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quinta-feira, janeiro 31, 2008

"Velta" chega aos 35 anos


Emir Ribeiro lança outro volume da série da loira mais cobiçada do quadrinho paraibano

Continuando a saga da dama Velta, o quadrinista Emir Ribeiro lançou este mês em parceria com Rubens Francisco Lucchetti outro volume da série Velta, obra mais famosa do desenhista. O mestre de Velta teve seu primeiro sucesso de público e crítica em 1973, quando lançou pela primeira vez seu primeiro personagem, a jovem detetive Kátia Maria Farias Lins (Velta), com quase 18 anos na época, de olhos azuis, loira, pele branca, 2,20 metros de altura.

Uma personagem dotada de poderes especiais e disparava raios bio-energéticos sob forma luminosa, coerente, elétrica ou explosiva, por qualquer parte do corpo. Tem regeneração celular acelerada e alta imunidade às doenças. Pele resistente ao calor. A jovem era usada como cobaia da experiência de um inescrupuloso extra-terrestre de quem salvou a vida, Kátia é modificada geneticamente por uma máquina mental, que a permite, quando quiser, se transformar numa loura gigante que dispara raios pelo corpo.

A musa do quadrinista tem traços perfeitos, extremamente arredondados, recheados. Velta é o que os homens chamam de “mulherão”. Com olhos azuis, boca vermelha, seios fartos, cintura de pilão, pernas torneadas, cabelos longos louros, quadril avantajado e o que é melhor; nenhuma celulite. As roupas são mínimas e sensuais, com botas cano longo e luvas que usa para dirigir sua motocicleta. Esteticamente perfeita, aos olhos de muitos fãs, a moça caiu na graça e foi publicado em suplementos de quadrinhos que existiam em alguns jornais periódicos de João Pessoa, coordenado por Deodato Borges, outro grande quadrinista.

Nesta edição de 35 anos os desenhos são de Emir Ribeiro e o texto é de Rubens Francisco Lucchetti, uma dos mais importantes autores brasileiros. Foi o roteirista de vários filmes de Zé do Caixão. Produziu vários roteiros HQs de terror que foram desenhadas por grandes mestres da HQ nacional, a exemplo de Eugênio Colonnese, Flávio Colin e Nico Rosso. Lucchetti é autor de 1.500 livros de bolso, em que utilizou vários pseudônimos. No cinema, estreou na década de 1960, em parceria com Bassano Vaccarini. Roteirizou ainda “O Segredo da Múmia”, “As 7 Vampiras”, “O Escorpião Escarlate”, dirigidos por Ivan Cardoso. Ele é o autor do livro “No Reino do Terror” e atualmente prepara o lançamento de mais duas publicações: O Cinema de R. F. Lucchetti, O Filho de Satã, Fantasmagorias e a coletânea de quadrinhos A Múmia, com desenhos de Júlio Shimamoto.

Já Emir Ribeiro iniciou seus trabalhos com quadrinhos aos 8 anos de idade, fazendo histórias para o círculo familiar e amigos próximos. Em 1973, criou e lançou Velta, sua criação maior, no jornal mural O Comunicador, do Colégio Estadual de Jaguaribe.

Em 1975 começou a publicar nos jornais A União e O Norte, de circulação estadual, lançando outros personagens, além de Velta, como o índio Itabira (1975, em parceria com seu pai, Emilson Ribeiro), a andróide Nova e O Desconhecido Homem de Preto (estes dois últimos em 1976). Em 1978 começou a editar revistas por conta própria e colocá-las nas bancas de três estados nordestinos. O currículo do camarada é extenso. Editou cerca de quinze revistas independentes, sendo o mais recente o álbum 25 anos de Velta (1998).

Em 1980 começou a publicar quadrinhos no jornal O Correio da Paraíba, também de circulação estadual. No decorrer da carreira, participou de várias exposições em João Pessoa, PB, em outros estados como São Paulo e Rio de Janeiro, e na Europa (França). Entre 1985 e 1991, publicou trabalhos da linha erótica e terror em editoras de São Paulo, como Press/Maciota, Nova Sampa e ICEA.
Em 1989, escreveu, dirigiu, atuou e produziu o vídeo O Desconhecido Homem de Preto, sobre o personagem lançado em jornais paraibanos em 1976. O filme teve boa repercurssão local e nacional, tendo sido comentado pela revista de cinema Cinemix, o programa Documento Especial, da TV Manchete-Rio, o jornal Folha de São Paulo e foi exibido em grandes eventos de quadrinhos, como a I Bienal Internacional de quadrinhos do Rio de Janeiro.

Em 1993 começou a fazer trabalhos para editoras dos Estados Unidos, na trilha do seu conterrâneo Deodato Borges Filho, o Mike Deodato Jr. , em personagens conhecidos como O Incrível Hulk e Os Vingadores, ou pouco conhecidos como Glory, Avengelyne, Prophet e Os Protetores, entre outros.

A maioria dos trabalhos exportados tem sido como arte-finalista fantasma, onde não lhe foi dado o devido crédito, por parte dos editores e, em algumas ocasiões, levou a "alcunha" de Deodato Studios. Naquele mesmo ano de 1993, produziu o segundo vídeo: A volta do Homem de Preto, que chegou a ser exibido na TV Cultura de Minas Gerais.

Publicou história colorida de Velta na revista Metal Pesado #6 e, ultimamente, teve uma revista formatinho com Velta, lançada pela editora Escala (2002), o álbum Velta contra o Devorador (Editora Opera Graphica, 2002), o livro História da Paraíba em Quadrinhos (independente, 2003) e o outro álbum 30 anos de Velta (Opera Graphica, 2003).
Recentemente montou uma página na internet onde disponibilizou sua produção. O endereço eletrônico é o www.emirribeiro.com.br . Lá o internauta vai encontrar lista de atalhos para os personagens, como comprar as edições anteriores, galeria de fotos, notícias e falando sobre toda produção.

Adriana Crisanto
Repórter
adriana@jornalonorte.com.br
adrianacrisanto@gmail.com
Fotos: Divulgação

quinta-feira, janeiro 24, 2008

Aumenta que isso aí é “Roquenrrouuuuu”

Polícia manda parar show da
banda Zeferina Bomba no Galpão 14


Ao mesmo em que o cantor e compositor santista Luiz Melodia cantava lindamente suas canções na Praça Antenor Navarro, no centro histórico de João Pessoa, dentro do projeto Estação Nordeste, um incidente lamentável ocorria bem perto dali no Galpão 14, durante o show da banda paraibana Zefirina Bomba. O fato aconteceu na sexta-feira da semana passada, dia 18 de janeiro. O local, um dos poucos espaços para shows de música alternativa na cidade, foi invadido por policiais que abusando de sua autoridade e munidos de várias algemas obrigaram aos donos da casa e aos músicos pararem com o show.

O fato revoltou a platéia, na sua maioria adolescentes, que assistiam ao show da banda, que hoje é reconhecida pela imprensa do sul e sudeste do país. Circula na internet um vídeo no website Youtube disponibilizado por um jovem que assistia e gravava do celular o incidente. Os policiais foram vaiados, mas a situação foi contornada pelo vocalista da banda Ilson Barros que prontamente tratou de acalmar os ânimos da galera e desligou os equipamentos.

A situação revoltou a todos entendidos e não entendidos no assunto rock que se questionavam sobre o fato de que fora dali, a poucos metros e fazendo um barulho bem maior o cantor Luiz Melodia se apresentava com potência de som superior ao som do grupo. A denúncia, de acordo com algumas pessoas, teria vindo de um morador do local que sempre chama a polícia para encerra as apresentações.

O que não dá para entender é porque incidentes como estes acontecem com maior freqüência com a turma do rock, uma vez que o Forrock (casa de show localizada na Br 230), que de rock não tem nada, apela para shows de forrós de plástico e bandas do Pará, e fazem barulho tanto do lado de fora como dentro. Queria entender por que a polícia também não vai lá mandar parar a música e tirar os músicos do palco.

Desde que o mundo é mundo e que o rock é rock que fatos como este acontecem no cenário musical e não são diferentes. A irreverência e atitude dos mais jovens incomodam e há aqueles que não conseguem entender sobre a diversidade da música e apelam para posições ortodoxas faltando inclusive com respeito aos outros.

O Rock'n'Roll nasceu da mistura de três gêneros musicais distintos da música americana: blues, country e jazz. Com o passar dos anos ele mudou, foi acompanhando os mais jovens. Hoje são mais de 50 estilos diferentes e ainda é o mercado em que mais se produz Cd´s e DVD´s. O estilo é tão importante que até ganhou um dia internacional (dia 13 de julho).

Zefirina Bomba

Lamentável que fatos como este aconteçam exatamente com uma banda que está imprimindo o nome do nosso Estado brilhantemente no sul e sudeste do país. Os integrantes estão de férias em João Pessoa e avisam que outros shows estão sendo programados. Nesta sexta-feira, dia 25 de janeiro, a banda se apresenta no Sebo Cultural, às 18h00, com outros grupos locais: Rotten Flies, Letal (Sapé/PB) e João e os bons jovens (Natal/RN). No sábado a apresentação será na praça do Cajú, no bairro do Bessa.

No ano passado a Zeferina Bomba lançou o CD “Noisecoregroovecocoenvenenado”, escrito assim tudo junto, pelo selo-gravadora Trama Virtual, seu primeiro trabalho autoral. A banda, que fixou residência na capital paulista, traz neste disco um trabalho bem diferente do que vinha produzindo na garagem de casa.

Gravado no melhor estilo nordestino de se fazer rock, os produtores e a divulgação reclamaram, que a mídia local nem deu tanto destaque assim ao trabalho da banda como a imprensa do sudeste. A Folha de São Paulo, diz a produção, deu metade de uma página ao grupo da Paraíba.

Todas as quinze letras são de autoria do fundador da banda, o guitarrista, Ilsom Barros, um pernambucano, que se sente mais paraibano do que qualquer nativo. A banda amadureceu bastante e deixou de lado o estilo meio “mangue beat de ser” do início para investir num som mais pesado e ligeiro, muito embora ainda apresente numa e outra música um timbre sutil e amaneirado de ritmos nordestinos.

Munido de um violão eletrificado com cordas de aço e as vezes cordas normais de um violão antigo e surrado Ilsom Barros tira solos pesados com toda distorção necessária para o estilo de som que tentam imprimir. As letras das músicas não parecem tolas, mas estão carregadas de uma poética de cordel, como na canção “Oportunidade” em que diz: “Seu doutor me dê uma chance. Pra eu mostrar minha força. Ajuda a vingar meu sustento. E se eu tiver uma oportunidade eu lhe provo que to disposto. Me ajuda a vencer meu sustento. E mostrar que eu sei”.

A atitude irreverente do rock e toda sua indignação vem estampada na décima faixa “Vá se Foder”. A música tem poucos minutos. Você não entende muita coisa, mas como diz o próprio guitarrista, no encarte do disco: “Mas quem se importa?”. É nesse fazer de coisas que o trabalho segue irreverente e tem chamado a atenção dos ouvidos mais aguçados e exigentes do sul e sudeste do país.

“Power-trio”, “banda pós-punk” são alguns dos adjetivos que estão qualificando o grupo paraibano. Quanto surgiu, fazia parte ainda da banda o baixista Edy Gonzaga (ex-Flávio C). Hoje o grupo é formado por dois nordestinos Ilsom Barros (violão eletrificado) e Guga (bateria), e um paulista Martim (baixo) que se encantou com o trabalho do grupo desde que os viu tocar pela primeira numa noite em São Paulo. Neste trabalho ninguém é melhor que ninguém. O baixo distorcido aparece forte e com destaque na faixa 14 (HC) e a bateria exibe todo o seu peso sincopado em músicas como “A-M-N”.

O nome da banda foi dado por Ilsom quando conheceu, na infância, uma velha lavadeira que trabalhava na casa de seus pais em João Pessoa e que ganhou o apelido de Bomba por causa do barulho que fazia ao bater com a roupa molhada na pedra à beira do rio. Ilsom integrou a banda Pau de Dá em Doido (pop-rock com forte acento regional). Depois que a banda acabou resolveu buscar novos parceiros e rever seus objetivos musicais. Guga foi um dos caras que topou juntar bateria e baixo a uma certa viola-guitarra inventada pelo próprio Ilson para formar o Zefirina Bomba, cuja relação com a velha lavadeira não está somente no nome, mas também no som que os três músicos perseguem: um rock direto, de impacto, feito com vigor, como a pancada da roupa molhada na pedra.

Para quem gosta de som pesado eis a dica: o disco “Noisecoregroovecocoenvenenado”da Zefirina Bomba. É peso do início ao fim. Os ouvidos descansam um pouco apenas na 15a faixa, “Enquanto Otacílio Batista Explicava”, em que rendem uma homenagem ao repentista pernambucano Otacílio Batista. O repentista, que estava radicado em João Pessoa há vários anos, faleceu em 5 de agosto de 2003. Foi autor de livros como: Poemas que o Povo Pede; Rir Até Cair de Costas; Poema e Canções; e Antologia Ilustrada dos Cantadores, este último com F. Linhares. Versos de Otacílio foram musicados pelo compositor Zé Ramalho, dando origem à canção “Mulher Nova Bonita e Carinhosa”, gravada inicialmente pela cantora Amelinha e depois pelo próprio Zé Ramalho. A canção foi tema de uma filme brasileiro sobre Lampião, o Rei do Cangaço.

Em João Pessoa, o disco está sendo vendido na loja de discos “Música Urbana”, localizada no centro da cidade. Agora quem quiser escutar uma prova do trabalho da Zeferina pode acessar o site da Trama Virtual, através do endereço eletrônico: http://www.tramavirtual.com.br/zeferina. Lá o internauta vai encontrar também galeria de fotos, o premix do disco e algumas canções do primeiro CD-demo.

Adriana Crisanto
Repórter
adriana@jornalonorte.com.br
adrianacrisanto@gmail.com
Fotos: Divulgação

quarta-feira, janeiro 23, 2008

Doação de Sabedoria


Irradiar conhecimento é o que faz a ONG “Dê um Livro Espalhe Sabedoria” que na próxima semana distribui mais de mil livros para a população

Mais de mil exemplares de livros serão doados pela Organização Não Governamental (Ong) “Dê um Livro Espalhe Sabedoria”, no período de 28 de janeiro à 1º de fevereiro, com a população carente de João Pessoa. As doações serão realizadas pelos voluntários da Ong que está localizada no estacionamento da Avenida 13 de Maio, no centro da Capital, por trás do Palácio do Bispo.

As pessoas que se interessarem pelos livros devem comprovar que estudam em escola pública. O idealizador do projeto, o empresário José Andréa Magliano, disse que com a proximidade do início do período letivo, os alunos precisam de livros de literatura, material para pesquisa. “Decidimos distribuir as obras para que as crianças e adolescentes carentes possam começar o ano com alguns livros indicados pelas escolas”, comentou Magliano.

A Ong existe há mais de cinco anos e se dedica a criação e implantação de bibliotecas em escolas e ambientes carentes que não tem espaço para leitura. A contribuição é dada também própria população. Os livros, em sua maioria, são entregues nos estacionamentos do Hotel Tambaú, na Avenida 13 de Maio e no do Espaço Cultural. Os livros doados são encaminhados a sede da Organização localizada no município do Conde, catalogados e encaixotados para que não sejam deteriorados. A Ong é responsável pela criação de mais de 60 bibliotecas em toda a Paraíba.

Biblioteca Zé Ramalho

Outras bibliotecas estão sendo criadas ainda este ano, depois do carnaval. A próxima inauguração acontecerá na Casa do Estudante, que fica na Rua da Areia, também na Capital. O novo espaço deverá levar o nome do cantor e compositor paraibano Zé Ramalho. O pedido para a criação da biblioteca na Casa do Estudante foi feito desde o ano passado, mas devido à procura das escolas só agora poderá acontecer.

O ano de 2008 na Ong começou com muitos pedidos de criação de bibliotecas, um deles foi de um líder comunitário na cidade Alhandra, município localizado a cerca de 42 quilômetros da Capital João Pessoa. “Os livros já começaram a ser separados”, garantiu Magliano.

Caso a sua escola, bairro, clube, centro comunitário não disponha de espaço para leitura e queira solicitar a criação de uma biblioteca pública basta entrar em contato através do telefone 3221.2340. O mesmo número também vale para informação sobre doação de livros.

Adriana Crisanto
Repórter
adriana@jornalonorte.com.br
adrianacrisanto@gmail.com
Fotos: Divulgação

terça-feira, janeiro 22, 2008

Canhoto da Paraíba respira sem ajuda de aparelhos


O violonista Francisco Soares de Araújo, o Canhoto da Paraíba, foi internado na última quinta-feira (17) com problemas respiratórios. De acordo com boletim assinado pelo médico Lauro Brandão do Hospital Prontolinda, em Olinda (PE), o estado de saúde dele é estável e já respira sem ajuda de aparelhos, está consciente e conversando.

O boletim diz ainda que o músico mantém níveis pressóricos dentro dos parâmetros normais, sem uso de medicação para mantê-la. Os aparelhos que ajudavam Canhoto a respirar foram retirados por volta do 12h30, mas ele continua com o suporte de oxigênio por máscara.

Uma das frases ditas pelo músico foi a de que estaria se sentindo melhor e que gostaria de ficar mais tempo sentado no leito. O médico informou que Canhoto continua internado na UTI por seu quadro ainda merecer cuidados intensivos. Canhoto chegou ao hospital Prontolinda, em Olinda (região metropolitana de Recife) na última quinta com insuficiência respiratória aguda.

Canhoto da Paraíba é um dos mais surpreendentes expoentes da música chorosa brasileira. Seus choros têm um sotaque nordestino delicioso. Seu estilo de tocar é único. Como era obrigado a compartilhar o instrumento com os irmãos, não podia inverter as cordas, o que o fez tocar em um instrumento afinado para destros. O pai não conseguia ensinar-lhe: "Meu filho, tem jeito não. Pra lhe ensinar tem que botá de cabeça pra baixo ou diante de um espelho". Teve que aprender tudo sozinho.

Contam as biografias sobre o músico que em 1959, uma legendária excursão de músicos nordestinos viajou dias de jipe com destino à casa de Jacob do Bandolim no bairro de Jacarepaguá no Rio de Janeiro, onde aconteciam os maiores saraus da época. Reza a lenda, que no primeiro sarau em que se apresentaram para a nata dos músicos brasileiros, Radamés Ganttali ficou tão impressinado que gritou um palavrão e jogou seu copo de cerveja no teto. Para recordar o momento, Jacob nunca limpou a mancha no teto. Considerando o temperamento explosivo de Radamés e Canhoto, a história até é factível, pena que parece que é falsa. Histórias saborosas assim todo mundo deveria acreditar. O fato é que esta reunião foi tão impactante, que um moleque que a assistiu, filho de um dos músicos participantes, resolveu por causa disso aprender música. Hoje ele é conhecido como Paulinho da Viola.

Canhoto da Paraíba reside em Recife, desde 1958. Gravou seu primeiro estando com a carreira já consolidada. O segundo disco, intitulado “Único Amor” foi gravado na Rozenblit. O disco foi relançado em CD, com apoio de João Florentino, dono da rede de lojas Aky Discos e do selo Polysom.

O músico gravou apenas mais dois discos de carreira, ambos antológicos. Em 1977, Paulinho da Viola produziu para a Discos Marcus Pereira o "Com mais de Mil". Esse disco já foi lançado em CD, mas os babacas da EMI trataram de tirar de catálogo quando compraram o acervo da Copacabana. Pela finada Caju Music gravou em 1993, seu último disco, "Pisando em Brasa", com as participações especiais de Rafael Rabello e Paulinho da Viola. Ainda pode-se encontrar este disco em CD pela Kuarup. Em 1998, Canhoto sofre uma isquemia cerebral e ficou com o lado esquerdo do corpo paralisado, impossibilitando-o de tocar.



Adriana Crisanto
Repórter
adriana@jornalonorte.com.br
adrianacrisanto@gmail.com
Foto: Banco da Imagem e do Som

sexta-feira, janeiro 18, 2008

Patrimônio Imaterial

Expressões da Cultura Popular da Paraíba inventariadas

Congo, Pontões (Cabaceiras e Pombal) e Nau Catarineta (Cabedelo) são algumas das expressões da cultura imaterial paraibana que estão sendo investigados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), seção Paraíba e muito em breve podem entrar para o livro de tombos Iphan.

Coletivo de Cultura e Educação Meio do Mundo, coordenado pelos professores Maria Ignez Novais Ayala e Marcos Ayala, em 2006, fez um levantamento documental da Paraíba, graças à seleção de um edital do instituto. Foram encontrados vários documentos em acervos de entidades de João Pessoa. “Tenho conhecimento de que a Superintendência Regional da Paraíba e Rio Grande do Norte fizeram um le
vantamento preliminar e identificaram, como possíveis bens a serem inventariados, o congo e os pontões, de Pombal, as atividades em torno do couro, em Cabaceiras e as naus catarinetas de Areia e Cabedelo (notícia publicada na imprensa local em 20 de maio de 2007: Nau Catarineta pode se tornar bem imaterial). Sem dúvida, os Congos e os Pontões merecem um inventário”, disse Marcos Ayala.

Em outubro de 2003, pesquisadores da Organização Não Governamental (ONG) Cachuêra! de São Paulo, fizeram o registro da Festa do Rosário juntamente com integrantes do Coletivo de Cultura e Educação Meio do Mundo. A ONG paulista tinha acabado de realizar uma pesquisa sobre congos e congadas do sudeste e os pesquisadores que aqui estiveram confirmaram nossa percepção sobre a singularidade dos Congos de Pombal.

O critério do risco também se aplica, pois, na década de 1980, quando o coletivo realizou a pesquisa sobre a festa que resultaria na tese de doutoramento do professor Marcos Ayala sobre a Festa do Rosário de Pombal, os “Negros do Rosário” mantinham atritos com o pároco local; nos últimos anos. “Temos visto o tempo destinado a estes grupos populares se reduzir, sendo tomado por outras atividades, como a representação de peças de cunho religiosos realizados por jovens ligados à Igreja. Essa situação atinge os congos, os pontões, a banda cabaçal que acompanha os pontões, o reisado que se incorporou à Festa do Rosário em meados do século passado e os Tropeiros do Sabugi, grupo surgido mais recentemente”, comentou Marcos.

No final do ano passado, o prefeito da Capital paraibana, Ricardo Coutinho, conseguiu fazer com que a cidade se tornasse parte do Patrimônio Nacional, preservando assim seu patrimônio material, ou seja, os prédios, casarões e casarios da cidade velha não podem ser tocados por seus novos ou antigos inquilinos.

A medida colocou os moradores da cidade mais alegres, de fato foi uma conquista. No entanto, é importante também salvaguardar a cultura imaterial de nossa de nossa terra que é tão rica quanto o patrimônio de pedra e cal. Preservá-lo significa valorizar seu conhecimento e ação. A salvaguarda dos bens imateriais são orientados para a valorização do ser humano, para a garantia e melhoria das condições sociais, culturais e ambientais que permitem sua permanência.

Os santos, as danças, as festas, as comidas, a poesia popular e até as supertições de um povo fazem parte do patrimônio imaterial. Se, por acaso, a reflexão e a conseqüente ação sobre o patrimônio cultural imaterial do Brasil tivesse um santo padroeiro, esse santo seria o escritor Mário de Andra
de. Polemista de ótima cepa ele foi o cérebro da Semana de Arte Moderna de 1922 e um dos mais importantes nomes da cultura brasileira do século passado. De acordo com a cartilha do próprio Iphan, foi ele quem iniciou as primeiras reflexões sobre a importância do patrimônio cultural imaterial para a cultura de um povo.

O pesquisador e professor de sociologia da cultura da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Marcos Ayla, disse que o uso do conceito no Brasil é recente e responde a uma mudança no enfoque do patrimônio, seguindo uma tendência internacional capitaneada pela Unesco. De acordo o pesquisador este patrimônio não tombado, mas pesquisado e registrado.

Os bens imateriais estão reunidos em quatro categorias, a cada uma delas correspondendo um Livro de Saberes, para os conhecimentos e modos de fazer enraizados no cotidiano das comunidades, Livro de Registro de Celebrações para os rituais e festas que marcam vivência coletiva, religiosidade, entretenimento e outras práticas da vida social, o Livro de Registros das Formas de Expressão, para as manifestações artísticas em geral e o livro de registro de expressão para mercados, feiras, santuários, praças onde são concentradas ou reproduzidas práticas culturais coletivas.

Como é feito o inventariado do bem imaterial?

Os critérios que definem que o bem cultural seja salvaguardado são basicamente sua importância para a cultura brasileira e para a cultura da região onde é encontrada, sua vinculação a grupos que têm sido desprovidos de acesso aos bens e aos benefícios das políticas públicas (econômicas, de educação, cultura, saúde e habitação) e ainda a situação de risco que o bem se encontra.

“No que diz respeito ao risco temos que lembrar que a cultura popular tem sido bastante desprestigiada, quando não hostilizada, por prefeitos que preferem contratar artistas e grupos com destaque na mídia, que cantam os gêneros que estão na moda, ou por pessoas e grupos que vêem as manifestações populares como algo menor, feio, imoral, ou por grupos religiosos”, disse Marcos Ayala.

Outros bens

Os critérios que definem que o bem cultural seja salvaguardado são basicamente sua importância para a cultura brasileira e para a cultura da região onde é encontrada, sua vinculação a grupos que têm sido desprovidos de acesso aos bens e aos benefícios das políticas públicas (econômicas, de educação, cultura, saúde e habitação) e ainda a situação de risco que o bem se encontra.

Em junho do ano passado o Iphan também registrou no seu livro de formas de expressão do patrimônio cultural imaterial brasileiro (livro de tombo), o décimo bem de natureza imaterial, o popularmente conhecido Tambor de Crioula da cidade de São Luis do Maranhão.

O presidente do Iphan, Luiz Fernando de Almeida, lembrou que a conquista servirá para salvaguardar essa forma de expressão, que foi dividida em três matrizes - o samba de terreiro, o partido-alto e o samba-enredo. “Alguns ingredientes do samba estão desaparecendo, como a cuíca. Outros, precisam ser documentados, como o partido-alto. Tornando-se Patrimônio Cultural, o sam
ba poderá ter políticas públicas voltadas para ele, em cima de pontos específicos”, explicou.

Os patrimônios imateriais são aqueles que denotam a forma de pensar e de ver o mundo, como cerimônias, danças e artesanatos. “Pena que Cartola, Paulo da Portela e Carlos Cachaça não estão mais conosco para verem o samba ser respeitado e reconhecido como eles tanto gostariam de ver. Eles, que foram tão perseguidos, devem estar felizes lá em cima. Devem estar fazendo um samba em homenagem ao samba”, brincou Monarco.


Adriana Crisanto
Repórter
adriana@jornalonorte.com.br
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Fotos: Divulgação MinC.

quinta-feira, janeiro 17, 2008

Davi Moraes nas asas das Muricoças do Miramar

O guitarrista Davi Moraes é outro baiano-carioca que vem a João Pessoa para fazer parte das prévias carnavalescas do bloco de arrasto mais popular do Estado, o mundialmente conhecido “Muriçocas do Miramar”.

Davi Moraes é filho do cantor e compositor Moraes Moreira. Ele foi convidado pela cantora Renata Arruda para subir no trio elétrico do Bloco Muriçocas do Miramar na quarta-feira de fogo (30). Um dos recentes trabalhos de Davi Moraes foi a composição da trilha sonora do filme “Ó pai Ó” que teve como parceiro o músico Caetano Veloso.


Adriana Crisanto
Repórter
adriana@jornalonorte.com.br
adrianacrisanto@gmail.com
Foto do blog da cantora Ivete Sangalo.

Coral da UFPB abre inscrições

O Coral Gazzi de Sá da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) está abrindo inscrições para preenchimento de vagas existentes em seu quadro de coralistas. O coral universitário, de acordo com o maestro Eduardo Nóbrega, está selecionando cantores para compor os naipes de Soprano, Contralto, Tenor e Baixo.

Os selecionados neste período participam do próximo espetáculo do Coral intitulado “Das Trevas à Luz” que será apresentado antes da Semana Santa. Para este ano está programado ainda uma temporada com o espetáculo “Tributo a Filipéia”, com músicas do carnavalesco paraibano Livardo Alves, autor de uma das mais famosas marchinhas de carnaval do país, a popularmente conhecida Marcha da Cueca. O espetáculo irá abordar sobre vários temas sobre as peculiaridades da cidade de João Pessoa.

As inscrições estão sendo realizadas no Departamento de Educação Musical da UFPB, das 8h00 às 12h00 ou das 14h00 às 17h30; na Coordenação de Educação Artística, das 19h00 às 21h00, ou pelo e-mail: maestro.edu@hotmail.com, solicitando a ficha de inscrição. Maiores informações pelos telefones: (83) 3221-9479 ou 91221788.

Adriana Crisanto
Repórter
adriana@jornalonorte.com.br
adrianacrisanto@gmail.com
Foto: Divulgação

quarta-feira, janeiro 16, 2008

"Água Barrenta" é a mais nova mistura heterogênea do cineasta Tiago Penna

O cineasta Tiago Penna está com nova produção cinematográfica. Trata-se de Água Barrenta, que conta à estória de um grupo de meninos de rua que desperta no meio de uma praça fazendo uso da cola de sapateiro. A criança de seis anos de idade se mostra entristecida e começa a chorar por lembrar que é o dia do seu aniversário, e que está triste por nunca ter tomado Coca-Cola. É quando o grupo de amigos partem, pelas ruas da cidade, determinado a realizar o sonho do "menor".

As cenas do filmes estão sendo gravadas nas ruas de João Pessoa. A equipe de produção foi autorizada pelo Juizado da Infância e da Juventude, Conselho Tutelar e Curadoria da Infância e da Juventude para trabalhar com jovens menores de 18 anos.

A produção envolve mais de 40 profissionais. São técnicos, assistentes, diretores, colaboradores, atores principais, coadjuvantes e figurantes; mirins, jovens e adultos. Água Barrenta é dirigido por Tiago Penna e Drica Soares na produção executiva. A direção de fotografia de João Carlos Beltrão, Shiko na direção de arte, Sebastião Formiga na preparação de elenco.

As filmagens estão previstas para terminar no dia 19 de janeiro. O filme é produzido em parceria com a Associação Brasileira de Documentaristas, Seção Paraíba (ABD/PB), através do patrocínio do Fundo de Incentivo à Cultura Lei Augusto dos Anjos.


Adriana Crisanto
Repórter
adriana@jornalonorte.com.br
adrianacrisanto@gmail.com
Foto: Adriano

Recital de violino e piano

O Departamento de Música da Universidade Federal da Paraíba (Demús/UFPB) estará promovendo o Recital de Violino e Piano dos professores Fredi Gerling (Violino) e Cristina Caparelli (Piano), membros do corpo docente do Instituto de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

O recital acontecerá nesta quinta-feira (17), às 20h00, no Auditório Gerardo Parente do Demús/UFPB. O evento é aberto a comunidade e tem entrada franca. No programa constam as Sonatas de Villa-Lobos e Robert Schumann, além de pequenas peças de autoria de Edino Krieger, Marlos Nobre, Alda Oliveira, Jamary Oliveira, , Wienievsky, Tchaikowsky, Francisco Mignone e Ernst Bloch.

Cristina Capparelli é mestre em música pelo renomado New England Conservatory (1975), doutora em música pela Boston University (1985). É professora titular de piano e análise musical na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, aonde orienta trabalhos de mestrado e doutorado. Foi representante do comitê de Artes no Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq entre 2002 e 2004).Tem Vários CD´s gravados e desenvolve intensa atividade artística. É coordenadora do Grupo de Pesquisas em Práticas Interpretativas da UFRGS (www.ufrgs.br/gppi).

Fredi Gerling é mestre em música (performance/violino) pelo New England Conservatory de Boston (1974), com mestrado em Pedagogia do Violino pela mesma instituição (1976), doutor em música pela University of Iowa (2000). Professor associado da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, e desenvolve intensa atividade pedagógica. É orientador no Programa de Pós-Graduação da mesma instituição. Sua experiência abrange a Didática do Violino, principalmente nas seguintes áreas: Execução musical- regência e música de câmara.

Adriana Crisanto
Repórter
adriana@jornalonorte.com.br
adrianacrisanto@gmail.com
Fotos: Divulgação.

Edson Cordeiro em passagem pelo Brasil

O cantor Edson Cordeiro após longa temporada vem ao Brasil no período de 01/03 a 01/04 para matar as saudades da família e para ensaiar com músicos brasileiros para a temporada que fará em Munique / Alemanhã, nos meses de outubro, novembro e dezembro/2008. O projeto terá como anfitrião o craque do futebol "Giovane Elber", que jogou anos no Bayer, de Munique e é um dos jogadores mais queridos na Alemanhã. Quem assinará a produção musical deste mega evento será o premiado Maestro Miguel Briamonte.

Após este pequeno período no país o fenômeno da voz volta a Europa onde entre os muitos projetos inicia a turnê "The Woman's Voice", show em que homenageia grandes divas da música, conforme release abaixo.

Edson Cordeiro está percorrendo o país com o show The Woman’s Voice (A Voz da Mulher), no qual homenageiam grandes cantoras, a exemplo de Billie Holiday, Yma Sumac, Shirley Bassey, Zarah Leander, Edith Piaf, Madonna, Carmen Miranda, Elis Regina, Dalva de Oliveira e outras.

Há quase 15 anos Edson tem sido um constante representante da música brasileira no exterior. Seu mais recente álbum lançado no Brasil, o "Contratenor", garantiu a ele indicação ao Grammy Latino em 2006, na categoria de melhor álbum clássico.

Adriana Crisanto
adriana@jornalonorte.com.br
adrianacrisanto@gmail.com
Foto: Divulgação.

segunda-feira, janeiro 14, 2008

Bordado cor de prata

A exposição de fotografias e cartemas do fotógrafo Gustavo Moura e do artista gráfico Wênio Pinheiro, intitulada “Bordado da Prata”, permanece exposta até o dia 10 de fevereiro, no Casarão 34, localizado na Praça Dom Adauto, no centro de João Pessoa.

O designer gráfico Wênio Pinheiro, é natural de Campina Grande e reside atualmente em João Pessoa, onde desenvolve trabalhos na área, além dos ‘cartanemas’ em parceria com o fotógrafo Gustavo Moura, que nasceu em João Pessoa e tem um extenso currículo na área de fotografia.

Gustavo Moura participou de exposições individuais e coletivas em várias cidades, a exemplo das mostras ‘Fome de Viver’, ocorrida no antigo lixão do Róger, em 1980; ‘Bordéis’, no ano de 1981, em Fortaleza (CE); ‘Brasil Bom de Bola’, no Museu da República, no Rio de Janeiro, e ‘Ariano Suassuna 80 Anos’, no Festival de Cinema dos Países da Língua Portuguesa (Cine Port), que aconteceu no ano passado em João Pessoa.


A exposição
(texto da Secom Municipal)

A mostra consiste numa série de cartões-postais criadas na década de 1970 pelo artista plástico pernambucano Aloísio Magalhães e batizada por Antônio Houaiss, funcionando como a chave que abre para a fotografia o campo do abstracionismo.

Tomando o cartão-postal como módulo gerador da composição, através de um simples processo de colagem, Aloísio criou painéis de natureza caleidoscópica e enorme riqueza plástica, fazendo com que a imagem matriz perca a sua significação original no abstracionismo do conjunto.

Os cartanemas de Aloísio foram expostos pela primeira vez em 1972, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. A ‘série brasileira’, de 1972, foi seguida pelas séries ‘barroca’ e ‘preto e branco’, ambas de 1974.

É por essa trilha aberta por Aloísio Magalhães que agora caminham os paraibanos Gustavo Moura e Wênio Pinheiro. Com o uso dos modernos recursos oferecidos pelo computador, os dois artistas ampliam as possibilidades do cartanema, criando composições abstratas a partir de fotografias que Gustavo Moura tirou de pessoas, de detalhes de monumentos arquitetônicos paraibanos ou mesmo de trechos da paisagem da sua terra natal.

O poeta Lau Siqueira diz que “a lente, na verdade, é a extensão da retina em um criador que busca a transfiguração do real, a releitura do mundo através da fotografia. Não se trata, pois, apenas de capturar imagens. Trata-se de fundar uma relação absolutamente singular no que permite a nudez do olhar. Assim está estabelecido o permanente exercício de Gustavo Moura com a profusão de elementos dispostos no que irá determinar a perenidade dos instantes capturados”.

Adriana Crisanto
Repórter
adriana@jornalonorte.com.br
adrianacrisanto@gmail.com
Fotos: Divulgação.
Fonte: www.gustavomoura.com

Zé Lezin da Paraíba lança novo DVD


O humorista paraibano Nairon Barreto, popularmente conhecido por Zé Lezin, estará lançado este mês em João Pessoa o seu segundo DVD. Algumas imagens do novo trabalho foram gravadas durante show no Teatro Guararapes em Recife no ano passado. A nova temporada de shows foi aberta em Natal (RN) e só agora chega em João Pessoa, com data ainda não confirmada pelo ator.

Ele é mais conhecido como Zé Lezin ou Zé Paraíba, mas seu verdadeiro nome é Nairon Barreto. Ele tem incorporado em seu personagem todos os trejeitos, sotaques e a malícia do matuto paraibano.

Nairon Barreto vem há cerca de 20 anos divertindo, provocando platéias e conquistando pessoas de norte a sul do país. Não há na Paraíba quem já não tenha escutado uma de suas piadas ou que não o reconheça. Ele era famoso quando entrou para o quadro de artistas Rede Globo de Televisão, mas a popularidade desse paraibano cresceu ainda mais. Hoje ele faz mais shows no sul e sudeste do que no Nordeste e faz parte do programa do Tom Cavalcanti na Rede Record de Televisão.

O seu personagem Zé Lezin surgiu quando participava de um grupo de danças folclóricas no Liceu Paraibano em João Pessoa. Com o passar do tempo as pessoas foram gostando dos causos e piadas e os intervalos das danças foram ganhando importância e cresceu tanto que ele ficou maior que o show de dança. Logo após passou a se apresentar em bares e restaurantes, como a maioria dos artistas, depois partiu para o teatro. Com o tempo foi ganhando dimensão.

Quando foi trabalhar na televisão seu trabalho estava maduro. Trabalhou no programa de humor Escolinha do Professor Raimundo ao lado de artistas como Chico Anísio, Milanni, Orlando Dumont, Lúcio Mário e Rogério Cardoso.

Nairon Lezin Barreto tem agora dois DVD´s gravados. O primeiro se chamou “Show de Zé Lezin com platéia vip” que saiu juntamente com o CD com piadas e causos engraçados sobre o imaginário popular de um nordestino. Gravou ainda o CD do Matuto – Recital da Fuleragem, “Os bruto tomem ama” e o Degenérico.

No teatro Zé Lezin dividiu palco com o ator Jeison Wallace (Cinderela) no espetáculo "Em Briga de Marido e Mulé Ninguém Mete", onde interpretou com Jeison um casal que resolve discutir a relação. Com muita briga, sem nenhuma fleuma e sem limite para a baixaria. No espetáculo os atores faziam intervenção junto ao público que passaram a fazer parte interagindo com os humoristas.

Outra apresentação de destaque de Zé Lezin foi “Na copa e na cozinha com muito humor”, onde seu personagem pessoa contava piadas e causos sobre o futebol mundial, com muito bom humor.

Adriana Crisanto
Repórter
adriana@jornalonorte.com.br
adrianacrisanto@gmail.com
Fotos: Divulgação.



Maíra Barros prepara novo disco e clipe

De férias e trabalhando ao mesmo tempo a cantora Maíra, filha dos respeitadíssimos artistas Antônio Barros e Céceu, está entre João Pessoa e Campina Grande preparando seu novo clipe e gravando novo disco que ainda é um mistério.

Maíra começou na carreira ao lado dos pais (Antônio Barros e Céceu) que fazem sucesso ainda hoje com músicas como “Bate Coração” eternizada na voz de Elba Ramalho, “Homem com H” interpretada também por Ney Matogrosso, “Procurando Tu” e outras 70 canções compostas e gravadas por vários cantores brasileiros.

Maíra Barros só foi revelada para a Paraíba há aproximadamente cinco anos. Ela já tem suas composições próprias, que mostra a poucas pessoas. A primeira música que compôs foi aos sete anos de idade, mas desde os cinco anos que acompanha os pais em shows pelo Nordeste.

Ainda na adolescência passou a se apresentar num bloco de 30 minutos no meio do show dos pais. Há cerca de 10 anos, a família reside em São Paulo, onde cursou a Faculdade de Letras. A apresentação dela para o mundo da música aconteceu mesmo quando fez uma participação especial em uma das apresentações dos pais, cantando “Sou o Estopim”, em Campina Grande, no São João, no Parque do Povo, para um público de quarenta mil pessoas. Foi um passo para a independência.

Maíra Barros é uma garota muito centrada, se mostra confiante na carreira e não se incomoda com a cobrança de ser filha de pais famosos. “Não me abalo com as cobranças. Eu procuro tirar o lado bom, ou seja, fazer cada vez mais um trabalho de qualidade, sem deixar me levar por propostas indecentes, que não reflita aquilo que eu herdei deles”, disse. Em 2005 lançou o CD “Embolar na Areia” pela Sum Record. Estava até um tempo atrás sendo cogitada pela gravadora Arlequim, mas até a presente data as novidades não foram reveladas.

Adriana Crisanto
Repórter
adriana@jornalonorte.com.br
adrianacrisanto@gmail.com
Foto: Marcos Hermes