que foram sucessos com gigantes da época: Golden Boys, Vips, Renato e seus Blue Caps, Eduardo Araújo, Roberto Carlos entre outros. O cantor finalizou o projeto em novembro e logo caiu na estrada para apresentar o novo trabalho ao público em uma turnê nacional.

    Nesta sexta-feira (17), Erasmo libera o primeiro single do álbum: a faixa "A Volta”, composição de Erasmo e Roberto Carlos, grande sucesso com a dupla Os Vips. Além da disponibilidade nas plataformas de streaming pela Som Livre, a canção também chega com um lyric video no YouTube .

    A nova versão de "A Volta”, agora interpretada por Erasmo, fará parte do álbum, que será lançado no ano que vem. “O Futuro Pertence À Jovem Guarda” é um projeto de releituras de canções do movimento da Jovem Guarda. Erasmo foi um dos ícones desse movimento e gravou 8 faixas dessa época, as quais ele nunca havia gravado anteriormente. O álbum completo do projeto tem previsão de lançamento pela Som Livre para o início de 2022.

TURNÊ “O FUTURO PERTENCE À JOVEM GUARDA”

    Mais uma vez Erasmo faz sua alquimia única dos tempos e nos brinda, com sua super banda, com a recriação de hits marcantes e baladas inesquecíveis da Jovem Guarda, resgatando a pressão, a atitude, a força, o olhar amoroso, a alegria e o otimismo da criação de um mundo novo, fundamentais tanto naquela época como agora, neste futuro que já está aí.

    Erasmo apresenta músicas que se tornaram parte da história cultural brasileira - e da vida de todos nós -, além de algumas surpresas. Afinal, Erasmo nos palcos cantando “Gatinha Manhosa” o Brasil já viu. Cantando “Festa de Arromba”, também. Mas cantando " Meu carro é vermelho, não uso espelho pra me pentear”, de Eduardo Araújo, isso não foi visto. "Estou guardando o que há de bom, em mim" sucesso da dupla os Vips, também não. Acompanhado por sua banda, com o Maestro José Lourenço nos teclados, Luiz Lopes no violão, guitarra e vocal, Pedro Dias no baixo e vocal, Billy Brandão na guitarra guitarra e Rike Frainer na bateria, Erasmo apresenta um show histórico, mostrando para o Brasil onde começou este tal de rock´n roll por aqui. Dando início à turnê em novembro na cidade de Porto Alegre, O Tremendão se prepara para presentear São Paulo no dia 18 de dezembro e o show do Rio de Janeiro acontece no início do ano que vem.

"A Volta" - Erasmo Carlos

Lançamento Som Livre 

Sobre Erasmo Carlos

    Artista em permanente ebulição, efervescente, inspirado, há mais de 53 anos o Tremendão vem embalando gerações com suas canções. São mais de 500 composições que refletem, da ingenuidade da Jovem Guarda e sua doce proposta de mudanças comportamentais, à maturidade dos dias atuais, alçando Erasmo ao posto de Gigante Gentil da música brasileira (título reafirmado com o Grammy Latino 2014 de Melhor Álbum de Rock por Gigante Gentil e com sua escolha como Homem do Ano na Música da Revista GQ).


Fonte: Revista Cultural.


terça-feira, dezembro 07, 2021

Espetáculo paraibano "Maria s" vence Festival de Teatro de Igarassu e será apresentado nesta terça-feira (7)


O monólogo "Maria s" encenado pela atriz paraibana Mônica Macedo foi selecionado para o 12o Festival de Teatro de Igarassu (PE). O Festival tem início nesta terça-feira (7) e vai até o dia 11 de dezembro e deu início as apresentações públicas no município localizado na região metropolitana de Recife, mas segue todos os protocolos de segurança devido as variantes da covid19. 

“Maria´s” é dirigido pelo ator Antônio Deol e montado pela Cia. Oxente de Teatro. Tem como proposta trazer uma intimidade maior com o público e traz a plateia para cima do palco. A peça aborda temas relevantes várias de Marias que existe em todos nós.  A atriz Mônica Macedo, em entrevista ao site Bafafá, contou que o espaço cênico de ‘Maria’s’ propõe uma relação mais próxima entre intérprete e espectadoras. "Convidando ao público para o palco, propiciando uma maior interatividade/cumplicidade com o espetáculo”, comentou Mônica.

Em cena estão “Maria’s” que se dispõe a bordar e abordar um episódio final da vida da personagem Maria Stuart. Por meio dela as situações são vividas por várias mulheres. "Trazemos um período remoto em possíveis diálogos com a contemporaneidade; defendemos a libertação desse ser mulher – a libertação desse ser Maria”, resumiu a atriz sobre a sinopse do espetáculo.

Oxênte

A Cia Oxênte de Teatro, fundada na cidade de Alagoa Grande em 17 de agosto de 1983, desenvolve um processo de trabalho fundamentado na investigação do universo regionalista nordestino e suas ramificações. Em sua trajetória representou a Paraíba em vários festivais de teatro, obtendo êxito por parte da crítica e do público. Tendo conquistado diversos prêmios, já circulou em algumas capitais nas regiões do Sul, Sudeste e Norte do Brasil.

segunda-feira, dezembro 06, 2021

O Influencer Kleiton Barros realizará o seu primeiro bazar solidário com o apoio de Preta Gil


O evento acontecerá no próximo dia 19 de dezembro, na área exclusiva de um dos cartões postais de Salvador o Farol da Barra


O blogueiro é conhecido na cidade pela a sua “Influência do Bem” e costuma usá-la para realizar esse trabalho social, sempre com o auxílio de suas parcerias e do seu engajamento como figura pública. Em seu instagram ele já acumula mais de 116 mil seguidores, além de ter um trabalho social muitíssimo respeitado e sem ajuda governamental ou afins. Inclusive ele gosta de mostrar a cidade de uma forma bem irreverente, que muitos ainda desconhecem, indicando alguns lugares peculiares e curiosos. Assim também como ele influencia o seu público nos âmbitos da Beleza, Saúde, life Style, Entretenimento, Gastronomia e Moda Masculina. 

No próximo dia 19 de dezembro, ele vai realizar pela primeira vez, um o seu evento beneficente no formato de um bazar intitulado de ‘Bazar Solidário do Kleiton Barros, que terá como madrinha a cantora Preta Gil. “E estou muito feliz, pois esse o bazar conta como madrinha a minha amiga Preta Gil. É bem verdade que no momento em que eu fiz o convite a ela, na mesma hora ela aceitou cordialmente. E aí já são quase 2 meses de preparação, mas é feito com muito amor e carinho.”, disse ele. 

Todo mundo sabe que a artista, cantora, empresária e apresentadora, Preta Gil nasceu rodeada de pessoas espetaculares e que transbordam arte: filha de Gilberto Gil e Sandra Gadelha, sobrinha de Caetano e afilhada de Gal Costa. Conhecida por seu carisma, energia positiva e generosidade, Preta Gil é a personificação de uma mulher forte, empoderada e pioneira, além de ser uma grande personalidade da luta contra o racismo, gordofobia e homofobia (LGBTQIA+fobia). A artista também é uma das cantoras mais relevantes do país, que movimenta mais de 2 milhões de pessoas no Carnaval e é sócia de uma das maiores empresas de gerenciamento de carreiras do país, a Mynd. 

O local escolhido para a realização do evento será ali no Farol da Barra no Clube Cabana da Barra a partir das 10hs, com a entrada gratuita. O público poderá conferir várias roupas novas, moda masculina e feminina, vestuário e acessórios para todas as idades tudo novinho até porque estão sendo gentilmente doadas pelos parceiros solidários (lojistas de Salvador) e também por empresários do ramo. E mais, às presenças VIP dos modelos e influêncers Rangel Guiga, Jack Campello, Ingrid Fernandes, Deusa Gasparetto e Tessia Carenine. Tudo isso com toda comodidade e segurança, além de valores super acessíveis ao bolso consumidor e com roupas para todos os gostos. Inclusive vocês podem realizar as compras através das seguintes formas de pagamento como o PIX, cartões de crédito ou débito e também em dinheiro. O intuito desse evento, é de arrecadar fundos para ajudar as duas instituições filantrópicas são elas respectivamente a ‘Creche Vó Flor’ e o ‘Centro Cultural Nós por Nós’. “Realizar esse bazar solidário, sempre foi o meu sonho e objetivo. 

A finalidade dele é de ajudar as instituições que precisa desse apoio e é por esse motivo, que toda a renda será para as mesmas.”, explicou Kleiton. É importante ressaltar que o Centro Cultural Nós por Nós é uma organização não governamental (ONG) que tem sua sede na comunidade do ‘Bate Coração’ em Paripe. O projeto tem como missão, promover a inclusão e justiça social, através da arte, esporte, cultura e educação para crianças e adolescentes da comunidade, além de despertar as potencialidades e aumentar a autoestima desses jovens, colaborando para o desenvolvimento social, econômico, cultural e socioeducativo. 

A instituição fica localizada no endereço Travessa Jupará, 1A, Comunidade do Bate Coração - Paripe em Salvador-BA. contato: (71) 983845190 E-mail: centrodeculturabco@gmail.com Instagram: @centroculturalpnp Já a creche comunitária Vó Flor, atende, diariamente e de forma gratuita, cerca de 30 crianças, cujos pais são, na maioria, trabalhadores informais do bairro. 

Do momento da chegada, pela manhã, até irem embora, à noite, os pequenos são cuidados por reduzida equipe de voluntários, responsável por fazer e servir refeições, levar e buscar na escola e garantir lazer e estudo. 

A escola fica no endereço: Rua Marquês de Santo Amaro, nº 1, Largo da Madragoa - Ribeira. CEP: 40420-510 Salvador-BA FONE: (71) 99165-0238 E-mail: associacaovoflor@gmail.com Instagram: @voflor.011. 

É importante lembrar que o bazar acontecerá acatando todas as orientações de vigilância sanitária e epidemiológica no que diz respeito ao período de pandemia em que ainda estamos vivenciando. Então o de máscara será exigido durante a permanência dentro dos respectivos ambientes do todo evento. Estará disponível também álcool em gel para a higienização das mãos, além da aferição de temperatura corpórea na logo na entrada do local da convenção. 

Serviço: O que: ‘BAZAR SOLIDÁRIO DO KLEITON BARROS ‘ 
Data: 19 de dezembro 
Anfitrião: Kleiton Barros (@kleitonbarrosoficial) Madrinha: Preta Gil (@pretagiloficial) Onde: Clube Cabana da Barra Endereço: Rua Afonso Celso, N 01, Barra / Salvador. 
Informações: 71 99158-9204 Horário: A partir das 10 
Formas de pagamento: Por via pix, cartões de crédito e débito e em espécie.

*É imprescindível utilização de máscara em todo o ambiente da bazar, assim como na entrada do evento, será exigido o cartão de vacinação impresso ou digital pelo app Conect SUS contendo pelos menos umas das doses da vacina contra a Covid-19. Jornalista Responsável Van Carvalho 71-981161816