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sexta-feira, fevereiro 29, 2008

Curtas-metragens paraibanos selecionados no Cine Pernambuco

Cena de "O Guardador" de Diego Benevides

Dois curtas-metragens digitais da Paraíba foram selecionados para participar da 12ª edição do Festival do Audiovisual de Pernambuco (Cine PE). O primeiro deles é o curta "Amanda e Monick" da estudante de jornalismo da Universidade Estadual de Campina Grande, de André da Costa Pinto. O vídeo apresenta a história real de Amanda Costa e Monick Macharrara, dois travestis da cidade de Barra de São Miguel, no Cariri Paraibano, que vivem em realidades totalmente opostas, mas tem suas vidas cruzadas a partir do momento que entram na sala de aula.

Amanda é professora de História para turmas de Ensino Médio e Fundamental, tem todo apoio da família, dos alunos e dos amigos quanto a sua condição sexual. Monick Macharrara cursa a 1ª série do Ensino Médio e é aluna de Amanda. Ganha a vida como garota de programa, foi totalmente rejeitada pela família devido a sua condição sexual e ainda tem que sofrer todos os maus tratos que a rua oferece. Vidas opostas que se cruzam quando ambos dobram a esquina e ficam cara a cara com o preconceito.

A locação aconteceu na cidade de Barra de São Miguel. O curta tem 15 minutos e mostra um pouco da vida do cotidiano dos dois travestis e como, através da educação, professora e aluna estão descobrindo uma possibilidade de quebra do preconceito.

A trilha sonora, composta especialmente para o curta, é baseada na história dos dois travestis e surgiu de uma parceria entre o diretor e a banda campinense "Repercussão". Amanda e Monick" é o segundo trabalho profissional de André da Costa Pinto, que recentemente recebeu do Curta Santos um prêmio especial do júri pela originalidade do documentário "A encomenda do Bicho Medonho", que também foi premiado no Jampa Vídeo 2007, além de ter participado de 12 dos maiores festivais de cinema do país e ter sido exibido nacionalmente pela TV Futura e pela TV Câmara.

O segundo selecionado para participar da competição do Cine-PE foi “O Guardador”, do diretor Diego Benevides. O documentário retrata o cotidiano de um funcionário do laboratório de anatomia da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e sua relação com a morte e com os corpos humanos que chegam ao laboratório para ser estudado pelos alunos é um dos temas abordados no curta. O filme tem 8 minutos e já participou de várias competições de cinema.

O Cine-PE deste ano bateu recorde nas inscrições, com especial destaque para as categorias longas e curtas-metragens. Devido ao grande número de trabalhos pernambucanos inscritos (31 curtas em vídeo, 17 em 35 mm e 11 longas-metragens), a direção do festival avalia ampliar a programação do festival. Confirma a lista de filmes que participam da mostra competitiva:

1. Curtas-Metragens no formato DIGITAL
- Amanda e Monick (PB), Documentário, Direção: André da Costa Pinto
- Até Onde a Vista Alcança (PE), Documentário, Direção: Felipe Calheiros
- Coração de Tangerina (SP), Ficão, Direção: Juliana Psaros e Natasja Berzoini
- Fabulário Geral de um Delírio Curitibano (PR), Ficção, Direção: Juliana Sanson
- Ismar (RJ), Documentário, Direção: Gustavo Beck
- O Filme do Filme Roubado do Roubo da Loja de Filmes (RJ), Ficção, Direção: Marcelo Yuka, Julio Pecly e Paulo Silva
- O Guardador (PB), Documentário, Direção: Diego Benevides
- O Mascate (SP), Animação, Direção: Fernando Gutiérrez
- O Paradoxo da Espera do Ônibus (RJ), Animação, Direção: Christian Caselli
- Porcos Não Olham Para o Céu (RS), Ficção, Direção: Daniel Acosta
- Um Pra Um (SP), Ficção, Direção: Érico Rassi

2. Curtas-Metragens no formato de 35 mm

- Até o Sol Raiá (PE), Animação, Direção: Fernando Jorge e Leandro Amorim
- Café com Leite (SP), Ficção, Direção: Daniel Ribeiro
- Câmara Viajante (CE), Documentário, Direção: Joe Pimentel
- Cânone para 3 Mulheres (SP), Animação, Direção: Carlos Nogueira
- Comprometendo a Atuação (MT), Ficção, Direção: Bruno Bini
- Décimo Segundo (PE), Ficção, Direção: Leonardo Lacca
- Dossiê Rê Bordosa (RJ), Animação, Direção: César Cabral
- Dreznica (RJ), Documentário, Direção: Anna Azevedo
- Engano (RJ), Ficção, Direção: Cavi Borges
- O Livro Walachai (RJ), Documentário, Direção: Rejane Zilles
- Ocidente (PE), Documentário, Direção: Leonardo Sette
- Os Filmes Que Não Fiz (MG), Ficção, Direção: Gilberto Scarpa
- Pajerama (SP), Animação, Direção: Leonardo Cadaval
- Pugile (SP), Ficção, Direção: Danilo Solferini
- Saliva (SP), Ficção, Direção: Esmir Filho
- Satori Uso (PR), Ficção, Direção: Rodrigo Grota
- Um Ramo (SP), Ficção, Direção: Juliana Rojas e Marco Dutra
- Um Ridículo em Amsterdã (SP), Ficção, Direção: Diego Gozze
- Uma (DF), Ficção, Direção: Nara Riella
- Trópicos das Cabras (SP), Ficção, Direção: Fernando Coimbra

A 12ª edição do CINE PE, Festival do Audiovisual de Pernambuco, acontece entre os dias 28 de abril e 04 de maio de 2008, no Teatro Guararapes, Centro de Convenções de Pernambuco, em Olinda. O festival é considerado um dos que possui o maior público de todo o Brasil – cada sessão tem em média 3,5 mil pessoas. Além das mostras competitivas, o evento promove atividades como oficinas técnicas, seminários, lançamentos de livros, exposição, mostra infantil de cinema brasileiro, mostra em bairros populares e mostra de cinema latino.

Adriana Crisanto
Repórter
adriana@jornalonorte.com.br
adrianacrisanto@gmail.com
Fotos: Divulgação.

Cursos de Cinema


E ainda falando sobre cinema o Serviço Social do Comércio (Sesc) de João Pessoa está oferecendo dois cursos de cinema, através de teleconferência, destinados a aficionados da arte cinematográfica, podendo ser profissionais em formação e atuantes, também, nas áreas das artes plásticas, história da arte, design e arquitetura, entre outras. Os cursos oferecidos são "Arte e tecnologia", ministrado pelo professor Marcelo Lins, e "Os principais movimentos estéticos do cinema", com o professor Francesco Trotta. As inscrições são gratuitas, com vagas limitadas, até o dia cinco de março, no setor de cultura da entidade comerciária. As teleconferências acontecerão uma vez por semana no turno da tarde, até o mês o final deste ano. Outras informações no setor de cinema e vídeo do SESC Centro João Pessoa, na Rua Desembargador Souto Maior, 281, ou pelo telefone 3208 3158.

quinta-feira, fevereiro 28, 2008

Jornalismo e Literatura

A pesquisadora e antropóloga em comunicação Isabel Travancas no livro “Antropologia e comunicação” (Ed. Garamond, 2003) diz que o homem tem pressa, tem pouco tempo, quer receber o máximo de informações no menor tempo possível. É a corrida da sociedade moderna, da vida na cidade, da qual se referiu Georg Simmel (1979, p.14). É neste sentido que pensamos o jornal e o jornalista. Foi-se o tempo em que o texto no jornal se aproximava da literatura e conseqüentemente de um leitor menos apressado e mais dedicado.

De certo que muitas discussões já foram travadas entre jornalistas, intelectuais, pseudo-intelectuais, professores de letras, de jornalismo e literatura sobre o tema. Especialistas no assunto não faltam nas duas áreas. E para engrossar a literatura sobre Jornalismo x Literatura foram lançados recentemente duas novas publicações.

A primeira delas “Jornalistas Literários – Narrativas da vida real por novos autores brasileiros” (Summus editoral, 2007, R$ 53,90), uma coletânea de textos organizada pelo escritor Sérgio Vilas Boas. Pode-se dizer que o livro é e não é ao mesmo tempo didático. A obra consiste em uma coleção de 16 narrativas sobre pessoas reais e suas experiências.

Todos os textos foram produzidos pelos alunos de pós-graduação lato sensu (especialização) em Jornalismo Literário, turmas de São Paulo, Campinas, Brasília e Porto Alegre, entre o final de 2005 e o início de 2007. O curso, que é acessível apenas a quem dispõe de muita grana para fazê-lo, é oferecido pela Academia Brasileira de Jornalismo Literário (ABJL) e pela Texto Vivo, que tem no comando os professores e jornalistas Celso Falaschi, Sergio Vilas Boas e Edvaldo Pereira Lima.

Os melhores textos estão estrategicamente colocados em primeiro lugar, como o de Isabel Vieira em que faz um perfil literário do jornalista Marcos Faerman, que foi vitimado por um ataque cardíaco fulminante, na véspera de carnaval de 1999.

Dos 16 textos destaco o de Lorena Tovil Schuchmann “Pasta e Passione”, em que a autora a partir da uma mensagem impressa no verso de uma embalagem de macarrão, parte em busca de seu objeto de investigação literária. Coesão textual, descrição, narração e diálogos são facilmente observados no texto. Objetividade narrativa, típica do jornalismo, criatividade argumentativa, relato dos fatos passo a passo são também outras características do texto da autora.

Paste e Passione conta a história de uma família de uruguaios que veio morar em Porto Alegre, em 1979, quando o caçula da família tinha nove anos de idade. O sotaque foi embora, mas a paixão pela cozinha permaneceu e foi passada de geração em geração até surgir a “Pastifício Italiano – Produzione di Paste Artigianali – Fábrica de Massas”.

Outra publicação da área intitula-se “Jornalismo e Literatura em Convergência” (Editora Ática, 2007, R$ 41,50). A obra é assumidamente didática e chama atenção pelo levantamento histórico-crítico feito por Marcelo Bulhões, professor de pós-graduação do Curso de Comunicação Social da Unesp de Bauru (SP).

O livro além de trazer teorizações sobre as categorias factualidade, ficcionalidade, justaposição dos gêneros narrativos, com destaque para reportagem e o romance, mostra a interferência e influência do naturalismo neste processo.

Para se fazer entender sua prática/teórica o autor buscou seus autores preferidos, a exemplo de João do Rio, Zuenir Ventura, Lima Barreto, Émile Zola, Truman Capote, Sylvio Floreal, João Antônio e Caco Barcellos.

Mas nessa área não tem livro melhor do que Pena de Aluguel (Companhia das Letras, 392 págs). A publicação não é atual, data de 2005, e nela a autora Cristiane Costa fez um belo trabalho ao escrever história da relação entre a literatura e o jornalismo no país.

O livro tenta responder como as duas áreas foram se encontrando com o desenvolvimento da imprensa no país e como a produção em uma área vem influenciando a outra. Afinal, será que o trabalho de um escritor como jornalista pode influenciar a forma como este escreve literatura? Será que o escritor, trabalhando na imprensa, faz melhorar a qualidade dos jornais?

As perguntas servem apenas de mote a uma deliciosa viagem no tempo, onde encontramos desde personalidades como Machado de Assis, José de Alencar, Monteiro Lobato, até nomes recentes da literatura brasileira a exemplo de Bernardo Carvalho, Cíntia Moscovich, Luiz Ruffato, Marçal Aquino e outros.

Pena de Aluguel retoma uma enquete similar feita por João do Rio no início do século, quando os jornais davam um tratamento à literatura bem diferente ao dado hoje. Na época, escritores como Machado de Assis e José de Alencar possuíam um espaço para publicação de livros através do folhetim. Além disso, críticos como José Veríssimo dividiam suas análises na primeira página dos jornais com o próprio editor.

Neste período não havia preocupações como o tempo gasto nas atividades do jornal, com a utilização da linguagem jornalística, com a objetividade, muito menos com lead, sublead, abertura, etc. A autora avança nas observações e questiona: “Afinal, houve alguma mudança no modo como o lado escritor se relaciona com o lado jornalista?” As respostas são variadas e o livro traz alguns comentários a respeito do levantamento, mostrando não somente uma evolução no modo como a questão é tratada pelos artistas.

Outro grande mérito do livro é o modo como a autora fala sobre a evolução da mídia impressa brasileira, sua crise atual e multiplicação de blogs que vem, de acordo com Cristina Costa, provocando mudanças significativas nos principais veículos de comunicação do país.

Não vivi na época do jornalismo literário de Machado de Assis, apenas li seus livros clássicos para o vestibular, algumas reportagens e muitos comentários a respeito do escritor. Diante desta realidade penso que enquanto o jornalismo literário está em extinção nos cadernos culturais brasileiros, a crônica ganhou espaço e revelou outros nomes.

A leitura dos livros “Pena de Aluguel”, “Jornalistas Literários” e “Jornalismo e Literatura em Convergência” servem, portanto, de estímulo para que cada vez mais as editoras possam tratar de modo mais adequado os textos de grandes autores que foram veiculados nos jornais e colocar seus olhos na área de comunicação. O cruzamento entre jornalismo e literatura é ainda uma tribo a ser descoberta e explorada. Uma terra com tesouros de palavras.


Serviço:
Jornalistas Literários - Narrativas da vida real por novos autores brasileiros

Autor: Sérgio Vilas Boas (org.)

Summus editorial
São Paulo

Ano: 2007
315 páginas
Preço: R$ 53,90

Jornalismo e Literatura em Convergência
Autor: Marcelo Bulhões
Editora Ática
São Paulo
Ano: 2007
211 páginas.
Preço: R$ 41,50


Adriana Crisanto
Repórter
adriana@jornalonorte.com.br
adrianacrisanto@gmail.com
Fotos: Divulgação

sexta-feira, fevereiro 22, 2008

NOEL o filme

Demorou a chegar nas salas de cinema de João Pessoa, mas finalmente foi exibido o filme "Noel - Poeta da Vila", do diretor Ricardo Van Steen. O filme conta a história do músico, compositor de sambas e por que não dizer mulherengo Noel Rosa e acima de tudo um gênio da música brasileira. Apesar das muitas críticas com relação ao elenco feitas pela imprensa especializada do sul, sudeste e nordeste a atuação do ator Rafael Raposo, que interpretou Noel Rosa no filme salvou muitas partes do longa-metragem.

Noel Rosa foi uma figura especialíssima, seu andar largado, chapéu panamá, terno branco, gravata, sapato de sambista, o queixo de quem nasceu com uma trombose e total entrega ao universo da música. Ele foi diplomado como boêmio, morreu tuberculoso, mas também suou a camisa para compor e deixar como legado 259 composições, escritas num período de cinco anos.


Abandonou a faculdade de Medicina para se dedicar à música e morreu aos 27 anos. Apesar de reverenciar o compositor e ter mergulhado em sua vida para viver o personagem, Rafael contou em entrevista para imprensa do sul que a boemia nunca foi o seu forte. “Tenho alguma semelhança física com Noel, mas sou bem diferente dele. Não levo uma vida boêmia e nem sou mulherengo. Porém, aprendi com ele, através do filme, a viver cada dia como sendo único”, diz o ator de ‘Noel Rosa — Poeta da Vila’.

O ponto alto da trama é a relação extraconjugal entre ele, que era casado, com a dançarina de cabaré Ceci, papel de Camila Pitanga, que recentemente viveu a prostituta Bebel na novela “Paraíso Tropical’’ (Globo). A personagem Ceci (assim como Bebel) tinha uma profissão que, na sua época, era rejeitada.

Mais do que uma narrativa histórica sobre o músico excepcional que foi Noel, o enredo do filme é um manifesto contra a discriminação e o preconceito enfrentados pelos negros ao longo dos séculos. Os índios nessa época eram vistos como apáticos ou nem eram vistos. Os negros, como escravos indolentes, marginais ou ladrões de carteira. Foi nesse contexto social que sobreviveu Noel, Cartola, Aracy de Almeida e tantos outros sambistas brasileiros que ajudaram a construir as bases da música popular.


A música do filme é um aspecto a parte. E é duro assistir e ouvir todas aquelas músicas com riqueza melódica e poética e se deparar em seguida na calcadinha da praia de Manaíra com carrinhos de música vendendo Cd´s com a música que tem no refrão coisas do tipo: “beber, cair e levar”. Não que Noel não tenha se embrigado, várias vezes são vistas cenas da boemia no filme, mas a embriaguez parecia fazia parte do processo criador e da criatura levado aos extremos com muito um humor.


Hoje o samba é moda, veio e ficou. Está em toda parte do país e tomou novos ares na cidade do Rio de Janeiro, onde dizem alguns historiadores ter nascido. Noel não era baiano, não nasceu no recôncavo, era carioca da gema. Nasceu de um parto difícil em que o uso do fórceps pelo médico causou-lhe um afundamento da mandíbula que o marcou por toda a vida.


Apesar de algumas criticas o filme ganhou os prêmios de melhor direção de arte, melhor edição de som e o Prêmio Especial "Orgulho de Ser Brasileiro", no Festival de Cinema Brasileiro de Miami. Ganhou o prêmio de Melhor Filme - Júri Popular, na Mostra de Tiradentes.

Este foi o filme de estréia do diretor Ricardo van Steen. As filmagens de Noel - Poeta da Vila ocorreram no final de 2004 e o filme foi exibido na mostra Première Brasil, no Festival do Rio 2006.


Adriana Crisanto
Repórter
adriana@jornalonorte.com.br
adrianacrisanto@gmail.com
Fotos: Divulgação.

Raizes firmes

“Enraizados” é o nome do curta-metragem que será exibido na próxima quarta-feira (27) no Teatro Santa Roza em João Pessoa a partir das 20h05. O curta conta a história de Minervino e Salustiano, dois irmãos que envelheceram no sertão nordestino, não optando pelo êxodo como boa parte dos nordestinos, mostra a sobrevivência ao dia-a-dia de muitas dificuldades, solidão, indiferenças e alimentando-se de esperança de colher algo bom daquela situação.

A direção e o roteiro são de Niu Batista, a produção de Roseli Ferreira, fotografia de João Carlos Beltrão, som direto de Lúcio César, maquiagem de Williams Muniz, edição: Diego benevides, Lúcio César e Marco di Aurélio, com trilha sonora original de Roberto Araújo e Marcelinho Vasconcelos.

No elenco está o cordelista Marco Di Aurélio e o cantor e compositor Chico Viola. O curta tem duração de 12 minutos. Teve como cenário a cidade de Cabaceiras, município localizado cerca de 183 quilômetros da Capital, João Pessoa. Além do cenário natural o diretor optou com escolher duas figuras conhecidas do meio cultural do Estado, o cordelista Marco Di Aurélio e Chico Viola que foge a qualquer padrão estético de beleza cinematográfica, mas que são profundos conhecedores da arte popular, verdadeiros quixotes da cultura.

De acordo com o diretor Niu Batista, a idéia para o curta surgiu de maneira espontânea. Os atores foram consultados e logo aceitaram a proposta, o resto foi “fácil de fazer”, o talento e paciência de Niu uniu-se ao cenário natural do cariri paraibano. A locação do filme foi num casebre de taipa nas imediações do Lajedo de Pai Mateus, localizado entre os municípios de Cabaceiras e Boa Vista.

Serviço:
Enraizados (curta-metragem)
Direção: Niu Batista
Quarta-feira (27)
Hora: 20h50
Local: Teatro Santa Roza - Centro Histórico
Cabaceiras o cenário para locação do filme>>


Adriana Crisanto

Repórter
adriana@jornalonorte.com.br
adrianacrisanto@gmail.com
Fotos: Divulgação

quinta-feira, fevereiro 14, 2008

Antarianos completam 20 anos

Agência de Comunicação Antares completa 20 anos de atuação no mercado publicitário paraibano e empresário diz que a propaganda sozinha não faz milagre e que é preciso fazer comunicação



Uma das mais completas agências de comunicação de João Pessoa completou este mês 20 anos de atividade no mercado publicitário paraibano. A agência é especializada na prestação de serviços de comunicação e iniciou suas atividades em fevereiro de 1988. Desde então, vem acumulando, além de bons relacionamentos, um amplo conhecimento do mercado, diversos prêmios de criatividade e qualidade, e muitos casos de sucesso.

A Antares hoje atua diretamente nos mercados da Paraíba, Alagoas e Rio Grande do Norte; além de desenvolver ações de comunicação em outros estados. Para isso, a agência conta com o suporte de uma grande rede nacional de parceiros e prestadores de serviços especializados.
Comandada pelo publicitário Expedito de Carvalho Júnior a Antares integra a Associação Brasileira de Agências de Propaganda (ABAP); é certificada pelo Conselho Executivo de Normas Padrão da Atividade Publicitária (CENP); e é uma das empresas pioneiras do mercado nordestino no Instituto ETHOS, uma associação nacional de empresas que atuam com base em princípios de responsabilidade social; além de ser também uma empresa amiga da criança certificada pela Fundação Abrinq.
Para falar sobre os 20 anos de atividade no mercado entrevistei o publicitário em sua agência, localizada numa bela casa, inteiramente reformada, na avenida Princesa Isabel, no bairro de Tambiá. Nesta entrevista Expedito Júnior faz uma análise do mercado, conta como era o ramo de atividade na época em que começou e fala com total desenvoltura e conhecimento de causa sobre a publicidade brasileira. Confira:

Como se configura o mercado publicitário paraibano?
Ao longo desses últimos cinco anos o mercado vem cada vez mais se profissionalizando. O que eu sinto é que os médios e os pequenos clientes não estão conseguindo acompanhar. Hoje em dia o braço da propaganda, como instrumento de comunicação, exerça o papel de maior importância, cada vez mais o senso da verba de comunicação vai se dividindo em outras frentes. Exemplo: assessoria de imprensa, área promocional, designer, Relações Públicas, Marketing. O que percebo é que em razão desse contexto o publicitário começou a cumprir um papel, para suprir a necessidade de mercado, muito mais de consultor de marketing do que propriamente de publicidade. Se agência trabalhasse só com a propaganda iríamos discutir aqui seu anúncio apenas. Quando na verdade você tem que enxergar o que ele realmente necessita. A propaganda sozinha não faz milagre. É preciso fazer comunicação.

O que foi mais difícil nestes 20 anos de Antares?
(Silêncio). Manter uma empresa pequena dentro de um mercado sem tanta base de estrutura profissional é complicado. Porque além do contexto nacional de regulamentação da profissão, das regras de como atuar neste mercado, nós estamos ainda dentro de um contexto totalmente carente de posicionamentos éticos. Observamos empresários com contas conflitantes, atendendo do mesmo jeito, como se fosse a coisa mais normal do mundo, quando, na verdade, não é. A grande dificuldade, além dos problemas de qualquer empresa, foi à falta de profissionalismo que graças a Deus a gente vem melhorando a cada ano.

Você concorda com a tese de que a criatividade nasce do ócio?
Na verdade as pessoas confundem. Isso é uma situação do processo criativo. Quando o diretor de criação tem contato com o que o cliente deseja primeiramente ele vai analsiar, pensar, estudar cada situação. Muitas vezes não consegue obter êxito na mesma hora, no mesmo dia, na mesma semana. Embora, os prazos agora sejam cada vez mais curtos. A pessoa não desliga. Vai para casa pensando e de repente, por exemplo, ele está tomando banho e tem um insight criativo, uma grande idéia. Daí as pessoas acham que o processo criativo só acontece dessa forma. Quando na verdade não é isso. Há uma inversão de como se dá o processo criativo. Um insight criativo pode se dar em qualquer lugar.

O envolvimento de Marcos Valério e Duda Mendonça no escândalo do mensalão abalou a credibilidade dos publicitários brasileiros?
Não acredito. Porque hoje é um segmento muito sólido. Existem muitas pessoas sérias fazendo publicidade. Isso foi um caso isolado. A gente não pode esquecer que Marcos Valério não é um cara de formação publicitária. É um lobista que armava essas pontes. A situação de Duda Mendonça é um pouco mais delicada, mas eu atribuo muito ao envolvimento, do qual você precisa ter muito cuidado, de ordem operacional com o cliente que ele tinha naquele determinado momento. O sentimento ético se dá no momento da escolha. A publicidade brasileira não pode se resumir só naquele fato. Tudo que ele construiu não pode ser jogado no lixo. O episódio também foi importante para que fosse gerado uma grande discussão e para se repensar em como estavam sendo trabalhadas as verbas governamentais.

A maior verba do mercado publicitário paraibano continua sendo da área governamental?
Infelizmente sim. Mas, eu atribuo muito ao fato de que as grandes verbas privadas passaram a ser trabalhadas em “houses” ou saíram daqui e procuraram agências de fora. Na área de varejo temos vários exemplos.

O ano passado foi um ano bom para a publicidade e propaganda no Brasil. Quais as previsões para 2008?
Eu estou muito otimista. Estava na contabilidade ainda pouco fazendo uma previsão e detectei aproximadamente um crescimento de faturamento na ordem de 20% até junho deste ano. O segundo semestre ainda é um ano de interrogação. Esse ano é de eleição, mas por ordem estratégica sempre deixei a verba do marketing político à parte deste processo. Para que a gente possa enxergar o ano dentro do cenário privado.

A publicidade na internet ainda é muito cara?
Aqui na nossa região ainda é um negócio muito novo, mas no sul e sudeste isso já é uma realidade. Estava vendo ainda pouco que 5% dos usuários de internet estão acessando internet por celular. Precisamos ficar atentos a este segmento. O formato é outro. E ainda vem muita coisa por ai. Por isso também acredito que o publicitário tem que ficar na esfera do marketing. Se ele ficar olhando apenas para a propaganda em si ele não vai conseguir entender o contexto do que vem acontecendo.

O que você diria para os estudantes de comunicação que estão querendo ingressar no mundo publicitário?
O primeiro passo é gosta de gente. Está junto das pessoas. No sentido não só do contato, mas de estar interessado no que acontece em volta de você. Porque cada vez mais a gente vai precisar entender quem é aquele público que a gente deseja alcançar. Eu acho isso condição “sin ne qua non”. Se você não gostar de pessoas não vai dar certo. Porque hoje a luta no mercado é por atenção. É um concurso. Somos impactados com várias mensagens ao longo do dia desde quando acordamos. A eficácia e a eficiência da propaganda vai se dá dentro do entendimento dos públicos que se pretende alcançar. E gostar de gente é gostar de cultura, se interessar pelas coisas da cidade. Tem que ter uma mente aberta para tudo que está acontecendo e não ter preconceito a nenhum tipo de mídia.

Adriana Crisanto
Repórter
adrianacrisanto@gmail.com
adriana@jornalonorte.com.br
Fotos: Helder Pinto

quinta-feira, janeiro 31, 2008

"Velta" chega aos 35 anos


Emir Ribeiro lança outro volume da série da loira mais cobiçada do quadrinho paraibano

Continuando a saga da dama Velta, o quadrinista Emir Ribeiro lançou este mês em parceria com Rubens Francisco Lucchetti outro volume da série Velta, obra mais famosa do desenhista. O mestre de Velta teve seu primeiro sucesso de público e crítica em 1973, quando lançou pela primeira vez seu primeiro personagem, a jovem detetive Kátia Maria Farias Lins (Velta), com quase 18 anos na época, de olhos azuis, loira, pele branca, 2,20 metros de altura.

Uma personagem dotada de poderes especiais e disparava raios bio-energéticos sob forma luminosa, coerente, elétrica ou explosiva, por qualquer parte do corpo. Tem regeneração celular acelerada e alta imunidade às doenças. Pele resistente ao calor. A jovem era usada como cobaia da experiência de um inescrupuloso extra-terrestre de quem salvou a vida, Kátia é modificada geneticamente por uma máquina mental, que a permite, quando quiser, se transformar numa loura gigante que dispara raios pelo corpo.

A musa do quadrinista tem traços perfeitos, extremamente arredondados, recheados. Velta é o que os homens chamam de “mulherão”. Com olhos azuis, boca vermelha, seios fartos, cintura de pilão, pernas torneadas, cabelos longos louros, quadril avantajado e o que é melhor; nenhuma celulite. As roupas são mínimas e sensuais, com botas cano longo e luvas que usa para dirigir sua motocicleta. Esteticamente perfeita, aos olhos de muitos fãs, a moça caiu na graça e foi publicado em suplementos de quadrinhos que existiam em alguns jornais periódicos de João Pessoa, coordenado por Deodato Borges, outro grande quadrinista.

Nesta edição de 35 anos os desenhos são de Emir Ribeiro e o texto é de Rubens Francisco Lucchetti, uma dos mais importantes autores brasileiros. Foi o roteirista de vários filmes de Zé do Caixão. Produziu vários roteiros HQs de terror que foram desenhadas por grandes mestres da HQ nacional, a exemplo de Eugênio Colonnese, Flávio Colin e Nico Rosso. Lucchetti é autor de 1.500 livros de bolso, em que utilizou vários pseudônimos. No cinema, estreou na década de 1960, em parceria com Bassano Vaccarini. Roteirizou ainda “O Segredo da Múmia”, “As 7 Vampiras”, “O Escorpião Escarlate”, dirigidos por Ivan Cardoso. Ele é o autor do livro “No Reino do Terror” e atualmente prepara o lançamento de mais duas publicações: O Cinema de R. F. Lucchetti, O Filho de Satã, Fantasmagorias e a coletânea de quadrinhos A Múmia, com desenhos de Júlio Shimamoto.

Já Emir Ribeiro iniciou seus trabalhos com quadrinhos aos 8 anos de idade, fazendo histórias para o círculo familiar e amigos próximos. Em 1973, criou e lançou Velta, sua criação maior, no jornal mural O Comunicador, do Colégio Estadual de Jaguaribe.

Em 1975 começou a publicar nos jornais A União e O Norte, de circulação estadual, lançando outros personagens, além de Velta, como o índio Itabira (1975, em parceria com seu pai, Emilson Ribeiro), a andróide Nova e O Desconhecido Homem de Preto (estes dois últimos em 1976). Em 1978 começou a editar revistas por conta própria e colocá-las nas bancas de três estados nordestinos. O currículo do camarada é extenso. Editou cerca de quinze revistas independentes, sendo o mais recente o álbum 25 anos de Velta (1998).

Em 1980 começou a publicar quadrinhos no jornal O Correio da Paraíba, também de circulação estadual. No decorrer da carreira, participou de várias exposições em João Pessoa, PB, em outros estados como São Paulo e Rio de Janeiro, e na Europa (França). Entre 1985 e 1991, publicou trabalhos da linha erótica e terror em editoras de São Paulo, como Press/Maciota, Nova Sampa e ICEA.
Em 1989, escreveu, dirigiu, atuou e produziu o vídeo O Desconhecido Homem de Preto, sobre o personagem lançado em jornais paraibanos em 1976. O filme teve boa repercurssão local e nacional, tendo sido comentado pela revista de cinema Cinemix, o programa Documento Especial, da TV Manchete-Rio, o jornal Folha de São Paulo e foi exibido em grandes eventos de quadrinhos, como a I Bienal Internacional de quadrinhos do Rio de Janeiro.

Em 1993 começou a fazer trabalhos para editoras dos Estados Unidos, na trilha do seu conterrâneo Deodato Borges Filho, o Mike Deodato Jr. , em personagens conhecidos como O Incrível Hulk e Os Vingadores, ou pouco conhecidos como Glory, Avengelyne, Prophet e Os Protetores, entre outros.

A maioria dos trabalhos exportados tem sido como arte-finalista fantasma, onde não lhe foi dado o devido crédito, por parte dos editores e, em algumas ocasiões, levou a "alcunha" de Deodato Studios. Naquele mesmo ano de 1993, produziu o segundo vídeo: A volta do Homem de Preto, que chegou a ser exibido na TV Cultura de Minas Gerais.

Publicou história colorida de Velta na revista Metal Pesado #6 e, ultimamente, teve uma revista formatinho com Velta, lançada pela editora Escala (2002), o álbum Velta contra o Devorador (Editora Opera Graphica, 2002), o livro História da Paraíba em Quadrinhos (independente, 2003) e o outro álbum 30 anos de Velta (Opera Graphica, 2003).
Recentemente montou uma página na internet onde disponibilizou sua produção. O endereço eletrônico é o www.emirribeiro.com.br . Lá o internauta vai encontrar lista de atalhos para os personagens, como comprar as edições anteriores, galeria de fotos, notícias e falando sobre toda produção.

Adriana Crisanto
Repórter
adriana@jornalonorte.com.br
adrianacrisanto@gmail.com
Fotos: Divulgação

quinta-feira, janeiro 24, 2008

Aumenta que isso aí é “Roquenrrouuuuu”

Polícia manda parar show da
banda Zeferina Bomba no Galpão 14


Ao mesmo em que o cantor e compositor santista Luiz Melodia cantava lindamente suas canções na Praça Antenor Navarro, no centro histórico de João Pessoa, dentro do projeto Estação Nordeste, um incidente lamentável ocorria bem perto dali no Galpão 14, durante o show da banda paraibana Zefirina Bomba. O fato aconteceu na sexta-feira da semana passada, dia 18 de janeiro. O local, um dos poucos espaços para shows de música alternativa na cidade, foi invadido por policiais que abusando de sua autoridade e munidos de várias algemas obrigaram aos donos da casa e aos músicos pararem com o show.

O fato revoltou a platéia, na sua maioria adolescentes, que assistiam ao show da banda, que hoje é reconhecida pela imprensa do sul e sudeste do país. Circula na internet um vídeo no website Youtube disponibilizado por um jovem que assistia e gravava do celular o incidente. Os policiais foram vaiados, mas a situação foi contornada pelo vocalista da banda Ilson Barros que prontamente tratou de acalmar os ânimos da galera e desligou os equipamentos.

A situação revoltou a todos entendidos e não entendidos no assunto rock que se questionavam sobre o fato de que fora dali, a poucos metros e fazendo um barulho bem maior o cantor Luiz Melodia se apresentava com potência de som superior ao som do grupo. A denúncia, de acordo com algumas pessoas, teria vindo de um morador do local que sempre chama a polícia para encerra as apresentações.

O que não dá para entender é porque incidentes como estes acontecem com maior freqüência com a turma do rock, uma vez que o Forrock (casa de show localizada na Br 230), que de rock não tem nada, apela para shows de forrós de plástico e bandas do Pará, e fazem barulho tanto do lado de fora como dentro. Queria entender por que a polícia também não vai lá mandar parar a música e tirar os músicos do palco.

Desde que o mundo é mundo e que o rock é rock que fatos como este acontecem no cenário musical e não são diferentes. A irreverência e atitude dos mais jovens incomodam e há aqueles que não conseguem entender sobre a diversidade da música e apelam para posições ortodoxas faltando inclusive com respeito aos outros.

O Rock'n'Roll nasceu da mistura de três gêneros musicais distintos da música americana: blues, country e jazz. Com o passar dos anos ele mudou, foi acompanhando os mais jovens. Hoje são mais de 50 estilos diferentes e ainda é o mercado em que mais se produz Cd´s e DVD´s. O estilo é tão importante que até ganhou um dia internacional (dia 13 de julho).

Zefirina Bomba

Lamentável que fatos como este aconteçam exatamente com uma banda que está imprimindo o nome do nosso Estado brilhantemente no sul e sudeste do país. Os integrantes estão de férias em João Pessoa e avisam que outros shows estão sendo programados. Nesta sexta-feira, dia 25 de janeiro, a banda se apresenta no Sebo Cultural, às 18h00, com outros grupos locais: Rotten Flies, Letal (Sapé/PB) e João e os bons jovens (Natal/RN). No sábado a apresentação será na praça do Cajú, no bairro do Bessa.

No ano passado a Zeferina Bomba lançou o CD “Noisecoregroovecocoenvenenado”, escrito assim tudo junto, pelo selo-gravadora Trama Virtual, seu primeiro trabalho autoral. A banda, que fixou residência na capital paulista, traz neste disco um trabalho bem diferente do que vinha produzindo na garagem de casa.

Gravado no melhor estilo nordestino de se fazer rock, os produtores e a divulgação reclamaram, que a mídia local nem deu tanto destaque assim ao trabalho da banda como a imprensa do sudeste. A Folha de São Paulo, diz a produção, deu metade de uma página ao grupo da Paraíba.

Todas as quinze letras são de autoria do fundador da banda, o guitarrista, Ilsom Barros, um pernambucano, que se sente mais paraibano do que qualquer nativo. A banda amadureceu bastante e deixou de lado o estilo meio “mangue beat de ser” do início para investir num som mais pesado e ligeiro, muito embora ainda apresente numa e outra música um timbre sutil e amaneirado de ritmos nordestinos.

Munido de um violão eletrificado com cordas de aço e as vezes cordas normais de um violão antigo e surrado Ilsom Barros tira solos pesados com toda distorção necessária para o estilo de som que tentam imprimir. As letras das músicas não parecem tolas, mas estão carregadas de uma poética de cordel, como na canção “Oportunidade” em que diz: “Seu doutor me dê uma chance. Pra eu mostrar minha força. Ajuda a vingar meu sustento. E se eu tiver uma oportunidade eu lhe provo que to disposto. Me ajuda a vencer meu sustento. E mostrar que eu sei”.

A atitude irreverente do rock e toda sua indignação vem estampada na décima faixa “Vá se Foder”. A música tem poucos minutos. Você não entende muita coisa, mas como diz o próprio guitarrista, no encarte do disco: “Mas quem se importa?”. É nesse fazer de coisas que o trabalho segue irreverente e tem chamado a atenção dos ouvidos mais aguçados e exigentes do sul e sudeste do país.

“Power-trio”, “banda pós-punk” são alguns dos adjetivos que estão qualificando o grupo paraibano. Quanto surgiu, fazia parte ainda da banda o baixista Edy Gonzaga (ex-Flávio C). Hoje o grupo é formado por dois nordestinos Ilsom Barros (violão eletrificado) e Guga (bateria), e um paulista Martim (baixo) que se encantou com o trabalho do grupo desde que os viu tocar pela primeira numa noite em São Paulo. Neste trabalho ninguém é melhor que ninguém. O baixo distorcido aparece forte e com destaque na faixa 14 (HC) e a bateria exibe todo o seu peso sincopado em músicas como “A-M-N”.

O nome da banda foi dado por Ilsom quando conheceu, na infância, uma velha lavadeira que trabalhava na casa de seus pais em João Pessoa e que ganhou o apelido de Bomba por causa do barulho que fazia ao bater com a roupa molhada na pedra à beira do rio. Ilsom integrou a banda Pau de Dá em Doido (pop-rock com forte acento regional). Depois que a banda acabou resolveu buscar novos parceiros e rever seus objetivos musicais. Guga foi um dos caras que topou juntar bateria e baixo a uma certa viola-guitarra inventada pelo próprio Ilson para formar o Zefirina Bomba, cuja relação com a velha lavadeira não está somente no nome, mas também no som que os três músicos perseguem: um rock direto, de impacto, feito com vigor, como a pancada da roupa molhada na pedra.

Para quem gosta de som pesado eis a dica: o disco “Noisecoregroovecocoenvenenado”da Zefirina Bomba. É peso do início ao fim. Os ouvidos descansam um pouco apenas na 15a faixa, “Enquanto Otacílio Batista Explicava”, em que rendem uma homenagem ao repentista pernambucano Otacílio Batista. O repentista, que estava radicado em João Pessoa há vários anos, faleceu em 5 de agosto de 2003. Foi autor de livros como: Poemas que o Povo Pede; Rir Até Cair de Costas; Poema e Canções; e Antologia Ilustrada dos Cantadores, este último com F. Linhares. Versos de Otacílio foram musicados pelo compositor Zé Ramalho, dando origem à canção “Mulher Nova Bonita e Carinhosa”, gravada inicialmente pela cantora Amelinha e depois pelo próprio Zé Ramalho. A canção foi tema de uma filme brasileiro sobre Lampião, o Rei do Cangaço.

Em João Pessoa, o disco está sendo vendido na loja de discos “Música Urbana”, localizada no centro da cidade. Agora quem quiser escutar uma prova do trabalho da Zeferina pode acessar o site da Trama Virtual, através do endereço eletrônico: http://www.tramavirtual.com.br/zeferina. Lá o internauta vai encontrar também galeria de fotos, o premix do disco e algumas canções do primeiro CD-demo.

Adriana Crisanto
Repórter
adriana@jornalonorte.com.br
adrianacrisanto@gmail.com
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quarta-feira, janeiro 23, 2008

Doação de Sabedoria


Irradiar conhecimento é o que faz a ONG “Dê um Livro Espalhe Sabedoria” que na próxima semana distribui mais de mil livros para a população

Mais de mil exemplares de livros serão doados pela Organização Não Governamental (Ong) “Dê um Livro Espalhe Sabedoria”, no período de 28 de janeiro à 1º de fevereiro, com a população carente de João Pessoa. As doações serão realizadas pelos voluntários da Ong que está localizada no estacionamento da Avenida 13 de Maio, no centro da Capital, por trás do Palácio do Bispo.

As pessoas que se interessarem pelos livros devem comprovar que estudam em escola pública. O idealizador do projeto, o empresário José Andréa Magliano, disse que com a proximidade do início do período letivo, os alunos precisam de livros de literatura, material para pesquisa. “Decidimos distribuir as obras para que as crianças e adolescentes carentes possam começar o ano com alguns livros indicados pelas escolas”, comentou Magliano.

A Ong existe há mais de cinco anos e se dedica a criação e implantação de bibliotecas em escolas e ambientes carentes que não tem espaço para leitura. A contribuição é dada também própria população. Os livros, em sua maioria, são entregues nos estacionamentos do Hotel Tambaú, na Avenida 13 de Maio e no do Espaço Cultural. Os livros doados são encaminhados a sede da Organização localizada no município do Conde, catalogados e encaixotados para que não sejam deteriorados. A Ong é responsável pela criação de mais de 60 bibliotecas em toda a Paraíba.

Biblioteca Zé Ramalho

Outras bibliotecas estão sendo criadas ainda este ano, depois do carnaval. A próxima inauguração acontecerá na Casa do Estudante, que fica na Rua da Areia, também na Capital. O novo espaço deverá levar o nome do cantor e compositor paraibano Zé Ramalho. O pedido para a criação da biblioteca na Casa do Estudante foi feito desde o ano passado, mas devido à procura das escolas só agora poderá acontecer.

O ano de 2008 na Ong começou com muitos pedidos de criação de bibliotecas, um deles foi de um líder comunitário na cidade Alhandra, município localizado a cerca de 42 quilômetros da Capital João Pessoa. “Os livros já começaram a ser separados”, garantiu Magliano.

Caso a sua escola, bairro, clube, centro comunitário não disponha de espaço para leitura e queira solicitar a criação de uma biblioteca pública basta entrar em contato através do telefone 3221.2340. O mesmo número também vale para informação sobre doação de livros.

Adriana Crisanto
Repórter
adriana@jornalonorte.com.br
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Fotos: Divulgação

terça-feira, janeiro 22, 2008

Canhoto da Paraíba respira sem ajuda de aparelhos


O violonista Francisco Soares de Araújo, o Canhoto da Paraíba, foi internado na última quinta-feira (17) com problemas respiratórios. De acordo com boletim assinado pelo médico Lauro Brandão do Hospital Prontolinda, em Olinda (PE), o estado de saúde dele é estável e já respira sem ajuda de aparelhos, está consciente e conversando.

O boletim diz ainda que o músico mantém níveis pressóricos dentro dos parâmetros normais, sem uso de medicação para mantê-la. Os aparelhos que ajudavam Canhoto a respirar foram retirados por volta do 12h30, mas ele continua com o suporte de oxigênio por máscara.

Uma das frases ditas pelo músico foi a de que estaria se sentindo melhor e que gostaria de ficar mais tempo sentado no leito. O médico informou que Canhoto continua internado na UTI por seu quadro ainda merecer cuidados intensivos. Canhoto chegou ao hospital Prontolinda, em Olinda (região metropolitana de Recife) na última quinta com insuficiência respiratória aguda.

Canhoto da Paraíba é um dos mais surpreendentes expoentes da música chorosa brasileira. Seus choros têm um sotaque nordestino delicioso. Seu estilo de tocar é único. Como era obrigado a compartilhar o instrumento com os irmãos, não podia inverter as cordas, o que o fez tocar em um instrumento afinado para destros. O pai não conseguia ensinar-lhe: "Meu filho, tem jeito não. Pra lhe ensinar tem que botá de cabeça pra baixo ou diante de um espelho". Teve que aprender tudo sozinho.

Contam as biografias sobre o músico que em 1959, uma legendária excursão de músicos nordestinos viajou dias de jipe com destino à casa de Jacob do Bandolim no bairro de Jacarepaguá no Rio de Janeiro, onde aconteciam os maiores saraus da época. Reza a lenda, que no primeiro sarau em que se apresentaram para a nata dos músicos brasileiros, Radamés Ganttali ficou tão impressinado que gritou um palavrão e jogou seu copo de cerveja no teto. Para recordar o momento, Jacob nunca limpou a mancha no teto. Considerando o temperamento explosivo de Radamés e Canhoto, a história até é factível, pena que parece que é falsa. Histórias saborosas assim todo mundo deveria acreditar. O fato é que esta reunião foi tão impactante, que um moleque que a assistiu, filho de um dos músicos participantes, resolveu por causa disso aprender música. Hoje ele é conhecido como Paulinho da Viola.

Canhoto da Paraíba reside em Recife, desde 1958. Gravou seu primeiro estando com a carreira já consolidada. O segundo disco, intitulado “Único Amor” foi gravado na Rozenblit. O disco foi relançado em CD, com apoio de João Florentino, dono da rede de lojas Aky Discos e do selo Polysom.

O músico gravou apenas mais dois discos de carreira, ambos antológicos. Em 1977, Paulinho da Viola produziu para a Discos Marcus Pereira o "Com mais de Mil". Esse disco já foi lançado em CD, mas os babacas da EMI trataram de tirar de catálogo quando compraram o acervo da Copacabana. Pela finada Caju Music gravou em 1993, seu último disco, "Pisando em Brasa", com as participações especiais de Rafael Rabello e Paulinho da Viola. Ainda pode-se encontrar este disco em CD pela Kuarup. Em 1998, Canhoto sofre uma isquemia cerebral e ficou com o lado esquerdo do corpo paralisado, impossibilitando-o de tocar.



Adriana Crisanto
Repórter
adriana@jornalonorte.com.br
adrianacrisanto@gmail.com
Foto: Banco da Imagem e do Som

sexta-feira, janeiro 18, 2008

Patrimônio Imaterial

Expressões da Cultura Popular da Paraíba inventariadas

Congo, Pontões (Cabaceiras e Pombal) e Nau Catarineta (Cabedelo) são algumas das expressões da cultura imaterial paraibana que estão sendo investigados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), seção Paraíba e muito em breve podem entrar para o livro de tombos Iphan.

Coletivo de Cultura e Educação Meio do Mundo, coordenado pelos professores Maria Ignez Novais Ayala e Marcos Ayala, em 2006, fez um levantamento documental da Paraíba, graças à seleção de um edital do instituto. Foram encontrados vários documentos em acervos de entidades de João Pessoa. “Tenho conhecimento de que a Superintendência Regional da Paraíba e Rio Grande do Norte fizeram um le
vantamento preliminar e identificaram, como possíveis bens a serem inventariados, o congo e os pontões, de Pombal, as atividades em torno do couro, em Cabaceiras e as naus catarinetas de Areia e Cabedelo (notícia publicada na imprensa local em 20 de maio de 2007: Nau Catarineta pode se tornar bem imaterial). Sem dúvida, os Congos e os Pontões merecem um inventário”, disse Marcos Ayala.

Em outubro de 2003, pesquisadores da Organização Não Governamental (ONG) Cachuêra! de São Paulo, fizeram o registro da Festa do Rosário juntamente com integrantes do Coletivo de Cultura e Educação Meio do Mundo. A ONG paulista tinha acabado de realizar uma pesquisa sobre congos e congadas do sudeste e os pesquisadores que aqui estiveram confirmaram nossa percepção sobre a singularidade dos Congos de Pombal.

O critério do risco também se aplica, pois, na década de 1980, quando o coletivo realizou a pesquisa sobre a festa que resultaria na tese de doutoramento do professor Marcos Ayala sobre a Festa do Rosário de Pombal, os “Negros do Rosário” mantinham atritos com o pároco local; nos últimos anos. “Temos visto o tempo destinado a estes grupos populares se reduzir, sendo tomado por outras atividades, como a representação de peças de cunho religiosos realizados por jovens ligados à Igreja. Essa situação atinge os congos, os pontões, a banda cabaçal que acompanha os pontões, o reisado que se incorporou à Festa do Rosário em meados do século passado e os Tropeiros do Sabugi, grupo surgido mais recentemente”, comentou Marcos.

No final do ano passado, o prefeito da Capital paraibana, Ricardo Coutinho, conseguiu fazer com que a cidade se tornasse parte do Patrimônio Nacional, preservando assim seu patrimônio material, ou seja, os prédios, casarões e casarios da cidade velha não podem ser tocados por seus novos ou antigos inquilinos.

A medida colocou os moradores da cidade mais alegres, de fato foi uma conquista. No entanto, é importante também salvaguardar a cultura imaterial de nossa de nossa terra que é tão rica quanto o patrimônio de pedra e cal. Preservá-lo significa valorizar seu conhecimento e ação. A salvaguarda dos bens imateriais são orientados para a valorização do ser humano, para a garantia e melhoria das condições sociais, culturais e ambientais que permitem sua permanência.

Os santos, as danças, as festas, as comidas, a poesia popular e até as supertições de um povo fazem parte do patrimônio imaterial. Se, por acaso, a reflexão e a conseqüente ação sobre o patrimônio cultural imaterial do Brasil tivesse um santo padroeiro, esse santo seria o escritor Mário de Andra
de. Polemista de ótima cepa ele foi o cérebro da Semana de Arte Moderna de 1922 e um dos mais importantes nomes da cultura brasileira do século passado. De acordo com a cartilha do próprio Iphan, foi ele quem iniciou as primeiras reflexões sobre a importância do patrimônio cultural imaterial para a cultura de um povo.

O pesquisador e professor de sociologia da cultura da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Marcos Ayla, disse que o uso do conceito no Brasil é recente e responde a uma mudança no enfoque do patrimônio, seguindo uma tendência internacional capitaneada pela Unesco. De acordo o pesquisador este patrimônio não tombado, mas pesquisado e registrado.

Os bens imateriais estão reunidos em quatro categorias, a cada uma delas correspondendo um Livro de Saberes, para os conhecimentos e modos de fazer enraizados no cotidiano das comunidades, Livro de Registro de Celebrações para os rituais e festas que marcam vivência coletiva, religiosidade, entretenimento e outras práticas da vida social, o Livro de Registros das Formas de Expressão, para as manifestações artísticas em geral e o livro de registro de expressão para mercados, feiras, santuários, praças onde são concentradas ou reproduzidas práticas culturais coletivas.

Como é feito o inventariado do bem imaterial?

Os critérios que definem que o bem cultural seja salvaguardado são basicamente sua importância para a cultura brasileira e para a cultura da região onde é encontrada, sua vinculação a grupos que têm sido desprovidos de acesso aos bens e aos benefícios das políticas públicas (econômicas, de educação, cultura, saúde e habitação) e ainda a situação de risco que o bem se encontra.

“No que diz respeito ao risco temos que lembrar que a cultura popular tem sido bastante desprestigiada, quando não hostilizada, por prefeitos que preferem contratar artistas e grupos com destaque na mídia, que cantam os gêneros que estão na moda, ou por pessoas e grupos que vêem as manifestações populares como algo menor, feio, imoral, ou por grupos religiosos”, disse Marcos Ayala.

Outros bens

Os critérios que definem que o bem cultural seja salvaguardado são basicamente sua importância para a cultura brasileira e para a cultura da região onde é encontrada, sua vinculação a grupos que têm sido desprovidos de acesso aos bens e aos benefícios das políticas públicas (econômicas, de educação, cultura, saúde e habitação) e ainda a situação de risco que o bem se encontra.

Em junho do ano passado o Iphan também registrou no seu livro de formas de expressão do patrimônio cultural imaterial brasileiro (livro de tombo), o décimo bem de natureza imaterial, o popularmente conhecido Tambor de Crioula da cidade de São Luis do Maranhão.

O presidente do Iphan, Luiz Fernando de Almeida, lembrou que a conquista servirá para salvaguardar essa forma de expressão, que foi dividida em três matrizes - o samba de terreiro, o partido-alto e o samba-enredo. “Alguns ingredientes do samba estão desaparecendo, como a cuíca. Outros, precisam ser documentados, como o partido-alto. Tornando-se Patrimônio Cultural, o sam
ba poderá ter políticas públicas voltadas para ele, em cima de pontos específicos”, explicou.

Os patrimônios imateriais são aqueles que denotam a forma de pensar e de ver o mundo, como cerimônias, danças e artesanatos. “Pena que Cartola, Paulo da Portela e Carlos Cachaça não estão mais conosco para verem o samba ser respeitado e reconhecido como eles tanto gostariam de ver. Eles, que foram tão perseguidos, devem estar felizes lá em cima. Devem estar fazendo um samba em homenagem ao samba”, brincou Monarco.


Adriana Crisanto
Repórter
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Fotos: Divulgação MinC.

quinta-feira, janeiro 17, 2008

Davi Moraes nas asas das Muricoças do Miramar

O guitarrista Davi Moraes é outro baiano-carioca que vem a João Pessoa para fazer parte das prévias carnavalescas do bloco de arrasto mais popular do Estado, o mundialmente conhecido “Muriçocas do Miramar”.

Davi Moraes é filho do cantor e compositor Moraes Moreira. Ele foi convidado pela cantora Renata Arruda para subir no trio elétrico do Bloco Muriçocas do Miramar na quarta-feira de fogo (30). Um dos recentes trabalhos de Davi Moraes foi a composição da trilha sonora do filme “Ó pai Ó” que teve como parceiro o músico Caetano Veloso.


Adriana Crisanto
Repórter
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Foto do blog da cantora Ivete Sangalo.

Coral da UFPB abre inscrições

O Coral Gazzi de Sá da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) está abrindo inscrições para preenchimento de vagas existentes em seu quadro de coralistas. O coral universitário, de acordo com o maestro Eduardo Nóbrega, está selecionando cantores para compor os naipes de Soprano, Contralto, Tenor e Baixo.

Os selecionados neste período participam do próximo espetáculo do Coral intitulado “Das Trevas à Luz” que será apresentado antes da Semana Santa. Para este ano está programado ainda uma temporada com o espetáculo “Tributo a Filipéia”, com músicas do carnavalesco paraibano Livardo Alves, autor de uma das mais famosas marchinhas de carnaval do país, a popularmente conhecida Marcha da Cueca. O espetáculo irá abordar sobre vários temas sobre as peculiaridades da cidade de João Pessoa.

As inscrições estão sendo realizadas no Departamento de Educação Musical da UFPB, das 8h00 às 12h00 ou das 14h00 às 17h30; na Coordenação de Educação Artística, das 19h00 às 21h00, ou pelo e-mail: maestro.edu@hotmail.com, solicitando a ficha de inscrição. Maiores informações pelos telefones: (83) 3221-9479 ou 91221788.

Adriana Crisanto
Repórter
adriana@jornalonorte.com.br
adrianacrisanto@gmail.com
Foto: Divulgação